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"É difícil encontrar investimento em renda fixa que dê alguma coisa", diz o ex-presidente, cuja gestão ficou marcada por taxas de juros altíssimas; por isso mesmo, ele criou uma empresa com os sócios Pedro Parente e Celso Lafer, que irá investir agora em projetos imobiliários; na prática, FHC, que antes aplicava recursos com Armínio Fraga, deixa o rentismo e entra para o setor produtivo da economia 118
Os que geraram o ambiente que permitiu o caos apesar de não participarem dele têm que assumir que jogaram centenas de milhares na rua, marcharam ao lado deles e quando desencadearam o terror, agora dizem que nada têm com isso
Apesar das importantes conquistas dos últimos dez anos e das pesquisas eleitorais favoráveis, a onda de protestos abala o principal partido da esquerda brasileira e aproxima-se do governo federal
Os milhares de manifestantes que marcharam ontem nas ruas de grandes metrópoles e hoje geram imenso tráfego de dados nas redes sociais não darão em lugar nenhum. Chegaram a um beco sem saída
Collor sofreu a desestabilização e foi apeado da Presidência da República. Lula sofreu os tiros da desestabilização, mas sobreviveu. Agora é a vez de Dilma
As recentes ações dos três poderes talvez tenham contribuído para que a população brasileira finalmente saísse da letargia, como parecem indicar os recentes protestos
Pare de ficar repetindo que os manifestantes estão prejudicando o direito de ir e vir. É claro que estão! Mas o culpado disso é o governo que não fez o seu trabalho e provocou essa manifestação
Os últimos acontecimentos que se espalharam por todo o país me dão um novo alento. Sinto que não estou mais tão sozinho nessa cruzada e que o povo acordou para uma realidade que pode, sim, ser mudada
O raciocínio é simples. Ou o Estado pode subsidiar a tarifa e acaba a conversa ou o Estado não pode bancar os gastos, mas toma como impossível a diminuição do lucro dos empresários
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Depois da incompreensível decisão do Banco Central, liderado por Alexandre Tombini, agentes do mercado financeiro elevaram a aposta de juros para 2014; no longo prazo, operadores já trabalham com taxas até de dois dígitos, mas, ainda assim, criticam o BC; "ninguém entende mais o BC, pois uma hora a preocupação é a inflação; na outra, o PIB", disse Roberto Paschoal, da corretora Fair
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Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, rebate as críticas à elevação da taxa Selic a 8% e diz que "inflação mais baixa milita na direção de um salário real mais preservado e é condição necessária para o planejamento dos empresários, logo para o investimento"; linha é oposta à defendida pela política comandada pelo ministro Guido Mantega, de que é possível aceitar uma inflação mais alta para não sacrificar o crescimento
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Mesmo depois do anúncio de um crescimento de apenas 0,6% do PIB no primeiro trimestre, o Comitê de Política Econômica do Banco Central decidiu elevar em meio ponto percentual a taxa básica de juros, de 7,5% para 8%. A votação foi unânime e a equipe de Alexandre Tombini cedeu à pressão do mercado financeiro num dia em que foram anunciados: (1) pibinho, (2) aumento do desemprego, (3) queda nas vendas dos supermercados e (4) IGPM zerado. Faz sentido? Não, não faz e a oposição comemora
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Entre 13 países que alteraram sua política monetária neste ano, 11 cortaram a taxa; Egito é outra exceção; com uma inflação próxima a 6,5% (teto da meta do governo), o BC do Brasil deverá subir os juros, atualmente em 7,5%, pela segunda vez em 2013
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Enquanto uma ala defende elevação dos juros em 0,25 ponto, e conta com a torcida do Palácio do Planalto, outros diretores, mais radicais, pregam alta de meio ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária, que se iniciou nesta terça; presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, terá que liderar encontro, lidando com sinais que apontam em direções inversas; hoje, por exemplo, cresceu a confiança da indústria e caiu a do comércio; preços ao produtor subiram, mas pressão dos alimentos é menor; amanhã, na superquarta, saem indicadores de PIB e inflação; cenário mais provável é o da alta gradual
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Taxa cobrada nos empréstimos a pessoas físicas (famílias) ficou em 24,3% no mês passado, com queda de 0,1% em relação a março, de acordo com dados do Banco Central; para as empresas, a taxa ficou estável em 14% ao ano
