Richa mexe em recursos de crianças e tem desgaste

Vereador Jorge Bernardi fala de mais um confisco do governador Beto Richa (PSDB); Jorge critica o tucano por transferir recursos do Fundo para a Infância e Adolescência; segundo Bernardi, este é mais um escândalo deste segundo mandato de Richa que já está manchado pela corrupção de fiscais da Receita, violência contra professores e funcionários públicos; "O que ocorreu, na verdade, foi apenas uma transferência contábil deste valor, pois o dinheiro mesmo já havia sido gasto há muito tempo", diz Bernardi

Vereador Jorge Bernardi fala de mais um confisco do governador Beto Richa (PSDB); Jorge critica o tucano por transferir recursos do Fundo para a Infância e Adolescência; segundo Bernardi, este é mais um escândalo deste segundo mandato de Richa que já está manchado pela corrupção de fiscais da Receita, violência contra professores e funcionários públicos; "O que ocorreu, na verdade, foi apenas uma transferência contábil deste valor, pois o dinheiro mesmo já havia sido gasto há muito tempo", diz Bernardi
Vereador Jorge Bernardi fala de mais um confisco do governador Beto Richa (PSDB); Jorge critica o tucano por transferir recursos do Fundo para a Infância e Adolescência; segundo Bernardi, este é mais um escândalo deste segundo mandato de Richa que já está manchado pela corrupção de fiscais da Receita, violência contra professores e funcionários públicos; "O que ocorreu, na verdade, foi apenas uma transferência contábil deste valor, pois o dinheiro mesmo já havia sido gasto há muito tempo", diz Bernardi (Foto: José Barbacena)
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Paraná 247 - Em sua coluna no Blog do Esmael, o vereador Jorge Bernardi critica a decisão do governador Beto Richa (PSDB) de mexer no FIA (Fundo da Infância e da Adolescência). Leia abaixo o texto:

Jorge Bernardi*

O último pacotaço do governador Beto Richa, aprovado pela Assembleia Legislativa do Paraná, com o nome midiático de Fundo de Combate à Pobreza, trouxe mais uma maldade perpetrada contra os paranaenses.

Agora as vítimas foram as crianças, com o confisco de 360 milhões de reais que se encontravam no FIA (Fundo da Infância e da Adolescência) que foram transferidos para o recém-criado Fundo de Combate a Pobreza.

O que ocorreu, na verdade, foi apenas uma transferência contábil deste valor, pois o dinheiro mesmo já havia sido gasto há muito tempo. Os valores só existiam na contabilidade do fundo, embora todos os paranaenses recolhera a taxa do fundo ao utilizar serviços do Detran.

Os recursos que deveriam estar no FIA, há muito tempo haviam sido gastos, certamente em áreas como na publicidade que reelegeu o governador.

O argumento utilizado pelos assessores enquanto ele se divertia em Paris com o dinheiro das paranaenses, de que os recursos foram retirados por falta de projetos, não convence.

Mesmo porque a esposa do governador Fernanda Richa foi, até recentemente, a secretária da Criança e da Juventude (atual Secretaria do Trabalho e Assistência Social) que, em tese, tem a responsabilidade de desenvolver políticas públicas para atender crianças e adolescentes.

Enquanto isso, de janeiro de 2014 a 20 de outubro de 2015, houve, no Paraná, 82.423 casos de violação de direitos de crianças e adolescentes, um dos mais altos índices do Brasil (dados do Sipia).

Poucas vozes se levantaram para denunciar a barbárie praticada pelo governo Beto Richa, e o governador de fato do Paraná, Mauro Ricardo Costa, o todo poderoso secretário da Fazenda.

Com credibilidade e autoridade se opôs a esta violência, o ex-procurador geral do Estado, Olympio de Sá Sotto Mayor Neto, que denominou de ilegal e inconstitucional a medida. O Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente (FDCA), que reúne entidades da sociedade civil como a OAB, também denunciou a arbitraria medida do governo Richa.

O segundo mandato de Beto Richa mal começou a já está marcado por escândalos, como pedofilia e corrupção de fiscais de Londrina, violência contra professores e funcionários públicos, o primo Luiz Abi, comandando as licitações fraudulentas.

Agora, ele se apropria dos recursos que deveriam ser aplicados em políticas públicas para crianças e adolescentes. Um começo de governo com cara de fim.

*Jorge Bernardi, vereador de Curitiba pelo PDT, é advogado e jornalista. Mestre e doutorando em gestão urbana, ele escreve aos sábados no Blog do Esmael.

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