Requião: “Admitir ou não investigação contra Temer é questão de caráter”

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) voltou a bater duro em Michel Temer, o primeiro presidente da história do País denunciado por corrupção. "Admitir ou não investigação contra Temer é questão de caráter. Vc tem ou não caráter deputado?", questionou; pesquisa Datafolha apontou que o governo Michel Temer tem aprovação de apenas 7% da população brasileira, a menor taxa de aprovação desde 1989, quando o então presidente José Sarney (PMDB) obteve 5% de aprovação

senador Roberto Requião (PMDB-PR)
senador Roberto Requião (PMDB-PR) (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 - O senador Roberto Requião (PMDB-PR) voltou a bater duro em Michel Temer, o primeiro presidente da história do País denunciado por corrupção. "Admitir ou não investigação contra Temer é questão de caráter. Vc tem ou não caráter deputado?", questionou.

O parlamentar voltou manifestar sua posição favorável à eleição direta para presidente da República. Segundo o parlamentar, "não se trata mais de esquerda ou direita, é questão de caráter ,vergonha na cara, como está não dá mais! DIRETAS JÁ!".

Pesquisa do instituto Datafolha divulgada no dia 24 de junho mostra que 83% da população brasileira quer realização de eleições diretas para presidente, com a saída de Michel Temer. Apenas 12% se dizem a favor de que o Congresso Nacional escolha o sucessor de Temer. 

Segundo os dados, 76% dos brasileiros querem que Temer renuncie ao cargo, enquanto 20% defendem a permanência do peemedebista. Para 65%, o melhor para o País é que Temer deixe o Palácio do Planalto imediatamente, contra 30% que defendem que ele termine o mandato. 

O mesmo levantamento apontou que o governo Michel Temer é tem aprovação de apenas 7% da população brasileira. É a menor taxa de aprovação desde 1989, quando o presidente José Sarney (PMDB) obteve 5% de aprovação.

Acusação

Em delação, os donos da JBS, os empresários Joesley Batista e seu irmão Wesley, afirmaram que Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Depois, o parlamentar foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. O empresário disse a Temer que estava dando ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?". 

Temer, através de sua assessoria, negou impedir o avanço da Lava Jato e classificou a gravação como "clandestina" e "manipuladora".

Peemedebista pode ser alvo de novas denúncias, pois, além de corrupção passiva, ele foi acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de organização criminosa e obstrução judicial.

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