Brasil 24/7 http://www.brasil247.com/ O seu jornal digital 24 horas por dia 7 dias por semana pt Copyright 2014, Brasil 24/7 Sun, 26 Oct 2014 03:09:45 +0000 60 Newscoop http://www.brasil247.com/themes/publication_1/theme_4/assets/img/logo.png Brasil 24/7 http://www.brasil247.com/ 144 120 PML: Dilma nocauteou Aécio já no primeiro assalto http://www.brasil247.com/pt/247/poder/158256 : Jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, afirma que o debate da Globo terminou já na primeira pergunta, quando Aécio Neves tentou usar a última edição da Veja para colocar Dilma Rousseff contra a parede; “a presidente deu uma resposta a altura, desqualificando uma denúncia que nem seu autor — nem a revista que a publicou — conseguem sustentar com base em provas. Foi uma colocação firme, sem piscar”; quanto ao tucano, diz que queda era previsível já que chegou ao 2° turno “sem uma perna”: “Empurrado para um canto conservador, debateu-se em contradições insolúveis. As intervenções de Armínio Fraga como candidato a ministro da Fazenda trouxeram mais danos do que benefícios a candidatura” <br clear="all"> :

247 – Em uma luta em que precisava de apenas um empate, a presidente Dilma Rousseff saiu vitoriosa e seu adversário nocauteado já no primeiro assalto. É o que afirma o jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, em análise sobre o debate da noite desta sexta-feira na Rede Globo.

"O debate de ontem terminou na primeira pergunta. Aécio Neves tentou usar a última edição da VEJA para colocar Dilma contra a parede. A presidente deu uma resposta a altura, desqualificando uma denúncia que nem seu autor — nem a revista que a publicou — conseguem sustentar com base em provas. Foi uma colocação firme, sem piscar.

O debate terminou aí porque, como se sabe, o último debate de uma campanha envolve uma questão essencial. Quem está na liderança das pesquisas joga na defesa e pode ganhar mesmo que empatar. Quem está atrás precisa tentar virar o jogo de qualquer maneira, mas isso só se consegue quando o interlocutor oferece brechas e oportunidades.

Num confronto que tem algo de uma luta de boxe, é preciso encaixar golpes no rival — uma forma de mostrar ao juri de eleitores, indecisos e pouco firmes, que ele tem pontos fracos que precisam ser levados em consideração. Mas a presidente atuou como se estivesse protegida por uma couraça. Quando a primeira revista não deu certo, Aécio falou de uma reportagem da Istoé".

Leia o artigo “Dilma ganhou de pouco, venceu de muito” na íntegra.

Poder Roberta Namour Sat, 25 Oct 2014 10:30:18 +0000 http://www.brasil247.com/158256
Altman: "aposta da Veja é terceiro turno golpista" http://www.brasil247.com/pt/247/poder/158239 : Jornalista Breno Altman afirma que objetivo da família Civita vai além de tentativa desesperada para influenciar o resultado eleitoral: “O lodoso periódico e seus comparsas estão decididos a preparar o terreno para sabotagem e desestabilização do governo petista”; citando o jornalista da publicação Reinaldo Azevedo, que incitou o impeachment de Dilma Rousseff, ele afirma que “a alcateia dos famintos lobos da direita está se lançando, desde já, a um terceiro turno anticonstitucional, no qual o desenlace golpista venha a reverter o voto popular”; PSDB, de Aécio Neves, já apresentou ações contra a presidente Dilma e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva <br clear="all"> :

247 – O jornalista Breno Altman vê na capa da Veja com acusação sem provas contra a presidente Dilma Rousseff e contra o ex-presidente Lula uma tentativa da família Civita de desestabilização do governo petista.

Segundo ele, o objetivo vai além da influência eleitoral e visa “um terceiro turno anticonstitucional, no qual o desenlace golpista venha a reverter o voto popular”, como já declarou claramente o blogueiro da revista Reinaldo Azevedo, ao incitar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A presidente Dilma Rousseff deu resposta histórica e contundente ao principal semanário do país: “terrorismo eleitoral”. Levou doze anos para o PT efetivamente reagir contra a organização criminosa travestida de imprensa, mas o fez com determinação.

Não foi deixada pedra sobre pedra. A fala da candidata petista à reeleição recordou campanha sistemática movida por Veja contra ela e Lula.

Denunciou por infâmia e crime eleitoral a publicação das margens do rio Pinheiros. Conclamou o povo a “responder nas urnas contra a revista e seus cúmplices” e informou que dará sua resposta na Justiça.

Os aplausos e a solidariedade à reação presidencial, contudo, não serão suficientes para o período político no qual o país está ingressando.

O objetivo da família Civita vai além de tentativa desesperada para influenciar o resultado eleitoral. O lodoso periódico e seus comparsas estão decididos a preparar o terreno para sabotagem e desestabilização do governo petista.

A alcateia dos famintos lobos da direita está se lançando, desde já, a um terceiro turno anticonstitucional, no qual o desenlace golpista venha a reverter o voto popular.

Leia a íntegra em "aposta de Veja é terceiro turno golpista"

Poder Roberta Namour Sat, 25 Oct 2014 06:08:10 +0000 http://www.brasil247.com/158239
Janot dá aval para Dirceu cumprir pena em casa http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/158240 : Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atesta que José Dirceu teve 142 dias descontados da pena em razão de trabalho e estudo na cadeia, e que esses fatos "inexoravelmente conduzem a constatação do requisito objetivo" do cumprimento de um sexto da condenação – o que lhe garante o direito de progressão do regime imposto na AP 470; decisão será tomada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF <br clear="all"> :

247 - Em parecer enviado nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, dá aval para que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu cumpra em casa o restante de sua pena na AP 470.

Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão pelo crime de corrupção ativa e atualmente em regime semiaberto, no qual tem autorização para sair do presídio durante o dia para trabalhar, Dirceu pediu progressão da pena argumentando que já cumpriu um sexto da pena, requisito para obtenção do benefício.

Ele foi preso no dia 15 de novembro em Brasília e acumulou horas de trabalho e estudo que contribuem para avançar o benefício.

Segundo o procurador, Dirceu teve 142 dias descontados da pena em razão de trabalho e estudo na cadeia, e que esses fatos "inexoravelmente conduzem a constatação do requisito objetivo" do cumprimento de um sexto da pena. Diz ainda que o Centro de Progressão Penitenciária de Brasília confirmou seu bom comportamento carcerário.

"O procurador-geral da República se manifesta favoravelmente à progressão de regime pleiteada pelo apenado José Dirceu de Oliveira e Silva, desde que satisfeitas as condições a serem impostas pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal", diz Janot no parecer.

A decisão cabe ao relator das execuções penais do processo, o ministro Luís Roberto Barroso.

Brasília 247 Roberta Namour Sat, 25 Oct 2014 06:20:20 +0000 http://www.brasil247.com/158240
Dilma: ‘Asseguro que não houve caixa 2 na campanha’ http://www.brasil247.com/pt/247/poder/158244 : Após o debate da Rede Globo, a presidente Dilma Rousseff rejeitou acusações de corrupção aos jornalistas: “Asseguro que não há dinheiro de caixa dois na minha campanha”; indagada sobre as denúncias contra o PT, ela disse que em todos os partidos tem gente boa e gente ruim e afirmou: “Doa a quem doer, todos que cometeram irregularidades pagarão. Não concordo com arquivamento ou engavetamento de processo, que era uma prática usual no país”, em referência ao governo do PSDB <br clear="all"> :

247 – Após o debate da Rede Globo, a presidente Dilma Rousseff reiterou aos jornalistas, que não houve caixa 2 em sua campanha à reeleição. “Asseguro que não há dinheiro de caixa dois na minha campanha”, declarou a petista, em tom irritado.

Quando indagada sobre as denúncias de corrupção contra o PT, Dilma disse que em todos os partidos tem gente boa e gente ruim. “Doa a quem doer, todos que cometeram irregularidades pagarão. Não concordo com arquivamento ou engavetamento de processo, que era uma prática usual no país”, concluiu a petista, se referindo ao governo do PSDB.

Sobre as possíveis dificuldades que o Brasil deve enfrentar em 2015, Dilma disse não acreditar que o país enfrentará uma crise tão profunda quanto a oposição prevê.

“Acho que o Brasil se recuperou no segundo semestre. Concordo se você pontuar que o quadro internacional apresenta algumas fragilidades”, explicou a petista, acrescentando que o Brasil tem tudo para ter nos próximos meses condições melhores do que alguns meses deste ano.

Poder Roberta Namour Sat, 25 Oct 2014 07:00:25 +0000 http://www.brasil247.com/158244
Militante tucano, herdeiro do Estadão critica 'ódio do PT' http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/158255 : Jornalista Fernão Lara Mesquita, herdeiro do jornal “O Estado de S. Paulo”, que caminhou pelas ruas de São Paulo com o cartaz “Foda-se a Venezuela”, em ato pro-Aécio, critica campanha do PT; “sob a regência do ex-presidente Lula, vem recrudescendo seus votos de ódio e suas ameaças de vinganças "inimagináveis" contra quem ousar resistir-lhes” <br clear="all"> :

247 – Herdeiro do “Estado de S. Paulo”, jornalista Fernão Lara Mesquita ganhou destaque nas redes sociais essa semana ao circular em ato pró-Aécio com o cartaz “Foda-se a Venezuela”.

Em artigo publicado neste sábado, o militante tucano sugere ao eleitor “pensar no Brasil” e critica a campanha petista; segundo ele, “sob a regência do ex-presidente Lula, vem recrudescendo seus votos de ódio e suas ameaças de vinganças "inimagináveis" contra quem ousar resistir-lhes”.

“Para a massa dos eleitores o volume e a intensidade com que são divulgadas as "mordidas" e os "assopros" da proposta petista são monitorados com o mesmo ajuste fino de modulação com que, na sua sempre reveladora obsessão com os falsos silogismos, contaminam com meias-verdades ou mentiras inteiras as ações e declarações dos adversários, sempre de modo a poder afirmar mais adiante que, seja o adversário, seja o eleitor, disse o que não disse ou votou no que não votou” (leia aqui).

Mídia Roberta Namour Sat, 25 Oct 2014 09:18:25 +0000 http://www.brasil247.com/158255
Serra dá força para Marconi na reta final http://www.brasil247.com/pt/247/goias247/158258 : Senador eleito por São Paulo, José Serra participou de caminhada ao lado de Marconi Perillo pelas ruas de Anápolis; Serra reforçou seu apoio ao governador e lembrou que Marconi foi o primeiro a criar programas sociais que serviram de modelo para o Bolsa Família; Marconi aproveitou para comemorar o resultado da pesquisa Veritá, que mostra o tucano com vantagem de 15 pontos sobre o rival Iris Rezende <br clear="all"> :

Goiás247 - O governador Marconi Perillo (PSDB) realizou mais uma caminhada em Anápolis nesta sexta-feira, acompanhado pelo senador eleito por São Paulo José Serra (PSDB). Seguidos por centenas de militantes e por deputados eleitos pela coligação Garantia de Um Futuro Melhor Pra Goiás, Marconi e Serra iniciaram a caminhada na Praça Santana, no Centro, e percorreram toda a Avenida Goiás acenando aos trabalhadores do comércio local, recebendo abraços e posando para fotos.

Por todo o trajeto, movimentaram as ruas e trouxeram funcionários para as portas das lojas, mobilizando o comércio. Em um momento da caminhada, foram parados por jovens que lhes entregaram rosas brancas. Ana Paula Ferreira, funcionária de uma loja na Avenida Goiás, foi para a rua acenar para o governador e o senador eleito. “Votei no Serra e no Marconi em 2010. Agora votarei em Marconi de novo, e no Aécio Neves porque juntos eles farão Goiás se desenvolver ainda mais”, disse.

José Serra foi eleito senador por São Paulo com 58,49% dos votos válidos, em um universo de quase 32 milhões de eleitores. Ele disputou com mais nove candidatos. Em 2010, quando concorreu à Presidência da República, venceu nos dois turnos em Goiás. O presidenciável Aécio Neves também venceu a disputa no Estado no primeiro turno nas eleições deste ano, com 42% dos votos válidos.

Serra, que já governou São Paulo, afirmou em vídeo gravado para a convenção que homologou a candidatura de Marconi à reeleição, em junho, que o companheiro de partido foi um grande governador, que inovou e desenvolveu Goiás, e deve continuar por mais quatro anos para garantir maior desenvolvimento.

“Conheci Marconi nos anos 90, quando era ministro da Saúde e ele se candidatou a governador de Goiás (1998). Naquela eleição, ele trouxe a renovação para o Estado. Marconi foi o criador do Bolsa Família. Primeiro homem público do Brasil em governo que adotou essa medida. Ele desenvolveu Goiás, soube dar incentivos”, observou.  

Vídeo

Assim que chegou a Anápolis, nesta sexta-feira, para caminhada pela região Central, José Serra e Marconi gravaram um vídeo selfie, já divulgado nas redes sociais do governador. Marconi lembra que Serra sempre foi “muito leal” e esteve ao seu lado “em todos os momentos”.

O senador eleito, por sua vez, destacou que o evento que ambos protagonizariam em Anápolis faria com que a frente de Marconi ante o adversário do PMDB, Iris Rezende, fosse ainda maior nas urnas, no dia 26 de outubro. “Vamos também dar impulso para a candidatura de Aécio”, garantiu.



Goiás 247 José Barbacena Sat, 25 Oct 2014 10:28:44 +0000 http://www.brasil247.com/158258
Trio garante prestígio no núcleo duro de Dilma http://www.brasil247.com/pt/247/poder/158253 : Em eventual segunda gestão, presidente Dilma Rousseff deve manter Aloizio Mercadante na Casa Civil, ou torná-lo substituto de Guido Mantega na Fazenda; um de seus coordenadores de campanha mais próximo, Miguel Rossetto deve ganhar um ministério de destaque; e Giles Azevedo pode ser promovido chefe de gabinete; já Marta Suplicy deve deixar o governo  <br clear="all"> :

247 – Considerados como homens de confiança da presidente Dilma Rousseff durante a campanha pela reeleição, três nomes devem ganhar cargo de destaque em eventual próxima gestão.

Segundo o colunista Jorge Bastos Moreno, Aloizio Mercadante deve ser mantido na Casa Civil, ou se tornar substituto de Guido Mantega na Fazenda. Um de seus coordenadores de campanha mais próximo, Miguel Rossetto deve ganhar um ministério de destaque. Giles Azevedo pode ser promovido chefe de gabinete.

Já Marta Suplicy deve deixar o governo. Segundo o colunista, a ministra da Cultura estava na lista negra de Dilma por ter organizado um jantar para o “Volta, Lula”. Diz que ela pedirá demissão antes de ser demitida.

Poder Roberta Namour Sat, 25 Oct 2014 08:37:42 +0000 http://www.brasil247.com/158253
Pimentel promete investigar gestões tucanas http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/158252 WILLIAM VOLCOV: Eleito no 1° turno das eleições na disputa pelo governo de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) promete fiscalizar gestões tucanas que comandaram o Estado desde 2002; seu governo pretende investigar denúncias feitas ao MP, de desvios na Saúde, Educação, Previdência do servidor e favorecimento a empresas privadas pela Cemig  <br clear="all"> WILLIAM VOLCOV:

247 – Eleito no 1° turno na disputa pelo governo de Minas Gerais, o candidato do PT Fernando Pimentel promete, assim que assumir o mandato, passar um pente fino nas gestões tucanas que comandaram o Estado desde 2002.

Desde 2002, com a eleição de Aécio Neves, o PSDB comandou Minas Gerais por três mandatos — duas com o agora presidenciável uma com Antonio Anastasia. O atual governador, Alberto Pinto Coelho (PP), cumpre o restante do mandato de Anastasia.

Segundo o colunista Ilimar Franco, dirigentes do PT em Minas dizem que vão investigar denúncias feitas ao MP, de desvios na Saúde, Educação, Previdência do servidor e favorecimento a empresas privadas pela Cemig. Os petistas dizem que não querem ser acusados de conivência.

Minas 247 Roberta Namour Sat, 25 Oct 2014 08:18:55 +0000 http://www.brasil247.com/158252
DEM sinaliza fim do partido após eleições http://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/158251 Max Haack                       : Segundo o colunista do Globo Ilimar Franco, dirigentes do partido pretendem abrir negociação com dez partidos nanicos, que abrigam 24 deputados, para criar a nova legenda, independentemente do resultado da eleição; “O DEM não vai mais existir como tal. Se Aécio ganhar, faremos uma fusão para crescer. Se Aécio perder, faremos uma fusão para sobreviver”, disse Antônio Carlos Magalhães Neto, prefeito de Salvador (BA) <br clear="all"> Max Haack                       :

247 - A cúpula do DEM vai acabar com o partido. É o que afirma o colunista do Globo Ilimar Franco. Segundo ele, seus dirigentes avaliam, independentemente do resultado da eleição, que essa é a única maneira de sobreviver.

‘Eles pretendem abrir negociação com dez partidos nanicos, que abrigam 24 deputados, para criar a nova legenda. O DEM elegeu 22 deputados, e seus líderes imaginam chegar a 50. Esse caminho não é unanime. Há os que defendem se entregar nos braços do PSDB’, diz a nota.

“O DEM não vai mais existir como tal. Se Aécio ganhar, faremos uma fusão para crescer. Se Aécio perder, faremos uma fusão para sobreviver”, disse Antônio Carlos Magalhães Neto, prefeito de Salvador (BA).

Bahia 247 Roberta Namour Sat, 25 Oct 2014 08:03:07 +0000 http://www.brasil247.com/158251
Eleitores tucanos são mais anti-PT do que pró-Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/158249 Orlando Brito/Coligação Muda B: O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, participou, nesta quarta-feira (22/10), na Praça da Estação, em Belo Horizonte (MG). Aécio estava acompanhado da mãe Inês Maria, do senador ele Antonio Anastasia (PSDB-MG), li Análise realizada com a ferramenta Geofeedia durante as mobilizações em favor do presidenciável Aécio Neves indica que, entre os eleitores tucanos, a "hashtag" mais usada foi #MudaBrasil; no entanto, houve destaque para motes contrários a presidente Dilma Rousseff e ao PT  <br clear="all"> Orlando Brito/Coligação Muda B: O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, participou, nesta quarta-feira (22/10), na Praça da Estação, em Belo Horizonte (MG). Aécio estava acompanhado da mãe Inês Maria, do senador ele Antonio Anastasia (PSDB-MG), li

247 – A repercussão da campanha à Presidência nas redes sociais indica que os eleitores tucanos são mais mais anti-PT do que pró-Aécio.

É o que aponta análise realizada com a ferramenta Geofeedia durante as mobilizações em favor do presidenciável Aécio Neves. O programa coleta todo o conteúdo publicado em sete redes sociais em um determinado espaço.

Entre os eleitores tucanos, a "hashtag" mais usada foi #MudaBrasil. No entanto, houve destaque para motes contrários a presidente Dilma Rousseff e ao PT: #ForaPT foi o terceiro mais usado, e #ForaDilma ficou na quarta colocação.

Leia aqui reportagem de Alexandre Aragão sobre o assunto.

Brasil Roberta Namour Sat, 25 Oct 2014 07:49:59 +0000 http://www.brasil247.com/158249
Crime de Veja é grotesca fraude jornalística http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/158139 : A revista que hoje pertence aos irmãos Giancarlo e Victor Civita Neto cometeu um atentado à democracia brasileira; a dois dias de uma eleição presidencial, fez circular uma edição sensacionalista, que acusa a presidente Dilma Rousseff, favorita à reeleição, assim como o ex-presidente Lula, de "saberem de tudo" na Petrobras, a partir da delação premiada do doleiro Alberto Youssef; eis o que diz a própria reportagem: "O doleiro não apresentou – e nem lhe foram pedidas – provas do que disse. Por enquanto, nessa fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o depoente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades"; banditismo midiático supera todos os limites e envergonha o País <br clear="all"> :

247 - O ato cometido pela família Civita em sua mais recente edição não merece outra qualificação. Trata-se de um atentado à democracia brasileira. Um crime. Uma tentativa escancarada de golpe.

A dois dias da eleição presidencial, a Abril faz circular uma edição em que a presidente Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas Ibope e Datafolha já fora da margem de erro, é acusada de comandar um esquema de desvios na Petrobras.

Assinada pelo repórter Robson Bonin, a reportagem já principia com uma explicação, que é quase um pedido de desculpas pelo crime:

A Carta ao Leitor desta edição termina com uma observação altamente relevante a respeito do dever jornalístico de publicar a reportagem a seguir às vésperas da votação em segundo turno das eleições presidenciais. "Basta imaginar a temeridade que seria não publicá-la para avaliar a gravidade e a necessidade do cumprimento desse dever". VEJA não publica reportagens com a intenção de diminuir ou aumentar as chances de vitória desse ou daquele candidato.

Feita a explicação, parte-se para a reportagem em si sobre o depoimento de um doleiro, que já foi negado por seu próprio advogado (leia mais aqui).

Lá pelas tantas, eis o que diz o repórter: "O doleiro não apresentou – e nem lhe foram pedidas – provas do que disse. Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o depoente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades".

O que mais é preciso dizer?

Nada.

Simplesmente, que a família Civita cometeu um atentado contra a democracia brasileira, com a intenção se colocar acima da vontade popular, estimulando seus colunistas raivosos a já falar em impeachment, caso a presidente Dilma Rousseff confirme sua vitória no próximo domingo.


Mídia Leonardo Attuch Fri, 24 Oct 2014 11:49:27 +0000 http://www.brasil247.com/158139
Orientação ‘superior’ impediu alerta sobre crise hídrica http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/158152 : É o que revelam áudios com fala da presidente da Sabesp, Dilma Pena; "Cidadão, economize água. Isso tinha de estar reiteradamente na mídia, mas nós temos de seguir orientação, nós temos superiores, e a orientação não tem sido essa. Mas é um erro", disse a dirigente em uma reunião da empresa realizada nesse ano <br clear="all"> :

SP 247 – Áudios divulgados à imprensa nesta sexta-feira 24 revelam que a Sabesp defendia alertar a população de São Paulo sobre a crise hídrica, a fim de que se economizasse água, mas que isso não foi possível devido a "orientação superior".

A declaração foi feita pela presidente da empresa, Dilma Pena, a dirigentes da estatal durante uma reunião realizada esse ano. "Cidadão, economize água. Isso tinha de estar reiteradamente na mídia, mas nós temos de seguir orientação, nós temos superiores, e a orientação não tem sido essa. Mas é um erro", declarou.

Em nota, a empresa fez o seguinte comentário sobre o áudio: "Naquele momento, a diretoria discutia com o conselho de administração da companhia (órgão superior) a estratégia de comunicação" e ressalta que a comunicação da empresa "é feita de forma autônoma".

"O objetivo da reunião operacional foi de ampliar ao máximo as ações de comunicação para o uso racional da água junto aos funcionários da companhia", afirma ainda a Sabesp. Dilma Pena também declara, em outra fala, que também por "orientação superior", a empresa aparecia pouco na mídia.

SP 247 Gisele Federicce Fri, 24 Oct 2014 12:23:56 +0000 http://www.brasil247.com/158152
Advogado de doleiro: Veja mentiu sobre Dilma http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/158095 : O advogado Antonio Figueiredo Basto, que comanda a defesa do doleiro Alberto Youssef, afirma que desconhece o depoimento de seu cliente que ancora a capa de Veja, publicada ontem, em edição extra; “Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso”, afirmou; "Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo"; tentativa de golpe contra a democracia é manobra da revista conduzida pelo jornalista Eurípedes Alcântara e pelo executivo Fábio Barbosa, que comanda a Abril, no lugar dos Civita; jornalismo brasileiro atinge seu momento mais torpe <br clear="all"> :

247 - A tentativa de golpe da Editora Abril contra a democracia brasileira não durou um dia. Menos depois de 24 horas após circular com uma edição extra, acusando a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de "saberem de tudo" sobre o esquema denunciado na Petrobras, o "depoimento" do doleiro Alberto Youssef foi desmentido por ninguém menos que seu próprio advogado, o criminalista Antonio Figueiredo Basto.

“Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso”, afirmou Basto. “Conversei com todos da minha equipe e nenhum fala isso. Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação”, alertou o advogado.

A edição de Veja foi antecipada para esta quinta-feira para tentar interferir na sucessão presidencial, sobrepondo-se à soberania popular. Ontem, pesquisas Ibope e Datafolha confirmaram a liderança da presidente Dilma Roussef nas pesquisas eleitorais (leia aqui).

Os responsáveis diretos pelo atentado à democracia cometido pela Editora Abril são o diretor de Redação de Veja, Eurípedes Alcântara, o executivo Fábio Barbosa, que conduz a gestão da empresa, além dos acionistas da família Civita. Conduziram o jornalismo brasileiro a seu momento mais irresponsável, mais vil e mais torpe.

Mídia Leonardo Attuch Fri, 24 Oct 2014 06:49:36 +0000 http://www.brasil247.com/158095
PML: golpe de Veja forçará democratização da mídia http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/158119 : Tentativa canhestra e mal ensaiada de interferir no processo democrático, com uma edição antecipada para tentar solapar a soberania popular, exige que a presidente Dilma Rousseff discuta a sério a democratização dos meios de comunicação em seu provável segundo mandato, argumenta Paulo Moreira Leite, diretor do 247, em Brasília; "o golpe da semana só fará aumentar o número de cidadãos e de instituições convencidos de que a sobrevivência da democracia brasileira depende, entre outras coisas, que se cumpra a legislação que regula o funcionamento econômico da mídia", diz ele; atitude criminosa de Veja, a 48 horas de uma eleição, merece resposta institucional <br clear="all"> :

247 - A tentativa criminosa da revista Veja de solapar a democracia brasileira, a 48 horas do segundo turno da disputa presidencial, merece uma resposta institucional: a democratização dos meios de comunicação no Brasil.

Quem argumenta é Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília e ex-diretor de Veja – de um tempo em que isso não envergonhava jornalistas.

No artigo "Uma farsa óbvia e mal ensaida", ele expõe suas razões:

"O mais novo vazamento de trechos dos múltiplos depoimentos do doleiro Alberto Yousseff  expressa uma  tradição vergonhosa pela finalidade política, antidemocrática pela substância.  Não, meus amigos. Não se quer informar a população a partir de dados confiáveis. Também não se quer contribuir com um único grama para se avançar no esclarecimento de qualquer fato comprometedor na Petrobrás. Sequer o advogado de Yousseff reconhece os termos do depoimento. Tampouco atesta sua veracidade sobre a afirmação de que Lula e Dilma sabiam das “tenebrosas transações” que ocorriam na empresa, o que está dito na capa da revista.

Para você ter uma ideia do nível da barbaridade, basta saber que, logo no início,  admite-se que só muito mais tarde, através de uma investigação completa,que ninguém sabe quando irá ocorrer, nem quando irá terminar,  “se poderá ter certeza jurídica de que as pessoas acusadas são culpadas.”

Não é só. Também se admite que Yousseff “não apresentou provas do que disse.”

Precisa mais? Tem mais.

Não se ouviu o outro lado com a atenção devida, nem se considerou os argumentos contrários com o cuidado indispensável numa investigação isenta.

O que se quer é corromper a eleição, através de um escândalo sob encomenda, uma farsa óbvia e mal ensaiada. Insinua o que não pode dizer, fala o que não pode demonstrar, afirma o que não conferiu nem pode comprovar."

Detalhe importante: o "depoimento" do doleiro já foi desmentido por seu próprio advogado (leia mais aqui). Diante do crime eleitoral cometido pela revista Veja, que representa um atentado à própria democracia, o que fazer? O único caminho é discutir, a sério, a regulamentação dos meios de comunicação. Eis mais um trecho do texto de Paulo Moreira Leite:

"Com esse comportamento, a mídia brasileira prepara o caminho de sua destruição na forma que existe hoje.  Como se não bastasse os números vergonhosos do Manchetômetro, que demonstram uma postura parcial e tendenciosa, o golpe da semana só fará aumentar o número de cidadãos e de instituições convencidos de que a sobrevivência da democracia brasileira depende, entre outras coisas, que se cumpra a legislação que regula o funcionamento econômico da mídia. Está claro que este será um debate urgente a partir de 2015."

Leia a íntegra em seu blog no 247.

Mídia Leonardo Attuch Fri, 24 Oct 2014 10:02:17 +0000 http://www.brasil247.com/158119
Golpismo I: Reinaldo já prega ‘impeachment’ de Dilma http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/158094 : O jornalista Reinaldo Azevedo afirma que a eleição presidencial hoje se dá entre Aécio Neves e Michel Temer, uma vez que a presidente Dilma deveria ser alvo de impeachment agora ou depois de eleita, em razão da capa de Veja desta semana; detalhe: a reportagem já foi desmentida pelo advogado do doleiro Youssef <br clear="all"> :

247 – O jornalista Reinado Azevedo afirma que a eleição presidencial deste ano se dá entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o vice Michel Temer. Sua tese é de que a presidente Dilma Rousseff será alvo de processo de impeachment, antes ou depois de eleita.

Confira um trecho, onde ele, apesar de golpista, se diz democrata:

Quanto ao risco de impeachment caso Dilma seja reeleita, vamos ser claros: trata-se apenas da legislação vigente no Brasil desde 10 de abril de 1950, que é a data da Lei 1.079, que define os crimes de responsabilidade e estabelece a forma do processo. Valia para Collor. Vale para Dilma. Se Youssef estiver falando a verdade — num processo de delação premiada — e se Dilma for reeleita, ela será deposta. Se a denúncia alcançar também seu vice, Michel Temer, realizam-se novas eleições diretas 90 dias depois do último impedimento se não tiver transcorrido ainda metade do mandato. Se os impedimentos ocorrerem nos dois anos finais, aí o Congresso tem 90 dias para eleger o titular do Executivo que concluirá o período.

Informado, o eleitor certamente decide melhor. A VEJA já está nas bancas.

Detalhe: a bala de prata de Veja já foi desmentida pelo advogado do doleiro.


 

 

Mídia Roberta Namour Fri, 24 Oct 2014 06:51:53 +0000 http://www.brasil247.com/158094
Golpismo II: Merval também fala em "impeachment inevitável" de Dilma http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/158113 : Assim como o blogueiro Reinaldo Azevedo, o colunista Merval Pereira, do Globo, já apela para o "impeachment inevitável" que atingirá a presidente Dilma Rousseff em seu segundo mandato, depois das denúncias do doleiro Alberto Youssef; "Nesse caso, o impeachment da presidente será inevitável, caso ela seja reeleita no domingo. Corremos o risco de estarmos condenados a uma crise institucional das grandes com membros do Congresso, governadores e até a presidente eleita envolvidos em um processo criminal mais grave do que o mensalão", diz ele; detalhe: o depoimento de Youssef já foi negado por seu próprio advogado <br clear="all"> :

247 - Sem força para vencer uma eleição nas urnas, os golpistas agora apelam para o impeachment. É o que faz o jornalista Merval Pereira, colunista do Globo, em texto publicado nesta sexta-feira, após a reversão das pesquisas Ibope e Datafolha.

Eis o que diz Merval sobre o depoimento de Alberto Youssef, em Veja, já negado pelo próprio advogado do doleiro:

Segundo a revista, o doleiro garantiam diretamente que os dois [Dilma e Lula] sabiam do que estava acontecendo na estatal brasileira e para que servia parte do dinheiro desviado. Como na delação premiada é preciso provar as denúncias para que os benefícios dela se concretizem, o decorrer do processo mostrará se existem condições de incluir a atual e o ex-presidente em um processo criminal.

Nesse caso, o impeachment da presidente será inevitável, caso ela seja reeleita no domingo. Corremos o risco de estarmos condenados a uma crise institucional das grandes com membros do Congresso, governadores e até a presidente eleita envolvidos em um processo criminal mais grave do que o mensalão.

Ao que tudo indica, o golpe é a nova estratégia das forças que já se veem derrotadas no próximo domingo.

Mídia Leonardo Attuch Fri, 24 Oct 2014 09:01:50 +0000 http://www.brasil247.com/158113
Desespero de Veja vira piada na internet http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/158137 : Após capa que acusa Dilma e Lula de saberem do esquema de corrupção na Petrobras, revista ganha montagens que responsabilizam o PT por casos absurdos: "Titanic era comandado por tataravô de Lula", diz uma; "Dilma foi a pivô das 45 separações de Gretchen", aponta outra; internautas acusam ainda a presidente e o antecessor de quererem o fim dos Beatles e de terem ligação com Lord Voldemort, o vilão da saga Harry Potter <br clear="all"> :

247 – O auge do desespero de Veja, às vésperas do segundo turno das eleições e após pesquisas apontarem liderança da presidente Dilma Rousseff, não demorou a virar piada na internet.

O PT, Lula e Dilma são agora culpados por uma série de fatos históricos que ninguém tinha conhecimento, como de terem ligação com Lord Voldemort, vilão da saga do bruxo Harry Potter, e até mesmo pelo afundamento do Titanic.

Confira aqui e abaixo alguns dos memes irônicos criados por internautas, uma reação ao crime cometido por Veja com a edição antecipada na noite desta quinta-feira 23, em que acusa os petistas de saberem de todo o esquema de corrupção que ocorria na Petrobras.

Mídia Gisele Federicce Fri, 24 Oct 2014 11:34:09 +0000 http://www.brasil247.com/158137
Sensus mostra Aécio com 9 pontos de vantagem http://www.brasil247.com/pt/247/poder/158124 : Levantamento divulgado pela revista IstoÉ nesta sexta-feira 24 aponta o candidato do PSDB com 54,6% dos votos válidos nessa reta final da campanha, contra 45,4% da presidente Dilma Rousseff; pesquisa contrasta resultados de Datafolha e Ibope, que mostraram ontem a petista com seis e oito pontos à frente do tucano, respectivamente <br clear="all"> :

247 – Levantamento do instituto Sensus divulgado nesta sexta-feira 24 pela revista Istoé aponta o candidato do PSDB, Aécio Neves, com nove pontos de vantagem em relação à presidente Dilma Rousseff. O resultado contrasta com as pesquisas Datafolha e Ibope divulgadas ontem, que mostraram a petista seis e oito pontos à frente do tucano, respectivamente (leia aqui).

Segundo a Sensus, Aécio chega à reta final da campanha do segundo turno com 54,6% dos votos válidos, contra 45,4% de Dilma. "Uma diferença de 9,2 pontos percentuais, o que equivale a aproximadamente 12,8 milhões de votos. A pesquisa também constatou que a dois dias das eleições 11,9% do eleitorado ainda não decidiu em quem votar", noticia a Istoé.

Considerados os votos totais, a vantagem de Aécio é de oito pontos percentuais. O tucano registra, nesse caso, 48,1% das intenções de voto, ante 40% da adversária. "Como no primeiro turno, deverá haver uma grande movimentação do eleitor no próprio dia da votação", opina Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus.

Poder Gisele Federicce Fri, 24 Oct 2014 10:47:43 +0000 http://www.brasil247.com/158124
Bolsa fecha em forte alta em último pregão antes da eleição http://www.brasil247.com/pt/247/economia/158135 : Ibovespa fechou em alta de 2,42%, a 51.940 pontos no último pregão antes das eleições depois de perder 9% em três sessões; dia foi agitado, com Veja contra Dilma e Lula e pesquisa Sensus dando Aécio 9 pontos à frente da presidente <br clear="all"> :

Por Ricardo Bomfim

SÃO PAULO - O Ibovespa fechou em alta de 2,42%, a 51.940 pontos no último pregão antes das eleições depois de perder 9% em três sessões. Mesmo com o respiro da Bolsa nesta sexta-feira (24), na semana, o índice acumula perdas de 6,79%, refletindo um cenário eleitoral que foi se tornando cada vez mais favorável à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) conforme o segundo turno se aproximava. Enquanto isso, o dólar caía ao seu menor nível em quase um ano, fechando em queda de 2,26%, a R$ 2,45. O volume financeiro foi de R$ 10,636 bilhões.

O movimento de alta desta sexta foi, para o analista da Guide Investimentos, Luis Gustavo Pereira fruto tanto de uma expectativa do mercado acerca da repercussão de reportagem da revista Veja, dizendo que Dilma e o ex-presidente Lula sabiam dos escândalos de corrupção da Petrobras, quanto uma pequena correção ante as fortes quedas da semana. No debate na Rede Globo desta noite, a acusação deverá servir de munição para o candidato Aécio Neves (PSDB).

Além disso, Trackings privados apontam a presidente Dilma Rousseff (PT) perdendo espaço na corrida presidencial segundo Roberto Padovani, economista-chefe da Votorantim Corretora. "Mercado está tirando do preço a chance de vitória de Dilma", disse à Bloomberg.

"Nesse ambiente, reportagens como a da Veja ajudam a gerar maior expectativa, mesmo sendo "questões secundárias"", disse o economista. Na direção contrária, a Eurásia disse que a denúncia contida na Revista tem pouco efeito sobre o mercado.

Ainda hoje foi divulgada uma pesquisa Sensus mostrando Aécio, 9 pontos percentuais à frente de sua adversária. O resultado foi na contramão do Datafolha e do Ibope, que mostraram Dilma 6 e 8 pontos percentuais à frente de Aécio respectivamente.

Destaques

Os maiores destaques do pregão de hoje foram novamente as ações do chamado "kit eleições" - composto por papéis de estatais e bancos -, que se despedem do "rali eleitoral" em alta. As cotações ficaram assim: Petrobras (PETR3, R$ 15,70, +4,32%; PETR4, R$ 16,30, +5,38%), Eletrobras (ELET3, R$ 6,08, +6,67%; ELET6, R$ 9,140, +5,79%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 25,75, +3,21%), Bradesco (BBDC3, R$ 32,89, +1,17%; BBDC4, R$ 33,65, +2,59%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 33,15, +2,79%).

No campo dos resultados trimestrais, as ações das Lojas Renner (LREN3) subiram 4,68%. Sucesso foi puxado pelo aumento da receita líquida das vendas de mercadorias. O Ebitda da varejista, de R$ 204,3 milhões, foi 10% maior que a média das projeções de analistas, as quais apontavam resultado ajustado de R$ 185,6 milhões.

Economia Gisele Federicce Fri, 24 Oct 2014 11:18:41 +0000 http://www.brasil247.com/158135
Datafolha: Dilma avança em todas as classes sociais http://www.brasil247.com/pt/247/poder/158082 : Em análise, Mauro Paulino, diretor-geral do instituto de pesquisa, afirma que, se no primeiro momento, o segmento intermediário da classe média foi o responsável por desequilibrar a disputa a favor da presidente, sua liderança atual reflete o crescimento das intenções de voto tanto nos estratos mais ricos quanto nos mais pobres; ao mesmo tempo, diz que participação do tucano Aécio Neves nas classes mais altas, de onde extrai a maior parte de seus votos válidos, caiu significativamente <br clear="all"> :

247 – Diante da guinada da presidente Dilma Rousseff, que abriu nesta quinta-feira seis pontos de vantagem sobre o tucano Aécio Neves, Mauro Paulinho, diretor geral do Datafolha, e Alessandro Janoni, diretor de pesquisas, constatam que a candidata à reeleição avançou em todas as classes sociais.

“Se no primeiro momento, o segmento intermediário da classe média foi o responsável por desequilibrar a disputa a favor da presidente, sua liderança atual reflete o crescimento das intenções de voto tanto nos estratos mais ricos quanto nos mais pobres”, afirmam.

Já a participação do tucano Aécio Neves nas classes mais altas, de onde extrai a maior parte de seus votos válidos, caiu significativamente.

Na primeira pesquisa realizada após o primeiro turno, Aécio alcançava 74% entre os integrantes da classe alta e 67% entre os da média alta. Hoje, essas taxas correspondem a 64% e 58%, respectivamente.

Além disso, dizem que agora percebe-se que em comparação com o levantamento de duas semanas atrás, o tucano perdeu oito pontos no Rio e seis em São Paulo. Minas, nesse período, apesar de oscilações, ficou estável, dividida entre os dois (leia mais).

Poder Roberta Namour Fri, 24 Oct 2014 05:10:46 +0000 http://www.brasil247.com/158082
Costa diz que pagou R$ 20 mi a caixa 2 de Campos http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/158087 : Ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Campos afirmou em delação que intermediu em 2010 o pagamento de R$ 20 milhões para o caixa 2 de campanha de Eduardo Campos, então candidato à reeleição ao governo de Pernambuco; ele disse ainda que o operador da transição foi o ex-ministro da Integração Fernando Bezerra, eleito senador pelo PSB de Pernambuco; na época, Bezerra era secretário de Desenvolvimento do Estado e presidente do Porto de Suape, onde foi construída a refinaria Abreu e Lima  <br clear="all"> :

247 – O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Campos confirmou em delação premiada elo de Eduardo Campos (PSB) com o esquema de lavagem de dinheiro montado na estatal.

Segundo reportagem de Fausto Macedo, ele afirmou que intermediu em 2010 o pagamento de R$ 20 milhões para o caixa 2 de campanha de Campos, então candidato à reeleição ao governo de Pernambuco. Ele saiu vitorioso na disputa com 80% dos votos.

Costa afirma ainda que o operador da transição foi o ex-ministro da Integração Fernando Bezerra, eleito senador pelo PSB de Pernambuco. Na época, Bezerra era secretário de Desenvolvimento do Estado e presidente do Porto de Suape, onde foi construída a refinaria Abreu e Lima.

Campos morreu precocemente na queda de um avião na região de Santos, em 13 de agosto, durante sua campanha à Presidência.

Pernambuco 247 Roberta Namour Fri, 24 Oct 2014 05:22:08 +0000 http://www.brasil247.com/158087
Dilma: 'tomada de consciência explica virada' http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/158089 Foto: Ichiro Guerra: Rio de Janeiro - RJ, 23/10/2014. Dilma Rousseff durante a entrevista coletiva. Foto: Ichiro Guerra "Acontece isso nas eleições. Amplia a consciência, amplia a adesão das pessoas, a convicção, e elas assumem um rumo. Acho que é um movimento mais popular do que partidário", disse a presidente Dilma Rousseff sobre sua guinada nas pesquisas; questionada sobre a postura do ex-presidente Lula de chamar Aécio Neves de “playboy”, ela rebate: "Você acha correto alguém me chamar de leviana? Sou presidente da República. Sou mulher, mãe e avó. Então, vamos ter calma e tranquilidade" <br clear="all"> Foto: Ichiro Guerra: Rio de Janeiro - RJ, 23/10/2014. Dilma Rousseff durante a entrevista coletiva. Foto: Ichiro Guerra

por Redação Rede Brasil Atual
São Paulo – A presidenta da República, Dilma Rousseff, atribuiu ontem (23) ao debate de ideias e à comparação de projetos o crescimento de sua candidatura à reeleição e a perda de votos de seu adversário no segundo turno, Aécio Neves (PSDB). Durante entrevista coletiva no Rio de Janeiro, a petista evitou comentar diretamente pesquisas que a colocam entre seis e oito pontos à frente do oponente, mas avaliou que a conjuntura eleitoral lhe é favorável.

"Eu acho que acontece isso nas eleições. Eu acho que amplia a consciência, amplia a adesão das pessoas e a convicção que elas assumem. Acho que é um movimento mais popular do que partidário", afirmou. 

Dilma lamentou ainda o conflito ocorrido hoje no centro de São Paulo, em frente ao Teatro Municipal, entre militantes do PT e do PSDB. “Acho normal que você tenha um debate mais claro do que em outros momentos. Agora, conflitos físicos nós temos de repudiar, temos de alertar que não pode ocorrer. É de todo oportuno que tenhamos uma postura de tranquilidade neste momento.”

Questionada por um repórter se a postura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chamou Aécio de “playboy”, colabora para que ocorra um acirramento entre os lados em disputa, Dilma reagiu: “Você acha correto alguém me chamar de leviana?”, indagou, em referência ao debate de segundo turno realizado pelo SBT na última semana, quando Aécio tachou Dilma de “leviana”, “incompetente” e “conivente” com a corrupção. “Sou presidente da República. Sou mulher, mãe e avó. Então, vamos ter calma e tranquilidade.”

Ao mesmo tempo, ela expôs a ideia de que o clima de agressividade deve ser entendido como um aspecto isolado, e que no geral a população tem participado de sua campanha em clima de comemoração. “Queria fazer um apelo para que não se crie um fantasma e não se torne isso um problema que não existe. Um conflito aqui é um conflito aqui. Não é um conflito em toda a eleição.”

Também no Rio, Aécio Neves tentou imputar ao PT o clima de hostilidade na campanha, culpando particularmente Lula pela questão. “No futuro, essa campanha será tida como a de mais baixo nível de todas as que tivemos desde a redemocratização. A campanha conduzida por nossos adversários é a mais sórdida e mentirosa de todas. Hoje mesmo estão sendo presas pessoas com boletins falsos, com infâmias, com acusações levianas em relação a mim, à minha família."

Durante ato de rua na capital fluminense, Dilma preferiu destacar o crescimento do nível de empregos nos últimos 12 anos. Hoje foi divulgada a taxa de desemprego de setembro, de 4,9%, segundo o IBGE, o nível mais baixo da série histórica iniciada em 2002. O número estimado de desempregados, de 1,183 milhão, não se alterou no mês passado e caiu 10,9% na comparação anual, com 145 mil a menos em 12 meses.

"O aumento do salário e a redução do desemprego são as duas principais conquistas do meu governo e do (governo do) presidente Lula. Nesse período (2003-2014), enquanto o mundo desempregou 60 milhões de trabalhadores, criamos 20 milhões de postos de trabalho. Na crise, fala-se da perda de 100 milhões de postos de trabalho. Nesse período, criamos 12 milhões de postos", disse.

Rio 247 Roberta Namour Fri, 24 Oct 2014 05:44:31 +0000 http://www.brasil247.com/158089
Neymar declara apoio a Aécio em vídeo no YouTube http://www.brasil247.com/pt/247/esporte/158084 : "Eu vou apoiar o candidato Aécio Neves, porque me identifico muito com a proposta que ele tem para o Brasil", afirmou Neymar, atacante do Barcelona e da seleção brasileira; ele também se posicionou contra votos nulos ou brancos: "Cada voto será importante para a mudança do Brasil, para um país ainda melhor para os nossos filhos, um país que mude para alcançarmos nossos sonhos" <br clear="all"> :

247 – Em um vídeo postado no YouTube a poucos dias das eleições, o jogador Neymar declarou apoio ao candidato Aécio Neves (PSDB) na disputa.

"Eu vou apoiar o candidato Aécio Neves, porque me identifico muito com a proposta que ele tem para o Brasil", afirma o atacante do Barcelona e da seleção brasileira.

Neymar também se posiciona contra votos nulos ou brancos: "Cada voto será importante para a mudança do Brasil, para um país ainda melhor para os nossos filhos, um país que mude para alcançarmos nossos sonhos."

Ao final, diz que, "seja qual for o resultado de domingo, continuarei à disposição do meu país e do presidente eleito pelo povo".

Assista:

Esporte Roberta Namour Fri, 24 Oct 2014 05:15:50 +0000 http://www.brasil247.com/158084
Economist ironiza mobilização pró-Aécio: "revolução da cashmere" http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/158085 : Mesmo tendo anunciado apoio ao candidato do PSDB, o texto feito em tom ácido foi publicado no blog do site sobre as Américas e conta que "barões dos negócios e financistas não são conhecidos por tomar as ruas", mas completa que "milhares deles acabaram no centro de São Paulo em apoio a Aécio", acrescentando também que a Faria Lima, local da mobilização, é inclusive, "convenientemente localizada" perto dos escritórios dos "revolucionários da cashmere" <br clear="all"> :

SÃO PAULO - Nesta quinta-feira (23), a The Economist classificou a mobilização dos eleitores de Aécio Neves (PSDB) à presidência na noite de quarta-feira na Av. Brigadeiro Faria Lima, de "revolução da cashmere". A cashmere é uma lã usada em roupas que normalmente são caras, e neste caso, fazem referência à classe dos eleitores do candidato.

Mesmo tendo anunciado apoio ao candidato do PSDB, o texto feito em tom ácido foi publicado no blog do site sobre as Américas e conta que "barões dos negócios e financistas não são conhecidos por tomar as ruas", mas completa que "milhares deles acabaram no centro de São Paulo em apoio a Aécio", acrescentando também que a Faria Lima, local da mobilização, é inclusive, "convenientemente localizada" perto dos escritórios dos "revolucionários da cashmere".

A acidez fica ainda mais acentuada, quando o texto acrescenta: "Vestidos com camisas com suas iniciais gravadas e empunhando bandeiras do Aécio. Socialites bem vestidas protegidas com pashminas contra o frio fora de época entoavam frases anti-PT. Todos tirando 'selfies' com seus iPhones caros - a maioria das manifestações brasileiras são assunto para Samsungs mais baratos. A única coisa que faltou nesta 'revolução da cashmere' era champagne, flautas e o próprio Sr. Neves fazendo campanha em seu estado natal Minas Gerais". Pashmina, vale lembrar, é uma espécie de echarpe. 

O texto ainda lembra que a campanha da candidata à presidência Dilma Rousseff (PT) falou muito que o candidato tucano iria representar somente a elite, comentando que Lula chegou a ir tão longe a ponto de comparar o candidato aos nazistas, pela sua aparente intolerância aos menos favorecidos.

Ao final, o texto fala que os "revolucionários da cashmere" não parecem se importar, colocando que eles estão "cheios" do intervencionismo de Dilma Rousseff e avaliam as políticas macroeconômicas como irresponsáveis, já que levaram o País ao baixo crescimento e alta inflação.

Entrevistado para a matéria, o chefe local de uma multinacional europeia - que de acordo com o autor da matéria, está usando um "terno perfeitamente costurado, mas isto é desnecessário falar" - disse que o rali eleitoral pode dar munição ao PT, mas finaliza: "estamos aqui para mostrar o que nós pensamos".

Mídia Roberta Namour Fri, 24 Oct 2014 05:41:33 +0000 http://www.brasil247.com/158085
Feldman: Dilma envergonha o nosso país lá fora http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/158086 : Ex-coordenador da campanha de Marina Silva e aliado do presidenciável tucano Aécio Neves, deputado Walter Feldman afirmou que a candidata à reeleição não representa bem o Brasil no cenário internacional, o que pode afastar ainda mais os investidores estrangeiros do país caso ela seja reeleita: “Dilma envergonha o nosso país lá fora. O último discurso dela na ONU poderia entrar para os anais da história” <br clear="all"> :

SÃO PAULO – Após a divulgação das pesquisas do Datafolha e do Ibope, que mostraram que Dilma Rousseff, presidenciável do PT, ampliou vantagem sobre Aécio Neves, do PSDB, Walter Feldman, ex-coordenador da campanha de Marina Silva, não poupou críticas ao governo petista.

Aliado do tucano, o deputado licenciado da Rede Sustentabilidade afirmou que a candidata à reeleição não representa bem o Brasil no cenário internacional, o que pode afastar ainda mais os investidores estrangeiros do país caso ela seja reeleita.

“Dilma envergonha o nosso país lá fora. O último discurso dela na ONU poderia entrar para os anais da história”, esbravejou.

De acordo com ele, a vantagem de 42 pontos porcentuais sustentada por Dilma em relação a Aécio no Nordeste se deve ao “engessamento por causa do Bolsa Família”.

Sobre o debate realizado pela TV Globo, que será nesta sexta-feira, Feldman sinalizou que o peessedebista se portará como um estadista. “Ele enumerará as questões que serão abordadas no seu governo e mostrará como pretende melhorar as condições do país”.

Indagado sobre a participação tímida de Marina, que foi candidata pelo PSB e ficou em terceiro lugar no primeiro turno, na campanha de Aécio mesmo após a ex-senadora ter oficializado o apoio ao candidato do PSDB no segundo turno, Feldman destacou que Marina acatou todos os pedidos de aparição de Aécio. “Se ele tivesse pedido, ela teria feito mais”, explicou.

Licenciado do cargo de porta-voz da Rede até o fim das eleições, Feldman negou os rumores de que a ex-ministra do Meio Ambiente poderá participar de um ato público ao lado de Aécio amanhã no Rio de Janeiro. “Marina já está se preparando para ir ao Acre para a votação. O que pode acontecer amanhã no Rio é uma aparição relâmpago de Romário ao lado de Aécio”, concluiu.

SP 247 Roberta Namour Fri, 24 Oct 2014 05:47:27 +0000 http://www.brasil247.com/158086
Militantes do PT e PSDB entram em confronto em SP http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/158088 : Briga ocorreu em frente ao Theatro Municipal; em nota, o diretório municipal do PT disse que repudia qualquer tipo de agressão ou violência, especialmente em casos de desrespeito ao direito democrático dos partidos realizarem suas campanhas eleitorais na cidade; já o coordenador da campanha do tucano Aécio Neves na capital paulista, Andrea Matarazzo, disse que lamenta episódios como esse, porque esse não é o espírito de uma campanha eleitoral <br clear="all"> :

247 – Um grupo de militantes do PT e do PSDB entrou em confronto na tarde desta quinta-feira (23), no Centro de São Paulo, em frente ao Theatro Municipal.

Segundo a Guarda Civil, a briga começou por volta das 15h, quando pessoas com camisas e bandeiras tucanas embarcavam em dois ônibus estacionados em frente à escadaria do teatro, onde o PT monta barracas de distribuição de adesivos e santinhos. Ninguém foi detido.

Em nota, o diretório municipal do PT disse que repudia qualquer tipo de agressão ou violência, especialmente em casos de desrespeito ao direito democrático dos partidos realizarem suas campanhas eleitorais na cidade. "O Diretório Municipal do PT incentiva o diálogo e é veementemente contra confronto verbal ou físico", diz a nota.

Já o coordenador da campanha do tucano Aécio Neves na capital paulista, Andrea Matarazzo, disse que lamenta episódios como esse, porque esse não é o espírito de uma campanha eleitoral.

SP 247 Roberta Namour Fri, 24 Oct 2014 06:03:41 +0000 http://www.brasil247.com/158088
Manifestação pró-Aécio atrai público pequeno http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/157943 : Grande ato contra a “podridão no país” convocado por lideranças do PSDB em São Paulo se resumiu a uma marcha de cerca de 10 mil pessoas no Largo da Batata, em Pinheiros, que logo se dispersou na avenida Faria Lima; aos gritos de "Adeus PT", "Fora Dilma" e "muda Brasil", militantes acompanharam discursos do ex-jogador Ronaldo e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de cima de um trio elétrico; mais dois atos para o presidenciável tucano estão marcados na capital paulista, na PUC-SP e no Mackenzie <br clear="all"> :

247 - Intitulado “Vem pra Rua” – uma referência aos protestos de junho de 2013 –, o ato convocado por lideranças do PSDB para a candidatura de Aécio Neves só conseguiu mobilizar cerca de 10 mil pessoas em São Paulo.

“Sou neto de nordestino, tenho orgulho disso. Nós aqui de São Paulo precisamos estar juntos com vocês todos, nós todos juntos em indignação contra essa podridão que está havendo no Brasil", disse FHC em um dos vídeos da convocação.

Aos gritos de "Adeus PT", "Fora Dilma" e "muda Brasil", militantes se juntaram no Largo da Batata, em Pinheiros, e se dispersaram na avenida Faria Lima. 

A mobilização contou com as presenças do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, do deputado federal Paulinho da Força (SDD-SP), do ex-coordenador da campanha de Marina Silva, o deputado federal Walter Feldman (PSB-SP), do ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno e da cantora Wanessa Camargo.

FHC discursou, ressaltando que "a classe média e a classe trabalhadora querem mudança". "A mudança não se faz apenas com pessoas jovens. Eu, por exemplo, tenho 83 anos e continuo trabalhando para mudar este país", completou o ex-presidente.

Já Walter Feldman enalteceu a manifestação. "Esse foi um movimento das ruas, nós não organizamos nada, foi tudo feito pelas redes sociais, exatamente no mesmo espírito dos protestos de junho de 2013".

Mais duas manifestações pró-Aécio já estão marcadas, uma para hoje (23), na PUC-SP, às 20h, e outra na sexta-feira (24), no Mackenzie, às 18h. Os organizadores prometeram ainda mais um ato no sábado, véspera da eleição.

 

SP 247 Roberta Namour Thu, 23 Oct 2014 05:36:18 +0000 http://www.brasil247.com/157943
FHC: Ambição faz Dilma dizer coisas em que não crê http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157944 : "Ela não pode acreditar no que está dizendo. É verdade que fizemos a estabilização, que iniciamos os programas sociais. Dizer que não, para ganhar a eleição, me entristece", afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o "excesso de ambição pelo poder" de Dilma Rousseff; ele culpa o "bombardeio" do PT pela queda no desempenho do presidenciável Aécio Neves e elogia sua "lealdade" ao defender seu governo (1995-2002), algo que José Serra e Geraldo Alckmin não fizeram <br clear="all"> :

247 – Na reta final da disputa pela Presidência, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso critica o “excesso de ambição pelo poder” de Dilma Rousseff.

"Ela não pode acreditar no que está dizendo. É verdade que fizemos a estabilização, que iniciamos os programas sociais. Dizer que não, para ganhar a eleição, me entristece", afirmou.

Em entrevista à “Folha de S. Paulo”, ele culpa o “bombardeio” do PT pela queda no desempenho do presidenciável Aécio Neves e elogia sua "lealdade" ao defender seu governo (1995-2002), algo que José Serra e Geraldo Alckmin não fizeram nas eleições anteriores.

Quanto às declarações de Lula, que comparou o PSDB a nazistas, ele resgatou entrevista que o ex-presidente petista deu à Playboy em 1979 dizendo que tinha admiração pelo Hitler: “Vou chamar o Lula de nazista por isso? Ele é inconsequente, diz qualquer coisa” (leia mais).

Poder Roberta Namour Thu, 23 Oct 2014 05:19:32 +0000 http://www.brasil247.com/157944
Falcão cobra do TSE transporte de eleitores rurais http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/157954 : Presidente nacional do PT leva para o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Dias Toffoli, preocupação com abstenção nas eleições e pede o cumprimento da lei 6.091/74, que prevê que a Justiça Eleitoral garanta transporte a eleitores de áreas rurais <br clear="all"> :

247 – A poucos dias das eleições, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, levou para o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Dias Toffoli, sua preocupação com o número de abstenções no pleito.

Segundo a colunista Mônica Bergamo, ele apresentou ofício pedindo que o TSE garanta o cumprimento da lei 6.091/74, que prevê que a Justiça Eleitoral garanta transporte a eleitores de áreas rurais. "Não se pode imputar à Justiça Eleitoral a abstenção. Ela já organiza esse transporte, conforme previsto em lei", rebateu Toffoli.

Nas contas do PT, Dilma precisria chegar a 54% dos votos válidos para garantir a eleição, caso esteja na dianteira até domingo. Na pesquisa do Datafolha realizada na terça e divulgada ontem, ela tinha 52%. Na sondagem interna do partido, tinha alcançado ontem 53%.

Brasil Roberta Namour Thu, 23 Oct 2014 06:47:07 +0000 http://www.brasil247.com/157954
Na TV, Aécio usa Marina e Dilma destaca Lula http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157945 : Em uma gravação feita para o programa de Aécio Neves, Marina Silvou reforçou o argumento do tucano ao se dizer vítima de ataques do PT e defendeu que ele encarna o desejo de mudança da população; já a campanha de Dilma Rousseff mostrou imagens de comícios lotados e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmando que "há muito tempo a gente não via uma quantidade de jovens participando de um evento político como a gente está vendo aqui" <br clear="all"> :

BRASÍLIA (Reuters) - A poucos dias do segundo turno da eleição, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, levou a terceira colocada na primeira rodada, Marina Silva (PSB), a seu programa na TV e fez um discurso indignado com os ataques da campanha adversária, enquanto a presidente Dilma Rousseff (PT) usou imagens de comícios e militantes de olho na emoção do eleitor.

O tucano, que nas pesquisas mais recentes aparece mas em desvantagem numérica, ainda que em empate técnico, utilizou quase metade do horário eleitoral obrigatório para reclamar do que considerou "infâmias" e ataques pessoais.

"O momento de uma eleição é um momento extremamente importante na vida qualquer nação, é momento de debates, momento de confirmação de valores, de fortalecimento da democracia", criticou Aécio no programa eleitoral desta quarta-feira. "Mas infelizmente não é isso que está acontecendo no Brasil. Essa eleição vai ficar marcada pela mentira, pela calúnia dos meus adversários, pela covardia."

"Em uma covarde onda de falsidades e de calúnias tentam jogar na lama o nome honrado de minha família", reclamou, afirmando que a tática também foi utilizada contra Marina e Eduardo Campos, que foi o candidato do PSB até sua trágica morte num acidente aéreo em agosto.

Em uma gravação feita especialmente para o programa de Aécio, Marina reforçou o argumento do tucano ao se dizer vítima de ataques e defendeu que ele encarna o desejo de mudança da população.

"É hora de recuperarmos a esperança. Aécio assumiu publicamente fortes compromissos com o povo brasileiro", disse a ex-senadora, referindo-se a propostas mais "progressistas" assumidas pelo presidenciável em busca de seu apoio.

"Com esses compromissos, Aécio acende uma luz na escuridão dessa campanha eleitoral", afirmou Marina.

A campanha do PSDB usou novamente depoimento da viúva de Campos, Renata, declarando apoio a Aécio.

EMOÇÃO E MILITÂNCIA

O programa petista procurou passar empolgação ao mostrar imagens de comícios com muitos militantes e bandeiras tremulando.

"Uma onda feita de força e amor, de esperança e coragem tomou conta do Brasil. Há muito que uma campanha não mexia tão profundamente com as nossas mentes e corações", diz um locutor, logo no início do programa.

Em outro momento, é exibido trecho de comício em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior cabo eleitoral da presidente, afirma que "há muito tempo a gente não via uma quantidade de jovens participando de um evento político como a gente está vendo aqui".

Em seguida Dilma reforça a comparação entre as gestões do PT e do PSDB, que sua campanha vem martelando desde o início da disputa.

"Temos que comparar esses dois projetos de Brasil. Um Brasil que sabe que antes podia batalhar o que quisesse, que não conquistava uma vida melhor. Agora não. Agora nós temos condições de ter uma vida melhor", disse a presidente.

Entre as personalidades que apareceram na propaganda de Dilma dando apoio a presidente estava Luiz Carlos Bresser Pereira, um dos fundadores do PSDB e ex-ministro do presidente tucano Fernando Henrique Cardoso.

(Por Maria Carolina Marcello)

 
Poder Roberta Namour Thu, 23 Oct 2014 05:31:19 +0000 http://www.brasil247.com/157945
Eduardo Saboia declara voto em Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/157947 : Responsável pela maior crise no Itamaraty, ao ajudar na fuga do senador boliviano Roger Pinto, diplomata Eduardo Saboia declarou no Facebook apoio ao tucano Aécio Neves: "Votarei em Aécio com convicção, identifico nele pessoa capaz de trabalhar para que superemos a polarização exagerada entre o PT e o PSDB, apontada por Eduardo Campos e Marina Silva", postou ele, com uma foto ao lado do candidato do PSDB <br clear="all"> :

247 – Pivô do maior escândalo envolvendo o Itamaraty, o diplomata Eduardo Saboia usou o Facebook para declarar apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves.

Em agosto do ano passado, o então encarregado de negócios na embaixada brasileira na Bolívia, ajudou na fuga do senador boliviano Roger Pinto, asilado no prédio havia 453 dias, em um carro oficial até o Brasil. O episódio causou a demissão do então chanceler, Antonio Patriota. Alvo de sindicância, ele segue com cargo no Itamaraty.

Leia a manifestação em favor de Aécio publicada na rede sociail:

“Eu votei no PT várias vezes, desde 1989. Votei em Marina e Dilma e 2010. Como tanta gente que hoje apoia o Aécio, acho que o FHC e Lula têm muitos méritos e, entre erros e acertos, contribuíram decisivamente, cada um à sua maneira, para o progresso do País. Lamentavelmente, o Governo Dilma (e não acho que a culpa é só da Presidente) não soube dar continuidade às conquistas de seus antecessores, nem fazer as necessárias correções de rumo. Em política externa isso é patente: ficamos com o pior dos dois mundos. Da "política externa que não fala fino com os EUA, nem grosso com a Bolívia" (como se diplomacia fosse tão simples assim), passamos, apesar dos esforços do Itamaraty no sentido contrário, para uma política externa da introversão. A equipe do atual Governo - com todo respeito, pois há gente de primeira qualidade - dá a impressão de esgotamento e desânimo, algo muito diferente daquela atmosfera de entusiasmo que presenciei em 2003. Não consigo imaginar esse pessoal tocando o Governo por mais quatro anos. Quanto a meu "caso", engana-se profundamente que minha declaração de apoio ao Aécio seria demonstração de motivação política no gesto humanitário de retirada do senador. Muita gente graúda no Brasil e na Bolívia me agradeceu reservadamente por ter resolvido uma questão política, que impedia, por exemplo, a realização de uma visita da Presidente à Bolívia. É claro que nunca dirão isso publicamente. Quem transformou esse episódio num problema foi o Governo brasileiro, que divulgou meu nome à imprensa, num gesto infame imposto pelo Palácio do Planalto que pôs em risco a segurança da minha família. Isso sem falar da forma desrespeitosa como foi tratado o Embaixador Marcel Biato. Diante da politização do caso, é claro que recebi apoios, notadamente do Senador Aécio Neves e do saudoso Governador Eduardo Campos. Votarei em Aécio com convicção, porque identifico nele uma pessoa capaz de trabalhar para que superemos essa polarização exagerada entre o PT e o PSDB, apontada por Eduardo Campos e Marina Silva. Aécio não se comporta como um Messias. Ele não se apresenta como o dono do PSDB e parece ter humildade suficiente para reconhecer seus erros e telhados de vidro (quem não os têm?). Demonstra disposição para trabalhar em equipe. É disso que precisamos. Não creio que fará uma política de terra arrasada ou de caça às bruxas. Aécio, quando Governador, mantinha uma relação respeitosa com o Governo Lula e se entendia com o Prefeito Fernando Pimentel. Quanto ao PT, creio, sinceramente, que, para se fortalecer (e é bom que tenhamos partidos fortes com diversas orientações), precisa passar por um processo de depuração e de debate interno. Qualquer partido ou pessoa que fica muito tempo no poder acaba perdendo a noção da realidade. Isso é da natureza humana: aconteceu com PSDB e é o que ocorre hoje com o PT. Para que a democracia brasileira se fortaleça é importante que haja alternância no poder, respeito às leis e às instituições. Por isso, no dia 26, marcarei 45 »

Brasil Roberta Namour Thu, 23 Oct 2014 05:59:55 +0000 http://www.brasil247.com/157947
Datafolha aponta vitória de Camilo Santana no Ceará http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/157955 : De acordo com o levantamento do instituto em parceria com o jornal "O Povo", o petista teria 57% das intenções de voto, ante 43% do senador Eunício Oliveira (PMDB); candidato do governador Cid Gomes (Pros), Camilo Santana subiu quatro pontos em relação ao levantamento do Datafolha do último dia 15 e Eunício caiu quatro pontos  <br clear="all"> :

247 – Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira aponta vitória do candidato do PT Camilo Santana ao governo do Ceará.

De acordo com o levantamento do instituto em parceria com o jornal "O Povo", o petista teria 57% das intenções de voto, ante 43% do senador Eunício Oliveira (PMDB). A margem de erro do levantamento, que ouviu 1.240 eleitores nesta quarta (22), é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Camilo - candidato do governador Cid Gomes (Pros) - subiu quatro pontos em relação ao levantamento do Datafolha do último dia 15 e Eunício caiu quatro pontos. 

Considerando os votos totais, o petista tem 49% (tinha 45%), e o peemedebista 38% (tinha 40%). Brancos e nulos são 5% e indecisos, 8%.

Em uma semana, Camilo também conseguiu reduzir sua taxa de rejeição, de 37% para 33%.

Brasil Roberta Namour Thu, 23 Oct 2014 07:08:51 +0000 http://www.brasil247.com/157955
Mídia militante 1: herdeiro do Estado de SP diz "foda-se a Venezuela" http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157956 : Em ato pró-Aécio, convocado por dirigentes do PSDB, jornalista Fernão Lara Mesquita, herdeiro do jornal “O Estado de S. Paulo”, caminhou pelas ruas de São Paulo com o cartaz: “Foda-se a Venezuela” <br clear="all"> :

247 – Durante o ato pró-Aécio convocado por dirigentes do PSDB em São Paulo, um dos herdeiros do jornal “O Estado de S. Paulo” se destacou entre os cerca de 10 mil militantes presentes com um cartaz insultando a Venezuela. 

