Brasil 24/7 http://www.brasil247.com/ O seu jornal digital 24 horas por dia 7 dias por semana pt Copyright 2015, Brasil 24/7 Mon, 20 Apr 2015 22:23:22 +0000 60 Newscoop http://www.brasil247.com/themes/publication_1/theme_4/assets/img/logo.png Brasil 24/7 http://www.brasil247.com/ 144 120 Lava Jato quer fechar PT com multa de R$ 200 mi http://www.brasil247.com/pt/247/poder/177809 : Procuradores defenderão a tese de que os recursos arrecadados oficialmente pelo ex-tesoureiro João Vaccari, no chamado caixa 1, são "propina" e tentarão transformar a legenda em lavanderia de recursos ilícitos; o passo seguinte, segundo antecipa Folha de S. Paulo, será a aplicação de uma multa de R$ 200 milhões, equivalente ao valor citado por Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, em suas delações premiadas; nesse cenário, o Partido dos Trabalhadores, que já renunciou às doações de empresas, ficaria, também, sem acesso ao fundo partidário e sem qualquer oxigênio para disputar futuras eleições; na prática, seria o banimento de um partido político por uma ação judicial de primeira instância <br clear="all"> :

247 - O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que em uma das últimas sessões da CPI da Petrobras previu o futuro do ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto com a célebre frase "O senhor tem tudo para ser preso e o PT também tem tudo para ser extinto", talvez tenha razão. E não apenas no primeiro caso.

Reportagem desta segunda-feira antecipa qual será o desfecho da Lava Jato, operação conduzida pelo juiz Sergio Moro no Paraná e que parece ter, como objetivo maior, a destruição do Partido dos Trabalhadores.

Segundo o texto de Andréia Sadi e Marina Dias (leia aqui), o passo final dos procuradores que estão à frente da Lava Jato será a imposição de uma multa de R$ 200 milhões ao partido, valor equivalente ao valor citado por Pedro Barusco, em suas delações premiadas.

A estratégica consiste em criminalizar o partido, classificando todas as suas doações, levantadas pelo ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso há uma semana, pelo chamado "caixa 1", como fruto de "propina".

Em seguida, o partido receberia a multa, que confiscaria até os recursos do fundo partidário, que, desde a semana passada, será a única fonte de receita da legenda – uma resolução anunciada pelo presidente Rui Falcão indica que o partido renunciou a futuras doações privadas, antecipando-se à reforma política.

Sem recursos mínimos, o partido, que, além do governo federal, tem cinco governos estaduais e mais de 700 prefeituras, não teria oxigênio nem para sobreviver, nem para disputar futuras eleições.

Na prática, com a Lava Jato, uma iniciativa judicial de primeira instância, seria colocado na clandestinidade, como previu Carlos Sampaio.

Poder Mon, 20 Apr 2015 05:27:41 +0000 http://www.brasil247.com/177809
Colunista defende impeachment de Gilmar http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/177816 Carlos Humberto/SCO/STF: Ministro Gilmar Mendes, relator do MS 32033. Foto: Carlos Humberto/SCO/STF (12/06/2013) "O ministro Gilmar Mendes atenta abertamente contra a Constituição e o regimento do STF e decide, ditatorialmente, que pouco interessa a voz da maioria. Pede vistas de uma votação já decidida, faz campanha pública contra os pares e impede a aplicação de uma sentença praticamente julgada", diz o jornalista Ricardo Melo, que é um dos principais colunistas da Folha; "A democracia formal reza que a cada um, cabe um voto. Na 'gilmarocracia', a cada um, ele, cabem todos os votos" <br clear="all"> Carlos Humberto/SCO/STF: Ministro Gilmar Mendes, relator do MS 32033. Foto: Carlos Humberto/SCO/STF (12/06/2013)

247 - O jornalista Ricardo Melo, um dos principais colunistas da Folha, defende o impeachment do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

No texto Impeachment... Para Gilmar Mendes, ele afirma que o ministro do STF faz pouco caso das leis que deveria defender e age como um ditador de toga, ao bloquear a decisão sobre o fim do financiamento empresarial de campanhas políticas, já tomada por seus pares, por seis votos a um, mas travava por seu pedido de vista que já ultrapassa um ano.

"O ministro Gilmar Mendes atenta abertamente contra a Constituição e o regimento do STF e decide, ditatorialmente, que pouco interessa a voz da maioria. Pede vistas de uma votação já decidida, faz campanha pública contra os pares e impede a aplicação de uma sentença praticamente julgada. A democracia formal reza que a cada um, cabe um voto. Na 'gilmarocracia', a cada um, ele, cabem todos os votos", afirma Melo.

"O espantoso é observar o silêncio obsequioso do próprio Supremo, do Congresso, das instituições da sociedade civil em geral", diz ele. "Enquanto isso, a oposição fala em derrubar Dilma porque ela resolveu se endividar para pagar em dia o Bolsa Família, programas de habitação e o seguro desemprego."

Brasília 247 Leonardo Attuch Mon, 20 Apr 2015 07:01:08 +0000 http://www.brasil247.com/177816
Duvivier pede o fim do financiamento privado http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/177810 : "Enquanto os políticos forem eleitos por empresas, vão continuar governando para elas", diz o ator Gregório Duviviver, um dos integrantes do Porta dos Fundos; "Desconfio de qualquer pessoa que se diga contra a corrupção. A razão é uma só: ninguém é abertamente a favor da corrupção, logo não faz sentido protestar contra ela"; Duviviver defende uma ampla reforma política <br clear="all"> :

247 - Num novo artigo, intitulado Contra a corrupção!, o ator Gregório Duviviver se manifesta a favor de uma ampla reforma política, que preveja o fim do financiamento empresarial de campanhas políticas.

"A corrupção no Brasil é permitida e incentivada pela lei – e a lei não deve mudar tão cedo. Quem poderia mudar a legislação é quem mais lucra com ela. Não é de se espantar que Eduardo Cunha (PMDB) – o homem-amianto –, que arrecadou (declaradamente) milhões de mineradoras, faça tudo para impedir um novo código da mineração e o fim do financiamento privado de campanha. Enquanto os políticos forem eleitos por empresas, vão continuar governando para elas", escreve Duvivier.

Ele também ironizou a posição de Aécio que afirmou que, para acabar com a democracia, basta eliminar o PT. "'Para acabar com a corrupção é preciso varrer o PT do país', disse Aécio Neves (PSDB), que pelo visto acredita piamente na idoneidade do PP, do PR, do DEM, do PMDB. Um dos problemas da oposição é que ela superestima o PT. O PT não inventou nem o Bolsa Família (salve Cristovam Buarque), principal bandeira do partido – imagina se teria inventividade para inaugurar a corrupção", pontua o ator.

"Bradar contra a corrupção é a forma mais rápida de se eleger no país. Foi essa bandeira que elegeu, entre outros, Fernando Collor de Mello – o "caçador de marajás". Collor não tinha história nem ideologia, tinha só a fama – bancada pelos principais meios de comunicação – de guardião da moralidade."

Cultura Leonardo Attuch Mon, 20 Apr 2015 05:36:29 +0000 http://www.brasil247.com/177810
Levy: 'Brasil entendeu que ajuste é necessário a crescimento' http://www.brasil247.com/pt/247/economia/177808 Ryan Rayburn: Joaquin Levy, Finance Minister, Brazil, speaks during the seminar The Why, Where and How of Infrastructure Investment during the 2015 IMF/World Bank Spring Meetings on Friday, April 17 in Washington, D.C. IMF Photo/Ryan Rayburn Em debate no Fundo Monetário Internacional (FMI), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse, neste domingo (19), que os brasileiros "entenderam" que o ajuste fiscal é necessário para retomar o crescimento, e que os governos precisam ser "corajosos" para explicar as medidas; "O Brasil está adotando decisões difíceis", afirmou; Levy disse que os líderes do Congresso assinaram uma declaração dizendo que não aprovarão leis que aumentem as despesas do governo; "É bom numa democracia quando as pessoas chegam a esse tipo de comprometimento", diz <br clear="all"> Ryan Rayburn: Joaquin Levy, Finance Minister, Brazil, speaks during the seminar The Why, Where and How of Infrastructure Investment during the 2015 IMF/World Bank Spring Meetings on Friday, April 17 in Washington, D.C. IMF Photo/Ryan Rayburn

247 - Em debate no Fundo Monetário Internacional (FMI), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse, neste domingo (19), que os brasileiros "entenderam" que o ajuste fiscal é necessário para retomar o crescimento, e que os governos precisam ser "corajosos" para explicar as medidas. "O Brasil está adotando decisões difíceis", afirmou.

Levy disse que os líderes do Congresso assinaram uma declaração dizendo que não aprovarão leis que aumentem as despesas do governo. "É bom numa democracia quando as pessoas chegam a esse tipo de comprometimento."

Em um dos últimos eventos do encontro que reúne ministros econômicos e presidentes de bancos centrais do mundo, Levy participou da mesa-redonda sobre os riscos do alto endividamento, com a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark e a ministra das Finanças de Portugal, Maria Luis Albuquerque.

Depois da exibição de um vídeo com citações de Alexander Hamilton e até da escritora Margaret Atwood sobre o peso de uma dívida, o moderador perguntou aos participantes sobre o aspecto positivo delas. Levy disse que "uma dívida pode ser útil se for administrada e sustentável". Lagarde concordou.

Levy indicou que a dívida bruta brasileira não é tão alta quando comparada a de países ricos -segundo dados do FMI, ela foi de 65% em 2014, menor que a da Alemanha (73%), França (95%) e EUA (105%), mas maior que a de seus pares nos Brics, Rússia (18%) e China (41%) e igual à da Índia.

Ele elogiou a Lei da Responsabilidade Fiscal como "arcabouço fiscal sólido", dizendo que na última década foi possível manter a dívida bruta brasileira "abaixo dos 60% do PIB" -segundo dados do BC, com metodologia diferente da do FMI, ela foi de 64% em 2014.

