Presidenciável, Alvaro Dias defende privatizações de estatais

Refundar a República com a "reforma de estruturas, com a redução dos quadros e do aparelhamento, eliminando paralelismo, superposição de ações, com a redução de ministérios e de estatais". Essa é a proposta do presidenciável pelo Podemos-PR, Alvaro Dias, ex-PSDB; "Temos hoje 149 empresas estatais federais. Com exceção daquelas estratégicas, do setor de energia, temos de privatizar praticamente todas elas. E reduzir o tamanho do Estado de cima abaixo: ministérios, secretarias, diretorias, departamentos, cargos comissionados. Enxugar pra valer", disse ele

Senador Alvaro Dias (PV-PR) concede entrevista. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Senador Alvaro Dias (PV-PR) concede entrevista. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 - Refundar a República com a "reforma de estruturas, com a redução dos quadros e do aparelhamento, eliminando paralelismo, superposição de ações, com a redução de ministérios e de estatais". Essa é a proposta do presidenciável pelo Podemos-PR, Alvaro Dias, ex-PSDB.

"Temos hoje 149 empresas estatais federais. Com exceção daquelas estratégicas, do setor de energia, temos de privatizar praticamente todas elas. E reduzir o tamanho do Estado de cima abaixo: ministérios, secretarias, diretorias, departamentos, cargos comissionados. Enxugar pra valer", disse ele.

O pré-candidato também defende a redução do Congresso Nacional, que, segundo ele, "vai doer mais". "Por exemplo, com a redução do Senado em um terço, cortando de 3 para 2 senadores por estado. Na Câmara, ainda tem de fazer o cálculo... Mas, quando eu fui deputado, eram 323. Hoje são 513. Podemos voltar a essa situação anterior. E, na sequência, tem de reduzir proporcionalmente o tamanho das assembleias legislativas e das câmaras de vereadores. Isso vai significar uma grande economia e vai também qualificar o Legislativo", acrescentou. A entrevista foi concedida à Gazeta do Povo.

"E ainda é necessário reduzir o número de partidos, com uma cláusula de desempenho [nas eleições] mais rigorosa do que essa que foi aprovada agora [no Congresso]. E aí a gente já começa a reforma política. Hoje temos 35 partidos representados no Congresso. Toda reunião de líderes não decide nada, vira um comício, não há consenso em nada. O processo legislativo fica comprometido", continuou.

Questionado sobre um eventual boicote do Congresso, ela afirmou que, se o governo tiver popularidade, não existe esta possibilidade. "Mas é importante dizer que não se faz reforma para o mandato em andamento. Tem de jogar as mudanças da reforma política para frente. Isso facilita. Mas é com apoio popular e com o convencimento de que, caso contrário, o país vai ficar inviável".

Ao comentar se é possível governar sem negociar cargos, Alvaro avaliou que, "com o apoio da sociedade, você terá o apoio do Congresso". "Porque o Congresso não rema contra a maré. Se um líder adota esse modelo, terá o apoio da sociedade".

"Mas o presidente tem de chegar e, ainda no calor das urnas, dizer quais as mudanças que quer fazer. E tem de ir à sociedade e tem de ter competência de se comunicar. O Plano Real, por exemplo, deu certo porque houve boa comunicação; e a população apoiou. O Brasil é um país à espera de reformas. É preciso obter o apoio das pessoas, dizer que as reformas não são contra elas, mas a favor delas".

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