O jornalista Fernão Lara Mesquita caminhou pelas ruas do centro da cidade estampando a mensagem: “Foda-se a Venezuela”. A notícia é do blog de Renato Rovai, da Revista Fórum.

Intitulado “Vem pra Rua” – uma referência aos protestos de junho de 2013 –, o ato que contou com a presença do ex-presidente FHC e do ex-jogador Ronaldo contra a “a podridão que está havendo no Brasil”, não atingiu forte mobilização.

Mídia Roberta Namour Thu, 23 Oct 2014 07:17:28 +0000 http://www.brasil247.com/157956
Mídia militante 2: herdeiro do Estado de Minas avisa que não haverá governabilidade http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157957 : Após participar de comício do tucano Aécio Neves em Belo Horizonte, Geraldo Costa Neto, herdeiro do Estado de Minas, chama o ex-presidente Lula de "cachorro verborrágico" no Facebook e diz que a presidente Dilma Rousseff não terá governabilidade; mensagem também foi disparada pelo Whastapp <br clear="all"> :

247 – O herdeiro do Estado de Minas Geraldo Costa Neto usou o Facebook para atacar o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff após participar do comício do presidenciável tucano Aécio Neves, em Belo Horizonte. A mensagem também foi disparada por Whatsapp. Leia na íntegra:

Acabo de voltar do comicio do Aécio Neves . Foi um discurso histórico, de estadista, de gente grande, que pensa no país. Estou convicto de que ele vai ganhar as eleições.

Mas como bom atleticano, sempre me preparo para o pior. E desta vez estou me preparando de verdade. Este ódio que o PT está semeando no país não é decente. "Nos contra eles". "Sul contra norte". Isto é um absurdo. voces não podem fazer isso e continuar governado o país como se nada tivesse acontecido, voces passaram e muito do limite! É um horror o que esta acontecendo! Blasfemando, caluniando, isso é coisa de gente baixa, sem valores, que se unem com a cupula da corja deste país, como maluf, color, barbalho, juntando com o resto dos seus para subtrair o publico, sobre o pretexto de que tiraram pobres da miséria. Isso não lhes dá passe livre para fazer o que quiserem. Chamar uma pessoa de bem de neonazista é coisa de cachorro louco verborragico, se é que este cachorro louco soube o que foi o holocausto de fato.

Ganha-se e perde-se na vida, mas os valores não mudam de acordo com os números da ultima pesquisa. Valor não tem duas caras. Não se faz a coisa na surdina, para fisgar o desprevenido, o desinformado, o humilde.

E eu pensando que este cara iria entrar para a historia como um dos grandes....Jogou a biografia no lixo mais sombrio.
Não é esse o país que quero para os meus filhos! E por favor, se o pior acontecer, coisa que eu não acredito, deletem meu nome no face. Amizade a partir de agora so faço com quem tem os mesmos princípios que os meus. Dirijam-se a mim somente profissionalmente, mesmo que seja para vingança, que eu ja estou esperando. De outro modo, não terão minha atenção.

Voces não terão governabilidade, caso vençam, e isso não é uma ameaça, é uma premunição. Voces estão pisoteando na cabeça de milhões de pessoas de bem, que tem alma e principio. Elas não esquecarao disso. So para ter um punhado de votos a mais. Isto não se faz!!! O jogo de voces não esta sendo disputado dentro das quatro linhas. Colocam inverdades na boca dos outros e se rogam de santo. O tombo de quem faz isso geralmente vem na proporção, não sei, deve estar na bíblia.

Não sei se vou arrepender do que estou escrevendo, mas saibam que este é o meu sentimento que esta entalado ao ver que essas cenas de calunia a luz do dia não serão punidas por nenhuma instancia. Fosse num país serio...Não, isso não é correto. Não vale tudo. O tudo tem seu preço, e os juros estão correndo, mais dos que voces colocaram na nossa economia.

Mas para o bem das pessoas de valores deste país, vocês serão derrotados e o Brasil se libertará da página mais negra da política recente.

Mídia Roberta Namour Thu, 23 Oct 2014 07:29:20 +0000 http://www.brasil247.com/157957
Internet nunca teve tanta força como nessa eleição http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157878 : Tereza Cruvinel afirma, em nova coluna no 247, que "assunto eleições adquiriu uma predominância inédita nos conteúdos publicados e nas mensagens pelas redes sociais"; "Petistas e tucanos trocaram chumbo pesado o tempo todo e a artilharia de Dilma deve ter tido um peso particular em sua recuperação", escreve a jornalista; para 19% dos entrevistados, as redes sociais "influenciaram muito" o voto no primeiro turno, segundo o Datafolha; "Os candidatos que se preparem para estes novos tempos", alerta Tereza <br clear="all"> :

247 – O elemento internet "nunca teve tanta força como nessa campanha", afirma Tereza Cruvinel, em nova coluna publicada em seu blog no 247. "Petistas e tucanos trocaram chumbo pesado o tempo todo e a artilharia de Dilma deve ter tido um peso particular em sua recuperação" nas últimas pesquisas de intenção de voto, avalia a jornalista. "O assunto eleições adquiriu uma predominância inédita nos conteúdos publicados e nas mensagens pelas redes sociais", acrescenta. Leia um trecho sobre o cenário dos eleitores internautas, segundo o Datafolha:

A pesquisa Datafolha realizada na segunda-feira (20) apurou que para 19% dos entrevistados, as redes sociais "influenciaram muito" o voto no primeiro turno. Outros 20% disseram que "influenciaram um pouco". O hábito de declarar o voto nas redes sociais também foi medido: 20% disseram ter feito isso no primeiro turno e 22% já o fizeram agora, no segundo. Segundo a pesquisa, 75% dos internautas inscritos em redes sociais estão lendo notícias sobre as eleições por meio de suas contas: 68% usam o Facebook, 41% o WhatsApp e 11% o Twitter. A soma dá mais de 100% porque alguns usam mais de uma rede. De cada 10 eleitores, seis têm acesso à Internet. Metade destes conectados (47%) conta em alguma rede social e 46% deles dizem compartilhar notícias sobre o pleito.

O professor de Comunicação da UFRJ Cristiano Henrique, que fala ao blog de Tereza Cruvinel, vê um aspecto positivo nesse cenário. Para ele, as redes impulsionaram a ressurreição da política como espaço de reflexão, debate e participação da sociedade, ainda que tenham tratado mais de aspectos pessoais dos candidatos do que de suas propostas. Mas isso já é bem melhor que a passividade e a alienação.

"Os candidatos que se preparem para estes novos tempos, em que as redes terão tanto peso quanto o horário eleitoral e os debates", alerta Tereza. Leia a íntegra em A força da internet e das redes sociais

Mídia Gisele Federicce Wed, 22 Oct 2014 12:23:10 +0000 http://www.brasil247.com/157878
Tom dos colunistas revela desalento com pesquisas http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157845 : Colunistas que têm sido a tropa de choque da oposição no País demonstram certo desânimo com as mais recentes pesquisas eleitorais, que mostraram uma inversão de posições entre a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves, a despeito do empate técnico; Ricardo Noblat admite o fracasso do discurso udenista e fala que agora todos podem roubar; Merval Pereira afirma que o Brasil segue uma trilha fascista; da mesma forma, Arnaldo Jabor prevê um bolivarianismo light, enquanto Dora Kramer diz que a força do PT se deve à "covardia" da sociedade brasileira; calma, a eleição ainda não acabou <br clear="all"> :

247 - A inversão de posições nas pesquisas eleitorais mais recentes, que colocaram a presidente Dilma Rousseff à frente do senador Aécio Neves, a despeito da situação ainda de empate técnico, provocou uma onda de desalento em algumas das principais colunas políticas da imprensa familiar no Brasil.

Enfileirados como tropa de choque da oposição, os colunistas já se mostraram mais otimistas do que agora. E, alguns, revelam até que seu discurso fracassou. É o que caso de Ricardo Noblat, do Globo, que aponta o fiasco da pregação udenista contra a corrupção. Segundo ele, a partir de agora, todos podem roubar. Eis um trecho:

Ora, se todos roubam por que não podemos roubar? Se todos são uns pilantras por que não podemos ser?

E daí?

Daí, nada.

Salvo uma parcela do eleitorado que baba de raiva quando ouve falar em roubalheira, o resto está pouco se lixando. Parte do pressuposto de que todo político é ladrão. E de que só nos resta aturá-los.

Noblat não leva em conta, por exemplo, que o combate à corrupção passa por reformas institucionais, com a mudança do sistema político e o fim do financiamento privado de campanhas.

Também mais desanimado, Merval Pereira diz que o Brasil pode estar rumando para o fascismo. Isso mesmo, o fascismo:

"Daqui para frente, é a Míriam Leitão falando mal da Dilma na televisão, e a gente falando bem dela (Dilma) na periferia. É o (William) Bonner falando mal dela no "Jornal Nacional", e a gente falando bem dela em casa. Agora somos nós contra eles [...]". 

 
Essa fala irresponsável é do ex-presidente Lula no seu papel de língua de trapo da campanha petista. O PT deu agora para nomear seus "inimigos", incentivando assim ações radicais contra jornalistas que consideram adversários do "projeto popular". 
 
Recentemente, um dirigente do partido havia nomeado sete jornalistas numa espécie de "lista negra". É uma típica ação fascista, que está sendo usada já há algum tempo na Argentina de Cristina Kirchner. É neste caminho que vamos, caso Dilma se reeleja.
 
Merval repete a linha já usada por Arnaldo Jabor, que disse que o Brasil caminhará para um "bolivarianismo light", caso a presidente Dilma Rousseff se reeleja.

Outra expoente dessa linha de frente da oposição, a colunista Dora Kramer elencou, nesta quarta-feira, as razões que justificariam a força eleitoral do PT. Eis seus pontos:

Esse ambiente é fruto de uma criação coletiva. Produto da tolerância dos informados que puseram seus atributos e respectivos instrumentos à disposição do deslumbramento, da bajulação e da opção pela indulgência. Gente que tem vergonha de tudo, até de exigir que o presidente da República fale direito o idioma do país, mas não parece se importar de lidar com quem não tem pudor algum.

Da esperteza dos arautos do atraso e dos trapaceiros da política que viram nessa aliança uma janela de oportunidade. A salvação que os tiraria do aperto em que estavam já caminhando para o ostracismo. Foram ressuscitados e por isso estão gratos.

Da ambição dos que vendem suas convicções (quando as têm) em troca de verbas do Estado.

Da covardia dos que se calam com medo das patrulhas.

Do despeito dos ressentidos.

Do complexo de culpa dos mal resolvidos.

Da torpeza dos oportunistas.

Da superioridade dos cínicos.

Da falsa isenção dos preguiçosos.

Da preguiça dos irresponsáveis.

O tom de desânimo dos colunistas, que já buscam argumentos para uma eventual derrota, é evidente e revela certa desconfiança dos quatro colunistas nas possibilidades eleitorais da oposição. Mas, talvez, estejam todos eles sendo precipitados. Afinal, o segundo turno ainda não aconteceu. Mas o fato é que estão todos de farol baixo.


Mídia Leonardo Attuch Wed, 22 Oct 2014 10:17:29 +0000 http://www.brasil247.com/157845
Aécio diz que irá revidar ataques feitos pelo PT http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/157856 : "Eu não levo desaforo para casa. Se alguém mente, eu tenho que responder", ressalta candidato do PSDB, em entrevista concedida nesta quarta-feira à Rádio Jornal, de Pernambuco; segundo ele, "Lula não está fazendo uma campanha de quem está tranquilo, quem está vitorioso. Respeito o Lula, mas faço campanha olhando para frente"; tucano disse querer "ser lembrado como o presidente da República que mais fez pelo Nordeste" e voltou a criticar tom da campanha da presidente Dilma; "Esses ataques do PT são típicos de quem não quer deixar o poder", diz <br clear="all"> :

Pernambuco 247 - O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, disse que os ataques feitos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou os tucanos a nazistas e a Herodes, apontam que o PT não está convicto de que a presidente Dilma Rousseff será reeleita no próximo dia 26.

"Não é uma campanha de quem está tranquilo, de quem está se sentindo vitorioso", disse Aécio em entrevista à Rádio Jornal, nesta quarta-feira (22). Ele disse que irá revidar os ataques sofridos e afirmou que o Governo Federal tem retaliado o Estado de Pernambuco ao não liberar recursos previstos para a realização de obras e projetos.

"Não acho apropriado um ex-presidente da República, numa campanha eleitoral, ofender seus adversários apenas porque são adversários", disse o tucano. Segundo ele, Lula proferiu um "golpe abaixo da cintura". "Nessa época eleitoral, todo tipo de exploração vem. Inclusive uma que nós classificamos como sendo abaixo da cintura", completou.

A crítica de Aécio se deve ao discurso feito por Lula, nesta terça-feira (21), no Recife, quando comparou os tucanos com os nazistas. "De vez em quando, parece que estão agredindo a gente como os nazistas agrediam no tempo da Segunda Guerra Mundial", disse o petista para milhares de pessoas que o acompanhavam em uma caminhada. Aécio disse que não deixará o fato passar em brancas nuvens. "Eu não levo desaforo para casa. Se alguém mente, me ofende, ofende a minha família, eu tenho que responder", disparou.

O tucano reconheceu que a eleição de Lula em 2002 foi de grande importância para a democracia brasileira, muito embora tenha dito que só votou no petista no segundo turno das eleições que ele disputou contra o ex-presidente Fernando Collor, em 1989.

O candidato disse, ainda, que o governo da presidente Dilma tem retaliado as gestões do PSB em nível estadual, também, no Recife. A retaliação estaria em curso desde que o ex-governador Eduardo Campos (PSB), falecido em um acidente aéreo no dia 13 de agosto, em Santos (SP), decidiu concorrer à Presidência da República.

"Me assusta a forma como o PT vem tratando o prefeito da capital [Geraldo Julio (PSB)]. Será que o governo do PT também vai tratar o governador mais votado no Brasil de forma discriminatória? Espero que não", observou..

"Quando o governo federal deixa de transferir os repasses, por exemplo, para o Hospital da Mulher do Recife, ou a área da Saúde, ou para a feira de Afogados, simplesmente porque o prefeito Geraldo Julio e o governador [eleito] Paulo Câmara tiveram uma posição solidária a Eduardo Campos, eu acho que é um grande equívoco, porque o dinheiro não é deles. É dinheiro público, do cidadão", afirmou.

Pernambuco 247 Paulo Emílio Wed, 22 Oct 2014 10:55:59 +0000 http://www.brasil247.com/157856
Diretor da Petrobras apresenta atestado e não vai à CPMI http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/157859 Agência Petrobras: Diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza José Carlos Cosenza, substituto de Paulo Roberto Costa na diretoria de Abastecimento na Petrobras, apresentou atestado para justificar sua ausência na audiência que aconteceria hoje às 14h; depoimento foi adiado, mas ainda não há nova data; denúncias apontam que Costa teria continuado o esquema de corrupção na Petrobras por intermédio do atual diretor <br clear="all"> Agência Petrobras: Diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza

Agência Câmara - O diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, apresentou atestado médico à CPI Mista para justificar sua ausência na reunião agendada para hoje, às 14h30.

No entanto, o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo, manteve a reunião, que ocorrerá no plenário 2 da Ala Nilo Coelho, no Senado.

Consenza substituiu Paulo Roberto Costa, que saiu da Petrobras em abril de 2012. Costa foi preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), por suspeitas de superfaturamento e lavagem de dinheiro na estatal. Após acordo de delação premiada, o ex-diretor passou a cumprir pena domiciliar.

No requerimento de convocação, o deputado Rubens Bueno (PPS-PR) cita reportagens divulgadas pela imprensa para justificar o depoimento de Cosenza. Segundo uma delas, Costa teria continuado o esquema de corrupção na Petrobras por intermédio do atual diretor.

Ainda não foi marcada nova data para o depoimento.

Brasil Gisele Federicce Wed, 22 Oct 2014 10:59:41 +0000 http://www.brasil247.com/157859
"Não queremos Rollemberg", dizem petistas http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/157875 : Circula na Rodoviária do Plano Piloto material com a defesa do voto em Dilma Rousseff (PT) para presidente e Jofran Frejat (PR) para governador do Distrito Federal; com tiragem de 2 milhões de exemplares, os panfletos são impressos com o CNPJ da coligação Com a força do povo, da presidente Dilma; os cabos eleitorais do PR demonstram surpresa, enquanto petistas afirmam: “Não queremos Rollemberg” <br clear="all"> :

Brasília 247 - Como informa a jornalista Ana Maria Campos, do Correio Braziliense, muito material com a defesa do voto em Dilma Rousseff (PT) para presidente e Jofran Frejat (PR) para governador do Distrito Federal tem sido distribuído na Rodoviária do Plano Piloto.

Com tiragem de 2 milhões de exemplares, os panfletos são impressos com o CNPJ da coligação Com a força do povo, da presidente Dilma. Cabos eleitorais de Frejat se surpreenderam e tentaram entender. Os petistas foram claros: “Não queremos Rollemberg”

No DF, o candidato Rodrigo Rollemberg (PSB) lidera nas intenções de voto com 57%, enquanto Frejat tem 43%, segundo a última pesquisa divulgada pelo Ibope ontem (21). Além disso, o senador socialista e o diretório regional do PSB declararam apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB) para presidente no segundo turno. Soma-se a isso, o fato de a principal cabo eleitoral de Rollemberg ser Marina Silva (PSB), que ficou de fora do segundo turno para presidente e formou aliança com Aécio, negando-se a qualquer pacto com o PT.

Rollemberg tem um considerável histórico de alianças com os petistas, tendo integrado o governo do ex-presidente Lula, como secretário de Ciência e Tecnologia, e tendo participado da base do governador Agnelo Queiroz (PT) nas eleições de 2010, de quem se afastou dois anos depois alegando discordar da gestão.

Ao longo da campanha destas eleições, Rollemberg tem declarado oposição ao partido de Dilma e sustentou duras críticas à gestão de Agnelo. Conduta compartilhada pelo grupo político de Frejat, inclusive pelo próprio José Roberto Arruda (PR), ex-governador do DF e ex-candidato ao governo, que teve sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Arruda declarou, desde o início da campanha, que seu voto seria em Aécio.

 

Brasília 247 Leonardo Araújo Wed, 22 Oct 2014 12:06:18 +0000 http://www.brasil247.com/157875
Morrem duas pessoas vítimas de explosão em MG http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/157876 : Morreram dois funcionários vítimas da explosão dentro da Cimed Medicamentos, em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais; um deles, identificado como Carlos Israel dos Santos Souza, de 23 anos, teve 90% do corpo queimado; o acidente deixou 26 feridos; estão internados em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Jalber Mendes das Chagas, de 40 anos, e Gilmar Pereira de Oliveira <br clear="all"> :

Minas 247 – Morreram nesta terça-feira (22) dois funcionários vítimas da explosão dentro da Cimed Medicamentos, em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais. Um deles, identificado como Carlos Israel dos Santos Souza, de 23 anos, teve 90% do corpo queimado. O acidente deixou 26 feridos. Estão internados em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Jalber Mendes das Chagas, de 40 anos, e Gilmar Pereira de Oliveira.

A explosão ocorreu na estufa usada para secar medicamentos. Como consequência da explosão, as paredes e o teto do imóvel foram danificados. Segundo a assessoria de imprensa da Cimed Medicamentos, nenhum problema grave foi detectado no prédio de dois andares, que já está liberado.

O Corpo de Bombeiros informou que a unidade da Cimed em Pouso Alegre está regular. A polícia terá 30 dias para investigar as causas do acidente.

Minas 247 Leonardo Lucena Wed, 22 Oct 2014 13:51:20 +0000 http://www.brasil247.com/157876
Novo Datafolha confirma: Dilma tem 52% e Aécio, 48% http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157816 : Nova sondagem aponta praticamente para o mesmo cenário publicado na segunda-feira, de empate técnico, com vantagem numérica para a candidata do PT à reeleição: Dilma Rousseff aparece com 52% dos votos válidos, enquanto seu adversário Aécio Neves, presidenciável do PSDB, detém apoio de 48% do eleitorado; no entanto, se considerados os votos totais, os números mudaram ligeiramente, com a presidente subindo para 47%, de 46%, e o tucano com 43% das intenções de voto; Dilma cresceu entre mulheres e no Sudeste  <br clear="all"> :

SÃO PAULO - Divulgada há pouco, a nova pesquisa do Instituto Datafolha mostrou praticamente os mesmos números do levantamento anterior, publicado na segunda-feira. Na mais recente leitura, Dilma Rousseff, candidata à presidência aparece com 52% dos votos válidos, enquanto seu adversário, Aécio Neves, presidenciável do PSDB, detém apoio de 48% do eleitorado.

Neste contexto, permanece o empate técnico entre os dois candidatos considerando o limite máximo da margem de erro, de 2 pontos porcentuais.

Se considerados os votos totais, os números mudaram ligeiramente, com Dilma subindo para 47%, de 46% na pesquisa anterior, e Aécio mantendo 43% das intenções de voto. Já os votos brancos e nulos oscilaram de 5% para 6%, enquanto os indecisos caíram de 6% para 4%.

Entre os eleitores da petista, 82% acreditam que ela vencerá a disputa presidencial. O eleitorado do tucano é um pouco menos otimista, com 78% achando que ele será eleito nas urnas.

Dilma cresce entre mulheres e no Sudeste

A intenção de voto da candidata à reeleição entre as mulheres aumentou para 47%, ante 42% apontado no levantamento realizado no dia 9 de outubro. No mesmo contexto, o índice da petista na região Sudeste subiu para 40%, de 34%. Entre os eleitores que recebem entre dois e cinco salários mínimos, o porcentual da candidata do PT avançou para 45%, de 39% apontado no dia 15 de outubro.

Contratada pelo jornal Folha de S. Paulo, a pesquisa Datafolha ouviu 4.355 eleitores nesta terça-feira, em 256 municípios de todo o país. O nível de confiança do levantamento é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01160/2014.

Texto divulgado nas redes sociais usa dados errados 

247 - Uma mensagem tem circulado na internet intitulada "Farsa da pesquisa Datafolha --divulguem". O texto usa dados incorretos para sustentar a tese de que Aécio Neves (PSDB) estaria à frente de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno.

Ao citar as intenções de voto em Dilma e Aécio em cada região do país, a mensagem utiliza dados da pesquisa Datafolha anterior, realizada em 14 e 15 de outubro (em que Aécio tinha 51%, e Dilma, 49%), e não os desta segunda-feira – que aponta a presidente com 52% e o tucano com 48%.

Poder Roberta Namour Wed, 22 Oct 2014 05:38:52 +0000 http://www.brasil247.com/157816
Otimismo com economia explica alta de Dilma http://www.brasil247.com/pt/247/economia/157817 : Expectativa de aumento dos preços caiu para o patamar mais baixo da série do Datafolha, desde 2007; em abril, no momento de maior pessimismo, 64% dos brasileiros achavam que a inflação iria aumentar; agora, índice é de apenas 31%; quanto ao desemprego, poder de compra, situação econômica do país e a própria situação, a tendência é a mesma: otimismo em alta e pessimismo em queda; cenário impulsiona vantagem numérica de Dilma Rousseff em novo levantamento do instituto, em comparação com a pesquisa de segunda-feira: se considerados os votos totais, presidente sobe para 47%, de 46%, e o tucano Aécio Neves se mantém com 43% <br clear="all"> :

247 - Pesquisa Datafolha realizada nesta terça (21) mostra o brasileiro mais otimista quando ao rumo da economia e a expectativa de aumento dos preços caiu para o patamar mais baixo da série do instituto, desde 2007.

Em abril, no momento de maior pessimismo, 64% achavam que a inflação iria aumentar. Agora, índice é de apenas 31%. A esperança de queda da inflação também é recorde. Para 21%, o índice irá diminuir.

Quanto ao desemprego, poder de compra, situação econômica do país e a própria situação, a tendência é a mesma: otimismo em alta e pessimismo em queda.

O cenario confirma vantagem numérica da presidente Dilma Rousseff. A nova pesquisa do Instituto Datafolha mostrou praticamente os mesmos números do levantamento anterior, publicado na segunda-feira. Na mais recente leitura, Dilma Rousseff, candidata à presidência aparece com 52% dos votos válidos, enquanto seu adversário, Aécio Neves, presidenciável do PSDB, detém apoio de 48% do eleitorado.

Neste contexto, permanece o empate técnico entre os dois candidatos considerando o limite máximo da margem de erro, de 2 pontos porcentuais.

Se considerados os votos totais, os números mudaram ligeiramente, com Dilma subindo para 47%, de 46% na pesquisa anterior, e Aécio mantendo 43% das intenções de voto. Já os votos brancos e nulos oscilaram de 5% para 6%, enquanto os indecisos caíram de 6% para 4%. 

Economia Roberta Namour Wed, 22 Oct 2014 05:30:17 +0000 http://www.brasil247.com/157817
Goldman: "Dilma merece medalha de sacanagem" http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/157819 : Tucanos reagem ao uso da crise hídrica em São Paulo pela campanha da presidente Dilma Rousseff; o comitê do presidenciável Aécio Neves teme que o problema de abastecimento do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) transfira mais votos para a candidata à reeleição no maior colégio eleitoral do País: ‘Alckmin está no governo há anos e tem uma respeitabilidade com os paulistas que Aécio ainda não conquistou. Dilma merece a medalha da sacanagem. Fazendo o que faz, vai perder a legitimidade se for reeleita’, disse o ex-governador Alberto Goldman (PSDB); colunista Breno Altman afirma que ele flerta com golpismo <br clear="all"> :

247 – Diante de nova pesquisa Datafolha que mostra a presidente Dilma Rousseff em alta entre mulheres e no Sudeste, a campanha do tucano Aécio Neves culpa a falta d’água em São Paulo pelo cenário.

Segundo o colunista Bernardo Mello Franco, interlocutores de Aécio temem que o problema de abastecimento do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) transfira mais votos para a candidata à reeleição no maior colégio eleitoral do País.

“Alckmin está no governo há anos e tem uma respeitabilidade com os paulistas que Aécio ainda não conquistou”, diz ex-governador Alberto Goldman (PSDB), que depois, ataca o uso do tema pela campanha do PT: “Dilma merece a medalha da sacanagem. Fazendo o que faz, vai perder a legitimidade se for reeleita”.

O colunista Breno Altman afirma que ele flerta com o golpismo (leia aqui). 

SP 247 Roberta Namour Wed, 22 Oct 2014 05:50:23 +0000 http://www.brasil247.com/157819
Lula: 'Quem arrumou a casa fomos nós' http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157824 STUCKERT: Segundo o ex-presidente Lula, a mídia tradicional agride a democracia e esconde o debate de projetos: o de Dilma Rousseff seria focado em avançar nas políticas que respeitam os trabalhadores e que estão mudando o Brasil; e o do tucano Aécio Neves, levaria ao retrocesso; quanto às críticas do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, diz: "Ele, na verdade, é um desarrumador de casa. Quem arrumou a casa fomos nós" <br clear="all"> STUCKERT:

por Paulo Donizetti de Souza e Vitor Nuzzi, da Rede Brasil Atual

Parece que foi ontem, mas aconteceu em 2002. O metalúrgico, sindicalista e fundador do PT Luiz Inácio Lula da Silva tornava-se presidente da República, em sua quarta tentativa. Derrotou o partido que, hoje, 12 anos depois, diz ser o da "mudança."

O PSDB de Aécio Neves já tem até ministro anunciado, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, que insiste: é preciso “arrumar a casa”, a economia está uma bagunça. Como assim?, pergunta Lula. "Ele, na verdade, é um desarrumador de casa. Quem arrumou a casa fomos nós."

Para o ex-presidente brasileiro, a expressão do economista é um eufemismo para aumentar o desemprego e reduzir ganhos salariais em nome da eficiência das contas públicas. Ou em sua definição: “Arrumar a casa é tirar aquilo que o povo conquistou neste período de 12 anos”.
Em meio ao vale-tudo desenfreado na reta final da eleição, Lula recebeu a Revista do Brasil para uma reflexão sobre a necessidade de aumentar a consciência política das pessoas. “Se ficar só na agressão pessoal ou partidária, eu acho que a gente não politiza a sociedade.”

Lula pede ao povo para ficar alerta em relação às propostas em jogo: manter uma política que busque reduzir as históricas desigualdades do país, projeto personificado por Dilma; ou devolver o poder a um grupo que governa para apenas uma parcela da população.

Segundo ele, a mídia tradicional trabalha diuturnamente contra o PT, esconde a comparação de projetos e despolitiza os debates. “Gostaria que a campanha, ao terminar, além do somatório de votos, tivesse um crescimento da consciência política da sociedade”, diz.

Pouco mais de um ano atrás, o senhor deu uma entrevista falando que “estava no jogo”. Agora, próximo do segundo turno, não acha que o jogo ficou mais bruto?

Os adversários, embora sejam os mesmos das outras disputas, estão mais raivosos. O que é uma contradição com todo o discurso que eles fazem ou faziam, que o PT era agressivo... Agora, é o PT que está muito tranquilo e eles que estão muito agressivos. Em alguns casos, com campanha de denúncias e difamações que somente a extrema-direita tinha competência de fazer em alguns momentos históricos do Brasil.

Agora, de qualquer forma, o jogo sempre vai ser duro quando o PT está numa disputa de uma prefeitura, de um estado ou do Brasil. Porque o PT conseguiu mudar o jeito de governar o Brasil, conseguiu estabelecer uma nova relação entre o Estado e a sociedade, entre o governo e os setores organizados da sociedade. Isso incomoda essas pessoas, porque eles não querem que as pessoas participem. Chegamos ao cúmulo de estarem raivosos porque as pessoas que votaram na Dilma são “desinformadas”, “informados” são só os que votaram neles. Acho que esse ódio que está sendo divulgado, essa campanha feita diuturnamente contra o PT, que não é de hoje – isso é desde que nós nascemos, mas mais marcadamente depois que chegamos ao governo – fez com que a campanha fosse mais radicalizada. Nós temos uma estratégia de campanha, temos uma candidata competente, que tem experiência de vida, e estamos preparados para qualquer embate. Gostaria que a campanha, ao terminar, além do somatório de votos, tivesse um crescimento da consciência política da sociedade. Que as pessoas saiam do processo eleitoral gostando mais de política, se sentindo participativas, dispostas a exigir e a cobrar mais dos eleitos. Eu espero isso. Se ficar só na agressão pessoal ou partidária, a gente não politiza a sociedade.

Essa queda de qualidade na oposição, que não privilegia o debate de projetos, tem a ver com o perfil do Fernando Henrique, do estilo dele de ser oposição?

Neste momento, há um esforço muito grande, enorme, de uma parte da imprensa brasileira de tentar ressuscitar o Fernando Henrique Cardoso. Tem muita gente que tem 30 anos hoje e nem lembra que o Fernando Henrique Cardoso foi presidente da República. Há uma tentativa de ressuscitá-lo como porta-voz de um partido que não se comporta como partido de oposição, porque não tem um programa alternativo para a sociedade. O que tem, na verdade, é uma imprensa partidarizada. A grande oposição no Brasil hoje não é o PSDB, é a imprensa. Enquanto o candidato espera o ano inteiro para ter 45 dias, para ter o horário na televisão, eles fazem campanha 24 horas por dia durante o ano inteiro, não tem limite. O Fernando Henrique tem hoje pouca ascendência sobre a campanha eleitoral, tem pouco voto. E acho que é por isso que o PSDB, desde que ele deixou a Presidência, não utiliza ele em debate. O Aécio utilizou mais porque para ganhar dentro do PSDB, precisou do apoio do Fernando Henrique, que, como todo mundo sabe, historicamente não é muito simpático ao Serra. A qualidade da oposição caiu. Aliás, a qualidade do debate político caiu muito. E Fernando Henrique tem responsabilidade nisso, porque puxa para baixo o debate, quando poderia elevar. Essa que ele disse agora, que quem votou na Dilma é a parte mais desinformada da sociedade, do Nordeste, é de uma grosseria elitista que jamais poderia sair da boca de um sociólogo. O cara estuda, mas a massa encefálica tá pronta na cabeça dele. Ele não pode mudar. Ele pensa exatamente assim, que o Brasil tem de ter uma camada pobre que não tem direito a nada. Hoje, o cidadão tem mais cidadania, mais salário, política de transferência de renda, crédito consignado, crédito rural, tudo melhorou. Então, o mundo que ele vê é do tempo que ele governava. Por isso, rebaixa tanto o debate político e econômico.

Assim como em 2010, logo depois do primeiro turno houve manifestações nas redes sociais contra os nordestinos. A conscientização não avançou, vivemos uma certa separação, principalmente, entre Sudeste e Nordeste?

Acho que o nível de consciência política às vezes acirra esse debate. Mas se você olhar historicamente, grande parte dos políticos nordestinos sempre achou que São Paulo age com eles como os Estados Unidos age com outros países. Que São Paulo é uma espécie de Estado imperialista. E, ao mesmo tempo, São Paulo leva sempre vantagem, porque é o mais rico. O que nós começamos a fazer? Começamos a estabelecer uma política de desenvolvimento que levasse em conta a diminuição das desigualdades regionais. Permitir que o país fosse mais igual, tivesse mais escolas, diminuísse a mortalidade infantil, o analfabetismo, que tivesse mais empresas e mais emprego no Nordeste. E esse foi o grande mote que fez com que o Nordeste crescesse mais do que São Paulo. E você percebe que a importância da economia paulista em relação ao PIB tem diminuído. Não é só porque tem perdido empresa, é porque o Nordeste tem ganhado empresa e gerado desenvolvimento mais rápido. O que é normal. E as pessoas começam a ter direitos, a exigir mais, e aí fomenta essa divergência que eu acho absurda. Não é só no Brasil. No mundo inteiro, sempre foi assim. Quando a camada mais pobre ou uma região começa a ascender socialmente, aqueles que já ascenderam começam a ficar com raiva. É mais gente no restaurante, no avião, no aeroporto, viajando de trem, no shopping. E gente que eles não conheciam, que antigamente não conseguia entrar no shopping. Isso vai criando um certo rancor… Esse pensamento, graças a Deus, está na cabeça de uma minoria. E não tem preconceito com nordestino rico, contra o negro rico. O preconceito está ligado à possibilidade econômica das pessoas. Eu fico triste quando um homem como Fernando Henrique Cardoso abre a boca para falar uma bobagem dessa.

Como o debate de projetos escondido no noticiário, o destaque de todos os jornais são as “denúncias” do diretor da Petrobras investigado, do doleiro. De que forma esse clima afeta a campanha da presidenta Dilma?

Estou muito preocupado. Eu tenho a impressão de que neste país tem sempre uma tentativa de golpe. Tem sempre um Carlos Lacerda querendo derrubar alguém. Você tem um processo em que as pessoas estão fazendo delação premiada, esse processo está nas mãos de um ministro da Suprema Corte, porque não pode vazar, porque depois da delação é possível investigar se é verdade. Estranhamente, como a Suprema Corte reivindicou o processo para lá, o juiz convoca as pessoas para depor e colocar na internet o depoimento, quase como se fosse uma ação política, quase como se fosse "vamos fazer um depoimento agora para dar material de campanha para os adversários do PT". Se daqui a três ou quatro meses for provado que não é verdade aquilo que ele falou, o prejuízo está feito. É gravíssimo o que está acontecendo, às vezes me cheira a tentativa de golpe mesmo, de colocar em risco o processo democrático. O que foi prometido para esses senhores na delação premiada? Será que foi só diminuir a pena ou será que foi prometido “se o PT for derrotado, poderá ter mais coisas?” A gente não sabe. É um processo insidioso, porque não tem nenhum momento na história do Brasil em que o governo investigou mais qualquer denúncia contra qualquer pessoa como neste governo, que tenha a quantidade de instrumentos, desde a transparência das coisas que o governo faz, até a fiscalização do Ministério Público, do Tribunal de Contas, da Controladoria Geral da República. Ou seja, é o governo que criou a Lei de Acesso à Informação. Eu me preocupo, porque acho que isso é uma tentativa de fazer interferência no processo eleitoral a 15 dias das eleições.

Ontem (quinta, 9 de outubro) houve um debate na GloboNews entre o ministro Guido Mantega e o Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central no governo FHC). Enquanto o ministro Mantega enfatizava os ganhos sociais decorrentes das escolhas econômicas que o governo fez, o Armínio insistia na necessidade de arrumar a casa. Como essas diferenças de pensamento podem ser traduzidas?

Quando o Armínio Fraga fala em arrumar a casa, é porque ele não tem coragem de dizer que é preciso ter um pouco de desemprego, na lógica dele, é preciso diminuir os ganhos salariais e o salário mínimo, acabar com essa política de transferência de renda, e é preciso dificultar o crédito. Se ele pudesse falar fora do processo eleitoral o que ele ia fazer, era exatamente isso. Por isso que ele fala “arrumar a casa”. Ele não é nenhuma arrumadeira, porque quando estava no Banco Central ajudou a desarrumar a economia deste país. A inflação estava 12,5% quando eu cheguei na Presidência da República, o Brasil devia US$ 30 bilhões para o FMI. Viviam, ele e o Malan (o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan), nos Estados Unidos buscando dinheiro para fechar a conta no final do mês, nós tínhamos um desemprego de quase 13%, o salário dos trabalhadores não aumentava, o salário mínimo não aumentava... Então, ele, na verdade, é um desarrumador de casa. Quem arrumou a casa fomos nós, que provamos que é possível aumentar o salário mínimo, o salário das categorias organizadas, que é possível fazer política de transferência de renda e, ao mesmo tempo, é possível controlar a inflação. É importante que o povo saiba claramente que o que está em jogo é um projeto de volta ao que nós já conhecemos há muito tempo neste país, a um passado em que os trabalhadores faziam greve e não ganhavam nada.

Eu cansei de fazer greve, às vezes nem inflação a gente recebia. Então, eu acho que o Guido e a presidenta Dilma têm dito, em todas as oportunidades que eu vejo eles falarem, que esta é uma crise do capitalismo, feita pelo sistema financeiro, no coração do sistema financeiro e que os trabalhadores não têm de pagar. Logo que saiu a crise, em 2008, o Gordon Brown (ex-primeiro-ministro do Reino Unido) fez uma visita ao Brasil e foi uma coisa que a imprensa deu muito destaque quando eu disse: olha, é importante que vocês saibam que não são os negros da África, os índios da América Latina os responsáveis por essa crise. Os responsáveis são os loiros de olhos azuis. E a Dilma tem dito categoricamente: não haverá prejuízo para o trabalhador brasileiro com essa crise. Apesar do negativismo da imprensa brasileira, há um reconhecimento no mundo inteiro do milagre que o Brasil fez. Embora o PIB não esteja crescendo tal como todos nós gostaríamos, a verdade é nós estamos com desemprego menor do que muitos países que conhecemos e são desenvolvidos. E esse é um valor extraordinário, emprego; e as pessoas ainda tendo aumento real de salário. Isso é muito importante. Todo mundo vê o Armínio falar de vez em quando “o salário mínimo está muito alto, cresceu em demasia”. O que ele quer? Não pode aumentar o salário mínimo? Fazer ajuste fiscal e fazer o trabalhador pagar o preço? No nosso governo não vai acontecer isso.

Ele também fala sobre diminuir os bancos públicos...

Mas é importante a gente lembrar que eles queriam privatizar todos os bancos públicos. O que incomoda para eles os bancos públicos? Quando estourou a crise em 2008, numa conversa que tive por telefone com o presidente Obama, comecei a mostrar que seria importante que os Estados Unidos tivessem um sistema financeiro mais ou menos igual ao nosso, que temos três bancos públicos fortes, e temos bancos privados fortes. Eu citava o Banco do Brasil, a Caixa, o BNDES como os três instrumentos que me permitiram acionar para tirar o Brasil da crise.

Logo que veio a crise, nós liberamos R$ 100 milhões do compulsório na expectativa de que o sistema financeiro utilizasse o dinheiro para financiar o mercado. O que aconteceu? Pegaram e compraram títulos do governo. Ou seja, fomos obrigados a fortalecer os bancos públicos. Foram o Banco do Brasil, a Caixa e o BNDES que não deixaram este país entrar na bancarrota. São esses bancos que fazem o crédito para a agricultura, que financiam Minha Casa, Minha Vida, a agricultura familiar. Esses bancos têm uma importância extraordinária para este país. E eles querem acabar.

Na nossa visão de Estado, os bancos públicos têm um papel extraordinário de equilíbrio no mercado financeiro. Eles se incomodam porque o BNDES está emprestando muito dinheiro que eles gostariam de emprestar. Emprestem! Agora, se tiver gente precisando de dinheiro e os bancos não querem emprestar, o governo vai ajudar, porque queremos que se empreste para o desenvolvimento do país.

Então, eu acho que o povo tem de ficar alerta. O “arrumar a casa” deles é tirar aquilo que o povo conquistou neste período de 12 anos. É diminuir o papel dos bancos públicos, ou vender. Eles já queriam fazer isso 12 anos atrás. Eles querem vender o patrimônio do país e, por isso, eu acho que eles não vão ganhar as eleições, porque o Brasil aprendeu que os bancos públicos têm um papel extraordinário no desenvolvimento da nossa economia.

Esse debate muito concentrado em inflação, superávit, PIB não acaba marginalizando a discussão sobre a política industrial?

Na verdade, se discute política industrial, o governo tem propostas de inovação. Nós demos um salto de qualidade na indústria automobilística.

De vez em quando, vejo as pessoas dizerem que não tem investimento. Faz quatro anos consecutivos que o Brasil é o terceiro ou quatro país a receber investimento direto. Este ano, vamos chegar a US$ 67 bilhões. No tempo deles, acho que o máximo que conseguiram foi US$ 19 bilhões, e eles faziam festa.

Quando eu estava na Presidência, muitas vezes eu discutia com o Palocci (Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda), com o Meirelles (Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central), com o Guido (Mantega, então do Planejamento, hoje Fazenda), uma coisa que não é muito aceita pelos economistas. Você tem de discutir superávit e meta de inflação, sim, mas vamos discutir meta de inflação, e vamos discutir meta de crescimento. Tentar estabelecer compromisso de controlar a inflação e de fazer a economia crescer.

Não é uma discussão fácil, porque eles (economistas) acham que não combinam as duas discussões. É um debate que nós precisamos fazer. Se eu não tiver uma meta, eu não vou atrás. Quando eu estava na Villares (metalúrgica em que Lula trabalhou no ABC Paulista) a gente recebia um lote de peças e uma cartela que dizia em quantos minutos era pra fazer cada peça. Então, eu acho que, na economia, nós também precisamos inovar. Vamos estabelecer meta de crescimento, de investimento, ciência e tecnologia, dar desafios para a gente mesmo cumprir.

Entraria emprego na meta do Copom, que considera basicamente a situação inflacionária?

Veja, o governo estabelece meta. O Banco Central só tem como instrumento os juros. Ou seja, o governo tem outro instrumento, que é cortar ou estimular o crédito. Quando chegamos na Presidência da República, no Brasil inteiro tinha apenas R$ 380 bilhões em oferta de crédito. Hoje, só o Banco do Brasil deve ter R$ 675 bilhões ou mais. Então, você tinha uma opção. Reduzir a taxa Selic e cortar o crédito. Eu dizia: cortar o crédito é cortar na veia. A taxa Selic pode demorar seis meses para surtir efeito. Agora, quando você corta o crédito é no dia seguinte. O cara não vai na loja comprar.

Então, eu era favorável... Aumentava a taxa Selic e diminuía a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo). A gente foi manuseando isso. E deu certo. A TJLP é bem menor que a taxa Selic. A gente não pode usar a palavra “subsidiado” porque a Organização Mundial do Comércio vai encher o saco, mas você pega a Caixa Econômica, o Minha Casa, Minha Vida, se a pessoa tivesse de comprar uma casa de R$ 60 mil pelo sistema financeiro normal ela pagaria R$ 900 por mês. Ela paga R$ 50 porque é subsidiado. E se não for subsidiado, como o pobre vai ter casa? O Estado tem de assumir.

É como o programa Luz para Todos. No tempo do Fernando Henrique Cardoso, tinha o Luz no Campo, em que o cara tinha de pagar tudo. Ora, mas o cara que está no meio do mato não pode pagar nada. Vamos levar pra ele. Isso custou quase R$ 20 bilhões aos cofres públicos, mas esses cidadãos têm o direito de serem tratados como o cara que mora na avenida Paulista, em Copacabana, ou na Marechal Deodoro... E nenhuma empresa privada vai levar energia se não tiver retorno. Então, o Estado tem de levar.

O debate econômico é estreito?

Acho que o debate econômico tem de ser mais plural. Hoje, nós não temos mais debate econômico porque você não tem economista, é só analista de mercado, analista de mercado, analista de mercado. O debate passa por isso. Tentamos fazer isso, e a Dilma tenta fazer, mapear quais os setores em que o Brasil é competitivo. Sabe o que acontece?

Vou te dar um exemplo. Na agricultura, o Brasil é altamente competitivo. Nós temos tecnologia, terra, água, sol. Esse é um setor em que o Brasil pode avançar. O setor de papel e celulose, podemos ter uma indústria extraordinária neste país. Na indústria química, o Brasil pode se tornar competitivo. Precisamos abrir novos mercados para que a gente possa competir com os chineses, os americanos, os alemães, naquilo que a gente pode competir.

E essa discussão de desenvolvimento tem de estar ligada ao debate econômico. Debate econômico não é só inflação, dívida pública... É discutir geração de emprego, poder do salário, ganhos sociais do povo brasileiro, industrialização, investimento em infraestrutura. A gente não pode deixar de lembrar que nós, em 12 anos, recuperamos a indústria naval brasileira. Em 1970, nós eramos a segunda indústria naval do mundo.

Em 2000, a gente tinha acabado. E nós recuperamos, já está com 86 mil trabalhadores e vai continuar crescendo. Quando o Brasil tenta fazer, teima, consegue.

Poder Roberta Namour Wed, 22 Oct 2014 06:52:57 +0000 http://www.brasil247.com/157824
Aníbal ataca presidente da ANA: "vagabundo" http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/157820 : Deputado federal José Aníbal (PSDB-SP) reagiu pelo Twitter contra críticas do presidente da ANA (Agência Nacional de Águas), Vicente Andreu, à gestão da crise hídrica pelo governo Alckmin (PSDB): 'Este vagabundo,Vicente Andreu,q deveria estar trabalhando em Brasília,disse q segunda cota do volume morto é "pré-tragédia". Lodo é p onde vai Andreu. Está na Agência p aparelhar os interesses da ruína q representa. Torce contra SP. Vai dar c os burros n'água/lodo' <br clear="all"> :

247 – O deputado federal José Aníbal (PSDB-SP) usou o Twitter para atacar o presidente da ANA (Agência Nacional de Águas), Vicente Andreu, que fez duras críticas à gestão da crise hídrica pelo governo Alckmin (PSDB).

Na Assembleia, Andreu afirmou na manhã desta terça-feira (21) que, se a crise hídrica no Sistema Cantareira continuar, só restará o lodo após a retirada da segunda cota do volume morto.

“Eu acredito que, tecnicamente, será inviável. E, do ponto de vista ambiental, essa água terá problema. Se a crise se acentuar, é bom que a população saiba que não haverá alternativa a não ser ir no lodo”, disse.

Aníbal rebateu: ‘Este vagabundo,Vicente Andreu,q deveria estar trabalhando em Brasília,disse q segunda cota do volume morto é "pré-tragédia"”. E acrescentou: ‘Lodo é p onde vai Andreu.Está na Agência p aparelhar os interesses da ruína q representa.Torce contra SP.Vai dar c os burros n'água/lodo’.

SP 247 Roberta Namour Wed, 22 Oct 2014 06:06:41 +0000 http://www.brasil247.com/157820
Caetano declara voto: "prefiro Dilma agora" http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/157821 : Um dos maiores entusiastas da campanha de Marina Silva à Presidência no primeiro turno das eleições, o cantor Caetano Veloso agora declara voto na presidente Dilma Rousseff: “Acho Aécio bom candidato e gosto dele. Mas prefiro Dilma agora”; presidente também conquistou o apoio de outros ícones da MPB: Gilberto Gil e Chico Buarque  <br clear="all"> :

247 – Um dos maiores defensores da campanha de Marina Silva à Presidência no primeiro turno, Caetano Veloso agora defende a reeleição da presidente Dilma Rousseff, segundo o colunista Ancelmo Gois.

“Voto em Dilma. Não faço campanha porque odiei o que o PT fez com Marina. Acho Aécio bom candidato e gosto dele. Mas prefiro Dilma agora”, disse.

A presidente já recebeu o apoio de dois outros ícones da MPB: Gilberto Gil e Chico Buarque, que ira gravar depoimento para o programa do PT.

"Eu votei em Marina, sou do Partido Verde, é a candidata do Partido Verde. Vou votar em Dilma no segundo turno. Convivi com ela em ambiente de governo, em situação, enfim, de ministério, que decisões precisavam ser tomadas, que a disputa pelo orçamento se dava, e ela sempre tratou o Ministério da Cultura com muito respeito, muito apreço, dando a ele muita importância", também disse Gilberto Gil.

Cultura Roberta Namour Wed, 22 Oct 2014 06:15:30 +0000 http://www.brasil247.com/157821
Folha também sugere conexão de Youssef com senador Alvaro Dias http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/157823 : Segundo reportagem, o juiz Sergio Moro impediu que Leonardo Meirelles, um dos laranjas do doleiro Alberto Youssef, revelasse detalhes sobre o político paranaense; em delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa já tinha envolvido o tucano Sérgio Guerra no esquema, que teria recebido R$ 10 milhões para ajudar a esvaziar a CPI da Petrobras em 2009; na época, Álvaro Dias era um dos representantes da comissão  <br clear="all"> :

247 – Um dos laranjas do doleiro Alberto Youssef afirmou em depoimento à Justiça federal nesta segunda-feira (20) que o esquema pagou propina Álvaro Dias, outro parlamentar do PSDB além do senador pernambucano Sérgio Guerra.

Segundo reportagem da “Folha S. Paulo”, o juiz Sergio Moro impediu que Leonardo Meirelles revelasse detalhes sobre o político.

Em delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que Guerra recebeu R$ 10 milhões para ajudar a esvaziar a CPI da Petrobras em 2009, quando era presidente do PSDB.

O paranaense Álvaro Dias era um dos representantes nessa CPI e deixou a comissão em outubro de 2009, alegando que a força do governo impedia qualquer investigação séria (leia aqui).

Paraná 247 Roberta Namour Wed, 22 Oct 2014 06:45:23 +0000 http://www.brasil247.com/157823
Maggi: Aécio "sacrificará" agronegócio caso eleito http://www.brasil247.com/pt/247/matogrosso247/157814 : “Não tenho dúvida nenhuma que ele sacrificaria a agricultura, em primeiro lugar, para conseguir atingir os índices da economia que ele projeta. Eles vão patrolar a gente, não tenho dúvida disso, porque já fizeram isso no passado. Com uma possível vitória do Aécio, teríamos um governo mais monetarista, focado nos controles de inflação, em cortes de linhas de crédito de bancos mundiais”, afirmou o senador Blairo Maggi (PR), aliado de Dilma Rousseff (PT) <br clear="all"> :

DOUGLAS TRIELLI, MidiaNews - O senador Blairo Maggi (PR) afirmou, nesta terça-feira (21), que, caso vença a disputa presidencial, o candidato Aécio Neves (PSDB) "sacrificará" o setor do agronegócio.

Aliado de Dilma Rousseff (PT), o senador trabalha pela reeleição da presidenta e ressalta os avanços do segmento obtidos nos governos petistas.

“Não tenho dúvida nenhuma que ele sacrificaria a agricultura, em primeiro lugar, para conseguir atingir os índices da economia que ele projeta. Eles vão patrolar a gente, não tenho dúvida disso, porque já fizeram isso no passado. Com uma possível vitória do Aécio, teríamos um governo mais monetarista, focado nos controles de inflação, em cortes de linhas de crédito de bancos mundiais”, afirmou ao MidiaNews.

Para Maggi, com objetivo de atingir índices da economia, o tucano poderá começar seu governo cortando, por exemplo, os subsídios oferecidos ao setor.

“O que eu quero dizer é que, se para conseguir os índices da economia tiver que aumentar as taxas de juros para os produtores rurais, e acabar com os programas de subsídios, eles farão isso imediatamente, não tenho dúvida disso”, disse.

Segundo Blairo, a gestão de Dilma deu continuidade ao suporte ao agronegócio, implantado desde a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O governo da presidente Dilma e do PT é mais focado para o interior, é um governo mais da base, mais plural. E são essas são as diferenças em relação à forma de governar com o PSDB. Se houver a troca de comando, vai haver mudanças na política. Mas, obviamente, que temos que dançar conforme a música, se trocar o governo a gente se adapta e vai embora, mas as coisas serão bem diferentes”, afirmou.

“O setor, notadamente, está organizado em Mato Grosso. Os fundos setoriais e as associações tiveram uma importância grande nisso e encontrou no Governo Dilma um terreno fértil para a participação dessas associações dentro do governo. Então, foi um caminho de mão dupla. O pessoal se organizou, mas do outro lado encontrou um governo disposto a conversar, disposto a dar atenção”, disse.

Para o senador, a presidente desenvolveu um trabalho de “ajuda” para o setor que impulsiona a economia do Estado.

“Sempre tivemos problemas aqui, como deficiências de preços internacionais muito baixos. Mas o Governo fez o seu papel na hora certa, fazendo com que os preços ficassem mais reprimidos, evitando um processo de desestruturação da cadeia produtiva”, disse.

“Por todos esses motivos, apoio e voto na presidente Dilma. Para dar continuidade nesses avanços que estão acontecendo em Mato Grosso, como na infraestrutura, por exemplo”, afirmou.

Ministro mato-grossense

Blairo ainda destacou a participação do ministro da Agricultura Neri Geller (PMDB).

Para ele, a indicação do mato-grossense foi uma forma de “reconhecimento” de Mato Grosso pela presidente Dilma.

“Houve um reconhecimento por parte da presidente ao maior Estado agrícola do país e que, há mais de 20 anos, não tinha um ministro no governo. O último foi o ex-governador Dante de Oliveira. De lá para cá, não tivemos nenhuma representante no primeiro escalão”, afirmou.

Para Blairo, Geller vem desenvolvendo um trabalho relevante no ministério e está “cacifado” para continuar no cargo, caso a presidente Dilma seja reeleita.

“Ele chegou com um apoio forte do partido dele e de outros partidos. E está desempenhando um papel muito interessante. É um ministro muito ativo e presente, conseguiu entender a máquina pública e faz os enfrentamentos necessários dentro do próprio governo, porque os enfrentamentos maiores são sempre dentro próprio Governo. Porque o ministro da Agricultura não é o da Fazenda, não tem a chave do cofre. Quem tem a chave é a Fazenda, e quem determina se pode pagar ou não é o Planejamento. Mas ele, como ministro, tem procurado fazer o trabalho de enfrentamento de forma a conseguir as verbas necessárias ao setor”, disse o senador.

 

Mato Grosso 247 Roberta Namour Wed, 22 Oct 2014 05:58:23 +0000 http://www.brasil247.com/157814
“Somos ignorantes porque ignoramos os tucanos” http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/157748 Ichiro Guerra: Presidente Dilma Rousseff rebate declaração de FHC, que chamou o eleitorado petista de "mal informado", durante comício em Petrolina, no sertão pernambucano; ela defendeu o Nordeste e mandou recado aos adversários: "Essa é uma das mais importantes regiões do país, apesar do que acham os tucanos. Eles falaram que os votos que eu recebi no semiárido no Nordeste eram de pessoas ignorantes. Nós somos ignorantes, porque ignoramos os tucanos", declarou; Dilma voltou a criticar a falta de água em São Paulo; "O estado mais rico do país não se preparou para a seca. Já o governo federal se preparou e trouxe água para o Nordeste" <br clear="all"> Ichiro Guerra:

Pernambuco 247 – Em defesa dos nordestinos e da região onde o PT tem maioria de votos, a presidente Dilma Rousseff alfinetou nesta terça-feira 21 o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que chamou de "mal informado" o eleitor que vota no PT. Diante de 30 mil pessoas em Petrolina, sertão pernambucano, a candidata à reeleição disparou: "somos ignorantes porque ignoramos os tucanos".

"Essa é uma das mais importantes regiões do país, apesar do que acham os tucanos. Eles falaram que os votos que eu recebi no semiárido no Nordeste eram de pessoas ignorantes. Nós somos ignorantes, porque ignoramos os tucanos", ressaltou Dilma em seu discurso. No primeiro turno da eleição, ela venceu em todos os estados do Nordeste, menos em Pernambuco.

Depois da declaração de FHC e da liderança de Dilma no primeiro turno, as redes sociais viraram palco de comentários preconceituosos contra nordestinos e pobres, que teriam sido responsáveis pela vitória da presidente. Contra a onda de ofensas, a campanha de Aécio Neves (PSDB) chegou a pedir investigação ao Ministério Público Federal sobre os autores das mensagens.

Dilma afirmou ainda em Petrolina que não reconhece no governo tucano como o que executou políticas a favor de nenhum estado brasileiro, muito menos pelo Nordeste. "Os tucanos têm uma visão ultrapassada do Brasil. Não sabem que o Brasil e esta região estão mudando pelo braço, garra, esforço de seu próprio povo e pelas oportunidades que os governos de Lula e o meu governo fizeram aqui no semiárido", declarou.

Abaixo, reportagem da Reuters sobre o ato político:

No semiárido do Nordeste, Dilma diz que São Paulo não se preparou para a seca

(Reuters) - A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, repetiu nesta terça-feira as críticas ao governo de São Paulo pela crise de falta de água no Estado, e afirmou, em discurso no semiárido nordestino, que o governo federal investiu para enfrentar a seca no Nordeste.

A crise da água em São Paulo foi levada à disputa presidencial entre Dilma e o candidato do PSDB, Aécio Neves, pela campanha da petista, que usou o tema em sua propaganda eleitoral para criticar o governo paulista comandando desde 1995 pelo PSDB.

"Nós fomos capazes aqui no semiárido de enfrentar a seca", disse Dilma em discurso a apoiadores em Petrolina, no sertão de Pernambuco, no primeiro de três eventos como candidata no Estado nesta terça.

"O Estado mais rico do Brasil, o Estado de São Paulo, não se preparou para a seca. Hoje, diante da maior seca, nós temos condições de viver aqui e de não ficar catando pingo d'água por aí", acrescentou.

Dilma disse que desde 2003 foram construídas um milhão de cisternas no semiárido.

Na terça-feira, Aécio respondeu às críticas sobre a crise de água em São Paulo afirmando que faltou parceira do governo federal, enquanto Dilma disse que seu governo fez tudo que o Estado pediu e acusou o governo paulista de falta de planejamento.

No discurso em Petrolina, Dilma reiterou também outros ataques aos governos tucanos, a quem acusou de governar para os ricos e sem se preocupar com a população mais pobre.

"O que não havia no Brasil era oportunidade, e os governos antes do Lula não davam oportunidade para ninguém. Agora, o governo garante oportunidade", afirmou, referindo-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes dele, Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, governou o Brasil por dois mandatos.

Ainda nesta terça-feira Dilma tem na agenda em Pernambuco um ato público em Goiana e uma caminhada em Recife, acompanhada de Lula.

A candidata à reeleição foi a Pernambuco em busca de votos no único Estado do Nordeste onde não venceu no primeiro turno, ficando atrás de Marina Silva (PSB), que assumiu a cabeça de chapa do partido depois da morte do ex-governador pernambucano Eduardo Campos.

Marina, que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial, anunciou apoio no segundo turno a Aécio, assim como a viúva e a família de Campos.

(Por Pedro Fonseca)

Pernambuco 247 Gisele Federicce Tue, 21 Oct 2014 15:34:28 +0000 http://www.brasil247.com/157748
Com Chico e Lobão, PT e PSDB ampliam diferenças http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/157732 : Adesões de estrelas da MPB e professores da academia ganham peso renovado na eleição que termina domingo; PT de Dilma Rousseff apostou no peso de Chico Buarque e na mobilização da classe para influenciar camadas  médias da população; PSDB de Aécio Neves teve declaração a favor de Lobão e promoveu desfile de cantores sertanejos no horário político, de olho no voto do campo; organicidade petista no setor favorece Dilma na reta final <br clear="all"> :

247 – Não é em toda a eleição que a influência de artistas conhecidos nacionalmente se manifesta. Nas Diretas Já, equivalente a uma campanha eleitoral, em 1984, eles estiveram na linha de frente. Tiveram peso, com a cantora Fafá de Belém e o ícone Milton Nascimento, na corrida de Tancredo Neves ao Colégio Eleitoral. Nas três eleições frustradas de Lula, a militância de nomes como Lucélia Santos e Gonzaguinha não alcançou um resultado positivo. Com a permissão de comícios com shows pagos pelos organizadores, fortunas dos partidos políticos foram gastas no mundo dos sertanejos e do axé. As duas eleições de Fernando Henrique foram embaladas por muita música popular. Este ano, as regras não permitem pagamento a artistas em troca e som, simpatia e apoio – e por isso mesmo a influência eleitoral das estrelas do mundo do entretenimento e da cultura nunca foi tão grande como nesta eleição de 2014. Eles estão no meio da disputa de PT e PSDB  pela classe média.

Em seus comerciais no horário político, a campanha do PSDB vem exibindo uma tropa de artistas populares, de Leonardo a Zezé de Camargo e Luciano, com direito a jingle extraído de sucesso da baiana Ivete Sangalo. Se não acreditasse que artistas podem render votos, os tucanos não concederiam mais de dois minutos de tevê, como têm feito, para divulgar imagens e depoimentos deles.

Nesse campo, porém, quem está se sobressaindo é a candidata do PT, Dilma Rousseff. Na noite da segunda-feira 20, no palco do emblemático Tuca, em São Paulo, artistas e intelectuais se reuniram à volta da candidata e do ex-presidente Lula como uma expressão de classe. Mais que nomes fortes, como o de José Celso Martinez Corrêa, os que estavam ali assim como, antes, acontecera em torno de Dilma no Rio de Janeiro, o fizeram de maneira organizada. Realizaram um movimento claro para influenciar, em bloco, o voto dos que ficaram do lado de fora.

Até esse ponto, uma declaração de voto, das muitas que têm aparecido nesta eleição – numa característica não apresentada, com a dimensão atual, em anteriores – fez a diferença: Chico Buarque de Hollanda.

Neste segundo turno, um depoimento curto dele, mas sem meias palavras, pode ter contribuído para a quebra do gelo, na classe média, em relação a Dilma. Sempre procurado a cada eleição, o depoimento de Chico ganhou desta vez, até mesmo pelo contraste em relação aos apoios de Aécio nessa área – o ex-roqueiro Lobão, por exemplo – mais valor.

Atos como as reuniões com artistas e intelectuais em São Paulo e no Rio e a exploração do depoimento de Chico em dois momentos distintos no horário eleitoral também mostram que a campanha do PT tratou de dar importância a esse campo. Parece estar funcionando. Segundo a pesquisa Datafolha divulgada ontem, a presidente está se recuperando na faixa de renda entre 2 e 10 salários mínimos. Ela tem a predominância sobre zero a dois salários e perde longe para Aécio na faixa de acima de salários.

Cultura Ana Pupulin Tue, 21 Oct 2014 12:57:49 +0000 http://www.brasil247.com/157732
Colunista que ataca pobres e nordestinos é afastado de jornal http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157743 Foto: Eduardo Romano: Jornal O Diário de Mogi, do município de Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo, afastou o colunista social Anderson Magalhães depois de ter publicado coluna em que idealiza que Alagoas, Piauí e Maranhão fiquem de "fora do cenário eleitoral por falta de fórum privilegiado", que Salvador só viva de dendê e cocada e que os pernambucanos sobrevivam apenas com a renda do Bolsa Família; ele prega ainda, ao defender voto contra o PT no domingo, que tranquemos em casa nossas "secretárias do lar" e não deixemos que os porteiros deixem os prédios <br clear="all"> Foto: Eduardo Romano:

247 – O colunista social Anderson Magalhães foi afastado do jornal O Diário de Mogi, do município de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, depois de ter publicado uma coluna defendendo voto contra o PT e ofendendo nordestinos, pobres e empregadas domésticas na edição nº 15 da revista Actual Magazine, que circula na região.

Em seu texto, intitulado "Desespero", ele prega voto contra o PT no próximo domingo 26, sugere "trancar nossas 'secretárias do lar' em casa, interditar as casas de forró e proibir os porteiros de saírem dos prédios". Defende que Salvador viva apenas do que produz: dendê, cocada e Luiz Caldas. E que os pernambucanos sejam sustentados apenas de R$ 97 do Bolsa Família e dos direitos autorais de "Morena Tropicana", música de Alceu Valença.

O colunista idealiza ainda que os estados nordestinos de Alagoas, Piauí e Maranhão fiquem de fora do cenário eleitoral "por falta de fórum privilegiado" e que o voto desses estados só seja validado caso a população formule "uma frase inteira sem erros de concordância e com todos os plurais". Esquece, porém, de colocar plural em uma frase da própria coluna, quando pede que "Dilma e sua corja perca seus votos" - quando o correto seria "percam".

Depois da publicação da coluna, Magalhães publicou em suas redes sociais que havia sido "mal interpretado" e que sua intenção era apenas a de ser "irônico". Em comunicado publicado nesta terça-feira 21, o jornal afirma que "discorda totalmente das opiniões emitidas pelo colunista", informa não ter responsabilidade pelo conteúdo veiculado na revista e diz que Anderson Magalhães "não é mais colunista deste jornal", onde assinava a coluna "Beatz".

Em artigo anterior, também na Actual Magazine, o colunista já havia manifestado seu mal estar com os brasileiros que passaram a andar de avião. "E tudo isso começou quando Lula e sua equipe — todos muito acostumados a andar de ônibus desde os tempos de calango — chegaram ao poder", escreve, saudosista: "Foi-se o tempo que bastava apenas chegar ao guichê, comprar a passagem e embarcar...". O cenário atual, para ele, é um terror: "Hoje é gente brotando dos ralos e carregando aquelas sacolas plásticas lotadas de cacarecos comprados em camelô e nos mercados de genéricos. O Brasil virou uma grande loja de R$ 1,99. Pelo menos é o que eu vejo nos aeroportos" (leia aqui).

Leia abaixo o artigo e o comunicado:




Mídia Gisele Federicce Tue, 21 Oct 2014 14:38:58 +0000 http://www.brasil247.com/157743
Declaração de candidato revolta professores no RS http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/157749 : Líder nas pesquisas, José Ivo Sartori (PMDB) fez piada de mau gosto associando o piso salarial dos professores com uma loja de materiais de construção no estado, a Tumelero; "O piso! O piso eu vou lá no Tumelero e eles te dão um piso melhor, né? (risos). Ali tem piso bom, né?", afirmou; Sindicato da categoria soltou nota de repúdio, afirmando não admitir "que os trabalhadores em educação sejam tratados com falta de educação e respeito"; candidato pediu desculpas <br clear="all"> :

Rio Grande do Sul 247 – O candidato ao governo do Rio Grande do Sul José Ivo Sartori (PMDB) revoltou professores do estado ao fazer uma brincadeira associando o piso salarial da categoria com a Tumelero, loja de materiais de construção.

"Eu fui lá no Cpers (Sindicato dos Professores do Estado) e não assinei o documento exigindo um compromisso de pagar ou resgatar o salário, vamos dizer...como é que diz mesmo? O piso! O piso eu vou lá no Tumelero (loja de material de construção) e eles te dão um piso melhor, né? (risos). Ali tem piso bom, né?", afirmou o peemedebista ao Portal da Terra.

Veja o vídeo: 

Ao saber ter conhecimento das declarações do candidato, o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers-Sindicato) soltou uma nota de repúdio contra a brincadeira de Sartori. Segundo o texto, o Cpers-Sindicato "é uma entidade de todos os educadores e, enquanto tal, não tem preferência partidária. Não podemos, entretanto, aceitar que postulantes ao governo do Estado brinquem com coisas sérias".

"Conclamamos a sociedade gaúcha a defender, junto conosco, o Piso Nacional dos professores dentro do Plano de Carreira, medida essencial para garantir uma educação pública de qualidade", diz a nota. "Não admitimos que os trabalhadores em educação sejam tratados com falta de educação e respeito".

A Coligação O Novo Caminho para o Rio Grande também soltou nota."A direção da campanha O Novo Caminho para o Rio Grande esclarece que o candidato José Ivo Sartori, que também é professor, teve um trecho de 27 segundos – de uma entrevista de 54 minutos – retirada de um contexto onde ele fazia referência à promessa não cumprida de pagamento do piso salarial dos professores", diz o texto.