"Essa lei é muito clara e transparente, e endereçou a continuidade. Quando tivemos o boom dos anos 2000 até 2010, pudemos poupar e deixar reservas intocáveis. Quando a crise [financeira] veio, estávamos em uma posição confortável", disse.

Economia Valter Lima Sun, 19 Apr 2015 20:46:09 +0000 http://www.brasil247.com/177808
Veríssimo insinua que Bolsonaro é a 'mulher feia' de Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/177807 : Em texto publicado neste domingo (19), Luis Fernando Veríssimo, ironiza a participação do deputado federal Jair Bolsonaro nas manifestações contrárias aos governo, pedindo o retorno da ditadura militar no país; ele define o parlamentar como "a mulher feia"; embora não cite o senador Aécio Neves (PSDB), o escritor dá a entender que o tucano mancha sua biografia ao não se preocupar em aparecer defendendo protestos como esse que contam com a presença de pessoas como Bolsonaro; "Acho que todo mundo deveria se preocupar com a mulher feia que aparecerá na sua biografia, quando contarem a história destes tempos", disse <br clear="all"> :

247 - Em texto publicado neste domingo (19), Luis Fernando Veríssimo, ironiza a participação do deputado federal Jair Bolsonaro nas manifestações contrárias aos governo, pedindo o retorno da ditadura militar no país. Ele define o parlamentar como "a mulher feia de cada um". Embora não cite o senador Aécio Neves (PSDB), o escritor dá a entender que o tucano mancha sua biografia ao não se preocupar em aparecer defendendo protestos como esse que contam com a presença de Bolsonaro. 

"A mulher tem muitas maneiras de ser bonita sem, necessariamente, ser vistosa. E há muitas razões para estar abraçado com uma mulher feia sem que seja briga. O importante na frase é o que a mulher feia significa para cada um. A mulher da frase, além de feia, é simbólica. Representa todos os mal-entendidos que queremos evitar a nosso respeito. Ela é a causa que nunca abraçaríamos, embora pareça que sim. Por exemplo: se me virem participando de uma manifestação de rua de que também participe o Jair Bolsonaro ou similar, com faixas pedindo a volta da ditadura militar, podem ter certeza que, ou não sou eu ou entrei na manifestação errada. Os outros manifestantes podem não se incomodar com a companhia, e sua decisão é respeitável. Mas eu sei bem que mulher feia não quero do meu lado", afirma.

Abaixo o texto na íntegra:

A mulher feia de cada um

Estamos vivendo preâmbulo de golpe, em que causas se misturam, fronteira entre oportunismo político e moralismo exacerbado se dilui, e as definições são impossíveis

Para-choques de caminhão têm sempre o que dizer, e algumas das suas frases tornaram-se clássicas. Há declarações religiosas, num tom de catequese ressentida (“Deus é maior do que você merece”). Há as frases que tratam das agruras do casamento (“Se casamento fosse coisa boa, não precisava de testemunha”) e das suas consequências indesejáveis (“Deus fez a mãe e o Diabo fez a sogra”). Algumas são sobre o sexo (“Bom é mulher carinhosa e embreagem macia”) e sobre as armadilhas do sexo (“Casamento que começa em motel termina em pensão”), outras são exemplos de sabedoria prática (“Devagar se vai ao longe... mas leva muito tempo”, “Cana dá pinga, pinga demais dá cana”, “Em terra de sapo mosquito não dá rasante” etc) e outras apenas confessionais (“Devo tudo à minha mãe, mas estamos negociando”).

A minha frase de para-choque preferida é “Se me virem abraçado com mulher feia, podem apartar que é briga”. Uma frase preconceituosa, é claro. Se você for examiná-la de perto — o que é sempre desaconselhável com qualquer piada — a frase é cruel. A mulher tem muitas maneiras de ser bonita sem, necessariamente, ser vistosa. E há muitas razões para estar abraçado com uma mulher feia sem que seja briga. O importante na frase é o que a mulher feia significa para cada um. A mulher da frase, além de feia, é simbólica. Representa todos os mal-entendidos que queremos evitar a nosso respeito. Ela é a causa que nunca abraçaríamos, embora pareça que sim. Por exemplo: se me virem participando de uma manifestação de rua de que também participe o Jair Bolsonaro ou similar, com faixas pedindo a volta da ditadura militar, podem ter certeza que, ou não sou eu ou entrei na manifestação errada. Os outros manifestantes podem não se incomodar com a companhia, e sua decisão é respeitável. Mas eu sei bem que mulher feia não quero do meu lado.

Acho que todo mundo deveria se preocupar com a mulher feia que aparecerá na sua biografia, quando contarem a história destes tempos. Estamos vivendo um preâmbulo de golpe, em que as causas se misturam, a fronteira entre o oportunismo político e moralismo exacerbado se dilui, e as definições são impossíveis — pelo menos definições claras e precisas como as de um para-choque. Mas no futuro cada um terá de dizer se estava dançando ou brigando com mulher feia.

 

Mídia Valter Lima Sun, 19 Apr 2015 20:29:01 +0000 http://www.brasil247.com/177807
Pró-golpe, Aécio diz ser um 'democrata indignado' http://www.brasil247.com/pt/247/poder/177811 : Citado pelo doleiro como 'dono' de uma diretoria em Furnas durante o governo FHC, que pagaria um mensalão de US$ 120 mil a parlamentares, mas não investigado na Lava Jato (num inquérito que ainda pode ser reaberto) por decisão do procurador-geral Rodrigo Janot, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que tem falado abertamente em impeachment, nega ser golpista; em novo artigo, ele se coloca como um 'democrata indignado' e rebate coluna do jornalista e cientista político André Singer, que o comparou a Carlos Lacerda, o paraninfo de todos os golpistas atuais; "o impeachment precisa ser o final de um caminho percorrido com rigor, respeito à realidade e à legalidade", diz Aécio <br clear="all"> :

247 - O senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi citado pelo doleiro Alberto Youssef como 'dono' de uma diretoria em Furnas que pagava mensalão de US$ 120 mil a diversos parlamentares durante o governo FHC (saiba mais em "A Carta Aberta de um Servidor ao Juiz Moro"), rebate, nesta segunda-feira, artigo do jornalista e cientista político André Singer.

No sábado, Singer afirmou que Aécio está mais para Carlos Lacerda, o paraninfo de todos os golpistas atuais, do que para seu avô Tancredo Neves, que, democrata, defendeu Getúlio Vargas até o fim (saiba mais aqui). 

No texto "30 anos", Aécio diz que Singer "preferiu dedicar a sua última coluna a criticar o que seria, na sua opinião, o meu posicionamento frente à tese do impeachment, que tem mobilizado corações e mentes por todo o país".

Primeiro, Aécio tentou desqualificar o adversário, classificando-o como "alguém tão ligado ao PT", como se a sua própria posição, de derrotado nas últimas eleições presidenciais, fosse neutra (leia mais em "Boechat detona Aécio: choro de perdedor").

"No front do PT, a estratégia autoritária é clara: buscar qualquer argumento para tentar questionar a legitimidade da tese, interditar e desqualificar esse debate. Para isso estimulam o raciocínio segundo o qual impeachment é golpe, tentando constranger milhões de democratas indignados com o que está ocorrendo no país", escreveu o tucano.

Ele disse ainda que "o impeachment precisa ser o final de um caminho percorrido com rigor, respeito à realidade e à legalidade" e afirmou que "nenhuma palavra é proibida".

Aécio também se colocou como herdeiro de Tancredo, cuja morte completa, amanhã, 30 anos. Segundo ele, Tancredo "sempre teve coragem de fazer o que precisava ser feito".

Poder Mon, 20 Apr 2015 06:02:05 +0000 http://www.brasil247.com/177811
A carta aberta de um servidor ao juiz Moro http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/177774 : "Por que a citação do nome de Aécio Neves, pelo bandido Youssef, ainda antes do primeiro turno das eleições do ano passado, não vazou para a imprensa, e o de Dilma vazou?", questiona Rodolfo Vasconcellos, em carta aberta encaminhada ao juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato; "Por que o escândalo de Furnas, onde Aécio Neves foi citado pelo mesmo Youssef desde o ano passado, não pôde ser investigado por seus comandados; e o rombo no Sindicato dos Bancários que foi presidido por Vaccari Neto há 10 anos pôde?", questiona; "Por que só são libertados os que descambam, 'espontaneamente', para a delação premiada, de dedo em riste na direção 'certa'?"; leia a íntegra  <br clear="all"> :

247 - O servidor público Rodolfo J. C. Vasconcellos escreveu uma carta aberta ao juiz Sergio Moro, que conduz a Operação Lava Jato. Leia a íntegra:

CARTA AO JUIZ SÉRGIO MORO

Sinto que, se não escrever hoje, certamente, não terei mais condições de fazê-lo, pois esse sempre quis ser um texto para homenageá-lo. E digo isso porque, a cada dia, menos argumentos encontro na minha consciência para sustentar a imagem de super-herói que, excepcionalmente,  criei de Vossa Excelência.

Excepcionalmente porque, como adulto, nunca acreditei em super-heróis, muito menos salvadores da pátria, pois, afinal de contas, vivemos em um país onde o maior índice de assaltantes por metro quadrado do mundo encontra-se justamente no nosso Congresso Nacional; que tem um Judiciário maculado por figuras como o Juiz Federal Flávio Roberto de Souza (que se apossou dos bens de Eike Batista), o ex-Juiz Federal João Carlos da Rocha Mattos (já condenado por vendas milionárias de sentenças e, agora flagrado em conta na Suíça com saldo de 60 milhões de reais), e quando a nação assiste atônita ao 1º aniversário de um debochado pedido de vistas a imprescindível processo com votação já praticamente decidida no STF, só para citar os casos que estão na mídia esta semana; um país onde o Executivo está historicamente atrelado a gangues partidárias ávidas por ministérios e seus recursos que serão desviados em licitações com cartas marcadas; um país dominado por uma mídia elitista, tendenciosa, sonegadora e desonesta, acostumada a ditar a agenda dos Executivo, Judiciário e Legislativo e que, com elogios de primeira página, cerimônias para entrega de troféus e chamadas bajuladoras nos telejornais, valida o “alvará” que perpetua privilégios não mais em voga nos países civilizados.

