Mwadini Maalim Simai (2º à direita), chefe do departamento de anestesiologia, realiza um bloqueio do plexo braquial guiado por ultrassom sob a supervisão de Luan Hengfei (1º à esquerda), anestesiologista da 35ª equipe médica chinesa em Zanzibar, no Hospital Regional de Referência de Lumumba, em Zanzibar, Tanzânia, em 19 de janeiro de 2026. (35ª equipe médica chinesa em Zanzibar/Divulgação via Xinhua)
Em uma sala de cirurgia no Hospital Regional de Referência de Lumumba, em Zanzibar, Tanzânia, Mwadini Maalim Simai, chefe do departamento de anestesiologia, concluiu o primeiro bloqueio do plexo braquial guiado por ultrassom na região. Isso foi um avanço notável no uso de técnicas avançadas de anestesia regional na área.
Zanzibar, Tanzânia, 4 abr (Xinhua) -- Em uma sala de cirurgia no Hospital Regional de Referência de Lumumba, em Zanzibar, Tanzânia, Mwadini Maalim Simai, chefe do departamento de anestesiologia, inclinou-se para a frente, olhando para um monitor de ultrassom, enquanto guiava cuidadosamente uma agulha em direção ao plexo nervoso de um paciente.
Pela primeira vez, ele realizava o procedimento sozinho.
Gotas de suor se formavam na testa de Simai, mas Luan Hengfei, anestesiologista da 35ª equipe médica chinesa em Zanzibar, oferecia constante apoio.
"Estou aqui. Não se preocupe. Faça com calma", disse Luan a Simai tranquilamente.
Com a orientação e a confiança renovada, Simai ajustou a sonda e a agulha. No monitor, a ponta da agulha aparecia claramente "no plano", avançando com precisão em direção ao nervo alvo.
À medida que o anestésico se espalhava suavemente ao redor do nervo, a tensão na sala diminuiu. Simai exalou profundamente, o alívio dando lugar à empolgação.
Ele realizou o primeiro bloqueio do plexo braquial guiado por ultrassom na região, feito por um médico local, auxiliando cirurgiões ortopédicos no tratamento de um paciente com fratura distal do rádio. Isso foi um avanço notável no uso de técnicas avançadas de anestesia regional na área.
Por anos, os anestesiologistas em Zanzibar enfrentaram limitações significativas.
O acesso limitado a equipamentos de ultrassom e treinamento especializado obrigava muitas cirurgias de membros superiores a dependerem fortemente da anestesia geral. Enquanto isso, a escassez de analgésicos frequentemente comprometia o controle da dor pós-operatória, deixando os pacientes sofrendo desnecessariamente.
A anestesia geral também apresentava riscos, como depressão respiratória e vômitos, complicações que poderiam ser especialmente perigosas em ambientes com capacidade limitada de monitoramento.
Ao chegar em Zanzibar em setembro de 2025, Luan rapidamente reconheceu esses desafios e identificou a anestesia regional guiada por ultrassom como uma solução prática.
"A orientação por ultrassom nos permite visualizar claramente nervos e vasos sanguíneos, melhorando a precisão e a segurança. Mais importante ainda, reduz a dependência da anestesia geral e ajuda a resolver o problema da escassez de suprimentos médicos", disse Luan.
Determinado a garantir um impacto duradouro, Luan introduziu um programa de treinamento estruturado que combinava instrução teórica com prática supervisionada.
Ele abordou tudo, desde anatomia nervosa até operação com ultrassom e gerenciamento de complicações. Além disso, usando uma abordagem de "demonstração primeiro, prática guiada depois", ele ajudou os médicos locais a interpretar as imagens de ultrassom como mapas anatômicos claros, aumentando tanto a confiança quanto a competência.
"Com a técnica adequada, a anestesia regional é a melhor forma de evitar muitas complicações associadas à anestesia geral", explicou Simai.
Após o procedimento bem-sucedido, o paciente, que sofria de dores intensas devido à fratura, permaneceu calmo e estável durante a cirurgia, destacando a eficácia da nova técnica.
"A orientação por ultrassom é como instalar um sistema de navegação em nossos procedimentos, seguro e eficiente", disse Simai. "Resolveu um grande problema que nos incomodava há muito tempo".
Ele observou que a adoção mais ampla da anestesia regional também reduzirá o uso de analgésicos necessários para a anestesia geral.
Olhando para o futuro, Simai enfatizou a importância do aprendizado contínuo e do compartilhamento de conhecimento. "Continuaremos praticando e treinando outros anestesistas para adquirir mais experiência e conhecimento", disse ele.
Luan concordou com esse ponta de vista, dizendo que o próximo passo é expandir as técnicas de bloqueio nervoso guiadas por ultrassom para cirurgias de membros inferiores e abdominais, aprimorando ainda mais o atendimento cirúrgico em Zanzibar.
Por meio de treinamento contínuo e cooperação, a equipe médica chinesa pretende deixar como legado não apenas habilidades, mas um sistema de atendimento autossustentável, de acordo com Bao Zengtao, líder da 35ª equipe médica chinesa em Zanzibar.


