Paredões de arenito vermelho, cânions profundos e araras-vermelhas voando sobre cachoeiras. Essa é a Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 km de Cuiabá, em Mato Grosso.
Um parque sobre um antigo oceano
A Chapada é um livro de geologia a céu aberto. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães foi criado em 12 de abril de 1989 e protege 32.630 hectares de cerrado, paredões e sítios arqueológicos.
As rochas de arenito registram centenas de milhões de anos de história, e fósseis marinhos e marcas de dunas mostram que a região já foi mar e depois deserto. O parque fica entre os municípios de Cuiabá e Chapada dos Guimarães, com entrada gratuita, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Como é a Cachoeira Véu de Noiva?
É o cartão-postal da Chapada. A Cachoeira Véu de Noiva é uma queda de 86 metros formada pelo Córrego Coxipozinho, despencando num vale em forma de ferradura cercado por paredões de arenito.
Nos paredões nidificam araras-vermelhas, que cruzam o vale e emocionam quem chega. O acesso é por uma trilha autoguiada de cerca de 550 metros até o mirante, a partir da entrada principal do parque, no km 50 da MT-251.

O que mais visitar no Parque Nacional?
O parque combina mirantes, cânions e cachoeiras em vários roteiros. Boa parte das atrações exige guia credenciado e agendamento prévio.
- Cidade de Pedra: formações de arenito esculpidas pelo vento que lembram ruínas, com cânions profundos e visão das araras.
- Morro de São Jerônimo: trilha longa até o ponto alto da Chapada, com limite diário de visitantes e guia obrigatório.
- Circuito das Cachoeiras: percurso por várias quedas d’água dentro do parque, com paradas para banho.
- Caverna Aroe Jari: uma das maiores grutas de arenito do Brasil, cortada por um córrego.
A lista completa de atrativos está no portal da Prefeitura de Chapada dos Guimarães.
Quem deseja planejar a viagem perfeita para conhecer um dos destinos mais procurados do Brasil, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Rolê Família, que conta com mais de 93 mil visualizações.
No conteúdo, o canal Rolê Família mostra um roteiro completo de 4 dias explorando as formações rochosas e paredões de arenito, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, cachoeiras deslumbrantes como a Véu de Noiva, o circuito de cavernas Aroe Jari, a Lagoa Azul, além de dicas imperdíveis do que fazer em Chapada dos Guimarães, Mato Grosso.
Onde fica o centro geodésico da América do Sul?
Fica na própria Chapada. Um dos mirantes mais procurados da região é apontado como o Centro Geodésico da América do Sul, por estar a cerca de 1.600 km tanto do Atlântico quanto do Pacífico.
Do alto, a vista alcança a planície e revela por que o planalto se tornou um símbolo do coração do continente. Essa posição central também alimentou a fama esotérica da cidade, ponto de encontro de místicos de várias partes do mundo.
Qual a melhor época para visitar?
A estação seca, no inverno, traz céu aberto e trilhas tranquilas. O verão chuvoso enche as cachoeiras, mas pode interditar trilhas em dias de tromba d’água.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à Chapada dos Guimarães
O acesso é feito pela rodovia MT-251, em cerca de uma hora de carro a partir de Cuiabá. A estrada é asfaltada e os paredões já aparecem no horizonte durante a subida.
De Cuiabá também saem ônibus diários sentido Chapada, com parada no Véu de Noiva. O aeroporto mais próximo é o de Cuiabá.
Suba o planalto e conheça o coração do continente
A Chapada dos Guimarães reúne fósseis de oceano, paredões de deserto, cachoeiras e o ponto apontado como centro da América do Sul, tudo a uma hora de Cuiabá. É um dos destinos de ecoturismo mais acessíveis e impressionantes do país.
Você precisa subir até a Chapada e olhar do alto do Véu de Noiva para entender por que esse planalto fascina quem chega.