Há um ano, quase ninguém conhecia o Juiz Sérgio Moro; hoje, praticamente, o mundo inteiro já ouviu esse nome sempre atrelado a atitudes próprias de um paladino da moralidade ou do herói que enfrenta destemidamente os poderosos; sempre cercado de jovens Procuradores da República e arrojados Delegados da Polícia Federal. Passou, então, Vossa Excelência a comandar a “nova cena” da moralidade que a maioria dos brasileiros tanto aguardava. Sem dúvida alguma, desenhava-se, nas feições de gladiador romano das raríssimas fotos encontradas no Google, a imagem do nosso “super-herói”.  

Hoje as fotos já são inúmeras, daqui a um ano, milhares. Mas, a figura do super-herói transitava apenas no nosso imaginário. Não deveria nunca ter sido levada a sério por Vossa Excelência. E eu acreditei tanto…

E como era bom, adulto, voltar a acreditar em super-heróis. Eu que sempre votei no PT para presidente do Brasil, vi finalmente em Vossa Excelência o homem com poder para peitar velhas raposas da nossa política, com coragem bastante para enfrentar tantas poderosas “forças ocultas”; o Juiz determinado a varrer pra cadeia a sujeira entulhada nos gabinetes mais prestigiados; o comandante de uma equipe aguerrida que produzia a cada dia uma nova blitz espetacular, em reluzentes e velozes carros pretos com brasões dourados, arrastando para trás das grades uma cambada de granfinos desonestos. Repetia eu no Facebook: “Não ficará pedra sobre pedra” A mídia que leio alertava todos os dias sobre o possível equívoco de uma politização nas investigações e, não há como negar, esse fantasma, infelizmente, começou a tomar corpo a cada novo dia.

Embora a briosa obstinação de Vossa Excelência    já se arrastasse por anos, a mídia abutre apoderou-se dela, em questão de dias, e transformou-a em sua própria esperança, salvadora de todos os seus próprios males, deixando consigo apenas o brilho reluzente próprio dos super-heróis salvadores da pátria O comando agora, de fato, passara para a mídia sonegadora e desonesta, acostumada a enterrar e ressuscitar reputações. O que era só fantasma virou bicho, atende pelo nome de  ”politização” e, irremediavelmente, deixará marcas nas investigações. 

Não vou questionar aspectos técnicos porque não me cabe, mas, explique Excelência:

1. Por que a citação do nome de Aécio Neves, pelo bandido Youssef, ainda antes do primeiro turno das eleições do ano passado não vazou para a imprensa, e o de Dilma vazou? Acredito que o vazamento não teve a participação de Vossa Excelência, mas por que não tratou de reparar o prejuízo à candidatura de Dilma Rousseff? 

2. Por que o escândalo de Furnas, onde Aécio Neves foi citado pelo mesmo Youssef desde o ano passado, não pôde ser investigado por seus comandados; e o rombo no Sindicato dos Bancários que foi presidido por Vaccari Neto há 10 anos pôde?

3. Por que só a família Vaccari foi conduzida, coercitivamente, de forma humilhante, à presença de Vossa Excelência apenas para depor, sem que houvesse algum indicativo de que se recusaria a fazê-lo, caso fosse oficialmente convocada? 

4. Por que só são libertados os que descambam, “espontaneamente”, para a delação premiada, de dedo em riste na direção “certa”? 

5. Será mesmo que após todos esses anos vasculhando os porões por onde transitam, preferencialmente, a burguesia representada pelos que estão nas listas do HSBC, os sonegadores que detêm o poder sobre os meios de comunicação, e os que se elegem através das práticas criminosas comuns a todas as campanhas políticas desde sempre, Vossa Excelência chegou à conclusão de que é mesmo o PT o responsável por tudo isso que está aí?… Que tudo começou com o PT?… 

Que o PT inventou o “mensalão” antes do PSDB bem como a prática de suborno em 95% das licitações públicas em TODOS os Órgãos de TODAS as esferas públicas? Permita-me registrar que se engana Vossa Excelência se acredita que a militância petista, os trabalhadores mais humildes do Brasil, a maior parte da classe artística e os pensadores mais sensíveis não querem ver, definitivamente, este País passado a limpo de verdade. Que se engana também Vossa Excelência se acredita que os que foram às ruas no dia 15 de março e 12 de abril são os que querem uma limpeza geral, uma reforma política de verdade e os culpados não petistas atrás das grades.

Cheguei a publicar, no Facebook algumas vezes, que acreditava na seriedade de Vossa Excelência e no seu empenho pessoal para não permitir que tudo se transformasse num nauseante Circo dos Horrores, onde os “monstros” já estão todos dedurados e marcados, aguardando a melhor hora de serem chamados ao picadeiro para deleite da elite empoleirada em áreas nobres e armada de panelas Tramontina, e júbilo da mídia, à beira da falência, que tem diariamente ao seu dispor manchetes as mais variadas, mas todas elas carimbadas com o “talvez”… O “talvez” que destrói irremediavelmente biografias, vidas, famílias. 

Ouço gritos de horror… Por isso tinha que escrever hoje, coincidentemente, quando voltei a não acreditar em super-heróis.

Rodolfo J. C. Vasconcellos, Funcionário Público Federal SIAPE – 1671147 

Paraná 247 Leonardo Attuch Sun, 19 Apr 2015 12:25:15 +0000 http://www.brasil247.com/177774
Pão de Açúcar vai investigar pagamentos à consultoria de Palocci http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/177792 : O Grupo Pão de Açúcar vai realizar uma investigação interna para apurar se houve algum pagamento ao escritório de advocacia de Márcio Thomaz Bastos, e indiretamente ao ex-ministro Antonio Palocci, e em que condições o desembolso foi feito; a decisão foi tomada em reunião do Conselho de Administração, que alegou não ter conhecimento sobre os R$ 3,5 milhões que, segundo a revista "Época", foram direcionados do escritório de advocacia ao ex-ministro em 2010; a companhia não informou o prazo para o término das investigações, mas acrescentou que a conclusão da apuração será informada ao mercado <br clear="all"> :

247 - O Grupo Pão de Açúcar vai realizar uma investigação interna para apurar se houve algum pagamento ao escritório de advocacia de Márcio Thomaz Bastos, e indiretamente ao ex-ministro Antonio Palocci, e em que condições o desembolso foi feito. A decisão foi tomada em reunião do Conselho de Administração, que alegou não ter conhecimento sobre os R$ 3,5 milhões que, segundo a revista "Época", foram direcionados do escritório de advocacia ao ex-ministro em 2010, quando Palocci era coordenador da campanha da presidente Dilma Rousseff.

A companhia não informou o prazo para o término das investigações, mas acrescentou que a conclusão da apuração será informada ao mercado. A empresa afirma ainda que quando os fatos relatados na reportagem ocorreram, em 2010, o controle do grupo era outro - até 2012, o controle era compartilhado entre o empresário Abílio Diniz e o francês Casino.

"Até a publicação da matéria o Conselho de Administração não tinha informação sobre a existência dos pagamentos nela referidos, que teriam sido efetuados antes da aquisição do controle da Companhia pelo Grupo Casino, ocorrida em julho de 2012", diz a nota enviada pela empresa.

Procurada, a assessoria de imprensa de Diniz informou que não se pronunciaria sobre o assunto, já que o alvo da investigação é um contrato feito pelo Grupo Pão de Açúcar.

Os pagamentos do grupo, que totalizaram 11 parcelas, teriam sido repassados pelo escritório de Márcio Thomaz Bastos, morto no ano passado, à empresa de Palocci, a Projeto. Segundo a reportagem, os advogados do ex-ministro e do escritório alegaram que os valores referem-se aos serviços prestados por Palocci durante a aquisição das Casas Bahia pelo Pão de Açúcar, mas fontes da Estáter, que formalmente assessorou o negócio, desconhecem a participação do ex-ministro.

Brasil Valter Lima Sun, 19 Apr 2015 17:30:17 +0000 http://www.brasil247.com/177792
DCM: Alckmin deve explicações sobre o Implicante http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/177814 Edição 247/Fotos: Divulgação/José Cruz/ Agência Brasil: Em texto no Diário do Centro do Mundo, o jornalista Paulo Nogueira, critica os argumentos de Fernando Gouveia, autor do site O Implicante, que recebia R$ 70 mil mensais do governo Geraldo Alckmin, para criticar o PT; "Com argumentos falaciosos e patéticos, ele tenta justificar o injustificável: o mensalão que seu site, o Implicante, recebe do governo Alckmin, por intermédio da agência Propeg. Revelada essa mamata monstruosa, ele conseguiu dizer que o caso se enquadra numa tentativa de tentar coibir as vozes antipetistas na internet. Quer dizer: se fingiu de vítima", ironiza; e cobra uma posição do governador paulista: "Alckmin sabia desse conteúdo? Eis uma pergunta que deve ser respondida em algum momento" <br clear="all"> Edição 247/Fotos: Divulgação/José Cruz/ Agência Brasil:

247 - "Fernando Gouveia, ou Gravataí Merengue, deve achar que somos todos imbecis. Com argumentos falaciosos e patéticos, ele tenta justificar o injustificável: o mensalão que seu site, o Implicante, recebe do governo Alckmin, por intermédio da agência Propeg. Revelada essa mamata monstruosa, ele conseguiu dizer que o caso se enquadra numa tentativa de tentar coibir as vozes antipetistas na internet. Quer dizer: se fingiu de vítima. Ora, Merengue: a questão aí é impedir canalhices como as que vocês publicam (ou publicavam) rotineiramente. Num mundo menos imperfeito, Merengue estaria já na cadeia, tais e tantas calúnias espalhou contra o PT, Lula e Dilma. Mas o mundo é como ele é, e então temos que suportar as explicações ridículas de Merengue".

