Secretária de Saúde acusada de racismo contra médica é afastada do cargo

O prefeito de Santa Helena, no oeste do Paraná, decidiu afastar a secretária de Saúde, Terezinha Madalena Bottega, após denúncias feitas por uma médica do Programa Mais Médicos de que havia recebido comentários racistas por conta cabelo "dreadlock" que usa; o prazo para a conclusão das investigações é de 15 dias. a gaúcha Thatiane Santos da Silva, de 30 anos, relatou o caso ao Ministério da Saúde; a pasta notificou a prefeitura a dar explicações no prazo de cinco dias

O prefeito de Santa Helena, no oeste do Paraná, decidiu afastar a secretária de Saúde, Terezinha Madalena Bottega, após denúncias feitas por uma médica do Programa Mais Médicos de que havia recebido comentários racistas por conta cabelo "dreadlock" que usa; o prazo para a conclusão das investigações é de 15 dias. a gaúcha Thatiane Santos da Silva, de 30 anos, relatou o caso ao Ministério da Saúde; a pasta notificou a prefeitura a dar explicações no prazo de cinco dias
O prefeito de Santa Helena, no oeste do Paraná, decidiu afastar a secretária de Saúde, Terezinha Madalena Bottega, após denúncias feitas por uma médica do Programa Mais Médicos de que havia recebido comentários racistas por conta cabelo "dreadlock" que usa; o prazo para a conclusão das investigações é de 15 dias. a gaúcha Thatiane Santos da Silva, de 30 anos, relatou o caso ao Ministério da Saúde; a pasta notificou a prefeitura a dar explicações no prazo de cinco dias (Foto: Leonardo Lucena)

Rio Grande do Sul 247 - O prefeito de Santa Helena, no oeste do Paraná, decidiu afastar a secretária de Saúde, Terezinha Madalena Bottega, após denúncias feitas por uma médica do Programa Mais Médicos de que havia recebido comentários racistas por conta cabelo "dreadlock" que usa. O prazo para a conclusão das investigações é de 15 dias.

A gaúcha Thatiane Santos da Silva, de 30 anos, relatou o caso ao Ministério da Saúde. A pasta notificou a prefeitura a dar explicações no prazo de cinco dias.

"Assim que entrei na sala, ela, e a assistente, disseram que queriam falar comigo sobre um problema: o meu cabelo. De acordo com elas, os pacientes estavam acostumados com um padrão de médicos, como se fossem deuses, e que eu poderia encontrar dificuldades pelo preconceito que eles poderiam ter com meu cabelo", lembrou a médica.

Uma portaria 70/2015, publicada no Diário Oficial do Município, estabelece a abertura de uma sindicância especial para "a apuração, infração legal e responsabilização, em relação aos fatos relativos a possível conduta discriminatória, no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde".

Outro lado

A secretária afirmou, na terça-feira (24), ao G1 que não teve a intenção de ser preconceituosa, mas apenas alertar a média sobre a possível reação de alguns pacientes.

"Em nenhum momento quis ofendê-la. A intenção foi até protegê-la de uma eventual resistência ou comentário dos pacientes. Não teve nada a ver com cor da pele ou raça, foi com o cabelo dread, por causa do visual e do cheiro diferente que, em uma sala fechada, exala", disse.

"A conversa com ela foi tranquila. Ela me respondeu dizendo que estava preparada porque era militante, negra e mulher e que não mudaria o seu estilo. Na ocasião me desculpei e não imaginava que teria essa repercussão toda. Não deveria ter feito o comentário", acrescentou.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247