Ainda, conforme o comunidade, "Sartori pede desculpas por qualquer mal-estar causado, reforçando o respeito que tem pelos professores e lembrando que quem não respeita o Magistério é o candidato Tarso, do PT, que assinou a lei e não cumpre ao não pagar o piso aos professores."

Sartori disputa o segundo turno da eleição para governador do Rio Grande do Sul contra o atual chefe do Executivo gaúcho, Tarso Genro (PT). No primeiro turno, o peemedebista alcançou 40,40% dos votos válidos (2.487.889), e o petista, 32,57% (1.776.450). Pesquisa Ibope, divulgada na sexta-feira (17), mostra Sartori na primeira posição, com 60%, e seu adversário, com 40%.

Rio Grande do Sul 247 Leonardo Lucena Tue, 21 Oct 2014 15:47:32 +0000 http://www.brasil247.com/157749
Agência condena 2º volume morto. Alckmin rebate http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/157747 : Presidente da ANA (Agência Nacional de Águas), Vicente Andreu Guillo, chama de "pré-tragédia" o uso da segunda cota da reserva técnica do Sistema Cantareira, principal reservatório da região metropolitana de São Paulo; governador Geraldo Alckmin ameniza situação de crise hídrica no estado: "Nós já passamos o período da seca, já entramos na primavera, nem entramos na segunda reserva técnica e temos uma terceira reserva técnica" <br clear="all"> :

SP 247 – O presidente da ANA (Agência Nacional de Águas), Vicente Andreu Guillo, afirmou nesta terça-feira 21, durante audiência na Assembleia Legislativa de São Paulo, que utilizar a segunda cota da reserva técnica no Sistema Cantareira é uma "pré-tragédia".

"[A Sabesp] quer retirar o segundo volume morto, que é a pré-tragédia. Mas não há alternativa para São Paulo que não seja chover ou tirar água do volume morto do Cantareira", disse ele. O dirigente acrescentou que, se não chover nos próximos meses, a empresa vai tirar água do "lodo".

A ANA concordou com a Sabesp, na semana passada, em retirar a segunda cota do chamado 'volume morto', que tem 106 bilhões de litros de água, caso seja necessário para o abastecimento da região. O sistema opera hoje em 3,5% de sua capacidade total, de acordo com a companhia.

Nesta terça-feira, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), amenizou o problema, afirmando que já adentramos no período de chuvas. "Nós já passamos o período da seca, já entramos na primavera, nem entramos na segunda reserva técnica e temos uma terceira reserva técnica", ressaltou.

Ele ressaltou, em entrevista hoje cedo, que a falta de água nos reservatórios paulistas é resultado de uma seca histórica. "O esclarecimento importante para população. Nós tivemos no ano passado a maior seca dos últimos 84 anos. Isso pegou o norte do estado de São Paulo o sul de Minas Gerais até o Triângulo Mineiro", afirmou.

Ele destacou ainda que as reservas técnicas são outra arma do governo estadual pra resolver o problema da crise hídrica. "A chamada reserva técnica serve para um momento excepcional. Só que nunca teve bomba ou equipamento capaz de retirar", explicou. "Fizemos em 74 dias todas as obras e a reserva foi disponibilizada", contou.

SP 247 Ana Pupulin Tue, 21 Oct 2014 15:12:01 +0000 http://www.brasil247.com/157747
Altman: “Aécio deixaria o Brasil sem sapatos” http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/157706 : Jornalista diz que candidato do PSDB "não deixa dúvidas que gostaria de dar um cavalo de pau na política internacional estabelecida pelo PT"; sob a gestão de FHC, segundo o colunista, ela "funcionava como apêndice dos interesses norte-americanos", mas teve esse processo interrompido quando Lula assumiu o poder; "Abriu-se espaço para uma outra estratégia de crescimento, na qual o Brasil tornou-se peça decisiva", ressalta; Breno Altman resgata o episódio em que o diplomata do governo tucano Celso Lafer tirou os sapatos ao chegar aos EUA, diante de exigências das autoridades de segurança, aceitando assim "o ultraje colonial contra o país que deveria representar com altivez", para dizer que Aécio Neves pretende fazer o mesmo com o governo brasileiro; leia a íntegra <br clear="all"> :

247 – O candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves, "não deixa dúvidas que gostaria de dar um cavalo de pau na política internacional estabelecida pelo PT". A opinião é do jornalista Breno Altman, que escreve no blog feito em parceria entre o 247 e o portal Opera Mundi. Ele ressalta que, sob o governo de Fernando Henrique Cradoso, "a política internacional brasileira funcionava como apêndice dos interesses norte-americanos, submetida à estratégia econômica do governo tucano".

Altman afirma, porém, que esse processo "foi bloqueado" com a eleição de Lula como sucessor de FHC e Hugo Chávez na Venezuela. "A ALCA foi fulminada no novo cenário. Abriu-se espaço para uma outra estratégia de crescimento, na qual o Brasil tornou-se peça decisiva", diz ele. "Talvez em nenhuma outra questão foi tão profunda a mudança conduzida pelas administrações petistas. O centro da política internacional passou a ser o esforço para a integração autônoma da América Latina, como espaço prioritário para a consolidação da própria economia brasileira", acrescenta.

"A verdade é que o programa tucano representa alternativa antagônica ao curso seguido por Lula e Dilma em política internacional", afirma ainda Breno Altman. Segundo ele, "a eventual eleição de Aécio Neves teria fortes consequências regionais, provavelmente abalando o atual desenho geopolítico latino-americano e enfraquecendo o diálogo sul-sul. Não é à toa a torcida descarada e pró-tucano das elites financeiras internacionais e seus meios de comunicação".

O jornalista traz à tona o episódio em que o diplomata Celso Lafer, durante o governo tucano, tirou os sapatos ao chegar aos Estados Unidos em missão oficial, diante de exigências das autoridades de segurança. "De meias, aceitou o ultraje colonial contra o pais que deveria representar com altivez", opina Altman, fazendo um paralelo com as intenções de Aécio. "Os centros imperialistas de poder não querem outra coisa: o Brasil, novamente sem sapatos, facilitaria enormemente a manutenção de sua hegemonia planetária".

Leia a íntegra em Aécio deixaria Brasil sem sapatos

Mundo Gisele Federicce Tue, 21 Oct 2014 10:37:08 +0000 http://www.brasil247.com/157706
China e cenário eleitoral fazem Ibovespa desabar http://www.brasil247.com/pt/247/economia/157703 : Bolsa cai forte com a repercussão de pesquisas CNT/MDA, Datafolha e Vox Populi, que mostraram a candidata à reeleição Dilma Rousseff à frente do tucano Aécio Neves; com queda de 2,29% no início da tarde, mas chegando a 4% mais cedo, pela manhã, Ibovespa bateu seu menor patamar desde 6 de junho; lá fora, vê-se um quadro menos favorável por conta da desaceleração do crescimento da China; ações da Petrobras despencam quase 8%; outras ações do chamado "kit eleições", composto por papéis de estatais e bancos, também registram perdas, como Eletrobras, Bradesco e Itaú <br clear="all"> :

Por Ricardo Bomfim

São Paulo - O Ibovespa abriu em forte queda nesta terça-feira (21) após a divulgação de pesquisas Datafolha e Vox Populi mostrando a presidente Dilma Rousseff (PT) 4 pontos percentuais à frente do candidato Aécio Neves (PSDB). Às 10h50, o índice caía 3,76%, a 52.258 pontos, refletindo ainda o resultado do Vox Populi e da CNT/MDA, outras duas pesquisas que mostraram vantagem da petista. Dólar superava a marca dos R$ 2,50, subindo mais de 1%.

A menos de uma semana para as eleições, o Datafolha apresentou um quadro de virada de Dilma, que, em votos válidos, passou de 49% para 52%, enquanto Aécio caiu de 51% para 48% das intenções. Além disso, a rejeição do tucano pela primeira vez superou a da presidente, saltando de 38% para 42%, contra uma queda de 42% para 39% no caso de Dilma. A avaliação positiva do governo atual também melhorou, atingindo os 43%, maior nível desde as manifestações de junho do ano passado.

Pesquisa Vox Populi, contratada pela TV Record e também divulgada ontem, foi quase uma "repetição" do quadro visto pelo Datafolha, apresentando mesma vantagem da petista em relação ao tucano. CNT/MDA já tinha colocado Dilma à frente no começo do dia.

Na mínima do dia, o Ibovespa caiu 4,38%, batendo 51.922 pontos, o menor patamar desde 6 de junho deste ano, quando teve, na mínima, 51.561 pontos.

Destaques

As maiores quedas do dia ficam por conta das ações do chamado "kit eleições", composto por papéis de estatais e bancos. As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) caíam mais de 7%, voltando ao nível do período pré-Copa, também caíam Eletrobras (ELET3; ELET6), Bradesco (BBDC3) e Itaú (ITUB4).

Outras ações que também ganharam com o "rali eleitoral" também têm dia de queda. BM&F Bovespa (BVMF3), Cosan (CSAN3) e GOL (GOLL4) caíam por volta de 5%. No caso da companhia aérea, a queda se dá por conta da alta do dólar, uma vez que os custos da empresa (principalmente em combustíveis) são cotados na moeda norte-americana.

O mercado mostra maior preferência pelo candidato Aécio Neves, já que Dilma não é bem vista devido à percepção de maior intervencionismo governamental e expectativa de um menor ajuste fiscal caso ela ganhe as eleições. Além disso, no caso da Petrobras, a perspectiva é de que haja um maior represamento dos preços dos combustíveis para controlar a inflação, o que já vem afetando negativamente o caixa da Petrobras.

Por outro lado, o melhor desempenho fica com os papéis Santander (SANB11), que são cotados a R$ 15,40 e apresentam alta de 2,80%.

Economia Gisele Federicce Tue, 21 Oct 2014 09:45:58 +0000 http://www.brasil247.com/157703
Alckmin diz que ONU fez uso político do tema água http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/157720 : Governador de São Paulo enviou ofício ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, cobrando correção das conclusões da relatora especial para água e saneamento sobre a crise da água em São Paulo; a portuguesa Catarina de Albuquerque fez uma visita ao estado em agosto e concedeu entrevistas às vésperas da eleição estadual, além de ter responsabilizado o governo pelo problema e apontado falta de investimentos <br clear="all"> :

SP 247 – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), enviou um ofício ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, cobrando que sejam corrigidas as conclusões feitas pela relatora especial para água e saneamento da Organização, Catarina Albuquerque, sobre a crise da água em São Paulo.

O documento enviado foi enviado no dia 9 de setembro e obtido e publicado pelo blog do jornalista Fernando Rodrigues, do Uol. No documento, o tucano diz que a realtora, além de ter cometido "erros factuais", fez uso político do tema, uma vez que, quando veio a São Paulo em agosto desse ano, concedeu entrevistas à imprensa na véspera da eleição estadual, violando o código de conduta da ONU.

Em sua conclusão, Catarina apontou responsabilidade do governo estadual para a crise hídrica e ainda falta de investimentos no estado. No ofício, Alckmin usa um tom duro para dizer ainda que se a ONU não retificar o relatório de Catarina de Albuquerque, ele ficaria em dúvida sobre a habilidade da organização para realizar a Cúpula do Clima – que aconteceu no dia 23 de setembro, poucos dias depois do envio do ofício – e demonstrar "propriedade, criatividade e liderança" sobre o tema.

SP 247 Gisele Federicce Tue, 21 Oct 2014 11:39:22 +0000 http://www.brasil247.com/157720
Internautas pró-Dilma organizam 'bota-fora do Lobão' http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157730 : Cantor prometeu ir embora do Brasil se a presidente Dilma for reeleita no próximo domingo; nas redes sociais, internautas que defendem voto no PT organizam festa de comemoração no dia 26; "Faltam 6 dias para que Dilma seja reeleita e o Lobão se mude do Brasil como prometeu", celebrou um usuário no Twitter <br clear="all"> :

247 – Internautas pró-Dilma têm ironizado nas redes sociais a declaração do cantor Lobão, que prometeu ir embora do Brasil caso a presidente seja reeleita no próximo domingo 26. "Faltam 6 dias para que Dilma seja reeleita e o Lobão se mude do Brasil como prometeu", comemorou um usuário do Twitter.

"Depois do churrascão dos desinformados o grande evento de outubro será o bota fora do Lobão", escreveu mais um eleitor pró-Dilma. "Conclamo toda a militância petista a fazermos um bota fora bem legal para o Lobão. Podemos começar na Paulista dia 26", convidou outra.

No Facebook, estão sendo compartilhados banners que divulgam o 'bota-fora do Lobão'. Um deles traz a foto do roqueiro, com sua frase em destaque: "Se Dilma ganhar, vou embora do Brasil". Abaixo, um apelo: "Ajudem o Lobão ir para Miami (sic)... Vote 13 o embarque será no Aécioporto".

Confira abaixo algumas mensagens:

Mídia Gisele Federicce Tue, 21 Oct 2014 12:30:22 +0000 http://www.brasil247.com/157730
Inflação oficial fica em 0,48% na prévia de outubro http://www.brasil247.com/pt/247/economia/157701 : Resultado é superior ao 0,39% da prévia de setembro e igual à taxa observada na prévia de outubro do ano passado, segundo o IBGE; o IPCA-15 acumula taxas de 5,23% no ano e 6,62% no período de 12 meses; taxa acumulada no ano supera o teto da meta de inflação do governo federal, que é 6,5% <br clear="all"> :

Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), registrou uma taxa de 0,48% em outubro deste ano. O resultado é superior ao 0,39% da prévia de setembro e igual à taxa observada na prévia de outubro do ano passado. O dado foi divulgado hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPCA-15 acumula taxas de 5,23% no ano e 6,62% no período de 12 meses. A taxa acumulada no ano supera o teto da meta de inflação do governo federal, que é 6,5%.

Os gastos com alimentos foram os principais responsáveis pela alta da prévia da inflação oficial. O grupo de despesas alimentação teve taxa de inflação de 0,69%, influenciada principalmente pelo aumentos de preços de 2,38% das carnes, de 3,52% da cerveja, de 1,75% do frango e de 1,35% do arroz.

O grupo de despesas habitação também teve influência relevante na prévia da inflação oficial de outubro, com uma taxa de 0,8%. Os consumidores sentiram impacto principalmente da energia elétrica (com alta de preços de 1,28%) e de gás de cozinha (de 2,52%).

O custo com vestuário também subiu (0,7%) na prévia de outubro. Os demais grupos de despesas tiveram as seguintes taxas de inflação: despesas pessoais (0,4%), saúde e cuidados pessoais (0,37%), transportes (0,25%), artigos de residência (0,13%) e educação (0,08%). O grupo comunicação não teve inflação.

O IPCA-15 de outubro foi calculado com base em preços coletados entre os dias 13 de setembro e 13 de outubro.

Economia Gisele Federicce Tue, 21 Oct 2014 09:40:49 +0000 http://www.brasil247.com/157701
Artistas fazem ato pela reeleição de Dilma na Bahia http://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/157727 : Um grupo formado por aproximadamente 300 pessoas entre artistas, intelectuais e formadores de opinião fará um ato na tarde desta terça-feira (21) em apoio à reeleição da presidente Dilma Roussef; a organização do ato revela presença de personalidades como Jota Veloso, Márcio Meireles e do Bando de Teatro Olodum <br clear="all"> :

Bahia 247 - Um grupo composto por aproximadamente 300 pessoas entre artistas, intelectuais e formadores de opinião fará um ato na tarde desta terça-feira (21) em apoio à reeleição da presidente Dilma Roussef (PT). O evento é organizado pelo professor e especialista em políticas públicas Walter Takemoto.

A concentração ocorrerá em frente ao Teatro Castro Alves (TCA), de onde os integrantes do ato seguem até o Ginásio dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos. "Reuniremos os que consideram importante continuar o governo Dilma para manter as conquistas sociais", disse Takemoto em entrevista ao jornal A Tarde.

A organização do ato revela presença de personalidades como Jota Veloso, Márcio Meireles e do Bando de Teatro Olodum.

As campanhas dos dois presidenciáveis, Dilma e Aécio Neves (PSDB), vêm buscando apoio de artistas consagrados para servir como cabos eleitorais e dar legitimidade às suas ambições. Dilma com Chico Buarque e Aécio com Beto Guedes, por exemplo.

Bahia 247 Romulo Faro Tue, 21 Oct 2014 12:08:28 +0000 http://www.brasil247.com/157727
Lula: não sabia que neto de Tancredo teria tanto ódio http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/157673 : Em evento ao lado da presidente Dilma Rousseff no Teatro Tuca, na PUC, ex-presidente Lula voltou a criticar os ataques que a candidata à reeleição vem sofrendo de seu adversário; "Dilma apanha mais do que eu. Analisando o tratamento de Aécio a Dilma, eu sinceramente fico pensando que esse rapaz deve ter um problema. Ele é grosseiro. Jamais teria coragem de chamá-la de leviana e mentirosa. Por mais que eu não suportasse ela. Essas coisas vem de berço, a gente não aprende na universidade", alfinetou; "Eu não imaginei que o neto de Tancredo (Neves) teria tanto ódio. Ele não fala apenas que quer ganhar da Dilma, mas também que quer derrubar o PT, quer tirar a gente do país" <br clear="all"> :

SÃO PAULO - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, defendeu fervorosamente a presidenciável petista, Dilma Rousseff nesta segunda-feira em evento realizado no Teatro Tuca, na PUC. Ele destacou os ataques que a candidata à reeleição vem sofrendo de seu adversário no segundo turno da disputa presidencial, Aécio Neves, do PSDB.

“Dilma apanha mais do que eu. Analisando o tratamento de Aécio a Dilma, eu sinceramente fico pensando que esse rapaz deve ter um problema. Ele é grosseiro. Jamais teria coragem de chamá-la de leviana e mentirosa. Por mais que eu não suportasse ela. Essas coisas vem de berço, a gente não aprende na universidade”, alfinetou Lula.

O líder do PT afirmou ainda que a presidente sofre preconceitos por ser mulher, pontuando que as ofensas não se limitam mais aos nordestinos e aos pouco instruídos. “Ela não pode ser chamada de analfabeta como faziam comigo. É uma mulher qualificada. Não pode ser tratada dessa maneira desrespeitosa”, reclamou o ex-presidente.

Lula disse também que nunca viu tanto ódio disseminado como o ódio que a oposição nutre pelos petistas. “Eu não imaginei que o neto de Tancredo (Neves) teria tanto ódio. Ele não fala apenas que quer ganhar da Dilma, mas também que quer derrubar o PT, quer tirar a gente do país.

É inacreditável o ódio nesta campanha. Petistas são agredidos a todo instante”, explicou Lula, acrescentando que sempre foi favorável ao segundo turno.

Após os números do Datafolha e do Vox Populli, que mostraram Dilma com 3 pontos de vantagem em relação ao tucano, o ex-presidente demonstrou confiança na vitória de sua candidata. “Para a desgraça deles, nós vamos ganhar a eleição”.

No final do discurso, Lula voltou a lamentar as ofensas que vem marcando essa corrida presidencial. “Eu não me lembro um momento de minha vida política em que fui tão agressivo. Eles não respeitam a Dilma”, disse o ex-presidente. “Daqui para frente não tem xurumela, daqui para frente, é Dilma na urna”, concluiu.

SP 247 Roberta Namour Tue, 21 Oct 2014 05:09:01 +0000 http://www.brasil247.com/157673
Dilma compara crise da água em SP ao 'apagão' http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/157677 : Em evento no maior colégio eleitoral do país, presidente Dilma Rousseff disse que tanto a crise hídrica vivida pelo governo de Geraldo Alckmin, quanto o 'apagão' de energia elétrica enfrentado pelo país entre 2001 e 2002, durante a gestão de FHC se devem à “incapacidade de gestão” do PSDB: “Aqui em São Paulo mais uma vez se mostra as consequências da visão que é contra o planejamento, o investimento planejado e que não tem responsabilidade pública do abastecimento com a população. A energia elétrica é um caso e a água é outra”; ela ainda reclamou da cobertura da imprensa sobre o desabastecimento <br clear="all"> :

247 – Em ato de apoio de artistas e intelectuais, no Tuca, na PUC, ao lado do ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff (PT) comparou nesta segunda-feira a crise hídrica vivida pelo governo de Geraldo Alckmin São Paulo ao 'apagão' de energia elétrica enfrentado pelo país entre 2001 e 2002, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Aqui em São Paulo mais uma vez se mostra as consequências da visão que é contra o planejamento, o investimento planejado e que não tem responsabilidade pública do abastecimento com a população. A energia elétrica é um caso e a água é outra”, afirmou a presidente. Segundo ela, os dois casos se devem à “incapacidade de gestão” do PSDB.

A presidente criticou ainda da cobertura da imprensa sobre a falta de água em São Paulo. “Ninguém da imprensa hoje pode ficar surpreso pelo fato de que falta água. A situação de hoje é a mesma de ontem, de um mês atrás. Não há motivo para ficar tão surpreso [no período] pós eleitoral”.

Participaram do evento o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), os ministros Marta Suplicy (Cultura), José Eduardo Martins Cardozo (Justiça), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e os ex-ministros Luiz Dulci, Alexandre Padilha, Marcio Thomaz Bastos, Orlando Silva, Paulo Vanucchi, Juca Ferreira e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).

SP 247 Roberta Namour Tue, 21 Oct 2014 05:27:16 +0000 http://www.brasil247.com/157677
Por acordo, empreiteiras prometem restituir desvios http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/157676 Foto: Gil Ferreira: Citadas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa como pagadoras de propina no esquema de corrupção comandado pelo doleiro Alberto Youssef, empresas tentam acordo de leniência para garantir penas mais brandas a executivos; elas também já apresentaram pedidos para que o juiz Sergio Moro, do Paraná, deixe de comandar o processo  <br clear="all"> Foto: Gil Ferreira:

247 – As empreiteiras citadas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa como pagadoras de propina no esquema de corrupção comandado pelo doleiro Alberto Youssef já estudam fazer um acordo de leniência, em troca de penas mais brandas para seus executivos.

Segundo a colunista Mônica Bergamo, para isso, elas se comprometeriam a devolver o dinheiro desviado da estatal para o pagamento de propinas a vários partidos políticos --já foram citados nomes de PT, PMDB, PP e PSDB.

Além disso, as empresas já apresentaram pedidos para que o juiz Sergio Moro, do Paraná, deixe de comandar o processo. Alegam que as irregularidades não ocorreram no estado, e sim no Rio e em SP.

Brasil Roberta Namour Tue, 21 Oct 2014 05:37:14 +0000 http://www.brasil247.com/157676
Datafolha: Economia e educação impulsionam Dilma http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157682 : Em análise, Mauro Paulino, diretor do Datafolha, reforça que, em menos de uma semana, a presidente Dilma Rousseff cresceu em quase todos os segmentos do eleitorado, exceto entre os mais ricos e habitantes da região Sul; “Seu desempenho melhorou especialmente entre os jovens e integrantes da classe média. Mas nada se compara ao peso dos cinco pontos percentuais conquistados no Sudeste” <br clear="all"> :

247 – Diante da nova pesquisa Datafolha que projeta inversão numérica entre a presidente Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves, o diretor do instituto Mauro Paulino, assim como o diretor de pesquisas Alessandro Janoni sinalizam tendência pró-reeleição.

Eles constatam que, em menos de uma semana, a presidente cresceu em quase todos os segmentos do eleitorado, exceto entre os mais ricos e habitantes da região Sul.

“Pelo perfil socioeconômico e demográfico dos pontos conquistados nesse espaço de tempo, seu desempenho melhorou especialmente entre os jovens e integrantes da classe média. Mas nada se compara ao peso dos cinco pontos percentuais conquistados no Sudeste, onde ela concentrou esforços nos últimos dias”, dizem.

Já o tucano demonstra tendência oposta –perdeu pontos em vários estratos, especialmente nos níveis médios de escolaridade e renda (leia mais).

Poder Roberta Namour Tue, 21 Oct 2014 06:22:38 +0000 http://www.brasil247.com/157682
PT mina Aécio ao reciclar receita anti-Marina http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157675 : Campanha da presidente Dilma Rousseff volta a focar na chamada classe C - principal alvo da propaganda de TV, que concentra mais de um terço do eleitorado, para aumentar rejeição ao presidenciável tucano Aécio Neves; estratégia foi usada contra a então candidata do PSB, Marina Silva; a vantagem de Aécio sobre Dilma no segmento encolheu oito pontos em cinco dias, segundo o Datafolha <br clear="all"> :

247 – O PT voltou a eleger a classe C como principal alvo da campanha pela reeleição de Dilma Rousseff. O setor foi onde a então candidata do PSB, Marina Silva, começou a perder a vaga no segundo turno.

O colunista Bernardo Mello Franco destaca que, agora, a vantagem do presidenciável tucano Aécio Neves sobre Dilma no segmento encolheu oito pontos em cinco dias, mostra o Datafolha. A classe C é o principal alvo da propaganda de TV e concentra mais de um terço do eleitorado.

Nas grandes cidades, em cinco dias, a vantagem de Aécio sobre Dilma também desabou de 9 pontos para 1. Na disputa com Marina, Dilma tirou uma diferença de seis pontos em uma semana nos grandes centros.

A rejeição do tucano nos municípios com mais de 500 mil habitantes avançou igualmente de 37% para 41% nos últimos dias. O percentual de eleitores que se recusam a votar em Dilma caiu de 49% para 45% no grupo.

Poder Roberta Namour Tue, 21 Oct 2014 05:33:07 +0000 http://www.brasil247.com/157675
OAB: JB flertou com ilegalidades, mas pode advogar http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/157684 : Inscrição do ex-presidente do STF nos quadros da Ordem havia sido impugnada pelo presidente da seccional do DF, Ibaneis Rocha, que afirmou que a conduta de Joaquim Barbosa como ministro ofendeu a classe dos advogados; porém, na decisão desta segunda, o colegiado afirma que a postura de JB é “lamentável” e, “é certo, flertou muitas vezes com a ilegalidade, com o desrespeito à lei que rege a classe”, mas quadro não cabe no que a entidade entende por inidoneidade <br clear="all"> :

Por Pedro Canário
Consultor Jurídico - O ministro Joaquim Barbosa já pode se declarar um advogado. A seccional do Distrito Federal da OAB concedeu, nesta segunda-feira (20/10), a carteirinha para que o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal possa advogar. Não deve haver recurso contra a decisão.

A inscrição do ministro aposentado nos quadros da Ordem havia sido impugnada pelo presidente da seccional do DF, Ibaneis Rocha. Seu pedido, no entanto, foi feito na qualidade de advogado, e não de dirigente da autarquia no Distrito Federal.

Na impugnação, Ibaneis afirmou que a conduta de Joaquim Barbosa como ministro ofendeu a classe dos advogados por conta de suas declarações, por vezes ofensivas, à categoria.

Nos últimos momentos do julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, depois que Joaquim mandou o advogado Luiz Fernando Pacheco sair da tribuna do advogado do Pleno do STF, Ibaneis organizou uma sessão de desagravo ao colega, em que explicitava toda a sua insatisfação com a forma com que o ministro tratava a advocacia.

Para Ibaneis, a postura de Joaquim Barbosa demonstrou inidoneidade para que ele possa advogar. Na sexta-feira (17/10), o advogado do ex-presidente do STF, Marco Antonio Meneghetti, apresentou a defesa de seu cliente. No texto, o ministro reconhece que manteve uma “posição crítica” em relação à classe que agora quer integrar, mas afirma que isso não o impede de advogar. “Votar contra ou a favor de um tema que interesse aos advogados não pode ser tido como conduta inidônea”, escreveu o advogado na petição enviada à OAB-DF.

Puxão de orelha

A Comissão de Seleção da OAB-DF, responsável por analisar casos relacionados a registros de advogados na Ordem, concordou tanto com Ibaneis quanto com Joaquim Barbosa. Na decisão desta segunda, o colegiado afirma que a postura do ministro é “lamentável” e, “é certo, flertou muitas vezes com a ilegalidade, com o desrespeito à lei que rege a classe”. Mas também afirma que esse quadro não cabe no que a entidade entende por inidoneidade.

“Reserva-se a declaração de inidoneidade para a prática de crimes infamantes, de condutas administrativas eivadas do labéu da improbidade”, diz a decisão, assinada pelo advogado Maximilian Patriota, presidente da Comissão de Seleção. “Que se lhe dê a inscrição e que jamais possa dizer: ‘Esta é uma sociedade podre, da qual me orgulho de ser membro’. Ao revés, que seja docemente constrangido a admitir a nobreza da Instituição na defesa desta sociedade plural, que se quer cada vez mais democrática e atuante”, continua a decisão, antes de concluir pela reinscrição de Joaquim Barbosa nos quadros da Ordem.

O autor da impugnação, Ibaneis Rocha, está satisfeito com a situação. Disse que não vai recorrer “por entender eu fiz o que se esperava da conduta de um advogado”. “A comissão apontou que a conduta do ex-ministro flertou com a ilegalidade e ele teve de se submeter às regras da categoria que agora integrará. É o que me basta”, declarou.

Ibaneis poderia recorrer ao Conselho Pleno da seccional e, posteriormente, ao Conselho Federal da OAB. Mas era certo que Joaquim pularia o balcão para virar advogado. O presidente do Conselho Federal, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, já havia deixado claro que pretendia conceder o registro ao ministro, caso coubesse a ele a decisão.

De todo modo, Joaquim Benedito Barbosa Gomes agora é advogado sob a inscrição OAB 3.344/DF. Não disse que área do Direito pretende seguir, apenas que se dedicará aos pareceres jurídicos.

Brasília 247 Roberta Namour Tue, 21 Oct 2014 06:43:22 +0000 http://www.brasil247.com/157684
Antes de delação, Costa tentou levar caso ao STF http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/157671 Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil:  Depoimento de Paulo Roberto da Costa na CPI da Petrobras (Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil). Defesa de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, protocolou pedido em abril pela suspensão das investigações da Operação Lava Jato, atualmente feitas pela 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, e para que todas as investigações da operação passassem para o foro do STF; solicitação foi feita antes do acordo de delação premiada que ele firmou com o Ministério Público Federal (MPF) e que permitiu a prisão domiciliar de Costa, que a cumpre em casa, no Rio de Janeiro, desde o dia 1º de outubro <br clear="all"> Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil:  Depoimento de Paulo Roberto da Costa na CPI da Petrobras (Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil).

Da Agência Brasil* - A assessoria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF) corrigiu, na noite desta terça-feira (20), informação passada, mais cedo, a jornalistas, de que a defesa de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, havia pedido a suspensão das investigações da Operação Lava Jato, atualmente feitas pela 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba. Ainda de acordo com a assessoria, na petição que teria sido protocolada hoje, a defesa pedia a soltura de Costa e que todas as investigações da operação passassem para o foro do STF.

O pedido, na verdade, foi protocolado em abril, ou seja, antes do acordo de delação premiada que o ex-diretor firmou com o Ministério Público Federal (MPF). O acordo permitiu a prisão domiciliar de Costa, que a cumpre em casa, no Rio de Janeiro, desde o dia 1º de outubro. Em troca das informações repassadas na delação, sobre crimes praticados na Petrobras ou que envolvam contratos com o governo, o MPF arquivará todos os fatos novos que aparecerem contra Paulo Roberto Costa.

Ele terá também direito a um ano de prisão domiciliar e cumprimento de parte da pena, se for condenado, em regime semiaberto. O ex-diretor também se comprometeu a pagar R$ 5 milhões de indenização ao Estado pelos crimes praticados, além de entregar à Justiça todos os bens comprados com dinheiro oriundo do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Segundo o STF, o que ocorreu nesta segunda foi a chegada de petição do ministro do STF Roberto Barroso ao ministro-relator do caso no Supremo, Teori Zavascki, de pedido de acesso à delação premiada do ex-diretor pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras. Esse pedido foi feito ao plenário do STF pelo presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). O senador já havia feito anteriormente a mesma solicitação ao ministro Teori, mas recebeu resposta negativa porque a delação ainda não tinha sido homologada pela Justiça. Agora, Barroso, relator do novo mandado de segurança, impetrado no último dia 15 de outubro, pelo senador Vital do Rêgo, pede que Zavaski preste informações sobre o caso em um prazo de dez dias.

Vital do Rêgo recorreu ao pleno do Supremo para pedir que todos os ministros votem sobre o acesso dos parlamentares ao documento. Como argumento, o senador alegou que o direito de investigação das CPIs é previsto na Constituição e não pode ser suplantado por uma lei infraconstitucional, como a que rege o sigilo das delações premiadas. Além disso, o presidente da CPMI apela para a presunção de que os membros de um Poder não cometeriam condutas ilícitas como o vazamento do conteúdo sigiloso para qualquer outra pessoa.

*Com informações de Marcelo Brandão e redação

Paraná 247 Roberta Namour Tue, 21 Oct 2014 06:16:27 +0000 http://www.brasil247.com/157671
Rolnik anuncia voto em Dilma no 2° turno http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/157678 : Urbanista e professora da USP, Raquel Rolnik diz que eleger o tucano Aécio Neves é consolidar no poder interesses que até agora têm impedido mudanças: "O que vai mudar com a coalizão liderada pelo PSDB? Na velha forma de fazer política, absolutamente nada. São os mesmos pactos pela governabilidade, a distribuição de benefícios mediada por grupos políticos, o favorecimento de indivíduos (e grupos) dentro e fora do governo"; "Por isso, meu voto no segundo turno é, sem dúvida, de Dilma Rousseff", disse <br clear="all"> :

247 – A urbanista e professora da USP Raquel Rolnik declarou voto em Dilma Rousseff no 2° turno. Segundo ela, eleger Aécio é consolidar no poder interesses que até agora têm impedido mudanças. Leia:

Voto em Dilma no segundo turno

Pela primeira vez na vida, não votei no PT no primeiro turno das eleições. Sei que não fui a única a me desiludir, depois de acreditar que o PT seria capaz de reverter a velha forma de fazer política no Brasil.

Mas Aécio Neves tenta nos convencer de que representa a mudança. O que vai mudar com a coalizão liderada pelo PSDB? Na velha forma de fazer política, absolutamente nada. São os mesmos pactos pela governabilidade, a distribuição de benefícios mediada por grupos políticos, o favorecimento de indivíduos (e grupos) dentro e fora do governo.

Esses não são temas que se resolvem com a substituição de um grupo por outro. Então não há diferença alguma entre Aécio e Dilma? Há, sim. Ela se situa em dois temas da maior importância: a política econômica e a forma de relacionamento com a luta social.

Na economia, Dilma defende que o país vai crescer mais se a renda e o poder de consumo da população aumentar. Para isso, pratica aumento dos salários, distribuição de renda, controle dos juros e uma grande presença do Estado, investindo em infraestrutura e gastos sociais.

Aécio Neves, com seu projeto neoliberal, acredita que o mercado dá conta da totalidade da vida social. Cortando gastos públicos, reduzindo subsídios e aumentando os juros, o país vai atrair a confiança do capital financeiro e, assim, alavancar o crescimento econômico.

Essas diferenças têm repercussões na vida das pessoas que vão além do salário e da renda. Para a política urbana, por exemplo, esse é um debate fundamental. Lembremos que, em junho de 2013, a primeira reivindicação que levou milhares de pessoas às ruas foi a da redução das tarifas do transporte público.

Que a eficiência, a qualidade e o preço do transporte público são desafios de nossas cidades ninguém tem dúvida. Mas não há mágica para universalizar o transporte público de qualidade: isso só se faz com investimentos e grandes subsídios.

Isso vale para outros temas centrais da política urbana, como saneamento e habitação. Se o pressuposto --representado pela visão neoliberal de Aécio-- é o de abrir mais um campo de exploração mercantil, então saneamento e moradia não vão atender quem mais precisa, pois quem mais precisa não tem dinheiro para pagar sequer o custo do serviço, quanto mais com lucro! Dilma tanto sabe disso que aumentou exponencialmente os subsídios diretos nessas áreas.

Nos governos do PT, ilhas, brechas e espaços de interlocução foram abertos para dialogar com os setores mais excluídos da população: catadores, quilombolas, sem-terra, sem-teto e muitos outros. Se isso não foi capaz de reverter o centro das políticas, teve o efeito de apoiar experiências e afirmar a legitimidade da luta social e por direitos de cidadania plena no Brasil, ainda inconclusa. Já para o PSDB, governo deve ser território de tecnocratas e movimentos sociais são caso de polícia.

A radicalização da democracia exige mudanças. Tenho dúvidas se seremos capazes de fazê-las sob a liderança de Dilma, mas tenho certeza de que eleger Aécio é consolidar no poder a influência de poderosos interesses que até agora têm impedido essas mudanças. Por isso, meu voto no segundo turno é, sem dúvida, de Dilma Rousseff.

Brasil Roberta Namour Tue, 21 Oct 2014 06:04:23 +0000 http://www.brasil247.com/157678
PML: candidatos tiraram jornalistas dos debates http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157623 : Exclusão, no segundo turno, de jornalistas dos debates entre presidenciáveis "é produto de um acordo silencioso entre as duas campanhas", de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves, diz o colunista do 247 Paulo Moreira Leite; ambos tinham medo de ser questionados de forma mais dura; "A campanha de Dilma não queria jornalistas para ter certeza de que não iria enfrentar um tratamento agressivo e desigual (...). Aécio pela razão oposta: o risco era perder a vantagem comparativa que lhe garantiu um tratamento benigno no dia a dia da campanha", escreve PML; leia a íntegra em seu blog <br clear="all"> :

247 – Os jornalistas passaram de questionadores, no primeiro turno, a integrantes da plateia nos debates do segundo turno da eleição presidencial, mudança que é fruto "de um acordo silencioso entre as duas campanhas", da presidente Dilma Rousseff (PT) e de Aécio Neves (PSDB), segundo Paulo Moreia Leite, em nova coluna em seu blog no 247. Leia um trecho:

A campanha de Dilma não queria jornalistas para ter certeza de que não iria enfrentar um tratamento agressivo e desigual, registrado de forma matemática pelo Manchetômetro. Aécio também não tinha interesse na presença de jornalistas, mas pela razão oposta: o risco era perder a vantagem comparativa que lhe garantiu um tratamento benigno no dia a dia da campanha.(Veja o Manchetômetro, também). A imagem do candidato do PSDB poderia ser arranhada exatamente por profissionais que teriam de "mostrar serviço," na definição de um assessor de um dos finalistas.

O colunista ressalta que "nem o mais investigativo dos repórteres nem o mais independente dos editores pode impedir seus olhos de se interessarem por um lado da paisagem política e não pelo outro" e que "os profissionais de imprensa podem até fingir que não tem preferência política. Mas têm". Por fim, ele constata:

"A exclusão dos repórteres é a demonstração mais clara de que nem os jornais nem os jornalistas conseguiram encontrar um lugar adequado num momento tão relevante da vida de um país como uma eleição presidencial. Começaram a campanha como interlocutores dos poderes de Estado. Chegam ao final na posição de espectadores. Será preciso mais para compreender que há alguma coisa muito errada?"

Leia a íntegra em ...E os jornalistas ficaram na plateia

Mídia Gisele Federicce Mon, 20 Oct 2014 18:24:21 +0000 http://www.brasil247.com/157623
Aécio sugere que crise hídrica é também federal http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/157617 : O senador Aécio Neves (PSDB-MG) reagiu aos comerciais do PT que abordaram a crise de abastecimento de água em São Paulo; Aécio elogiou medidas tomadas pelo governador Geraldo Alckmin, do seu partido, e criticou o governo federal; "Vi a água sendo discutida em São Paulo e vimos o resultado. O Estado fez algo adequado, que foi bônus para quem economizar. Talvez tenha faltado uma parceria maior com o governo federal", disse o senador Aécio Neves (PSDB-MG), ao participar de ato de campanha em Minas Gerais <br clear="all"> :

SP 247 - O senador Aécio Neves (PSDB-MG) reagiu aos comerciais do PT, que associaram as administrações tucanas à crise de abastecimento de água em São Paulo. Ao participar de um ato de campanha, em Minas Gerais, ele sugeriu que o governo federal também tem responsabilidade sobre o problema.  "Vi a água sendo discutida em São Paulo e vimos o resultado. O Estado fez algo adequado, que foi bônus para quem economizar. Talvez tenha faltado uma parceria maior com o governo federal", disse o presidenciável, que defendeu as medidas tomadas pelo governador Geraldo Alckmin e também atribuiu a crise à seca. "Estamos vivendo a maior estiagem dos últimos 80 anos".

Aécio insinuou aparelhamento na Agência Nacional de Águas. "Quem sabe se a ANA tivesse servido para outros fins... Nós lembramos quais eram os critérios para ocupar seus cargos", afirmou. Nesta segunda-feira, o nível do Sistema Cantareira caiu a 3,5%. Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil:

Nível do Sistema Cantareira está em 3,5%

Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil

O nível do Sistema Cantareira, hoje (20), está em 3,5%, de acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Ontem, o reservatório estava com 3,6% de seu nível. No final da semana passada, a Sabesp informou que restavam apenas 40 bilhões de litros de água da primeira cota da reserva técnica do Cantareira que começou a ser retirada no dia 16 de maio.

Durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sabesp, na Câmara dos Vereadores, a presidente da companhia, Dilma Pena, admitiu que, se não chover nos próximos dias, a primeira parte da reserva técnica pode acabar em meados de novembro. A alternativa seria utilizar a segunda cota do volume morto, autorizada pela Agência Nacional de Águas (ANA) no último dia 17.

De acordo com a Sabesp, a segunda cota acrescentará mais 106 bilhões de litros ao sistema. Mas a ANA determinou que o uso dessa cota obedeça regras que garantam o abastecimento da região metropolitana de São Paulo, até abril de 2015, sem prejuízo à bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). A proposta de retirada gradual da reserva foi encaminha ao órgão federal no dia 10 de outubro, pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (Daee).

A retirada de água da segunda cota do volume morto chegou a ser vetada por uma liminar judicial, mas a decisão foi suspensa pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), desembargador federal Fábio Prieto, a pedido da Sabesp e do Daee. A ação foi proposta pelos ministérios públicos estadual de São Paulo e o federal (MPF), com a intenção de garantir que a primeira parte do volume morto não se esgotasse antes de 30 de novembro.

De acordo com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), São Paulo deve ter temperaturas variando entre 13 graus Celsius (ºC) e 35 ºC, com o céu parcialmente nublado e pancadas de chuva. Para amanhã, a previsão é céu parcialmente nublado a nublado com possibilidade de chuva em áreas isoladas e temperaturas que variam entre 8 °C a 30 °C. Na quarta-feira o céu deve estar parcialmente nublado, com pancadas de chuva isolada à tarde, no norte e noroeste do estado. As temperaturas variam entre 5 ºC e 32 ºC.


SP 247 Leonardo Attuch Mon, 20 Oct 2014 16:42:26 +0000 http://www.brasil247.com/157617
Lula: "Se depender de mim, não serei candidato em 2018" http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157644 Ricardo Stuckert/ Instituto Lula: Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda (20) que, pela vontade dele, não disputará novamente as eleições presidenciais em 2018 porque acredita já ter cumprido sua "missão"; ainda assim, em entrevista de rádio em Recife, ele afirmou não descartar a possibilidade, a depender do cenário político daqui a quatro anos; "Se depender de mim, não. Quando chegar na eleição de 2018, estarei com 72 anos. Nós temos que ter isso em conta", ressaltou; ele disse esperar o surgimento de "quadros mais novos" para enfrentar o próximo pleito presidencial <br clear="all"> Ricardo Stuckert/ Instituto Lula:

247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (20) que, pela vontade dele, não disputará novamente as eleições presidenciais em 2018 porque acredita já ter cumprido sua "missão". Ainda assim, em entrevista à Rádio Jornal do Commercio, em Recife, ele afirmou não descartar a possibilidade, a depender do cenário político daqui a quatro anos. "Se depender de mim, não. Quando chegar na eleição de 2018, estarei com 72 anos. Nós temos que ter isso em conta", ressaltou.

Lula disse esperar o surgimento de "quadros mais novos" para enfrentar o próximo pleito presidencial. "Acho que já cumpri a minha função. A única coisa que não posso dizer é que não disputarei em quatro anos", afirmou.

Dilma e Lula estarão em Pernambuco nesta terça-feira (21). Este foi o único Estado nordestino em que a petista não saiu vitoriosa, tendo perdido para Marina Silva (PSB). Eles devem visitar a fábrica da Fiat instalada em Goiana, na zona da mata pernambucana, fazer um comício na cidade e, no fim da tarde, participar de uma caminhada pelo centro do Recife.

Lula disse que, caso Dilma se reeleja, tratará de maneira "republicana" todos os Estados, inclusive Pernambuco, onde venceu a eleição Paulo Câmara (PSB). Ao comentar as derrotas de seu partido em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, Lula afirmou que o momento é de "aprendizado". "Em vez de fazer disso um motivo de sofrimento, não, nós temos que fazer disso um motivo de aprendizado. Saber o que que nós não fizemos, o que deixamos de fazer. Ao invés de só ficar criticando os adversários, saber o que os adversários fizeram de certo para a gente se preparar para outro embate. Ninguém pode ficar chateado porque perdeu uma eleição, porque ninguém perdeu mais eleição do que eu neste país", afirmou.

Poder Valter Lima Mon, 20 Oct 2014 19:54:15 +0000 http://www.brasil247.com/157644
Aécio recebe apoio de ex-simpatizantes do PT http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157633 Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil: Manifesto intitulado "Esquerda Democrática com Aécio Neves" tem, entre as 773 assinaturas, a do ator Marcos Palmeira, o economista José Eli da Veiga, o ministro aposentado do STF Eros Grau, o ex-presidente do IBGE Sergio Besserman Vianna e o cientista político Luiz Eduardo Soares, que foi secretário de Segurança Pública no governo Lula; vários dos signatários afirmam que, no passado, votaram no PT, mas agora apoiam Aécio Neves (PSDB) <br clear="all"> Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil:

247 – O candidato do PSDB, Aécio Neves, recebeu o apoio de centenas de pessoas que disseram ter sido, no passado, simpatizantes do PT. O manifesto tinha, até o meio da tarde desta segunda-feira, 773 assinaturas, entre elas a do ator da Globo Marcos Palmeira, dos cineastas Zelito Viana e Wladimir Carvalho, da produtora cultural Helena Severo, do economista José Eli da Veiga e do cientista político José Álvaro Moises, ambos da USP, do ministro aposentado do STF Eros Grau, do ex-presidente do IBGE Sergio Besserman Vianna e do cientista político Luiz Eduardo Soares, que foi secretário de Segurança Pública no governo Lula.

O manifesto foi lançado no dia 16 e recebe o título de "Esquerda Democrática com Aécio Neves". No texto que traz dez tópicos, vários dos signatários afirmam que, no passado, votaram no PT, mas agora mudaram de posição e apoiam o candidato do PSDB, Aécio Neves, em defesa do pluralismo democrático.

"Sempre respeitamos o PT em cujos candidatos muitos de nós já votaram. Pensamos que o rico pluralismo da esquerda deve se combinar com a recusa a qualquer posicionamento inflexível, submisso a princípios abstratos ou comandos partidários. Não aceitamos que nenhum partido atue como se fosse o único representante coerente da esquerda ou da democracia", diz o documento.

Leia aqui o manifesto e veja quem assinou.

Poder Gisele Federicce Mon, 20 Oct 2014 18:22:18 +0000 http://www.brasil247.com/157633
Na TV, PSDB resgata elogio de Dilma a Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157628 : Comercial de 15 segundos do candidato Aécio Neves (PSDB) divulga trecho de entrevista da presidente Dilma Rousseff de 2009, em que ela define o tucano como "um dos melhores governadores do País" e diz que sua forma de fazer política é "exemplar" <br clear="all"> :

247 – A campanha do candidato Aécio Neves (PSDB) resgatou uma entrevista da presidente Dilma Rousseff em que ela elogia a gestão do tucano em Minas Gerais. A atuação de Aécio no estado tem sido um dos principais alvos de críticas da campanha presidencial do PT. O comercial de 15 segundos traz o seguinte trecho da fala de Dilma:

"O governador Aécio Neves, primeiro pela, é, sem sombra de dúvida, um dos melhores governadores do país. Segundo, porque eu acredito que o governador tem uma forma de fazer política, né, de se relacionar que é, acho que exemplar". No final, um locutor diz que Aécio teve "um trabalho aprovado até pela Dilma".

A entrevista foi concedida pela então ministra da Casa Civil do governo Lula à rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, em abril de 2009. Na ocasião, ela já havia sido escolhida pelo ex-presidente para se candidatar como sua sucessora. Assista ao comercial do PSDB: 

Poder Gisele Federicce Mon, 20 Oct 2014 17:43:57 +0000 http://www.brasil247.com/157628
Final tem Dilma paz e amor e Lula velho de guerra http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157594 : Traçadas as linhas de ação da presidente e do ex na reta final da campanha; Dilma Rousseff ameniza ataques diretos a Aécio Neves, do PSDB, enquanto Lula bate no limite; "Ele é filhinho de papai, vingativo", disparou o ex-presidente em comício em Belo Horizonte; com São Paulo na mira, Dilma marca comício para Itaquera, na populosa Zona Leste, e critica, mas sem fulanizar, a crise da falta d'água no Estado governado pelos tucanos; discursos complementares para confundir campanha do PSDB <br clear="all"> :

247 – Depois de passar a última semana mostrando as garras para o adversário Aécio Neves, do PSDB, a presidente Dilma Rousseff mudou seu gesto de mão: nesta reta final, ela pretende suas a mímica muito mais fazer aquele coraçãozinho meigo com as duas mãos juntas. O que não significa que a artilharia pesada sobre o adversário vá cessar. O tiroteio passar a ter como maior protagonista o ex-presidente Lula. Na estratégia traçada pelo PT, Dilma agora será muito mais paz e amor, enquanto Lula será o velho guerreiro de sempre.

- O Aécio é filhinho de papai, definiu Lula durante comício em Belo Horizonte, no sábado 18, em campanha para Dilma, mas sem a presença dela. "Ele fala agora em farmácia popular, mas como governador por oito anos não fez nenhuma em Minas Gerais inteira. O moço é vingativo", completou Lula.

Antes, na quinta-feira 16, em Belém, Lula trouxe à pauta o caso do bafômetro não realizado por Aécio, em 2011, durante blitz no Rio de Janeiro. O assunto foi explorado por Dilma nos debates com Aécio e no horário político do PT.

Nesta segunda-feira 20, em entrevista ao jornalista Geraldo Freire, da rádio Jornal, do Recife, Lula chamou Aécio de "aquele moço" e fez uma comparação forte:

- A diferença entre o nosso adversário é a Dilma você pode ver no aeroporto de Recife, no de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e outros feitos por ela para o povo. O Aécio fez um aeroporto só, para o tio dele.

Com Lula com a língua afiada, Dilma pode aparecer de modo mais meigo. No programa político do PT nesta segunda, Dilma apareceu numa longa intervenção a respeito da crise da falta d'água em São Paulo. Mas em nenhum momento ela citou o nome do governador Geraldo Alckmin e, também, de Aécio.

Os marqueteiros do PT avaliaram que o jeito mais rude de Dilma sobre Aécio atingiu o objetivo de somar na desconstrução do adversário. Especialmente nos dois primeiros debates entre eles, nas redes Bandeirantes e SBT, quando Dilma mostrou sua face agressiva.

Com cuidados especiais em relação a São Paulo, Dilma terá comício esta semana em Itaquera, na populosa Zona Leste, onde encerrou sua campanha em 2010. O PT tratou de ampliar a presença da propaganda de Dilma na capital e jogou sua militância na rua para fazer corpo a corpo com a população dos bairros. No primeiro turno, Aécio Neves venceu no Estado por 3,5 milhões de votos sobre a presidente. A intenção é reduzir essa diferença.

Clique aqui e ouça a entrevista do ex-presidente Lula à radio Jornal.

Poder Ana Pupulin Mon, 20 Oct 2014 14:58:22 +0000 http://www.brasil247.com/157594
Breno Altman: PSDB já flerta com o golpismo http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157583 : Jornalista rebate ex-governador Alberto Goldman, coordenador da campanha de Aécio Neves em São Paulo, que publicou artigo intitulado "O Brasil rejeitou o PT. Dilma não teria condições de governar o Brasil"; tucano "leva seu ódio antipetista ao paradoxismo", diz Breno Altman; "Do que está falando esse cavalheiro que um dia já foi de esquerda? Que o resultado eleitoral não deve ser acolhido?", questiona; jornalista contesta ainda o argumento de Goldman de que "o Brasil do trabalho formal", o "Brasil da cultura e da tecnologia" rejeitou o PT; "Seu discurso não é apenas antidemocrático. Apela também para o preconceito social e a fúria de classe contra os pobres. Na pior tradição da direita brasileira"; leia a íntegra <br clear="all"> :

247 – Em nova coluna publicada no blog feito em parceria entre o 247 e o site Opera Mundi, o jornalista Breno Altman contesta o artigo do tucano Alberto Goldman, ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, coordenador da campanha de Aécio Neves (PSDB) à presidência no estado. O texto recebe o seguinte título: "O Brasil rejeitou o PT. Dilma não teria condições de governar o Brasil".

O tucano "leva seu ódio antipetista ao paradoxismo", diz Altman. "Do que está falando esse cavalheiro que um dia já foi de esquerda? Que o resultado eleitoral não deve ser acolhido?", questiona o jornalista. "O que pensa parece inspirado no que foi escrito sobre Getúlio Vargas nos anos 50. Dilma não pode vencer. Se vencer, não pode governar. Se governar tem que cair", diz.

O colunista contesta ainda a seguinte conclusão de Goldman: "O Brasil do trabalho formal, produtivo, dos seus trabalhadores e empresários, no campo e na cidade, o Brasil da cultura e da tecnologia – essa é, de fato, a elite brasileira – rejeitou, por ampla maioria, o PT e sua candidata".

"Quer dizer que o voto dos brasileiros que ganham menos de dois salários mínimos, entre os quais Dilma teve 52%, vale menos que a 'elite brasileira' identificada pelo ex-governador?", pergunta ainda Breno Altman. "Seu discurso não é apenas antidemocrático. Apela também para o preconceito social e a fúria de classe contra os pobres. Na pior tradição da direita brasileira", constata.

Leia a íntegra em Tucanos flertam com golpismo

Poder Gisele Federicce Mon, 20 Oct 2014 12:45:57 +0000 http://www.brasil247.com/157583
Para Dilma, Aécio representa os que "desempregam" http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/157601 : Presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, afirmou nesta segunda-feira, no Rio, que sua candidatura representa um projeto que tem as pessoas no centro de tudo, enquanto o adversário Aécio Neves (PSDB) é o representante daqueles que só pensam nos banqueiros e nos juros <br clear="all"> :

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, afirmou nesta segunda-feira que a sua candidatura representa um projeto que tem as pessoas no centro de tudo, enquanto o adversário Aécio Neves (PSDB) é o representante daqueles que só pensam nos banqueiros e nos juros.

Dilma voltou a criticar a política econômica dos governos tucanos e afirmou que a votação do 2o turno da corrida presidencial, no domingo, colocará frente a frente dois projetos com focos distintos.

"A eleição vai colocar de um lado aqueles que defendem os empregos e os salários, e do outro lado aqueles que desempregaram no Brasil, que reduziram salários, que se ajoelharam diante do Fundo Monetário (Internacional), aqueles que quebraram o Brasil três vezes", disse Dilma a seguidores em uma praça de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde fez um desfile em carro aberto.

"Eu quero pedir a vocês que defendam o futuro desse país. Vamos dizer não ao retrocesso, à volta atrás, à perda de direitos. Nós temos uma concepção que coloca as pessoas no centro de tudo, não somos aqueles que só pensam nos banqueiros e nos juros", acrescentou.

Na reta final da campanha, Dilma tem reforçado a comparação entre os governos dela e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os dois mandatos do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Dilma tem ressaltado que os governos do PT retiraram milhões de pessoas da miséria e são responsáveis por programas sociais como o Bolsa Família, enquanto Aécio representaria o mercado e os mais ricos.

A petista, que participou da carreata com o candidato do PRB ao governo do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, tem ainda evento nesta segunda-feira com o outro candidato no segundo turno da disputa estadual, Luiz Fernando Pezão (PMDB).

(Por Pedro Fonseca)

Rio 247 Gisele Federicce Mon, 20 Oct 2014 14:37:58 +0000 http://www.brasil247.com/157601
Dirceu pede ao STF para cumprir pena em casa http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/157603 : Defesa do ex-ministro, que atualmente cumpre pena em regime semiaberto, saindo da prisão para trabalhar durante o dia, em Brasília, protocolou nesta segunda-feira 20 pedido no Supremo para cumprir o restante da pena de 7 anos e 11 meses em regime domiciliar; até o momento, ele passou 11 meses e seis dias na Penitenciária da Papuda, sendo quase oito meses em regime fechado, uma vez que não tinha autorização da Justiça para trabalhar <br clear="all"> :

247 – Depois de 11 meses e seis dias preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília, o ex-ministro José Dirceu pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para cumprir o restante de sua pena de 7 anos e 11 meses em regime domiciliar. O pedido foi protocolado nesta segunda-feira 20 por seus advogados.

Desde o dia 3 de julho, Dirceu cumpre regime domiciliar, saindo durante o dia do presídio para trabalhar. Antes disso, a pena foi cumprida irregularmente em regime fechado, uma vez que o ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa não concedeu o direito ao condenado na Ação Penal 470.

O ex-ministro de Lula, condenado por corrupção ativa, ainda não cumpriu um sexto da pena, exigência para o regime domiciliar. No entanto, a Justiça descontou os dias e que ele trabalhou fora. A cada três dias trabalhados, é descontado do detento um dia da pena.

Brasília 247 Gisele Federicce Mon, 20 Oct 2014 15:21:00 +0000 http://www.brasil247.com/157603
Sindicatos se mobilizam em defesa de empresas públicas http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/157600 : Movimento sindical realiza hoje mobilização nacional contra o que chama de "ameaças de privatização que surgiram na campanha eleitoral"; Contraf-CUT (entidade que representa os trabalhadores do ramo financeiro) resgata declaração do economista Armínio Fraga, anunciado ministro da Fazenda de Aécio Neves (PSDB), em que "defendeu a redução da atuação dos bancos públicos, sinalizando com a privatização" <br clear="all"> :

247 - O movimento sindical realiza nesta segunda-feira 20, em vários lugares do País, uma mobilização nacional contra o que chama de "ameaças de privatização que surgiram na campanha eleitoral". O movimento é chamado de Atos em Defesa do Serviço Público e das Empresas Estatais.

A Contraf-CUT (entidade que representa os trabalhadores do ramo financeiro) convoca os dirigentes das entidades filiadas a se engajarem na mobilização e a organizarem atos em suas bases sindicais em defesa do Banco do Brasil, da Caixa, do BNDES, do BNB, do Banco da Amazônia e Finep.

Texto da entidade resgata declaração do economista Armínio Fraga, anunciado ministro da Fazenda em um eventual governo de Aécio Neves (PSDB), em que "defendeu a redução da atuação dos bancos públicos, sinalizando com a privatização".

A Confederação publica ainda, em seu site, trechos do artigo de Carlos Cordeiro, presidente da entidade, publicado no 247. "A sociedade brasileira não pode permitir esse retrocesso à década neoliberal dos tucanos e abrir mão dos bancos públicos, cuja importância para o desenvolvimento econômico e social do país tornaram-se mais evidentes do que nunca a partir da crise internacional de 2008, provocada pela irresponsabilidade do mercado financeiro a que Armínio Fraga representa", diz ele.

Brasil Gisele Federicce Mon, 20 Oct 2014 15:01:41 +0000 http://www.brasil247.com/157600
Nível do Sistema Cantareira está em 3,5% http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/157605 Agência Brasil : No final da semana passada, a Sabesp informou que restavam apenas 40 bilhões de litros de água da primeira cota da reserva técnica do Cantareira que começou a ser retirada no dia 16 de maio <br clear="all"> Agência Brasil :

Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil 

O nível do Sistema Cantareira, nesta segunda-feira 20, está em 3,5%, de acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Ontem, o reservatório estava com 3,6% de seu nível. No final da semana passada, a Sabesp informou que restavam apenas 40 bilhões de litros de água da primeira cota da reserva técnica do Cantareira que começou a ser retirada no dia 16 de maio.

Durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sabesp, na Câmara dos Vereadores, a presidente da companhia, Dilma Pena, admitiu que, se não chover nos próximos dias, a primeira parte da reserva técnica pode acabar em meados de novembro. A alternativa seria utilizar a segunda cota do volume morto, autorizada pela Agência Nacional de Águas (ANA) no último dia 17.

De acordo com a Sabesp, a segunda cota acrescentará mais 106 bilhões de litros ao sistema. Mas a ANA determinou que o uso dessa cota obedeça regras que garantam o abastecimento da região metropolitana de São Paulo, até abril de 2015, sem prejuízo à bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). A proposta de retirada gradual da reserva foi encaminha ao órgão federal no dia 10 de outubro, pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (Daee).

A retirada de água da segunda cota do volume morto chegou a ser vetada por uma liminar judicial, mas a decisão foi suspensa pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), desembargador federal Fábio Prieto, a pedido da Sabesp e do Daee. A ação foi proposta pelos ministérios públicos estadual de São Paulo e o federal (MPF), com a intenção de garantir que a primeira parte do volume morto não se esgotasse antes de 30 de novembro.

De acordo com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), São Paulo deve ter temperaturas variando entre 13 graus Celsius (ºC) e 35 ºC, com o céu parcialmente nublado e pancadas de chuva. Para amanhã, a previsão é céu parcialmente nublado a nublado com possibilidade de chuva em áreas isoladas e temperaturas que variam entre 8 °C a 30 °C. Na quarta-feira o céu deve estar parcialmente nublado, com pancadas de chuva isolada à tarde, no norte e noroeste do estado. As temperaturas variam entre 5 ºC e 32 ºC.

SP 247 Gisele Federicce Mon, 20 Oct 2014 15:32:08 +0000 http://www.brasil247.com/157605
CNT/MDA aponta empate técnico, com Dilma à frente http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157569 : Pesquisa encomendada pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) aponta a presidente com 50,5% dos votos válidos, contra 49,5% do candidato do PSDB; em votos gerais, contando brancos e nulos, a vantagem é a mesma para Dilma Rousseff, que tem 45,5% ante 44,5% de Aécio Neves; mostras da semana passada apontavam empate técnico, mas com Aécio numericamente à frente; primeira pesquisa do segundo turno do instituto MDA foi realizada sábado e domingo, portanto antes do terceiro debate presidencial, exibido ontem à noite pela TV Record; margem de erro é de 2,2 pontos percentuais; Ibovespa acentua queda após divulgação da pesquisa <br clear="all"> :

247 – Pesquisa CNT/MDA divulgada na manhã desta segunda-feira 20 confirma o empate técnico apontado nas mostras Datafolha e Ibope da semana passada, mas com a presidente Dilma Rousseff (PT) numericamente à frente de Aécio Neves (PSDB).

A candidata à reeleição registrou 50,5% dos votos válidos, contra 49,5% do candidato tucano. Esta foi a primeira pesquisa do instituto MDA no segundo turno, portanto não há cenário de comparação com levantamentos anteriores.

Contabilizando os votos gerais, com brancos e nulos, a vantagem da petista é mesma: 45,5% das intenções de voto a Dilma, ante 44,5% a Aécio Neves. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

O instituto MDA realizou 2.002 entrevistas em 137 municípios de 25 estados no sábado 18 e no domingo 19, portanto antes do terceiro debate presidencial, exibido pela TV Record na noite deste domingo.

As pesquisas Datafolha e Ibope divulgadas na semana passada apontaram resultados idênticos entre elas, com empate técnico entre Aécio (51%) e Dilma (49%), mas com Aécio dois pontos à frente. O Datafolha divulga um novo levantamento nesta segunda-feira 20, às 18h no site da Folha de S. Paulo.

O Ibovespa acentuou a queda após a divulgação da pesquisa mostrando Dilma um ponto à frente. Leia abaixo reportagem do portal Infomoney.

Bolsa acelera queda após pesquisa com Dilma à frente

Por Ricardo Bomfim

São Paulo - Com divulgação da pesquisa CNT/MDA, mostrando a candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, numericamente à frente, o Ibovespa acelerou as perdas no pregão desta segunda-feira (20).

Investidores embolsam os lucros obtidos com a alta da sexta-feira. No momento da divulgação, o índice caiu 0,6% em cinco minutos. Às 11h25 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 1,86% a 54.689 pontos, seguindo a tendência das bolsas europeias, que também começaram o pregão desta segunda-feira (20) em baixa.

Pesquisa CNT/MDA sobre intenção de voto para os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) foi divulgada às 11h (horário de Brasília). A candidata petista apareceu com 50,5% das intenções de voto contra 49,5% de Aécio entre votos válidos. Os dois candidatos ainda estão em empate técnico por conta da margem de erro.

Datafolha também deve sair hoje às 18h no site da Folha de S. Paulo, e mais tarde no Jornal Nacional. Ainda pode ser divulgada a pesquisa Vox Populi. Todas essas pesquisas estão no radar dos investidores e devem ditar os rumos do mercado durante a semana.

Ainda no cenário eleitoral, a repercussão do debate entre os dois candidatos à Presidência na TV Record deve ter efeitos limitados na Bolsa. Considerado mais ameno que o debate do SBT, neste último, Aécio e Dilma focaram mais em propostas por medo de uma alta da rejeição a eles por conta da agressividade mostrada nos últimos dias.

O tema mais importante do fim de semana foi a admissão pela presidente Dilma, no sábado, de que houve sim desvios na Petrobras e que ela fará o possível para ressarcir os prejuízos. Foi a primeira vez que a presidente admitiu a veracidade das informações contidas na delação premiada do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa.

No noticiário econômico, destaque para o Focus, que voltou a revisar a expectativa do crescimento do PIB para baixo. A expectativa de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) em 2014 diminuiu para 0,27%, ante 0,28% da semana anterior. Para 2015, os economistas mantiveram a projeção do PIB para 1%.

Em relação à inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2014, os economistas mantiveram a projeção em 6,45%, e continuou abaixo do teto da meta, enquanto para o próximo ano a projeção também se manteve em 6,30%.

Destaques As ações da Petrobras ON e PN (PETR3; PETR4) caíam 3,69% a R$ 17,81 e 3,40% a R$ 18,75, respectivamente. Bastante sujeitas ao chamado "rali eleitoral" os papéis da empresa são influenciados pelos resultados das pesquisas de hoje. Além disso, as ações ainda refletem as notícias recentes sobre o fim da defasagem entre os preços da gasolina internamente e os práticos lá fora com a queda dos preços do petróleo. Surgiram

O principal destaque negativo fica com as ações OI PN (OIBR4), que registram desvalorização de 7,20% e são cotadas a R$ 1,16. Com essa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -67,69%.

Por outro lado, o melhor desempenho fica com os papéis Ecorodovias ON (ECOR3), que são cotados a R$ 12,00 e apresentam alta de 1,44%.

Poder Ana Pupulin Mon, 20 Oct 2014 10:19:01 +0000 http://www.brasil247.com/157569
Tereza: “democracia ganha com debate mais civilizado” http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157553 : Colunista do 247 avalia que, com os "punhais guardados" no debate de ontem, promovido pela Record, candidatos à Presidência discutiram melhor temas de interesse geral, abrindo assim espaço para o contraditório; "Ganharam com isso os eleitores e a democracia", diz Tereza Cruvinel; "Quando os dois saem da luta ensanguentados, a democracia não ganha. Vença quem vencer, o que se segue é um quadro de vindita e radicalização nefasto para o pais", acrescenta; "A trégua", acredita a jornalista, "parece ter sido 'natural', resultado da repercussão negativa do último pugilato", no SBT; Mas os dois lados, Dilma Rousseff e Aécio Neves, "estão prontos para desensarilhar as armas se for preciso", diz; leia a íntegra <br clear="all"> :

247 – O debate entre os presidenciáveis promovido neste domingo pela TV Record foi "mais civilizado", trazendo ganhos para o eleitorado, afirma a colunista Tereza Cruvinel em seu blog no 247. "Ganharam com isso os eleitores e a democracia. Os temas de interesse geral foram melhor discutidos, as diferenças na abordagem dos problemas apareceram, o espaço para o contraditório se alargou", escreve.

