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Qual é o jogo do PT?

Para o cientista político Luis Felipe Miguel, o PT tem "emitindo sinais estranhos" no ponto da resistência ao golpe; "A infeliz entrevista de Humberto Costa foi só o mais gritante deles", comenta; "A entrevista foi um ponto fora da curva, ma non troppo. Em dezembro, quando se abriu a crise entre Senado e STF, o senador Jorge Viana deixou claro que não queria ocupar a presidência da casa, que não queria se colocar em posição de atrapalhar a tramitação da PEC que congelou o investimento social", lembra; em sua avaliação, "Lula também emite sinais ambíguos. É alvejado pelos golpistas dia sim, dia também, mas parece que aquele troço de "paz e amor" entranhou nele. Aqui, faz um discurso aguerrido contra o golpe; ali, solta seu beneplácito para negociações de bastidores com os apoiadores de Temer"

Temer tem seis ministros delatados. Quem aposta em mais?

Com o possivelmente breve fim do sigilo das delações da Odebrecht, "estará aberto um 'bolão de apostas' que circula na Esplanada sobre quantos ministros de Temer serão delatados", afirma Tereza Cruvinel, lembrando a lista dos que até agora já tiveram o nome citado por delatores na Lava Jato: Eliseu Padilha (Casa Civil/PMDB), Moreira Franco (Secretaria Geral/PMDB), José Serra (Relações Exteriores/PSDB), Bruno Araújo (Cidades/PSDB), Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações/PSD) e Marcos Pereira (MDIC/PRB), o último de que se tem notícia; "Se Janot pedir a suspensão do sigilo dos 77 depoimentos da delação da empreiteira, o estrondo será grande. Além de Temer, de seis ou mais ministros, a lista da Odebrecht conterá mais de uma centena de nomes, incluindo Renan e Jucá, governadores e dezenas de parlamentares da base governista"