Quem faz tal análise é o jornalista Paulo Nogueira, do DCM. Ele diz que o Implicante é "um golpe baixo, sujo, desleal", que "desinforma, manipula, calunia, mente o tempo todo". Neste contexto, o jornalista cobra uma posição do governador Geraldo Alckmin sobre o patrocínio. "Alckmin sabia desse conteúdo? Eis uma pergunta que deve ser respondida em algum momento", afirma.

Mídia Valter Lima Mon, 20 Apr 2015 06:52:56 +0000 http://www.brasil247.com/177814
Executivo diz que Odebrecht não cairá na Lava Jato http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/177813 : "Está todo mundo esperando pelo momento em que vão nos pegar. Não fizemos nada errado. Nossa postura é diferente", diz um dos principais executivos do grupo Odebrecht, Fernando Santos-Reis, em entrevista à Folha, nesta segunda (20), ele é presidente da Odebrecht Ambiental, empresa de saneamento do grupo; o executivo nega o pagamento de propina e afirma que a Odebrecht tirou lições com escândalos do passado, como a CPI dos "Anões do Orçamento", que em 1993 também investigou empreiteiros por corrupção; Reis minimiza denúncias de outros empreiteiros e de outros delatores; "Os delatores de outras construtoras falaram, no máximo, que fazíamos parte do clube. Mas que clube é esse? Como integrante há mais de duas décadas da organização, desconheço qualquer coisa que sustente essa afirmação, que diz respeito à Construtora Norberto Odebrecht", diz <br clear="all"> :

247 - Um dos principais executivos do grupo Odebrecht, Fernando Santos-Reis, afirma, nesta segunda-feira (20), em entrevista à Folha, que a companhia é diferente das outras empreiteiras, que têm ou tiveram diretores encarcerados pela Polícia Federal em Curitiba.

"Está todo mundo esperando pelo momento em que vão nos pegar. Não fizemos nada errado. Nossa postura é diferente", diz ele, que é presidente da Odebrecht Ambiental, empresa de saneamento do grupo, com faturamento de cerca de R$ 3 bilhões no ano passado.

Ele nega o pagamento de propina e afirma que a Odebrecht tirou lições com escândalos do passado, como a CPI dos "Anões do Orçamento", que em 1993 também investigou empreiteiros por corrupção.

"Os delatores de outras construtoras falaram, no máximo, que fazíamos parte do clube. Mas que clube é esse? Como integrante há mais de duas décadas da organização, desconheço qualquer coisa que sustente essa afirmação, que diz respeito à Construtora Norberto Odebrecht, com quem a Camargo Correia por sinal nunca teve boa relação, vide a briga de Santo Antônio e Jirau", diz ele.

Sobre a citação da Odebrecht pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, de que a empresa pagava propina, Reis minimiza: "São réus confessos, que já mudaram algumas vezes suas versões. O que ninguém fala é que esta não é a primeira vez que ficamos fora [de escândalos]. Naquele caso envolvendo um empresário chamado Adir Assad [acusado de lavar dinheiro de grandes empreiteiras], apareceram nomes de várias construtoras. O da Odebrecht, não. Na lista de contratos com José Dirceu apareceram todas, e nosso nome também não estava ali. Nós não temos esse tipo de relação. A nossa postura é diferente. Nós contribuímos com campanha, sim, mas na legalidade. Aprendemos com as lições do passado", ressalvou.

Entrevista na íntegra aqui.

Brasil Valter Lima Mon, 20 Apr 2015 06:34:45 +0000 http://www.brasil247.com/177813
Oposição quer Palocci na CPI da Petrobras http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/177772 : Matéria da revista Época desta semana serve de pretexto para que PPS E DEM entrem com requerimentos pedindo a convocação e a quebra dos sigilos fiscal e bancário do ex-ministro; denúncia da revista tenta relacionar recebimentos de Palocci com a campanha de Dilma em 2010; supostos documentos em poder do Ministério Público revelariam que o então ministro teria recebido R$ 12 milhões <br clear="all"> :

247 - Ato contínuo à denuncia publicada na mais recente edição da revista Época, a oposição quer que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci compareça a sessão da CPI da Petrobras para dar explicações sobre supostos R$ 12 milhões recebidos por ele durante o período em que coordenou a campanha de Dilma Rousseff (PT) em 2010. A alegação da revista é de que conexão com a campanha, citando supostos documentos em poder do Ministério Público.

O PPS já afirmou que vai pedir a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Palocci já na segunda-feira (20) para devassar a contabilidade da sua empresa de consultoria recebeu.

Já há requerimentos apresentados na comissão pedindo a convocação de Palocci, mas não foram votados até agora. Ele foi citado na Operação Lava Jato, mas, por não ter foro privilegiado, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavaski, decidiu remeter o caso para a primeira instância da Justiça Federal no Paraná, conforme o pedido da Procuradoria-Geral.

“Percebe-se, com o avançar das investigações do petrolão, que a engenharia usada por estes ex-ministros é muito parecida: montam-se consultorias para fechar contratos com grandes empresas, o pagamento é feito pelos empresários e o produto que se entrega são benesses do governo (licitações milionárias, parcerias em obras federais e empréstimos oficiais). E lógico, isso não seria intermediado se estes consultores não tivessem transito livre no Palácio do Planalto — afirmou a deputada Eliziane Gama (PPS-MA), ao jornal O Globo.

“Ele é um personagem chave e já esteve, no passado, envolvido com operações suspeitas e enriquecimento sem lastro, tanto que deixou o cargo no governo por causa disso — afirmou o democrata”, completou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), também ao jornal carioca.

Brasil Realle Palazzo-Martini Sun, 19 Apr 2015 10:55:40 +0000 http://www.brasil247.com/177772
Em ninho tucano, Cunha frustra plano golpista http://www.brasil247.com/pt/247/poder/177778 : Presidente da Câmara contraria João Dória Jr., indigitado adversário do PT, em pleno fórum de Comandatuba, ilha do pensamento golpista do PSDB: "Eu sinceramente não vejo isso no mandato passado para sustentar um pedido de impeachment", disse Cunha, ao comentar a decisão do TCU sobre a legalidade de manobras fiscais do governo Dilma Rousseff; "O que chamam de pedalada eu acho que é uma má prática das contas públicas”, minimizou; Dória Jr., criador do movimento “Cansei” em 2007, nominado de "golpismo paulista", escreveu artigo recentemente onde levanta a bandeira do “Fora Dilma” <br clear="all"> :

247 - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), frustrou no sábado a manobra de parte do PSDB, capitaneada pelo senador Aécio Neves (MG), pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) com base nas chamadas pedaladas fiscais. "A minha opinião é que isso se trata do mandato anterior e, como se trata do mandato anterior, eu não vejo como pode resultar numa responsabilidade do atual mandato", declarou Cunha, em pleno Fórum de Comandatuba, iniciativa do golpista assumido João Doria Jr, idelalizador do Lide, uma espécie liga de empresários pelo reforço das teses liberais.

"Eu sinceramente não vejo isso no mandato passado para sustentar um pedido de impeachment", reforçou Cunha, que foi uma das estrelas do encontro, que neste ano esteve particularmente recheado de oposicionistas. O único ministro a participar da etapa foi Henrique Eduardo Alves (Turismo), que concordou com Cunha. "Não acredito no impeachment. Não há nada que se configure nesse sentido", afirmou.

Cunha disse, no entanto, que vai analisar qualquer pedido que chegue ao Congresso –uma vez que cabe ao presidente da Câmara autorizar o desenrolar desses processos. "O que chamam de pedalada eu acho que é uma má prática das contas públicas, de adiar pagamentos para fazer superávits primários que não correspondem à realidade. Isso vem sendo praticado ao longo dos últimos 10 a 15 anos e não tinha nenhuma punição", contemporizou.

O presidente do Lide, João Doria Jr. levantou a bandeira pelo ‘Fora Dilma’. Em artigo, ele, que promove encontros entre empresários e ministros, fala em cirurgia rápida para tirar Dilma Rousseff do poder antes que seja tarde: “O ciclo do lulopetismo se exauriu e a presidente da República isolou-se da esfera política, administrando o país sem ouvir a sociedade”.

Golpe

João Doria Jr. é um reconhecido adversários dos governos petistas. Em 2007, foi um dos líderes do movimento ‘Cansei’, apontado pela OAB como ‘golpismo paulista’. No final de março, o presidente do Lide levantou a bandeira pelo ‘Fora Dilma’. Em artigo, ele, que promove encontros entre empresários e ministros, fala em cirurgia rápida para tirar Dilma do poder antes que seja tarde: “O ciclo do lulopetismo se exauriu e a presidente da República isolou-se da esfera política, administrando o país sem ouvir a sociedade”.

Leia abaixo o artigo:

Antes que seja tarde

O ciclo do lulopetismo se exauriu e a presidente da República isolou-se da esfera política, administrando o país sem ouvir a sociedade

O Brasil que foi às ruas em 15 de março para protestar contra Dilma Rousseff, a corrupção e o PT é bem diferente daquele que se mobilizou em 16 de abril de 1984, quando mais de um milhão e meio de pessoas se juntaram, no Anhangabaú, em São Paulo, na esteira do movimento em prol das Diretas-Já.

Naquele ciclo, a luta cívica tinha como alvo a defesa das liberdades e a escolha, pelo povo, do seu mandatário. Hoje, esses direitos se consagram na nossa Constituição.

Também difere do país que, em 20 de junho de 2013, registrou mais de 1,5 milhão de pessoas nas ruas, protestando contra as taxas dos transportes públicos e serviços precários nas áreas de saúde, educação e segurança, entre outros temas.