Na opinião da jornalista, "quando os dois saem da luta ensanguentados, a democracia não ganha. Vença quem vencer, o que se segue é um quadro de vindita e radicalização nefasto para o país". Segundo ela, "uma canelada aqui, outra ali, fazem parte do jogo e dão o tempero do debate", o que aconteceu ontem, com Aécio Neves (PSDB) fazendo "críticas pesadas" ao governo da presidente Dilma Rousseff, enquanto "ela pôde rebater e falar mais do que fez".

"A trégua parece ter sido 'natural', resultado da repercussão negativa do último pugilato", organizado por SBT, Uol e Jovem Pan, ressalta. Ela lembra que, neste domingo, os dois lados estavam prontos para "desensarilhar as armas" se fosse preciso, mas constata. "Felizmente, para todos, e sobretudo para os eleitores, ficou na temperatura adequada".

Leia a íntegra em Debate: verbo solto, punhais guardados

Poder Gisele Federicce Mon, 20 Oct 2014 09:02:14 +0000 http://www.brasil247.com/157553
Imbassahy: "O governo Dilma terá fim deplorável" http://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/157582 : Líder do PSDB na Câmara, o deputado federal baiano Antônio Imbassahy já dá como certa a vitória de seu correligionário na disputa pela presidência da República e prevê que o governo da presidente Dilma Rousseff "terá um fim melancólico" já neste ano; o tucano volta a dizer que o PT prega terror ao dizer que Aécio, se leito, acabaria com programas de assistência social como o Bolsa Família e afirma também que o PSDB vai conseguir virar o jogo no Nordeste neste segundo turno <br clear="all"> :

Bahia 247 - Líder do PSDB na Câmara, o deputado federal baiano Antônio Imbassahy já dá como certa a vitória de seu correligionário na disputa pela presidência da República e prevê que o governo da presidente Dilma Rousseff "terá um fim melancólico" já neste ano. O tucano volta a dizer que o PT prega terror ao dizer que Aécio, se leito, acabaria com programas de assistência social como o Bolsa Família e afirma também que o PSDB vai conseguir virar o jogo no Nordeste neste segundo turno.

Abaixo os principais trechos e aqui a entrevista completa de Imbassahy ao jornal Tribuna da Bahia.

A campanha está atípica. Qual a avaliação que o senhor faz do cenário atual?

Uma avaliação muito positiva, principalmente numa perspectiva de vitória do candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB). Sem dúvida, será a vitória da mudança, a retirada de um governo que fracassou, como na economia permitindo a volta da inflação e do não crescimento da nossa nação. A nossa expectativa, sem sombra de dúvidas, é a de vitória.

Qual a avaliação que o senhor faz da passagem de Aécio por Salvador, na última sexta?

Em toda minha vida pública, eu, jamais, tinha assistido a uma demonstração de tanta vibração com a festa democrática, no mais amplo sentido, entusiasmo da população de Salvador e de muita gente que veio do interior. Não se trata de uma campanha partidária do PSDB ou de partidos da aliança, mas sim uma campanha da sociedade brasileira por mudança. A manifestação de Salvador foi muito boa.

Qual a meta para o segundo turno? Conseguem 40% do eleitorado?

Nós estamos trabalhando ativamente. Na Bahia, nós tivemos uma reorganização em 32 polos regionais, definindo responsáveis por cada um deles, e estamos na maior atividade política no sentido de colocar, de uma maneira mais clara, o Aécio Neves como uma pessoa bastante conhecida. Ele ainda não é conhecido como deveria ser na Bahia.

Como viu a votação de Aécio no Nordeste, onde Dilma saiu vitoriosa? O que fazer para virar o jogo?

O Nordeste do Brasil é uma região em que o PT tem conseguido resultados eleitorais mais favoráveis, mas existe uma tendência forte do candidato Aécio, principalmente por conta da exaustão do governo do PT.

E o Bolsa Família? Realmente o programa social tem mais peso aqui no Nordeste, na Bahia?

O Bolsa Família tem mais peso no Nordeste, evidente. Mas sempre é bom lembrar que o programa existe desde o governo Fernando Henrique Cardoso, criado da unificação dos programas de promoção de FHC, como o Bolsa Escola e Vale Gás, por exemplo. O Lula juntou todos esses programas nossos e pegou o nosso cadastro inicial. A nossa proposta não é acabá-lo, mas mate-lo e aprimorá-lo.

Se eleito, o que o povo da Bahia pode esperar do governo Aécio com um governador de oposição? O que Rui pode esperar?

Eu lembro da relação que Aécio, ainda governador de Minas Gerais, teve com o então prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, que era do PT. Tiveram uma parceria notável. E BH avançou como nunca. Aécio é uma pessoa que respeita a democracia, pois é uma tradição de família, e a Bahia, posso assegurar, será muito bem tratada. Será mais bem tratada do que se possa imaginar.

Bahia 247 Romulo Faro Mon, 20 Oct 2014 10:09:32 +0000 http://www.brasil247.com/157582
Vídeo: o sentimento das eleições nas ruas http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157579 : Ódio, paixão, indiferença... qual o sentimento que te move nessas eleições? Dilma ou Aécio? PT ou PSDB? E se o candidato perfeito te prometesse uma medida que te trouxesse plena felicidade? Que medida seria essa? Confira as opiniões dos eleitores nas ruas do Rio de Janeiro na reportagem de Bia Willcox e Luciano Olivieri <br clear="all"> :

247 - Os repórteres Bia Willcox e Luciano Olivieri foram às ruas do Rio de Janeiro neste fim de semana para captar o sentimento que move os eleitores nessa disputa presidencial, entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

Alguns pedem mudança, outros continuidade. Enquanto um terceiro grupo diz sentir "enjoo de estômago". Assista à reportagem feita em meio ao provavelmente mais duro embate eleitoral no período da democracia brasileiro.

 

Mídia Gisele Federicce Mon, 20 Oct 2014 10:05:38 +0000 http://www.brasil247.com/157579
Bolsa fecha em queda de 2,5% após CNT mostrar Dilma à frente http://www.brasil247.com/pt/247/economia/157563              : bovespa Repercutindo pesquisa CNT/MDA que mostrou a presidente Dilma 1 ponto percentual à frente de Aécio, Ibovespa fechou na mínima com expectativas para a divulgação de Datafolha e Vox Populi, ainda nesta segunda-feira <br clear="all">              : bovespa

Por Ricardo Bomfim

São Paulo - A Bolsa fechou em queda nesta segunda-feira (20), após divulgação de pesquisa CNT/MDA mostrando a presidente Dilma Rousseff (PT) 1 ponto percentual à frente do candidato Aécio Neves (PSDB) nas intenções de voto.

O Ibovespa terminou o pregão na mínima, caindo 2,55%, a 54.302 pontos. Investidores ainda repercutem baixas em bolsas internacionais e esperam Datafolha e Vox Populi. O volume movimentado na Bolsa foi de R$ 10,7 bilhões, destes, R$ 3,62 bilhões foram nas opções que venceram hoje.

Na pesquisa CNT/MDA, divulgada às 11h, Dilma apareceu com 45,5% das intenções de voto contra 44,5% do tucano. Em votos válidos, Dilma possui 50,5% e Aécio, 49,5%. Os dois candidatos ainda estão em empate técnico por conta da margem de erro. No momento da divulgação, o Ibovespa caiu 0,6% em cinco minutos.

Para o analista da Geral Investimentos, Carlos Müller, a queda no começo da manhã se deu a um cenário externo mais complicado por conta, principalmente do resultado abaixo do esperado da IBM, o que pressionou as bolsas internacionais.

Já a aceleração da queda no começo da tarde, pode ser, na opinião do analista, fruto de uma expectativa pelas pesquisas Datafolha e Vox Populi. A primeira deve sair hoje às 18h no site da Folha de S. Paulo, e a outra mais tarde no Jornal Nacional. Todas essas pesquisas estão no radar dos investidores e devem ditar os rumos do mercado durante a semana.

Ainda no cenário eleitoral, a repercussão do debate entre os dois candidatos à Presidência na TV Record deve ter efeitos limitados na Bolsa. Considerado mais ameno que o debate do SBT. Neste último, Aécio e Dilma focaram mais em propostas por medo de uma alta da rejeição a eles por conta da agressividade mostrada nos últimos dias.

O tema mais importante do fim de semana foi a admissão pela presidente Dilma, no sábado, de que houve sim desvios na Petrobras e que ela fará o possível para ressarcir os prejuízos. Foi a primeira vez que a presidente admitiu a veracidade das informações contidas na delação premiada do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa.

No noticiário econômico, destaque para o Focus, que voltou a revisar a expectativa do crescimento do PIB para baixo. A expectativa de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) em 2014 diminuiu para 0,27%, ante 0,28% da semana anterior. Para 2015, os economistas mantiveram a projeção do PIB para 1%.

Em relação à inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2014, os economistas mantiveram a projeção em 6,45%, e continuou abaixo do teto da meta, enquanto para o próximo ano a projeção também se manteve em 6,30%.

Destaques As ações da Petrobras ON e PN (PETR3; PETR4) fecharam perto da mínima do dia em 5,83% a R$ 17,12 e 6,13% a R$ 17,92, respectivamente. Bastante sujeitas ao chamado "rali eleitoral" os papéis da empresa são influenciados pelos resultados das pesquisas de hoje.

Além disso, as ações ainda refletem as notícias recentes sobre o fim da defasagem entre os preços da gasolina internamente e os praticados lá fora com a queda dos preços do petróleo.

Economia Gisele Federicce Mon, 20 Oct 2014 09:51:07 +0000 http://www.brasil247.com/157563
Coordenadora do Bolsa-Família: pai é quem cuida http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/157537 : A advogada Luciana Oliveira, que coordenou por oito anos a execução do Bolsa-Família, publicou carta aberta ao candidato Aécio Neves, lembrando que o PSDB não pode reivindicar a paternidade do Bolsa-Família, como tem sido dito nos debates; “O Bolsa Família nasceu como um projeto para vencer a pobreza. O Bolsa Escola nada foi além de remendos, em época eleitoral, de um governo que estava com a popularidade baixíssima”, diz ela, em texto publicado no blog de Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; “PSDB pai… O Pai que reivindica a paternidade de seu filho na certidão, mas que só aparece “pra visita” de quatro em quatro anos, à época das eleições?”, questiona; leia a íntegra <br clear="all"> :

247 - A advogada Luciana Oliveira, coordenadora do Bolsa-Família durante oito anos, distribuiu uma carta aberta ao candidato Aécio Neves, alegando que o PSDB não pode reivindicar a paternidade do programa. “O Bolsa Família nasceu como um projeto para vencer a pobreza. O Bolsa Escola nada foi além de remendos, em época eleitoral, de um governo que estava com a popularidade baixíssima”, diz ela. “PSDB pai… O Pai que reivindica a paternidade de seu filho na certidão, mas que só aparece “pra visita” de quatro em quatro anos, à época das eleições?”, questiona.

Seu texto foi publicado originalmente no blog de Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília. Eis um trecho:

Sr. Aécio, eu passei a integrar a equipe do Bolsa Escola (BES) em novembro de 2001, sete meses após a sua criação, e o que eu encontrei lá foi uma equipe muito determinada a fazer com que pouco dinheiro chegasse às mãos de poucas famílias. O cadastro do BES era uma vergonha: incompleto, não aceitava alterações ou atualizações cadastrais e era completamente off-line. Uma vez registradas as informações nele, elas nunca mais seriam modificadas, mesmo que uma daquelas crianças – Deus nos livre – viesse a óbito.

(...)

Naquele momento, o quadro, então, era o seguinte:

  • No Bolsa Escola (R$ 15,00 mensais pagos por criança até um limite de três, desde que tivessem entre 7 e 15 anos – educação ): 4,7 milhões de famílias beneficiárias;
  • No Bolsa Alimentação (R$ 15,00 mensais pagos por criança até um limite de três, desde que tivessem entre 0 e 6 anos – saúde): 1,6 milhão de famílias.

A verdade é que nunca houve real investimento em Programas Sociais em nosso país até ele ser dirigido por uma pessoa “do povo”. Essa é a verdade que eu vivi trabalhando pra o Governo Federal todo esse tempo. O Bolsa Escola não foi uma estratégia de combate à pobreza e muito menos de incentivo à educação no governo FHC. Nada foi além de remendos, criados às vésperas das eleições, por um governo com uma popularidade baixíssima. Poucos têm conhecimento disso, mas a alcunha de “Bolsa Esmola”, muitas vezes utilizada pelo seu partido para caracterizar o Bolsa Família, de fato, era o apelido daquele Bolsa Escola lá atrás.

Leia a íntegra aqui.

 

Brasil Leonardo Attuch Mon, 20 Oct 2014 05:41:32 +0000 http://www.brasil247.com/157537
FHC nega escândalos que marcaram era FHC http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157529 : Em carta, ex-presidente tucano FHC responde a artigo do colunista Elio Gaspari, que citava escândalos noticiados durante seu governo; ele afirma que os acusados por alegada compra de votos para sua reeleição não são do partido, diz ainda que defendeu o julgamento do chamado "mensalão mineiro" e que não houve "cartel do PSDB" de São Paulo na compra dos trens ou do metrô: "Provavelmente houve suborno de funcionários desses dois níveis de governo, mas não há acusação a partidos"; nos debates, a presidente Dilma Rousseff criticou o fato de estarem "todos soltos" <br clear="all"> :

247 – Em carta enviada à “Folha de S. Paulo”, o ex-presidente tucano FHC responde a artigo recente do colunista Elio Gaspari e nega escândalos que marcaram sua gestão (leia aqui).

Entre os pontos contestados, diz que na alegada compra de votos para sua reeleição, acusados não eram do PSDB e que nunca houve acusação formal a “ministro aludido”.

Quanto ao chamado "mensalão mineiro", diz que defendeu desde o início, de que deveria haver apuração e julgamento. "Diga-se que, quando surgiu o caso, eu não era mais presidente".

Por fim, afirma que não existe um "cartel do PSDB" de São Paulo na compra dos trens ou do metrô. “Provavelmente houve suborno de funcionários desses dois níveis de governo, mas não há acusação a partidos”.

Leia na íntegra: 

A propósito do esclarecedor artigo de Elio Gaspari "Todos soltos, todos soltos até hoje", que começa a desfazer o slogan de escândalos do PSDB, desejo esclarecer:

a) Quanto ao caso Sivam, não só que a contratação da Raytheon se deu no governo Itamar, como que ao governo nunca foi atribuído haver participado de malfeitos. A "prensa" para que o processo andasse se referia à aprovação do mesmo pelo Senado, posto que o relator do caso demorava em se pronunciar. Houve inquérito, o servidor mostrou inocência (havia sido afastado das funções por mim) e, posteriormente, foi muito justamente nomeado embaixador na Colômbia pelo presidente Lula.

b) A "pasta rosa", como dito no artigo, se refere a supostos recursos de campanha destinados, antes de meu governo, a candidatos parlamentares de vários partidos; o inquérito, no caso, competia à Justiça Eleitoral e a legislação nas eleições até 1994 era diferente da atual, não sendo fácil, de serem verdadeiras as suposições, tipificar os atos como crimes eleitorais.

c) Quanto à alegada compra de votos para a reeleição, além dos acusados não serem do PSDB e terem sido objeto de inquérito no Congresso que os levou à renúncia, quanto à insinuação vaga de que teria havido envolvimento de um ministro no processo de suborno, o ministro aludido foi espontaneamente à Comissão de Justiça da Câmara e rechaçou as aleivosias. Nunca houve acusação formal ao ministro, que eu saiba.

d) No que se refere ao chamado "mensal?o mineiro", ainda "sub judice", minha opinião, independentemente de endossar as acusações, foi, desde o início, de que deveria haver apuração e julgamento. Diga-se que, quando surgiu o caso, eu não era mais presidente.

e) Por fim, não existe um "cartel do PSDB" de São Paulo na compra dos trens ou do metrô. Segundo o relatório técnico do Cade, há acusação a empresas que formaram cartel para operar tanto em obras federais como estaduais. Provavelmente houve suborno de funcionários desses dois níveis de governo, mas não há acusação a partidos.

Ficarei grato se esta carta for publicada para assim complementar as informações do jornalista Elio Gaspari.

Cordialmente,

Fernando Henrique Cardoso

Mídia Roberta Namour Mon, 20 Oct 2014 04:23:56 +0000 http://www.brasil247.com/157529
ACM Neto: "PT quer ser dono do Nordeste" http://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/157530 ANGELO PONTES: Líder do DEM, prefeito de Salvador ACM Neto critica estratégia da campanha de Dilma Rousseff de disseminar “medo” no eleitorado nordestino e estimular divisão entre norte e sul do país: ‘Aécio Neves foi o único candidato que desenhou um plano específico para o Nordeste. Isso incomoda o PT porque eles querem chamar para si a condição de donos, de proprietários de uma região. E, isso, não vamos aceitar’ <br clear="all"> ANGELO PONTES:

247 – O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) criticou a campanha pela reeleição de Dilma Rousseff (PT). Segundo ele, o partido dissemina no eleitorado nordestino o "medo" de uma possível vitória do tucano e estimula a divisão entre o norte e o sul do país.

‘Aécio Neves foi o único candidato que desenhou um plano específico para o Nordeste. Isso incomoda o PT porque eles querem chamar para si a condição de donos, de proprietários de uma região. E, isso, não vamos aceitar’, disse em entrevista à “Folha de S. Paulo”.

Ele ainda criticou o governador baiano Jaques Wagner (PT) por relativizar a importância do tema "corrupção" na disputa presidencial: “O governador certamente é uma das últimas pessoas que têm autoridade para falar sobre corrupção. Seja por sua relação direta com os petistas envolvidos em escândalos recentes, seja pelo fato de ter colocado [o ex-presidente da Petrobras] José Sérgio Gabrielli como um secretário forte de seu governo” (leia aqui).

Bahia 247 Roberta Namour Mon, 20 Oct 2014 04:16:44 +0000 http://www.brasil247.com/157530
Caso eleito, Aécio espera atrair siglas da base de Dilma http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/157538 Pedro França: senador Aécio Neves (PSDB-MG) Contando com os partidos de sua coligação e com os que apoiaram a então candidata do PSB, Marina Silva, o tucano Aécio Neves chegaria ao poder com base de quase 200 dos 513 deputados na Câmara; para fortalecer núcleo, já sinaliza aproximação com o PMDB e espera atrair o PSD, de Gilberto Kassab, e o PP, que controla o Ministério das Cidades  <br clear="all"> Pedro França: senador Aécio Neves (PSDB-MG)

247 – Caso seja eleito neste domingo, o tucano Aécio Neves calcula contar cum uma base de quase 200 dos 513 deputados, somando os partidos de sua coligação e os que apoiaram a então candidata do PSB, Marina Silva, no primeiro turno.

Para fortalecer o núcleo contra o PT da presidente Dilma Rousseff, ele sinaliza aproximação com os partidos que hoje compõe a base governista. No sábado, em Porto Alegre, ele falou em governar com o "lado bom" do PMDB – sigla terá 66 deputados.

Segundo o colunista Bernardo Mello Franco, em uma eventual vitória, o tucano deve atrair ainda o PSD, de Gilberto Kassab, e o PP, que controla o Ministério das Cidades. Somarão 73 deputados.

Minas 247 Roberta Namour Mon, 20 Oct 2014 05:55:42 +0000 http://www.brasil247.com/157538
Holland contesta polêmica sobre a troca da carne por ovo http://www.brasil247.com/pt/247/economia/157534 : Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcio Holland, o que era uma análise técnica do comportamento dos preços, e não uma sugestão, adquiriu uma “dimensão política inadequada”; “Nossa política econômica não tem tolerância à inflação e não se pauta por estratégias de direcionar comportamentos de consumidores, o que não deveria haver dúvida após 12 anos de governos Lula e Dilma” <br clear="all"> :

247 – O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcio Holland, rebateu a polêmica gerada por seu comentário sobre trocar a carne por frango e ovos devido à elevação de preços. Segundo ele, o que era uma análise técnica do comportamento dos preços, e não uma sugestão, adquiriu uma “dimensão política inadequada”: “Nossa política econômica não tem tolerância à inflação e não se pauta por estratégias de direcionar comportamentos de consumidores, o que não deveria haver dúvida após 12 anos de governos Lula e Dilma”. Leia:

Inflação, carne bovina, frango e ovo

O que era uma análise técnica do comportamento dos preços, e não uma sugestão, infelizmente, adquiriu uma dimensão política inadequada

Em setembro, a inflação ao consumidor, medida pelo IPCA, variou 0,57%, levando a inflação a acumular alta de 4,61% no ano, de janeiro a setembro. As projeções de mercado indicam que neste ano as metas de inflação anunciadas serão cumpridas mais uma vez e por 11 anos consecutivos.

Ao explicar o comportamento de alguns itens que mais pesaramna inflação de 0,57%, observamos que o item "carnes" variou 3,17%, mas que outros itens correlacionados estão com preços mais acomodados no ano, como é o caso de "aves e ovos". Contudo, alheios ao meu esforço de explicar tecnicamente o assunto, alguns jornais repercutiram que eu teria sugerido à população a troca de itens de seu consumo diário.

Entendendo, inicialmente, os motivos para tal interpretação, o Ministério da Fazenda publicou a seguinte nota de esclarecimento no mesmo dia da repercussão do assunto:

"Em relação a reportagens publicadas hoje na imprensa, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, esclarece:

1) Ao comparar as variações dos preços dos alimentos em setembro, pretendia apenas chamar atenção para um movimento de substituição que pode estar em curso. 2) Com isso, citou o caso especifico de carnes, cujo preço subiu significativamente acima da inflação no mês passado e pode estar sendo substituída por outras fontes de proteínas, como frangos e ovos. 3) Ressaltou, inclusive, que em economia, esse fenômeno é chamado de "efeito-substituição". 4) Não houve intenção de sugerir um comportamento específico por parte das famílias".

O que era uma análise técnica do comportamento dos preços, e não uma sugestão, infelizmente, adquiriu uma dimensão política inadequada.

Sobre isso, prefiro acreditar que a história deste país, uma das democracias mais vibrantes da atualidade, vai superar desesperos de curto prazo, que levaram a uma sucessão de leviandades e em nada contribuem para o debate sobre os desafios do país nos próximos anos.

Nossa política econômica não tem tolerância à inflação e não se pauta por estratégias de direcionar comportamentos de consumidores, o que não deveria haver dúvida após 12 anos de governos Lula e Dilma. Temos mantido a inflação dentro das metas anunciadas usando sempre os instrumentos tradicionais de enfrentamento da inflação, políticas monetária e fiscal responsáveis.

Neste ano, mais uma vez, manteremos a inflação nos limites estabelecidos, mesmo com a seca que afetou fortemente preços de alimentos e de energia. Só em 2014, a energia elétrica residencial variou 13,2%. Os alimentos in natura, importantes no consumo diário da população, contudo, estão em deflação.

Podemos e almejamos ter taxas anuais de inflação ainda mais baixas nos próximos anos, o que será alcançado com o reforço e aprimoramento das boas políticas públicas que temos praticado.

Além das políticas fiscais e monetárias, daremos continuidade a uma ampla agenda de melhorias microeconômicas e, tão importante, um grande programa de investimento em infraestrutura que está em curso vai gerar aumento de competitividade e favorecerá a expansão da oferta de bens e serviços na economia, o que contribuirá para manter a estabilidade econômica com baixa inflação, sem derrubar o emprego e a renda, como ocorreu nos governos anteriores a 2003.

O esforço para manter a estabilidade econômica é tarefa permanente de qualquer governo e nós temos tido o maior zelo com essa questão. Colocar dúvida sobre isso é errado e mostra pouco apreço pelo debate mais qualificado em torno da política econômica.

Economia Roberta Namour Mon, 20 Oct 2014 05:28:33 +0000 http://www.brasil247.com/157534
Deutsche Bank vai pagar US$ 20 mi por desvios de Maluf http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/157533 : Banco fechou um acordo com a Justiça de São Paulo para pagar indenização por ter sido usado pelo deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) no desvio de verbas durante as construções do túnel Ayrton Senna e da avenida Jornalista Roberto Marinho, entre (1993-96) <br clear="all"> :

247 – O Deutsche Bank fechou um acordo com a Justiça de São Paulo e vai pagar US$ 20 milhões (R$ 48,9 milhões) aos cofres públicos por ter sido usado nos desvios efetuados pelo deputado federal Paulo Maluf (PP-SP).

A verba foi desviada durante as construções do túnel Ayrton Senna e da avenida Jornalista Roberto Marinho, durante a gestão de Maluf na prefeitura (1993-96).

Do total da indenização, US$ 18 milhões serão destinados a construção de creches pela prefeitura de SP. O Estado de São Paulo receberá US$ 1,5 milhão. O restante será dividido entre o Fundo de Interesses Difusos e a Promotoria para pagar despesas com as ações de improbidade administrativa contra Maluf.

SP 247 Roberta Namour Mon, 20 Oct 2014 04:42:03 +0000 http://www.brasil247.com/157533
Protógenes cogita renunciar para escapar do STF http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/157536 : Deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) será julgado nesta terça-feira por ação em que foi condenado a 3 anos e 11 meses de prisão por violação de sigilo funcional e fraude processual; ele quer que o caso seja retirado de pauta para que antes seja apreciado o impedimento do juiz que o condenou; "Caso contrário, vou renunciar ao meu mandato, para não ser vítima de uma injustiça" <br clear="all"> :

247 – Alvo de processo marcado para esta terça-feira no Supremo Tribunal Federal, o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) cogita renunciar para levar ação de volta à primeira instancia.

Condenado a 3 anos e 11 meses de prisão por violação de sigilo funcional e fraude processual, ele questiona o fato de o caso ser levado a julgamento antes da apreciação do impedimento do juiz Ali Mazloum que o condenou. Seu irmão foi investigado por ele na Operação Anaconda, de venda de sentenças.

"Caso contrário, vou renunciar ao meu mandato, para não ser vítima de uma injustiça", disse ele, segundo a colunista Mônica Bergamo.

Brasília 247 Roberta Namour Mon, 20 Oct 2014 05:30:27 +0000 http://www.brasil247.com/157536
Duvivier retruca Dado e “voto narcísico” http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/157535 : Humorista Gregório Duvivier ironiza declaração do ator Dado Dolabella que o chamou de “marginal” por declarar voto na presidente Dilma Rousseff: “Na prática, o PT só piorou minha vida burguesa: o aumento do IOF para compras no exterior e a maldita tomada de três pinos me dão saudades enormes dos anos 90. Aécio seria um candidato infinitamente melhor para mim, homem-branco-heterossexual-carioca-que-viaja-para-fora-do-Brasil-uma-vez-por-ano-e-faz-a-festa-na-H-&amp;-M. Mas democracia não é -ou não deveria ser- isso que virou, esse exercício do voto narcísico” <br clear="all"> :

247 – Agredido pelo ator Dado Dolabella por declarar voto na presidente Dilma Rousseff, o humorista Gregório Duvivier rebate com humor e diz que “democracia não é -ou não deveria ser- esse exercício do voto narcísico; ninguém está pensando nos outros”. 

Ator o chamou de "marginal" por voto no PT: "Na boa, alguém que fala 'estou com Dilma', para mim, soa tipo: 'estou com ebola'. Digno de pena e reclusão da sociedade. Um marginal. Diante de tanta corrupção comprovada! Só não mais contagioso, porque não é todo mundo que é acéfalo! Tenho certeza que você não é 'Folha' da mesma pasta que essa escória. Mas está mal influenciado".

Duviver conta parte da infância em que passou de “criança tucana” até passagem ao comunismo – “ou o que eu pensava que fosse o comunismo”. E ironiza: “Na prática, o PT só piorou minha vida burguesa: o aumento do IOF para compras no exterior e a maldita tomada de três pinos me dão saudades enormes dos anos 90. Aécio seria um candidato infinitamente melhor para mim, homem-branco-heterossexual-carioca-que-viaja-para-fora-do-Brasil-uma-vez-por-ano-e-faz-a-festa-na-H-&-M. Mas democracia não é -ou não deveria ser- isso que virou, esse exercício do voto narcísico, em que pastor vota em pastor, policial vota em policial e carioca vota em bandido” (leia aqui).

Cultura Roberta Namour Mon, 20 Oct 2014 05:24:23 +0000 http://www.brasil247.com/157535
Anfitrião de Dilma, SBT tira sarro e se engaja por Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157340 : "Gente boa, foi muita emoção por hoje. Peraí que vou tomar meu remédio de pressão que a briga foi boa! beijos e boa noite!!!", publicou a jornalista Rachel Sheherazade, apresentadora do telejornal do SBT, em sua conta no Twitter, depois que Dilma sofreu uma queda de pressão ao final do debate; em outro tweet, ela escreveu: "calma, gente! não se preocupem. o Brasil tem SUS, tem a melhor saúde pública, e tem ainda Mais Médicos. não faltará assistência à presidente"; para uma empresa que é uma concessão pública e foi anfitriã da presidente, agressão revela, no mínimo, falta de educação; para quem esperava isenção do jornalismo da casa de Silvio Santos, socorrida pelo governo Lula no caso Panamericano, Sheherazade revelou total engajamento; em nota, SBT diz que opiniões de funcionários não refletem a linha editorial da emissora <br clear="all"> :

247 - Apresentadora do terceiro maior telejornal do País, no SBT, a jornalista Rachel Sheherazade não fala apenas por si, quando se manifesta no Twitter. De certa forma, representa também a casa que a emprega – especialmente no dia em que o grupo de Silvio Santos foi anfitrião de um debate que recebeu a presidente da República, Dilma Rousseff, e seu adversário, o senador Aécio Neves.

Nesse contexto, Sheherazade e o SBT foram extremamente deselegantes ao comentar a queda de pressão sofrida por Dilma, logo após o debate. Em dois tweets, a apresentadora ironizou o incidente. "Calma, gente! não se preocupem. o Brasil tem SUS, tem a melhor saúde pública, e tem ainda Mais Médicos. não faltará assistência à presidente", postou. Em seguida, repetiu a dose. "Gente boa, foi muita emoção por hoje. Peraí que vou tomar meu remédio de pressão que a briga foi boa! beijos e boa noite!!!".

Não custa lembrar que a lei eleitoral exige isenção das emissoras de TV – aliás, Dilma foi impedida de fazer seu comentário final porque teria gasto seu tempo, no momento em que se sentiu mal. Mas como esperar equilíbrio de uma emissora, cuja apresentadora principal tira sarro da presidente e se engaja por seu opositor? Em outros tweets, ele se posicionou claramente em favor de Aécio (leia aqui).

Também não custa lembrar que o SBT, além de concessão pública, pertence ao empresário Silvio Santos, que foi socorrido pelo governo Lula na quebra do banco Panamericano. Ontem, no entanto, o grupo rasgou de vez sua fantasia. Depois da publicação desta matéria, o SBT enviou ao 247, às 15h50, uma nota em que afirma que as opiniões publicadas por seus funcionários não refletem a linha editorial da emissora. Leia abaixo:

"As opiniões manifestadas por seus profissionais em redes sociais não refletem a linha editorial do SBT. A nossa carta de princípios, de março de 1988, estabelece, entre outros, a isenção e o apartidarismo como valores a perseguir. É desta forma que pautamos nosso trabalho. O jornalismo do SBT é composto por mais de 300 profissionais. As mensagens postadas em redes sociais são de inteira de responsabilidade de quem as escreve."

Mídia Gisele Federicce Fri, 17 Oct 2014 13:17:01 +0000 http://www.brasil247.com/157340
Para PML, disputa chega à “hora mais selvagem” http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157344 : debate sbt dilma aecio Colunista do 247, Paulo Moreira Leite diz que os dois candidatos à Presidência tiveram perdas e danos, mas ambos saíram confiantes do debate; Aécio Neves (PSDB) por tomar a iniciativa dos ataques; equipe de Dilma Rousseff (PT) por achar que o tucano passou do ponto, com base em pesquisas qualitativas; "A revelação de que um irmão de Dilma foi empregado na prefeitura de Belo Horizonte, durante a gestão de Fernando Pimentel, não fez bem para a candidata do PT. A revelação de que Sérgio Guerra, então presidente do PSDB, recebeu propinas de Paulo Roberto Costa, o corrupto que se tornou delator premiado, não ajuda Aécio, que fez da Petrobras sua prioridade eleitoral", avalia o jornalista; leia a íntegra <br clear="all"> : debate sbt dilma aecio

247 – Ambos os candidatos tiveram perdas e danos, saindo do debate de ontem, no SBT, confiantes, afirma o jornalista Paulo Moreira Leite. Aécio Neves (PSDB) por tomar a iniciativa dos ataques, enquanto a equipe de Dilma Rousseff (PT) por achar que o tucano passou do ponto, com base em pesquisas qualitativas, diz ele em nova coluna em seu blog no 247.

O jornalista explica que uma das pesquisas qualitativas, organizadas pelo PT, foi feita com um grupo de senhoras de classes C e D, que teria ficado "indignado" com o comportamento de Aécio com Dilma no debate. "Elas consideraram que o candidato do PSDB foi duro demais com uma adversária que também é uma senhora de 67 anos", diz PML. A segunda pesquisa, feita com homens, revelou uma "forte impressão" com a lembrança de que cerca vez Aécio se recusou a fazer o teste do bafômetro quando parado em uma blitz.

"A revelação de que um irmão de Dilma foi empregado na prefeitura de Belo Horizonte, durante a gestão de Fernando Pimentel, não fez bem para a candidata do PT. A revelação de que Sérgio Guerra, então presidente do PSDB, recebeu propinas de Paulo Roberto Costa, o corrupto que se tornou delator premiado, não ajuda Aécio, que fez da Petrobras sua prioridade eleitoral", escreve PML.

Segundo o colunista, "os estudiosos entendem que a mercadoria mais valiosa, no estágio atual da campanha, são denúncias novas", uma vez que "aquilo que o eleitor indeciso conhece já foi contabilizado e esgotou sua capacidade de produzir mudanças. Mas aquilo que ele não sabia pode interferir em seu julgamento".

Leia a íntegra do artigo em Campanha na hora mais selvagem

Poder Gisele Federicce Fri, 17 Oct 2014 14:30:05 +0000 http://www.brasil247.com/157344
PT faz comercial sobre recusa de Aécio ao bafômetro http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157355 : Nova peça da campanha da presidente Dilma Rousseff fica em linha com ataques dela, no debate do SBT, sobre a recusa do senador Aécio Neves, em 2011, de fazer teste do bafômetro durante uma blitz no Rio de Janeiro; tucano é chamado diretamente para a briga; "Ele diz que combate os privilégios dos políticos, mas se recusou a fazer o bafômetro quando foi pego na blitz", diz o narrador; vídeo fala ainda em demissão em um eventual governo do PSDB e nepotismo praticado pelo candidato; aumentam aposta na desconstrução dele; ontem, quando Dilma trouxe à tona o tema da Lei Seca no debate, Aécio disse ter errado e se arrependido de não ter se submetido ao teste <br clear="all"> :

247 – "O que será, o que será que Aécio tem para esconder?". Em linha com a posição a presidente Dilma Rousseff no debate nos estúdios do SBT, a campanha do PT na televisão passou a explorar, nesta sexta-feira 17, o episódio de negativa de realização do teste do bafômetro, em blitz no Rio de Janeiro, pelo senador Aécio Neves.

Com a pergunta feita de maneira intermitente por um locutor, o comercial mostra cenas do trabalho de prevenção ao uso de álcool no volante. O ex-presidente Lula já havia feito referência ao incidente com Aécio durante comício em Belém.

Mais cedo, ao lado da ex-candidata Marina Silva, Aécio disse "lamentar profundamente o tom do debate" no SBT, afirmando que está procurando discutir ideias e futuro. Agora, ele está sendo chamado outra vez para o campo da briga. 

Poder Marco Damiani Fri, 17 Oct 2014 14:20:44 +0000 http://www.brasil247.com/157355
OAB repreende Moro: “processo penal não é política” http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/157365 : Presidente da Comissão de Direitos de Garantia do Direito de Defesa da OAB, Fernando Santana condena, em nota, os vazamentos de trechos de depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, no âmbito da Operação Lava Jato; áudios foram divulgados pelo juiz relator do processo, Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba; "O populismo penal até pode produzir notícias, mas, no final, não produz condenações válidas", diz a nota <br clear="all"> :

Paraná 247 – O presidente da Comissão de Direitos de Garantia do Direito de Defesa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Fernando Santana, condenou, em nota, os vazamentos de trechos de depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, no âmbito da Operação Lava Jato

Os áudios foram divulgados na semana passada à imprensa pela Justiça Federal do Paraná. O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, é o relator do processo. Segundo reportagem do portal iG, a nota oficial condenando a divulgação será divulgada nesta sexta-feira 17 pela oAB.

Nela, Fernando Santana diz não ser possível "que se divulguem informações protegidas pelo sigilo, nem que deixem de ser divulgadas informações não sigilosas que poderiam deslocar para outro órgão judiciário a competência para julgar o caso". "Processo penal não é política: apenas em regimes totalitários as duas esferas se confundem", afirma a OAB. "O populismo penal até pode produzir notícias, mas, no final, não produz condenações válidas", acrescenta.

Leia a nota na íntegra, divulgada pelo iG:

Confira a íntegra nota oficial da OAB sobre a operação Lava Jato:

O presidente da Comissão de Garantia do Direito de Defesa da OAB Nacional, conselheiro Federal Fernando Santana Rocha, diante da solicitação de posicionamento efetuada por dezenas de advogados militantes no direito penal, acerca dos últimos fatos ventilados pela mídia no que concerne a operação Lava Jato, vem apresentar a seguinte manifestação pública:

A Comissão não possui até o momento informações suficientes para uma decisão conclusiva sobre o tema, uma vez que não teve acesso aos autos do inquérito. A posição final da OAB será adotada pelo Plenário do Conselho Federal quando tiver mais elementos sobre a questão. Contudo, em linha de princípio, é possível assinalar o posicionamento expressado a seguir.

A observância das regras do processo penal é condição necessária para a validade das condenações criminais. As regras principais estão previstas na própria Constituição Federal: o devido processo legal, o princípio do juiz natural, a presunção de inocência e o direito ao efetivo exercício de ampla defesa. Se esses princípios não são observados, saímos da esfera do estado de direito, e ingressamos na do arbítrio.

O desrespeito ao devido processo legal gera nulidades processuais que podem levar à própria anulação das condenações criminais, deixando impunes pessoas que praticaram crimes graves. A busca do aplauso fácil não pode ser posta acima da preocupação fundamental com a própria efetividade do processo penal.

Não é possível que se divulguem informações protegidas pelo sigilo, nem que deixem de ser divulgadas informações não sigilosas que poderiam deslocar para outro órgão judiciário a competência para julgar o caso. Processo penal não é política: apenas em regimes totalitários as duas esferas se confundem.

Viver em uma sociedade moderna e democrática, institucionalmente madura, implica o exercício responsável e equilibrado do poder. O populismo penal até pode produzir notícias, mas, no final, não produz condenações validas.

A prevalência das garantias legais das pessoas, ainda quando venha a proteger um indivíduo, destina-se a guarnecer todo o sistema jurídico e preservar o estado de direito.

Fernando Santana Rocha

Presidente da Comissão de Garantia do Direito de Defesa

Paraná 247 Gisele Federicce Fri, 17 Oct 2014 15:01:11 +0000 http://www.brasil247.com/157365
Aécio a funcionários do BB e da Caixa: bancos públicos serão “fortalecidos” http://www.brasil247.com/pt/247/economia/157356 : "Os bancos públicos serão fortalecidos e profissionalizados", garante o candidato em vídeo, contra o que chama de "boatos" dos adversários; tucano pede apoio dos bancários das duas instituições ressaltando que elas "vão sair da política para voltar a ser cada vez mais instrumentos do desenvolvimento econômico e social do País"; Aécio Neves (PSDB) lembra ter trabalhado na Caixa e diz saber que os bancos públicos são "fundamentais" para a melhoria da condição de vida dos brasileiros <br clear="all"> :

247 – Em meio a acusações do PT de que um eventual governo do PSDB deve enfraquecer o papel dos bancos públicos, o candidato Aécio Neves publicou um vídeo nesta sexta-feira 17 com um comunicado aos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. O tucano pede o apoio aos bancários das duas instituições e garante que, se for eleito, "os bancos públicos serão fortalecidos e profissionalizados".

"Em época de eleição, os boatos correm solto. Nossos adversários não têm limites para fazê-los. Eu quero aqui afirmar a cada um de vocês que, se for eleito presidente da República, espero poder contar com seu apoio. Os bancos públicos vão ser fortalecidos, vão ser profissionalizados. Eles vão sair da política para voltar a ser cada vez mais instrumentos do desenvolvimento econômico e social do País", diz.

O candidato promete ainda valorizar a carreira dos funcionários. "Eu vou prestigiar os funcionários de carreira", diz. Em seguida, lembra ter ocupado um cargo na Caixa Econômica e ressalta saber que os bancos públicos são "fundamentais". "Eu tive a oportunidade de trabalhar na Caixa Econômica Federal e sei que os bancos públicos são fundamentais à melhoria da condição de vida dos brasileiros por isso eles serão fortalecidos no meu governo, podem confiar nisso", conclui o presidenciável.

Assista: 

Economia Gisele Federicce Fri, 17 Oct 2014 14:29:37 +0000 http://www.brasil247.com/157356
Caiado prioriza Iris e Aécio fica em segundo plano http://www.brasil247.com/pt/247/goias247/157351 : Senador eleito virou figurinha carimbada nos programas eleitorais de Iris Rezende e não esconde mais o protagonismo que assumiu na campanha do PMDB em Goiás; Ronaldo Caiado já aceitou até mesmo ser secretário de Segurança Pública num possível governo de Iris; engajamento do deputado causa mal estar entre no PSDB, que não vê a mesma empolgação de Caiado em prol do candidato à presidência Aécio Neves, que ele diz apoiar; expectativa agora gira em torno do comportamento de Caiado no evento em Goiânia na próxima terça-feira com a presença de Aécio Neves <br clear="all"> :

Goiás247 - O senador eleito Ronaldo Caiado (DEM) virou a principal arma do PMDB de Iris Rezende para tentar se aproximar de Marconi Perillo (PSDB) e virar uma eleição que está favorável ao governador tucano. Caiado é figurinha fácil nos programas eleitorais de Iris e virou protagonista dentro do partido. Ele aceitou até ser secretário de Segurança Pública num governo Iris que nem existe ainda.

O comportamento engajado do deputado federal na campanha de Iris tem chamado a atenção de aliados do candidato à presidência da República, Aécio Neves, em Goiás. Ao priorizar a campanha peemedebista e mergulhar fundo no mundo irista, Caiado deixa Aécio em segundo plano. No primeiro turno, Aécio Neves venceu no Estado e na Capital.

Todo o mal estar já existe porque Caiado frequenta palanque de um partido que é aliado ao PT da presidente Dilma Rousseff que ele tanto combate e ataca. "Não vou abrir mão do mandato de senador. Continuarei sendo senador. É uma convocação temporária para ajustarmos a segurança pública em Goiás", escreveu Caiado, no Twitter, sobre o convite para ser secretário numa tentativa de acalmar os eleitores que protestaram contra sua decisão de virar auxiliar de Iris.

A coluna Giro, no jornal O Popular, desta sexta-feira informa que "deputados peemedebistas afirmam que Ronaldo Caiado tem tido grande peso político no PMDB irista". "Atribuem isto à dependência de Iris Rezende ao novo aliado nesta eleição", conclui a nota.

Ronaldo Caiado já virou até personagem no desenho animado que é exibido no programa de Iris. A animação mostra Caiado batendo num ladrão que assalta outra personagem. A expectativa agora gira em torno da visita de Aécio Neves a Goiânia, marcada para próxima terça-feira. Integrantes do PSDB já lançam dúvidas sobre a presença de Caiado no evento para o presidenciável do partido.

 

 

 

 

 

Goiás 247 José Barbacena Fri, 17 Oct 2014 14:46:58 +0000 http://www.brasil247.com/157351
Após pancadaria, Aécio e Marina se encontram http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157330 Marcos Fernandes: Candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves durante encontro com a ex-senadora Marina Silva. São Paulo, 17/10/2014 – Foto Marcos Fernandes Senador Aécio Neves e ex-candidata Marina Silva tiveram, nesta sexta, seu primeiro encontro, em São Paulo; Marina reclamou da agressividade do debate de ontem, mas Aécio atribui ataques ao PT; "Lamento profundamente o tom do debate. Propus o debate de ideias", disse; "Não posso aceitar as calúnias que são feitas", acrescentou; Marina deve aparecer no próximo programa do tucano <br clear="all"> Marcos Fernandes: Candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves durante encontro com a ex-senadora Marina Silva. São Paulo, 17/10/2014 – Foto Marcos Fernandes

247 – Um dia após um debate dominado por pancadarias entre o candidato do PSDB, Aécio Neves, e a presidente Dilma Rousseff (PT), o senador tucano teve nesta sexta-feira 17 seu primeiro encontro com Marina Silva, candidata derrotada no primeiro turno e que declarou apoio a ele no segundo.

Em telefonema ao presidenciável ontem logo após o debate, Marina reclamou do tom das discussões e ouviu de Aécio que a agressividade vinha do PT. Hoje, o candidato reforçou a tese: "Lamento profundamente o tom do debate de ontem. Propus o debate de ideias. Mas essa não é a estratégia da outra campanha", alfinetou.

"Não posso aceitar as calúnias que são feitas. Ninguém ganha eleição destruindo o outro", acrescentou o candidato. "Convoco a candidata Dilma para debatermos propostas", disse ainda Aécio Neves. Estão presentes no encontro apoiadores de Aécio, além de integrantes da Rede, PPS e outros partidos.

O ato político, que acontece na Lapa, zona oeste de São Paulo, foi classificado por Aécio como histórico para a política nacional. "O que está em jogo é a nossa libertação desse modelo político que está aí. O Brasil quer uma mudança qualificada", declarou. "Estamos aqui hoje exercendo a boa política e de postura ao desafio que temos pela frente", acrescentou.

Abaixo, reportagens da Reuters sobre o encontro:

Aécio diz que responderá ataques de Dilma à altura e lamenta tom do debate na TV

SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, lamentou nesta sexta-feira o tom do debate presidencial da véspera na TV e disse que irá responder à altura aos ataques que receber da adversária no segundo turno, a presidente Dilma Rousseff (PT).

Ao lado da ex-candidata Marina Silva (PSB), no primeiro evento público em que estiveram juntos desde que ela anunciou apoio ao tucano, Aécio disse que ambos estão inaugurando um movimento para construir uma nova agenda.

Dilma e Aécio fizeram na quinta-feira, nos estúdios do SBT, o debate mais agressivo da campanha com ataques generalizados de ambos os lados, deixando as propostas de governo em segundo plano.

Marina diz que agora faz parte de "movimento da mudança" com Aécio

Marina Silva (PSB), terceira colocada no primeiro turno da disputa pela Presidência, afirmou nesta sexta-feira ao lado do candidato do PSDB, Aécio Neves, que agora faz parte do "movimento da mudança" representado pelo candidato tucano, e que a parceira foi construída com base em compromissos de melhorar o país.

"A partir de agora você trabalha como um movimento da mudança, uma mudança que não é mudança pela mudança, mas é a mudança qualificada, que preserva as conquistas, que encara os desafios", disse Marina em evento em São Paulo, ao lado de Aécio.

"É por isso que, neste momento, eu estou aqui como parte desse movimento que se dá em cima de um compromisso que, no meu entendimento, pode ajudar a melhorar o Brasil para todos nós e a unir o Brasil pelo bem de todos nós", acrescentou Marina, apontando compromissos assumidos por Aécio como a recuperação dos fundamentos macroeconômicos e a ampliação das políticas sociais.

Marina participou com Aécio, nesta sexta, do primeiro evento público após ela ter declarado apoio formal ao candidato tucano no segundo turno da eleição contra a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT).

(Por Eduardo Simões)

Poder Felipe L. Goncalves Fri, 17 Oct 2014 11:50:14 +0000 http://www.brasil247.com/157330
Cadeirante é agredido por usar estrela do PT em SP http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157332 : Militante histórico do PT e blogueiro, Enio Barroso Filho conta ter sido parado por ocupantes de um carro que começaram a xingá-lo e pedir pra ele tirar a camisa do partido no centro de São Paulo; segundo ele, "três brutamontes" começaram a chacoalhar sua cadeira e um deles lhe deu um tapa na cabeça; Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, conta que na capital paulista, "eleitores do PT que ousaram pôr adesivos do partido ou de sua candidata a presidente nos próprios carros relatam que estes foram depredados" <br clear="all"> :

Por Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania

A mídia e o PSDB não sabem o que estão fazendo com São Paulo... Ou, o que é muito pior, sabem direitinho. E o que estão fazendo com o Estado mais desenvolvido? Estão criando hordas de fascistas de todas as idades, classes sociais, níveis de escolaridade e de ambos os sexos.

Não são (apenas) os skinheads ou neonazistas que, nas "jornadas de junho", agrediam todo aquele que usava uma camisa vermelha, mesmo sem símbolos do PT. São estudantes, donas-de-casa, homens maduros e engravatados e até pobres oprimidos por uma elite fascista, golpista, racista e pela mídia que a representa.

Ao final da noite de ontem, uma história escabrosa se somou a vários relatos de pessoas que estão sendo agredidas em São Paulo por usarem símbolos do PT e, em alguns casos, por usarem uma mísera camisa vermelha. Antes do relato, porém, algumas considerações.

No dia 5 de outubro, a mulher deste que escreve vestiu-se toda de vermelho e foi dar seu voto a Dilma Rousseff. Sua manifestação foi silenciosa e legal. Porém, dentro da universidade em que vota, foi insultada por outra mulher, que se julgou no direito de reprimir a minha por sua ousadia de se vestir com a cor que bem quis.

Em São Paulo, adesivos de Aécio Neves ou do PSDB ou com "fora Dilma" são comuns, estão em toda parte, principalmente nas indefectíveis SUV's importadas e outros carrões de luxo. Mas ninguém vê adesivos do PT ou de Dilma em carros, apesar de cerca de 1/3 dos paulistanos votar em Dilma.

Eleitores do PT que ousaram pôr adesivos do partido ou de sua candidata a presidente nos próprios carros relatam que estes foram depredados – em maior ou menor grau. Pode ser um simples risco com prego ou chave na lataria ou uma depredação maior.

Foi nesse quadro que o blogueiro Enio Barroso Filho sofreu uma agressão covarde ao impensável na última terça-feira (14).

Enio, vale dizer, faz parte do movimento de blogueiros progressistas e é petista histórico. Na foto no alto da página, pode-se vê-lo com um amigo que tem grande apreço por si, o ex-presidente Lula.

O blogueiro em questão é cadeirante; sofre de enfermidade progressiva que está lhe deformando o corpo passo a passo. Dolorosamente. Enio, porém, não perde o bom humor. Lutando contra a doença, reserva grande parte de seu tempo à militância política na internet e ao vivo.

Já vi Enio preso em locais de debates ou atos públicos por falta de acessibilidade. Não raro, tem que ser carregado com cadeira e tudo para dentro ou para fora de locais públicos que são construídos sem pensar em quem usa cadeira-de-rodas. Mas ele não desiste. E nunca reclama da doença que o fustiga.

Leia agora, abaixo, relato que o blogueiro-cadeirante postou no Facebook.

"(...) Terça-feira saí de casa para participar do 'Churrascão da Gente Desinformada', na Praça Roosevelt, à noite. Vesti minha camisa vermelha, paramentei-a com adesivos pró Dilma acompanhados da minha velha estrelinha de metal do PT que ostento com orgulho e de cabeça erguida desde Fevereiro de 1980, data da fundação do PT.

Saltei na estação República do Metrô e, como não havia nenhum elevador funcionando, (muitas estações estão assim depois da eleição do 1º turno), funcionários me levaram pela escada rolante e saí pela Rua do Arouche.

Estava escuro e ermo como quase todo o centro de São Paulo nas noites de hoje. Nisso, um carro (acho que era Pajero) encostou na calçada e seus ocupantes começaram a me xingar pedindo que eu tirasse a camisa.

Respondi que não e lhes disse:

– É Dilma!!

Um deles disse:

–Te conheço da internet, petralha do caralho! Estamos de olho!

E outro anunciou:

– Não é porque você é um aleijado comunista que não mereça uma surra pra te endireitar

Mandei irem à merda e os três brutamontes carecas e bombados (menos o motorista) desceram e começaram a chacoalhar a minha cadeira tentando me derrubar. Gritavam muito e um deles me deu um tapa na cabeça.

Pareciam drogados, enfurecidos. Não tive medo, já que isso não é novidade para mim. Na ditadura militar enfrentava soldados armados por quem fui preso quatro vezes, mas NUNCA por civis.

Muitas pessoas viram, mas nada fizeram a não ser uma moça do outro lado da rua que gritou "Polícia !!!".

Foi aí que eles me deixaram, entraram no carro e seguiram sem pressa.

Evidente que não pude anotar a placa devido as circunstâncias. Só notei adesivos no carro: "CHIC", "AÉCIO 45″ e aquele conhecido "FORA DILMA e leve o PT junto". Mas os rostos dos elementos enfurecidos, não esquecerei jamais.

Segui meu caminho na direção da Pça. Roosevelt e, encontrando uma dupla de PMs, contei o ocorrido. Um dos PMs disse que como não anotei a placa do veículo nada poderia fazer. E me 'orientou' a não andar por aí com 'esse tipo de estrelinha e esse tipo de adesivo', pois isso, nestas épocas, seria 'muito perigoso' (...)"

Quem tem a mais tênue noção do que seja fascismo, se for paulista e, sobretudo, paulistano sabe que há uma epidemia fascista em SP. Pode até haver casos parecidos em outros Estados, mas em SP, e sobretudo na capital, o problema já saiu de controle.

A mídia corporativa, todinha alinhada ao PSDB, trata de esconder. Pouco fala dos sucessivos casos de repressão fascista ao pensamento divergente da maioria. E muito menos que esse fenômeno, em São Paulo, já está ficando generalizado.

Resta saber como o país vai sair dessa. Sobretudo se a direita tucano-midiática vencer a eleição. Em São Paulo, diante do torturante racionamento de água que sobrevirá logo após a eleição, não dá para prever o que pode acontecer.

O governador Geraldo Alckmin é bem capaz de atribuir sua incúria quanto ao abastecimento de água ao "demônio petista". Seja qual for o resultado da eleição, o ódio político ameaça causar uma guerra civil no Estado mais rico da Federação. Cadáveres são questão de tempo.

Mídia Gisele Federicce Fri, 17 Oct 2014 12:17:32 +0000 http://www.brasil247.com/157332
PT-SP vai à Justiça contra preconceito de médicos http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/157326 : Diretório Estadual do partido, presidido por Emídio de Souza, informou em nota ter entrado com duas representações na Justiça contra o grupo do Facebook "Dignidade médica", que publicou "diversas postagens que incitam o ódio contra os nordestinos, profissionais de baixa renda, o Partido dos Trabalhadores e a candidata à reeleição presidencial Dilma Rousseff"; na rede social, usuários que se definem médicos ou estudantes de medicina pregaram "holocausto" com eleitores de Dilma <br clear="all"> :

SP 247 – O diretório paulista do PT informou em nota divulgada nesta sexta-feira 17 que entrará na Justiça com duas representações pedindo concessão de medida cautelar endereçada ao procurador-geral da República e ao Conselho Federal de Medicina (CFM) contra o grupo do Facebook "Dignidade Médica", que pregou o "holocausto" com eleitores da presidente Dilma Rousseff (leia aqui).

Segundo o PT, os integrantes da comunidade virtual publicaram "diversas postagens que incitam o ódio contra os nordestinos, profissionais de baixa renda, o Partido dos Trabalhadores e a candidata à reeleição presidencial Dilma Rousseff". O partido afirma que "os comentários escritos contra a população nordestina possuem nítida natureza racista, com incitação de preconceito e discriminação".

"O Diretório do PT-SP pede a imediata paralisação da veiculação das mensagens com conteúdo racista e responsabilização criminal e civil dos envolvidos, por afrontar a liberdade política constitucionalmente assegurada a todos", conclui a nota, assinada pelo presidente do PT de São Paulo, Emídio de Souza, e por Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do setor jurídico do PT-SP.

SP 247 Gisele Federicce Fri, 17 Oct 2014 11:26:53 +0000 http://www.brasil247.com/157326
Médico gaúcho a Dilma: "procure um cubano, FDP" http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/157299 : Intolerância pré-eleitoral cobre o Brasil de ódio; ontem, logo após a presidente Dilma se sentir mal, no debate do SBT, o médico gaúcho Milton Pires postou a seguinte mensagem no Facebook: "Tá se sentindo mal? A pressão baixou??? Chama um médico cubano, sua grande filha da puta!"; entre seus seguidores, urros pela agressão; um dos internautas disse que Dilma deveria buscar proteção da Lei Maria da Penha, depois de ter sido espancada; dias atrás, o alvo da violência foi o ator Gregório Duvivier; hoje, é a presidente Dilma; em artigo, colunista Breno Altman alerta para a ascensão de um neofascismo na sociedade brasileira, atiçado por meios de comunicação conservadores; médico intolerante tem sido defendido, na mídia brasileira, pelo extremista Augusto Nunes, de Veja <br clear="all"> :

247 - "Tá se sentindo mal? A pressão baixou??? Chama um médico cubano, sua grande filha da puta!". A mensagem foi postada no Facebook pelo médico gaúcho Milton Pires, funcionário da prefeitura de Porto Alegre, formado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e especialista em terapia intensiva, logo após a presidente Dilma Rousseff se sentir mal, com uma queda de pressão, no debate do SBT, ocorrido na tarde de ontem. Entre seus seguidores, urros de ódio. Um deles dizia que a presidente Dilma deveria buscar proteção da Lei Maria da Penha, após ter sido espancada no debate. 

A postagem é mais um exemplo do ódio que se alastra pela sociedade brasileira, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial. Ontem, a notícia mais relevante do dia, foi a onda de insultos ao ator Gregório Duvivier, do grupo Porta dos Fundos, motivada por seu apoio declarado à reeleição da presidente Dilma Rousseff (leia aqui). O também ator Dado Dolabella, condenado por agressão a mulheres, comparou Duvivier a alguém contaminado pelo vírus ebola (leia aqui).

As duas agressões, a Duvivier e à presidente Dilma Rousseff, fazem parte do mesmo fenômeno: o neofascismo que se alastra pela sociedade brasileira. Em artigo publicado ontem no 247, o colunista Breno Altman afirma que os "conservadores perderam a vergonha na cara" e que o ódio ao PT retirou do armário todos os demônios da sociedade brasileira, como o racismo, a homofobia, o culto à desigualdade e o preconceito regional (leia aqui).

Extremista radical, o gaúcho Milton Pires tem um aliado na mídia conservadora, que há vários anos vem preparando o terreno para esse neofascismo. Trata-se do jornalista Augusto Nunes, de Veja.com, que o defendeu quando ele foi suspenso por 60 dias do trabalho em um hospital.

Leia, abaixo, o post de Nunes, em setembro deste ano:

Médico é suspenso por dois meses pelo crime de discordar dos jalecos estatizados que controlam um hospital em Porto Alegre

O médico Milton Pires enviou à coluna, nesta terça-feira a carta abaixo reproduzida. É um relato sucinto das perseguições movidas pela direção do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, contra um profissional que pensar com independência — e dizer sem medo o que pensa. A mais recente abjeção foi consumada neste 22 de setembro: baseados em acusações difusas, inconsistentes ou mesquinhas, formuladas por testemunhas anônimas, os comandantes da instituição comunicaram a Milton Pires a decisão de suspendê-lo por 60 dias. Confiram:

O SILÊNCIO DE TODOS NÓS

Milton Pires

Meus amigos:  

Trabalhando desde junho de 2010 na UTI do Hospital Nossa Senhora da Conceição em Porto Alegre, minha contínua luta contra as barbaridades feitas contra a saúde pública no Brasil são do conhecimento de todos. No início de 2013, Ricardo Setti publicou em seu blog no site de VEJA o artigo com o título “Santa Maria e a Guerra do Vietnam”, uma séria advertência sobre a vinda dos médicos cubanos. Depois de “Carta à Presidente Dilma” e de outros textos publicados tanto no meu blog “Ataque Aberto” quanto no grupo de Facebook “Inglourious Doctor”, comecei a pagar, pessoalmente e profissionalmente, o preço das minhas opiniões políticas.

Assassinar reputações de inimigos não é uma prática nova da esquerda brasileira. O doutor Romeu Tuma Júnior provou isso em seu livro. Trabalhando num grupo hospitalar que atende 100% dos pacientes pelo SUS, no qual entrei por concurso público e que é controlado por gente do PC do B, não é necessário ser um teórico da conspiração para compreender e admitir o que acontece quem se opõe ao modelo de gestão de saúde no Brasil. Antiga, mas eficiente, a tática é sempre a mesma – mau desempenho nas avaliações funcionais e relatos de conflitos e dificuldade de relacionamento no local de trabalho funcionam como estopim dos processos administrativos em que se pretende “limpar” o serviço público dos opositores.

Neste 22 de setembro, chegando ao Hospital Conceição para trabalhar na UTI, fui notificado de que meu ponto estava “suspenso”. Encaminhado ao setor de RH, fui informado de que eu mesmo, como médico, estou suspenso do hospital por 60 dias, sem perda de remuneração. Argumenta a instituição que isso visa não prejudicar o processo administrativo disciplinar (PAD número 51/14, que tem como objetivo a minha exoneração. Desconheço os termos de acusação. Não sei ao que respondo e não tive, até agora, nenhuma chance de defesa.

Em apelação administrativa de avaliação funcional prévia considerada muito insuficiente, testemunhas identificadas como “trabalhador da saúde 1,2,3,4..etc..” me acusam de “não examinar os pacientes, não lavar as mãos, de conflitos com familiares de pacientes da UTI , de jogar equipamentos no chão e não usar equipamentos de proteção individual”. Não sei, oficialmente, o nome de NENHUMA das pessoas que disseram isso naquele processo. Não lhes foi exigida prova alguma para que declarações que acabaram com a minha vida funcional se transformassem em VERDADES corroboradas por meus chefes.

O que está acontecendo comigo não é exceção; é a regra aplicada aos médicos brasileiros que decidem contestar a maneira com que essa gente conduz a saúde pública. Minhas chances no processo administrativo, do qual sequer tenho cópia, não são muitas. Acredito que haja alguma alternativa na Justiça comum. Neste momento, resta-me apelar àquilo que essa gente mais teme: a publicidade, a divulgação em massa pela imprensa do que se pretende fazer em silêncio. Eles são especialistas em assassinar reputações, apoiados no total aparelhamento do serviço público e terror infundido nos seus subordinados. Os efeitos são garantidos por por lei. A Lei do Silêncio de todos nós.

Rio Grande do Sul 247 Felipe L. Goncalves Fri, 17 Oct 2014 09:01:34 +0000 http://www.brasil247.com/157299
Marcelo Odebrecht tenta se blindar na Folha http://www.brasil247.com/pt/247/economia/157305 : Alvo da Operação Lava-Jato, por ter sido acusada de pagar uma propina de US$ 23 milhões a Paulo Roberto Costa, a Odebrecht iniciou um trabalho de contenção de danos; ontem, o dono da empreiteira, Marcelo Odebrecht, procurou o empresário Otávio Frias Filho, da Folha de S. Paulo, para tentar se blindar; foi a Folha quem revelou o trecho da delação premiada que atinge a construtora baiana; falta apenas combinar com o juiz Sergio Moro, do Paraná, que pretende também alcançar os corruptores <br clear="all"> :

247 - Acusada de pagar uma propina de US$ 23 milhões a Paulo Roberto Costa (leia mais aqui), a construtora Odebrecht iniciou um esforço para conter os danos e blindar seu presidente, Marcelo Odebrecht. É o que informa a coluna Painel, da Folha, na seguinte nota:

Visita à Folha

Marcelo Bahia Odebrecht, diretor-presidente da Odebrecht S.A., visitou ontem a Folha, onde foi recebido em almoço. Estava com Maurício Roberto Ferro, vice-presidente Jurídico, Sergio Bourroul, diretor de Comunicação, e Zaccaria Junior, diretor de Comunicação da Odebrecht Engenharia.

É praxe, na Folha, informar quando os visitantes vão ao jornal "a convite". No caso de Marcelo Odebrecht, ele se convidou. Afinal, foi uma reportagem de Mario Cesar Carvalho, repórter investigativo do jornal, que revelou a propina de US$ 23 milhões.

Um dos objetivos do juiz Sergio Moro, que conduz a Operação Lava-Jato, no Paraná, é atingir também os corruptores – e não apenas os corruptos, como Paulo Roberto Costa, que aceitou, inclusive, devolver os recursos supostamente pagos a ele pela Odebrecht.

Não se sabe se, a partir do encontro de ontem, a Odebrecht terá um tratamento mais brando da Folha. Mas, qualquer que seja a decisão editorial, falta ainda combinar com o juiz Moro.

Economia Leonardo Attuch Fri, 17 Oct 2014 10:09:50 +0000 http://www.brasil247.com/157305
Mídia: entidades pedem fim de concessões a políticos http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/157316 : Nesta sexta-feira (17), Dia Internacional pela Democratização da Comunicação, entidades promovem uma série de atividades com o objetivo de ampliar o debate e a coleta de assinaturas em apoio ao chamado Projeto de Lei da Mídia Democrática, que propõe nova regulação do sistema de comunicação do país, a partir de medidas como o estímulo à concorrência e a proibição da outorga de concessões para políticos com mandato eletivo <br clear="all"> :

Helena Martins, Repórter da Agência Brasil - Hoje (17) é o Dia Internacional pela Democratização da Comunicação. Além de comemorar a data, entidades promovem, ao longo da semana, uma série de atividades com o objetivo de ampliar o debate e a coleta de assinaturas em apoio ao chamado Projeto de Lei da Mídia Democrática. O projeto propõe nova regulação do sistema de comunicação do país, a partir de medidas como o estímulo à concorrência e a proibição da outorga de concessões para políticos com mandato eletivo.

“Esta tem sido uma semana importante para o debate e a luta pela democratização em pauta mais uma vez”, avalia Rosane Bertotti, coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que está à frente da organização das atividades da semana. Segundo o FNDC, ações como debates e atos públicos ocorrem em Alagoas, na Bahia, no Ceará, em Pernambuco, Sergipe, São Paulo, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Maranhão.

Também está sendo promovida a campanha "#Foracoronéisdamídia", que quer alertar sobre os impactos que a posse de concessões de meios de comunicação por políticos causam na democracia. A campanha é uma parceria entre Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação (Enecos), o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.

Os organizadores destacam que o Artigo 54 da Constituição Federal proíbe que deputados e senadores firmem “contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes”.

Além da regra constitucional, o Códio Brasileiro de Telecomunicações estabelece que “não poderá exercer a função de diretor ou gerente de concessionária, permissionária ou autorizada de serviço de radiodifusão quem esteja no gozo de imunidade parlamentar ou de foro especial”.

Como emissoras de rádio e televisão funcionam por meio de concessões públicas, as organizações que participam da campanha defendem que essa proibição deve ser respeitada.

Essa não é, contudo, a realidade vivenciada no país. Apesar das normas, o projeto Donos da Mídia mostra que, até 2009, 271 políticos eram sócios ou diretores de 324 veículos de comunicação no país. Até então, os casos eram comuns a praticamente todas as unidades da Federação, com destaque para Minas Gerais. Os políticos citados pelo estudo eram filiados a dez partidos.

Para enfrentar esse cenário, desde 2011 tramita na Justiça a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 246. Elaborada pelo Intervozes, em parceria com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), a ADPF questiona a outorga e a renovação de concessões de radiodifusão a pessoas jurídicas que tenham políticos com mandato como sócios ou associados. Pede ainda a proibição da diplomação e a posse de políticos que sejam, direta ou indiretamente, sócios de pessoas jurídicas concessionárias de radiodifusão.

De acordo com a ADPF, é preciso que esse tipo de relação de propriedade seja declarada inconstitucional. Sobre a situação atual, o texto mostra que a falta de fiscalização das concessões, permissões e autorizações para que essa prática seja evitada configura omissão por parte do Poder Executivo, com consequências para a garantia do direito à informação e para a própria democracia brasileira.

No ano passado, o Ministério Público Federal se posicionou sobre o tema. Ele reconheceu a proibição constitucional, mas deu parecer negativo à ADPF, alegando falta de delimitação do objeto. A ação é relatada pelo ministro Gilmar Mendes e ainda não há previsão de quando será votada.

