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Boulos e o guarda da esquina do AI-5

"Em dezembro de 1968, quando a ditadura aprovou o AI-5, jogando o país na fase de terror do regime militar, o vice-presidente Pedro Aleixo denunciou o quadro de baderna institucional em curso ao dizer gentilmente que não tinha medo das decisões do general-presidente Costa e Silva, mas 'do guarda da esquina'. Em janeiro de 2017, a prisão de Guilherme Boulos, durante uma ação de despejo contra 700 famílias num terreno em São Matheus, na periferia de São Paulo, foi obra do 'guarda da esquina' de nosso tempo", avalia o colunista do 247 Paulo Moreira Leite; "Pelas mãos da PM paulista, representa uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais - como se fez sob a ditadura militar - e abrir caminho para transformar a questão social em caso de polícia - realidade que os brasileiros aboliram em 1930"

Dilma: prisão de Boulos fere democracia e criminaliza direitos sociais

Presidente deposta Dilma Rousseff criticou a prisão do coordenador do MTST, Guilherme Boulos, nesta terça-feira, 17, durante ação de reintegração de posse de terreno na zona leste de São Paulo pela Polícia Militar; "A prisão do líder do MTST Guilherme Boulos, é inaceitável. Os movimentos sociais devem ter garantidos a liberdade e os direitos sociais, claramente expressos na nossa Constituição cidadã, especialmente, o direito à livre manifestação", disse a presidente; para Dilma, a ação da PM de Geraldo Alckmin (PSDB) torna claro o retrocesso vivido pelo Brasil. "Prender Guilherme Boulos, quando defendia um desfecho favorável às famílias da Vila Colonial em São Paulo, evidencia um forte retrocesso. Mostra a opção por um caminho que fere nossa democracia e criminaliza a defesa dos direitos sociais do nosso povo", disse a presidente