Se alguma semelhança com o passado pode ser encontrada, é com o memorável movimento "Fora Collor", que culminou com o impeachment de Fernando Collor em 29 de setembro de 1992.

Como naqueles idos, o clamor recente dos 2 milhões de brasileiros que acorreram às ruas pede o afastamento da primeira mandatária. Ocorre que não há, até o momento, arcabouço técnico-jurídico suficiente para respaldar um pedido de impeachment da chefe da nação, apesar de pareceres de eminentes juristas acatando essa tese.

Essa, porém, é uma discussão para o direito. O fato é que o Brasil pós 15 de março abriu um novo marco em sua vida institucional. A partir da constatação de que sua democracia participativa ganha solidez com a entrada em cena de um cidadão com apurada conscientização política e sob a crença de que as mobilizações, ao contrário do passado, incorporam-se definitivamente à paisagem urbana.

É interessante observar que tais avanços ocorrem quando a vida político-institucional passa a ser banhada por um gigantesco lamaçal, no momento em que o país vivencia os mais escandalosos eventos da contemporaneidade. Quais as razões para essa aparente dicotomia, com a sociedade, de um lado, e a esfera política, do outro?

Vejamos. Lula assumiu, em 2003, como o salvador da pátria. Ancorou seu governo em ampla plataforma social, abrindo canais da articulação política, atendendo às demandas dos partidos da base, no balcão de apoios e recompensas, usando o instinto político para administrar conflitos com os outros Poderes.

A crise do sistema financeiro internacional, em 2008, levara o mundo a desempregar milhões de trabalhadores, mas o Brasil, vencendo as intempéries, gerava 12 milhões de empregos formais. Com o título de sétima economia, renda per capita triplicada e desigualdade caindo, a quarta democracia mais populosa do mundo, depois da Índia, EUA e Indonésia, parecia uma ilha de segurança no oceano borrascoso.

Mas a esperança de longa jornada desenvolvimentista arrefeceu na era Dilma, arrastada pelo modo de governar petista, ancorado no populismo, aparelhamento do Estado, desorganização das contas públicas, improvisação nas frentes de obras, entre outros, e a par do discurso separatista, "nós e eles".

A política econômica do lulopetismo se exauriu. Confirmando-se a projeção que se faz para este ano (de -0,5% de queda do PIB, podendo chegar a -3%), viveremos a maior retração em 25 anos. É o sinal da falência total do modelo.

A presidente da República se isolou da esfera política, administrando o país sem ouvir a sociedade. A Petrobras, rebaixada no grau de investimento no mês passado, deixou de ser símbolo de orgulho. A corrupção, como metástase, propaga-se e a sociedade clama por uma cirurgia rápida. Antes que seja tarde.

Poder Realle Palazzo-Martini Sun, 19 Apr 2015 14:00:51 +0000 http://www.brasil247.com/177778
FHC repreende PSDB: impeachment é 'precipitado' http://www.brasil247.com/pt/247/poder/177779 : O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, neste domingo (18), que um possível pedido de impeachment depende de fatos objetivos e que seria "precipitação" abrir um processo neste momento; "Como um partido pode pedir impeachment antes de ter um fato concreto? Não pode!", reagiu FHC, que participou de um seminário ao lado de outros ex-presidentes latino-americanos no Fórum de Comandatuba, no Sul da Bahia; "Impeachment não pode ser tese. Ou houve razão objetiva ou não houve razão objetiva. Quem diz se é objetiva ou não é a Justiça, a polícia, o tribunal de contas. Os partidos não podem se antecipar a tudo isso, não faz sentido", afirmou <br clear="all"> :

247 - No momento em que o PSDB articula um pedido de impeachment do governo de Dilma Rousseff, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, neste domingo (18), que a medida depende de fatos objetivos e que seria "precipitação" abrir um processo neste momento.

"Como um partido pode pedir impeachment antes de ter um fato concreto? Não pode!", reagiu FHC, que participou de um seminário ao lado de outros ex-presidentes latino-americanos no Fórum de Comandatuba, no Sul da Bahia.

Sem citar especificamente o PSDB, o tucano afirmou que "não faz sentido" que os partidos antecipem esse movimento enquanto não houver decisões de tribunais ou provas concretas de irregularidades cometidas pela presidente.

"Impeachment não pode ser tese. Ou houve razão objetiva ou não houve razão objetiva. Quem diz se é objetiva ou não é a Justiça, a polícia, o tribunal de contas. Os partidos não podem se antecipar a tudo isso, não faz sentido", declarou. "Você não pode fazê-lo fora das regras da democracia, tem que esperar essas regras serem cumpridas. Qualquer outra coisa é precipitação."

O PSDB, presidido pelo senador Aécio Neves (MG), encomendou pareceres de juristas sobre a viabilidade de um pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Uma das possíveis motivações seria a irregularidade de manobras fiscais feitas pelo governo em 2014 para fechar as contas do ano –as chamadas "pedaladas" fiscais.

Poder Valter Lima Sun, 19 Apr 2015 17:44:19 +0000 http://www.brasil247.com/177779
CGU contesta Folha e diz que só usa provas lícitas http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/177777 : Em nota distribuída nesta sábado, a Controladoria-Geral da União rebate reportagem na qual o jornal paulista sugere que o orgão não foi suficientemente rigoroso na apuração de supostos ilícitos no relacionamento entre a empresa holandesa SBM e a Petrobras; a CGU afirmou peremptoriamente que utiliza apenas provas lícitas em processos de investigação; órgão afirma ainda que desde abril de 2014 uma comissão investigativa avalia uma série de documentos fornecidos pela Petrobras <br clear="all"> :

247 - A Controladoria-Geral da União rebateu neste sábado (19) reportagem da Folha onde o jornal sugere que o orgão não foi suficientemente rigoroso na apuração de supostos ilícitos no relacionamento entre a empresa holandesa SBM e a Petrobras. A CGU afirmou peremptoriamente que utiliza apenas provas lícitas em processos de investigação. 

O órgão afirma ainda que desde abril de 2014 uma comissão investigativa avalia uma série de documentos fornecidos pela Petrobras. Os trabalhos de investigação da CGU incluem entrevistas; depoimentos; exame de documentos, e-mails, CDs e arquivos digitais de computador; análise de dados patrimoniais e de renda dos empregados e ex-diretores, além de apurações relativas a registro de viagens e de emissão de passaportes.

Leia, abaixo, nota da CGU:

SBM: Controladoria-Geral da União usa apenas provas lícitas em processo de investigação

Desde abril de 2014 CGU investiga possíveis irregularidades nos contratos entre a SBM e a Petrobras.

A Controladoria-Geral da União deu início, em abril de 2014, ao processo de investigação para apurar eventuais indícios de corrupção envolvendo a estatal Petrobras e a empresa holandesa SBM Offshore. Considerando que parte das provas poderia ser obtida no exterior, a CGU, neste período, deu início a uma série de tratativas para obter cooperação internacional. O pedido de informações, realizado no âmbito do Ministério da Justiça, compreendeu o período de fevereiro a julho.

Desde abril de 2014 uma comissão investigativa avalia uma série de documentos fornecidos pela Petrobras. Os trabalhos de investigação da CGU incluem entrevistas; depoimentos; exame de documentos, e-mails, CDs e arquivos digitais de computador; análise de dados patrimoniais e de renda dos empregados e ex-diretores, além de apurações relativas a registro de viagens e de emissão de passaportes.

Até o momento o volume de informações supera o tamanho de 12 Terabytes. A complexidade e a dimensão dos trabalhos resultaram na atuação coordenada com o envolvimento de quatro áreas da CGU (Correição, Auditoria, Cooperação Internacional e Inteligência).

Ressalta-se que todo esse trabalho se deu em paralelo com o levantamento e a análise de informações no Brasil. A CGU não esperou, em nenhum momento, pelas informações estrangeiras para começar a agir.

Considerando este cenário, as informações do Ministério Público da Holanda poderiam vir a compor a investigação, mas não eram, embora importantes, indispensáveis para a atuação deste órgão de controle.

Em agosto, o ex-funcionário da SBM Jonathan Taylor entrou em contato (por e-mail) com a CGU e informou ter elementos que poderiam contribuir com os trabalhos em curso. Vale destacar que, durante todo o mês de outubro, na ocasião da viagem para colhimento do depoimento do ex-funcionário Taylor, a CGU estava em plena análise dos dados fornecidos pela Petrobras da investigação em curso.

Diante do esforço da Controladoria em obter o maior número de informações para fortalecer a investigação, o órgão se prontificou a ouvir o ex-funcionário, mas com a devida cautela na análise dos documentos e provas a serem fornecidos por ele, uma vez que havia indícios de que o material poderia ter sido obtido por meios ilícitos, o que poderia contaminar o processo de investigação da CGU.

Além disso, o material entregue por Taylor não continha nenhum elemento que indicasse qualquer ato ilícito envolvendo funcionários da SBM e da Petrobras. Inclusive, durante o depoimento, Taylor afirmou que nunca viu essas transferências de recursos da empresa holandesa a agentes públicos da estatal. (Ouça o áudio em www.cgu.gov.br)

Contudo, a CGU continua a investigação na busca de elementos que comprovem quaisquer irregularidades nos contratos entre a SBM e a Petrobras.

A Controladoria sempre trabalhou de forma regular e sempre divulgou suas ações independentemente do calendário eleitoral, seja no caso SBM ou em qualquer outro caso. A fim de ressaltar a atuação transparente da Controladoria-Geral da União o órgão disponibiliza na íntegra todo o diálogo realizado entre os servidores e o ex-diretor da SBM Jonathan Taylor. A gravação foi feita com concordância de todos os envolvidos.