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Texto de opinião do jornal conduzido por João Roberto Marinho afirma que a Fazenda coloca pressão sobre o Banco Central, presidido por Alexandre Tombini, ao manter uma política fiscal expansionista; dias atrás, o governo anunciou o corte de R$ 28 bilhões no Orçamento, mas o Globo achou pouco
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Num editorial contraditório, que morde e assopra, a Folha, de Otávio Frias Filho, afirma que a decisão do Banco Central de subir a Selic de 7,5% para 8% foi amarga, mas necessária; no entanto, afirma que o Brasil impressiona o mundo negativamente, por ser "o único país de relevância cujos juros se encontram em ascensão"
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Segundo a colunista do Globo, a incerteza gerada pela inflação vinha segurando investimentos e o crescimento do PIB; jornalista aplaudiu alta dos juros de 7,5% para 8% ao ano
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No mundo inteiro, o foco da política monetária não é mais a inflação, mas sim o emprego; de 13 países que mudaram suas taxas de juros, 11 decidiram reduzi-las; com um crescimento ainda modesto, o Brasil não tem margem de manobra para brincar com os indicadores do mercado de trabalho; na mídia, João Roberto Marinho, do Globo, pediu alta dos juros em editorial; pitbull Alexandre Schwartsman quer meio ponto e até mesmo o moderado Cristiano Romero, do Valor, diz que Tombini estará colocando a credibilidade em risco se não acompanhar a tigrada; o fato é que a única consequência de um endurecimento maior será transformar o Brasil numa espécie de Mister Magoo, o personagem cegueta que só andava na contramão
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Economista Alexandre Schwartsman, diz, no entanto, que qualquer que seja a decisão, a mensagem mais importante é que dificilmente o BC tomará as medidas necessárias para trazer a inflação de volta à meta
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Decisão será anunciada amanhã; atualmente, a Selic está em 7,50% ao ano e a expectativa de instituições financeiras consultadas pelo BC é que a taxa suba para 7,75% ao ano; tigrada do mercado financeiro está à espreita
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Ex-presidente do Banco Central, que entregou ao País juros altíssimos, inflação fora da meta e crescimento pífio, o economista Armínio Fraga é hoje um gestor de fundos cuja rentabilidade, em grande medida, depende da taxa básica do BC; em entrevista, ele nega que tenha havido uma queda estrutural dos juros no Brasil e pede uma Selic maior, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária; conselheiro de Aécio Neves e aberto a conversas com Eduardo Campos, ele prega a redução da demanda, ou seja, desemprego
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Um dia depois de a taxa voltar à meta do Banco Central, jornal O Globo usa um indicador, a inflação dos alimentos em 12 meses, para apontar descontrole inflacionário no País; publicação retoma a "guerra do tomate", apesar da desaceleração dos alimentos; enfoque alarmista mereceu destaque também no Jornal Nacional de ontem, com William Bonner e Patrícia Poeta
Os que geraram o ambiente que permitiu o caos apesar de não participarem dele têm que assumir que jogaram centenas de milhares na rua, marcharam ao lado deles e quando desencadearam o terror, agora dizem que nada têm com isso
Apesar das importantes conquistas dos últimos dez anos e das pesquisas eleitorais favoráveis, a onda de protestos abala o principal partido da esquerda brasileira e aproxima-se do governo federal
Os milhares de manifestantes que marcharam ontem nas ruas de grandes metrópoles e hoje geram imenso tráfego de dados nas redes sociais não darão em lugar nenhum. Chegaram a um beco sem saída
Collor sofreu a desestabilização e foi apeado da Presidência da República. Lula sofreu os tiros da desestabilização, mas sobreviveu. Agora é a vez de Dilma
As recentes ações dos três poderes talvez tenham contribuído para que a população brasileira finalmente saísse da letargia, como parecem indicar os recentes protestos
Pare de ficar repetindo que os manifestantes estão prejudicando o direito de ir e vir. É claro que estão! Mas o culpado disso é o governo que não fez o seu trabalho e provocou essa manifestação
Os últimos acontecimentos que se espalharam por todo o país me dão um novo alento. Sinto que não estou mais tão sozinho nessa cruzada e que o povo acordou para uma realidade que pode, sim, ser mudada
O raciocínio é simples. Ou o Estado pode subsidiar a tarifa e acaba a conversa ou o Estado não pode bancar os gastos, mas toma como impossível a diminuição do lucro dos empresários