Bebês prematuros: quais são as causas para o nascimento antes da hora?

Condição traz riscos para o feto, mas pode ser evitada com pré-natal adequado

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(Foto: Fabio Pozzebom / Ag.Brasil)
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Por Priscila Carvalho, da Agência Einstein - Cerca de 340 mil bebês nascem prematuros todos os anos no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Isso significa que 12% do total de nascimentos ocorrem antes de a mulher completar a 37ª semana de gestação, elevando o risco de mortalidade infantil e outras sequelas.

Embora uma gestação completa dure entre 37 e 42 semanas, os prematuros podem chegar em três momentos: 

  • Prematuros “extremos”: antes de 28 semanas; 
  • Prematuros “intermediários”: entre 28 e 34 semanas; 
  • Prematuros “tardios”: entre 34 e 37 semanas. 

Causas do problema

A prematuridade pode estar ligada tanto às condições maternas, quanto fetais e placentárias. 

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Materna: Pode ser provocada por infecções que a mulher adquira durante a gestação, como a COVID-19. Outras doenças, como hipertensão e diabetes gestacional, também estão associadas, bem como hemorragias e o uso de drogas ou álcool.

Fetal: Geralmente ocorre quando o desenvolvimento do bebê dentro do útero paralisa. Muitas vezes, por indicação médica, é necessário realizar o parto antes da hora. “Outra causa importante é a gestação gemelar [gêmeos], que aumenta o risco [do parto prematuro]. Condições como uma anemia fetal também pioram o problema”, explica Maria Albertina Rego, presidente do departamento científico de neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Placentária: Ocorre quando a gestante tem a chamada “bolsa rota” ou amniorrexe, o rompimento espontâneo da membrana amniótica (camada mais interna da placenta), antes mesmo de a gestante iniciar o trabalho de parto.

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Sinais de risco para o parto prematuro:

  • Contrações uterinas frequentes e regulares;
  • Aumento de secreção vaginal acompanhado de dor pélvica;
  • Sangramento vaginal;
  • Dilatação precoce do colo uterino;
  • Alteração da vitalidade fetal (bem-estar fetal);
  • Alteração materna (aumento da pressão arterial).

Prevenção

Para evitar a prematuridade, o ideal é que a gestante faça um pré-natal adequado, com acompanhamento da evolução do bebê e os parâmetros de saúde. 

“Podem ser necessárias internações, exames extras e medicações para diminuir esse risco. Mas nem sempre pode ser evitado, então deve ser acompanhado e conduzido da melhor forma possível para o melhor desfecho materno-fetal”, explica Cynthia van Tol Duarte, ginecologista com especialização em endoscopia ginecológica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

É necessário ainda investir em ações preventivas como o controle de hábitos sedentários, evitar o uso do cigarro e drogas, e controle de outras doenças. 

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Cuidados após o nascimento

Ao nascer prematuro, o bebê precisará de suporte nutricional, parenteral e de aparelhos para respirar, além de outros procedimentos. Nesta fase, é muito importante garantir uma melhora no desenvolvimento, já que é possível surgir infecções, como a sepse.

Nascer prematuro pode ainda provocar sequelas após o nascimento. Entre as principais estão: dificuldade para manter a temperatura, para se alimentar e respirar, hemorragias e retinopatia da prematuridade (condição que afeta os vasos sanguíneos que chegam à retina dos olhos).

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