China preocupada com plano do Japão de revisar "três princípios sobre a transferência de equipamentos e tecnologia de defesa", diz porta-voz

8 de abril de 20262 min de leitura
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Beijing, 7 abr (Xinhua) -- Uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China disse nesta terça-feira que a China está profundamente preocupada com o plano do governo japonês de revisar os "três princípios sobre a transferência de equipamentos e tecnologia de defesa".

"Exigimos que o lado japonês reflita profundamente sobre sua história de agressão militarista, honre seus compromissos e aja com prudência nas áreas militar e de segurança, e evite seguir ainda mais por este caminho errado", disse a porta-voz Mao Ning em uma coletiva de imprensa regular.

Segundo reportagens, o governo japonês planeja revisar, ainda este mês, as diretrizes de implementação dos "três princípios sobre a transferência de equipamentos e tecnologia de defesa" para flexibilizar as restrições à exportação de armas.

"A China está profundamente preocupada", afirmou Mao, acrescentando que estudiosos internacionais e as pessoas perspicazes no Japão também consideram o desenvolvimento profundamente preocupante e acreditam que isso marca uma mudança fundamental na política de exportação de armas do Japão no pós-guerra e constitui uma grave violação de instrumentos com efeito jurídico sob o direito internacional, como a Declaração do Cairo, a Proclamação de Potsdam e o Instrumento de Rendição do Japão.

O desenvolvimento vai contra a própria Constituição e as normas do Japão e sabotará as salvaguardas institucionais destinadas a impedir o renascimento do militarismo japonês, observou Mao.

Uma pesquisa realizada anteriormente pelo governo japonês mostra que a maioria do povo japonês se opõe ao relaxamento dos controles de exportação de armas, acrescentou Mao.

"Vários sinais indicam que as forças de direita japonesas estão promovendo uma política de defesa mais ofensiva e expansionista. A remilitarização do Japão está ganhando força", declarou Mao, acrescentando que isso já é uma realidade, com um roteiro prático e medidas concretas, e que representa uma ameaça à paz e à estabilidade regionais.

"A comunidade internacional deve permanecer em alto alerta e rejeitar firmemente as ações imprudentes do neomilitarismo japonês", acrescentou ela.