Beijing, 7 mai (Xinhua) -- A China rejeitou firmemente a designação sem fundamento da China pela União Europeia (UE) como um chamado "país de alto risco" e sua decisão de restringir o apoio financeiro a projetos que utilizem inversores chineses, dispositivos que convertem a saída de corrente contínua dos painéis solares em corrente alternada para uso em residências e instalações industriais, informou o Ministério do Comércio da China nesta quinta-feira.
Um porta-voz do ministério fez essas declarações em resposta a reportagens da mídia de que autoridades da UE haviam afirmado que o bloco proibiria o apoio financeiro para projetos que usem inversores de "países de alto risco", como a China.
"Sem nenhuma evidência concreta, a UE, pela primeira vez, designou a China como um 'país de alto risco' e, com base nisso, proibiu o financiamento para projetos que utilizem inversores chineses", disse o porta-voz. "Isso constitui um ato de estigmatização contra a China e sujeita produtos chineses a um tratamento injusto e discriminatório. A China rejeita e se opõe firmemente a essa medida."
O porta-voz ainda observou que rotular a China como um "país de alto risco" minará a confiança mútua entre China e Europa, perturbará a cooperação econômica e comercial bilateral e ameaçará a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais e China-UE. "A longo prazo, isso corre o risco de desacoplar e perturbar as cadeias de suprimentos", acrescentou o porta-voz.
Segundo o porta-voz, as medidas forçadas da UE para excluir produtos chineses violam princípios de mercado e concorrência justa. "Essas ações não apenas prejudicam os interesses das empresas chinesas, mas também terão efeitos negativos na própria UE, afetando sua transição verde e segurança energética."
A China exorta a UE a cessar imediatamente a prática estigmatizadora de listar a China como um "país de alto risco" e a retirar as medidas injustas e discriminatórias contra produtos chineses, disse o porta-voz, acrescentando que a China monitorará de perto e avaliará cuidadosamente o impacto das políticas da UE nos direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, bem como nas cadeias industriais e de suprimentos China-UE.
Ações necessárias serão tomadas para proteger os direitos e interesses legais das empresas chinesas, segundo o porta-voz.