Brasília 247 Leonardo Araújo Fri, 17 Oct 2014 10:46:14 +0000 http://www.brasil247.com/157316
Líder do PT: Aécio foi “agressivo e truculento” http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/157320 : Coordenador da campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff em Pernambuco, senador Humberto Costa qualificou como "truculento" e "agressivo" o comportamento do candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) durante o debate realizado nesta quinta-feira (16) pelo SBT/UOL/Jovem Pan; Humberto também negou que o governo federal esteja fazendo algum tipo de retaliação contra o Estado, em função do apoio do PSB ao PSDB no segundo turno das eleições presidenciais <br clear="all"> :

Pernambuco 247 - O líder do PT no Senado e coordenador da campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff em Pernambuco, Humberto Costa, qualificou como "truculento" e "agressivo" o comportamento do candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) durante o debate realizado nesta quinta-feira (16) pelo SBT/UOL. Para o parlamentar, o "debate acabou se transformando em uma troca de acusações" e o tempo "poderia ter sido aproveitado de uma forma melhor por ambos". Humberto também negou que o Governo Federal esteja fazendo algum tipo de retaliação contra o Estado, em função do apoio do PSB ao PSDB no segundo turno das eleições presidenciais.

"Temos que reconhecer a forma agressiva e truculenta como o candidato do PSDB se dirigiu a presidente da República, muitas vezes de forma desrespeitosa", disse Humberto em entrevista à Rádio Jornal, nesta sexta-feira (17). "Acho que o tempo do debate podia ter sido aproveitado de uma forma melhor por ambos. O debate acabou se transformando em uma troca de acusações. Nós podíamos ter tido um debate melhor sobre as propostas para o País", ressaltou.

Humberto também afirmou que o governo da presidente Dilma não tem como prática retaliar os estados que fazem oposição. "O governo federal jamais tratou qualquer estado de forma discriminatória. Esse argumento é absolutamente falho", disse o petista. A afirmação tem como objetivo rebater as acusações feitas por membros do PSB pernambucano que dizem que o Estado vem sendo penalizado com o corte de verbas federais desde que a legenda deixou a base governista para lançar o ex-governador Eduardo Campos, falecido em agosto em um acidente aéreo, como candidato à Presidência da República.

Segundo ele, até mesmo gestões adversárias como as de Antônio Anastasia, em Minas Gerais; Marconi Perillo, em Goiás; e Geraldo Alckmin, em São Paulo, elogiam a relação mantida com o Governo Federal. As administrações estaduais citadas por ele são todas do PSDB. "Eu acho que é muito ruim aqui em Pernambuco, um estado que sempre teve muita atenção do Governo Federal, querer transformar um tema desse em uma disputa eleitoral", disse.

 

Pernambuco 247 Paulo Emílio Fri, 17 Oct 2014 11:04:08 +0000 http://www.brasil247.com/157320
Cruvinel: os candidatos passaram do ponto http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157276 : "Dilma poderia ter se poupado de dizer que nunca dirigiu 'drogada e embriagada'. Passou do ponto", afirma a jornalista Tereza Cruvinel, colunista do 247, em sua análise sobre o pugilato de ontem, no SBT; no artigo, ela questiona também a resposta de Aécio às acusações de nepotismo, quando acusou o irmão de Dilma, Igor Rousseff, de ter recebido sem trabalhar na prefeitura de Belo Horizonte, e a tentativa de distorcer uma fala da presidente sobre corrupção; na sua avaliação, nem Aécio, nem Dilma fizeram o suficiente para conquistar novos votos; "Chamar Dilma de mentirosa o tempo todo cola? Convence os indecisos? E dizer o tempo todo que eles, os governos tucanos, nada fizeram, também cola? Fará sentido para os indecisos?", questiona <br clear="all"> :

247 - O debate presidencial mais agressivo desde 1989 mostrou dois candidatos que passaram do ponto em seus ataques e agressões. É como avalia a jornalista Tereza Cruvinel, colunista do 247, em seu artigo "Debate foi antes de tudo chato".

Segundo Tereza, "chatos e furiosos", os dois candidatos se repetiram, mas, desta vez, passaram do ponto. "Em seu conteúdo, o que o debate de hoje no SBT trouxe de novo em relação ao da Band foi também na área do pugilato: Dilma contornando o alambrado para abordar o fato de Aécio ter se recusado a soprar o bafômetro e levando uma descompostura dele: 'tenha a coragem de fazer a pergunta diretamente'. Dilma poderia ter se poupado de dizer que nunca dirigiu 'drogada e embriagada'. Passou do ponto. Cada vez que um deles cruza a linha do debate civilizado, o outro sobe o tom na próxima rodada e o nível cai mais um pouco", afirma.

Tereza Cruvinel também questionou o posicionamento de Aécio em relação a Igor Rousseff, irmão da presidente, e sua tentativa de distorcer uma fala dela, no debate anterior, sobre corrupção. "Outra novidade, vinda dele, foi da mesma natureza. Tendo ouvido novamente a acusação de ter empregado parentes em Minas, afirmou, e ela não contestou, que o irmão foi empregado da prefeitura de Belo Horizonte na gestão de Fernando Pimentel mas não trabalhava.  E também aquela exploração do tropeço dela nas palavras. No debate da Band, quem assistiu entendeu que Dilma se enrolou com as palavras ao afirmar que 'ninguém está acima da corrupção' e que 'qualquer um pode cometer corrupção'. Ela estava claramente querendo dizer que nenhum governante está livre da ação de corruptos, que sempre poderá haver alguém cometendo ilícitos, cabendo ao governante vigiar, investigar e punir", disse a jornalista. "Mas Aécio cobrou dela uma explicação para estas palavras em sua acepção linear. 'Então é isso que a senhora pensa, que qualquer um pode cometer corrupção e fica por isso mesmo?'. Ou coisa assim. Apelação. Dilma poderia ter reconhecido que se expressou mal e protestado contra a distorção das palavras. Limitou-se a refazer o raciocínio do debate anterior, desta vez de modo compreensível."

Em sua coluna, ela afirma ainda que nem Aécio nem Dilma fizeram o bastante para conquistar novos votos. "Chamar Dilma de mentirosa o tempo todo cola? Convence os indecisos? E dizer o tempo todo que eles, os governos tucanos, nada fizeram, também cola? Fará sentido para os indecisos?  Deste jeito, poderá haver mesmo um grande contingente de eleitores decidindo na última hora, ao sabor do humor do dia, e não da convicção."

Leia a íntegra no blog de Tereza Cruvinel.

 

Poder Leonardo Attuch Fri, 17 Oct 2014 05:33:24 +0000 http://www.brasil247.com/157276
Lula: Aécio foi "ignorante com uma mulher" http://www.brasil247.com/pt/247/amazonas247/157275 : "Quando eu vejo um homem na televisão ser ignorante com uma mulher, como Aécio tem sido nos debates, eu fico pensando: se esse cidadão é capaz de gritar com a presidenta, fico imaginando o dia que ele encontrar um pobre na frente: é capaz dele pisar ou não enxergar", disse o ex-presidente Lula em comício do PT em Manaus; ele voltou a dizer que o PSDB governa apenas para a elite: "Esse país tem que ser governado pelo sentimento do coração. Queremos um país onde todos possam tomar café, almoçar, jantar e estudar" <br clear="all"> :

247 – Cumprindo agenda política em Manaus pela reeleição de Dilma Rousseff na noite desta quinta-feira, o ex-presidente Lula criticou a postura do tucano Aécio Neves em debates:

"Quando eu vejo um homem na televisão ser ignorante com uma mulher, como ele [Aécio] tem sido nos debates, eu fico pensando: se esse cidadão é capaz de gritar com a presidenta, fico imaginando o dia que ele encontrar um pobre na frente: é capaz dele pisar ou não enxergar", disse o ex-presidente.

Lula reforçou a estratégia do PT para tentar “descontruir” Aécio, chamando-o de elitista e afirmando que ele vai retirar benefícios sociais está dando resultado.

"Este país não pode mais ser governado apenas com a cabeça da elite brasileira. Esse país tem que ser governado pelo sentimento do coração. Queremos um país onde todos possam tomar café, almoçar, jantar e estudar", disse, ao lado do senador Eduardo Braga (PMDB), candidato ao governo do Amazonas.

Amazonas 247 Roberta Namour Fri, 17 Oct 2014 05:15:33 +0000 http://www.brasil247.com/157275
Holofote sobre PSDB complica uso político na Petrobras http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/157271 : Quem também pediu propinas ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, foi ninguém menos que o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra; ontem, já havia surgido também a acusação de que o senador eleito Fernando Bezerra Coelho, do PSB, havia levantado R$ 20 milhões para a reeleição de Eduardo Campos, em 2010; com as revelações, o esquema de Costa se torna menos petista e mais ecumênico, atingindo todas as forças políticas, inclusive da oposição, o que dificulta a exploração política do caso, às vésperas do segundo turno <br clear="all"> :

247 - A manchete da Folha de S. Paulo desta sexta-feira traz um complicador para a estratégica política do PSDB, de usar o esquema comandado por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, como arma contra o PT, às vésperas do segundo turno. Costa também disse ter pago propinas a ninguém menos que Sergio Guerra, ex-presidente nacional do PSDB. Ontem, numa outra revelação, surgiu a história de que o senador Fernando Bezerra Coelho, do PSB, também levantou R$ 20 milhões para a reeleição de Eduardo Campos, em 2010. Assim, o esquema denunciado na Operação Lava-Jato se torna mais ecumênico e suprapartidário – e não apenas petista.

Leia, abaixo, reportagem da Reuters sobre Guerra:

(Reuters) - O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse em um depoimento ao Ministério Público Federal que repassou propina para o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, para ajudar a esvaziar uma CPI criada para investigar a estatal em 2009, segundo notícia publicada no site do jornal Folha de S.Paulo.

Guerra, que morreu em março deste ano, era senador por Pernambuco e presidente do partido na época, além de integrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Segundo a Folha, quatro pessoas envolvidas na investigação da Operação Lava Jato confirmaram que o líder do PSDB foi citado em um dos depoimentos de Costa, depois que ele decidiu colaborar com as autoridades.

Ainda de acordo com a reportagem do jornal, Costa disse que empresas que prestavam serviços à Petrobras queriam encerrar as investigações da CPI. Embora a oposição fosse minoritária na CPI, as empreiteiras temiam prejuízos com a repercussão na imprensa das investigações.

O PSDB divulgou nota afirmando que defende que todas as denúncias de Costa sejam investigadas.
Segundo a Folha, Francisco, filho de Guerra, disse não ter nada a dizer sobre a acusação, acrescentando que preserva o legado do pai "com muita honra".

(Por Alexandre Caverni)

Paraná 247 Roberta Namour Fri, 17 Oct 2014 05:07:59 +0000 http://www.brasil247.com/157271
PSDB aciona Dilma por "calúnia e injúria" http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157280 : Em nota, campanha de Aécio Neves afirma que entrou com duas representações contra a candidata à reeleição, Dilma Rousseff, na Procuradoria Geral Eleitoral: sobre a acusação contra o presidenciável tucano de desviar R$ 7,6 bilhões da saúde no debate da Band; e ao citar prática de nepotismo: ‘ações evidenciam a campanha difamatória e mentirosa do Partido dos Trabalhadores (PT), revelando a falta de respeito à democracia e ao eleitor’ <br clear="all"> :

247 – A campanha do presidenciável tucano Aécio Neves protocolou duas ações contra a candidata à reeleição, Dilma Rousseff, por acusações proferidas durante o debate da Band no início da semana. Leia a nota do partido na íntegra: 

Nota à Imprensa: Coligação Muda Brasil entra com representação contra candidata Dilma Rousseff

Nesta quinta-feira (16/10) a Coligação Muda Brasil protocolou na Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) duas representações para que a candidata Dilma Rousseff seja investigada pela prática dos crimes de calúnia, difamação e injúria na propaganda eleitoral.

Na primeira, levamos ao conhecimento do procurador-geral eleitoral o fato de a candidata ter acusado o candidato Aécio Neves de desviar R$ 7,6 bilhões da saúde no debate, na TV Bandeirantes, no último dia 14/10.

A afirmação da candidata petista, além de sabidamente inverídica, foi feita de forma irresponsável e maliciosa, procurando levar ao cidadão brasileiro a mensagem de que houve desvio de recursos públicos e de que o candidato Aécio assim agiu de forma criminosa.

Na segunda representação é pedida a investigação e a abertura de ação penal por ter a candidata Dilma Rousseff acusado indevidamente o candidato Aécio Neves pela prática de nepotismo, o que caracteriza evidente difamação, pois ofende a honra do senador ao imputar-lhe fato ilegal inexistente.

As representações apresentadas são instrumentos que evidenciam a campanha difamatória e mentirosa do Partido dos Trabalhadores (PT), revelando a falta de respeito à democracia e ao eleitor.

O partido também saudou a decisão do TSE de suspender a propraganda da presidente Dilma Rousseff que acusa Aécio Neves de perseguir jornalistas. Leia a nota do deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), coordenador Jurídico da Coligação Muda Brasil, sobre o assunto: 

Nota à Imprensa

Com voto do ministro Dias Toffoli, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu, na noite desta quinta-feira (16/10), liminar pleiteada pela Coligação Muda Brasil para suspender propaganda eleitoral veiculada pela candidata Dilma Rousseff que acusa o candidato Aécio Neves de perseguir jornalistas.

Na ação, a Coligação Muda Brasil ressaltou que a propaganda é inverídica e ofende o candidato Aécio Neves, imputando-lhe prática difamatória. O TSE entendeu que a propaganda é abusiva e determinou sua imediata suspensão.

As mentiras que o PT vem veiculando estão sendo rebatidas, uma a uma, e a verdade está sendo restabelecida, inclusive na Justiça.

A forma de fazer política que o PT adotou desde sempre, apostando na mentira e no medo, que é reiterada nesta eleição, aponta para uma certeza: a de que precisamos mudar.

Poder Roberta Namour Fri, 17 Oct 2014 06:18:13 +0000 http://www.brasil247.com/157280
Temer : "Cunha pode não ser presidente da Câmara" http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157274 : Vice-presidente Michel Temer respondeu à declaração do líder peemedebista da Câmara de que, em eventual governo de Aécio Neves ele perderia o comando da sigla: "Seguindo este raciocínio, se Dilma vencer, ele não poderá ser presidente da Câmara nem líder do PMDB", contra-atacou Temer  <br clear="all"> :

247 – Após sequência de declarações de Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara, sinalizando apoio a um eventual governo de Aécio Neves (PSDB), presidente da sigla e vice-presidente da República, Michel Temer, parte para o contra-ataque.

Segundo o colunista Bernardo Mello Franco, Temer se irritou quando Cunha disse ele ele perderá o comando da sigla se Aécio for eleito. "Seguindo este raciocínio, se Dilma vencer, ele não poderá ser presidente da Câmara nem líder do PMDB", rebateu.

O presidente da sigla teria decidido reagir após receber diagnóstico de que a maioria dos deputados defende a presidente.

Poder Roberta Namour Fri, 17 Oct 2014 06:04:03 +0000 http://www.brasil247.com/157274
Beto: "Se Amaral tiver caráter, ele se filia ao PT" http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/157267 : Ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, gravou uma mensagem para o programa eleitoral de Dilma Rousseff, presidenciável do PT; para Beto Albuquerque (PSB), candidato à vice-presidente da chapa que era encabeçada por Marina Silva, o apoio não deve representar nenhum obstáculo para Aécio Neves: "Se Amaral tiver o mínimo de caráter, ele se filiará ao PT. Ele não renunciou à presidência do partido como está dizendo por aí. Ele perdeu a presidência. Apoiar Dilma representa um desrespeito ao legado de Eduardo (Campos), que denunciou o desgoverno de Dilma e clamava por mudança no comando do Planalto" <br clear="all"> :

SÃO PAULO - Se o clima já estava ruim no PSB, as coisas devem piorar ainda mais depois que o ex-presidente da legenda, Roberto Amaral, gravou uma mensagem para o programa eleitoral de Dilma Rousseff, presidenciável do PT. A mensagem foi exibida no programa petista desta noite. Na semana passada, o partido decidiu apoiar a candidatura de Aécio Neves, do PSDB, mesmo à revelia de Amaral, que ainda estava no comando da sigla.

Para Beto Albuquerque (PSB), candidato à vice-presidente da chapa que era encabeçada por Marina Silva, o apoio de Amaral não deve representar nenhum obstáculo para Aécio na fase final da corrida presidencial, porque não estimulará uma migração de votos para a petista.

"Se Amaral tiver o mínimo de caráter, ele se filiará ao PT. Ele não renunciou à presidência do partido como está dizendo por aí. Ele perdeu a presidência", explicou o companheiro de chapa da ex-senadora. "Apoiar Dilma representa um desrespeito ao legado de Eduardo (Campos), que denunciou o desgoverno de Dilma e clamava por mudança no comando do Planalto", completou.

Rio Grande do Sul 247 Roberta Namour Fri, 17 Oct 2014 05:58:00 +0000 http://www.brasil247.com/157267
TSE proíbe ataques em horário eleitoral http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/157272 : Após suspender propaganda de rádio do PT contra Aécio Neves, presidente do tribunal, Dias Toffoli, anunciou que casos semelhantes que chegarem à Corte serão tratados da mesma forma; segundo ele, as campanhas políticas devem ser “programáticas e propositivas”, e não baseadas em ataques entre os candidatos <br clear="all"> :

Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil - Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu ontem (16) trecho de propaganda da coligação Força do Povo (PT, PMDB, PSD, PP, PR, PDT, PROS, PCdoB e PRB), veiculada no rádio na manhã de quarta-feira (15). A propaganda disse que o candidato Aécio Neves (PSDB) intimidava e perseguia jornalistas que criticavam seu governo em Minas Gerais. Com a concessão da liminar pedida por Aécio Neves, o trecho, considerado ofensivo, foi suspenso.

O presidente do tribunal, Dias Toffoli, acrescentou ainda que casos semelhantes que chegarem à Corte serão tratados da mesma forma. Ele salientou que estava sendo criada, a partir da decisão, uma jurisprudência para a questão e que as campanhas políticas devem ser “programáticas e propositivas”, e não baseadas em ataques entre os candidatos. O candidato do PSDB solicitou também um direito de resposta a ser veiculado em dois programas. Essa questão, porém, não foi posta em julgamento na sessão.

Brasil Roberta Namour Fri, 17 Oct 2014 06:44:17 +0000 http://www.brasil247.com/157272
Siqueira defende aproximação com o PSDB http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/157273 : Novo presidente do PSB, Carlos Siqueira afirma que o “apoio programático” com o presidenciável tucano já estava posta quando o então governador Eduardo Campos optou por deixar o governo Dilma Rousseff: “o PT que está no poder há 12 anos envelheceu e se afastou de sua base social e de seus ideais políticos. Impunha-se, portanto, como tarefa política, criar para os brasileiros uma oportunidade concreta de alternância” <br clear="all"> :

247 – Diante das críticas de Roberto Amaral, ex-presidente do PSB, seu sucessor Carlos Siqueira sai em defesa do “apoio programático” ao PSDB de Aécio Neves. Segundo ele, a direção fora tomada já pelo então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, quando deixou o governo Dilma Rousseff ao “se afastar de sua base social e de seus ideais políticos”. Leia:

O PSB contra o maniqueísmo

A aproximação com o PSDB está amparada por diretrizes baseadas em sugestões do PSB. Daí a decisão de apoiar a candidatura de Aécio Neves
Para que se possa compreender as razões que levaram o Partido Socialista Brasileiro a optar pelo apoio programático à candidatura de Aécio Neves é preciso partir de um elemento de realidade. Esse elemento já estava posto quando o saudoso governador Eduardo Campos decidiu protagonizar a luta pela mudança da qualidade da práxis política: as realizações do PT de Lula não são as mesmas de Dilma Rousseff.

O diagnóstico não tinha por fundamento os nomes ou as habilidades de cada um. Referia-se de forma direta ao fato apontado por vários teóricos da política, segundo o qual há um envelhecimento de ideais, inerente à permanência no poder. Esse processo de fadiga prática e teórica leva, não raro, à aristocratização de lideranças que, na origem, eram comprometidas com as causas populares. Ou seja, o PT que está no poder há 12 anos envelheceu e se afastou de sua base social e de seus ideais políticos.

Impunha-se, portanto, como tarefa política, criar para os brasileiros uma oportunidade concreta de alternância. Esse é um princípio básico do regime democrático, ao qual nosso partido se engajou sem qualquer ambivalência já no momento de sua fundação, em 1947.

Essa qualificação pode parecer estranha, mas é relevante no contexto de época e também na atualidade, quando se tenta sacrificar um princípio do regime democrático em nome de uma tentativa de apropriação das causas populares por uma única agremiação partidária, neste caso o PT.

Ora, os que de fato são democratas não podem partilhar da ideia de uma democracia condicional, ou seja, que só é boa quando as forças pelas quais militam vencem.

A análise qualificada do cenário político exige deixar de lado o maniqueísmo simplório, que, ao longo de toda a história, justificou os totalitarismos à direita e à esquerda. Nesse sentido, o PSB se mantém fiel às suas tradições e recusa as pechas que servem a um discurso que se aproxima dos malfadados ideais do partido único.

Nota-se, em complemento, que a aproximação com o PSDB não é incondicional e que está amparada por diretrizes programáticas baseadas em sugestões do PSB. Daí a nossa firme decisão de apoiar de forma entusiástica a candidatura de Aécio Neves à Presidência da República.

Quanto às questões que maculariam nossa coligação com o PSDB --favorecimento do grande capital, renúncia à soberania nacional e aliança com o capital financeiro internacional--, basta recordar que o petismo que chegou ao poder se valeu de um quadro ligado à banca internacional e eleito deputado federal pelo PSDB, Henrique Meirelles, para comandar o Banco Central. Sua política no BC assegurou ganhos extraordinários às instituições financeiras nacionais e internacionais.

O fato de o PSB não se ver na condição de proprietário da verdade lhe permite entender que há uma possibilidade libertária. Isso quer dizer, na atual conjuntura, desfazer o equívoco de que o futuro já tenha sido totalmente inventado por um único sujeito político.

O futuro que vislumbramos guarda diferentes ordens de possibilidades e nos orientamos em direção a ele tendo por farol nossos valores históricos e democráticos, e não a adesão acrítica a ideais que não nos pertencem.

Eduardo Campos compreendeu que um ciclo hegemônico se esgotara e com ele o dinamismo de nosso desenvolvimento econômico e social. O PSB, que sempre se posicionou em prol das causas populares, teve a coragem de extrair de sua leitura de conjuntura as devidas consequências políticas.

Precisamos recompor os fundamentos que permitirão melhorar a qualidade de vida de nossa gente. Para isso, é preciso ter a ousadia da mudança!

Pernambuco 247 Roberta Namour Fri, 17 Oct 2014 06:23:43 +0000 http://www.brasil247.com/157273
Agressor de mulher chama Duvivier de “marginal” http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/157211 : Intolerância: o ator Dado Dolabella, que já foi acusado três vezes de agredir ex-namoradas, decidiu partir para cima do ator e poeta Gregório Duvivier; o motivo é o fato de Duvivier, integrante do Porta dos Fundos, declarar apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff; "Na boa, alguém que fala 'estou com Dilma', para mim, soa tipo: 'estou com ebola'. Digno de pena e reclusão da sociedade. Um marginal", escreveu Dolabella em sua página no Facebook; nesta manhã, 247 noticiou que Duvivier foi agredido verbalmente, num restaurante do Leblon, por outro brucutu de extrema direita; neofascistas estão à solta <br clear="all"> :

247 – Acusado três vezes de violência doméstica, o ator Dado Dolabella chamou de "marginal" o ator e poeta Gregorio Duvivier por ter declarado apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Hoje, mais cedo, o 247 noticiou que Duvivier foi agredido verbalmente em um restaurante do Leblon depois do artigo que publicou contra a pressão, no Rio de Janeiro, para se votar em Aécio Neves (PSDB).

"Na boa, alguém que fala 'estou com Dilma', para mim, soa tipo: 'estou com ebola'. Digno de pena e reclusão da sociedade. Um marginal. Diante de tanta corrupção comprovada! Só não mais contagioso, porque não é todo mundo que é acéfalo! Tenho certeza que você não é 'Folha' da mesma pasta que essa escória. Mas está mal influenciado", disparou Dado pelo Facebook.

Duvivier, integrante do grupo humorístico Porta dos Fundos, compartilhou o texto em sua página na rede social com bom humor. "Estou sendo alvo de zuêra", escreveu. Dolabella tem na foto do perfil uma tarja com "Aécio 45" e divulga em sua página uma série de posts em prol do tucano. Ontem à tarde, ele escreveu um texto no qual defende que política "se discute sim, com respeito, para expor os lados".

Dado Dolabella já foi acusado três vezes por violência doméstica contra suas ex-namoradas Luana Piovani, Eliza Joenck e Viviane Sarahyba. Ele também já foi indiciado por uso de drogas ilícitas. Gregorio Duvivier tem sido alvo de agressões desde que escreveu o artigo na Folha, na segunda-feira 13.

Brasil Gisele Federicce Thu, 16 Oct 2014 14:34:34 +0000 http://www.brasil247.com/157211
Dilma versus Dilma: quem vai vencer essa guerra? http://www.brasil247.com/pt/247/economia/157200 : Campanha da presidente Dilma Rousseff decide explorar no horário político a falta de água em São Paulo; 13,5 milhões de habitantes do Estado, em 68 municípios, sofrem nesse momento com interrupções regulares no fornecimento; presidente da Sabesp, Dilma Pena aponta investimentos feitos pela companhia e diz que reservas técnicas de cerca de 150 bilhões de litros evita seca; PT busca desgastar PSDB para tirar vantagem de Aécio Neves no Estado; ele bateu Dilma Rousseff no 1º turno por 3,5 milhões de votos em SP; luta decisiva <br clear="all"> :

247 – Duas Dilmas estão frente a frente numa batalha decisiva em São Paulo. A presidente irá explorar em sua campanha na tevê a questão da falta de água no Estado, enquanto Dilma Pena, presidente da Sabesp, já está escalada como principal porta-voz de defesa. Ela, no entanto, sai em desvantagem.

Em dimensão, cerca de 13,5 milhões de habitantes de São Paulo, em 68 municípios, estão sofrendo, neste momento, com algum tipo de interrupção no fornecimento de água. Nunca choveu tão pouco num mês de outubro, seguido por forte baixa hídrica em setembro.

Em nota, a Sabesp afirma que há no Complexo Cantareira "40 bilhões de litros de água, contando com a primeira cota da reserva técnica". Dilma Pena sublinhou que "ainda há 106 bilhões de litros numa segunda reserva técnica disponível para uso".

- Não há nenhum caso de falta de água por 12 horas seguidas em qualquer região do Estado, sustentou a presidente da estatal, complementada pelo governador Geraldo Alckmin:

- Não vai acabar a água, sustentou ele.

Para o PT, parece ser pouco. O comando da campanha está decidido a inserir a questão da água no horário eleitoral gratuito.

Dilma Rousseff perdeu a eleição para Aécio Neves em São Paulo, no primeiro turno. O tucano obteve no Estado 17,5 milhões de votos, 3 milhões a mais que a adversário. Em relação à votação obtida em 2010, Dilma Rousseff perdeu 2,8 milhões de votos. A importância do Estado é decisiva, por ser o de maior eleitorado do País, que representa, sozinho, 83% de todos os votos em jogo na região Nordeste.

Os líderes tucanos juraram "ampliar" a diferença de votos para Aécio, mas não contavam com o agravamento da crise hídrica e a nova dimensão de suas repercussões políticas. A batalha Dilma versus Dilma debaixo do sol escaldante e das torneiras que vão secando pode ser mais importe para o destino da sucessão presidencial do que muitas outras.

Economia Ana Pupulin Thu, 16 Oct 2014 13:15:17 +0000 http://www.brasil247.com/157200
Economistas divulgam manifesto em apoio a Dilma http://www.brasil247.com/pt/247/economia/157220 : Entre os nomes que assinam o documento estão os de Luiz Gonzaga Belluzzo, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Márcio Pochmann e Maria da Conceição Tavares; acadêmicos dizem declarar voto na presidente "para o Brasil continuar avançando, com democracia e desenvolvimento econômico para todos"; segundo eles, País vive hoje "uma profunda transformação social que interrompeu o ciclo histórico da desigualdade" <br clear="all"> :

247 – Um vasto grupo de economistas divulgou um manifesto em que ressaltam o bom momento vivenciado pelo Brasil atualmente e declarando voto na presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição.

Entre os acadêmicos, estão as assinaturas de Luiz Gonzaga Belluzzo, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Márcio Pochmann, Maria da Conceição Tavares e Ladislau Dowbor, entre muitos outros, além dos ministros Guido Mantega, Aloizio Mercadante e do senador Eduardo Suplicy.

No documento, eles afirmam que "o Brasil está vivendo uma profunda transformação social que interrompeu o ciclo histórico da desigualdade no País". Segundo os economistas, "mesmo no contexto econômico global mais adverso dos últimos tempos, o governo Dilma manteve seu foco no aumento do bem-estar da população".

"O que está em jogo nesta eleição é a volta ao passado ou a continuidade do modelo que abre as portas do futuro", dizem os acadêmicos, que defendem o voto em Dilma para que "o Brasil continuar avançando, com democracia e desenvolvimento econômico para todos". Leia aqui a íntegra do manifesto e confira as assinaturas.

Economia Gisele Federicce Thu, 16 Oct 2014 15:34:02 +0000 http://www.brasil247.com/157220
PML vê “sombra” da AP 470 em divulgação da Lava Jato http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157188 : Colunista do 247 diz que "inquérito sobre a Petrobras ameaça repetir em detalhes a história da AP 470", o chamado 'mensalão', conduzida pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, na qual houve "a opção em enquadrar e acusar parlamentares ligados ao PT e ao governo Lula"; fato "atropelou a denúncia sobre o mensalão mineiro", que chegou antes à Justiça, diz; Lava Jato, sob o comando do juiz Sérgio Moro, "permite adivinhar desdobramentos políticos e orientar prejuízos eleitorais com alvos escolhidos e bem definidos", afirma o jornalista, que constata: "Quando o eleitor conhecer a verdade, toda a verdade, pode ser tarde demais" <br clear="all"> :

247 – A investigação sobre a Petrobras no âmbito da Operação Lava Jato ameaça repetir "em detalhes" a história da Ação Penal 470, o chamado 'mensalão', afirma Paulo Moreira Leite, em nova coluna em seu blog no 247. O jornalista diz que "rumores de que até o PSDB recebeu benefícios no esquema que agia na estatal reforça dúvidas sobre divulgação seletiva de investigações".

PML resgata que o processo conduzido pelo ex-ministro Joaquim Barbosa no STF, assim como a Lava Jato, tinha poderes para causar prejuízos pela divulgação seletiva de denúncias em uma campanha eleitoral. No processo, houve a "opção", diz, de "enquadrar e acusar parlamentares ligados ao Partido dos Trabalhadores e ao governo Lula", o que "atropelou a denúncia sobre o mensalão mineiro, que chegou com antecedência no Supremo Tribunal Federal".

O jornalista define a Lava Jato como "uma operação política midiática, de duvidosa consistência jurídica, mas conhecido efeito político". E acrescenta que "a divulgação seletiva da investigação conduzida pelo juiz Sergio Moro permite adivinhar desdobramentos políticos e orientar prejuízos eleitorais com alvos escolhidos e bem definidos". Quando o eleitor conhecer a verdade, toda a verdade, constata PML, pode ser tarde demais.

Leia a íntegra em Sombra da AP 470 na investigação sobre a Petrobras

Poder Gisele Federicce Thu, 16 Oct 2014 11:10:48 +0000 http://www.brasil247.com/157188
Lula: quem não fez bafômetro pode governar? http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157181 : Ex-presidente questionou ontem, durante comício no Pará, a capacidade do candidato do PSDB, Aécio Neves, de governar o País, e lembrou episódio vivenciado pelo tucano em 2011; "Ontem (terça) eu assisti o debate e ouvi o Aécio dizendo que tem responsabilidade e competência pra governar o país. Como alguém que se recusa a fazer o teste do bafômetro, por estar dirigindo bêbado, pode governar o país?", perguntou Lula; petista comparou os anos de governo do PT com os do PSDB, lembrando que "só se governava para um terço da população" <br clear="all"> :

247 – O ex-presidente Lula questionou na noite desta quarta-feira 15, durante comício no município de Ananindeua, no Pará, a capacidade do candidato do PSDB, Aécio Neves, de governar o País. Ele mencionou um episódio vivenciado pelo tucano em 2011, quando ele se recusou a fazer o teste do bafômetro e teve a habilitação, que estava vencida, apreendida em blitz no Rio de Janeiro.

"Ontem (terça-feira) eu assisti o debate e ouvi o Aécio dizendo que tem responsabilidade e competência pra governar o país. Como alguém que se recusa a fazer o teste do bafômetro, por estar dirigindo bêbado, pode governar o país?", questionou Lula. "Palavras são muito fáceis de dizer", discursou. No ato, ele fez campanha para Helder Barbalho (PMDB), candidato a governador do Pará.

"No debate na televisão, eu vi um candidato dizer: 'o meu governo é o governo da decência e da competência'. Eu fico imaginando que decência e que competência se um dia ele foi parado as 3 da manhã na rua do rio de janeiro e se recusou a colocar a boca no bafômetro pra saber se ele tinha bebido ou não", disse ainda o ex-presidente, sem mencionar o nome de Aécio.

Lula comparou os anos sob governos do PT no Brasil e sob o governo de Fernando Henrique Cardoso. "Houve um tempo nesse país que quem ganhava só um salário mínimo não podia sonhar com casa própria, um tempo em que a gente agia como um vira-lata, pedindo licença para outros países do que a gente faria e um tempo em que só se governava para um terço da população", afirmou.

Poder Gisele Federicce Thu, 16 Oct 2014 10:16:05 +0000 http://www.brasil247.com/157181
Advogados pedem punição de juiz por abrir delação http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/157185 : Abaixo-assinado articulado por criminalistas de todo o Brasil pedirá à OAB que se manifeste e peça investigação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre divulgação à imprensa, pelo juiz Sérgio Moro, de depoimentos prestados à Justiça pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef no âmbito da Operação Lava Jato; eles alegam vazamento seletivo de informações e pedem punição a Moro <br clear="all"> :

247 – Um abaixo-assinado organizado por advogados criminalistas de todo o País pedirá ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Coelho, que se manifeste a respeito da divulgação dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef sob acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato.

O documento defende ainda que a entidade peça investigação sobre o caso ao Conselho Nacional de Justiça, segundo reportagem do portal iG. Os advogados alegam que há divulgação seletiva de informações e defendem também punição ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelo processo. Segundo o iG , o presidente da OAB deve levar o caso à Comissão Especial de Garantia do Direito de Defesa da Ordem.

A Justiça Federal do Paraná, os procuradores e policiais federais envolvidos com o processo de delação premiada negam qualquer tipo de manipulação na divulgação das denúncias. Parte do áudio do depoimento de Costa foi divulgada na semana passada pela Justiça do Paraná. Na delação, o ex-diretor da Petrobras revelou um esquema de propina com contratos da Petrobras que beneficiava PT, PP e PMDB.

Paraná 247 Gisele Federicce Thu, 16 Oct 2014 10:35:04 +0000 http://www.brasil247.com/157185
Sabesp reitera que “água não acaba em novembro” http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/157170 : Em nota divulgada nesta manhã, a empresa "afirma que há no sistema cantareira ainda 40 bilhões de litros contando com a primeira cota da reserva técnica", além de "106 bilhões de litros da segunda reserva técnica disponível para uso"; ontem, durante a CPI da Sabesp na Câmara Municipal de São Paulo, a presidente da companhia, Dilma Pena, afirmou que com esse ritmo de chuvas, há água disponível para abastecer a população até meados de novembro, sem contar a segunda reserva técnica; Sabesp aguarda decisão da Justiça para usá-la <br clear="all"> :

247 - A Sabesp divulgou uma nota na manhã desta quinta-feira 16 reiterando, com letras garrafais, que "a água NÃO vai acabar em novembro" no estado de São Paulo.

O comunicado é divulgado um dia depois de a presidente da companhia, Dilma Pena, ter afirmado em depoimento à CPI da Sabesp, na Câmara Municipal, que, com o ritmo atual de chuvas, haverá água para abastecer a população até meados de novembro (leia aqui).

Dilma Pena se referia à água já existente no Sistema Cantareira, principal reservatório da região metropolitana de São Paulo, que hoje opera com 4,3% de sua capacidade, sem contar a água disponível na segunda cota do chamado volume morto.

Na nota de hoje, a Sabesp assegura que "há no sistema cantareira ainda 40 bilhões de litros contando com a primeira cota da reserva técnica. Há também mais 106 bilhões de litros da segunda reserva técnica disponível para uso". 

A companhia aguarda decisão da Justiça para, caso necessário, utilizar a segunda cota da reserva técnica. Leia a nota:

NOTA DA SABESP

A Sabesp reitera que a água NÃO vai acabar em novembro. A companhia afirma que há no sistema cantareira ainda 40 bilhões de litros contando com a primeira cota da reserva técnica. Há tambem mais 106 bilhões de litros da segunda reserva técnica disponível para uso. As obras para captação desse volume já estão sendo finalizadas e a água será bombeada se houver necessidade, garantindo o abastecimento até março. Há ainda mais 162 bilhões de litros para serem captados, além da segunda reserva.

ASSESSORIA DE IMPRENSA SABESP

SP 247 Gisele Federicce Thu, 16 Oct 2014 09:37:27 +0000 http://www.brasil247.com/157170
Prévia do PIB cresce 0,27% em agosto, diz BC http://www.brasil247.com/pt/247/economia/157176 : Avanço do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta quinta-feira, é registrado na comparação com julho, quando havia subido 1,52%; na comparação com agosto de 2013, o IBC-Br recuou 0,15% e acumula alta de 0,93% em 12 meses, ainda segundo o BC <br clear="all"> :

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A economia brasileira desacelerou com força em agosto, reforçando as avaliações de que a atividade não tem conseguido mostrar recuperação consistente a pouco mais de uma semana do disputado segundo turno da eleição presidencial.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta quinta-feira, avançou 0,27 por cento em agosto na comparação com julho, quando havia subido 1,52 por cento, segundo números dessazonalizados.

O resultado do índice, considerado espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), ficou pouco abaixo do esperado em pesquisa da Reuters com analistas, de alta de 0,30 por cento.

Na comparação com agosto de 2013, o IBC-Br recuou 0,15 por cento e acumula alta de 0,93 por cento em 12 meses, ainda segundo o BC.

"É simplesmente o registro de perda de fôlego de toda a atividade econômica do país", disse o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, para quem o PIB crescerá 0,3 por cento neste ano, mas "sem dúvida" com viés de baixa.

A economia brasileira, que entrou em recessão técnica no primeiro semestre, é uma das questões centrais na disputa pela Presidência entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o candidato do PSDB, Aécio Neves, em meio a um cenário de inflação elevada.

Dados recentes já haviam indicado que a economia continuou patinando no terceiro trimestre do ano. A produção industrial avançou 0,7 por cento em agosto, mas ainda mostrando contração no acumulado do ano, enquanto que as vendas no varejo subiram 1,1 por cento no mesmo período, mas o movimento foi considerado apenas pontual.

Com a atividade econômica debilitada, o mercado de trabalho mostra perda de fôlego, apesar do nível de desemprego baixo. A criação de vagas formais de trabalho em setembro foi a pior para o mês em 13 anos.

Pesquisa Focus do BC aponta que a expectativa de economistas para este ano é de crescimento do PIB de apenas 0,28 por cento, contra expansão de 2,5 por cento em 2013.

O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia: serviços, indústria e agropecuária, assim como os impostos sobre os produtos.

Economia Gisele Federicce Thu, 16 Oct 2014 09:49:23 +0000 http://www.brasil247.com/157176
Ódio ao PT fez mais uma vítima: Gregório Duvivier http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/157146 : O ator e poeta Gregório Duvivier, integrante do grupo Porta dos Fundos, foi agredido verbalmente e quase fisicamente no Rio de Janeiro; o motivo: ter declarado seu apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff e criticado a pressão para votar em Aécio Neves; aos berros, num restaurante do Leblon, um radical de direita o classificava como integrante da "esquerda caviar", expressão disseminada no País pelo colunista neocon Rodrigo Constantino; discurso de ódio ao PT, que vem sendo alimentado há vários anos por meios de comunicação conservadores, alimenta a radicalização política e a violência; estimulados por brucutus como Constantino, trogloditas de alma fascista saem da toca <br clear="all"> :

247 - O discurso de ódio ao PT, que vem sendo alimentado há vários anos por colunistas de extrema direita e meios de comunicação conservadores, já deságua em violência. Ontem, a vítima foi o poeta e ator Gregório Duvivier, que integra o grupo de humor Porta dos Fundos. O relato está na coluna desta quinta-feira do jornalista Ancelmo Gois:

Gregório Duvivier almoçava ontem no Celeiro, no Leblon, quando um sujeiro disse que não ficaria mais ali porque ia "acabar metendo a porrada" nele. O talentoso ator e escritor ficou calado. 

Mas o agressor continuou o xingamento, dizendo que ele era da "esquerda caviar" e que deveria estar almoçando no bandejão, "já que gosta tanto de pobre". Meu Deus!

Dois dias atrás, em artigo publicado na Folha de S. Paulo, Duvivier criticou a patrulha política para que votasse em Aécio Neves e declarou seu apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff. "Nos postes da cidade, os adesivos se multiplicam. ´Aqui se vota Aécio´. Você, que não vota como o poste: ame o Rio - ou deixe-o. Aqui não é sua área. Aqui se brinda pelo fim da maioridade penal. Aqui a gente cansou da corja do PT e quer gente nova - mas logo quem? O mensalão tucano, a compra da reeleição, o aeroporto, o helicóptero, tudo virou pó", disse ele. “A militância de jipe e os comentaristas de portal não me dão essa opção. Se quem defende causas humanitárias e direitos civis é tachado de petista, não me resta outra opção senão aceitar essa pecha”.

Instantes depois, o colunista neocon Rodrigo Constantino, que escreve em Veja.com e disseminou a expressão "esquerda caviar", publicou artigo afirmando que o apoio de Gregório Duvivier a Dilma representaria "mais um ponto" para Aécio. "Causas humanitárias? Tipo… aquelas adotadas na Venezuela ou em Cuba, países que o PT defende? Direitos civis? Tipo… aqueles presentes nos países islâmicos que o PT também defende? Pergunto-me: pode apenas a burrice explicar algo assim?", questionou o colunista de Veja.com, tão troglodita quanto alguns de seus colegas e o agressor de Duvivier.

Como diria Nelson Rodrigues, os idiotas perderam a modéstia e os agressores, de alma fascista, agora saem da toca.

 

 
Cultura Leonardo Attuch Thu, 16 Oct 2014 06:05:43 +0000 http://www.brasil247.com/157146
Dilma vai reforçar "desconstrução" de Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157141 : Em empate técnico com Aécio Neves nas pesquisas Datafolha e Ibope, presidente Dilma Rousseff considera uma vitória aumento de rejeição ao tucano e prevê reforçar ataques contra o adversário em seu programa; intenção é explorar mais tática de tachar o candidato de “elitista” e afirmar que ele vai retirar benefícios sociais; no grupo com renda familiar de até dois salários mínimos, a rejeição a Aécio subiu oito pontos e foi a 46%; na região Nordeste, o índice saltou dez pontos e alcançou 55% <br clear="all"> :

247 – Animada com o resultado das pesquisas Datafolha e Ibope desta quarta-feira, que projetam a presidente Dilma Rousseff em empate técnico com Aécio Neves (PSDB), a campanha do PT vai reforçar a estratégia de “desconstrução” do tucano.

A avaliação do PT, segundo o colunista Bernardo Mello Franco, é de que a tática do PT de tachar Aécio de elitista e afirmar que ele vai retirar benefícios sociais está dando resultado.

Na última semana, a rejeição ao tucano no grupo com renda familiar de até dois salários mínimos subiu oito pontos e foi a 46%. Na região Nordeste, o índice saltou dez pontos e alcançou 55%.

Segundo análise do Datafolha, a presidente Dilma também tem vantagem entre os indecisos: o alto potencial de conversão pró-petista é o dobro do observado para o tucano (13% contra 6%). É um segmento mais feminino e menos escolarizado do que a média da população.

Poder Roberta Namour Thu, 16 Oct 2014 05:16:33 +0000 http://www.brasil247.com/157141
Aécio e Dilma começam a formar suas equipes http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157148 : Em caso de reeleição, a presidente Dilma Rousseff cogita nomear o atual ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para o Ministério da Fazenda; se confirmado, ele seria substituído por Jaques Wagner, atual governador da Bahia; um dos coordenadores de sua campanha, Miguel Rossetto, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, deve assumir a Secretaria Geral da Presidência; no lado tucano, em eventual governo de Aécio Neves, além de Armínio Fraga na Fazenda, ex-governador de Minas, Antonio Anastasia, poderá ser nomeado ministro do Planejamento ou chefe da Casa Civil; senador eleito José Serra (PSDB) é sondado para o Itamaraty <br clear="all"> :

247 – A 10 dias do 2° turno das eleições à Presidência, os candidatos Dilma Rousseff e Aécio Neves começam a formas suas equipes de governo.

Em caso de reeleição, a presidente Dilma Rousseff cogita nomear o atual ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para o Ministério da Fazenda. Ele assumiu o papel de porta-voz econômico da campanha do PT para contrapor Armínio Fraga do lado tucano. Já o ex-presidente Lula insiste em emplacar o empresário Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar, na vaga de Guido Mantega.

Se Mercadante for efetivado na Pasta, Jaques Wagner, atual governador da Bahia, é o nome cotado para a Casa Civil.

Outro dado como certo no novo governo é o de Miguel Rossetto, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, que deve ser a Secretaria Geral da Presidência.

Em eventual governo de Aécio Neves, sem surpresas, Armínio Fraga será o ministro da Fazenda. No Banco Central, dois despontam como favoritos: é Eduardo Loyo e Ilan Goldfajn.

O ex-governador de Minas, Antonio Anastasia, também poderá ser nomeado ministro do Planejamento ou chefe da Casa Civil. Especulações indicam o senador eleito José Serra (PSDB) no Itamaraty.

Leia aqui reportagem de Raymundo Costa sobre o assunto.

Poder Roberta Namour Thu, 16 Oct 2014 07:09:18 +0000 http://www.brasil247.com/157148
Cunha: dos 66 deputados do PMDB, 33 são Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/157142 : Líder do PMDB na Casa, deputado Eduardo Cunha, diz que seu partido, maior da base governista, está dividido nesta eleição por ter se sentido preterido pelo governo: “O PMDB tem a nítida sensação de que não é partícipe de nada, nem da campanha eleitoral. O PMDB foi apenas um aluguel de tempo de televisão”; diante disso, sinaliza novamente aproximação com o PSDB e afirma que dos 66 deputados do PMDB, 33 estão com o tucano Aécio Neves <br clear="all"> :

247 – Cotado como favorito para assumir a presidência da Câmara, líder do PMDB na Casa, deputado Eduardo Cunha, do Rio, sinaliza novamente possível aproximação com o PSDB.

Ele diz que seu partido, maior da base governista, está dividido nesta eleição por ter se sentido preterido. “O PMDB tem a nítida sensação de que não é partícipe de nada, nem da campanha eleitoral. O PMDB foi apenas um aluguel de tempo de televisão”, diz em entrevista à “Folha de S. Paulo”. Diante disso, afirma que dos 66 deputados do PMDB, 33 estão com o tucano Aécio Neves.

Quanto ao governo Dilma, diz que a presidente cometeu muitos erros políticos e teria de ter demitido a diretoria inteira da Petrobras quando começaram a surgir as acusações de corrupção dentro da estatal (leia mais).

Brasília 247 Roberta Namour Thu, 16 Oct 2014 05:22:59 +0000 http://www.brasil247.com/157142
STF proíbe Jefferson de falar sobre política http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/157138 : Ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio de Janeiro advirta o ex-deputado Roberto Jefferson de não dar entrevista: alguém com direitos políticos cassados “não pode participar da vida política”; ele falou com a "Folha de S. Paulo" nesta semana, em seu primeiro dia de trabalho fora da prisão <br clear="all"> :

Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil - O ex-deputado Roberto Jefferson está proibido de falar sobre política com a imprensa. A determinação é do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na decisão, Barroso determina que a Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio de Janeiro advirta Jefferson “quanto à impossibilidade de realização, nos horários destinados ao cumprimento das tarefas laborais, de atividades estranhas àquelas previamente informadas pelo empregador”.

Ontem (15) à noite, Roberto Barroso explicou que o tema política está vetado para o ex-parlamentar. “Sobre política, ele não pode dar entrevista”, salientou. No entendimento do ministro, alguém com direitos políticos cassados “não pode participar da vida política”. Caso Jefferson queira dar entrevistas sobre outro assunto, terá de pedir permissão ao juiz titular da VEP do Rio de Janeiro.

Conforme o ministro, a decisão foi motivada por uma entrevista de Jefferson ao jornal Folha de São Paulo, no dia 13 de outubro, no escritório de advocacia onde passou a trabalhar, após autorização judicial. Na entrevista, o ex-deputado diz que o escândalo envolvendo a Petrobras é o “epílogo do mensalão”. Condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, Jefferson cumpre pena de sete anos de prisão, em regime semiaberto.

Rio 247 Roberta Namour Thu, 16 Oct 2014 06:33:08 +0000 http://www.brasil247.com/157138
MP arquiva investigação contra Serra sobre cartel http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/157140                                 : Por 5 votos a 3, Conselho Superior do Ministério Público entendeu que "não foram até o momento identificados indícios de envolvimento do ex-governador José Serra na prática de atos de improbidade" no cartel de empresas do trem e metrô de São Paulo; tucano ainda é alvo de inquérito da PF sobre o assunto e será intimado a prestar esclarecimentos <br clear="all">                                 :

247 - O Conselho Superior do Ministério Público confirmou decisão do procurador-geral de Justiça Márcio Elias Rosa e arquivou investigação contra suposto envolvimento do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) no cartel de empresas do trem e metrô.

Esquema denunciado pela Siemens ocorreu de 1998 a 2008, em gestões do PSDB, desde o governo de Mario Covas.

Por 5 votos a 3, o conselho entendeu que "não foram até o momento identificados indícios de envolvimento do ex-governador José Serra na prática de atos de improbidade".

Ele era suspeito de ter pressionado a Siemens a desistir de medidas judiciais para anular a vitória da espanhola CAF, em um certame para o fornecimento de 320 vagões. Caso a Siemens avançasse nas ações judiciais, Serra anularia a licitação, segundo o ex-dirigente Nelson Branco Marchetti.

Serra ainda é alvo de inquérito da PF sobre o assunto e será intimado a prestar esclarecimentos.

SP 247 Roberta Namour Thu, 16 Oct 2014 08:22:51 +0000 http://www.brasil247.com/157140
TSE garante acesso a Dilma de informações da Sensus http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157139  Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13: 15/10/2014- São Paulo- SP, Brasil- A candidata à Presidência da República Dilma Rousseff durante o ato de apoio dos professores em SP. Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13 Divulgada no último sábado (11/10) pela revista Istoé, a pesquisa deu 52,4 por cento das intenções de voto para o candidato Aécio Neves, da coligação Muda Brasil, enquanto Dilma foi preferida por 36,7 por cento dos entrevistados; em petição apresentada ao TSE, presidente pediu acesso aos dados e levantou supostas irregularidades no levantamento <br clear="all">  Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13: 15/10/2014- São Paulo- SP, Brasil- A candidata à Presidência da República Dilma Rousseff durante o ato de apoio dos professores em SP. Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13

Consultor Jurídico - O ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou que a empresa Sensus Data World Pesquisa e Consultoria S/C Ltda forneça à candidata Dilma Rousseff e à Coligação Com a Força do Povo acesso ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados de recente pesquisa de intenção de voto para presidente da República.

Os documentos solicitados deverão ser encaminhados à área jurídica da campanha por e-mail ou por intermédio de mídia, devendo ser preservada a identidade dos entrevistados.

Em petição apresentada ao TSE, Dilma e sua coligação requereram acesso aos dados e fundamentaram o pedido na necessidade de investigação de supostas irregularidades na pesquisa, como a ausência de identificação da fonte dos dados estatísticos e dos fatores de ponderação, o superdimensionamento do percentual de eleitores com nível superior e a indicação de custeio exclusivo pelo instituto de pesquisa.

Segundo a pesquisa, divulgada no último sábado (11/10) pela revista Istoé, deu 52,4 por cento das intenções de voto para o candidato Aécio Neves, da coligação Muda Brasil, enquanto Dilma foi preferida por 36,7 por cento dos entrevistados. Com informações da Assessoria de Comunicação do TSE.

Mídia Roberta Namour Thu, 16 Oct 2014 07:57:50 +0000 http://www.brasil247.com/157139
Datafolha: Pezão abre 12 pontos de vantagem no Rio http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/157143 : Em levantamento divulgado esta semana, governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) aparece com 56% das intenções de votos válidos ante 44% do senador Marcelo Crivella (PRB); eleitores que declararam votar nulo ou em branco chegam a 10% e indecisos a 8% <br clear="all"> :

247 – A pesquisa Datafolha desta quarta-feira aponta vantagem de 12 pontos do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), contra o senador Marcelo Crivella (PRB) na disputa pelo Palácio Guanabara.

De acordo com o levantamento, Pezão tem 56% das intenções de votos válidos, enquanto o adversário registra 44%. A margem de erro é de três pontos percentuais. Eleitores que declararam votar nulo ou em branco chegam a 10% e indecisos a 8%.

Crivella também aparece com maior rejeição entre o eleitorado: 43% dos eleitores declararam não votar no senador --na última pesquisa do primeiro turno, eram 15%. Já Pezão teve rejeição de 36% --ele tinha 20% no dia 2 de outubro.

Rio 247 Roberta Namour Thu, 16 Oct 2014 05:41:42 +0000 http://www.brasil247.com/157143
Datafolha: Aécio e Dilma mantêm empate técnico http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157109 : Presidenciáveis do PSDB e do PT registraram exatamente os mesmos percentuais de intenção de voto em comparação com a primeira pesquisa do instituto no segundo turno, divulgada no dia 9; candidato tucano Aécio Neves manteve 51% dos votos válidos, contra 49% da presidente Dilma Rousseff; dados confirmam disputa acirrada a 11 dias da eleição; em votos totais, Aécio caiu um ponto, de 46% para 45%, contra 43% de Dilma, que também tinha um ponto a mais há uma semana; 6% dos entrevistados não sabem em quem votar <br clear="all"> :

247 – Os números da segunda pesquisa do instituto Datafolha confirmam uma disputa bastante acirrada no segundo turno das eleições. O candidato do PSDB, Aécio Neves, manteve os mesmos 51% das intenções de votos válidos da mostra divulgada no dia 9, assim como a presidente Dilma Rousseff, que registrou 49%, como na última pesquisa. Os números refletem empate técnico entre os candidatos.

Em votos totais, o tucano caiu um ponto em comparação com a pesquisa anterior, de 46% para 45%. A candidata à reeleição pelo PT também registrou queda de um ponto, de 44% para 43%. De acordo com a pesquisa, 6% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar, número que também não mudou. Os eleitores que votarão em branco ou nulo oscilaram de 4% para 6%.

Segundo o Datafolha, 42% dos entrevistados têm intenção de votar em Aécio "com certeza", mesmo percentual para Dilma. Já os eleitores que "talvez" votem no tucano caíram de 22% para 18%, enquanto os de Dilma subiram, de 14% para 15%. A rejeição ao candidato do PSDB também subiu, de 34% para 38%, enquanto a da petista caiu de 43% para 42%.

As duas pesquisas têm margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A mostra foi feita com 9.081 eleitores em 366 municípios.

Poder Gisele Federicce Wed, 15 Oct 2014 18:26:37 +0000 http://www.brasil247.com/157109
Aécio: 'Ainda dá tempo de acabar com a campanha da calúnia' http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157113 Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil: "Estamos assistindo do outro lado uma campanha desesperada, que não consegue olhar para o futuro", disse o tucano ao comentar, em evento em São Paulo, as críticas que tem recebido em relação a seus mandatos no governo mineiro; "Candidata, ainda é tempo, vamos falar de Brasil, ainda é tempo, tire a sua campanha do gueto da calúnia", acrescentou Aécio Neves <br clear="all"> Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil:

SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, voltou a criticar nesta quarta-feira a campanha da sua adversária, a presidente Dilma Rousseff (PT), e disse que ainda há tempo de tirar a disputa do "gueto da calúnia".

"Estamos assistindo do outro lado uma campanha desesperada, que não consegue olhar para o futuro", disse o tucano ao comentar, em evento em São Paulo, as críticas que tem recebido em relação a seus mandatos no governo mineiro.

"Candidata, ainda é tempo, vamos falar de Brasil, ainda é tempo, tire a sua campanha do gueto da calúnia", acrescentou. "Quero apresentar propostas, é isso que me move", disse.

"Cada hora é uma mentira, uma infâmia, uma calúnia. Foi assim com Eduardo Campos, com Marina Silva e foi assim no passado com meus companheiros Geraldo Alckmin e José Serra. É o modus operandi do PT", acrescentou.

Na véspera, Aécio e Dilma participaram do primeiro debate na TV da campanha pelo segundo turno. Enquanto a presidente centrou sua artilharia nos dois mandatos do tucano como governador, o candidato do PSDB bateu na tecla do que chama do fracasso dela na Presidência.

Em um embate de perguntas e respostas, com reiteradas trocas de acusações, Dilma citou vários indicadores desfavoráveis de Minas Gerais, Estado governado por Aécio entre 2003 e 2010, todos eles refutados pelo tucano, com os dois se acusando em vários momentos de estarem faltando com a verdade.

EDUCAÇÃO

O candidato aproveitou o Dia do Professor nesta quarta e falou que, se eleito, quer ser conhecido como o candidato que revolucionou a educação no Brasil.

"Vou falar com governadores e prefeitos para garantir que o pagamento do piso seja feito. É só com a valorização do professor que conseguiremos isso", afirmou.

"A União será parceira na educação... Deixo meu compromisso de, até 2016, ter o acesso universalizado de todas as crianças de até 4 anos de idade", afirmou o candidato no evento em um clube na capital paulista, onde também assinou o compromisso de "candidato amigo da criança" da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq).

"Vamos ter a coragem de fazer que a escola ensine ao aluno", acrescentou.

(Por Vinícius Cherobino)

Poder Gisele Federicce Wed, 15 Oct 2014 18:49:08 +0000 http://www.brasil247.com/157113
Samuel Pinheiro Guimarães declara voto em Dilma http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/157107 Wilson Dias/ABr           : Diplomata e ex-ministro de Lula diz que, "depois de muito refletir", chegou à conclusão de que "devemos prosseguir no esforço de construção de uma sociedade mais justa, mais próspera, mais democrática e soberana" e que, "por isto, e por muitas razões", votará na presidente Dilma Rousseff no dia 26; ele enumera 31 motivos para seu voto na reeleição <br clear="all"> Wilson Dias/ABr           :

247 - O diplomata e ex-ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos durante o governo Lula, Samuel Pinheiro Guimarães, declarou seu voto na reeleição da presidente Dilma Rousseff e enumerou 31 razões para isso. Leia abaixo sua mensagem e os motivos:

ESTIMADOS AMIGOS E AMIGAS...

Estamos em um momento decisivo da vida brasileira.

Teremos de optar entre propostas distintas.

De minha parte, e depois de muito refletir, cheguei à conclusão de que devemos prosseguir no esforço de construção de uma sociedade mais justa, mais próspera, mais democrática e soberana.

Por isto, e por muitas razões além daquelas que enumero a seguir, votarei dia 26 em Dilma Rousseff.

Votar em Dilma, para:
01. aumentar o emprego, que é a maior preocupação de cada brasileiro, com carteira assinada;

02. controlar a inflação sem prejuízo do desenvolvimento;

03. aumentar o salário mínimo de que depende a enorme maioria dos brasileiros;

04. garantir as conquistas dos trabalhadores em termos de horário, férias, licença maternidade, previdência social, aposentadoria;

05. expandir o programa Minha Casa, Minha Vida que atende a aspiração fundamental da casa própria;

06. eliminar a pobreza e a indigência no Brasil;

07. reduzir cada vez mais a mortalidade infantil;

08. aumentar a expectativa de vida de todos os brasileiros;

09. eliminar o analfabetismo inclusive funcional;

10. ampliar cada vez mais o número de vagas nas escolas técnicas e nas universidades;

11. fortalecer a cultura brasileira em todos os seus aspectos;

12. dobrar o investimento público em ciência e tecnologia;

13. reduzir a violência e o número de homicídios;

14. fazer a reforma política, com ampla participação popular, eliminar a influência do poder econômico e criar uma verdadeira democracia;

15. lutar de forma legal contra a corrupção, punindo tanto os corruptos como os corruptores;

16. democratizar os meios de comunicação e garantir a possibilidade e a liberdade de expressão para todos os brasileiros;

17. ampliar radicalmente as oportunidades de mulheres, negros e pobres em todas as esferas da sociedade e do Estado;

18. defender os direitos humanos de todos os brasileiros e combater toda a discriminação, preconceito e violência que tenha como origem a raça, a orientação sexual, o gênero, o nível de renda, a crença religiosa e a origem regional;

19. demarcar as terras indígenas e eliminar o desmatamento ilegal;

20. reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil;

21. forrtalecer a soberania do Brasil;

22. promover a integração e a cooperação com os vizinhos da América do Sul e da África;

23. defender a paz, a auto determinação, a não intervenção, e a solução pacífica de controvérsias como os princípios fundamentais da ação internacional do Brasil;

24. construir mais ferrovias, mais rodovias, mais portos e aeroportos;

25. expandir o transporte urbano público e gratuito;

26. fazer a reforma agrária, fortalecer a agricultura familiar e expandir a produção e a exportação agrícola;

27. alcançar a autonomia energética;

28. reconstruir a indústria brasileira;

29. tornar o sistema tributário mais justo e menos concentrador de riqueza;

30. reduzir as taxas de juros e democratizar o credito;

31. realizar uma Olimpíada ainda melhor do que a Copa.

Brasil Gisele Federicce Wed, 15 Oct 2014 17:55:19 +0000 http://www.brasil247.com/157107
Com debate, Dilma retomou a ofensiva na 2ª semana http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157091 Ichiro Guerra: Avaliação é da colunista do 247 Tereza Cruvinel; "Um sinal claro do bom desempenho de Dilma foi a reação matinal do mercado, com a bolsa caindo e o dólar subindo", observa a jornalista, que viu o esforço do candidato Aécio Neves (PSDB) em desconstruir o governo de Dilma e o dela em desconstruir a imagem do adversário tucano; de acordo com Tereza, segunda semana da campanha do segundo turno tem agora o "vento um pouco virado, graças a um desempenho de Dilma que surpreendeu até os petistas mais desanimados" <br clear="all"> Ichiro Guerra:

247 – Com o bom desempenho no debate na TV Bandeirantes, a presidente Dilma Rousseff "retomou a ofensiva" na segunda semana da campanha do segundo turno, avalia Tereza Cruvinel, em nova coluna em seu blog no 247. "Um sinal claro do bom desempenho de Dilma foi a reação matinal do mercado, com a bolsa caindo e o dólar subindo", afirma ela (leia mais aqui).

A jornalista viu o esforço de Aécio Neves (PSDB) em desconstruir o governo Dilma e o da presidente em desconstruir a imagem do tucano. A segunda semana da campanha tem agora o "vento um pouco virado, graças a um desempenho de Dilma que surpreendeu até os petistas mais desanimados", escreve Tereza.

"Para virar o vento na segunda semana, como dissemos aqui, o comando de campanha apostava em três movimentos: um bom desempenho de Dilma no debate, a volta de Lula à cena eleitoral e o reaquecimento da militância. Este último ponto é que não parece confirmado. O vermelho ainda é desbotado nas ruas", analisa ainda.

Leia a íntegra em Debate: Dilma retomou ofensiva

Poder Gisele Federicce Wed, 15 Oct 2014 16:30:27 +0000 http://www.brasil247.com/157091
Mantega: gasolina pode subir mesmo com petróleo mais barato http://www.brasil247.com/pt/247/economia/157097 : "O preço da gasolina está mais alto, então a Petrobras está ganhando com isso. Mas isso não significa que não haverá aumento, isso é uma decisão da empresa", afirmou o ministro da Fazenda <br clear="all"> :

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deixou em aberto a possibilidade de reajuste nos combustíveis praticados pela Petrobras neste ano, mesmo com a redução no preço do petróleo no exterior e o fim da defasagem de preços da gasolina no mercado interno.

"Havia defasagem (em relação aos preços no exterior), agora não há defasagem. Agora é em benefício da Petrobras. O preço da gasolina está mais alto, então a Petrobras está ganhando com isso. Mas isso não significa que não haverá aumento, isso é uma decisão da empresa", afirmou Mantega, que também é presidente do Conselho de Administração da estatal, a jornalistas.

Na véspera, o Credit Suisse divulgou relatório apontando que a gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras de combustíveis agora está mais cara que a média dos valores praticados no mercado externo, em função da queda acentuada do preço do petróleo.

O documento mostrou que o preço da gasolina no mercado internacional estava 1 por cento mais baixo do que os valores no mercado doméstico brasileiro. Em 25 de setembro, os preços internacionais da gasolina estavam 24,3 por cento acima dos preços no mercado doméstico.

Mesmo diante do fim da defasagem, uma fonte do governo disse à Reuters na véspera que a decisão de elevar os preços da gasolina ainda neste ano estava mantida. Isso porque há a necessidade de melhorar o caixa da Petrobras.

A discussão sobre o aumento nos preços da gasolina ocorre em meio ao cenário de inflação elevada, com o IPCA acima do teto da meta da inflação em 12 meses.

No exterior, os preços do petróleo têm caído nas últimas semanas diante do fraco crescimento da economia global. O preço do Brent já acumulava perdas de cerca de 25 por cento desde o pico do ano registrado em junho.

(Por Nestor Rabello)

Economia Gisele Federicce Wed, 15 Oct 2014 17:02:29 +0000 http://www.brasil247.com/157097
Vital formaliza ao STF pedido de acesso à delação http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/157093 Lia de Paula/Agência Senado: Presidente da CPI Mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) deu entrada nesta quarta-feira 15 com um mandado de segurança no Supremo para que o colegiado tenha acesso aos depoimentos de Paulo Roberto Costa <br clear="all"> Lia de Paula/Agência Senado:

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

O presidente da Comissão Parlamentar Misa de Inquérito (CPMI) da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), protocolou hoje (15) mais um pedido de mandado de segurança (ação nº 133.278) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que os membros da comissão tenham acesso ao conteúdo da delação premiada do ex-diretor da companhia Paulo Roberto Costa.

Costa foi preso na Operação Lava Jato que investigou crimes financeiros e lavagem de dinheiro e aceitou colaborar com a Justiça em troca de redução de suas penas. Parte de seu depoimento, no qual são citados nomes de autoridades do Executivo e do Legislativo federal envolvidas em corrupção, vazou e foi divulgada pela imprensa.

Vital do Rêgo já tinha solicitado ao ministro Teori Zavascki, responsável pelo processo no STF, o acesso aos depoimentos, mas recebeu resposta negativa porque a delação ainda não tinha sido homologada pela Justiça. Agora, o presidente da CPMI recorreu ao pleno do Supremo para pedir que todos os ministros votem sobre o acesso dos parlamentares ao documento.

Como argumento, o senador alega que o direito de investigação das CPIs é previsto na Constituição e não pode ser suplantado por uma lei infraconstitucional, como a que rege o sigilo das delações premiadas. Além disso, Vital do Rêgo apela para a presunção de que os membros de um Poder não cometeriam condutas ilícitas como o vazamento do conteúdo sigiloso para qualquer outra pessoa.

Por fim, o presidente da CPMI pediu aos ministros do Supremo uma medida liminar que permita o acesso ao depoimento, porque a comissão deverá apresentar relatório final até o dia 7 de dezembro. "A delação premiada ou a colaboração premiada hoje é um fato jurídico perfeito, está em curso da ação penal competente. E nós entendemos que, no âmbito do nosso direito constitucional, o cabe em dever ao Supremo. O Supremo deve portanto, encaminhar essas informações que serão muito úteis para o desfecho do relatório do deputado Marco Maia (PT-RS) [relator da CPMI]", disse Vital, logo após protocolar eletronicamente o mandato de segurança.

