Rio247_O dono do restaurante Filé Carioca, Carlos Rogério do Amaral, chegou aos prantos na 5ª DP (Mem de Sá), no Centro, às 15h, onde vai prestar depoimento. Acompanhado por dois advogados, ele terá de explicar a utilização irregular de cilindros e botijões de gás no restaurante Filé Carioca, de sua propriedade, que explodiu na última quarta-feira, causando a morte de três pessoas e ferindo 17. Na entrada, ele não quis dar declarações à imprensa sobre como o restaurante funcionava em um prédio onde o uso de gás era proibido pelo Corpo de Bombeiros. O irmão dele, Jorge do Amaral, que era gerente do estabelecimento, permanece hospitalizado, mas não corre risco de morrer, e não compareceu.
O comerciante deveria depor no sábado passado, mas seu advogado alegou que ele não tinha condilções de saúde e seu depoimento foi transferido.
Mais cedo, o vigilante Edvaldo Santos da Silva, de 30 anos, marido de uma das vítimas, Daniele Pereira, de 18 anos, que está internada no Hospital Souza Aguiar, no Centro, com traumatismo craniano, esteve no local da explosão e na delegacia à procura dos documentos da mulher. Ele contou que Daniele, pouco antes da explosão, havia ligado para ele reclamando de um forte cheiro de gás e que a orientou a deixar o restaurante imediatamente.
Outro que continua internado em estado grave na CTI do mesmo hospital é José Roberto, também com traumatismo craniano. Já Jorge Luis está na enfermaria, sem previsão de alta, e no Miguel Couto, da Gávea, Igídio da Costa Neto, também está no CTI e seu estado inspira cuidados.
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