Requião: ‘PSDB ficou com Temer porque é parte orgânica dele’

Uma das principais vozes do Congresso Nacional, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) bateu duro no PSDB, que decidiu continuar na base aliada do governo de Michel Temer; "O PSDB não saiu do governo Temer porque é parte orgânica dele. Parte do projeto de destruição nacional e do entreguismo. Paramos dia 30!", disse o parlamentar no Twitter; se acordo com o parlamentar, "integração com o mundo de Temer é com o capital vadio e suas consequências: exploração ilimitada do trabalho, concentração de renda, racismo"

Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, senador Roberto Requião (PMDB-PR). Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, senador Roberto Requião (PMDB-PR). Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 - Uma das principais vozes do Congresso Nacional, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) bateu duro no PSDB, que decidiu continuar na base aliada do governo de Michel Temer.

"O PSDB não saiu do governo Temer porque é parte orgânica dele. Parte do projeto de destruição nacional e do entreguismo. Paramos dia 30!", disse o parlamentar no Twitter. "Que tal unificarmos nosso Brasil em um projeto moderno, solidário, defendendo nossa industria e nossos trabalhadores! Dignidade Brasil!", acrescentou o parlamentar.

De acordo com o parlamentar, "integração com o mundo de Temer é com o capital vadio e suas consequências: exploração ilimitada do trabalho, concentração de renda, racismo".

A permanência de Temer no Palácio do Planalto é dúvida, após a delação dos donos da JBS, os empresários Joesley Batista e seu irmão Wesley. Os delatores afirmaram que o peemedebista indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS).

Depois, o parlamentar foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. O empresário disse a Temer que estava dando ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?". O teor das delações foi publicado pelo colunista Lauro Jardim, do Globo. À Polícia Federal, Cunha negou ter tido o silêncio comprado por Joesley (veja aqui).

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que Michel Temer e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) agiram "em articulação" para impedir o avanço da Lava Jato. "Verifica-se que Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio de controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos", afirma Janot.

A PGR apresentará a denúncia contra Temer e o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) por volta do dia 26 deste mês, e não mais na próxima segunda-feira (19), como estava previsto.

A mudança de data se deve à decisão do ministro-relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de conceder mais cinco dias de prazo para a PF concluir o inquérito sobre a denúncia de Joesley Batista. 

Temer, através de sua assessoria, negou impedir o avanço da Lava Jato e classificou a gravação do empresário como clandestina e manipuladora.

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