Brasil Leonardo Attuch Sun, 19 Apr 2015 13:35:05 +0000 http://www.brasil247.com/177777
Folha vê na Previdência caminho para golpe http://www.brasil247.com/pt/247/poder/177815 Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil: Após "denunciar" a prática das pedaladas fiscais, a Folha noticia nesta segunda (20) que ministros do Tribunal de Contas da União consideram que falhas da Previdência terão impacto maior no julgamento das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff, em mais uma tentativa de se encontrar argumentos para um pedido de impeachment; segundo a coluna Painel, para integrantes do TCU, os R$ 2,3 trilhões não contabilizados em passivos da Previdência no ano passado são “graves” e serão levados em conta pelo relator Augusto Nardes, o que aumenta o risco de rejeição das contas da presidente   <br clear="all"> Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil:

247 - Após "denunciar" a prática das pedaladas fiscais, manobra realizada desde o período de FHC, a Folha noticia nesta segunda-feira (20) que ministros do Tribunal de Contas da União consideram que falhas da Previdência terão impacto maior no julgamento das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff.

Segundo a coluna Painel, para integrantes da corte, os R$ 2,3 trilhões não contabilizados em passivos da Previdência no ano passado são “graves”, serão levados em conta pelo relator Augusto Nardes e, somados à maquiagem fiscal feita com recursos de bancos públicos, ampliam o risco de rejeição das contas da presidente.

 

Poder Valter Lima Mon, 20 Apr 2015 07:16:37 +0000 http://www.brasil247.com/177815
Hillary Clinton muda rotinas eleitorais e reduz poder dos jornais http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/177781 : Os jornais americanos acabam de perder mais uma batalha para as redes sociais, e o revés ocorreu num terreno especialmente crítico para a imprensa tradicional: a receita publicitária originada por campanhas eleitorais; a ex-primeira dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton anunciou o lançamento de sua candidatura para as eleições presidenciais de 2016 em textos e imagens postadas primeiro em redes sociais virtuais como Facebook, Twitter, YouTube, Instagram e outras, na maior esnobada já feita aos jornais americanos por um aspirante à morar na Casa Branca; a atitude de Hillary antecipou a tendência dos políticos candidatos a algum posto eletivo de buscarem um contato direto com os eleitores, deixando de lado o papel de intermediário exercido há séculos pela imprensa <br clear="all"> :

Observatório da Imprensa - Os jornais americanos acabam de perder mais uma batalha para as redes sociais, e o revés ocorreu num terreno especialmente crítico para a imprensa tradicional: a receita publicitária originada por campanhas eleitorais.

A ex-primeira dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton anunciou o lançamento de sua candidatura para as eleições presidenciais de 2016 em textos e imagens postadas primeiro em redes sociais virtuais como Facebook, Twitter, YouTube, Instagram e outras, na maior esnobada já feita aos jornais americanos por um aspirante à morar na Casa Branca.

A atitude de Hillary antecipou a tendência dos políticos candidatos a algum posto eletivo de buscarem um contato direto com os eleitores, deixando de lado o tradicional papel de intermediário na comunicação exercido há séculos pela imprensa.

Trata-se de uma estratégia de comunicação politica ainda pouco testada, embora o atual presidente norte-americano Barack Obama tenha sido um pioneiro no uso da internet como ferramenta eleitoral. A grande incógnita está na capacidade ou não de as redes sociais determinarem a agenda política num processo eleitoral. Até agora a imprensa, em especial os jornais e a televisão, era imbatível neste quesito.

O recurso de criar um atalho na relação com o eleitor não é apenas uma estratégia publicitária, mas cria também a possibilidade de uma redução do papel dos partidos tradicionais, já que os candidatos ficarão menos dependentes da burocracia partidária e também dos grandes financiadores de campanhas. Obama teve muito sucesso em compensar a ausência de doações milionárias, pelo varejo das minicontribuições de menos de 30 dólares. Até o surgimento da internet, as minidoações eram inviáveis pelo custo de administrar o sistema.

A nova tendência afeta também de forma considerável a posição dos jornais e telejornais em conjunturas eleitorais. Eles perdem força na hora de influenciar o eleitor e passam a ser o ambiente onde os políticos discutem entre si e protagonizam o tradicional show histriônico que garante audiências em alta na TV.

Mas os jornais não se tornarão descartáveis em matéria de campanha eleitoral se souberem aproveitar os nichos criados pela demanda de informações. O principal deles é o chamado fact checking, checagem de fatos, uma alternativa noticiosa mais ligada ao jornalismo investigativo e que tem mais afinidade com plataformas tecnológicas que privilegiem conteúdos analíticos, com é o caso do papel, ou versões digitais de publicações impressas.

O problema do fact checking é que ele sempre acaba associado a algum tipo de preferência do veículo por algum candidato. As escolhas dos temas a serem checados, os procedimentos de checagem e as conclusões dificilmente escapam da polêmica sobre posicionamento a favor ou contra algum candidato. Isto se torna especialmente crítico num ambiente em que a diversidade e complexidade informativa passam a ser um componente estrutural de campanhas eleitorais.

A corrida sucessória americana para 2016 ganha assim um atrativo capaz de compensar o progressivo desencanto dos eleitores com a disputa pela Casa Branca, um evento cuja cobertura alguns jornalistas já chegaram a comparar a uma corrida de cavalos. O interesse provavelmente virá não tanto das propostas dos candidatos, mas do seu comportamento nas redes sociais, um terreno reconhecidamente perigoso e implacável com políticos.

Estamos assistindo a uma mudança de comportamentos, rotinas e valores associados a processos eleitorais que inevitavelmente chegarão ao Brasil. É a internet e a digitalização provocando mudanças comportamentais que tendem a configurar um novo contexto social e politico. Ainda é prematuro dizer qual tendência politica, se conservadores ou progressistas, aproveitará melhor a nova conjuntura para obter benefícios eleitorais.

Hillary Clinton tenta herdar o legado de Barack Obama em matéria de uso da internet para conquistar votos e apoio financeiro para a campanha eleitoral democrata. A candidatura dela seria natimorta no sistema tradicional devido ao sólido machismo do establishment eleitoral norte-americano. Mas como a internet permitiu que Obama se tornasse o primeiro negro ocupar a Casa Branca ao capitalizar o voto das classes C,D e B, Hillary pode usar o mesmo recurso para ser a primeira mulher a ocupar o mesmo endereço.

A outra incógnita é saber como a imprensa norte-americana se comportará diante da mudança de estratégia eleitoral da ex-primeira dama norte-americana. A eleição de 2016 nos Estados Unidos não é apenas uma disputa entre candidatos e partidos. É também um dilema para a imprensa norte-americana que estará sendo acompanhado de perto pelos jornais do resto do mundo.

Mídia Valter Lima Sun, 19 Apr 2015 15:12:26 +0000 http://www.brasil247.com/177781
Reginaldo Lopes: 'Há um genocídio de jovens negros e pobres no Brasil' http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/177782 Valter Campanato/ABr: Bras�lia - O presidente da Comiss�o Especial de Pol�ticas P�blicas de Combate �s Drogas, deputado Reginaldo Lopes, durante apresenta��o do parecer do relator, deputado Givaldo Carimb�o, para vota��o na Comiss�o. O relat�rio tem mais de 300 p�ginas. A comi Numa Câmara em que os holofotes da mídia estão voltados para a CPI que alimenta o noticiário mais escandaloso e nefasto ao governo, o deputado Reginaldo Lopes preside uma CPI que vem trabalhando com pouca visibilidade sobre um problema de extrema gravidade: a violência que incide sobre jovens e negros no Brasil, numa escala que autoriza o diagnóstico de um verdadeiro genocídio; o parlamentar se declara contrário à redução da maioridade penal no Brasil; "Dos 60 mil homicídios que ocorrem a cada ano no Brasil, os menores de  18 anos são responsáveis por menos de 1%. Este é um indicador importante para desconstruir a ideia de que a redução da maioridade penal possa efetivamente reduzir a violência no Brasil", afirma <br clear="all"> Valter Campanato/ABr: Bras�lia - O presidente da Comiss�o Especial de Pol�ticas P�blicas de Combate �s Drogas, deputado Reginaldo Lopes, durante apresenta��o do parecer do relator, deputado Givaldo Carimb�o, para vota��o na Comiss�o. O relat�rio tem mais de 300 p�ginas. A comi

Tereza Cruvinel - Numa Câmara em que os holofotes da mídia estão voltados para a CPI que alimenta o noticiário mais escandaloso e nefasto ao governo, o deputado Reginaldo Lopes preside uma CPI que vem trabalhando com pouca visibilidade sobre um problema de extrema gravidade: a violência que incide sobre jovens e negros no Brasil, numa escala que autoriza o diagnóstico de um verdadeiro genocídio.

Segundo o Mapa da Violência coordenado pelo professor Julio Jacobo Waiselfisz os homicídios são hoje a principal causa de morte de jovens de 15 a 24 anos no Brasil, atingindo especialmente os que são homens, negros e pobres, moradores de favelas, morros e periferias esquecidos pelo Estado.  A calamidade, diz o deputado, configura uma grave violação aos direitos humanos, que causa grande sofrimento a milhares de mães e famílias que na maioria dos casos não recebe uma resposta em forma de punição aos assassinos, dizimando vidas e talentos que não puderam desfrutar nem contribuir para o desenvolvimento do país.  Enquanto isso, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara debate a redução da maioridade penal, que Reginaldo considera uma proposta equivocada e que, se aprovada, trará resultados ainda mais nefastos.

Nesta entrevista que me concedeu na quinta-feira, 17/4.  ele fala dos trabalhos da CPI e das propostas em debate na comissão, que tem como relatora a deputada Rosangela Gomes (PRB-RJ) (Tereza Cruvinel).

Leia a entrevista e divulgue esta bandeira.

P – No quadro de violência generalizada do Brasil, por que uma CPI com foco específico nos jovens pobres e negros?

