Quem é a mãe apontada como braço direito de piloto acusado de pedofilia
Mulher foi detida em flagrante após a polícia encontrar pornografia infantil em seu celular durante operação em São Paulo
247 - A Polícia Civil de São Paulo prendeu em flagrante Simone da Silva, de 42 anos, sob suspeita de armazenar e compartilhar material de pornografia infantil relacionado ao caso do piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, investigado por abusos contra crianças e adolescentes. A informação foi revelada pelo Metrópoles.
Segundo a apuração, um dos oito mandados de busca e apreensão cumpridos pela 3ª Delegacia de Combate à Pedofilia teve como alvo a residência de Simone, na zona leste da capital paulista. No local, os policiais localizaram no celular da suspeita fotos e vídeos com cenas de abuso sexual envolvendo menores, o que motivou a prisão imediata por armazenamento de conteúdo ilegal.
As investigações indicam que a atuação de Simone não se limitou à posse do material. Conforme a polícia, ela teria participado de ações voltadas a desestimular denúncias e a interferir na apuração, em paralelo às condutas atribuídas a outros investigados no mesmo processo. A defesa dos envolvidos não foi localizada até a publicação desta reportagem, e o espaço permanece aberto para manifestações.
De acordo com os investigadores, Simone entrou no radar quando a mãe de uma das vítimas passou a receber mensagens que, sob aparência informal, buscavam medir o quanto a família sabia sobre os crimes. A interlocutora se apresentou como “amiga” de Sérgio e, em seguida, insistiu para que ele não fosse denunciado, sugerindo que “seria melhor deixar isso de lado”.
Em outra frente, mensagens semelhantes chegaram diretamente a uma das vítimas. O conteúdo, segundo a apuração, trazia o argumento de que insistir na denúncia poderia “ser ruim” para a jovem e para a família dela. A polícia afirma que a linha de abordagem foi atribuída a Simone, reforçando a suspeita de tentativa de silenciamento e pressão psicológica.
O material encontrado no celular da suspeita também pesa contra ela. O Metrópoles apurou que Simone teria enviado à mãe de uma vítima fotos e vídeos com cenas de abuso sexual, o que motivou comunicação ao Ministério Público de São Paulo. Para os investigadores, o envio indica acesso direto ao conteúdo ilícito e sugere não apenas armazenamento, mas também compartilhamento de pornografia envolvendo menores.
As apurações apontam ainda que Simone mantinha contato frequente com Sérgio Antônio Lopes e atuava publicamente em sua defesa após a exposição do caso. A filha dela, uma adolescente, é citada como uma das vítimas identificadas até agora, elevando para sete o número de menores apontados como alvos do piloto, segundo as autoridades.
No mesmo processo, também aparece o nome de Denise Moreno, avó de duas adolescentes indicadas como vítimas. Ex-inspetora escolar, ela foi presa por decisão judicial e é considerada pela polícia uma figura central na facilitação e exploração sexual das netas. Sérgio Antônio Lopes e Denise Moreno foram detidos por meio de mandados de prisão temporária.
Para avançar na investigação, a Polícia Civil pediu a quebra de sigilo telemático e a ampliação das buscas por celulares, mídias e registros digitais que possam esclarecer a extensão da participação de Simone e os vínculos com os demais investigados. Os nomes de outros suspeitos permanecem sob sigilo, assim como detalhes da apuração sobre a possível rede criminosa.

