“Sou advogado, não imobiliário”, diz Roberto Teixeira a Moro sobre aluguel de Lula

O advogado Roberto Teixeira disse em depoimento ao juiz Sergio Moro nesta terça (19) que não era seu papel fiscalizar o eventual descumprimento de contrato de locação assinado pela ex-primeira-dama Marisa Letícia; "Eu sou advogado e tenho orgulho de ser advogado. Não sou imobiliário. Não vou ficar cobrando, deixando de cobrar ou qualquer coisa, acompanhando contrato de locação. Isso não cabe a mim e não era de meu interesse", respondeu Teixeira

O advogado Roberto Teixeira disse em depoimento ao juiz Sergio Moro nesta terça (19) que não era seu papel fiscalizar o eventual descumprimento de contrato de locação assinado pela ex-primeira-dama Marisa Letícia; "Eu sou advogado e tenho orgulho de ser advogado. Não sou imobiliário. Não vou ficar cobrando, deixando de cobrar ou qualquer coisa, acompanhando contrato de locação. Isso não cabe a mim e não era de meu interesse", respondeu Teixeira
O advogado Roberto Teixeira disse em depoimento ao juiz Sergio Moro nesta terça (19) que não era seu papel fiscalizar o eventual descumprimento de contrato de locação assinado pela ex-primeira-dama Marisa Letícia; "Eu sou advogado e tenho orgulho de ser advogado. Não sou imobiliário. Não vou ficar cobrando, deixando de cobrar ou qualquer coisa, acompanhando contrato de locação. Isso não cabe a mim e não era de meu interesse", respondeu Teixeira (Foto: Leonardo Lucena)
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Jornal GGN - O advogado Roberto Teixeira disse em depoimento ao juiz Sergio Moro nesta terça (19) que não era seu papel fiscalizar o eventual descumprimento de contrato de locação assinado pela ex-primeira-dama Marisa Letícia.

"Eu sou advogado e tenho orgulho de ser advogado. Não sou imobiliário. Não vou ficar cobrando, deixando de cobrar ou qualquer coisa, acompanhando contrato de locação. Isso não cabe a mim e não era de meu interesse", respondeu Teixeira.

O advogado é acusado pelos procuradores de Curitiba de ajudar Lula a maquiar a posse velada de um apartamento vizinho ao do petista, em São Bernardo do Campo, além de ter intermediado a compra de um terreno que nunca foi usado pelo Instituto Lula. O espaço foi adquirido pela DAG com recursos da Odebrecht.

Na audiência, Moro lembrou a Teixeira que o primo de José Carlos Bumlai, Glaucos Costa Marques, havia informado à Lava Jato que Lula não pagava o aluguel desde que deixou a presidência da República. Os depósitos só vieram a ser regularizados a partir de 2015, quando Bumlai foi preso na Lava Jato. Segundo Glaucos, em um encontro no Hospital Sírio Libanês, Teixeira foi quem deu a notícia da normalização das transferências.

Segundo Teixeira, esse episódio não aconteceu. "Apenas me lembro que certa vez eu estava no hospital. No ano passado - o senhor ja deve saber, sou cardiopata, e de quando em quando eu dou baixa no hospital - fui fazer um cateterismo. Furaram minha artéria, fiquei 15 dias parado e depois tive infecção hospitalar. Fiquei 30 dias hospitalizado no Sírio Libanês. Quando voltei com minha esposa para fazer um curativo, encontrei com Glaucos no saguão."

O advogado afirmou que Glaucos quis saber apenas de como andava a transferência de título de outro imóvel que havia comprado com apoio do escritório de Teixeira, pois ele também fora acometido por problemas de saúde e estava interessado "em deixar os imóveis regularizados para a família."

Glaucos é o dono do imóvel alugado à família de Lula, por intermédio de Bumlai, afirma a acusação. Ele chegou a dizer a Moro, contrariando documentos e depoimentos anteriores dados à Polícia Federal, que fraudou o imposto de renda para fazer parecer que vinha recebendo os aluguel de Lula regularmente.

Moro quis saber de Teixeira cuidava do imposto de renda de Lula. O advogado disse que passou a ajudar a família com isso quando o petista deixou o Planalto. Mas afirmou que um contador era o responsável por juntar todos os documentos. Quando ao aluguel do imóvel, que também foi declarado por Lula, Teixeira disse que "se passou no imposto de renda é porque existe."

Ele não soube dizer a Moro porque Glaucos teria "faltado com a verdade" em seu último depoimento e colocado o advogado como o defensor de interesses de Lula.

Glaucos também afirmou a Moro que Teixeira pediu que ele doasse o lucro que teve com a compra e revenda de um imóvel em São Paulo para o Instituto Lula.

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