R – Em primeiro lugar, precisamos dar visibilidade a um quadro que ainda é completamente desconhecido da sociedade brasileira. Os indicadores da violência contra jovens negros e pobres são estarrecedores.  No Brasil, a taxa média de homicídios tem sido. Nos últimos anos,  de 29 para cada 100 mil habitantes. É uma taxa elevada mas seu detalhamento revela aspectos importantes. Entre as crianças de até 12 anos, ocorre um homicídio de criança branca para cada 100 mil habitantes e 1,3 homicídios de criança negra para cada 100 mil habitantes.  Até aí, a discrepância é pequena. Mas a partir de 12 anos de idade,  especificamente entre 15 e 29 anos,  de cada quatro homicídios, três vítimas são negros. Mais gritante ainda: Para cada assassinato de um jovem branco, temos em média de 19 a  20 homicídios de jovens negros.

P – Por que isso acontece?

R – Precisamos estudar. Temos estados, como o de Alagoas, onde temos uma taxa de 193 homicídios por 100 habitantes.

P – A maior do Brasil?

R – A maior do mundo! Então precisamos compreender algumas questões. Nos últimos 12 anos tivemos uma redução nos homicídios de pessoas brancas. Todos nós queremos reduzir os homicídios de modo geral, de preferência, zerá-los.  Mas é fato que neste mesmo período, enquanto os homicídios de brancos caíram cerca de 30%, houve um aumento de 38.5% nos homicídios de negros, especialmente jovens e pobres.  Precisamos então verificar se está havendo desequilíbrio nas políticas de segurança, se temos maior presença da polícia nas regiões onde vivem brancos de mais alta renda em detrimento das regiões onde vivem os mais pobres, entre outras variáveis. A CPI quer mapear esta violência, identificar as causas, seus impactos econômicos e sociais. Estamos trabalhando em três grandes eixos, que são: primeiro, examinar a estrutura criminal no Brasil. Dos 60 mil homicídios anuais, mais da metade atinge jovens. São 35 mil jovens assassinados a cada ano, e entre estes, 77% são negros. E entre estes, 96% são homens.  Podemos dizer que está havendo um genocídio no Brasil, um genocídio de jovens negros e pobres. E quem diz isso são os indicadores.

P – E o segundo eixo?

R – É o da justiça criminal e da impunidade, pois apenas 8% dos homicídios são elucidados. E destes, apenas 5% têm seus autores  efetivamente condenados e presos. Ou seja, a impunidade é alta e nos coloca a seguinte questão: o problema da justiça no Brasil não é o tamanho da pena, é o tamanho da impunidade. É o que diz o professor Júlio Jacobo, uma grande autoridade no assunto, responsável pela produção do Mapa da Violência.

Outro problema é o modelo de policiamento. Temos ainda um modelo baseado na concepção do inimigo interno, um modelo que prepara o policial para a guerra. Precisamos estudar como funciona este modelo. Em alguns países ele vem sendo contestado.  Aqui, temos policiais envolvidos e acusados como autores de um grande número de homicídios, quase sempre protegidos pelos chamados “autos de resistência”, que justificam a violência policial alegando necessidade de defesa durante abordagens.

Precisamos descobrir se a violência no Brasil não é seletiva. Os estudos mais confiáveis que temos, os do DataSUS, apontam que a violência se concentra em 142 municípios, onde ocorrem mais de 80% dos homicídios. E nestes munícipios ainda é possível fazermos um recorte por bairros e regiões.  A CPI procura respostas para toda esta tragédia e ambiciona apresentar um plano estratégico para a redução dos homicídios no Brasil. Um plano estratégico decenal, com foco nas questões mais cruciais e que serão melhor conhecidas com o trabalho da CPI.   Obviamente que a primeira recomendação será a da prevenção, buscando reduzir drasticamente este escandaloso número de homicídios.

R – E o terceiro eixo?

Nesta outra frente de trabalho queremos  mapear as condições sociais, como é a vida destes jovens que vivem sob risco nas comunidades pobres e o que pode ser feito por eles.   Qual é a presença do Estado nestes locais? Como são ali implementadas ou difundidas as políticas afirmativas? O Estado, de um modo geral, tem falhando nesta questão. Começa a ficar claro que talvez seja necessária a criação de um fundo constitucional para financiar as políticas afirmativas no Brasil. Nos governos Lula e Dilma tivemos muitas iniciativas incidentes sobre os jovens, como o Estatuto da Juventude, as cotas para negros nas universidades, o Pro-Uni e o Pronatec. Mas falta ainda políticas específicas para os jovens pobres e negros que estão sendo dizimados pela violência. E neste quadro, o Congresso Nacional, a meu ver, está propondo respostas equivocadas, como a redução da maioridade penal.

R – Seus defensores acham que isso inibirá a delinquência juvenil…

R – É um engano, e os indicadores provam isso. Temos, de um lado, um Estado, em sentido lato, que não cumpre o seu papel, inclusive para implementar uma das mais belas legislações do mundo, que é o Estatuto da Criança e do Adolescente, implantando medidas socioeducativas. De outro lado, há uma grande desinformação. Dos 60 mil homicídios que ocorrem a cada ano no Brasil, os menores de  18 anos são responsáveis por menos de 1%. Este é um indicador importante para desconstruir a ideia de que a redução da maioridade penal possa efetivamente reduzir a violência no Brasil.

P – A seu ver o que explica então esta ênfase dos setores conservadores, que não são desinformados, na proposta de redução da maioridade penal?

R – Prefiro acredita que seja a busca de uma resposta imediata para um problema muito complexo a partir de ideias do senso comum. De 2002 até 2012, se tomarmos os indicadores gerais de homicídios, houve uma estabilização nos números, embora em patamares absurdos. Se antes de 2002 tínhamos 28,9 para cada 100 mil habitantes, neste período citado o número se estabilizou em 29 para cada 100 mil habitantse. Nós entendemos que reduzir a maioridade penal é absolutamente inconstitucional, e que isso não resolve o problema. Alguns países fizeram esta experiência e não obtiveram resultados.  No Brasil estes adolescentes estariam expostos a todos os riscos de um sistema prisional falido, que não consegue ressocializar os presos. Aqui entra outro número importante: quase 70% da população carcerária também é composta por jovens negros e pobres.  Para eles então, no Brasil de hoje, existem dois caminhos dramáticos: morrer muito jovem ou ir para a prisão.  A saída tem que ser o combate às causas da delinquência juvenil.

P – O senhor acha que a CPI conseguirá sensibilizar para este problema o Congresso, que hoje é tão conservador, e o Governo, às voltas com tantos outros problemas?

R – A CPI quer dar uma contribuição e já tem algumas parcerias. Por exemplo, com a Anistia Internacional, que está atenta ao problema nos países em que ela percebe taxas tão elevadas, como é o caso do Brasil, do México e de outros países.  Ela desenvolve neste momento uma campanha para dar mais visibilidade a este drama.  Hoje recebemos o diretor-executivo da Anistia Internacional no Brasil, o Átila Roque.  Precisamos nos valer de todos os meios para dar mais visibilidade a este problema, para coloca-lo no centro da preocupações da sociedade e das instituições públicas.

P – Comparativamente com outros países, qual é a nossa situação?

R – Basta dizer que a taxa “aceitável” (pois o ideal seria zero) da taxa de homicídios, segundo os padrões internacionais, é de um a cinco homicídios por cada 100 mil habitantes. A nossa, de 29 para cada 100 mil, está muito acima deste limite de tolerância, sem falar estados, como Alagoas, que já citei, onde ela é de 193 para cada 100 mil habitantes.

P – O fato de os governos estaduais serem os responsáveis pela segurança contribui para este quadro?

R – Na campanha do ano passado a presidenta Dilma lançou a proposta de um novo sistema de segurança em que, através de uma emenda constitucional, pudéssemos criar uma espécie de Sistema Único de Segurança Pública, o SUSP, com responsabilidades compartilhadas entre União, Estados e Municípios. Seria algo nos moldes do SUS,  que é muito bem aprovado pelos usuários, embora seja criticado pelos que não precisam dele. Graças ao SUS o direito à saúde tornou-se uma realidade, por maiores que sejam as necessidades de aperfeiçoamento. Assim poderíamos fazer na área de segurança, com a União assumindo algumas tarefas, inclusive operacionais, como já vem fazendo nos últimos anos através da Força Nacional de Segurança.  A CPI pensa em viajar pelo Brasil para recolher informações e debater inclusive esta proposta, a de criação de um sistema nacional de segurança com polícias integradas e  responsabilidades compartilhadas. Isso é que devemos discutir ao invés da redução da maioridade penal.

P – O senhor mencionou a violência da própria polícia. Como anda a questão dos autos de resistência?

R – Este é um grave problema.  É muito grande o número de inquéritos em que a polícia justifica os assassinatos com a necessidade de reagir.  O uso de armas letais poderia ser coibido em algumas ações.  Precisamos debater a desmilitarização das polícias, no sentido de que elas incorporem um papel mais garantidor de direitos. É preciso instituir também a perícia independente para evitar alterações nas cenas de crime, e assim evitar que os autos de resistência forjados protejam policiais que se sentem no direito de matar.

P – Com a tal “bancada da bala” tão atuante no Congresso, o senhor não acha que haverá muita resistência a estes temas?

R – Quero acreditar que eles também buscam reduzir os homicídios, querem uma sociedade menos violenta. Há divergências sobre os melhores caminhos e teremos de construir democraticamente uma opinião, sintonizada com a sociedade, que não aceita mais tanta violência, destacando a situação dos jovens e negros que, como já disse, são vítimas de um verdadeiro genocídio.

P  – Como trabalha as CPI?

R – Fazemos duas reuniões ordinárias por semana, ouvindo especialistas, pesquisadores, autoridades da área.  E agora, a partir do dia 4, vamos começar a ouvir a população, começando pela visita ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.  Há muitos casos emblemáticos não solucionados, há viúvas e órfãos esperando uma resposta.  Nestes casos, achamos que devia haver um deslocamento de competência da investigação destes casos para a esfera federal. Vamos ouvir familiares, comunidades e movimentos sociais.  Temos 120 dias para concluir os trabalhos e esperamos neste prazo encaminhar o relatório final, inclusive com as propostas e sugestões para o enfrentamento do problema.

