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Campo de Bacalhau inicia produção no pré-sal com meta de 1 bilhão de barris

Operado pela Equinor em parceria com PPSA e multinacionais, projeto prevê 220 mil barris diários e 50 mil empregos até 2055

Campo de Bacalhau inicia produção no pré-sal com meta de 1 bilhão de barris (Foto: André Motta de Souza/Agência Petrobras)

247 - O Campo de Bacalhau, localizado na Bacia de Santos, iniciou oficialmente suas operações nesta sexta-feira (17), em um marco estratégico para o setor energético brasileiro.

O projeto é liderado pela petroleira norueguesa Equinor, em parceria com ExxonMobil, Petrogal Brasil (joint venture entre Galp e Sinopec) e a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), estatal vinculada ao MME.O empreendimento deve alcançar a produção de 220 mil barris de petróleo por dia, além de gerar cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos ao longo dos próximos 30 anos.

Potencial energético e confiança internacional

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a relevância da produção no Campo de Bacalhau como símbolo do protagonismo brasileiro no setor energético. “O início das atividades no projeto Bacalhau é uma demonstração da confiança internacional no nosso país e na segurança jurídica que temos garantido no setor. O governo do presidente Lula trabalha para transformar o potencial energético do Brasil em desenvolvimento social, geração de empregos e oportunidades para brasileiras e brasileiros”, afirmou.

Com reservas recuperáveis superiores a um bilhão de barris de óleo equivalente, Bacalhau se soma aos grandes ativos do pré-sal e reforça a atratividade do Brasil no cenário global.

Tecnologia e menor impacto ambiental

As operações no campo são apoiadas pela unidade flutuante de produção (FPSO) Bacalhau, considerada uma das mais modernas do mundo. O sistema utiliza turbinas a gás de ciclo combinado, capazes de reduzir em até 50% a intensidade média de carbono por barril produzido.

Outro ponto de destaque é o fato de Bacalhau ser o primeiro campo sob regime de partilha de produção no Brasil a contar com um FPSO operado por uma empresa estrangeira, consolidando a cooperação entre companhias nacionais e internacionais no pré-sal.

Investimentos previstos

A PPSA, como gestora do contrato de partilha, tem a responsabilidade de assegurar que a produção gere retornos significativos à União, contribuindo diretamente para o desenvolvimento social e econômico do país.

O empreendimento também está inserido no programa Potencializa E&P, do MME, voltado a atrair novos investimentos e fortalecer a política de conteúdo local. Até 2030, estão previstos investimentos da ordem de US$ 25 bilhões, estabelecendo novos parâmetros de eficiência energética e de redução de emissões na indústria de óleo e gás.

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