Requião propõe lei para acabar com 'excelência' e tratar autoridades por 'você'

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) anunciou um projeto de lei para coibir o abuso de autoridade; nesta quinta-feira (14), em discurso no Senado, Requião anunciou que irá propor um projeto de lei para que a expressão 'excelência' não seja mais usada no tratamento a autoridades; Requião tomou as dores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que no depoimento de ontem (13), ao juiz Sérgio Moro em Curitiba, foi repreendido pela procuradora Cristina Groba Vieira por chamá-la de “querida” durante o interrogatório

Senador Roberto Requião (PMDB-PR) propõe debate sobre reforma agrária e remessas de lucros
Senador Roberto Requião (PMDB-PR) propõe debate sobre reforma agrária e remessas de lucros (Foto: Charles Nisz)
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Paraná 247 - O senador Roberto Requião (PMDB-PR) anunciou nesta quinta-feira (14), que apresentará um projeto acabando com o pronome de tratamento “excelência” para designar autoridades. Segundo ele, não faz sentido numa República esse “formalismo” distinguindo-as dos demais cidadãos. “Um concurseiro treinado nas cartilhas, um senador, ou mesmo um vereador de pequena cidade fazem questão de ser chamados de ‘excelência'”, criticou Requião.  “É o pessoal do ‘você sabe com quem está falando?'”, disse, indicando abuso de autoridade.

Requião tomou as dores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que no depoimento de ontem (13), ao juiz Sérgio Moro em Curitiba, foi repreendido pela procuradora Cristina Groba Vieira por chamá-la de “querida” durante o interrogatório.

Confira o diálogo entre Lula, a procuradora do MP e o juiz Sérgio Moro:
Lula – “Não, eu não tenho, querida, eu não tenho.”
Groba Vieira – “Também pediria que o senhor ex-presidente se referisse ao membro do Ministério Público pelo tratamento protocolar devido.”
Lula – “É, como é que seria? Doutora?”
Moro – “Sei que, evidentemente, o senhor ex-presidente não tem nenhuma intenção negativa em utilizar esse termo “querida”, mas peço que não utilize, tá? Pode chamar de “doutora”, “senhora procuradora”, perfeito?”

Para Requião, o ex-presidente utilizou na audiência um “vício de linguagem” comum entre os brasileiros no tratamento aos operadores da Lava Jato.

 

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