P – Acha que algumas delas ainda poderiam ser implementadas pelo atual Governo?

R – Tenho certeza de que a presidente Dilma está muito envolvida com este tema, assim como todos os órgãos do governo a ele relacionados, como o Ministério da Justiça, a Sepir, a SDH e outros. Seria oportuna a criação de um grupo interministerial no âmbito do Executivo para trabalharmos juntos na formulação de soluções.  O que falta no Brasil é a cultura de debatermos os problemas de segurança pública enquanto política pública. A questão ficou sempre muito restrita a quem trabalha ou milita na área, diferentemente, por exemplo, de temas como saúde, educação, assistência social, que sempre imobilizaram diferentes segmentos sociais, num debate com observância do respeito à diferença de opinião.   Já no debate sobre segurança pública, tema  que não fez parte do arcabouço do Estado de Direito, sempre surgem alguns que se acham mais donos da verdade, a discussão fica tensionada e não avança. Precisamos nos reeducar, inclusive para termos mais tolerância para com o ponto de vista diferente. Meu desafio é fazer uma presidência muito democrática, na CPI, no sentido de ouvir e construir processos nesta temática, contribuindo para a formulação de politicas mais eficientes em matéria de segurança.

Minas 247 Valter Lima Sun, 19 Apr 2015 16:48:52 +0000 http://www.brasil247.com/177782
Líder do PMDB não garante aprovação de Fachin http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/177821 Edição 247/Fotos: Divulgação/Geraldo Magela: O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, não garante a aprovação o nome do jurista Luiz Edson Fachin para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal; "A avaliação não será exclusiva nem do PMDB, nem do líder do PMDB. Até porque a votação é secreta, o líder não tem como encaminhar a matéria. O fato é que eleição é eleição. O voto é secreto. Não tem como avaliar o que vai ser e o que não vai ser aprovado. Até porque o Senado já rejeitou nomes importantes para outros cargos", afirma <br clear="all"> Edição 247/Fotos: Divulgação/Geraldo Magela:

247 - O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, não garante a aprovação o nome do jurista Luiz Edson Fachin para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. Fachin foi indicado pela presidente Dilma Rousseff. 

"A avaliação não será exclusiva nem do PMDB, nem do líder do PMDB. Até porque a votação é secreta, o líder não tem como encaminhar a matéria. O fato é que eleição é eleição. O voto é secreto. Não tem como avaliar o que vai ser e o que não vai ser aprovado. Até porque o Senado já rejeitou nomes importantes para outros cargos. Fachin foi indicado como candidato a ministro, não como ministro. E pode ser aprovado ou reprovado. Agora, se ele não for aprovado, a presidente não vai ter condições de confirmar a indicação. É essa a regra constitucional", afirma Eunício Oliveira.

Brasília 247 Valter Lima Mon, 20 Apr 2015 07:49:07 +0000 http://www.brasil247.com/177821
Crivella pede socorro ao Senado para crise do petróleo no Rio http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/177818 : Em artigo publicado nesta segunda (20), o senador Marcelo Crivella (PRB), pede ajuda de seus colegas de Congresso, para aprovar o projeto de resolução 15/2015, que permite, em caráter excepcional, que os entes da Federação que perderam receitas oriundas do petróleo tomem emprestado o valor equivalente à diferença entre o que receberam no período 2013-2014 e o valor menor que receberão no período 2015-2016; esses empréstimos poderão ser pagos depois do término dos atuais mandatos; a matéria enfrenta a objeção de que é necessário preservar o superavit primário do setor público, mas ele alerta para o crescimento do desemprego no Rio, diante da crise na Petrobras e em seus fornecedores   <br clear="all"> :

247 - Em artigo publicado nesta segunda-feira (20), na Folha, o senador Marcelo Crivella (PRB), pede ajuda de seus colegas de Congresso, para aprovar o projeto de resolução 15/2015, que permite, em caráter excepcional, que os entes da Federação que perderam receitas oriundas do petróleo tomem emprestado o valor equivalente à diferença entre o que receberam no período 2013-2014 e o valor menor que receberão no período 2015-2016. Esses empréstimos poderão ser pagos depois do término dos atuais mandatos. "A matéria, em discussão no Senado, vai enfrentar a objeção de que é necessário preservar o superavit primário do setor público", adianta ele.

Mas Crivella justifica que "neste momento, a sociedade fluminense enfrenta dois grandes desafios". "De um lado, ela necessita preservar o núcleo dinâmico da economia do Estado --formado pelo complexo de óleo e gás e suas indústrias associadas, como a da construção naval--, duramente afetado pela crise que atinge a Petrobras e seus fornecedores. A metade das 81.774 demissões registradas em todo o país entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015 ocorreu no Estado do Rio. De outro lado, o próprio Estado e os municípios credores de royalties e de participação especial --compensação financeira paga em áreas com alto potencial de produção e de rentabilidade-- veem sua receita desabar por causa da queda do preço do petróleo no mercado internacional", alerta.

"A crise econômica que estamos vivendo atualmente não tem origem nos Estados e nos municípios, mas, sim, na União, que no ano passado gerou um deficit de R$ 20 bilhões no lugar do superavit previsto de R$ 116 bilhões. Além de arrecadar mais e ser contumaz em gastos conspícuos, perdulários e faustosos, ela não socorre os entes prejudicados pelo injusto pacto e, vez por outra, intromete-se nas questões afeitas ao Senado, que tem a missão constitucional de promover o equilíbrio federativo. É hora de o Senado agir", cobra.

Rio 247 Valter Lima Mon, 20 Apr 2015 07:36:04 +0000 http://www.brasil247.com/177818
Delatores da Camargo denunciam propina em 10 obras http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/177817 Divulgação/Petrobrás: Os dois delatores da cúpula da Camargo Corrêa citaram em depoimentos a procuradores e à Polícia Federal dez obras da Petrobras em que teria havido pagamento de propina e apontaram nomes de novos executivos que tiveram participação no esquema; os delatores Dalton Avancini e Eduardo Leite contaram que a empresa pagou suborno nos contratos do gasoduto Caraguatatuba-Taubaté, na construção da sede da estatal em Vitória (ES), e numa unidade da refinaria Abreu e Lima (PE); a propina paga entre 2007 e 2012 chegou a R$ 110 milhões <br clear="all"> Divulgação/Petrobrás:

247 - Os dois delatores da cúpula da Camargo Corrêa citaram em depoimentos a procuradores e à Polícia Federal dez obras da Petrobras em que teria havido pagamento de propina e apontaram nomes de novos executivos que tiveram participação no esquema.

Os delatores Dalton Avancini, presidente da empreiteira, e Eduardo Leite, vice-presidente, contaram em depoimentos prestados após fecharem acordos de delação que a empresa pagou suborno nos contratos do gasoduto Caraguatatuba-Taubaté, na construção da sede da estatal em Vitória (ES), e numa unidade da refinaria Abreu e Lima (PE). A propina paga entre 2007 e 2012 chegou a R$ 110 milhões, segundo Leite. A diretoria de Serviços, indicada pelo PT, ficou com R$ 63 milhões; já a de Abastecimento, entregue ao PP, levou R$ 47 milhões.

As duas delações mencionam executivos que integravam o esquema e continuam em cargos de direção na empreiteira. Também são citados fatos que os investigadores da Lava Jato ignoravam.

Segundo Dalton Avancini, o executivo que o antecedeu na presidência, Antonio Miguel Marques, tinha um contrato de R$ 20 milhões com o empresário Julio Camargo, mas nenhum serviço de consultoria foi prestado. O contrato, segundo ele, "servia para o pagamento de propinas à diretoria de Serviços da Petrobras, então ocupada por Renato Duque".

Marques ocupa a presidência da GRU Airport, que administrava o aeroporto de Cumbica (SP). Ele deve deixar o cargo nos próximos dias. A OAS, também investigada na Lava Jato, tem participação na empresa que opera o aeroporto.

Avancini diz que ficou sabendo do contrato de R$ 20 milhões para pagar suborno por meio de Leonel Queiroz Viana, que ocupou a diretoria de óleo e gás da Camargo Corrêa até 2009.

Foi Viana quem assinou o contrato para fazer uma obra na Repar (Refinaria Presidente Getúlio Vargas), Paraná, na qual houve pagamento de R$ 3,6 milhões por meio de uma empresa que fornecia tubos para a empreiteira, a Sanko.

O presidente do conselho da Camargo Corrêa, João Auler, é apontado por Leite como participante de uma reunião em 2009 com o deputado federal José Janene (PP-PR), que morreu em 2010, para acertar o pagamento de propina na diretoria de Abastecimento, comandada por Paulo Roberto Costa. Foi Janene quem indicou Costa ao cargo. Auler está preso desde novembro e não quis fazer acordo de delação premiada.

Outro executivo citado por Leite é o atual diretor de óleo e gás da Camargo, Paulo Augusto Santos Silva. Ele teve a ideia de empregar fornecedores da Camargo para repassar propina, segundo Leite. Isso ocorreu após a empreiteira ter concluído que as empresas usadas por Youssef para repasse de suborno não passavam pelo teste mínimo de checagem, já que não tinham nem empregados.

Santos Silva, de acordo com Leite, fazia esses acertos com Youssef, que forneceu ao diretor de óleo e gás um celular para falar exclusivamente com ele. Ele também sabia que a empresa pagou um suborno de R$ 2,2 milhões ao ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, tudo de acordo com Leite.

Outro citado é o ex-presidente da empreiteira Antonio Carlos Miguel, que depois fez parte do conselho de administração da Camargo, encarregado, entre outras tarefas, de zelar pelo código de ética nos negócios do grupo. Ele saiu do conselho em 2012.

 
Brasil Valter Lima Mon, 20 Apr 2015 07:28:14 +0000 http://www.brasil247.com/177817