Salário por hora proposto por Guedes é “assustador”, diz senador Paulo Paim

Parlamentar do PT listou também diversos direitos dos trabalhadores que seriam perdidos caso a proposta do ministro Paulo Guedes fosse colocada em prática: “adeus 13º, adeus férias, adeus hora extra, adeus fundo de garantia, adeus Previdência”. Assista na TV 247

Paulo Paim e Paulo Guedes
Paulo Paim e Paulo Guedes (Foto: ABr)
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247 - O senador Paulo Paim (PT-RS) comentou na TV 247 a proposta feita pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de instaurar o pagamento de salário por hora trabalhada no Brasil, o que rompe com diversos direitos dos trabalhadores.

Paim definiu o projeto como “assustador” e listou diversas garantias que seriam perdidas caso o plano de Guedes avançasse. “É assustador. Quando ele fala em salário por hora, adeus direitos dos trabalhadores, adeus décimo terceiro, adeus férias, adeus hora extra, adeus fundo de garantia, adeus Previdência, e aí vem a proposta deles da capitalização novamente, que é a que foi adotada no Chile. Lá a maioria da população ganha o correspondente a meio salário mínimo do Brasil”.

O senador ainda refutou comparações com o regime trabalhista dos Estados Unidos, já que o valor do salário mínimo dos EUA é muito superior ao do brasileiro. “Essa realidade é assustadora. Eles dizem: ‘nos Estados Unidos é assim’. Eu tenho contatos de pessoas que moram atualmente nos Estados Unidos, mas veja o salário mínimo aqui do Brasil que se aproxima de US$ 200, quanto é lá? Em média, é de US$ 5 mil. Conheço pessoas que foram para lá para serem motoristas de carro em estacionamento e estão ganhando US$ 5 mil. Então não dá para comparar um salário por hora que chega a US$ 5 mil ao nosso que é de US$ 200. Nós temos que ter o mínimo para ter a nossa Previdência, nosso SUS, nosso fundo de garantia, nosso salário fixo garantido. Com salário por hora não tem nada mais garantido”.

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