Brasil Gisele Federicce Wed, 15 Oct 2014 16:37:20 +0000 http://www.brasil247.com/157093
Veja os bens que Paulo Roberto Costa devolverá à União http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/157089 : Na lista constam cerca de US$ 23 milhões em contas bancárias na Suíça, US$ 2,8 milhões em conta no Royal Bank of Canada em Cayman, uma lancha Costa Azul avaliada em R$ 1,1 milhão, um Range Rover Evoque que ele recebeu de presente do doleiro Alberto Youssef, avaliado em R$ 300 mil, entre outros bens; quanto mais ele entregar documentos e pessoas que o ajudaram a praticar as atividades ilícitas, maior será a redução de sua pena, e vice-versa <br clear="all"> :

Por João Sandrini

(SÃO PAULO) – Ontem recebi de um amigo uma cópia do acordo de delação premiada assinado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Os principais trechos do acordo já haviam sido revelados pela imprensa, mas, curioso que sou, quis saber em detalhes o que Costa havia oferecido ao Ministério Público e à Justiça em troca de uma drástica redução de pena. Os incentivos do acordo parecem bem corretos. Se o ex-diretor da Petrobras mentir à Justiça, perde as benesses da delação premiada. Quanto mais ele entregar documentos e pessoas que o ajudaram a praticar as atividades ilícitas, maior será a redução de sua pena, e vice-versa. Costa também se comprometeu a abrir toda sua movimentação financeira, a de familiares e a de empresas controladas para que os procuradores possam saber se ainda há bens adquiridos com dinheiro ilícito escondidos em algum lugar. O mais impressionante do documento, no entanto, é a revelação da vida de luxo e do patrimônio que Costa conseguiu acumular desviando dinheiro em contratos fechados pela Petrobras. Segue a lista completa do que ele prometeu devolver à União:

- cerca de US$ 23 milhões em contas bancárias na Suíça em nome de parentes ou empresas controladas que praticavam atividade criminosa;

- US$ 2,8 milhões em conta no Royal Bank of Canada em Cayman;

- lancha Costa Azul avaliada em R$ 1,1 milhão;

- terrenos em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, avaliados em R$ 3,202 milhões;

- R$ 762 mil apreendidos em sua casa;

- US$ 181 mil apreendidos em sua casa;

- 10.850 euros apreendidos em sua casa;

- Range Rover Evoque que ele recebeu de presente do doleiro Alberto Youssef, o outro delator do esquema. O veículo é avaliado em R$ 300 mil.

- vai pagar indenização de R$ 5 milhões à União pelos crimes cometidos;

- se forem identificados outros bens oriundos de atividade por meio da análise de toda sua movimentação financeira, também serão apreendidos.

Brasil Gisele Federicce Wed, 15 Oct 2014 16:08:14 +0000 http://www.brasil247.com/157089
Caged: Brasil abre 123.785 vagas formais em setembro http://www.brasil247.com/pt/247/economia/157080 : Saldo do mês passado é resultado de 1.770.429 admissões e de 1.646.644 demissões; no acumulado do ano até setembro, foram criados no Brasil 904.913 empregos com carteira assinada, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira 15; em agosto, haviam sido criados 101.425 postos de trabalho, sem ajustes <br clear="all"> :

247 - O Brasil abriu 123.785 vagas formais de trabalho em setembro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira. Em agosto, haviam sido criados 101.425 postos com carteira assinada, sem ajustes.

O saldo do mês passado é resultado de 1.770.429 admissões e de 1.646.644 demissões. No acumulado do ano até setembro, foram criados no Brasil 904.913 empregos com carteira assinada, segundo dados do cadastro.

Em comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda de 41,35% na criação empregos. Em setembro de 2013, o número ficou em 211.068 pela série sem ajuste.

Os setores que mais ampliaram a oferta de vagas em setembro foram serviços (62,4 mil novas vagas), comércio (36,4 mil vagas) e indústria de transformação (24,8 mil vagas). Dois segmentos registraram queda nos postos de trabalho: indústria extrativa mineral (-455) e agropecuária (-8,9 mil), influenciada pelo fim da colheita da maior parte das safras.

Os estados que mais geraram empregos no mês passado foram Pernambuco (21,9 mil), Alagoas (13,7 mil), Rio de Janeiro (12,7 mil) e Paraná (11,5 mil). Por outro lado, quatro estados registraram mais demissões que contratações em setembro, com todos os resultados negativos na casa das dezenas ou das centenas: Acre (-90), Piauí (-401), Minas Gerais (-840) e Rondônia (-937).

Com agências Reuters e Brasil

Economia Gisele Federicce Wed, 15 Oct 2014 15:41:30 +0000 http://www.brasil247.com/157080
Neca segue Marina em “apoio total” a Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/economia/157057 : Em viagem pela Europa, herdeira do banco Itaú avisa que dá "apoio total a Marina no posicionamento de apoio ao Aécio"; Neca Setúbal, amiga e financiadora da ex-candidata do PSB, é cotada no PSDB para ser ministra da Educação num eventual governo tucano; avô do candidato, Tancredo Neves nomeou pai de Neca, Olavo Setúbal, ministro das Relações Exteriores, em 1985; histórico de ótimas relações <br clear="all"> :

247 – Por meio de sua assessoria, uma vez que está em viagem pela Europa, a herdeira do banco Itaú, Neca Setúbal, transmitiu pelo jornal DCI, especializado em economia e negócios, que "dá apoio total no posicionamento de Marina no apoio a Aécio".

Apoiadora de primeira hora de Marina e financiadora do instituto de estudos da ex-candidata do PSB, Neca é doutora em Educação. Pela assessoria, ela transmitiu que não disputa cargos num eventual futuro governo Aécio, mas integrantes do comando do PSDB consideram seu nome qualificado para ocupar um ministério.

Há um precedente histórico entre as duas famílias. O avô de Aécio, Tancredo Neves (1910-1985), convidou o pai de Neca, Olavo Setúbal (1923-2008), então presidente do banco Itaú, para ser seu ministro das Relações Exteriores. 'Olavão', como era conhecido o banqueiro bonachão, que foi prefeito indicado de São Paulo, efetivamente exerceu o cargo durante a presidência de José Sarney.

A declaração chega três dias após coletiva em que Marina, acompanhada de Beto Albuquerque (vice na chapa), integrantes do PSB e do grupo político Rede Sustentabilidade, declarou apoio ao tucano "dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido". No primeiro turno, a amizade e ligação política e financeira entre Neca e Marina foi explorada pelo PT na desconstrução da imagem da adversária.

Fontes ligadas ao PSB afirmam que Neca pode ser convidada a compor o grupo ministerial de Aécio, caso este seja eleito no próximo dia 26. Com exclusividade ao DCI, a fonte revelou que Neca não negociou cargo, e sim o PSDB, que mostrou ter interesse em tê-la como integrante de um possível governo.

Poucos dias antes do primeiro turno das eleições, a herdeira de Olavo Setubal (fundador do banco Itaú e ex-prefeito de São Paulo, morto em 2008), atacou o que chamou de "tentativa de desqualificar sua imagem para desqualificar Marina", já que a ex-candidata sofreu duros golpes por sua relação com Neca.

Economia Marco Damiani Wed, 15 Oct 2014 13:39:25 +0000 http://www.brasil247.com/157057
Disputa eleitoral provoca nova baixa na imprensa http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157068 : Mais uma vítima do partidarismo dos jornais; em O Globo, após debate em altos brados na chefia, editora do caderno País é colocada em licença de três meses; sob mando de Ascânio Seleme, jornalista Fernanda de Escóssia deixa posto para entrada de Luis Antônio Novais, bem alinhado com a família Marinho; na 'plural' Folha de S. Paulo, jornalista Xico Sá foi proibido de expressar voto em presidente Dilma Rousseff em sua própria coluna assinada; patrulha ostensiva faz vítimas entre não alinhados <br clear="all"> :

247 - A disputa eleitoral causa mais uma baixa nas redações, depois da saída do jornalista Xico Sá da Folha de S. Paulo (leia aqui), após ser proibido de declarar voto em Dilma Rousseff em sua própria coluna na publicação da família Frias.

Agora, o jornal O Globo, da família Marinho, decidiu licenciar por três meses a editora de País Fernanda da Escóssia, responsável pela cobertura eleitoral. Considerou-se na cúpula do veículo que, com ela como editora, o jornal não vinha produzindo uma cobertura tão "hardy", anti-Dilma e anti-PT, como a desejada pelos donos.

No lugar dela entra o bem-alinhado com a casa Luis Antonio Novais, o Mineiro. Fernanda vinha  tendo conflitos diários com a editora executiva Silvia Fonseca, vigilante editorial do diretor Ascânio Seleme.  No fechamento de sexta-feira, ela teve uma briga feia com Silvia e o 'aquário' do jornal – onde ficam os chefes - por conta de divergências na cobertura da disputa Dilma-Aécio Neves no segundo turno.

Após um bate-boca que durou cerca de uma hora, foi decidido que Fernanda ficará de licença por três meses. O jornal não diz, porém, se ela não voltará para a editoria ou mesmo para a empresa, onde quem cai em desgraça não tem perdão.

Mineiro era editor-executivo desde a gestão do falecido diretor-geral Rodolfo Fernandes. Preterido na sucessão, há poucos meses foi deslocado para outra função por Ascânio e substituído por Silvia, que era editora de País. Esta, por sua vez, foi substituída pela adjunta Fernanda da Escóssia, agora defenestrada. Mineiro, alinhado com o comando, foi agora acionado para assumir a coordenação da cobertura eleitoral, imprimindo-lhe um tom ainda mais pró-PSDB na reta final do segundo turno.

Mídia Ana Pupulin Wed, 15 Oct 2014 14:43:41 +0000 http://www.brasil247.com/157068
Presidente da Sabesp: sem chuva, temos água até novembro http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/157088 : "Temos disponibilidade suficiente para atender à população nesse regime de chuvas até meados de novembro", quando acaba a primeira cota da reserva técnica no Sistema Cantareira, disse Dilma Pena em depoimento à CPI da Sabesp na Câmara Municipal de São Paulo; ela ressaltou que o estado passa "por uma grave crise" e lembrou que a companhia está construindo uma obra que poderá aumentar o nível do sistema em até 12% <br clear="all"> :

Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil 

A presidenta da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Dilma Pena, admitiu hoje (15) que São Paulo passa "por uma grave crise" e que, se não chover nos próximos dias, a primeira cota de volume morto do Sistema Cantareira pode acabar em meados de novembro, levando à falta d'água na capital. A reserva técnica ou volume morto é o volume que está abaixo do nível mínimo da estrutura de captação de água nas represas.

"Temos disponibilidade suficiente para atender à população nesse regime de chuvas até meados de novembro", disse Dilma em depoimento na comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara Municipal que investiga o contrato entre a Sabesp e a prefeitura de São Paulo e a falta d'água em alguns bairros da capital.

Por causa da falta de chuvas desde o início do ano, a capital e vários municípios do interior do estado enfrentam grave problema de abastecimento de água. O Sistema Cantareira, um dos mais afetados pela estiagem, responde pelo abastecimento de água para 9 milhões de pessoas na capital e na região metropolitana de São Paulo. Hoje, por exemplo, o sistema opera com 4,3% de sua capacidade, diz a Sabesp.

Para contornar o problema, a companhia ainda espera autorização judicial para usar a segunda cota do volume morto do sistema. Desde o dia 15 de maio, a Sabesp tem captado água da primeira cota.

Em seu segundo depoimento na CPI, Dilma lembrou que a Sabesp está construindo uma obra que poderá aumentar o nível do sistema em até 12%. "Temos uma obra já licenciada, em fase de finalização, para disponibilizar 106 milhões de metros cúbicos para o Cantareira. A população da cidade de São Paulo e da região metropolitana, inclusive de Campinas [interior do estado], poderá contar com essa água."

Também presente à audiência, o promotor José Eduardo Ismael Lutti criticou as ações adotadas pela companhia para evitar a crise no abastecimento de água da capital. "O que fica claro, depois de ouvir declarações de funcionários da Sabesp, é que a companhia não planeja o bastante para garantir a segurança hídrica em qualquer tipo de cenário, a não ser acreditando que as chuvas virão normalmente." Segundo Lutti, a esperança da companhia é a adesão das pessoas ao bônus por ela oferecido aos clientes que economizarem água. "Não há um planejamento do recurso hídrico com segurança", disse ele.

Nesta quarta-feira, Dilma Pena voltou a descartar que haja racionamento em São Paulo, apesar de moradores de diversos bairros reclamarem da falta de água. Na semana passada, ela disse que a companhia tem diminuído a pressão do bombeamento de água à noite, o que estaria afetando o abastecimento em residências instaladas em locais altos ou sem caixa d'água.

SP 247 Gisele Federicce Wed, 15 Oct 2014 16:00:15 +0000 http://www.brasil247.com/157088
Lula desmente Aécio sobre convite a Armínio no BC http://www.brasil247.com/pt/247/poder/157045 : Em nota, ex-presidente nega que teria convidado o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, que ocupou o cargo durante a gestão de FHC, para permanecer no governo quando assumiu a presidência, em 2003; afirmação foi feita ontem na TV Bandeirantes pelo candidato do PSDB, Aécio Neves; "Nunca fiz esse convite. É lamentável um candidato falsificar fatos históricos em um debate para a Presidência da República", afirmou Lula <br clear="all"> :

247 – O ex-presidente Lula desmentiu, nesta quarta-feira 15, que tenha feito convite para que o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga permanecesse no cargo quando assumiu o governo federal, em 2003.

A afirmação foi feita pelo candidato do PSDB, Aécio Neves, na noite desta terça-feira durante debate na TV Bandeirantes. "Nunca fiz esse convite", afirmou Lula em nota.

"Lula, quando assumiu o governo, pediu que Armínio Fraga ficasse mais um tempo no Banco Central. Isso é história", disse Aécio durante o debate.

O candidato do PSDB também afirmou que a presidente Dilma Rousseff tem "obsessão" por Armínio Fraga e ressaltou que Lula e Antonio Palocci, ministro da Fazenda do ex-presidente petista, elogiaram o ex-dirigente do Banco Central.

"Estou impressionado com sua obsessão com o Armínio Fraga. Talvez por ele ter sido tão elogiado por Palocci e por Lula", disse.

O economista Armínio Fraga ocupou a presidência do BC durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Esse ano foi anunciado como ministro da Fazenda em um eventual governo Aécio.

Leia a nota:

"Ontem, o candidato Aécio Neves mentiu no debate da TV Bandeirantes ao falar que eu teria convidado Armínio Fraga para permanecer no Banco Central após o término do governo Fernando Henrique Cardoso. Nunca fiz esse convite. É lamentável um candidato falsificar fatos históricos em um debate para a Presidência da República".

Luiz Inácio Lula da Silva

Poder Gisele Federicce Wed, 15 Oct 2014 12:17:24 +0000 http://www.brasil247.com/157045
Altman: reforma política é “a melhor ideia nova” http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/157032 : Jornalista diz que "nenhuma outra iniciativa seria mais adequada" ao lema da campanha da presidente Dilma, que fala em governo novo, ideias novas, "que o compromisso de enviar ao Congresso, no primeiro dia do segundo mandato, projeto de lei que convoque imediatamente uma Constituinte exclusiva para a reforma política"; Breno Altman avalia que "escândalos como o da Petrobras, qualquer que seja o resultado das investigações, são sintomas do estado de putrefação da ordem política construída na transição pós-ditadura"; no blog feito em parceria com o 247, ele afirma ainda que o governo do PT tem o desafio de "construir um bloco político e social capaz de mudar profundamente as instituições do Estado" <br clear="all"> :

247 – Com base no slogan "governo novo, ideias novas", da campanha da presidente Dilma Rousseff, nenhuma iniciativa seria mais adequada do que propor uma Constituinte exclusive para a reforma política, opina o jornalista Breno Altman, em seu blog desenvolvido em parceria entre o Opera Mundi e o 247. "O país precisa de um ordenamento institucional que reduza o peso do poder econômico e fortaleça a soberania popular", defende.

Mas "não se trata apenas de mudar o sistema eleitoral, ainda que isso seja imprescindível", diz ele. "A crise da democracia brasileira, no entanto, demanda soluções mais amplas", acrescenta. Na opinião de Altman, os governos do PT se afirmaram por seu desempenho na distribuição de renda e a luta contra a miséria. "O PT tem agora o desafio, para que seu projeto não seja represado e derrotado, de construir um bloco político e social capaz de mudar profundamente as instituições do Estado".

Leia abaixo a íntegra do artigo:

Constituinte para reforma política é a melhor ideia nova

A presidente Dilma Rousseff recebeu, na noite da última segunda-feira, os resultados oficiais do plebiscito popular pela convocação de uma Constituinte para a reforma política. Quase oito milhões de pessoas, mobilizadas por uma frente de partidos e movimentos, votaram a favor dessa iniciativa, entre os dias 1º e 7 de setembro.

Não é tema que lhe seja estranho: fez parte do pacto que propôs ao país no bojo das manifestações de junho do ano passado. Compreendeu que as ruas não ferviam apenas por reivindicações pontuais ou contra a repressão policial, mas porque o sistema político está apodrecido e perdeu representatividade.

O PT fez uma escolha a partir de 2003: implementar mudanças sem reformar as instituições políticas do país, instrumentos de um Estado oligárquico, antipopular e autoritário. Sem maioria parlamentar de esquerda, Lula e seus companheiros percorreram caminho diferente dos demais governos progressistas da região, cujo pontapé inicial foi exatamente a realização de processos constituintes.

A radicalização da democracia, com novas regras para a participação popular e o funcionamento das comunicações, entre outras questões, estabeleceu-se como pedra angular das mudanças efetivadas, por exemplo, na Bolívia, no Equador e na Venezuela. Essa agenda precedeu qualquer transformação econômica ou social. De fato, permitiu que emergisse uma correlação de forças capaz de impulsionar todas as demais reformas.

Fortificações burguesas

Os governos petistas adiaram este debate. Prevaleceu estratégia mais gradualista, com menor risco de choques e rupturas, esgueirando-se pelas contradições entre distintas frações das classes dominantes para formar maiorias provisórias. Muitas vezes, por contas de alianças fora do arco progressista, tendo que negociar e recuar de seu próprio programa.

Este caminho permitiu, apesar das crises políticas, a adoção de políticas distributivas que reconfiguraram parcialmente o modelo de desenvolvimento, com base em um crescente mercado interno de massas.

Não foram mudanças estruturais, mas realocaram amplamente os fundos públicos a favor dos pobres das cidades e do campo, que viveram um dos períodos de maior ascensão social e conquista de direitos da história brasileira.

A continuidade e o aprofundamento destas mudanças, porém, passaram a entrar em conflito cada vez mais intenso com as fortificações burguesas no Estado e da sociedade. O controle conservador sobre o parlamento e o poder judiciário, associado ao monopólio dos meios de comunicação, se tornam obstáculos progressivamente intransponíveis.

Mantidas as velhas e corruptas estruturas da democracia liberal, o processo de transformações poderá ser travado e derrotado. Não é à toa que a presidente referiu-se à reforma política como "reforma de todas as reformas". O país precisa de um ordenamento institucional que reduza o peso do poder econômico e fortaleça a soberania popular.

Escândalos como o da Petrobras, qualquer que seja o resultado das investigações, são sintomas do estado de putrefação da ordem política construída na transição pós-ditadura. O Estado está desenhado para ser dirigido por grupos empresariais que financiam atividades eleitorais, organizam grupos de pressão e instalam seus interesses de classe nos centros de poder.

Novo desafio

Não se trata apenas de mudar o sistema eleitoral, ainda que isso seja imprescindível. O fim do financiamento empresarial das campanhas eleitorais e a votação em lista partidária, entre outras regras, seriam passos fundamentais para a representação ser libertada de interesses corporativos e refundada nos marcos de uma disputa político-ideológica mais nítida.

A crise da democracia brasileira, no entanto, demanda soluções mais amplas. Outros passos decisivos seriam a adoção de mecanismos para revogação dos mandatos eletivos, a convocação de plebiscitos impositivos pelo presidente da República ou por parcela do eleitorado, além da institucionalização dos conselhos e conferências na gestão do Estado.

Também seria indispensável a democratização dos meios de comunicação, superando a ditadura fática que grupos familiares exercem sobre tudo o que se vê, se ouve e se lê. O Estado precisa garantir a pluralidade de informação e entretenimento contra a usurpação monopolista que coloca em xeque a liberdade de expressão prevista em nossa Constituição.

As administrações de Lula e Dilma se afirmaram, desde 2003, por seu desempenho na distribuição de renda e a luta contra a miséria. O PT tem agora o desafio, para que seu projeto não seja represado e derrotado, de construir um bloco político e social capaz de mudar profundamente as instituições do Estado.

A campanha da presidente Dilma fala em governo novo, ideias novas. Nenhuma outra iniciativa seria mais adequada a esse lema que o compromisso de enviar ao Congresso, no primeiro dia do segundo mandato, projeto de lei que convoque imediatamente uma Constituinte exclusiva para a reforma política.

Brasil Gisele Federicce Wed, 15 Oct 2014 11:32:21 +0000 http://www.brasil247.com/157032
Bolsa fecha em queda de 3% à espera de pesquisas http://www.brasil247.com/pt/247/economia/157028 : Uma onda de aversão ao risco nesta quarta-feira 15 derrubou o índice, que chegou a cair 5,34% em seu pior momento deste pregão, atingindo sua maior queda desde 8 de agosto de 2011; apesar de pequena recuperação, Bolsa fechou o dia com perdas de 3,24%, aos 56.135 pontos; no radar dos investidores, especulações a respeito do cenário eleitoral, quedas das bolsas no exterior com dados fracos dos Estados Unidos, além do vencimento de contratos futuros e opções de Ibovespa; papéis da Petrobras chegaram a cair 8%, fechando em queda de quase 7% <br clear="all"> :

247 – O mercado financeiro começou o dia em forte deslize, de 2,15%, em razão da expectativa de investidores e especuladores sobre as pesquisas eleitorais a serem divulgadas hoje: Datafolha e Ibope. E involuiu, antes mesmo da primeira hora de pregão, para perda no índice Bovespa de 3,5%. A queda chegou a 5,34% ao longo do dia. Índice amenizou perdas, mas não evitou forte queda no encerramento do pregão, que fechou em -3,24%.

Como o índice Bovespa baixou, isso significa que o chamado mercado teme um bom desempenho da presidente Dilma Rousseff, do PT, sobre o senador Aécio Neves, do PSDB. A ação da Petrobras foi uma das mais penalizadas, chegando a cair 8% em seu pior momento do pregão. As ações fecharam com perdas de quase 7%.

Outras duas do chamado kit eleição – influenciadas diretamente pelas projeções eleitorais – também tiveram perdas pesadas: Cemig, - 2,60%, e Itaú, -2,56%.

Contribui para o mau humor o desempenho de Dilma no debate da Rede Bandeirantes, ontem, quando, para a maioria dos analistas, houve um empate, no geral, com Aécio, mas com momentos de vantagem para a presidente.

Abaixo, notícia do portal Infomoney, parceiro de 247:

Ibovespa tem queda de 3% com aversão ao risco, pessimismo no exterior e eleições

Por Rodrigo Tolotti Umpieres

SÃO PAULO - Uma onda de aversão ao risco derrubou o Ibovespa nesta quarta-feira (15), com o índice chegando a cair 5,34% em seu pior momento deste pregão, atingindo sua maior queda desde 8 de agosto de 2011 quando a S&P rebaixou o rating dos EUA para abaixo do AAA. Apesar de uma pequena recuperação, o benchmark fechou o dia com perdas de 3,24%, aos 56.135 pontos.

No radar dos investidores, especulações a respeito do cenário eleitoral, quedas das bolsas no exterior com dados fracos dos Estados Unidos, além do vencimento de contratos futuros e opções de Ibovespa. Essa combinação de fatores acabou se tornando uma "bomba" para a Bolsa, que além de acompanhar o cenário no exterior ainda registrou queda ainda mais forte.

Lá fora, os principais índices americanos caíram mais de 1%, com o Dow Jones tendo o pior desempenho, com queda de 1,06%. Na Europa, as bolsas também fecharam no vermelho, com a maioria dos índices registrando baixas de quase 3%. Enquanto isso, o dólar fechou com forte alta de 2,38% em relação ao real, cotado a R$ 2,4570 na compra e R$ 2,4575 na venda.

Para o gestor da Humaitá, Frederico Mesnik, há uma forte aversão ao risco, que varre o mercado doméstico hoje, enquanto os investidores aguardam por novas pesquisas eleitorais. Ele lembra ainda que hoje é dia de vencimento do índice futuro e isso pode estar contribuindo para uma pressão extra no mercado. "Os investidores não estão 'rolando' suas posições, uma vez que o Ibovespa Futuro está cotado muito próximo do à vista, com isso, muitos estão se desfazendo de suas carteiras, o que aumenta a pressão vendedora", disse.

Já o analista João Pedro Brugger, da Leme Investimentos, aponta que, embora não haja nenhuma notícia, "parece que pode haver uma especulação sobre pesquisa positiva ao governo". Nesta noite será divulgada uma nova pesquisa eleitoral do Ibope e Datafolha para o segundo turno durante o Jornal Nacional. Os dois institutos são vistos mais de perto pelo mercado, sendo que o último levantamento dos dois institutos apontou um "empate técnico" entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

Também houve quem atribuísse a queda do índice ao debate eleitoral de ontem, no qual algumas pessoas consideraram o desempenho de Aécio aquém do esperado. No entanto, Brugger acredita que o debate não teve tanto peso assim. "Ele ficou bem dividido, e dificilmente ele [Aécio] perderia votos por causa disso, mesmo se Dilma fosse superior".

Destaques da Bolsa As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) caíram 6,86% e 6,93%, respectivamente, mesmo com o noticiário corporativo positivo. Com a queda dos preços do petróleo no mercado internacional, a gasolina internamente está 1% mais cara que os preços internacionais, o que deve ser benéfico aos caixas da estatal. Além disso, o governo brasileiro manteve a indicação de que irá reajustar o preço da gasolina ainda este ano, mesmo diante do fim da defasagem entre os preços praticados no exterior e no mercado local. As ações da estatal chegaram a cair mais de 6% no início do pregão.

Enquanto isso, o melhor desempenho fica com os papéis Fibria (FIBR3), que fecharam cotados a R$ 24,80 e apresentaram alta de 1,51%, sendo a única ação que avançou mais de 1% neste pregão.

O noticiário em torno da compra da TIM (TIMP3) pela Oi (OIBR4) também está no radar, com declarações do presidente da da Telecom Italia, Marcos Patuano, que sinalizou ao mercado que a TIM Brasil, controlada pelo grupo, não está à venda, mas confirmando que irá considerar a possibilidade de venda dependendo do preço. "Temos uma ideia de criação de valor para o nosso grupo ao ficar no Brasil. Se alguém quer convencer a Telecom Itália a fazer o contrário, isso vai ter um preço".

Economia Gisele Federicce Wed, 15 Oct 2014 10:30:03 +0000 http://www.brasil247.com/157028
Noblat: Dilma venceu Aécio no debate da Band http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157003 : Segundo o colunista Ricardo Noblat, presidente Dilma Rousseff usou contra Aécio Neves acusações de forte apelo popular; “A recíproca não foi verdadeira”: “Dizer que Aécio empregou parentes quando governou Minas Gerais é uma coisa que todo mundo entende e pode guardar na memória. Enumerar os escândalos do governo de FHC que ficaram impunes, idem”, destaca ele; após dar Dilma como vencedora do debate, Noblat, que geralmente é o primeiro blogueiro destacado na página do Globo, deixou a home do site <br clear="all"> :

247 – Para o colunista Ricardo Noblat, a presidente Dilma Rousseff saiu vitoriosa do debate desta terça-feira contra o presidenciável tucano Aécio Neves. Segundo ele, Dilma usou contra Aécio Neves acusações de forte apelo popular e diz que “a recíproca não foi verdadeira”.

“Chamar Dilma de leviana ou de mentirosa não acrescenta votos a Aécio. Pode até soar como uma indelicadeza aos ouvidos mais sensíveis. Dizer que Aécio empregou parentes quando governou Minas Gerais é uma coisa que todo mundo entende e pode guardar na memória. Dizer que ele responde a processo por improbidade administrativa, também. Enumerar os escândalos do governo de Fernando Henrique que ficaram impunes, idem” (leia mais).

Com a coluna que coloca Dilma como vencedora do debate da Band, Noblat, que geralmente é o primeiro blogueiro destacado no site do jornal O Globo, foi ocultado da página, que relaciona nesta manhã oito colunistas. Noblat não está entre eles. Veja o print da página abaixo, tirado às 9h30. O jornalista foi recolocado no fim da manhã entre os colunistas, após a notícia do 247.

 

Mídia Roberta Namour Wed, 15 Oct 2014 07:41:43 +0000 http://www.brasil247.com/157003
Ator Danny Glover declara apoio a Dilma http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/157050 : Casado com uma brasileira, o ator norte-americano mandou uma mensagem de incentivo à presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, pelo Twitter; “O Brasil é o maior país na luta contra a pobreza e nos últimos 12 anos se tornou um exemplo para a humanidade. #Dilma13″, escreveu Glover <br clear="all"> :

Revista Fórum - O ator norte-americano Danny Glover resolveu manifestar o seu apoio à presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) por meio de uma mensagem no Twitter.

"O Brasil é o maior país na luta contra a pobreza e nos últimos 12 anos se tornou um exemplo para a humanidade. #Dilma13″, escreveu.

Conhecido por suas atuações em filmes como A Cor Púrpura, Ensaio sobre a Cegueira e Máquina Mortífera, Glover é casado com a professora e pesquisadora brasileira Eliane Cavalleiro, com quem atua em movimentos de luta pela igualdade racial.

Abaixo, sua publicação no Twitter, feita nesta terça-feria à noite:

 

Cultura Gisele Federicce Wed, 15 Oct 2014 12:41:55 +0000 http://www.brasil247.com/157050
Candidatos não darão entrevista ao JN no 2º turno http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157053 : Motivo foi a falta de acordo entre os comitês de campanha do PT e do PSDB e a TV Globo sobre o tempo que seria dedicado às entrevistas; o tempo estipulado pela emissora era de 15 minutos, como no primeiro turno, mas os partidos queriam que houvesse um mínimo dedicado às respostas, o que não foi aceito <br clear="all"> :

247 - A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e o adversário Aécio Neves (PSDB) não darão entrevistas ao Jornal Nacional, da TV Globo, antes do segundo turno das eleições. Isso porque os comitês de PT e PSDB não entraram em um acordo com a emissora sobre o tempo dedicado à entrevista. Leia abaixo a nota de Lauro Jardim, na coluna Radar:

Globo e candidatos a presidente desistem das entrevistas no "Jornal Nacional" neste segundo turno

As entrevistas com Dilma Rousseff e Aécio Neves no Jornal Nacional, previstas para ir ao ao na segunda-feira e terça-feira da semana que vem, foram canceladas.

O motivo foi um impasse entre a Globo a os assessores de campanha do PT e do PSDB. As entrevistas teriam quinze minutos, como ocorreu no primeiro turno, mas PT e PSDB pediam que houvesse um "tempo líquido mínimo" para as respostas de cada um dos candidatos.

Ou seja, queriam a garantia de que Dilma e Aécio falariam um número mínimo de minutos, dentro do tempo total da entrevista. A Globo não aceitou.

Mídia Gisele Federicce Wed, 15 Oct 2014 13:00:24 +0000 http://www.brasil247.com/157053
Mônica Bergamo sobre debate: “muitos socos, mas nenhum nocaute” http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157029 : Para jornalista, debate entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) na TV Bandeirantes terminou empatado; segundo ela, a petista surpreendeu o adversário pelo tom afirmativo, obrigando-o a debater temas sensíveis, como os problemas do governo dele em Minas Gerais; o tucano contra-atacou, direcionando a discussão para as denúncias contra a Petrobras <br clear="all"> :

247 – Apesar da troca de acusações de mentiras, provocações e ironias, o debate entre os candidatos à presidência Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) na TV Bandeirantes, o primeiro do segundo turno, não teve vencedor. A avaliação é da jornalista Mônica Bergamo, comentarista de política da BandNews FM.

"Foi um debate com muitos socos, mas sem nenhum nocaute", avaliou. Segundo ela, a presidente Dilma, candidata à reeleição, surpreendeu o adversário pelo tom afirmativo que usou, obrigando-o a debater temas sensíveis, a exemplo de sua gestão no governo de Minas Gerais.

O tucano, por sua vez, contra-atacou, levando a discussão para as denúncias que envolvem a Petrobras e os altos índices de inflação e baixo crescimento econômico durante o governo Dilma. Os dois também disputaram por mais de uma vez a paternidade de programas sociais do governo do PT, como o Bolsa Família.

Mídia Gisele Federicce Wed, 15 Oct 2014 10:30:40 +0000 http://www.brasil247.com/157029
Aécio admite cargo no RJ e quer abrir números de MG http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/156992 : Presidenciável tucano Aécio Neves teve que enfrentar dois novos constrangimentos: as acusações de que, na juventude, morou no Rio de Janeiro enquanto era funcionário da Câmara dos Deputados, e de falta de transparência no repasse de verbas de publicidade do governo mineiro para rádios de sua família; no primeiro caso, negou irregularidade; quanto às rádios, disse apoiar divulgação dos valores; "Quanto a esses números, obviamente, eu não tenho ciência a respeito deles, mas eu estimulo o governo de Minas, se ele tiver acesso e condição, que os dê, não tem o menor problema", afirmou <br clear="all"> :

247 – O presidenciável tucano Aécio Neves sofreu duas novas acusações nesta semana: a de ter morado no Rio, enquanto era funcionário da Câmara dos Deputados, na juventude, e a de ter repassado verbas de publicidade para rádios de sua família, quando foi governador de Minas Gerais. Em nota, ele reconhece ter trabalho para o gabinete do pai, o deputado Aécio Ferreira da Cunha (1927-2010), aos 19 anos, quando ainda era estudante no Rio de Janeiro. Este fato foi explorado pela campanha da presidente Dilma Rousseff, em sua página no Facebook, num post que dizia que enquanto ela estava "na luta", enfrentando a ditadura, Aécio vivia "na mamata".

Segundo o texto da campanha de Aécio, ele cuidava da agenda do pai, que era do PDS (Partido Democrático Social) e não havia irregularidade. Os ocupantes de cargos na Câmara só passaram a ter de atuar em Brasília ou no Estado de representação após "a edição do Ato da Mesa número 58, de 2010", completa a nota. "Sem ter o que propor para o futuro nem ter argumentos para explicar o fracasso de seu governo, [o PT] apela para uma campanha baseada em farsas e mentiras", diz (leia abaixo a integra).

Quanto aos gastos com publicidade do governo de Minas Gerais em suas rádios, no período em que governou Estado, diz desconhecer os números, mas defende a divulgação dos mesmos.

A família de Aécio controla a rádio Arco Íris, em Belo Horizonte, e as rádios São João e Colonial, de São João del Rei, e o semanário "Gazeta de São João del Rei".

"Quanto a esses números, obviamente, eu não tenho ciência a respeito deles, mas eu estimulo o governo de Minas, se ele tiver acesso e condição, que os dê, não tem o menor problema", afirmou nesta terça-feira (14), em São Paulo.

Leia aqui a nota da coligação Muda Brasil: 

Nota à Imprensa

A presidente Dilma Rousseff, sem ter o que propor para o futuro nem ter argumentos para explicar o fracasso de seu governo, apela para uma campanha baseada em farsas e mentiras.

Aécio Neves começou a trabalhar na Câmara dos Deputados em 2 de janeiro de 1980. Ele cuidava da agenda do deputado Aécio Cunha. Não havia nenhuma irregularidade no fato de ele estudar no Rio de Janeiro e trabalhar para o gabinete. Apenas com a edição do Ato da Mesa número 58, de 2010, os ocupantes de cargos na Câmara passaram a ter que atuar obrigatoriamente em Brasília ou no Estado de representação do deputado. A informação que consta no site da Câmara dos Deputados de que Aécio trabalhou na Casa a partir de 1977 está errada, e a Coligação está pedindo à Câmara a sua correção.

Essa não foi a única farsa do dia da ainda presidente. Em seu perfil oficial no Facebook, ela diz que o PSDB foi à Justiça contra o critério que garante o reajuste real do salário mínimo. A verdade é que os partidos de oposição buscaram na Justiça a derrubada de outro artigo da lei: o que dá ao governo poder de fixar o mínimo por decreto. E o fizeram para garantir que os reajustes continuassem a ser votados pelo Congresso todos os anos. Vale lembrar que, tradicionalmente, o Congresso, como representante da sociedade, conseguiu fazer com que os governos dessem reajustes maiores ao salário mínimo. Algo que a lei de Dilma impediu.

Em nenhum momento, a ação judicial do PSDB contesta os critérios para reajuste do salário mínimo aprovados em 2011.

Aécio Neves se orgulha de sua biografia. São 27 anos de mandato eletivo aprovados pela população de seu Estado. E se orgulha de sua campanha, baseada em propostas e na verdade.

Minas 247 Roberta Namour Wed, 15 Oct 2014 05:38:28 +0000 http://www.brasil247.com/156992
Parte do PT quer que Dilma reconheça "erros na Petrobras" http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156995 : Ala da campanha de Dilma Rousseff, que inclui o marqueteiro João Santana, o coordenador Miguel Rossetto, o governador da Bahia, Jaques Wagner, e Fernando Pimentel, eleito em Minas Gerais, defende que a presidente reconheça erros na gestão da estatal e insista na punição dos culpados; por outro lado, grupo de Rui Falcão, presidente do PT, e Aloizio Mercadante, ministro da Casa Civil, prefere manter a linha do uso da reforma política como arma contra a corrupção <br clear="all"> :

247 – A pouco mais de 10 dias para o 2° turno das eleições, parte da campanha pela reeleição de Dilma Rousseff defende uma mudança de postura diante do caso de corrupção delatado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Uma ala defende que Dilma reconheça erros na gestão da estatal e insista na punição dos culpados. Entre os favoráveis à ideia estariam o marqueteiro da campanha João Santana, Miguel Rossetto, um dos coordenadores da campanha, Jaques Wagner, atual governador da Bahia, e Fernando Pimentel, governador eleito de Minas Gerais.

Eles, no entanto, enfrentariam resistência do grupo de Rui Falcão, presidente do PT, Aloizio Mercadante, ministro da Casa Civil, e Franklin Martins, da coordenação da campanha. Esses, preferem manter a linha do uso da reforma política como arma contra a corrupção.

O PT tenta obter na Justiça a integra das declarações do processo da Operação Lava Jato e processou Paulo Roberto Costa por difamação.

Leia aqui reportagem de Valdo Cruz e Natuza Neryde sobre o assunto.

Poder Roberta Namour Wed, 15 Oct 2014 06:38:37 +0000 http://www.brasil247.com/156995
Dirceu pode obter prisão domiciliar na segunda http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/156993 : Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão na AP 470 por envolvimento com o esquema do chamado “mensalão”, ex-ministro da Casa Civil José Dirceu poderá receber a qualquer momento autorização do Poder Judiciário para cumprir a pena em casa; ele está preso na Papuda desde o dia 15 de novembro e pode avançar benefício de progressão do regime com horas de trabalho e estudo   <br clear="all"> :

247 – Preso há 11 meses, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu poderá receber a qualquer momento autorização do Poder Judiciário para cumprir a pena em casa.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal indica que na próxima segunda-feira, 20, ele poderá obter a progressão da pena do regime semiaberto para o aberto.

Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão na AP 470 por envolvimento com o esquema do chamado “mensalão”, Dirceu foi preso em 15 de novembro do ano passado.

Pela lei, um preso pode pedir progressão de regime após o cumprimento de um sexto da punição, no caso do ex-ministro, a partir de março de 2015. No entanto, como acumulou horas de trabalho e estudo, pode avançar o benefício.

Brasil Roberta Namour Wed, 15 Oct 2014 05:51:59 +0000 http://www.brasil247.com/156993
Câmara: Vemos em Aécio possibilidade de melhorar o país http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/156991 : Governador de Pernambuco, Paulo Câmara afirma que Aécio Neves nunca foi a candidatura ideal; mas, sem Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva, "caminho a se trilhar" com presidenciável tucano foi quase unanime: "Vemos em Aécio a possibilidade de melhorar o país"; quanto a decisão de Roberto Amaral, então presidente do partido, de declarar voto em Dilma Rousseff, disse que “houve total falta de compromisso com a maioria do partido” <br clear="all"> :

247 – O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), lamenta a mudança do cenário político de seu partido. Segundo ele, Aécio Neves nunca foi a candidatura ideal. Mas, após a morte de Eduardo Campos e a saída de Marina Silva da disputa no 1° turno, afirma que o “caminho a se trilhar” com presidenciável tucano foi quase unanime. "Vemos em Aécio a possibilidade de melhorar o país", afirma.

Em entrevista ao Globo, ele diz que a militância do Estado está animada com a campanha de Aécio e que ele vai crescer e ganhar em Pernambuco. Diz ainda que a presença da viúva de Campos, Renata, ficará restrita ao que já foi, o encontro de sábado, por conta da família.

Quanto a posição de Roberto Amaral de declarar voto em Dilma Rousseff, disse “houve total falta de compromisso com a maioria do partido”. Diz que ele quebrou o acordo do PSB e isso inviabilizou sua permanência no comando do partido.

Pernambuco 247 Roberta Namour Wed, 15 Oct 2014 05:32:52 +0000 http://www.brasil247.com/156991
Justiça proíbe Cielo de usar nome de nadador http://www.brasil247.com/pt/247/relacoes_com_investidores/156990 : Credenciadora de cartões de crédito e débito perdeu disputa com o nadador Cesar Cielo na Justiça Federal no Rio de Janeiro; decisão fez ações despencarem 6,5% na Bovespa, cotada a R$ 38,58 <br clear="all"> :

SÃO PAULO (Reuters) - As ações da empresa de meios de pagamento Cielo caíam com força nesta terça-feira, após decisão da Justiça Federal no Rio de Janeiro que proibiu a companhia de usar a marca, em uma disputa com o nadador Cesar Cielo.

Às 16h15, a ação da maior empresa de cartões do país caía 6,5 por cento na Bovespa, cotada a 38,58 reais. No mesmo instante, o Ibovespa avançava 0,1 por cento.

Consultada, a empresa afirmou que vai recorrer da decisão, que é de primeira instância.

(Por Aluísio Alves)

Relações com Investidores Roberta Namour Wed, 15 Oct 2014 05:26:27 +0000 http://www.brasil247.com/156990
Anastasia defende ‘choque de gestão’ de Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/156989 : Ex-governador de Minas Gerais, senador eleito pelo PSDB, Antonio Anastasia rebate reportagem da “Folha de S. Paulo” e diz que Aécio Neves, recolocou as contas do Estado em ordem e tornou melhor a vida dos cidadãos mineiros: “Em 2004, Minas alcançou o deficit zero com um resultado fiscal positivo de R$ 90 milhões (...) Minas recuperou a credibilidade e voltou a receber recursos federais e internacionais” <br clear="all"> :

247 – Ex-governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB) rebate reportagem da “Folha de S. Paulo” que questionou o ‘choque de gestão’ de Aécio Neves em Minas Gerais. Segundo o tucano, Aécio recolocou as contas do Estado em ordem e tornou melhor a vida dos cidadãos mineiros. Leia:

Aécio e o bem-sucedido choque de gestão

O choque de gestão em Minas, implantado por Aécio Neves, recolocou as contas do Estado em ordem e tornou melhor a vida dos cidadãos mineiros

Em 2003, o então governador Aécio Neves implantou em Minas Gerais uma gestão moderna, eficiente e criativa. O choque de gestão, como ficou conhecido esse modelo, significa gastar menos com a administração para investir mais no cidadão e oferecer mais e melhores serviços públicos.

Desde meados dos anos 1990, Minas enfrentava um persistente desequilíbrio fiscal. Para 2003, havia previsão de um deficit de R$ 2,4 bilhões. Faltavam recursos para as despesas e até para a folha de pessoal. Havia uma grande dívida com fornecedores, ausência de crédito internacional, fuga de investimentos privados e deterioração da infraestrutura pública. Os investimentos com recursos do Tesouro do Estado praticamente não existiam.

Em tempo recorde, o governo de Minas conseguiu sanear as finanças e equilibrar as contas. A equipe de governo cortou, enxugou, fundiu órgãos e conseguiu gastar menos e, principalmente, melhor.

Em 2004, Minas alcançou o deficit zero com um resultado fiscal positivo de R$ 90 milhões. O Estado havia encontrado o equilíbrio entre receita e despesa. Os servidores passaram a receber em dia. Minas recuperou a credibilidade e voltou a receber recursos federais e internacionais. Desde então, o Estado mantém suas finanças em ordem.

Esse modelo consolidou-se na segunda geração do choque de gestão (2007-2010). A partir de 2009, o foco na meritocracia levou o governo de Minas a implantar os acordos de resultados em todos os órgãos e entidades, que antes eram optativos.

Os acordos são uma contratualização de metas que resultam no pagamento de prêmio por produtividade aos servidores em função do cumprimento do que é acordado. Cada escola, cada hospital, cada presídio, por exemplo, pactua metas que, cumpridas representa, melhores serviços para os cidadãos.

A partir de 2011, o modelo, em sua terceira geração, evoluiu para um processo de participação da sociedade na priorização das ações, com metas regionalizadas e formação de comitês regionais em todo o Estado.

Os resultados podem ser observados em todas as áreas. De 2003 a 2013, os investimentos do Executivo em escolas, hospitais, estradas, saneamento, segurança, entre outros serviços, saltaram de R$ 600,9 milhões para R$ 4,275 bilhões.

Na educação, de acordo com o Ministério da Educação, Minas Gerais lidera o ranking entre os Estados brasileiros no ensino fundamental. O Estado tem a melhor classificação entre as redes estaduais e também o melhor índice quando consideradas todas as redes de ensino. No ensino médio, a rede estadual mineira continua entre as melhores do país como terceira colocada entre as redes estaduais e em quarto lugar entre todas as redes.

Minas tem a melhor saúde do Sudeste e a quarta melhor do país, de acordo com o Ministério da Saúde. No plano nacional, ficou em quarto lugar, atrás apenas de Estados mais ricos e homogêneos, como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Quem conhece a complexidade dos desafios da gestão pública pode avaliar o tamanho do esforço que há por trás de resultados como esse.

Na segurança, o Estado tem a segunda menor taxa de homicídios do Sudeste e a oitava menor do país. Minas é o Estado que mais investe em segurança no Brasil proporcionalmente ao Orçamento.

Nas agendas de desenvolvimento, o trabalho teve como focos o planejamento de médio e longo prazo, a partir do Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado, do alinhamento de prioridades, da integração entre planejamento e Orçamento, da retomada da atração de investimentos privados, da instituição de parcerias público-privadas e de outros modelos de referência, que atraem visitantes de outros Estados e países.

O choque de gestão deu resultados concretos, recolocou as contas do Estado em ordem e, principalmente e mais importante, melhorou a qualidade de vida dos cidadãos de Minas Gerais.

Minas 247 Roberta Namour Wed, 15 Oct 2014 05:20:41 +0000 http://www.brasil247.com/156989
Câmara aprova MP que desonera folha de pagamentos http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156988 : Texto aprovado reduz permanentemente a tributação da folha dos atuais 20% para 1% ou 2%, dependendo do setor; a Medida Provisória (MP) também retoma o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para Empresas Exportadoras (Reintegra), ampliando restituição da tributação paga pelos exportadores para a Receita Federal de até 3% para até 5% <br clear="all"> :

Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil - A Câmara dos Deputados aprovou ontem (14), em votação simbólica, a Medida Provisória (MP) 651/14 que traz uma série de medidas de incentivo ao setor produtivo. A principal delas torna permanente a desoneração da folha de pagamentos de contratação de pessoal. O texto aprovado reduz permanentemente a tributação da folha dos atuais 20% para 1% ou 2%, dependendo do setor. Estão incluídos ainda setores que não foram abrangidos pelas medidas anteriores de desoneração.

A MP retoma o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para Empresas Exportadoras (Reintegra), ampliando restituição da tributação paga pelos exportadores para a Receita Federal de até 3% para até 5%. O texto prevê também a reabertura do prazo para adesão ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis), tanto para empresas quanto para pessoas físicas. A adesão poderá ser feita até 15 dias depois que o projeto de lei proveniente da medida provisória for sancionado pela presidenta Dilma Rousseff.

Os deputados aprovaram ainda a ampliação do prazo para o fim dos lixões e instalação de aterros sanitários para até 2018. A ampliação integrava uma lista de 11 artigos retirados aprovados na comissão mista que analisou a medida e que foram retiradas pelo presidente Henrique Eduardo Alves por serem considerados estranhos ao tema original da MP.

A aprovação do texto-base da MP foi possível graças a um acordo de líderes que garantiu a matéria ser votada por consenso. Porém o acordo abrangia somente o texto base da MP que recebeu ainda sete emendas e quatro destaques, o que gerou desgaste e discussão entre os parlamentares.

O líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), alegou que, durante a reunião de líderes, foi acordado que não haveria a apresentação de destaques. “O que nós acordamos foi que aprovaríamos o texto base, sem destaques, e que qualquer aperfeiçoamento poderá ser feito quando a medida for para o Senado. Os destaques podem alterar a essência do texto e perderemos todo o trabalho de consenso que foi construído”, disse Fontana.

O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), rebateu Fontana. Segundo ele, o entendimento foi contrário e possibilitava a apresentação de destaques. Um dos pontos de divergência da aprovação foi uma emenda proposta pelo PMDB que obriga as empresas de médio porte (com valor de mercado inferior a R$ 700 milhões) com capital aberto na Bolsa de Valores a divulgar seus balanços em jornais de grande circulação, mas de maneira resumida.

O relator da MP, deputado Newton Lima (PT-SP), criticou a aprovação. Segundo ele, a medida vai onerar as médias empresas. “O texto original busca reduzir os custos e um deles é as empresas terem que publicar no Diário Oficial e nos grandes jornais os balancetes, que é o que a Lei de Sociedades Anônimas pede, queríamos eliminar essa obrigação e reduzir esse custo”, disse Lima.

Temendo que novo entrave impedisse a conclusão da votação, Alves sugeriu que os líderes tentassem chegar a um acordo. Após debaterem, os parlamentares optaram por retirar do texto outro ponto divergente, que permitia à Advocacia-Geral da União desistir de ações e fazer acordos entre o governo e o devedor nas causas de até R$ 500 mil para as dívidas não tributárias com autarquias e fundações públicas federais.

Em seguida, os deputados rejeitaram duas emendas e concluíram a votação da MP. A sessão foi encerrada e as votações deverão ser retomadas na semana que vem. O texto segue agora para o Senado, onde precisa ser aprovado antes do dia 6 de novembro, quando perderá a eficácia por decurso de prazo.

Economia Roberta Namour Wed, 15 Oct 2014 05:06:35 +0000 http://www.brasil247.com/156988
Gilmar adia processo de cassação de Vargas no TSE http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/156986 : Após voto favorável da ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao pedido do PT pela perda do mandato do deputado federal André Vargas (sem partido-PR) por ele ter deixado o partido sem justificativa; julgamento foi adiado por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que quer mais tempo para analisar caso <br clear="all"> :

Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil - O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, pediu ontem (14) vista do processo movido pelo PT, que pede a perda de mandato do deputado André Vargas (sem partido - PR). Antes da manifestação de Mendes, a relatora do processo no tribunal, Luciana Lóssio, votou pela perda do mandato do parlamentar.

No dia 25 de abril, Vargas desligou-se do PT, após 24 anos de filiação à legenda. Segundo o PT, Vargas não prestou, de acordo com a lei, as justificativas para sua desfiliação. “Resta caracterizado, a toda evidência, o desligamento voluntário da agremiação e exposição de motivos pessoais alheios ao programa partidário ou que denotem discriminação”, argumentou o advogado do partido.

Em 2007, a Resolução 22.610 do TSE definiu quatro hipóteses em que parlamentares podem mudar de partido sem perda do mandato. De acordo com o tribunal, é justa causa para desfiliação partidária a criação de partido, bem como a incorporação ou fusão de partido, mudança ou desvio do programa partidário e discriminação pessoal.

O deputado também responde a processo de cassação na Câmara dos Deputados, por envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aprovou, por unanimidade, o pedido de cassação de Vargas.

Ele tenta reverter a decisão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Na semana passada, porém, a matéria não pode ser votada na comissão por falta de quórum.

Paraná 247 Roberta Namour Wed, 15 Oct 2014 05:14:05 +0000 http://www.brasil247.com/156986
Eleição leva Petrobras de volta à liderança na AL http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156905 : Estatal presidida por Graça Foster bate recordes de extração do petróleo do pré-sal, mas é o efeito da disputa presidencial na bolsa de valores que joga para cima ações da companhia; levantamento da consultoria Economatica mostra que a Petrobras foi a empresa que mais cresceu em valor de mercado na América Latina e Estados Unidos em outubro, voltando à liderança na região; valor de mercado já alcança US$ 116,3 bilhões; ontem, papéis subiram mais de 10% após apoios a Aécio Neves e liderança do tucano em pesquisa <br clear="all"> :

247 – Em meio a pesquisas eleitorais, a volatilidade na bolsa de valores garantiu à Petrobras ganhos recordes nas últimas semanas. De acordo com levantamento da consultoria Economatica, a companhia foi a única a registrar crescimento de valor de mercado em outubro, voltando assim à liderança entre as empresas da América Latina e Estados Unidos, ganhando de todas as companhias americanas.

Segundo a pesquisa, a Petrobras fechou o dia 13 de outubro com US$ 116,3 bilhões de valor de mercado. O valor de mercado da empresa no dia 30 de setembro era de US$ 93,7 bilhões, contra US$ 116,3 bilhões nesta segunda-feira 14, o que representa crescimento de US$ 22,6 bilhões em sua valorização.

Entre as 10 maiores companhias da América Latina, há seis brasileiras, três mexicanas e uma colombiana. O setor bancário é o que possui mais representantes, com três instituições: Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil.

Entre seis países da América Latina e os Estados Unidos, a bolsa brasileira é a única que apresenta crescimento de valor de mercado no mês de outubro. No dia 30 de setembro, a Bovespa tinha US$ 959,5 bilhões, contra US$ 1,02 trilhões no dia 13 de outubro, crescimento de US$ 68,0 bilhões.

O mercado norte-americano, no mesmo período, registrou queda de valor de mercado de US$ 1,16 trilhões, valor superior ao de todas as empresas brasileiras de capital aberto. As sete bolsas da América Latina acumulam valor de mercado de US$ 2,19 trilhões no dia 13 de outubro.



Os papéis da Petrobras subiram mais de 10% nesta segunda-feira 13, comemorando apoios ao candidato do PSDB, Aécio Neves, declarados no fim de semana, e pesquisa que apontou o tucano com 17,6 pontos de vantagem sobre Dilma Rousseff (PT). Leia reportagem do portal Infomoney abaixo:

Dia de euforia: Petrobras sobe mais de 10% e 19 companhias superam 5% de alta

Por Leonardo Silva • Marina Neves

SÃO PAULO - A sessão desta segunda-feira (13) foi de muita euforia na Bolsa, com o Ibovespa fechando com alta de 4,78%, a 57.956 pontos. Chamaram atenção do mercado nesta sessão as ações das estatais e dos bancos, que dispararam em meio a 19 ações que superaram alta de 5%. Vale mencionar que em meio à tanta euforia, apenas 5 ações, das 69 companhias do principal índice da Bolsa brasileira fecharam em queda.

As ações das estatais e bancos foram impulsionadas pelo apoio de Marina Silva (PSB) a Aécio Neves (PSDB) para o segundo turno das eleições presidenciais, que ocorrerão no dia 26 de outubro, além da pesquisa eleitoral Sensus, que mostrou grande diferença entre os candidatos à presidência, com o candidato do PSDB liderando a disputa com 17 pontos de vantagem.

E entre todas as 63 ações que fecharam no positivo, as ações da Vale também "respiraram", impulsionadas pelo preço do minério de ferro, principal produto da exportadora - que se destoou das outras companhias que possuem perfil exportador, que reagiram a nova queda do dólar nesta sessão e fecharam em queda. Ainda no lado verde da Bolsa, as ações da Light repercutiram um possível reajuste nas tarifas da companhia.

Estatais

As ações das estatais dispararam nesta sessão, reagindo ao agitado noticiário eleitoral do final de semana. No sábado, a pesquisa Sensus mostrou uma diferença de 17,6 pontos percentuais entre o candidato Aécio Neves (PSDB) e a presidente Dilma Rousseff (PT). Ele aparece com 58,8% dos votos válidos e a petista Dilma Rousseff, com 41,2%.

"Além do crescimento da candidatura de Aécio Neves, observa-se um forte aumento na rejeição da presidenta Dilma Rousseff", afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. A pesquisa mostra que o índice de eleitores que afirmam não votar em Dilma de forma alguma é de 46,3%. A rejeição de Aécio Neves é de 29,2%. De acordo com Guedes, a rejeição torna praticamente impossível uma reeleição de Dilma.

Além da pesquisa eleitoral, no domingo, a ex-candidata à presidência do PSB, Marina Silva, oficializou o seu voto e o seu apoio ao candidato tucano à presidência Aécio Neves (PSDB).

Além da Petrobras (PETR3, R$ 20,75 +9,96%; PETR4, R$ 22,13, +10,54%), vale mencionar a alta nos papéis de Banco do Brasil (BBAS3, R$ 33,48, +10,86%), Eletrobras (ELET3, R$ 7,15, +6,08%; ELET6, R$ 10,55 , +7,43%). Nesta sessão, as ações da Petrobras chegaram a subir mais de 11%, sendo que a última vez que isto ocorreu foi na segunda-feira do dia 6, um dia após o primeiro turno mostrar que a próxima fase da disputa seria entre Aécio e Dilma.

Setor financeiro Seguindo o mesmo movimento das estatais, as ações dos bancos também registraram altas repercutindo o cenário eleitoral. Assim como a Petrobras, as ações de Bradesco (BBDC3, R$ 38,18, +6,59%; BBDC4, R$ 39,30, +8,20%) e Itaú (ITUB4, R$ 38,00,+7,56%), são as companhias que mais reagiram ao "Rali Eleitoral".

Além dos bancos, vale mencionar as ações da BM&FBovespa (BVMF3, R$ 12,95, +7,65%), seguindo o fluxo extremamento positivo do índice.

Vale (VALE3, R$ 27,49, +4,72%: VALE5, R$ 24,10, +4,87%) Seguindo a mesma euforia da Bolsa e reagindo ao preço do minério de ferro, as ações da Vale fecharam a sessão com forte alta nesta sessão. O principal produto da exportadora iniciou a semana com forte alta, avançando 4% para US$ 83,1 por tonelada.

Além disso, a mineradora deve repercutir os bons dados divulgados sobre a economia da China. Em agosto, a balança comercial da China registrou superávit de US$ 49,8 bilhões, ante US$ 47,3 bilhões em julho, segundo dados da Administração Geral de Alfândega do país. O resultado veio acima das expectativas, que projetavam um superávit de US$ 42 bi.

Exportadoras Destoando das altas do dia, as ações de outras companhias exportadoras, fora Vale e siderúrgicas, fecharam com perdas nesta sessão, em meio à queda do dólar. Dado o perfil exportador das empresas, um movimento como esse é visto como desfavorável, já que as receitas dessas companhias são atreladas à moeda norte-americana. Hoje, o dólar fechou com queda de 1,27%, cotado a R$ 2,39.

Vale mencionar a queda nos papéis da Embraer (EMBR3, R$ 21,10, -4,48%, que liderou as perdas do Ibovespa, além de Fibria (FIBR3, R$ 24,38, -3,71%) e Suzano (SUZB5, R$ 8,94, -2,61%).

Light (LIGT3, R$ 21,44, +2,10%) Para além do cenário político, destaque também para a alta das ações da Light. No radar da companhia seguiu a informação de que a companhia, que atua no Rio de Janeiro, pode ter um reajuste em suas tarifas superior a 25% em novembro, disse O Globo.

Durante reunião com investidores no início de outubro, o diretor Financeiro e de Relações com Investidores do grupo, João Zolini, disse que a exposição involuntária da companhia em 2013 ficou em 140 e 160 megawatts (MW) médios e em 2014 de 330 MW médios.

Economia Gisele Federicce Tue, 14 Oct 2014 12:13:24 +0000 http://www.brasil247.com/156905
Xico Sá: ‘Reinaldo é tido como neutro e eu tenho que pedir demissão?’ http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/156895 Edição 247, Fotos: Reprodução - Luiz Murauskas: Jornalista, que pediu demissão da Folha de S. Paulo depois de ter tido uma coluna pró Dilma vetada pelo jornal, reclama do argumento do editor-executivo, Sérgio Dávila, que afirmou ontem ao 247 que "os colunistas devem evitar fazer proselitismo eleitoral em seus textos"; "Rapaz, reflexão final, me perdoem,amigos, mas exijo reflexão: reinaldo azevedo é tido como neutro e eu me fodo tenho q pedir demissao?", questionou Xico Sá no Twitter <br clear="all"> Edição 247, Fotos: Reprodução - Luiz Murauskas:

247 – Depois de ter pedido demissão da Folha de S. Paulo, onde trabalhou por 20 anos, o jornalista Xico Sá publicou um texto em sua página no Facebook na madrugada desta terça-feira 14 explicando o episódio.

Conforme noticiou ontem o 247, ele explica que a Folha não quis publicar uma coluna sua que declarava voto na presidente Dilma Rousseff (PT), argumentando que seria "proselitismo eleitoral", o que feria os princípios da casa.

Antes, no Twitter, ele comparou sua situação à de Reinaldo Azevedo, outro colunista da Folha. "Rapaz, reflexão final, me perdoem, amigos, mas exijo reflexão: reinaldo azevedo é tido como neutro e eu me fodo tenho q pedir demissao?", questionou. Reinaldo, que também escreve para a revista Veja, é crítico ferrenho do PT, do governo Dilma e do ex-presidente Lula.

Em sua versão sobre o caso, Xico Sá descreveu sua resposta à Folha: "Argumentei que outros colunistas, de alguma forma, feriam o princípio interno, no que me acho prenhe de razão, né não? Ou seriam textos inocentes?". Ele também voltou a criticar a cobertura política da imprensa: "É muito desequilíbrio. É praticamente jornalismo de campanha. Não cobertura".

Leia abaixo a íntegra do texto, que relata os argumentos de ambas as partes nos itens 4 e 5.

NOTA AOS LEITORES E AMIGOS

Caríssimos amigos & leitores, pretendia nem mais falar desse assunto, mas devido à forma como se alastrou –rizomáticos riachos e riachinhos delleuzianos & gonzaguianos em busca do velho Chico em anos de bom inverno no Navio e no Pajeú-, creio que devo alguma satisfação na praça, além dos "pinduras" morais e existenciais de sempre. Valha-me meu bom Deus, viver é dívida, canelada e dividida de bola.

Como só os galãs vencem por nocaute, procurarei, mal-diagramado por natureza que sou, triunfar nessa luta por pontos, minando, nas cordas do ringue ideológico, vosso juízo emprenhado pelas redes sociais. Vamos lá;

1) Não há herói nenhum nesse episódio. O máximo que chego é a anti-herói macunaímico ou ao João Grilo do cordel teatralizado pelo bravo Suassuna. E olhe lá, e olhe lá, amiga Karina Buhr, eu só quero tocar meu tamborzinho cósmico.
2) Como já informaram alguns sites, pedi demissão do meu posto de colunista (do caderno de Esportes) da Folha, jornal com o qual mantenho uma velha relação de duas décadas, entre idas e vindas, furos, erramos assumidos variados, pés-na-bunda de ambas as partes, grandes momentos, crises profissionais e esticadas D.Rs (discussões de relação) gutenberguianas.
3) Eis que na sexta-feira, 10/10, mandei a coluna em cima da hora, só para variar. Nas linhas tortas -o velho Graça me entenderia nessa hora, embora corrigisse a minha escrita adjetivosa-, tratava do Fla-Flu eleitoral, defendia que os jornais saíssem do armário –como as publicações americanas- e tecia queixas à cobertura desequilibrada da Folha e da imprensa no geral. E repare que a Folha, senhoras e senhores, é bem melhor em se comparando aos outros jornalões, vide grande revelação do aeroporto privado de Aécio e o mínimo questionamento do choque de gestão nas Gerais, esse fetiche econômico insustentável até para a Velhinha de Taubaté do meu amigo Veríssimo.
Bem, como eu ia falando, defendia na coluna que os jornais assumissem suas explícitas posições, donde encerrei o desabafo gonzo-lírico-político usando o direito de declarar minha preferência pela Dilma.
4) A direção do jornal entendeu que o texto feria um dos princípios da casa; o de não permitir fazer proselitismo político ou eleitoral em favor de nenhum candidato. Sugeriu, civilizadamente, que alterasse o texto. Prosa vai, prosa vem. Refleti e mantive a escrita. Argumentei que outros colunistas, de alguma forma, feriam o princípio interno, no que me acho prenhe de razão, né não? Ou seriam textos inocentes?
5) Finquei pé, mais honra do que birra, pantins e queixumes. A direção do jornal sugeriu que eu poderia publicar, porém na página 3., na segunda-feira. É a página de "tendências & debates", na qual convidados, não gente da casa, manifesta livremente suas opiniões, inclusive de voto. Migrar para um espaço de "forasteiros" não me fez a cabeça, não achei que fosse a solução para o impasse. Qual o faroeste dos irmãos Cohen, achei que também teria o direito de ser, pelo menos um dublê, à esquerda, dos caras que botam para quebrar nas suas colunas da Folha. O faroeste moderno se chama "Onde os fracos não têm vez".
6) Daí o meu pedido de desligamento como colunista do jornal, função que exercia na figura de PJ (pessoa jurídica mediante nota fiscal), não como funcionário contratado pelo grupo Folha.
7) No dia seguinte, não mais na condição de colunista, soltei uma saraivada de posts de escárnio e maldizer nas redes sociais, em um espasmo de ira & lirismo que defini, no twitter, como um manifesto gonzo-político livremente inspirado na minha atual releitura de Hunter Thompson e na memória do genial Nezinho do Jegue, personagem de "O Bem Amado", do baiano Dias Gomes, que, uma vez alcoolizado, insultava a humanidade. Eis um direito divino, dionisíaco, um direito dos malucos, além muito além de todas as Constituições, como diria o gênio-mor Antonin Artaud e seu duplo.
8) Um dos posts dessa performance dionisíaco-tuiteira-brizolista, meu caro e amado Zé Celso, vociferava também contra os petistas, considerando que não desejava o (inevitável e irrefreável) uso da minha opinião como propaganda oficial. "Phueda-se o PT", com PH e tudo, dizia este monstruoso cronista. Relembrava que o governo do PT e de todas as siglas da sacanagem alfabética têm que ser investigados sim. Meu reclamo é/era pontual; por que só os caras de um lado são responsabilizados pela história universal da infâmia e ninguém publica, para valer, o "rebuceteio" –para usar um clássico da pornochanchada nacional- do outro lado da suruba pornô-política, querido Reinaldo Moraes?
É muito desequilíbrio. É praticamente jornalismo de campanha. Não cobertura.
9) O pedido de demissão. Finalmente explico. Mais demorado do que a declaração de voto da queridíssima Marina, que infelizmente esqueceu a nova política na qual eu caí feito um patinho de primeiro turno na lagoa Rodrigo de Freitas.
A demissão. Suspense à Hitchcock.
Vixe. Volver a los 17, como cantaria Mercedes Sosa, a quem escuto ao fundo dessa escrita, alternando com Nação Zumbi, óbvio. Volver à minha pobre coluneta do caderno de Esporte da Folha. Defendi meu patrimônio imaterial único e universal, quase um sufrágio, meu direito, daí o finca-pé que resultou no meu pedido de afastamento do universo folhístico.
Ingenuidade achar que, em período de extremada passionalidade e justíssima crítica ao desequilíbrio na cobertura da "imprensa burguesa" (outro termo vintage comuno-anarquista usado e abusado nos meus posts com toda sinceridade desse mundo) neguinho não fosse compartilhar essa bagunça barroca toda, agora falo com meu irmão Wally Salomão, para o que der e viesse. Rede social é como aquela parada bíblica do olhai os lírios do campo, eles não tecem, eles não fiam...
10) Enfim, o resto é barulho, mas creio que narrei, com alguma vantagem pessoal comum aos narradores de primeira pessoa, a onda toda –ai de mim, amigo Walter Benjamin! Donde reafirmo, não há heroísmo algum além de uma refrega dramática de um velho cronista, talvez um pouco ultrapassado e dionisíaco, com la prensa burguesa, reafirmo o clichê da velha bossa, afinal de contas renascemos sempre num Cocoon metafísico de águas imaginárias e milagrosas.
Como diria, agora meu brother Arnaldo Baptista, quero voltar pra Cantareira.
Deus abençoe os velhos e as crianças, eis meu dizer sobre essa confusão toda que eu achei tão normal como falar do seu candidato no boteco da esquina, era assim na vida antigamente.
Por que isso virou tão chato e eu não posso?
Justo num texto tão babaca, defendendo uma candidatura que só consegue ser mil vezes melhor do que Aécio mesmo. Afinal de contas essa peleja é um W.O. da porra. Ou deveria ser para quem tivesse juízo.
Ah, cadê a dialética do esclarecimento das espumas flutuantes dos mares de cerveja, viejo Wander Wildner?
Aliás, por que eu não poderia escrever aquele texto babaca, aliás eu tenho sido um péssimo cronista, tanto de amor como de futebol, preciso me reciclar, reler todo o Machado de Assis, ele me ensina, também relatei isso aos meninos folhais.
Eu careço ouvir todo Jards Macalé, meu ídolo. Esse episódio cá Folha, aliás, não é político, é ridículo se pensamos na grandeza da vida. As folhas das folhas da relva, menino Holden, é o que doravante me interessa como razão de viver debaixo de uma árvore ou sob o guarda-chuva moral dos caras que viram polícia do texto sem saber que uma besteirinha de nada pode virar idiotice e totalitarismo.
Agora voltei de vez para "O Apanhador...", mas, juro, me perdõe, pela confusão toda com o jornal, com as redes sociais e qualquer coisa. Como dizia Holden, "gosto de Jesus e tudo, os apóstolos é que são uns chatos."
Beijos, Xico Sá, Copacabana, primavera do ano da graça de 2014

Mídia Gisele Federicce Tue, 14 Oct 2014 11:20:34 +0000 http://www.brasil247.com/156895
Bovespa fecha em alta na expectativa de debate e pesquisas http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156885 : Índice chegou a ter queda, mas virou no início da tarde após boatos de que Aécio Neves (PSDB) deve aparecer à frente de Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas de amanhã; debate da Band, que acontece hoje à noite, no radar do mercado; com isso, o índice encerrou o dia com ganhos de 0,10%, aos 58.015 pontos <br clear="all"> :

Por Rodrigo Tolotti Umpieres

SÃO PAULO - O Ibovepa ameaçou passar por uma sessão de realização nesta terça- feira (14), mas, diante de novos rumores eleitorais e expectativas pelo debate de hoje e novas pesquisas, acabou virando para alta. Com isso, o índice encerrou o dia com ganhos de 0,10%, aos 58.015 pontos - atingindo na mínima do dia perdas de 1,20%, enquanto na máxima subiu 1,55% -, com destaque para a Vale (VALE3; VALE5), que ficou entre os maiores ganhos do dia, que tenta "respirar" na Bolsa após atingir sua mínima em 5 anos no mês passado.

