Urbs mantém passagem a R$ 4,25, mesmo após decisão do TCE

A Urbanização de Curitiba (Urbs), responsável pela gestão do transporte público de Curitiba, afirmou que não baixará o preço da passagem de ônibus, mesmo após a determinação do TCE-PR, que emitiu uma medida cautelar suspendendo o novo valor da tarifa do transporte público de Curitiba; o órgão afirmou que não há falta de transparência em relação à planilha de custos e a justificativa de que haveria renovação da frota não está de acordo com o reajuste; desde 6 de fevereiro, a passagem aumentou 15%, ao passar de R$ 3,70 para R$ 4,25

A tarifa do transporte coletivo de Curitiba e municípios integrados será de R$ 2,85 a partir de zero hora de quinta-feira da semana que vem (dia 14). Foto: Valdecir Galor/SMCS(arquivo)
A tarifa do transporte coletivo de Curitiba e municípios integrados será de R$ 2,85 a partir de zero hora de quinta-feira da semana que vem (dia 14). Foto: Valdecir Galor/SMCS(arquivo) (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 - A Urbanização de Curitiba (Urbs), responsável pela gestão do transporte público de Curitiba, afirmou, nesta terça-feira (14), que não baixará o preço da passagem de ônibus, mesmo após a determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), que, na segunda-feira (13), emitiu uma medida cautelar suspendendo o novo valor da tarifa do transporte público de Curitiba. O órgão afirmou que não há falta de transparência em relação à planilha de custos e a justificativa de que haveria renovação da frota não está de acordo com o reajuste. Desde 6 de fevereiro, a passagem aumentou 15%, ao passar de R$ 3,70 para R$ 4,25.

A Urbs informou que recorre da decisão. "Assim que nós fomos notificados, ontem [terça-feira, 14] à tarde, entramos com um pedido de reconsideração para esclarecer qualquer dúvida do TCE existente", disse o presidente da Urbs, José Antônio Andreguetto.

"Nós não cumprimos porque nós temos certeza que estamos corretos. Com o nosso pedido de reconsideração, todos os fatos serão esclarecidos", acrescenta o presidente da Urbs. Os relatos desta matéria foram publicados no G1.

Segundo ele, não é possível baixar o preço enquanto a Urbs recorre da decisão; "Nós estaríamos sendo responsabilizados por dar continuidade à falência de um sistema de transporte. Nós não tínhamos recursos para pagar as empresas, nós não tínhamos recursos para fazer frente ao dissídio que vai ocorrer agora, em fevereiro, nós não tínhamos recursos para repor a frota", disse Andreguetto.

"Quando o TCE fala que já está incluso na tarifa das empresas a reposição de frotas, está sobre aqueles veículos que estão operando com o seu prazo de validade em dia. Aqueles veículos que vão ser adquiridos novos não estão sendo remunerados. Serão remunerados a partir de quando nós tivermos a apresentação da nota fiscal pelas empresas", complementou.

Sobre a suposta falta de transparência com relação ao aumento da tarifa, o presidente confessa que a Urbs possa ter errado. "Por isso, nós fizemos, agora, uma distribuição de cada centavo que compõe a tarifa de R$ 4,25. Isso estará disponível no site da Urbs e da prefeitura para que possa esclarecer", afirmou.

 

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