Por Camila França

Refugiados em números

Segundo dados divulgados pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), havia, ao final de 2020, 57.099 pessoas refugiadas e reconhecidas pelo Brasil

Apenas em 2020 foram feitas 28.899 solicitações para o reconhecimento da condição de refugiado, sendo que o Conare concedeu o reconhecimento a 26.577, de diversas nacionalidades

Tanto homens (50,3%) como mulheres (44,3%) reconhecidas como refugiadas encontravam-se, predominantemente, na faixa de 25 a 39 anos de idade

A maior parte dos refugiados no Brasil, reconhecidos entre 2011 e 2020, são da Venezuela (46.412), seguidos dos sírios (3.594) e congoleses (1.050)

Dentre os que mais fizeram solicitações para o reconhecimento da condição de refugiado estão os venezuelanos (60%), haitianos (23%) e cubanos (5%)

Em 2020, 75,5% das solicitações apreciadas pelo Conare foram registradas nos estados da região norte do Brasil

Os estados com maior número de refugiados, em 2021, eram Roraima (1.445), Amazonas (588), Rio de Janeiro (368) e São Paulo (251)

Já em 2020, Roraima (18.896), Distrito Federal (3.331), Amazonas (2.282) e São Paulo (1.067) lideravam

Os venezuelanos foram responsáveis pelo aumento significativo de solicitações da condição de refugiados no Brasil

Em 2020, eles correspondiam a 92,8% das pessoas reconhecidas como refugiadas

Quem são considerados refugiados?

Pessoas que sofrem fundado temor de perseguição em seu país de origem, em razão de sua raça, religião, nacionalidade, opinião política ou grupo social

Também são refugiados pessoas originárias de regiões onde existe uma situação de grave e generalizada violação de direitos humanos

Em 2019, o Brasil recebeu 82.552 solicitações de reconhecimento da condição de refugiado, a maior quantidade registrada para um único ano, em toda série histórica

A variação negativa observada entre 2019 e 2020 ocorreu no contexto de maiores restrições à circulação de pessoas e controle de fronteiras, a partir do mês de março de 2020, por causa da Covid