A reversão de tendência nesta sessão ocorreu após o mercado começar a trabalhar com um crescimento de Aécio Neves (PSDB) nas próximas pesquisas eleitorais, que serão divulgadas amanhã, quando serão divulgados os levantamentos do Ibope e Datafolha - tidas pelo mercado como as "mais confiáveis" dentre os institutos de pesquisa.

Segundo analistas ouvidos pelo InfoMoney, o mercado já trabalho com uma vantagem do candidato tucano sobre a petista acima da margem de erro, saindo do cenário de "empate técnico" apresentado nas pesquisas anteriores de ambos institutos. Contudo, é importante ressaltar que nenhuma das pesquisas chegou ao dia final de coleta de dados - o Ibope tinha coleta prevista entre os dias 10 e 15; já o Datafolha entrevistaria os eleitores entre hoje e amanhã.

"A coleta das pesquisas será finalizada amanhã e, por isso, os rumores de alta do Aécio não passam de especulações", disse Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora. O analista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi, vai na mesma linha: ele pondera que ainda é muito cedo para antecipar qualquer resultado, mas isso não impede que o mercado já tente antecipar essas indicações. Galdi lembra ainda que as bolsas norte- americanas estão em um dia de forte alta, o que pode ajudar a manter o otimismo no mercado.

Monteiro, da Renascença, enxerga um bom motivo para tal otimismo: a coleta das pesquisas vai até amanhã, ou seja, após o 1º debate entre os presidenciáveis, que acontecerá hoje às 22h15 na Rede Bandeirantes. "Considerando o desempenho de Aécio no último debate do primeiro turno, é esperado que ele seja muito melhor que a Dilma hoje à noite. Caso isso se confirme, o eleitorado que responder os levantamentos amanhã deve impulsionar as intencões de voto do tucano", explica o operador.

Vox Populi e cenário externo

A pesquisa Vox Populi, divulgada pelo Jornal da Record na noite de ontem mostrou a presidente Dilma e o adversário Aécio Neves empatados dentro da margem de erro, com leve vantagem numérica para a petista: 45% a 44%. O resultado da pesquisa não impactou tanto o mercado, visto que ela não mostrou um resultado tão diferente dos últimos levantamentos Datafolha e Ibope, que são os principais institutos, disse o analista da XP Investimentos, Thiago Souza. Além disso, o mercado está à espera do debate hoje à noite e das pesquisas que serão divulgadas amanhã.

Além do noticiário eleitoral, a virada da Bolsa também foi impulsionada pelo cenário externo, com as bolsas norte-americanas também passando a subir forte no início da tarde, após dias de de grandes perdas para os principais índices de Wall Street. Apesar de reduzirem os ganhos, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq conseguiram fechar no positivo.

No mercado cambial o dia foi de correção, com o dólar fechando em alta após a forte queda de ontem, quando caiu mais de 1% e voltou a se aproximar dos R$ 2,39. Hoje, a moeda norte-americana encerrou o pregão com ganhos de 0,33%, cotada a R$ 2,3990 na compra e R$ 2,4005 na venda.

Destaques Além da aceleração dos ganhos das ações da Vale e das siderúrgicas, que ficaram entre as maiores altas, destaque também para a Oi (OIBR4) e TIM (TIMP3), que subiram em meio à notícia de que o Ministro de Comunicações, Paulo Bernardo, afirmar que a Oi estaria interessada em comprar a TIM.

Do lado oposto, o pior desempenho ficou com os papéis das imobiliárias e Cielo (CIEL3), que fecharam cotados a R$ 38,66 e apresentaram forte baixa de 6,32%. Essas ações estão entre as que mais subiram nos últimos pregões e passam por um dia de correção.

Economia Gisele Federicce Tue, 14 Oct 2014 10:18:39 +0000 http://www.brasil247.com/156885
CPMI quer que plenário do STF decida sobre delação http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/156930 : Mesmo após dois pedidos negados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, o presidente da CPMI da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), vai insistir em obter o conteúdo da delação premiada do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa; para o senador, sem as informações da delação, o processo dentro da CPMI não se fecha <br clear="all"> :

Karine Melo – Repórter da Agência Brasil 

Mesmo após dois pedidos negados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), vai insistir em obter o conteúdo da delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.

"Hoje à tarde vou conversar com o advogado-geral do Senado [Alberto Cascais] que é quem tem competência, em nome da CPI, para ajuizar o mandado de segurança para insistirmos na delação", disse Vital em entrevista na manhã desta terça-feira (14) à Agência Brasil.

Para Vital do Rêgo, sem as informações da delação, o processo dentro da CPMI não se fecha. Na avaliação do senador, a Corte tem que marcar posição a respeito da competência da CPMI resguardada na Constituição Federal de ter acesso a autos de investigação em juízo. "Eu não entendo [as recusas] e vou querer, com um mandado de segurança, uma posição da Corte que valerá para outros possíveis fatos dessa natureza, vou querer um posicionamento do colegiado", disse.

"Você tem o [conteúdo] geral, mas não tem o específico. Eu vou insistir com a posição do Supremo porque é uma posição emblemática, é uma posição simbólica que o Supremo tem que marcar. Esses mesmos poderes a Constituição Federal conferiu à CPI.

O presidente da CPMI criticou o fato de partes do conteúdo da delação terem vazado para a imprensa. "Eu acho que tudo tem que ser publicizado desde que não incorra em segredo de justiça. Aquilo que é segredo de Justiça, é crime vazar. Não se pode ter vazamentos colocados na mídia que tem consequências e a CPI, que é um órgão de investigação, que a Constituição garante esses poderes especiais, não ter acesso", reclamou.

Por pressão dos partidos de oposição, que querem uma reunião de emergência para tratar das informações prestadas no último dia 8 por Paulo Roberto Costa ao juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal no Paraná, Vital veio a Brasília, consultar líderes, por telefone, sobre a viabilidade de uma reunião ainda essa semana, que não deve ocorrer, pois vários parlamentares estão em seus estados, envolvidos na campanha eleitoral para o segundo turno.

Em áudio do depoimento divulgado pela imprensa, Costa diz que parte da propina cobrada de fornecedores da Petrobras era direcionada para atender ao PT, PMDB e PP.

"Há uma tendência de calendário muito difícil com relação a esse processo, mas eu vim a Brasília fazer essas consultas com o intuito de ter um mínimo necessário de convergência em torno da decisão que nós vamos ter que tomar", ressaltou.

A próxima reunião oficial da CPMI será no dia 22 de outubro, quando os parlamentares vão ouvir o diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza. Ele substituiu Paulo Roberto Costa, que saiu da Petrobras em abril de 2012.

Brasil Gisele Federicce Tue, 14 Oct 2014 15:05:42 +0000 http://www.brasil247.com/156930
Marina deve gravar para a campanha de Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/156916 REUTERS/Paulo Whitaker: Candidatos à Presidência Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) em debate na TV. 16/09/2014 REUTERS/Paulo Whitaker Candidata derrotada no primeiro turno topou fazer gravação para a campanha do tucano, mas não quer subir em palanque algum no segundo turno desta eleição; Aécio Neves (PSDB) tenta marcar um encontro com Marina Silva (PSB), o que deve ocorrer até sexta-feira <br clear="all"> REUTERS/Paulo Whitaker: Candidatos à Presidência Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) em debate na TV. 16/09/2014 REUTERS/Paulo Whitaker

Minas 247 – O presidenciável Aécio Neves (PSDB) tenta marcar um encontro com a ex-senadora Marina Silva (PSB) com objetivo de reproduzir imagens para o guia eleitoral. Marina já teria aceitado fazer uma gravação, mas aguarda um contato direto do tucano. A ex-ministra, no entanto, decidiu que não subirá em palanque algum no segundo turno desta eleição. A socialista foi a terceira colocada no primeiro turno, com 20% dos votos válidos, atrás de Aécio, com 33%, e da presidente Dilma Rousseff (PT), com 41%.

O ex-governador de Minas afirmou que pode se encontrar com Marina ainda nesta semana e deixou claro que o apoio não significa uma futura participação da ex-ministra em um eventual governo tucano.

"A forma como a Marina veio honra a boa política brasileira. Não pediu absolutamente nada, não insinuou absolutamente nada em relação a cargos. Estamos fazendo algo muito maior", disse Aécio, nesta segunda-feira (13), em Curitiba.

Durante entrevista coletiva, no último domingo (12), Marina disse que sua decisão de apoiar Aécio teve como base a carta de compromisso do tucano, divulgada um dia antes, no sábado (11). Para reforçar o seu posicionamento, a ex-ministra afirmou que a "alternância de poder fará bem ao Brasil".

"Votarei em Aécio e o apoiarei, votando nesses compromissos, dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido e, principalmente, entregando à sociedade brasileira a tarefa de exigir que sejam cumpridos", complementou.

PSB

Não só Marina como o PSB apoia a candidatura de Aécio à presidência da República. Neste final de semana, o tucano recebeu apoio da família do ex-presidenciável Eduardo Campos (PSB), morto após acidente aéreo, em agosto. O ex-presidente nacional da legenda socialista Roberto Amaral, que deixou o cargo nesta segunda-feira (13), afirmou, em carta, que seu partido cometeu "suicídio político-ideológico" ao apoiar o presidenciável tucano.

O dirigente afirmou que, ao apoiar o presidenciável tucano, o PSB "renega compromissos programáticos e estatutários, suspende o debate sobre o futuro do Brasil, joga no lixo o legado de seus fundadores – entre os quais me incluo – e menospreza o árduo esforço de construção de uma resistência de esquerda, socialista e democrática".

"Denunciamos a estreiteza do maniqueísmo PT-PSDB, oferecemos nossa alternativa e fomos derrotados: prevaleceu a dicotomia, e diante dela cumpre optar. E a opção é clara para quem se mantém fiel aos princípios e à trajetória do PSB", diz o texto.

Partido fundado por Marina Silva e abrigado no PSB por não ter conseguido registro na Justiça Eleitoral para disputar as eleições de 2014, a Rede Sustentabilidade também descartou apoiar Dilma no segundo turno.

Minas 247 Leonardo Lucena Tue, 14 Oct 2014 13:45:27 +0000 http://www.brasil247.com/156916
“Economia e 'campeonato' de corrupção devem dominar debates” http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/156915 : Segundo o jornalista Kennedy Alencar, nos três debates em que Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) deverão se enfrentar até domingo, "Dilma deverá dizer que os tucanos não se importam com o emprego e a renda dos mais pobres. Já Aécio deverá dizer que a petista descuidou da inflação a ponto de o governo recomendar que as pessoas comam ovo no lugar de carne"; além disso, diz ele, partidos também "vão trocar ataques mútuos sobre corrupção" <br clear="all"> :

247 – Nos três debates em que a presidente Dilma Rousseff (PT) e candidato Aécio Neves (PSDB) deverão se enfrentar até o próximo domingo na televisão, os principais temas deverão ser economia e uma espécie de 'campeonato' de corrupção, prevê o jornalista Kennedy Alencar.

Segundo ele, "Dilma deverá dizer que os tucanos não se importam com o emprego e a renda dos mais pobres. Já Aécio deverá dizer que a petista descuidou da inflação a ponto de o governo recomendar que as pessoas comam ovo no lugar de carne".

Além disso, "PT e o PSDB também vão trocar ataques mútuos sobre corrupção, em uma espécie de 'campeonato' para apontar um partido como mais corrupto do que o outro", diz ele. "A presidente Dilma precisa criar um fato político para tentar reverter o bom momento de Aécio. Ela precisa vencer. Para o tucano, basta empatar", avalia.

Leia o texto em seu blog.

Mídia Gisele Federicce Tue, 14 Oct 2014 13:32:28 +0000 http://www.brasil247.com/156915
Aécio ganhou 1ª semana, mas Dilma inicia reação http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156830 REUTERS/Ricardo Moraes: Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) durante debate na quinta-feira.  REUTERS/Ricardo Moraes Colunista Tereza Cruvinel, do 247, avalia que o senador Aécio Neves fechou um arco mais amplo de alianças, mas afirma que o PT inicia seu contra-ataque agora; segundo ela, petistas avaliam que "a largada vantajosa do tucano de decorreu do impacto positivo de sua virada espetacular na reta final do primeiro turno e da divulgação, ainda sob o calor da apuração, das revelações da delação premiada de Paulo Roberto Costa e Alberto Yousef"; reação passa por três pontos: despertar a militância, a viagem de Lula por várias regiões do País e o debate desta noite na Band, onde Dilma espera ter um bom desempenho; "nestas duas semanas, os dois exércitos vão para o tudo ou nada, com todas as armas" <br clear="all"> REUTERS/Ricardo Moraes: Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) durante debate na quinta-feira.  REUTERS/Ricardo Moraes

247 – O candidato do PSDB Aécio Neves saiu vitorioso da primeira semana do segundo turno, avalia Tereza Cruvinel, em nova coluna em seu blog no 247. No entanto, ela avalia que o contra-ataque do PT começa agora. Leia, abaixo, um trecho:

"Os petistas admitem sua vantagem inicial mas subestimam o efeito Marina Silva. Acham que ela tem limitada capacidade de transferir votos e que, antes de sua declaração de apoio, que demorou uma semana para acontecer, já tinham ido para o colo de Aécio seus eleitores que não ficariam mesmo com Dilma. Seriam de 60% a 70% dos que votaram em Marina no primeiro turno. Contestam a pesquisa Sensus/IstoÉ, que dá uma vantagem de 17 pontos ao tucano, apontando-a como parte do esforço da mídia para criar “fatos psicológicos adversos”. No tracking da campanha de Dilma, no domingo, ela estaria um ponto à frente de Aécio. 

Avaliam que a largada vantajosa do tucano de decorreu do impacto positivo de sua virada espetacular na reta final do primeiro turno e da divulgação, ainda sob o calor da apuração, das revelações da delação premiada de Paulo Roberto Costa e Alberto Yousef. O efeito dos dois fatos já estaria se dissipando. A campanha de Dilma espera mudar o jogo na semana que começa hoje, apostando em três movimentos:

  1. Despertar a militância, que se intimidou ou ficou tonta com o resultado do primeiro turno. O PT está convocando sua tropa a voltar para a rua e enfrentar a batalha das duas próximas semanas.
  2. Lula começa uma viagem de campanha pelo Norte e o Centro-Oeste. Depois irá a Pernambuco e ao Nordeste mas não quer ir agora, em cima da declaração de apoio da família Campos ao tucano.
  3. Dilma se prepara para ter um bom desempenho no debate na TV Bandeirantes, de modo a obter melhor resultado nas pesquisas que serão divulgadas no final da semana."

Leia a íntegra em Aécio ganha a primeira semana

Poder Gisele Federicce Tue, 14 Oct 2014 04:56:27 +0000 http://www.brasil247.com/156830
Chico Buarque entra na campanha de Dilma à reeleição http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/156862 : Cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda irá gravar um depoimento em defesa da reeleição de Dilma, que deve ser exibido no horário eleitoral gratuito; um dos pontos fortes dos governos Lula e Dilma, segundo Chico, é a "política externa"; segundo ele, o governo atual “não fala fino com os Estados Unidos nem grosso com a Bolívia”, dizia Chico"; outro ícone da MPB, Gilberto Gil, que apoiou Marina Silva no primeiro turno, também declarou voto à candidata petista no segundo <br clear="all"> :

247 - A presidente Dilma Rousseff ganhou um apoio de peso, nesta segunda semana do segundo turno. Em informação antecipada pelo Ancelmo Gois, do jornal O Globo, o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda decidiu gravar uma declaração de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, que será exibida no horário eleitoral gratuito.

Chico é um entusiasta da política externa iniciada no governo Lula, com o chanceler Celso Amorim, e mantida por Dilma. “Este é um governo que não fala fino com os Estados Unidos nem grosso com a Bolívia”, disse Chico, numa frase célebre. Ele defende a política de integração com os países latino-americanos e também uma postura menos subalterna do Brasil em relação aos Estados Unidos.

Outro ícone da MPB, Gilberto Gil, que apoiou Marina Silva no primeiro turno, declarou em video que vai votar na candidata petista no segundo. 

"Eu votei em Marina, sou do Partido Verde, é a candidata do Partido Verde. Vou votar em Dilma no segundo turno. Convivi com ela em ambiente de governo, em situação, enfim, de ministério, que decisões precisavam ser tomadas, que a disputa pelo orçamento se dava, e ela sempre tratou o Ministério da Cultura com muito respeito, muito apreço, dando a ele muita importância", disse Gilberto Gil.

Cultura Felipe L. Goncalves Tue, 14 Oct 2014 05:29:19 +0000 http://www.brasil247.com/156862
Jefferson: caso Petrobras é último ato do "mensalão" http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/156860 : Segundo o ex-deputado Roberto Jefferson, o escândalo denunciado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa é o "epílogo do mensalão", que ele denunciou ao jornal em 2005; afirma que os dois episódios tiveram a mesma motivação: financiar o "projeto do PT para se perpetuar no poder"; ele diz ainda que a presidente Dilma Rousseff é uma 'mulher séria e honrada, mas tem uma herança de corrupção terrível do partido e precisa botar panos quentes para não atingir o Lula' <br clear="all"> :

247 – Cumprindo pena da AP 470, o ex-deputado Roberto Jefferson, afirmou que o escândalo denunciado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa é o "epílogo do mensalão", que ele denunciou ao jornal em 2005.

Segundo ele, em entrevista Bernardo Mello Franco, os dois episódios tiveram a mesma motivação: financiar o "projeto do PT para se perpetuar no poder".

Jefferson diz que a presidente Dilma Rousseff é uma “mulher séria e honrada, mas tem uma herança de corrupção terrível do partido e precisa botar panos quentes para não atingir o Lula.

Sobre a disputa eleitoral, diz que vibrou muito com o presidenciável tucano Aécio Neves, que compara ao lutador Rocky, personagem de Sylvester Stallone: "É o Aécio Balboa. Apanhou nove assaltos e virou a luta no décimo, no debate da Globo. Ele mostrou, com apoio do eleitor, que não somos uma republiqueta bolivariana. Essa turma do Maduro está caindo de podre aqui no Brasil" (leia mais).

Rio 247 Roberta Namour Tue, 14 Oct 2014 05:19:14 +0000 http://www.brasil247.com/156860
Empreiteiras vão alegar extorsão no esquema do doleiro http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/156867 : Advogado Marcio Thomaz Bastos, que comanda a defesa de grandes empresas, como Camargo Corrêa e Odebrecht, vai sustentar a tese de que seria impossível participar de concorrências na Petrobras sem pagar propina ao esquema montado pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa; Polícia Federal e a Justiça Federal no Paraná deram cinco dias para que empreiteiras justifiquem depósitos milionários em contas de empresas fantasmas   <br clear="all"> :

247 – Acusadas de pagamento de propina para obter vantagens em contratos com a Petrobras, as maiores empreiteiras do Brasil deverão alegar que foram vítimas de extorsão. 

Elas foram citadas na delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa como integrantes do esquema comandado pelo doleiro Alberto Youssef de lavagem de dinheiro e suborno de agentes públicos. 

Marcio Thomaz Bastos, que comanda a defesa de empresas como Camargo Corrêa e Odebrecht, vai sustentar a tese de que seria impossível participar de concorrências na estatal sem pagar propina a agentes políticos envolvidos na subtração de recursos públicos.

A Polícia Federal e a Justiça Federal no Paraná abriram inquéritos para que as empreiteiras justifiquem, num prazo de até cinco dias, depósitos milionários que fizeram em empresas pertencentes ao doleiro.

Num despacho emitido na última sexta-feira (10), o juiz Sergio Moro, responsável pelo processo da Operação Lava Jato, lista 12 construtoras que fizeram os repasses. Segundo o magistrado, "há indícios veementes" de que as empresas do doleiro eram fantasmas e eram usadas para lavagem de dinheiro, com emissão de "notas fiscais fraudadas", por não ter condições para prestar serviços.

Leia aqui reportagem de André Guilherme Vieira e Arthur Rosa sobre o assunto.

Brasil Roberta Namour Tue, 14 Oct 2014 07:02:52 +0000 http://www.brasil247.com/156867
Barbosa: Aécio livrará política externa de influência partidária http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/156866 : Coordenador da área externa do programa de governo de Aécio Neves, ex-embaixador do Brasil, Rubens Barbosa diz que as propostas de governo do presidenciável tucano, “moderadas e focadas na defesa do interesse nacional, recolocarão a política externa no seu leito normal, com continuidade e renovação constante e livre de influência partidária” <br clear="all"> :

247 – Ex-embaixador do Brasil, Rubens Barbosa critica a política externa do governo Dilma Rousseff e defende a eleição do tucano Aécio Neves.

Ele aponta “equívocos” cometidos por causa da influência partidária: a omissão do Brasil no conflito entre a Rússia e a Ucrânia e em relação a guerra civil na Síria; e o desprezo pelas violações dos direitos humanos na região e em outros países, para os quais abrimos as portas do BNDES, muitas vezes tendo de perdoar a dívida. Diz ainda que o Itamaraty, “marginalizado”, perdeu o papel de principal formulador e executor da política externa. 

Coordenador da área externa do programa de governo de Aécio Neves, indica que sua eleição pode reverter a situação: “As propostas de governo de Aécio Neves — moderadas e focadas na defesa do interesse nacional — recolocarão a política externa no seu leito normal, com continuidade e renovação constante e livre de influência partidária” (leia mais).

Brasil Roberta Namour Tue, 14 Oct 2014 06:47:39 +0000 http://www.brasil247.com/156866
Movimentos reforçam apoio à reforma de Dilma http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/156864 Foto: Ichiro Guerra: Brasília - DF, 13/10/2014. Dilma Rousseff durante o Ato de apoio a Dilma e pela Reforma Política. Foto: Ichiro Guerra “O que para mim é mais relevante é o fato de que eu não acredito que será possível uma reforma sem a participação popular. Para mim, é precondição que haja uma manifestação popular, um plebiscito sobre as principais matérias, que a população seja informada dessas questões, que vote, se manifeste”, disse. De acordo com a candidata, a reforma trará um “efetivo combate à corrupção”, disse a presidente Dilma Rousseff em encontro com integrantes de movimentos sociais  <br clear="all"> Foto: Ichiro Guerra: Brasília - DF, 13/10/2014. Dilma Rousseff durante o Ato de apoio a Dilma e pela Reforma Política. Foto: Ichiro Guerra

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil - A candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, se encontrou ontem (13) com de diversas entidades que defendem uma Assembleia Nacional Constituinte para discutir a reforma política. Em um auditório lotado, integrantes de movimentos sociais entregaram a Dilma o resultado de uma consulta popular sobre o tema. A candidata, que cita a reforma política como “a mãe de todas as reformas”, foi aclamada pelos presentes.

Organizada por 480 entidades, entre sindicatos, organizações não governamentais, movimentos populares, movimentos estudantis e institutos culturais, a campanha do Plebiscito Constituinte se reúne até quarta-feira (15), em Brasília, com o objetivo de pressionar os Três Poderes da República para que a proposta seja concretizada. A consulta recebeu quase 8 milhões de assinaturas, que pedem uma assembleia constituinte “exclusiva e soberana sobre o sistema político”. No ato desta segunda-feira, de acordo com a organização, estiveram presentes cerca de mil pessoas, oriundas de 23 estados e do Distrito Federal.

As entidades aproveitaram o encontro para cobrar de Dilma, enquanto candidata, uma posição sobre o tema. “Eu tenho a convicção de que o Brasil precisa de reforma política. Acho que esta é uma das pautas mais importantes, porque para mim ela é a mãe de todas as reformas”, disse. Para Dilma, a reforma trará um avanço institucional e contribuirá também para o combate à corrupção.

Em entrevista a jornalistas antes de se encontrar com as entidades, Dilma Rousseff disse ser favorável ao fim do financiamento empresarial de campanha, às eleições proporcionais em dois turnos, à paridade dos homens e das mulheres como candidatos e ao fim das coligações proporcionais. A candidata evitou responder se é contra a reeleição, mas declarou que é preciso analisar detalhadamente as condições para essa proposta, que deve estar “na mesa clarinha”. Para ela, “ninguém consegue fazer um governo efetivo com quatro anos”.

“O que para mim é mais relevante é o fato de que eu não acredito que será possível uma reforma sem a participação popular. Para mim, é precondição que haja uma manifestação popular, um plebiscito sobre as principais matérias, que a população seja informada dessas questões, que vote, se manifeste”, disse. De acordo com a candidata, a reforma trará um “efetivo combate à corrupção”. “Se os escândalos necessários a ser investigados se restringissem a esse que está sendo investigado [sobre as denúncias envolvendo a Petrobras], eu acho que seria um ponto fora da curva, e a gente não ia precisar de reforma política”, disse. Segundo ela, a diferença para governos anteriores é que agora as denúncias são investigadas.

Apesar de receber o apoio de militantes que entoavam durante o evento gritos como “para o Brasil avançar, Constituinte já”, Dilma declarou a jornalistas que esse não é o ponto central. “Eu tenho muita simpatia, mas não posso me posicionar sobre uma Assembleia Nacional Constituinte porque eu represento uma coligação. Então tenho de construir isso dentro de uma coligação”, disse, lembrando o ano passado, quando defendeu a proposta após as manifestações de junho. “Depois, como não tínhamos unidade sobre isso, passamos a defender o plebiscito”.

A candidata disse que esta é uma posição com a qual se simpatiza e que não vê maiores obstáculos. “Agora, não acho que o centro seja esse. O centro, para mim, é plebiscito. Se você não fizer um plebiscito... A assembleia constituinte pode eleger qualquer pessoa. Então quem é quem vai definir como é que é que o povo vai votar em uma assembleia constituinte, acho que é o povo brasileiro”, disse.

Na entrevista, Dilma disse ainda que se encontraria ainda esta noite com Roberto Amaral. Hoje, durante reunião do Diretório Nacional do PSB, em Brasília, Carlos Siqueira, ex-coordenador da campanha de Campos, foi escolhido, em chapa única, como o novo presidente do partido. Na última quinta-feira (8), o PSB anunciou apoio ao tucano. No sábado (11), a família do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos manifestou apoio a Aécio. No mesmo dia, o presidente interino do PSB, Roberto Amaral, publicou em sua página oficial na internet uma carta criticando a posição tomada pela executiva nacional do partido. Na carta, Amaral diz que, com a decisão, o PSB “jogou no lixo” o legado de seus fundadores.

Outro político que apontou para um caminho diferente do seu candidato no primeiro turno foi o bispo Manoel Ferreira, presidente da Assembleia de Deus Ministério de Madureira. Membro do PSC, ele pediu votos para o candidato à Presidência Pastor Everaldo, mas diz que agora pretende tomar uma posição individual e institucional, como dirigente religioso, em favor de Dilma, devido às conquistas sociais.

Brasil Roberta Namour Tue, 14 Oct 2014 05:53:21 +0000 http://www.brasil247.com/156864
PSB e PPS vão se unir por 4ª maior bancada na Câmara http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/156859 : "Será um reencontro ideológico e histórico das forças da esquerda. O novo Congresso precisará passar por uma reorganização, em um processo virtuoso", diz o presidente do PPS, Roberto Freire; dirigentes das duas siglas que integravam chapa de Marina Silva e agora declararam apoio a Aécio Neves, vão se reunir ainda hoje  <br clear="all"> :

247 – O PSB e o PPS, partidos aliados da chapa de Marina Silva e agora de Aécio Neves, negociam uma união para ganhar peso no Congresso. Segundo o colunista Bernardo Mello Franco, dirigentes dos dois partidos vão se reunir hoje e esperam concretizar a fusão em novembro, logo após o segundo turno. 

A nova sigla manteria o nome do PSB e teria uma bancada de 44 deputados em 2015 --a quarta maior da Câmara, atrás de PT, PMDB e PSDB, para criar uma alternativa à polarização entre petistas e tucanos. "Será um reencontro ideológico e histórico das forças da esquerda", diz o presidente do PPS, Roberto Freire. "O novo Congresso precisará passar por uma reorganização, em um processo virtuoso."

O PSB ainda pretende incorporar ou formar um bloco com siglas nanicas, com PEN, que elegeu dois deputados federais, e o PHS, que apoiou Marina e terá cinco cadeiras.

Brasília 247 Roberta Namour Tue, 14 Oct 2014 05:09:39 +0000 http://www.brasil247.com/156859
Amaral: PSB renunciou ao seu futuro http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156858 : Em artigo, ex-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, critica aliança com o presidenciável tucano Aécio Neves: “Um partido socialista não pode desaparelhar o Estado para melhor favorecer o grande capital, muito menos renunciar à sua soberania e aliar-se ao capital financeiro internacional, que constrói e que construirá crises necessárias à expansão do seu domínio. Ora, ao dar apoio a Aécio Neves, o PSB resolveu se aliar à social-democracia de direita, abandonando o campo da esquerda” <br clear="all"> :

247 – Roberto Amaral, que deixou a presidência do PSB nesta segunda-feira, voltou a criticar a aliança do partido com o presidenciável tucano: “ao dar apoio a Aécio Neves, o PSB resolveu se aliar à social-democracia de direita, abandonando o campo da esquerda”. Leia aqui:

O PSB renunciou ao seu futuro

Quando se alia a Aécio Neves, o PSB renega seus compromissos e joga no lixo da história a oposição que moveu ao governo FHC

A recém-revelada disputa interna no PSB não tem como cerne a disputa da presidência do partido. O que está --e sempre esteve-- em jogo é a definição do modelo de Brasil que queremos e, por consequência, do partido que queremos. É nesse ponto que as divergências são insuperáveis, pois entra em jogo uma categoria de valores incompatível com a pequena política.

Quando se alia a Aécio Neves, o PSB renega seus compromissos programáticos e estatutários. Joga no lixo da história a oposição que moveu ao governo FHC e o esforço de seus fundadores para instalar no solo da paupérrima política local uma resistência de esquerda, socialista e democrática.

No plano da política imediata, essa decisão que dividiu o PSB, talvez de forma definitiva, revoga a luta pela qual Eduardo Campos se fez candidato (e os pressupostos de sua tese, encampada lealmente por Marina Silva na campanha), a saber, a denúncia da velha, nociva e artificial polarização entre PT e PSDB, que só interessa, dizia ele, aos verdadeiros detentores do poder.

Como honrar esse legado tornando-se refém de uma de suas pernas, justamente a mais atrasada? O resto é a pequena política, miúda, a politicagem dos que, não podendo formular, reduzem o fazer político aos golpes e aos "golpinhos", à conquista das pequenas sinecuras das estruturas partidárias e à promessa de recompensa nos desvãos do Estado. Insistir nesse tipo de prática é outro erro.

Que a crise do PT sirva ao menos de lição. E quem não aprende com a história está condenado a errar seguidamente. Aliás, estamos em face de uma das fontes da tragédia brasileira: a visão míope, tomando o que é acessório como o principal, o episódico como o estratégico, a miragem como a realidade.

Nessa decisão em que o PSB jogou pela janela sua própria história e fez em pedaços a galeria de seus fundadores, movido pela busca do poder pelo poder, o partido renunciou ao seu futuro. Podendo ousar construir as bases do socialismo do século 21, democrático, optou pela cômoda rendição ao statu quo. O partido renunciou tanto à revolução como à reforma.

Um partido socialista não pode se conciliar com o capital em detrimento do trabalho, aceitar a pobreza nem a exploração do homem pelo homem, como se um fenômeno irrevogável fosse. Um partido socialista não pode desaparelhar o Estado para melhor favorecer o grande capital, muito menos renunciar à sua soberania e aliar-se ao capital financeiro internacional, que constrói e que construirá crises necessárias à expansão do seu domínio. Ora, ao dar apoio a Aécio Neves, o PSB resolveu se aliar à social-democracia de direita, abandonando o campo da esquerda.

O pressuposto de um partido socialista é o debate, o convívio com as diferenças e a prevalência da lealdade e da ética. Quando esse tronco se rompe, é impossível manter a copa de pé.

A vida partidária exige liturgia. Como presidente do Partido Socialista Brasileiro, procurei me manter equidistante das disputas, embora tivesse minha opção. Isento, ouvi as correntes e dirigi a reunião da comissão executiva que optou pelo suicídio político-ideológico que não pude evitar.

Anfitrião, recebi, segundo meus princípios éticos, o candidato escolhido pela maioria. Cumprido o papel, estou livre para lutar pelo Brasil que sonhamos, convencido de que apoiar a presidenta Dilma Rousseff é, hoje, nas circunstâncias, a única opção para a esquerda socialista, independentemente dos muitos erros do PT, no governo e fora dele.

Poder Roberta Namour Tue, 14 Oct 2014 05:12:33 +0000 http://www.brasil247.com/156858
Proibido de apoiar Dilma, Xico Sá deixa a Folha http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/156823 : Um dos mais veteranos colunistas da Folha, o jornalista Xico Sá deixou o jornal após ser impedido de publicar artigo em que declarava seu apoio à presidente Dilma Rousseff; em email ao 247, o editor-executivo da Folha, Sergio Dávila, confirmou a saída; "Sim, Xico Sá pediu demissão da Folha. Em sua última coluna semanal, que seria publicada no sábado 11/10 no caderno Esporte, ele declarava voto num dos candidatos à corrida presidencial, o que fere a política do jornal, segundo a qual os colunistas devem evitar fazer proselitismo eleitoral em seus textos"; Xico Sá declarou seu voto em Dilma no Twitter, no sábado, e criticou a "imprensa burguesa"; "Pq não investigar todos?", questionou <br clear="all"> :

247 – O jornalista e escritor Xico Sá pediu demissão da Folha de S. Paulo depois de ter tido um artigo vetado pelo jornal. Na coluna, que seria publicada no sábado 11, no caderno Esporte, ele declarava seu voto na presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição. A informação foi confirmada ao 247 nesta tarde pelo editor-executivo do jornal, Sérgio Dávila. Leia abaixo seu email:

Sim, Xico Sá pediu demissão da Folha. Em sua última coluna semanal, que seria publicada no sábado 11/10 no caderno Esporte, ele declarava voto num dos candidatos à corrida presidencial, o que fere a política do jornal, segundo a qual os colunistas devem evitar fazer proselitismo eleitoral em seus textos. Se quiserem, podem escrever artigo em que revelam seu voto e defendem candidatura na pág. A3 da Folha. Esta opção foi dada a Xico Sá, que recusou a oferta.

No sábado, Xico Sá disparou ataques contra o que chamou de "imprensa burguesa" e contra o candidato Aécio Neves (PSDB) em sua página no Twitter. Ele também declarou seu voto em Dilma na rede social.

"Phoda-se o PT, a merda é q ñ há a mínima manchete contra os outros. ai tá a putaria jornalística e eu,lá de dentro, sei cuma funciona", escreveu Xico Sá no Twitter. "Amo encher a boca e dizer IMPRENSA BURGUESA. é q só há um lado a fuder, nisso é desonesta, escrota, fdp. P q ñ investigar todos?", questionou em seguida.

"Nego acha q por trabalhar na imprensa burguesa desde os 18 anos ñ posso ser contra a orientação política dos chefes. oxi,ai q devo ser mesmo. um dia ainda vou contar tudo q a imprensa ñ deixa sair se for contra a orientação política dos grandes jornais. só podem os reinaldões etc", ameaçou, citando o colunista Reinaldo Azevedo, também colunista da Folha.

Sobre as eleições, publicou: "façam bonito, vcs são do jogo, mas o governo brasileiro foi muito importante para o meu povo e eu estou com meu povo. Dilma é foda!!!". E ainda: "se fosse votar por vcs burguês era Aécio até o talo; mas cuma prefiro votar pelo meu povo da porra e q necessita, é Dilma, carajo". Xico Sá criticou Aécio e perguntou: "na boa, do fundo del corazón, cuma alguém pode em Aécio? juro q não vou julga-lo por nenhuma das 50 escrotidões q poderia julgá-lo".

Confira abaixo a sequência de tuítes publicada por ele no último sábado:

Mídia Gisele Federicce Mon, 13 Oct 2014 17:48:52 +0000 http://www.brasil247.com/156823
Altman: voto de esquerda definirá sucessão http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156813 : "A adesão de Marina Silva ao candidato tucano, Aécio Neves, consolida o bloco de centro-direita no cenário eleitoral. Trata-se do capítulo final de um enredo que começou a ser escrito há dois anos, nos centros de comando da oposição ao governo petista", diz o jornalista Breno Altman, em seu novo blog, desenvolvido em parceria entre o Opera Mundi e o 247; "As urnas poderão ser favoráveis ao PT se as ruas forem tomadas por um sentimento apaixonado de resistência contra o retrocesso neoliberal, fundado sobre novo pacto programático que faça avançar e aprofundar as reformas"; leia a íntegra <br clear="all"> :

247 - O jornalista Breno Altman, diretor do site Opera Mundi, estreia, nesta segunda-feira um novo blog, em parceria com o 247, no endereço www.brenoaltman.com. Ele avalia que a eleição presidencial será decidida pelo voto de esquerda. Leia abaixo:

VOTO DE ESQUERDA DECIDIRÁ ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

A adesão de Marina Silva ao candidato tucano, Aécio Neves, consolida o bloco de centro-direita no cenário eleitoral. Trata-se do capítulo final de um enredo que começou a ser escrito há dois anos, nos centros de comando da oposição ao governo petista

Por Breno Altman

Parte da burguesia e de seus braços midiáticos imaginou que o PT somente poderia ser derrotado por uma dissidência dentro de seu próprio campo, que trouxesse os principais partidos de direita a reboque em eventual segundo turno. A operação apresentava contornos parecidos com a estratégia desfechada em 1994, quando Fernando Henrique foi catapultado como nome capaz de liderar o reordenamento da coalizão neoliberal, provisoriamente destroçada com o impedimento de Fernando Collor.

A candidatura de Eduardo Campos nasceu com a marca dessa política, robustecida quando Marina Silva aceitou ser vice-presidente na fórmula do PSB, depois de inviabilizada a formação de seu partido. A ideia era que tal postulação impediria a vitória da presidente Dilma Rousseff logo no primeiro turno, ao roubar franjas de seus votos naturais.  Se Eduardo fosse à segunda volta, teria o apoio automático do PSDB e seus aliados. O drama, para o conservadorismo, era que a atração dos sufrágios socialistas, caso Aécio Neves estivesse na cédula final, era mais insegura.

A morte trágica do ex-governador de Pernambuco mudou a posição das peças no tabuleiro. Marina Silva, alçada à cabeça de chapa, rapidamente assumiu ampla dianteira nas pesquisas. Fez, a partir de então, movimentos cujos zigues-zagues determinaram seu apogeu e declínio.

Acenou para setores progressistas do eleitorado, especialmente dos grandes centros urbanos, que estavam cansados ou insatisfeitos com os governos petistas. Suas armas, para esses segmentos, eram de ordem biográfica e narrativa, adotando um discurso melífluo de conexão com os movimentos juvenis eclodidos em junho de 2013. Ao mesmo tempo, tratou de ocupar o máximo de espaço à direita, mesclando tanto a assimilação do programa econômico do neoliberalismo quanto a convocação subliminar do voto evangélico, entre outros trunfos.

Sua posição de vanguarda nas sondagens de opinião, por fim, também permitiu a sedução passageira do eleitorado tucano menos fiel, inclinado a apoiar qualquer nome capaz de derrotar o PT.

Primeiro turno: declínio de Marina Silva

Quando a campanha de Dilma começou a polemizar com as opções programáticas de Marina, vinculando a candidatura neossocialista à plataforma do capital financeiro e ao campo do conservadorismo, uma fração dos votantes marinistas, mais à esquerda, acabou retornando ao leito petista. Imediatamente se produziu declínio da ex-senadora nas enquetes, suficiente para o voto útil conservador regressar a Aécio.

O resultado do primeiro turno, apesar de tantos sobressaltos na campanha, acabou apresentando resultado político semelhante a 2010, mas com certo esvaziamento da atual presidente. Dilma caiu de 46,91% dos votos válidos para 41,59%. Aécio teve 33,55% dos sufrágios, contra 32,61% de José Serra há quatro anos. Marina Silva subiu de 19,33% para 21,32%. Os partidos menores foram de 1,15% para 3,54%, com forte crescimento do PSOL de Luciana Genro, que obteve 1,55% contra 0,87% do postulante Plínio de Arruda Sampaio em 2010.

O cenário apontaria para fácil vitória de Dilma no segundo turno se as condições econômicas e políticas fossem as mesmas de 2010, quando o PT atraiu metade dos votos de Marina e sua candidata venceu com 56% dos votos. Mas o fato novo das eleições correntes é a existência de uma potente onda conservadora, que se manifesta na maior facilidade de convencimento dos eleitores de centro pela direita, particularmente através da ação dos principais meios de comunicação.

Ao contrário do que se poderia apostar há alguns meses, o principal partido direitista, o PSDB, é capaz de liderar uma aliança que absorve o PSB de Marina e outras agremiações menos relevantes. Menos por suas virtudes, mais porque a fórmula de centro, dessa vez, não era uma terceira via como eventualmente o foi em 2010, mas hipótese orgânica de fatias burguesas agora reunificadas sob a chapa tucana.

Segundo turno: identidade de esquerda

São muitos os sinais que a candidata do PT somente vencerá as eleições se aprofundar sua identidade de esquerda e popular, prosseguindo e ampliando o movimento já realizado no primeiro turno. O candidato da direita, apoiado pelo centro, corre para mostrar que as principais conquistas sociais não estão em risco. A presidente precisa apontar claramente, através da história e do programa, porque a vitória do PSDB significa a derrocada das mudanças iniciadas em 2003. Aécio precisa diluir as diferenças com o campo progressista para vencer. Dilma somente será vitoriosa se demarcar radicalmente essas fronteiras.

A vitória petista pressupõe a manutenção dos 43 milhões de votantes do primeiro turno e a conquista de outros nove milhões de eleitores. Quase dois milhões podem vir da extrema-esquerda. Outros 7 ou 8 milhões terão que sair do marinismo, o que equivale a um terço dos que sufragaram a candidata do PSB na primeira volta.

Pode-se supor que esse contingente, em sua maioria, votou por Dilma na última rodada de 2010, não possui raízes conservadoras ou antipetistas, não está sob hegemonia dos paradigmas da direita. Suas fileiras estão constituídas por setores sociais, proletários e médios, que se desencantaram com o gradualismo petista e sua capacidade de oferecer respostas imediatas às más condições e perspectivas de vida nas grandes cidades. Suas expectativas não são de menos Estado e mais mercado, ao contrário: mobilizaram-se por mais serviços públicos e menos concessões aos interesses do capital.

Estratégia de confronto

Para dirigir os votos dessas camadas, o petismo depende de uma firme estratégia de confronto. A comparação dos doze anos dos governos de Lula e Dilma com os oito de gestão tucana é parte essencial dessa equação, mas insuficiente. O enfrentamento provavelmente só será bem-sucedido se incluir a disputa programática, que marque a candidatura tucana como a representação das elites e dos ricos contra os pobres, a justiça social, a soberania nacional, os direitos civis e a democracia, valores a serem coluna vertebral da plataforma petista.

A recuperação destes eleitores de Marina Silva para o campo progressista não se restringe a propostas que possam atender a demandas específicas, nas distintas áreas da gestão pública. A propaganda antipetista dificilmente será vencida por compromissos de serviço e eficácia, ainda que esses sejam fundamentais. A disputa do centro – entendido em seu perfil político e social – depende da polarização explícita e frontal entre dois projetos de país, que substitua a tentação da alternância pela negação do retrocesso.

A argamassa da direita, nesse momento, é o denuncismo anticorrupção, aproveitando-se de seu domínio sobre os meios de comunicação e sobre o poder judiciário. Manter-se nessa agenda, na qual a capacidade de fogo do conservadorismo é determinada por seu poderio midiático, seria condenar a campanha petista à defensiva.

As urnas poderão ser favoráveis ao PT se as ruas forem tomadas por um sentimento apaixonado de resistência contra o retrocesso neoliberal, fundado sobre novo pacto programático que faça avançar e aprofundar as reformas.

Poder Leonardo Attuch Mon, 13 Oct 2014 15:59:13 +0000 http://www.brasil247.com/156813
Magistrados defendem divulgação de depoimentos http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/156822 : Em nota, Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e Associação Paranaense dos Juízes Federais (Apajufe) defendem o trabalho da Justiça Federal no Paraná, no caso da divulgação dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef e afirmam que os processos judiciais "são públicos e qualquer pessoa pode ter acesso, inclusive às audiências" <br clear="all"> :

Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil

Em nota divulgada hoje (13), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e Associação Paranaense dos Juízes Federais (Apajufe) defendem o trabalho da Justiça Federal no Paraná, no caso da divulgação dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef. Eles foram ouvidos no último dia 8, como parte das investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

As associações esclarecem que os processos judiciais "são públicos e qualquer pessoa pode ter acesso, inclusive às audiências, salvo nas hipóteses de segredo de Justiça, de acordo com as previsões legais dos artigos 5º, LX, e 93, IX da Constituição". "A Ajufe e Apajufe não aceitam qualquer declaração que possa colocar em dúvida a lisura, eficiência e independência dos magistrados federais brasileiros", completa a nota.

Conforme dirigentes das entidades, as dez ações penais da Operação Lava Jato na 13ª vara federal da Justiça Federal do Paraná não correm em segredo de justiça, incluindo a dos interrogatórios de Costa e Youssef. De acordo com a nota, tais depoimentos não devem ser confundidos com outros realizados decorrentes de acordo de delação premiada. Estes últimos, sob análise do Supremo Tribunal Federal, estão em segredo de justiça.

No depoimento divulgado pela Justiça Federal, Costa informou que empreiteiras repassavam parte do valor de contratos firmados com a Petrobras para PP, PT e PMDB. Já Youssef ressaltou que que Lula, à época presidente da República, foi pressionado por partidos aliados a aceitar a indicação de Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

A divulgação dos depoimentos provocou a reação da presidenta da República e candidata à reeleição, Dilma Rousseff. Ela classificou como "muito estranho" e "estarrecedor" a divulgação dos áudios dos depoimentos. "É importante que haja de fato um interesse legítimo, real, concreto de punir corruptor e corruptores. Agora, que não se use isso de forma leviana em períodos eleitorais e de forma incompleta. A investigação deve ser feita sem manipulação política e sem qualquer outro tipo de intervenção", disse a presidenta na última sexta-feira (10).

Brasil Gisele Federicce Mon, 13 Oct 2014 17:13:07 +0000 http://www.brasil247.com/156822
Contrário a Aécio, Amaral deixa comando do PSB http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/156826 : O PSB confirmou a eleição do primeiro-secretário, Carlos Siqueira, como o novo presidente da legenda em substituição ao ex-ministro do governo Lula Roberto Amaral; com a decisão, tomada por 21 votos a 7, o alinhamento do PSB à candidatura de Aécio Neves (PSDB) ganha o reforço dos socialistas de forma quase unânime; Amaral era uma das poucas vozes discordantes do alinhamento da legenda com o PSDB, defendendo que o PSB apoiasse o PT ou se mantivesse neutro no segundo turno das eleições presidenciais <br clear="all"> :

Pernambuco 247 - O PSB confirmou a eleição do primeiro-secretário, Carlos Siqueira, como o novo presidente da legenda em substituição ao ex-ministro do Governo Lula, Roberto Amaral. Com a decisão, tomada por 21 votos a 7, o alinhamento do PSB à candidatura presidencial de Aécio Neves (PSDB) ganha o reforço dos socialistas de forma praticamente unânime.

Amaral era uma das poucas vozes discordantes do alinhamento da legenda socialista com o PSDB. As desavenças internas começaram quando Amaral marcou a reunião da Executiva Nacional para definir os quadros de comando do partido faltando apenas uma semana para a realização das eleições.

Os diretórios estaduais, fortemente influenciados pela ala pernambucana, pressionaram o dirigente para que a data fosse alterada, além de entenderem que a data havia sido definida de maneira a reconduzir Amaral e o diretório paulista à direção do partido em detrimento das demais instâncias partidárias.

Um outro ponto que pesou contra Amaral foi a sua relutância em apoiar a candidatura do PSDB no segundo turno. Considerado um socialista histórico, Amaral sempre teve uma aproximação forte com o PT e defendia que a legenda apoiasse a reeleição da presidente Dilma Rousseff ou optasse pela neutralidade.

Neste final de semana, ele manifestou por meio de uma carta aberta, a sua insatisfação com a legenda pelo apoio dado a Aécio na última quinta-feira (9). Amaral assumiu a presidência do PSB com a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo campos, em um acidente aéreo ocorrido em Santos (SP) no último dia 13 de agosto.

Nas eleições internas desta segunda-feira, Amaral não compareceu à reunião realizada no Hotel Nacional, em Brasília, onde o PSB elegeu os membros que comporão a Executiva Nacional do partido pelos próximos três anos. Assim como ele, a ex-coordenadora da campanha presidencial de Marina Silva, Luiza Erundina, também não participou do encontro.

O novo presidente, Carlos Siqueira, é considerado como um sujeito discreto e, também, um hábil articulador, além de ser próximo de Roberto Amaral. Esta aproximação poderá ajudar a acalmar os ânimos internos e evitar um possível racha nas fileiras socialistas.

Siqueira, que era um dos coordenadores da campanha presidencial de Campos, foi destituído da função por marina Silva assim que esta foi alçada à condição de cabeça de chapa após a morte de Eduardo. Siquira saiu atirando contra Marina. Agora, nas últimas semanas, ele disse que já teria conversado com Marina sobre o episódio e que os dois teriam se entendido sobre o acontecido.

Pernambuco 247 Paulo Emílio Mon, 13 Oct 2014 18:17:19 +0000 http://www.brasil247.com/156826
Segundo exame descarta suspeita de ebola no Brasil http://www.brasil247.com/pt/247/saudeebemestar/156821 : Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira 13 que deu negativo o resultado do segundo exame feito no paciente com suspeita de ebola. O Instituto Evandro Chagas, em Belém, confirmou que o homem de 47 anos, procedente da Guiné, não tem o vírus <br clear="all"> :

Aline Leal - Repórter da Agência Brasil

O Ministério da Saúde informou hoje (13) que deu negativo o resultado do segundo exame feito no paciente com suspeita de ebola. O Instituto Evandro Chagas, em Belém, confirmou que o homem de 47 anos, procedente da Guiné, não tem o vírus.

Segundo o ministro, Arthur Chioro, os critérios para a alta do paciente serão analisados pela equipe médica do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio, onde está internado. As pessoas que tiveram contato com ele, e que ficaram em observação, foram liberadas do monitoramento.

O ministro disse que as medidas de prevenção da doença permanecem iguais. "Todas as medidas de prevenção e de vigilância em relação ao ebola permanecem. Ao mesmo tempo que passamos tranquilidade à população, entendemos que se trata de uma enfermidade de risco pequeno, mas que não podem ser descartadas as medidas de prevenção", avaliou o ministro.

O homem natural da Guiné chegou ao Brasil no dia 19 de setembro. Em Cascavel, o africano sentiu febre no dia 8 de outubro, e no dia seguinte procurou uma Unidade de Pronto-Atendimento. Ministério da Saúde foi acionado e o paciente transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, onde permanece em observação.

Foram feitos dois exames de sangue no paciente, um no dia em que o ministério foi avisado da suspeita e outro 48 horas depois. É o procedimento indicado pela Organização Mundial da Saúde para confirmação ou descarte de um caso da doença.

A Guiné é um dos países da África Ocidental onde há uma epidemia de ebola. No país, pelo menos 1.350 pessoas foram contaminadas e 778 morreram com a febre hemorrágica, desde o começo do ano.

Saúde e Bem Estar Gisele Federicce Mon, 13 Oct 2014 17:08:15 +0000 http://www.brasil247.com/156821
Marília Arraes: "Família de Eduardo não é um partido" http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/156816 : A prima do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e vereadora do Recife, Marília Arraes (PSB), criticou o apoio do PSB e da família Campos ao candidato Aécio Neves (PSDB); segundo ela, "a família de Eduardo Campos não é um partido"; "Acredito que é contraditório e é a mesma coisa de rasgar a nossa história. O pernambucano sabe o que a gente sofreu quando meu avô, Miguel Arraes, foi governador. Nós sofremos o maior arrocho, fechamento de torneiras para o Estado de Pernambuco. Foi uma perseguição que mostra qual é a política do PSDB de Aécio. Nós do PSB fomos as principais vítimas disso", disse <br clear="all"> :

Pernambuco 247 - A prima do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e vereadora do Recife, Marília Arraes (PSB), criticou o apoio do PSB ao candidato Aécio Neves (PSDB), bem como o fato da família do socialista ter aderido à postulação tucana, algo considerado essencial pelo PSDB para alavancar a votação de Aécio no Nordeste. Segundo Marília, a "a família de Eduardo Campos não é um partido".

A declaração de Marília foi feita na manhã desta segunda-feira (13) em entrevista à Rádio Jornal. Segundo a parlamentar, o apoio do PSB e mesmo da família Campos ao PSDB vai de encontro a história do próprio partido. "Essa política do Aécio nós conhecemos. Nós e (Miguel) Arraes fomos o grupo mais perseguido pelo PSDB quando Fernando Henrique era presidente. Essa política eu enxerguei na candidatura de Paulo Câmara (eleito governador de Pernambuco pelo PSB) e na candidatura de Eduardo à Presidência", disparou.

"Acredito que é contraditório e é a mesma coisa de rasgar a nossa história. O Pernambucano sabe o que a gente sofreu quando meu avô, Miguel Arraes, foi governador. Nós sofremos o maior arrocho, fechamento de torneiras para o Estado de Pernambuco. Foi uma perseguição que mostra qual é a política do PSDB de Aécio. Nós do PSB fomos as principais vítimas disso", afirmou Marília.

Marília vem desfiando um rol de críticas ao PSB desde que Eduardo Campos tentou colocar filho mais velho, João, no comando da Juventude Socialista do PSB. As costuras políticas visando as eleições presidenciais aprofundaram estas desavenças e Marília acabou por não apoiar a candidatura de Paulo Câmara ao Governo do Estado e nem a postulação de Marina Silva à Presidência da República.

"Eu não tenho como defini-la (Marina Silva) porque eu não a conheço. Ela estava, como eu costumo dizer, "matriculada" no PSB. Ela não é socialista. Ela não é do partido. Ela queria lançar o seu partido, a Rede, mas não conseguiu. Entrou no PSB por uma questão de conveniência, então eu não posso considerá-la como co-partidária minha nem como membro do PSB", disparou.

Pernambuco 247 Paulo Emílio Mon, 13 Oct 2014 16:34:52 +0000 http://www.brasil247.com/156816
Aécio ignora Wagner: "Tenho coisas mais relevantes para ler" http://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/156827 : As críticas que recebeu do governador Jaques Wagner parecem não ter incomodado o candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves; questionado sobre as declarações do petista, como a de que ele "não tem apreço pelo trabalho", Aécio disse que não se importa; "Tenho coisas mais relevantes para ler" <br clear="all"> :

Bahia 247 - As duras críticas que recebeu do governador Jaques Wagner parecem não ter incomodado o candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves. Questionado sobre as declarações do petista, Aécio disse em evento de campanha em Curitiba-PR que não se importa com o teor da entrevista concedida por Wagner ao jornal Folha de São Paulo. "Tenho coisas mais relevantes para ler".

O governador da Bahia afirmou, entre outras coisas, que Aécio "não tem muito apreço ao trabalho", não pode dar aula de ética e que o PSDB promove a "destilaria do ódio" nesta campanha. Mesmo depois de informado sobre o teor da entrevista, o tucano continuou em silêncio.

Aécio reafirmou que a presidente Dilma Rousseff está "à beira de um ataque de nervos" e que voltou a patrocinar "ataques" conta ele, assim como fez com Marina Silva (PSB) e Eduardo Campos (PSB) no primeiro turno. "Mas comigo isso não vai pegar. Estou pronto para o debate, no que depender de mim, propositivo e de alto nível", disse o tucano.

Bahia 247 Romulo Faro Mon, 13 Oct 2014 18:24:02 +0000 http://www.brasil247.com/156827
"Aécio acena à esquerda e preserva a direita" http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156777 : Colunista do 247 Tereza Cruvinel afirma que documento divulgado pelo candidato tucano para viabilizar o apoio de Marina Silva, "com acenos à esquerda, informa que vale tudo para tirar o PT do poder, inclusive prometer um governo com propostas semelhantes à dos governos petistas"; Aécio Neves "absorve algumas políticas e propostas dos governos petistas", propõe ampliar o Bolsa Família, mas não comete o mesmo erro da candidata derrotada em 1º turno de ser contra a exploração do pré-sal; "Ou seja, faz um aceno à esquerda, admitindo até ampliar a própria visão, mas isso não incomoda a direita nesta altura do campeonato. Havendo a vitória, removido o PT do poder, depois tudo se ajeita", diz a jornalista <br clear="all"> :

247 – Na carta que divulgou no último sábado, no Recife, para viabilizar o apoio de Marina Silva à sua candidatura, o tucano Aécio Neves, em busca da vitória no segundo turno, fez acenos à esquerda sem incomodar a direita, diz Tereza Cruvinel, em nova coluna no 247. Documento "absorve algumas políticas e propostas dos governos petistas, entre elas a participação da sociedade nos conselhos relacionados com os serviços sociais, proposta por Dilma num projeto que enfrenta forte oposição do PSDB no Congresso", descreve a jornalista.

Aécio defender ainda a ampliação do Bolsa Família – "certamente isso não agrada seus eleitores de elite que detestam o Bolsa-Família, mas agora o que importa é vencer", comenta Tereza – e prega o "combate a toda discriminação, seja étnica, de gênero, de orientação sexual, religiosa, ou qualquer outra que fira os direitos humanos e a liberdade de escolha de cada cidadão" – segundo a colunista, "outro ponto da carta que não deve agradar eleitores conservadores de Aécio".

"Bem ao estilo de seu avô Tancredo na campanha para o Colégio Eleitoral, Aécio define seus compromisso como sendo 'a visão de brasileiro, mais do que de representante de um partido', e prega a unidade de todos que votaram contra a continuidade: 'Não para abdicarem do que creem, mas para ajudarem a ampliar nossa visão e para podermos, juntos, construir um Brasil melhor'. Ou seja, faz um aceno à esquerda, admitindo até ampliar a própria visão, mas isso não incomoda a direita nesta altura do campeonato. Havendo a vitória, removido o PT do poder, depois tudo se ajeita", conclui Tereza Cruvinel.

Leia a íntegra em A carta de Aécio a Marina

Poder Gisele Federicce Mon, 13 Oct 2014 13:03:55 +0000 http://www.brasil247.com/156777
Richa discorda de FHC sobre "desinformados" http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/156788 : "Acredito que a votação forte do PT, não só agora, mas em todas eleições anteriores, é em função dos programas sociais, que têm uma predominância muito forte no Nordeste", disse governador eleito no Paraná, Beto Richa (PSDB); opinião do ex-presidente é de que o eleitor que vota no PT está "desinformado" <br clear="all"> :

Paraná 247 – O governador reeleito do Paraná, Beto Richa (PSDB), discordou do seu correligionário e ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Segundo FHC, quem vota no PT está desinformado.

"Respeito muito a opinião do presidente, mas nesse aspecto discordo. Acredito que a votação forte do PT, não só agora, mas em todas eleições anteriores, é em função dos programas sociais, que têm uma predominância muito forte no Nordeste. E isso fez com que ao longo dos últimos anos fortalecesse demais o seu partido e os partidos aliados", disse Richa, conforme a Agência Estado. O tucano foi reeleito com 55,67% dos votos válidos.

Após a divulgação do resultado do primeiro turno da eleição presidencial, com ampla vitória da presidente Dilma Rousseff (PT) na Região Nordeste, FHC afirmou aos colunistas Josias de Souza e Mario Magalhães, do portal Uol, que o "PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres". "Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados", declarou.

Dilma atingiu 41,6% dos votos válidos no primeiro turno, seguida pelo presidenciável do PSDB, Aécio Neves, com 33,5%. A petista conquistou 59,5% do eleitorado nordestino, enquanto o tucano atingiu 15% dos votos válidos.

Paraná 247 Leonardo Lucena Mon, 13 Oct 2014 13:13:47 +0000 http://www.brasil247.com/156788
Vaticano defende mudança da Igreja em relação aos gays http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/156784 : Numa grande mudança de tom, um documento do Vaticano declarou nesta segunda-feira que os homossexuais têm "dons e qualidades a oferecer" e indagou se o catolicismo pode aceitar os gays e reconhecer aspectos positivos de casais do mesmo sexo <br clear="all"> :

Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Numa grande mudança de tom, um documento do Vaticano declarou nesta segunda-feira que os homossexuais têm "dons e qualidades a oferecer" e indagou se o catolicismo pode aceitar os gays e reconhecer aspectos positivos de casais do mesmo sexo.

O documento, preparado após uma semana de discussões sobre temas relacionados à família no sínodo que reuniu 200 bispos, disse que a Igreja deveria aceitar o desafio de encontrar "um espaço fraternal" para os homossexuais sem abdicar da doutrina católica sobre família e matrimônio.

Embora o texto não assinale nenhuma mudança na condenação da igreja aos atos homossexuais ou em sua oposição ao casamento gay, usa uma linguagem menos condenatória e mais compassiva que comunicados anteriores do Vaticano, sob o comando de outros papas.

A declaração será a base das conversas da segunda e última semana da assembleia, convocada pelo papa Francisco. Também servirá para aprofundar a reflexão entre católicos de todo o mundo antes de um segundo e definitivo sínodo no ano que vem.

"Os homossexuais têm dons e qualidades a oferecer à comunidade cristã: seremos capazes de acolher essas pessoas, garantindo a elas um espaço maior em nossas comunidades? Muitas vezes elas desejam encontrar uma igreja que ofereça um lar acolhedor", afirma o documento, conhecido pelo nome latino de "relatio".

"Serão nossas comunidades capazes de proporcionar isso, aceitando e valorizando sua orientação sexual, sem fazer concessões na doutrina católica sobre família e matrimônio?", indagou.

John Thavis, vaticanista e autor do bem-sucedido livro "Os Diários do Vaticano", classificou o comunicado como "um terremoto" na atitude da Igreja em relação aos gays.

"O documento reflete claramente o desejo do papa Francisco de adotar uma abordagem pastoral mais clemente no tocante ao casamento e aos temas da família", disse.

Vários participantes na reunião a portas fechadas afirmaram que a Igreja deveria amenizar sua linguagem condenatória em referência aos casais gays e evitar frases como "intrinsecamente desordenados" ao falar sobre os homossexuais.

Essa foi a frase usada pelo ex-papa Bento 16 em um documento escrito antes de sua eleição, quando ainda era o cardeal Joseph Ratzinger e chefe da Congregação para a Doutrina da Fé.

Mundo Gisele Federicce Mon, 13 Oct 2014 12:32:34 +0000 http://www.brasil247.com/156784
Apoio de Marina veio tarde demais, diz cientista político http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156789 : Carlos Melo, professor do Insper, afirma que declaração de apoio da candidata derrotada Marina Silva é "positivo para Aécio, mas, nessa altura, possivelmente neutro para Dilma", uma vez que o eleitorado da ex-senadora já havia se decidido pelo tucano antes disso; "Quem parece ter perdido mais foi mesmo Marina. Não pela decisão, mas pela demora" <br clear="all"> :

247 – O apoio de Marina Silva ao candidato tucano Aécio Neves veio tarde demais, depois que o eleitorado da ex-senadora já havia se decidido pelo tucano, opina o cientista político e professor do Insper Carlos Melo.

"Dilma não pode perder o que nunca teve, nem Aécio ganhar o que já conquistara", observa Melo, em artigo no jornal O Estado de S. Paulo.

"Quem parece ter perdido mais foi mesmo Marina. Não pela decisão - de resto, legítima -, mas pela demora, pela espera, pela aparente indefinição e por ter retirado de Aécio menos do que exigiu 'programaticamente', para usar sua expressão favorita", completa.

Poder Gisele Federicce Mon, 13 Oct 2014 13:03:27 +0000 http://www.brasil247.com/156789
Bolsa sobe 5% e Petrobras 10% com rali eleitoral http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156761 : Ibovespa fechou com a maior alta em mais de três anos comemorando pesquisa que apontou, no fim de semana, o candidato tucano Aécio Neves com 17,6 pontos de vantagem em relação à presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, e os apoios de Marina Silva e da família Campos ao presidenciável pelo PSDB; ações da Petrobras dispararam 10% nesta segunda-feira 13, acumulando ganhos de R$ 24 bilhões; Banco do Brasil, Bradesco e Itaú subiram entre 6% e 7% <br clear="all"> :

Por Rodrigo Tolotti Umpieres

SÃO PAULO - Diante do agitado noticiário eleitoral no fim de semana, o Ibovespa refletiu de forma bastante positiva nesta segunda-feira (13), com as companhias estatais liderando os ganhos do dia. O cenário externo, com a alta de mineradoras, também contribuiu para a alta do índice, que fechou com ganhos de 4,78%, a 57.956 pontos, chegando a bater na máxima do dia uma alta de 6,21%. Com isso, o Ibovespa supera a alta de 4,72%, registrada no pregão após o primeiro turno, chegando assim ao seu maior ganho diário desde 9 de agosto de 2011.

Divulgada pela IstoÉ no último sábado, a pesquisa Sensus mostrou uma diferença de 17,6 pontos percentuais entre o candidato Aécio Neves (PSDB) e a presidente Dilma Rousseff (PT). Ele aparece com 58,8% dos votos válidos e a petista Dilma Rousseff, com 41,2%.

