Primo de Richa é indiciado por fraudes em licitação

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao MP-PR indiciou sete pessoas no inquérito sobre um suposto esquema de fraude em licitações para o conserto de carros oficiais do governo Beto Richa (PSB); os  indiciados são suspeitos de crimes como fraude à licitação, enriquecimento ilícito e organização criminosa; investigações apontam o empresário Luiz Abi Antoun, parente do governador Beto Richa (PSDB), como líder do grupo

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao MP-PR indiciou sete pessoas no inquérito sobre um suposto esquema de fraude em licitações para o conserto de carros oficiais do governo Beto Richa (PSB); os  indiciados são suspeitos de crimes como fraude à licitação, enriquecimento ilícito e organização criminosa; investigações apontam o empresário Luiz Abi Antoun, parente do governador Beto Richa (PSDB), como líder do grupo
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao MP-PR indiciou sete pessoas no inquérito sobre um suposto esquema de fraude em licitações para o conserto de carros oficiais do governo Beto Richa (PSB); os  indiciados são suspeitos de crimes como fraude à licitação, enriquecimento ilícito e organização criminosa; investigações apontam o empresário Luiz Abi Antoun, parente do governador Beto Richa (PSDB), como líder do grupo (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 - O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público (MP-PR), indiciou sete pessoas no inquérito sobre um suposto esquema de fraude em licitações para o conserto de carros oficiais do governo Beto Richa (PSB). O MP terá cinco dias para fazer a denúncias formal à Justiça.Os indiciados são suspeitos de crimes como fraude à licitação, enriquecimento ilícito e organização criminosa.

As investigações apontam o empresário Luiz Abi Antoun, parente do governador Beto Richa (PSDB), como líder do grupo. A oficina Providence Auto Center, de Cambé, no norte do Paraná, ganhou R$ 1,5 milhão para fazer a manutenção de carros oficiais do governo durante seis meses, segundo o MP-PR.

A oficina Providence também ofereceu um serviço 20% mais barato. A tabela oficial do Sindicato das Empresas de Reparação de Veículos (Sindirepa-PR) previa um custo de R$ 83 por hora trabalhada. A oficina propôs R$ 65 por hora, conforme a Justiça, e é registrada no nome de Ismar Ieger. Ele, segundo a promotoria, era usado como "laranja" de Antoun. Conforme o Ministério Público, a empresa pertence a Luiz Abi e a um sócio dele, Roberto Yashimasa Tsuneda.

A promotoria informou que Abi pediu para o empresário Paulo Midauar, dono de uma distribuidora de combustíveis, intermediar o contato com Ernani Delicato, na época diretor do Departamento de Transporte Oficial (Deto). A entidade funcionava dentro da Secretaria Estadual de Administração em Curitiba. Tanto Delicato como Abi elaboraram a proposta da licitação fraudulenta. Por sua vez, o advogado José Carlos Lucca, suspeito de prestar assessoria jurídica na fraude da licitação entre a oficina Providence e o Deto.

Outro lado

A defesa de ambos e de Midauar não foi localizada para comentar o caso. O advogado de Roberto Tsuneda, Gabriel Bertin, afirmou não ter encontrado nas investigações "elementos circunstanciais que mostrassem a participação de Tsuneda em qualquer espécie de crime". Ele disse que vai aguardar uma possível denúncia do Ministério Público à Justiça para apresentar sua defesa.

O advogado de Ismar Ieger, Mauro Martins, nega que seu cliente seja “laranja” de Abi e afirmou que a oficina pertence realmente a Ieger. O advogado de José Carlos Lucca, Elizandro Pellin, disse que Lucca “de forma alguma constituiu prática ilícita”, e que “apenas cumpriu seu papel como advogado, fazendo a assessoria jurídica”.

A Secretaria de Estado da Administração e da Previdência (Seap) informou, em nota, que de janeiro até março, quando o contrato foi suspenso, foi registrada redução de 11% no valor pago à Providence para a manutenção dos veículos, se comparado à empresa que prestou o serviço anteriormente.

A pasta disse, ainda, que os valores utilizados no contrato emergencial são de tabelas adotadas nas principais seguradoras do País e que correspondem ao valor médio praticado pelas oficinas do Estado do Paraná. Ainda de acordo com a Seap, o processo foi considerado legal pelo Pleno do Tribunal de Contas, em fevereiro de 2015. 

As respostas dos advogados das pessoas envolvidas no caso foram concedidas ao G1.


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