Além da pesquisa eleitoral, no domingo, Marina Silva anunciou o seu voto e o seu apoio ao candidato tucano à presidência Aécio Neves (PSDB), um dia depois da família de Eduardo Campos - morto em 13 de agosto em um trágico acidente aéreo - manifestar o seu apoio.

Com a combinação de notícias positivas para o candidato tucano, os ativos de estatais e bancos dispararam nesta sessão, com ganhos de mais de 10%. O Banco do Brasil (BBAS3) fechou o dia com alta de 10,86%, a R$ 33,48, enquanto a Petrobras (PETR3; PETR4) se valorizou cerca de 10%. Entre os bancos, destaque para Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 38,00, +7,56%) e Bradesco (BBDC3, R$ 38,18, +6,59%; BBDC4, R$ 39,16, +7,82%).

Na agenda de indicadores, destaque para o Focus, que elevou a expectativa para o PIB pela primeira vez após 19 semanas, para alta de 0,28% em 2014. Em relação à inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2014, os economistas aumentaram a projeção para 6,45%, ante 6,32% na semana anterior, aproximando-se do teto da meta, enquanto para o próximo ano a projeção continuou em 6,30%.

O noticiário eleitoral positivo para o mercado também reflete no câmbio, com o dólar registrando fortes perdas desde o início da sessão. Após um dia de alta na sexta-feira, a moeda norte-americana teve perdas de 1,28%, fechando cotada a R$ 2,3917 na compra e R$ 2,3927 na venda.

Vale em alta; outras exportadoras em leve queda Além disso, destaque para as ações da Vale (VALE3; VALE5), cujo preço do minério de ferro iniciou a semana com forte alta, avançando 4% para US$ 83,1 a tonelada, dando sequência a duas semanas consecutivas em que o insumo fechou no campo positivo.

As ações da Vale subiram cerca de 5%, enquanto as siderúrgicas também têm um dia de ganhos, após dados da China mostrarem que as exportações subiram 15,3% em setembro contra o ano anterior. As importações avançaram 7% em termos de valor, contra estimativa de queda de 2,7%.

Já com a queda do dólar, as ações de outras companhias exportadoras têm leve queda, como a do setor de papel e celulose e a Embraer (EMBR3), que têm suas receitas atreladas ao dólar. 

Economia Gisele Federicce Mon, 13 Oct 2014 10:15:10 +0000 http://www.brasil247.com/156761
TSE: Veja fez propaganda pró Aécio no rádio http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/156767 : Ministro Admar Gonzaga determinou que a revista retire do ar propaganda que favorece a candidatura de Aécio Neves (PSDB); na peça, Veja afirma que o tucano vai tirar a Petrobras das mãos de uma "quadrilha"; "Entendo que a transmissão dessa publicidade por meio de rádio, ou seja, de um serviço que é objeto de concessão pelo Poder Público e de grande penetração, desborda do seu elevado mister de informar, com liberdade, para convolar-se em publicidade eleitoral em favor de uma candidatura em detrimento de outra", afirma o relator; decisão atende representação da coligação de Dilma Rousseff <br clear="all"> :

247 – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que a revista Veja, que deu Aécio Neves na capa deste fim de semana, fez propaganda no rádio em prol do candidato tucano e determinou que a peça seja retirada do ar. A liminar foi concedida pelo ministro Admar Gonzaga e atende a pedido da Coligação Com a Força do Povo, da presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT).

"A propaganda da Editora Abril, no trecho 'Aécio Neves (...) promete tirar a Petrobrás das mãos de uma quadrilha', incorre em propalar, de forma clara, discurso empreendido pelo candidato Aécio Neves sobre tema em voga e polêmico, que vem sendo o cerne das discussões entre os dois candidatos na disputa pelo cargo de presidente da República, tudo isso sob forma de divulgação da nova edição de sua revista", afirmou o relator.

Leia abaixo reportagem publicada no Jornal GGN, do jornalista Luis Nassif:

TSE considera que Veja faz propaganda no rádio em favor de Aécio

Jornal GGN - Por decisão do ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral, a Coligação Com a Força do Povo, da presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT), conseguiu uma limitar que obriga a revista Veja a retirar do ar uma propaganda no rádio que favorece a candidatura de Aécio Neves (PSDB). Na peça, a Veja afirma que Aécio vai tirar a Petrobras das mãos de uma "quadrilha".

Em sua decisão, o ministro sustentou que examinou o áudio e entendeu que houve divulgação de conteúdo eleitoral na grade da programação normal do rádio, em desacordo com a regra contida no artigo 44, da Lei nº 9.504/97, segundo a qual a propaganda eleitoral nos meios eletrônicos restringe-se ao horário gratuito.

"A propaganda da Editora Abril, no trecho 'Aécio Neves (...) promete tirar a Petrobrás das mãos de uma quadrilha', incorre em propalar, de forma clara, discurso empreendido pelo candidato Aécio Neves sobre tema em voga e polêmico, que vem sendo o cerne das discussões entre os dois candidatos na disputa pelo cargo de presidente da República, tudo isso sob forma de divulgação da nova edição de sua revista", entendeu o relator.

"(...) entendo que a transmissão dessa publicidade por meio de rádio, ou seja, de um serviço que é objeto de concessão pelo Poder Público e de grande penetração, desborda do seu elevado mister de informar, com liberdade, para convolar-se em publicidade eleitoral em favor de uma candidatura em detrimento de outra", acrescentou Gonzaga.

De acordo com a representação de Dilma, a Veja fez uso de expediente semelhante em 2006. Na ocasião, a revista teria pago pela publicação da capa de sua edição em diversos outdoors para promover apoio ao candidato à Presidência do PSDB, Geraldo Alckmin. Naquele ano, o TSE determinou a retirada das propagandas.

A defesa de Dilma ainda conseguiu junto ao TSE a apresentação do contrato de compra do espaço da propaganda no rádio para contabilizar o tempo de veiculação ilícita favorável a Aécio. Com isso, pretende solicitar a perda do dobro do tempo na propaganda eleitoral em rádio a Aécio, como punição.

Mídia Gisele Federicce Mon, 13 Oct 2014 11:15:42 +0000 http://www.brasil247.com/156767
Mercado eleva projeção do PIB após 19 quedas http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156750 : Agroindustria na Localidade de Cascavel
Na foto:
Foto: Adenilson Nunes em 20/07/2006 Depois de 19 semanas seguidas de queda, a projeção para o crescimento da economia, desta vez, foi levemente ajustada para cima, subindo de 0,24% para 0,28%, de acordo com analistas do mercado financeiro; projeção do IPCA em 2014 passou de 6,32% para 6,45%, este ano, ainda longe do centro da meta (4,5%) e um pouco abaixo do limite superior (6,5%) <br clear="all"> : Agroindustria na Localidade de Cascavel
Na foto:
Foto: Adenilson Nunes em 20/07/2006

Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

Depois de 19 quedas seguidas, a projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, desta vez, foi levemente ajustada para cima. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, subiu de 0,24% para 0,28%. Para 2015, permanece a estimativa de crescimento de 1%.

Essas projeções fazem parte da pesquisa semanal do BC a instituições financeiras, sobre os principais indicadores econômicos.

A estimativa para a retração da produção industrial passou de 2,14% para 2,16%, em 2014. No próximo ano, deve haver recuperação do setor, com crescimento de 1,3%, ante a previsão da semana passada de 1,4%.

A projeção para a cotação do dólar permanece em R$ 2,40, este ano, e em R$ 2,50, em 2015.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a estimativa do mercado financeiro passou de 6,32% para 6,45%, este ano. Para 2015, segue em 6,3%.

A projeção para a inflação ainda está longe do centro da meta (4,5%) e um pouco abaixo do limite superior (6,5%).

A taxa básica de juros, a Selic – usada pelo BC para influenciar a economia e consequentemente, a inflação – deve fechar 2014 sem alterações, de acordo com as expectativas das instituições financeiras. Atualmente a Selic está em 11% ao ano. Mas em 2015, as instituições financeiras esperam por elevação da taxa, que deve encerrar o período em 11,88% ao ano.

Na pesquisa do BC também consta a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), segue em 5,38%, este ano, e em 5,59%, em 2015. Para IGP-M, a estimativa foi ajustada de 3,49% para 3,17%, este ano, e permanece em 5,5%, em 2015. A projeção para o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu de 3,63% para 3,19 em 2014, e subiu de 5,5% para 5,52%, em 2015.

Economia Gisele Federicce Mon, 13 Oct 2014 09:44:51 +0000 http://www.brasil247.com/156750
Unger escolhe Dilma e vê grandeza contra pequenez http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/156726 : Intelectual Roberto Mangabeira Unger, autor do manifesto de fundação do PMDB e ministro de Assuntos Estratégicos do governo Lula, traça quadro de comparações entre Aécio Neves e Dilma Rousseff para justificar seu voto pela reeleição do PT; ele afirma que o tucano propõe seguir o figurino que os países ricos do Atlântico Norte nos recomendam, porém nunca seguiram; já sobre a presidente, diz que a candidata tem espírito de luta, para poder aceitar pouco e enfrentar muito: “Que o povo escolha o rumo audacioso da rebeldia nacional e afirme a grandeza do Brasil” <br clear="all"> :

247 - Roberto Mangabeira Unger, autor do manifesto de fundação do PMDB e ministro de Assuntos Estratégicos do governo Lula, defende voto na presidente Dilma Rousseff contra Aécio Neves (PSDB): “Que o povo escolha o rumo audacioso da rebeldia nacional e afirme a grandeza do Brasil”. Segundo ele, o tucano propõe seguir o figurino que os países ricos do Atlântico Norte nos recomendam, porém nunca seguiram. Leia:

Por que votar em Dilma

O povo brasileiro escolherá em 26 de outubro entre dois caminhos. Que escolha o rumo audacioso da rebeldia nacional e afirme a grandeza do Brasil

As duas candidaturas compartilham três compromissos fundamentais, além do compromisso maior com a democracia: estabilidade macroeconômica, inclusão social e combate à corrupção. Diferem na maneira de entender os fins e os meios. Diz-se que a candidatura Aécio privilegia estabilidade macroeconômica sobre inclusão social e que a candidatura Dilma faz o inverso. Esta leitura trivializa a diferença.

Duas circunstâncias definem o quadro em que se dá o embate. A primeira circunstância é o esgotamento do modelo de crescimento econômico no país. Este modelo está baseado em dois pilares: a ampliação de acesso aos bens de consumo em massa e a produção e exportação de bens agropecuários e minerais, pouco transformados. Os dois pilares estão ligados: a popularização do consumo foi facilitada pela apreciação cambial, por sua vez possibilitada pela alta no preço daqueles bens. Tomo por dado que o Brasil não pode mais avançar deste jeito.

A segunda circunstância é a exigência, por milhões que alcançaram padrões mais altos de consumo, de serviços públicos necessários a uma vida decente e fecunda. Quantidade não basta; exige-se qualidade.

As duas circunstâncias estão ligadas reciprocamente. Sem crescimento econômico, fica difícil prover serviços públicos de qualidade. Sem capacitar as pessoas, por meio do acesso a bens públicos, fica difícil organizar novo padrão de crescimento.

O país tem de escolher entre duas maneiras de reagir. Descrevo-as sumariamente interpretando as mensagens abafadas pelos ruídos da campanha. Ficará claro onde está o interesse das maiorias. O contraste que traço é complicado demais para servir de arma eleitoral. Não importa: a democracia ensina o cidadão a perceber quem está do lado de quem.

1. Crescimento econômico. Realismo fiscal e manutenção do sacrifício consequente são pontos compartilhados pelas duas propostas. Aécio: Ganhar a confiança dos investidores nacionais e estrangeiros. Restringir subsídios. Encolher o Estado. Só trará o crescimento de volta quando houver nova onda de dinheiro fácil no mundo. Dilma: Induzir queda dos juros e do câmbio, contra os interesses dos financistas e rentistas, sem, contudo, render-se ao populismo cambial. Usar o investimento público para abrir caminho ao investimento privado em época de desconfiança e endividamento. Apostar mais no efeito do investimento sobre a demanda do que no efeito da demanda sobre o investimento.

Construir canais para levar a poupança de longo prazo ao investimento de longo prazo. Fortalecer o poder estratégico do Estado para ampliar o acesso das pequenas e médias empresas às práticas, às tecnologias e aos conhecimentos avançados. Dar primazia aos interesses da produção e do trabalho. Se há parte do Brasil onde este compromisso deve calar fundo, é São Paulo.

2. Capital e trabalho. Aécio: Flexibilizar as relações de trabalho para tornar mais fácil demitir e contratar. Dilma: Criar regime jurídico para proteger a maioria precarizada, cada vez mais em situações de trabalho temporário ou terceirizado. Imprensado entre economias de trabalho barato e economias de produtividade alta, o Brasil precisa sair por escalada de produtividade. Não prosperará como uma China com menos gente.

3. Serviços públicos. Aécio: Focar o investimento em serviços públicos nos mais pobres e obrigar a classe média, em nome da justiça e da eficiência, a arcar com parte do que ela custa ao Estado. Dilma: Insistir na universalidade dos serviços, sobretudo de educação e saúde, e fazer com que os trabalhadores e a classe média se juntem na defesa deles. Na saúde, fazer do SUS uma rede de especialistas e de especialidades, não apenas de serviço básico. E impedir que a minoria que está nos planos seja subsidiada pela maioria que está no SUS. Na segurança, unir as polícias entre si e com as comunidades. Crime desaba com presença policial e organização comunitária. A partir daí, encontrar maneiras para engajar a população, junto do Estado, na qualificação dos serviços de saúde, educação e segurança.

4. Educação. Aécio: Adotar práticas empresariais para melhorar, pouco a pouco, o desempenho das escolas, medido pelas provas internacionais, com o objetivo de formar força de trabalho mais capaz.

Dilma: A onda da universalização do ensino terá de ser seguida pela onda da qualificação. Acesso e qualidade só valem juntos. Prática empresarial, porém, tem horizonte curto e não resolve. Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia indicam o caminho: substituir decoreba por ensino analítico. E juntar o ensino geral ao ensino profissionalizante em vez de separá-los. Construir, do fundamental ao superior, escolas de referência. A partir delas, trabalhar com Estados e municípios para mudar a maneira de aprender e ensinar.

5. Política regional. Aécio: Política para região atrasada é resquício do nacional-desenvolvimentismo. Tudo o que se pode fazer é conceder incentivos às regiões atrasadas. Dilma: Política regional é onde a nova estratégia nacional de desenvolvimento toca o chão. Não é para compensar o atraso; é para construir vanguardas. Projeto de empreendedorismo emergente para o Nordeste e de desenvolvimento sustentável para a Amazônia representam experimentos com o futuro nacional.

6. Política exterior. Aécio: Conduzir política exterior de resultados, quer dizer, de vantagem comerciais. E evitar brigar com quem manda.

Dilma: Unir a América do Sul. Lutar para tornar a ordem mundial de segurança e de comércio mais hospitaleira às alternativas de desenvolvimento nacional. E, num movimento em sentido contrário, entender-nos com os EUA, inclusive porque temos interesse comum em nos resguardar contra o poderio crescente da China. Política exterior é ramo da política, não do comércio. Poder conta mais do que dinheiro.

7. Forças Armadas. Aécio: O Brasil não precisa armar-se porque não tem inimigos. Só precisa deixar os militares contentes e calmos. Dilma: O Brasil tem de armar-se para abrir seu caminho e poder dizer não. Não queremos viver em um mundo onde os beligerantes estão armados e os meigos, indefesos.

8. O público e o privado. Aécio: Independência do Banco Central e das agências reguladoras assegura previsibilidade aos investidores e despolitiza a política econômica. Dilma: A maneira de desprivatizar o Estado não é colocar o poder em mãos de tecnocratas que frequentam os grandes negócios. É construir carreiras de Estado para substituir a maior parte dos cargos de indicação política. E recusar-se a alienar aos comissários do capital o poder democrático para decidir.

Aécio propõe seguir o figurino que os países ricos do Atlântico Norte nos recomendam, porém nunca seguiram. Nenhum grande país se construiu seguindo cartilha semelhante. Certamente não os EUA, o país com que mais nos parecemos. Ainda bem que o candidato tem estilo conciliador para abrandar a aspereza da operação.

Dilma terá, para honrar sua mensagem e cumprir sua tarefa, de renovar sua equipe e sua prática, rompendo a camisa de força do presidencialismo de coalizão. E o Brasil terá de aprender a reorganizar instituições em vez de apenas redirecionar dinheiro. Ainda bem que a candidata tem espírito de luta, para poder aceitar pouco e enfrentar muito.

Estão em jogo nossa magia, nosso sonho e nossa tragédia. Nossa magia é a vitalidade assombrosa e anárquica do país. Nosso sonho é ver a vitalidade casada com a doçura. Nossa tragédia é a negação de instrumentos e oportunidades a milhões de compatriotas, condenados a viver vidas pequenas e humilhantes. Que em 26 de outubro o povo brasileiro, inconformado com nossa tragédia e fiel a nosso sonho, escolha o rumo audacioso da rebeldia nacional e afirme a grandeza do Brasil.

Brasil Roberta Namour Mon, 13 Oct 2014 05:31:04 +0000 http://www.brasil247.com/156726
Os 15 dias que irão decidir o futuro político do PT http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156713 : De controlada situação virou desafiadora; vitória em 1º turno e empate técnico na abertura da 2ª volta parecem feitos longínquos do PT; partido sente "golpe" com divulgação viva voz de delação premiada de Paulo Roberto Costa; avanços sociais, obras de infraestrutura e quadro de pleno emprego sucumbem ao debate sobre corrupção; adesões a adversário Aécio Neves tornam eleição plebiscitária sobre dar mais quatro anos ao PT no Palácio do Planalto; presidente Dilma Rousseff, ex-presidente Lula e chefe da máquina partidária Rui Falcão acreditam que comparar passado com presente dará resultados; há tempo suficiente, mas condições favoráveis irão voltar? <br clear="all"> :

Marco Damiani _ 247 – Numa eleição que já experimentou todo o tipo de reviravolta, o tempo de 15 dias que separa o Brasil das urnas de 26 de outubro é mais que suficiente para a provocação de mais uma virada. A rigor, o presidenciável tucano Aécio Neves superou a adversária Marina Silva, do PSB, nos quatro dias anteriores ao pleito de primeiro turno, em velocidade impressionante. Antes, assim que apresentou seu nome à disputa, a própria Marina foi catapultada para uma segunda posição que parecia lhe garantir a passagem para o segundo turno. No curso da disputa, a presidente Dilma Rousseff nunca havia experimentado o segundo lugar nas pesquisas e sempre teve a situação sob controle. Agora, porém, algo mudou.

O prazo é suficiente, a pergunta que se faz é a respeito das condições objetivas de provocar uma nova, e definitiva, mudança nos prognósticos. Seguida da divulgação maciça da delação premiada de viva voz do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, a pesquisa Sensus que informou uma vantagem de 17 pontos percentuais a favor do presidenciável Aécio Neves foi, como só se poderia esperar, um banho de água gelada nos ânimos do PT.

O partido mal teve tempo para assimilar as boas notícias dadas pelo Ibope e o Datafolha, que demarcaram, na quinta-feira 9, uma situação de empate técnico entre os adversários. Praticamente no mesmo momento, porém, todos os veículos das grandes famílias da mídia exploraram o vazamento do depoimento à Justiça Federal, em Curitiba, do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Medido pelo Sensus, o efeito das denúncias, mesmo sem provas, de que o PT recebera 3% sobre contratos superfaturados na Petrobras, parece ter se espraiado. É a única justificativa, salvo barbeiragem técnica, para explicar a abertura de vantagem, como nunca vista, de Aécio sobre Dilma.

FOCO NA DESCONSTRUÇÃO - Neste domingo 12, o PT pareceu mostrar que se recuperou do "golpe", prosseguindo na linha de campanha de desconstruir o PSDB e seu candidato. Após cerrar baterias, por meio de seus comerciais na televisão, contra o ex-presidente do BC Armínio Fraga, o partido dirigido por Rui Falcão mirou o próprio Aécio. Passaram a ser veiculadas propagandas mostrando que o adversário perdeu para o PT na sua própria Minas Gerais – e em primeiro turno. "Quem conhece o Aécio, não vota no Aécio" é o slogan.

A própria presidente Dilma está empenhada nesta linha, acentuando em seus discursos os privilégios que o adversário teve em sua carreira na elite política. Lembrou, em tom de crítica, que Aécio foi diretor da Caixa Econômica Federal aos 25 anos de idade, enquanto na tevê frisa-se que o governo dele em Minas ostentou o 2º maior ICMS do País. As declarações do ex-presidente Fernando Henrique, segundo as quais os eleitores que escolhem o PT o fazem por falta de informação, igualmente foram exploradas por ela e, também, pelo ex-presidente Lula.

Ainda na tevê, os programas eleitorais que mostraram as obras do governo Dilma no setor de infraestrutura, como o que mostrou o estágio das obras da usina de Belo Monte e da transposição das águas do rio São Francisco, foram elogiados em pesquisas feitas pelo PT.

Após a assimilação do impacto das denúncias de Costa no eleitorado, o partido voltará a ter a chance de posicionar o debate eleitoral nos temas que considera mais adequados. O PT tem números bastante positivos para apresentar em termos de inclusão social, elevação de renda e geração de empregos.

AGENDA DA OPOSIÇÃO - O diabo é que, ao que parece, o eleitorado está escolhendo outra agenda para tratar neste segundo turno eleitoral. Com um amplo feixe de apoios debaixo do braço, Aécio também está conseguindo marcar seu nome como o do representante da "mudança" – colocando na palma da sua mão o mote das manifestações de massa de junho do ano passado.

O PT ainda não encontrou antídoto para esta vantagem estratégica. Assim como tem realizações para mostrar, o partido também sabe que sofreu um pesado desgaste nos 12 anos que está passando no poder. A partido nascido e criado para responder ao permanente anseio de crescimento e renovação do País pela maioria da população vai sendo taxado como o velho e o ultrapassado. A resposta a essa acusação não está se mostrando convincente.

Há um consenso no PT de que o partido fez a verdadeira transformação social, ao exercer o poder, que promete em seu programa. Nos próximos 15 dias, haverá cada vez mais ênfase, em todas as frentes de campanha, no que os governos do partido, com Lula e Dilma, conseguiram fazer. Pelas diferenças acumuladas com os tucanos, a ordem também é a de incrementar o discurso da desconstrução.

Como tudo, praticamente, nesta eleição, já mudou, o quadro atual pode mudar novamente. O tempo existe, mas as condições estão piorando para o partido da presidente. O flanco aberto pela delação premiada de Costa, com todos os artifícios de divulgação que vem sendo usados para amplifica-la, vai se mostrando maior, e mais deletério, do que a direção do partido avaliava. Os próximos dias serão cruciais para a direção entender até onde os estragos podem chegam – e o tamanho da tarefa para reduzir os danos criados.

Poder Ana Pupulin Sun, 12 Oct 2014 20:58:06 +0000 http://www.brasil247.com/156713
Líder do PMDB acena apoio a eventual governo Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/156723 : “Não vejo dificuldade nenhuma de se posicionar em apoio a um futuro governo Aécio”, afirmou ao Estado o líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), reeleito no último dia 5 de outubro; ele é cotado como um dos favoritos para presidir a Casa; segundo Cunha, se Dilma Rousseff for reeleita, a posição do partido terá de ser avaliada: “Não deixamos de integrar a base do governo, mas optamos pela independência. Tanto que não indicamos nomes para substituir ministros” <br clear="all"> :

247 – O líder do PMDB na Câmara, deputado reeleito Eduardo Cunha (RJ), já sinaliza apoio a um eventual governo de Aécio Neves (PSDB). “Não vejo dificuldade nenhuma de se posicionar em apoio a um futuro governo Aécio”, afirmou. Segundo Cunha, se Dilma Rousseff for reeleita, a posição do partido terá de ser avaliada: “Não deixamos de integrar a base do governo, mas optamos pela independência. Tanto que não indicamos nomes para substituir ministros”.

A bancada do partido vai se reunir nesta segunda-feira para discutir o assunto. Leia na nota do Diário do Poder:

PMDB JÁ SE ASSANHA PARA COMPOSIÇÃO NA CÂMARA COM AÉCIO

Integrante da chapa da presidente Dilma Rousseff (PT) e considerado como fiel da balança para a composição de uma maioria no Congresso, o PMDB já sinaliza para uma composição na Câmara com o PSDB, num eventual governo do candidato Aécio Neves

“Não vejo dificuldade nenhuma de se posicionar em apoio a um futuro governo Aécio”, afirmou ao Estado o líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), reeleito no último dia 5 de outubro.

O primeiro sinal nesse sentido será dado nesta segunda-feira, 13, quando a bancada deve se reunir em Brasília para discutir se tomará alguma posição oficial neste segundo turno da corrida presidencial, entre Aécio e a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT).

Ao contrário da direção nacional da legenda, presidida por Michel Temer, vice da petista, a opção que deve prevalecer é a da neutralidade.

“A bancada está literalmente dividida e por isso não tenho que me posicionar. Eu almejo continuar como líder e, se eu quero isso, tenho que satisfazer a bancada”, ressaltou o deputado. Segundo ele, a divisão da bancada reflete a divisão do PMDB nacional.

Cotado para a disputa pela presidência da Câmara em 2015, posto cuja posição do presidente eleito no dia 26 deverá ser determinante, Cunha evita se posicionar individualmente sobre a corrida presidencial. Mas afirma que Aécio representa mais o desejo de mudança da população.

“O que vai decidir é que existe um desejo de mudança e esse desejo tem sido expressado pelos números do Aécio, que representa a rejeição a ela. Tem que levar em conta que quem é Dilma, já votou na Dilma, ou seja, ela agrega muito pouco para o segundo turno. Agora, qualquer mudança se dará no debate”.

Segundo Cunha, se Dilma for reeleita, a posição do partido terá de ser avaliada. “Não deixamos de integrar a base do governo, mas optamos pela independência. Tanto que não indicamos nomes para substituir ministros. Essa nossa postura vai ter que ser conversada porque é uma decisão inclusive de quem vota na Dilma”, ressaltou.

Um eventual apoio do PMDB ampliaria a base parlamentar de Aécio, que vem crescendo com os apoios que tem recebido nos últimos dias. Somando-se a coligação de Aécio com os peemedebistas e os partidos que declararam apoio ao tucano nos últimos dias, como os da coligação presidencial da candidata derrotada Marina Silva (PSB, PPS, PPL, PRP, PHS e PLS), o PV de Eduardo Jorge e o PSC de Pastor Everaldo, ela chegaria a 232 dos 513 deputados. Sua coligação elegeu 138 deputados. 

Rio 247 Roberta Namour Mon, 13 Oct 2014 05:12:09 +0000 http://www.brasil247.com/156723
Jornalista sugere que Marina "descanse em paz" http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/156736 : Laura Capriglione decreta a “morte” de Marina Silva no domingo, 12 de outubro de 2014, “depois de lenta agonia”, no dia em que formalizou seu apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves: 'Ela preferiu juntar-se a forças bem conhecidas dos brasileiros: Que criminalizam os movimentos sociais; que atentam contra a liberdade de imprensa; que são apoiadas pela chamada “Bancada da Bala”, por Silas Malafaia e por Marcos Feliciano' <br clear="all"> :

247 – A jornalista Laura Capriglione decretou a “morte” de Marina Silva no domingo, 12 de outubro de 2014, “depois de lenta agonia”, no dia em que formalizou seu apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves.

Em seu “tributo”, lembra que foi fundadora da Central Única dos Trabalhadores e organizadora do PT, além de amiga e fraternal companheira do líder seringueiro Chico Mendes. Dentro do campo da esquerda brasileira, diz que foi a representante de uma utopia que tentou conciliar três vetores quase sempre desalinhados: o desenvolvimento econômico, a inclusão social e o respeito ao meio ambiente e às populações tradicionais.

Segundo a jornalista, com o capital eleitoral que conseguiu reunir no primeiro turno, a ex-senadora poderia ajudar sua Rede Sustentabilidade a se consolidar como a tal terceira via de que tanto falou antes. E lamenta: “ela preferiu juntar-se a forças bem conhecidas dos brasileiros: Que criminalizam os movimentos sociais; que atentam contra a liberdade de imprensa; que são apoiadas pela chamada “Bancada da Bala”, por Silas Malafaia e por Marcos Feliciano” (leia mais).

Mídia Roberta Namour Mon, 13 Oct 2014 06:58:57 +0000 http://www.brasil247.com/156736
Alckmin terá menor oposição desde 1998 http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/156735 : 04/10/2014- São Paulo- SP, Brassil- O governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição em São Paulo, faz caminhada em São Miguel Paulista. Ele está acompanhado do colega de partido José Serra, que lidera as pesquisas em disputa por uma vaga no Sen Nas eleições deste ano, partidos da oposição ao governador reeleito, Geraldo Alckmin (PSDB), PT, PC do B e PSOL, elegeram para os próximos quatro anos apenas 18 deputados estaduais; em 1998, durante o governo de Mário Covas (1999-2002), a oposição contava com 16 deputados estaduais – a metade do mínimo necessário para se instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito <br clear="all"> : 04/10/2014- São Paulo- SP, Brassil- O governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição em São Paulo, faz caminhada em São Miguel Paulista. Ele está acompanhado do colega de partido José Serra, que lidera as pesquisas em disputa por uma vaga no Sen

247 – Reeleito em São Paulo no 1° turno das eleições, o governador tucano Geraldo Alckmin terá a menor base de oposição na Assembleia Legislativa desde 1998.

Os partidos PT, PC do B e PSOL elegeram para os próximos quatro anos apenas 18 deputados estaduais. Em 1998, durante o governo de Mário Covas (1999-2002), a oposição era de 16 deputados estaduais. A título de comparação, o número representa a metade do mínimo necessário para se instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

Para o atual líder do governo, Barros Munhoz (PSDB), a força de uma oposição não depende do número de deputados: "Uma oposição com qualidade é aquela que dialoga com o governo sobre emendas e projetos. E não uma oposição improdutiva que obstrui tudo o que é levado para votação".

Leia aqui reportagem de Andre Monteiro sobre o assunto.

SP 247 Roberta Namour Mon, 13 Oct 2014 06:33:51 +0000 http://www.brasil247.com/156735
Evo Morales dedica vitória a Fidel e Chávez http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/156734 : Presidente da Bolívia, Evo Morales, e seu vice-presidente, Álvaro García Linera, teriam vencido as eleições com cerca de 60% dos votos, segundo as pesquisas de boca de urna e por contagem rápida divulgada pela imprensa boliviana à noite; ele dedicou reeleição ao líder cubano Fidel Castro, ao falecido líder venezuelano Hugo Chávez, e a todos os governos 'anti-imperialistas' do mundo <br clear="all"> :

EFE - O presidente da Bolívia, Evo Morales, saiu neste domingo (12) à varanda do Palácio de governo para comemorar perante uma multidão sua vitória eleitoral - segundo pesquisa de boca de urna -, que dedicou ao líder cubano Fidel Castro, ao falecido líder venezuelano Hugo Chávez, e a todos os governos 'anti-imperialistas' do mundo.

Morales e seu vice-presidente, Álvaro García Linera, teriam vencido as eleições com cerca de 60% dos votos, segundo as pesquisas de boca de urna e por contagem rápida divulgada pela imprensa boliviana à noite, à espera dos resultados da apuração oficial.

Esta prematura comemoração do presidente e suas bases se deve a que na Bolívia, historicamente, os resultados das pesquisas de boca de urna e por apuração rápida coincidem com os dados que o Tribunal Superior Eleitoral divulga após a apuração oficial.

"Pátria sim, colônia, não!", cantaram Morales e seus seguidores.

Morales e García Linera, conseguiram, segundo as pesquisas extraoficiais, um terceiro mandato para o período 2015-2020.

O governante também disse que a vitória demonstrou que na Bolívia "não há meia lua, mas lua cheia", em referência à forma como os políticos opositores autonomistas se referiam às regiões orientais com o apelativo de 'Meia Lua'.

Pela primeira vez na história, Morales conseguiu a vitória no próspero departamento (estado) de Santa Cruz, antigo reduto autonomista.

Segundo Morales, seu Movimento Ao Socialismo (MAS), ganhou em oito dos nove departamentos e ainda 'briga voto a voto' em um deles, em alusão à região amazônica de Beni, na qual segundo as pesquisas teria vencido o opositor Samuel Doria Medina, que em nível nacional teria obtido em torno de 25%.

O governante se dirigiu à oposição, à qual pediu para não promover confrontos e para trabalharem unidos pela Bolívia. "Pela Bolívia suportamos com muita paciência, não há porque comentar ou lembrar (...) Por isso os convocamos (os opositores) a somar, a trabalhar. Têm direito a discordar, mas acima disso está nossa querida Bolívia", afirmou.

 

Mundo Roberta Namour Mon, 13 Oct 2014 06:25:53 +0000 http://www.brasil247.com/156734
Marina deve entrar na campanha de Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/156731 PAULO WHITAKER: Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) em debate de candidatos à Presidência. 16/09/2014 REUTERS/Paulo Whitaker Ao declarar apoio e voto no presidenciável tucano, Marina Silva se colocou "à disposição" para um encontro com Aécio Neves; aliados da ex-senadora sinalizam que ela deve entrar "de cabeça" na disputa; campanhas do PSB e PSDB preparam a reunião entre os dois para esta semana <br clear="all"> PAULO WHITAKER: Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) em debate de candidatos à Presidência. 16/09/2014 REUTERS/Paulo Whitaker

247 – Com longo discurso ao lado do seu vice de chapa Beto Albuquerque (PSB-RS), Marina Silva selou finalmente o apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves no 2° turno da disputa à Presidência.

Ela se alinha à posição de suas duas famílias políticas, a Rede Sustentabilidade e o PSB. Segundo aliados, a ex-senadora deve ir além. Ela disse que está "à sua disposição" para um encontro e deve entrar "de cabeça" na disputa, segundo o colunista Bernardo Mello Franco.

A transferência de votos só será "plena e eficaz", diz um deputado próximo de Marina, se ela participar de atos com o tucano. As campanhas preparam a reunião entre os dois para amanhã ou quarta-feira.

Minas 247 Roberta Namour Mon, 13 Oct 2014 06:01:36 +0000 http://www.brasil247.com/156731
PML: Moro pode ir para o STF em governo Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156683 : Jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, aponta relação entre o vazamento na TV dos depoimentos sobre a Petrobras com a entrada, em agosto deste ano, do nome de Sérgio Moro, juiz responsável pela Operação Lava Jato, na lista para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal; ‘Se pode imaginar que fatos estão ligados e que uma postura espetaculosa até o dia da eleição, favorecendo a criminalização do governo Dilma Rousseff numa investigação que está longe, muito longe de encerrada, pode ser motivo de recompensa depois da contagem dos votos’  <br clear="all"> :

247 - O jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, revela em seu blog que Sérgio Moro, juiz responsável pela Operação Lava Jato, pode ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal em eventual governo do tucano Aécio Neves. 

Ele aponta relação entre o vazamento na TV dos depoimentos sobre esquema de corrupção na Petrobras, a 15 dias das eleições, favorecendo a criminalização do governo Dilma Rousseff, com a entrada, em agosto deste ano, do nome de Sérgio Moro na lista para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria de Joaquim Barbosa. 

Eis um trecho da análise de Paulo Moreira Leite:

Se é fácil entender a natureza explosiva dos depoimentos sobre a Petrobras que chegaram à Tv, na conjuntura de um país que dentro de quinze dias irá votar para presidente da República, também é conveniente avaliar a conjuntura do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato.

Embora nenhum presidente da República já tenha indicado ministros para o STF com base em listas corporativas, em agosto o nome de Sérgio Moro surgiu numa lista de três nomes da Associação de Juizes Federais, a AJUFE, que mobilizou seus associados para criar uma lista tríplice de candidatos mais votados para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria de Joaquim Barbosa. Numa relação na qual nenhum nome é incluído sem consentimento do próprio interessado, Sérgio Moro foi o mais votado, com 141 votos.

Você pode achar que os dois fatos não passam de simples coincidência. Mas também pode imaginar que estão ligados e que uma postura espetaculosa até o dia da eleição, favorecendo a criminalização do governo Dilma Rousseff numa investigação que está longe, muito longe de encerrada, pode ser motivo de recompensa depois da contagem dos votos.

Leia a íntegra no blog.

Poder Roberta Namour Sun, 12 Oct 2014 10:30:29 +0000 http://www.brasil247.com/156683
Lupi ameaça punir Taques por apoio a Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/matogrosso247/156685 : De acordo com o presidente regional do PSDB, deputado Nilson Leitão, o presidente da executiva do PDT, ex-ministro Carlos Lupi, chegou a ligar para o governador eleito no MT, Pedro Taques, para intimá-lo a seguir “à risca” decisão tomada na convenção nacional de apoiar a reeleição de Dilma Rousseff  <br clear="all"> :

THIAGO ANDRADE, DO DIÁRIO DE CUIABÁ - O anúncio do governador eleito Pedro Taques (PDT) de apoio à candidatura do presidenciável Aécio Neves (PSDB) não foi digerida pela cúpula nacional da legenda. O presidente da executiva nacional do PDT, ex-ministro Carlos Lupi, ameaça punir os filiados que pedirem votos para o tucano.

Conforme o presidente regional do PSDB, deputado Nilson Leitão, Lupi chegou a ligar para Taques para fazer ameaças, na tentativa de intimidar o apoio ao ex-governador de Minas Gerais e agora candidato à presidência da República.

No entanto, Taques teria dito que não perderia sua coerência neste segundo turno das eleições presidenciais. “O Carlos Lupi ligou ameaçando o Pedro, mas ele foi corajoso e disse que ama o seu partido, mas não pode nunca perder a coerência. Pedro foi importante na articulação para vinda de outros nomes do PDT”, afirmou em entrevista ao programa Folha Mix, na rádio Mix 94.3 FM.

Taques é um importante aliado de Aécio neste segundo turno, ajudou na conquista dos apoios do senador eleito por Brasília, José Antônio Reguffe e Lasier Martins, do Rio Grande do Sul, ambos do PDT.

Comunicado

Nesta sexta-feira (10) em um comunicado para todos os filiados da legenda Lupi defendeu que a decisão tomada na convenção nacional de seguir com Dilma na eleição presidencial, seja seguida à risca. Na nota o presidente da legenda lembra que decisão de com quem vai seguir cabe somente à convenção. "Cabe à Convenção Nacional, e só a ela, decidir soberanamente sobre assuntos políticos, estabelecendo diretrizes para todo o Partido", diz trecho.

A ameaça aos filiados aparece logo em seguida. "Considera fato de extrema gravidade detentores de mandatos do PDT fazerem propaganda para candidatos que não sejam os indicados pelo partido, desobedecendo a deliberação dos convencionais".

PDT dividido

Em Mato Grosso a legenda segue dividida, um grupo segue com Taques e outro está sendo liderado pelo sociólogo Hélio Silva, que faz parte do Diretório Nacional do PDT, assumiu a tarefa de coordenar a campanha dos pedetistas de Mato Grosso que apoiam a reeleição da presidente Dilma.

“Estou respeitando a posição do PDT, definida democraticamente na convenção nacional. Os pedetistas que querem apoiar Dilma aqui podem contar com a coordenação”, explicou Hélio.

Hélio desligou-se do grupo ligado a Taques. Na campanha para o governo do Estado o pedetista atuou na linha de frente da candidata Janete Riva (PSD).

O pedetista informou que vai procurar o senador eleito Wellington Fagundes (PR), que coordena a campanha pela reeleição de Dilma em Mato Grosso, para combinarem ações conjuntas em prol da eleição da presidente Dilma.

“Estou seguindo as orientações da direção nacional do PDT e vou abrir diálogo com aliados”, completou Hélio Silva.

Mato Grosso 247 Roberta Namour Sun, 12 Oct 2014 10:07:18 +0000 http://www.brasil247.com/156685
Tombini: BC não será complacente com inflação http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156682 : Em reunião do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Washington, presidente do Banco Central brasileiro, Alexandre Tombini, disse que a 'situação da inflação está sob controle': "Nós não vamos ser complacentes. Se necessário, nós sabemos como agir para lidar com essas pressões"; segundo ele, Brasil vem se preparando para o movimento do Fed, Banco Central americano, por acumular 380 bilhões dólares em reservas monetárias e por manter uma moeda flutuante <br clear="all"> :

Por Marina Lopes

WASHINGTON (Reuters) - O Brasil espera ver uma maior volatilidade em sua economia quando os Estados Unidos começarem a aumentar as taxas de juros, disse o presidente do Banco Central brasileiro, Alexandre Tombini, neste sábado.

O Brasil vem se preparando para o movimento do Fed, Banco Central americano, por acumular 380 bilhões dólares em reservas monetárias e por manter uma moeda flutuante, disse Tombini em reunião do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Washington.

"Com o aperto monetário, esperamos ver níveis mais elevados de volatilidade do que no passado. O Brasil vem se preparando para isso", afirmou Tombini.

Os mercados emergentes, incluindo o Brasil, se beneficiaram de uma enxurrada de dinheiro de economias mais desenvolvidas do mundo, que reduziram as taxas de juros para impulsionar os gastos dos consumidores e sair da crise financeira de 2007-2009.

Com a expectativa do Fed de começar a elevar as taxas de juros que estão muito baixas no próximo ano, há preocupações desses fluxos reverterem drasticamente, prejudicando o investimento e desvalorizando moedas de mercados emergentes.

A economia do Brasil caiu em recessão neste ano e sua taxa de inflação atingiu uma máxima de três anos em setembro, elevando-se acima da meta oficial do Banco Central de 4,5 por cento, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais.

Ainda assim, o Banco Central espera que o aumento recente das taxas de juros brasileiras contenham a inflação e diz estar pronto para tomar novas medidas para resolver o problema, se necessário, disse Tombini.

"A situação da inflação está sob controle", disse Tombini. "Nós não vamos ser complacentes. Se necessário, nós sabemos como agir para lidar com essas pressões", acrescentou.

Economia Roberta Namour Sun, 12 Oct 2014 08:39:18 +0000 http://www.brasil247.com/156682
Marina Silva: "Votarei em Aécio e o apoiarei" http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/156678 : Ex-senadora acabou com o suspense e anunciou neste domingo, em São Paulo, que vai apoiar no segundo turno o candidato do PSDB, Aécio Neves: "Chegou o momento de interromper esse caminho suicida e apostar, mais uma vez, na alternância de poder sob a batuta da sociedade, dos interesses do país e do bem comum. É com esse sentimento que, tendo em vista os compromissos assumidos por Aécio Neves, declaro meu voto e meu apoio neste segundo turno", disse Marina Silva ao lado de seu candidato a vice na eleição presidencial, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS); em passagem por Pernambuco, tucano conquistou ontem o apoio formal da família de Eduardo Campos e divulgou carta de compromissos com bandeiras do PSB <br clear="all"> :

247 – Marina Silva declarou finalmente seu apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, no segundo turno das eleições, contra a reeleição de Dilma Rousseff. "Votarei em Aécio e o apoiarei, votando nesses compromissos, dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido e, principalmente, entregando à sociedade brasileira a tarefa de exigir que sejam cumpridos", disse Marina.

Em campanha por Pernambuco, Aécio Neves conquistou neste sábado o apoio formal da família de Eduardo Campos e divulgou carta de compromissos com ações defendidas pelo PSB, que se sustentam em três eixos: o cuidado com a natureza, a atenção às pessoas e a adoção de políticas macroeconômicas que possibilitem uma "sociedade mais justa" para todos.

Em declaração feita em São Paulo ao lado de seu candidato a vice na eleição presidencial, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), neste domingo, ela afirmou ainda que a "chegou o momento de interromper esse caminho suicida e apostar, mais uma vez, na alternância de poder sob a batuta da sociedade, dos interesses do país e do bem comum". 

A ex-senadora ficou em terceiro lugar na disputa pela Presidência, com 22.176.619 votos - ou 21,32% dos válidos.

Leia a nota da ex-senadora: 

Minha posição

Ontem, em Recife, o candidato Aécio Neves apresentou o documento “Juntos pela Democracia, pela Inclusão Social e pelo Desenvolvimento Sustentável”.

Quero, de início, deixar claro que entendo esse documento como uma carta compromisso com os brasileiros, com a nação.

Rejeito qualquer interpretação de que seja dirigida a mim, em busca de apoio.

Seria um amesquinhamento dos propósitos manifestados por Aécio imaginar que eles se dirigem a uma pessoa e não aos cidadãos e cidadãs brasileiros.

E seria um equívoco absoluto e uma ofensa imaginar que me tomo por detentora de poderes que são do povo ou que poderia vir a ser individualmente destinatária de promessas ou compromissos.

Os compromissos explicitados e assinados por Aécio tem como única destinatária a nação e a ela deve ser dada satisfação sobre seu cumprimento.

E é apenas nessa condição que os avaliei para orientar minha posição neste segundo turno das eleições presidenciais.

Estamos vivendo nestas eleições uma experiência intensa dos desafios da política.

Para mim eles começaram há um ano, quando fiz com Eduardo Campos a aliança que nos trouxe até aqui.

Pela primeira vez, a coligação de partidos se dava exclusivamente por meio de um programa, colocando as soluções para o país acima dos interesses específicos de cada um.

Em curto espaço de tempo, e sofrendo os ataques destrutivos de uma política patrimonialista, atrasada e movida por projetos de poder pelo poder, mantivemos nosso rumo, amadurecemos, fizemos a nova política na prática.

Os partidos de nossa aliança tomaram suas decisões e as anunciaram.

Hoje estou diante de minha decisão como cidadã e como parte do debate que está estabelecido na sociedade brasileira.

Me posicionarei.

Prefiro ser criticada lutando por aquilo que acredito ser o melhor para o Brasil do que me tornar prisioneira do labirinto da defesa do meu interesse próprio, onde todos os caminhos e portas que percorresse e passasse só me levariam ao abismo de meus interesses pessoais.

A política para mim não pode ser apenas, como diz Bauman, a arte de prometer as mesmas coisas.

Parodiando-o, eu digo que não pode ser a arte de fazer as mesmas coisas.

Ou seja, as velhas alianças pragmáticas, desqualificadas, sem o suporte de um programa a partir do qual dialogar com a nação.

Vejo no documento assinado por Aécio mais um elo no encadeamento de momentos históricos que fizeram bem ao Brasil e construíram a plataforma sobre a qual nos erguemos nas últimas décadas.

Ao final da Presidência de Fernando Henrique Cardoso, a sociedade brasileira demonstrou que queria a alternância de poder, mas não a perda da estabilidade econômica.

E isso foi inequivocamente acatado pelo então candidato da oposição, Luiz Inácio Lula da Silva, num reconhecimento do mérito de seu antecessor e de que precisaria dessas conquistas para levar adiante o seu projeto de governo.

Agora, novamente, temos um momento em que a alternância de poder fará bem ao Brasil, e o que precisa ser reafirmado é o caminho dos avanços sociais, mas com gestão competente do Estado e com estabilidade econômica, agora abalada com a volta da inflação e a insegurança trazida pelo desmantelamento de importantes instituições públicas.

Aécio retoma o fio da meada virtuoso e corretamente manifesta-se na forma de um compromisso forte, a exemplo de Lula em 2002, que assumiu compromissos com a manutenção do Plano Real, abrindo diálogo com os setores produtivos.

Doze anos depois, temos um passo adiante, uma segunda carta aos brasileiros, intitulada: “Juntos pela democracia, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável”.

Destaco os compromissos que me parecem cruciais na carta de Aécio:

- O respeito aos valores democráticos, a ampliação dos espaços de exercício da democracia e o resgate das instituições de Estado.

- A valorização da diversidade sociocultural brasileira e o combate a toda forma de discriminação.

- A reforma política, a começar pelo fim da reeleição para cargos executivos, que tem sido fonte de corrupção e mau uso das instituições de Estado.

- Sermos capazes de entender que, no mundo atual, a ampliação da participação popular no processo deliberativo, através da utilização das redes sociais, de conselhos e das audiências públicas sobre temas importantes, não se choca com os princípios da democracia representativa, que têm que ser preservados.

- Compromissos sociais avançados com a Educação, a Saúde, a Reforma Agrária.

- Prevenção frente a vulnerabilidade da juventude, rejeitando a prevalência da ótica da punição.

_ Lei para o Bolsa Família, transformando-o em programa de Estado

Compromissos socioambientais de desmatamento zero, políticas corretas de Unidades de Conservação, trato adequado da questão energética, com diversificação de fontes e geração distribuída.

- Inédita determinação de preparar o país para enfrentar as mudanças climáticas e fazer a transição para uma economia de baixo carbono, assumindo protagonismo global nessa área.

- Manutenção das conquistas e compromisso de assegurar os direitos indígenas, de comunidades quilombolas e outras populações tradicionais. Manutenção da prerrogativa do Poder Executivo na demarcação de Terras indígenas

- Compromissos com as bases constitucionais da federação, fortalecendo Estados e municípios e colocando o desenvolvimento regional como eixo central da discussão do Pacto Federativo.

- Finalmente, destaco e apoio o apelo à união do Brasil e à busca de consenso para construir uma sociedade mais justa, democrática, decente e sustentável.

Entendo que os compromissos assumidos por Aécio são a base sobre a qual o pais pode dialogar de maneira saudável sobre seu presente e seu futuro.

É preciso, e faço um apelo enfático nesse sentido, que saiamos do território da política destrutiva para conseguir ver com clareza os temas estratégicos para o desenvolvimento do país e com tranquilidade para debatê-los tendo como horizonte o bem comum.

Não podemos mais continuar apostando no ódio, na calúnia e na desconstrução de pessoas e propostas apenas pela disputa de poder que dividem o Brasil.

O preço a pagar por isso é muito caro: é a estagnação do Brasil, com a retirada da ética das relações políticas.

É a substituição da diversidade pelo estigma, é a substituição da identidade nacional pela identidade partidária raivosa e vingativa.

É ferir de morte nossa democracia.

Chegou o momento de interromper esse caminho suicida e apostar, mais uma vez, na alternância de poder sob a batuta da sociedade, dos interesses do país e do bem comum.

É com esse sentimento que, tendo em vista os compromissos assumidos por Aécio Neves, declaro meu voto e meu apoio neste segundo turno.

Votarei em Aécio e o apoiarei, votando nesses compromissos, dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido e, principalmente, entregando à sociedade brasileira a tarefa de exigir que sejam cumpridos.

Faço esta declaração como cidadã brasileira independente que continuará livre e coerentemente, suas lutas e batalhas no caminho que escolheu.

Não estou com isso fazendo nenhum acordo ou aliança para governar.

O que me move é minha consciência e assumo a responsabilidade pelas minhas escolhas.

Minas 247 Roberta Namour Sun, 12 Oct 2014 07:26:45 +0000 http://www.brasil247.com/156678
PT paga o preço de ter alimentado mídia hostil http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/156663 : Como nunca se viu numa eleição presidencial no Brasil, unanimidade comemorativa na mídia contra candidatura do PT; presidente Dilma Rousseff paga o pato de sofrer impacto de todas as manchetes contra, capas de revista, Jornal Nacional etc; convívio do partido com a chamada "imprensa burguesa" sempre foi difícil; Dilma passa a defender Lei de Meios, que não entrou no programa dela por falta de consenso; baixa clareza da agremiação sobre relacionamento com famílias Marinho, Frias, Civita, Mesquita e poucas outras pode custar caro: o poder; racha sem volta <br clear="all"> :

Marco Damiani _ 247 – Nunca houve clareza no PT sobre como se relacionar com a mídia tradicional e familiar. A negação, a crítica, o distanciamento sempre foram as marcas mais visíveis da relação.  O relacionamento que continha desprezo e até ojeriza nos primeiros tempos de formação do partido, no ABC – quando os jornalistas em geral eram chamados de petistas e Lula e o comando dos sindicalistas rechaçavam o diálogo  com "a imprensa burguesa" - tornou-se agora de vida ou morte. Esse  longo braço de ferro com a mídia tal qual ela sempre foi conhecida – Globo, da família Marinho, Folha, dos Frias,  Estado, dos Mesquista etc etc – está perto de uma definição. Como nunca antes, todos os veículos de maior faturamento comercial e circulação do País estão rasgadamente contra o PT – e o PT definitivamente contra todos. É a final da luta do século, com revanche para sabe-se lá quando houver novas eleições gerais.

Nesta eleição, o caso virou briga de rua, em que vale, expressamente, tudo. Concretamente, vale até o maior vazamento eleitoral da história do Brasil. De fato, nunca se tinha visto antes uma operação tão orquestrada, de na hora certa da eleição a voz do delator premiado Paulo Roberto Costa aparecer em todas as mídias para entregar "3% para o PT" nos contratos que ele operava na Petrobras. O espaço natural que o vazamento iria mesmo ocupar no noticiário, na abertura da reta final da eleição, em pleno empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves, foi amplificado ao último volume  Neste final de semana, para completar a blitzkrieg, tratamento extra VIP é dado neste final de semana pelas revistas Veja e Época, em campanha desabrida pelo candidato do PSDB.

Finalmente, agora, com a maior aliança de mídia já feita no Brasil explicitamente contra uma candidatura presidencial – a de Dilma, como todos sabem -, o PT sabe o que fazer. Após ter passado 12 anos no poder sem ter uma proposta consensual sequer a respeito de uma renovação, que seja, da legislação que regula os meios de comunicação no Brasil, o partido tem uma proposta regular o setor. Antes tarde do que nunca, diz o sábio povão.

PT CONVIVEU SEM CONTESTAR A MÍDIA - A chamada Lei de Meios, que não foi incluída no programa oficial da candidatura Dilma por veto da presidente, o que demonstrou a falta de consenso, voltou à baila. E pela voz da própria Dilma, que disse a blogueiros finalmente ter aderido à ideia de mudar as normas que permitem a maior concentração de propriedade do mundo, monopólio, participações cruzadas e, é claro, autoregulamentação publicitária. Um espetáculo de privilégios que foi brindado com reserva de mercado desde os tempos do regime militar, com as leis que impedem a participação de grupos estrangeiros no controle da empresas de comunicação. Por baixo do pano, ainda nos anos 1960, a Globo quebrou essa regra, mais tarde a Abril se capitalizou com sul-africanos apresentados pela CIA, e a concentração só se fortaleceu.

O partido, conscientemente, fez sua trajetória na diagonal dos meios que encontrou implantados, quando, segundo o próprio PT dos primeiros tempos, a história do Brasil estava começando, exatamente porque o partido surgia. Agora, porém, a aposta é alta, do tipo quem vencer leva tudo: a radicalização sem precedentes ou vai muda o velho estado de coisa, bem anterior á fundação do PT, em caso de vitória de Dilma, ou tende a tornar o setor ainda mais concentrado na propriedade e no poder de fogo.

O impacto de toda a mídia de um País, de uma vez só, veicular a voz BBB de Costa disparando contra o PT coroou o movimento de rasgar de fantasia da mídia. O caso virou, é claro, comentário de botequim. A Folha, que nos comerciais diz que é a favor disso, contra aquilo, que é democrática, etc, passou recibo no Facebook ao publicar um meme de Aécio em festa como se fosse do próprio jornal. "Também estamos em Carnaval" foi o recado. De bandeja, em seguida, aparece o vídeo de Costa, com o dedo no olho do PT. E contra esse "golpe", assim classificado pela própria Dilma, o partido se debate agora.

Será um feito não menor que o espetacular a presidente Dilma conter danos à sua imagem eleitoral debaixo da verdadeira operação "Tempestade no Deserto" desfechada pela mídia tradicional. A presidente tem algum tempo para se recuperar, mas deve contar que novos ataques virão. Quem sabe não aparece logo logo uma fita com o depoimento do doleiro Alberto Yousseff? As fontes são praticamente as mesmas.

NO CAMPO DA MÍDIA - A linha escolhida é da denúncia da operação orquestrada. "Um golpe", como definiu a presidente, no que foi acompanhada por seu coordenador de campanha Miguel Rossetto. Não se sabe se vai dar certo, mas que, a esta altura do campeonato, é a única posição que restou ao PT, quanto a isso não há nenhuma dúvida na direção partidária. De Lula a Rui Falcão, e passando por Rossetto e Aloizio Mercadante, a renovada briga contra a mídia ganhou também a posição da presidente Dilma.

A relação de disputa entre a mídia e o PT está sendo travada no campo em que, paradoxalmente, a própria mídia queria. O PT nunca conseguiu – ou melhor, nunca nem tentou – criar a sua própria base de informação própria. Ainda que o atual presidente do partido, Rui Falcão, seja um jornalista que chegou a cargos de comando em sua carreira. Experiências bem sucedidas como a TV dos Trabalhadores, da CUT, não mereceram o carinho devido da direção do partido para crescer e se multiplicar. Na mídia de papel, jamais o PT quis ter um jornal próprio, no que, nesse particular, foi uma negação pouco inteligente da secular experiência do PCB, pela esquerda, em ter seus próprio veículo. Ou não quis, ou não soube fazer.

No PT, assunto de mídia sempre foi segredo guardado a sete chaves. Não há notícia de que a direção partidária, desde a fundação da agremiação, tenha liderado um diálogo amplo para tratar do tema. Mesmo a proposta de Lei de Meios não é clara para a maioria dos militantes. Provavelmente, cada um que se ocupa do tema tem seu próprio projeto.

Mídia Ana Pupulin Sun, 12 Oct 2014 06:13:00 +0000 http://www.brasil247.com/156663
Amaral: PSB traiu Arraes e escolheu o suicídio http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156674 : No dia em que a família de Eduardo Campos declara apoio formal ao presidenciável tucano Aécio Neves, presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, divulga carta aberta em que defende a reeleição de Dilma Rousseff (PT), acusa o partido de cometer “suicídio político-ideológico” e de trair seus fundadores, como Miguel Arraes, avô de Campos; “Ao aliar-se acriticamente à candidatura Aécio Neves, o bloco que hoje controla o partido, porém, renega compromissos programáticos e estatutários, suspende o debate sobre o futuro do Brasil, joga no lixo o legado de seus fundadores e menospreza o árduo esforço de construção de uma resistência de esquerda, socialista e democrática” <br clear="all"> :

247 – Em ato surpreendente diante do apoio massivo do PSB ao presidenciável tucano Aécio Neves, o presidente nacional da legenda, Roberto Amaral, divulgou neste sábado (11) uma carta aberta em que defende a reeleição de Dilma Rousseff (PT).

No texto publicado em seu site pessoal, ele afirma que seu partido "traiu a luta" do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos ao se aliar ao tucano. Diz ainda que o bloco que controla o partido "renega compromissos programáticos e estatutários" e "joga no lixo o legado de seus fundadores".

Cumprindo agenda eleitoral em Pernambuco, Aécio recebeu ontem o apoio formal da família de Campos. No Clube Internacional em Recife, o filho mais velho do ex-governador do Estado, João Campos, 20, leu uma carta da viúva Renata Campos, embasando a decisão: "O Brasil pede mudanças. O governo atual não é mais capaz de promover essas mudanças. Só será possível mudar se tivermos capacidade de união e diálogo. Aécio, acredito na sua capacidade de diálogo e gestão", escreveu Renata.

Amaral deve deixar em breve a direção do partido em um braço de força com a ala pernambucana. O mais cotado para vaga é Carlos Siqueira, militante histórico e secretário-geral do PSB.

Leia abaixo a íntegra da carta aberta:

"Mensagem aos militantes do PSB e ao povo brasileiro

A luta interna no PSB, latente há algum tempo e agora aberta, tem como cerne a definição do país que queremos e, por consequência, do Partido que queremos. A querela em torno da nova Executiva e o método patriarcal de escolha de seu próximo presidente são pretextos para sombrear as questões essenciais. Tampouco estão em jogo nossas críticas, seja ao governo Dilma, seja ao PT, seja à atrasada dicotomia PT-PSDB – denunciada, na campanha, por Eduardo e Marina como do puro e exclusivo interesse das forças que de fato dominam o país e decidem o poder.

Ao aliar-se acriticamente à candidatura Aécio Neves, o bloco que hoje controla o partido, porém, renega compromissos programáticos e estatutários, suspende o debate sobre o futuro do Brasil, joga no lixo o legado de seus fundadores – entre os quais me incluo – e menospreza o árduo esforço de construção de uma resistência de esquerda, socialista e democrática.

Esse caminhar tortuoso contradiz a oposição que o Partido sustentou ao longo do período de políticas neoliberais e desconhece sua própria contribuição nos últimos anos, quando, sob os governos Lula dirigiu de forma renovadora a política de ciência e tecnologia do Brasil e, na administração Dilma Rousseff, ocupou o Ministério da Integração Nacional.

Ao aliar-se à candidatura Aécio Neves, o PSB traiu a luta de Eduardo Campos, encampada após sua morte por Marina Silva, no sentido de enriquecer o debate programático pondo em xeque a nociva e artificial polarização entre PT e PSDB. A sociedade brasileira, ampla e multifacetada, não cabe nestas duas agremiações. Por isso mesmo e, coerentemente, votei, na companhia honrosa de Luiza Erundina, Lídice da Mata, Antonio Carlos Valadares, Glauber Braga, Joilson Cardoso, Kátia Born e Bruno da Mata, a favor da liberação dos militantes.

Como honrar o legado do PSB optando pelo polo mais atrasado? Em momento crucial para o futuro do país, o debate interno do PSB restringiu-se à disputa rastaquera dos que buscam sinecuras e recompensas nos desvãos do Estado. Nas ante-salas de nossa sede em Brasília já se escolhem os ministros que o PSB ocuparia num eventual governo tucano. A tragédia do PT e de outros partidos a caminho da descaracterização ideológica não serviu de lição: nenhuma agremiação política pode prescindir da primazia do debate programático sério e aprofundado. Quem não aprende com a História condena-se a errar seguidamente.

Estamos em face de uma das fontes da crise brasileira: a visão pobre, míope, curta, dos processos históricos, visão na qual o acessório toma a vez do principal, o episódico substitui o estrutural, as miragens tomam o lugar da realidade. Diante da floresta, o medíocre contempla uma ou outra árvore. Perde a noção do rumo histórico.

Ao menosprezar seu próprio trajeto, ao ignorar as lições de seus fundadores – entre eles João Mangabeira, Antônio Houaiss, Jamil Haddad e Miguel Arraes –, o PSB renunciou à posição que lhe cabia na construção do socialismo do século XXI, o socialismo democrático, optando pela covarde rendição ao statu quo. Renunciou à luta pelas reformas que podem conduzir a sociedade a um patamar condizente com suas legítimas aspirações.

Qual o papel de um partido socialista no Brasil de hoje? Não será o de promover a conciliação com o capital em detrimento do trabalho; não será o de aceitar a pobreza e a exploração do homem pelo homem como fenômeno natural e irrecorrível; não será o de desaparelhar o Estado em favor do grande capital, nem renunciar à soberania e subordinar-se ao capital financeiro que construiu a crise de 2008 e construirá tantas outras quantas sejam necessárias à expansão do seu domínio, movendo mesmo guerras odientas para atender aos insaciáveis interesses monopolísticos.

O papel de um partido socialista no Brasil de hoje é o de impulsionar a redistribuição da riqueza, alargando as políticas sociais e promovendo a reforma agrária em larga escala; é o de proteger o patrimônio natural e cultural; é o de combater todas as formas de atentado à dignidade humana; é o de extinguir as desigualdades espaciais do desenvolvimento; é o de alargar as chances para uma juventude prenhe de aspirações; é o de garantir a segurança do cidadão, em particular aquele em situação de risco; é o de assegurar, através de tecnologias avançadas, a defesa militar contra a ganância estrangeira; é o de promover a aproximação com nossos vizinhos latino-americanos e africanos; é o de prover as possibilidades de escolher soberanamente suas parcerias internacionais. É o de aprofundar a democracia.

Como presidente do PSB, procurei manter-me equidistante das disputas, embora minha opção fosse publicamente conhecida. Assumi a Presidência do Partido no grave momento que se sucedeu à tragédia que nos levou Eduardo Campos; conduzi o Partido durante a honrada campanha de Marina Silva. Anunciados os números do primeiro turno, ouvi, como magistrado, todas as correntes e dirigi até o final a reunião da Comissão Executiva que escolheu o suicídio político-ideológico.

Recebi com bons modos a visita do candidato escolhido pela nova maioria. Cumprido o papel a que as circunstâncias me constrangeram, sinto-me livre para lutar pelo Brasil com o qual os brasileiros sonhamos, convencido de que o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff é, neste momento, a única alternativa para a esquerda socialista e democrática. Sem declinar das nossas diferenças, que nos colocaram em campanhas distintas no primeiro turno, o apoio a Dilma representa mais avanços e menos retrocessos, ou seja, é, nas atuais circunstâncias, a que mais contribui na direção do resgate de dívidas históricas com seu próprio povo, como também de sua inserção tão autônoma quanto possível no cenário global.

Denunciamos a estreiteza do maniqueísmo PT-PSBD, oferecemos nossa alternativa e fomos derrotados: prevaleceu a dicotomia, e diante dela cumpre optar. E a opção é clara para quem se mantém fiel aos princípios e à trajetória do PSB.

O Brasil não pode retroagir.

Convido todos, dentro e fora do PSB, a atuar comigo em defesa da sociedade brasileira, para integrar esse histórico movimento em defesa de um país desenvolvido, democrático e soberano.

Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2014.
Roberto Amaral"

Poder Roberta Namour Sun, 12 Oct 2014 06:18:41 +0000 http://www.brasil247.com/156674
Dilma prepara novo pacote de estimulo à economia http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156676 : Medida, que deve ser lançada antes do 2° turno, combina a unificação e simplificação de dois dos tributos: o PIS e a Cofins - mas só deve ser implementada em 2015; trata-se da 35° iniciativa do governo em favor da indústria, que somam a perda de R$ 100 bilhões em arrecadações este ano, na tentativa de se aproximar do setor privado <br clear="all"> :

247 – O governo de Dilma Rousseff prepara um novo pacote de estimulo à economia que deve ser lançado antes do 2.º turno. A medida combina a unificação e simplificação de dois dos tributos: o PIS e a Cofins, mas só deve ser implementada em 2015. Criada em 2012, ela foi mantida na gaveta por seu alto custo aos cofres públicos: pode chegar a R$ 30 bilhões.

Trata-se da 35° iniciativa do governo em favor da indústria, que somam a perda de R$ 100 bilhões em arrecadações este ano, na tentativa de se aproximar do setor privado.

A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, têm também ampliado o canal de comunicação com o empresariado para derrubar barreiras levantadas no início do mandato. Na quarta-feira, Dilma recebeu os fabricantes de ônibus e empresários da indústria química.

Leia aqui reportagem de João Villaverde sobre o assunto.

Economia Roberta Namour Sun, 12 Oct 2014 06:57:31 +0000 http://www.brasil247.com/156676
Kakay: juiz da Lava Jato ‘virou o grande eleitor’ http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/156677 Sergio Lima/Folhapress: Conhecido por defender clientes de peso no cenário político brasileiro, advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirma que o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, “virou o grande eleitor da sucessão de 2014” ao divulgar os depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef a duas semanas da eleição: “Houve uma grave instrumentalização do Poder Judiciário” <br clear="all"> Sergio Lima/Folhapress:

247 – O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, conhecido por defender clientes de peso no cenário político brasileiro, criticou a decisão do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato de divulgar os depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef a duas semanas da eleição.

Segundo ele, Costa e Youssef firmaram acordos de delação com o Ministério Público e existe a obrigatoriedade de manter o sigilo sobre essas delações: “Na prática, abriu-se o conteúdo dos depoimentos prestados sob o segredo da delação. A diferença é que o juiz não permitiu que fossem mencionados todos os nomes. Parece brincadeira. Aqui, tem segredo. Aqui, é tudo aberto. Isso se chama instrumentalização. É muito grave. A poucos dias da eleição, as consequências são gravíssimas.”

Ele, que representava Alberto Youssef num habeas corpus que pedia no Superior Tribunal de Justiça a anulação da Operação Lava Jato, diz que Moro virou “o grande eleitor da sucessão de 2014”.

“O doutor Sérgio Moro é candidato potencial a uma vaga de ministro do STF. E, do jeito que a coisa vai, pode ser indicado se o Aécio Neves virar presidente da República”, ironiza Kakay, segundo nota de Josias de Souza (leia mais).

Paraná 247 Roberta Namour Sun, 12 Oct 2014 07:06:43 +0000 http://www.brasil247.com/156677
Ilimar prevê tsunami no Congresso pós-delação http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/156675 : Segundo o colunista Ilimar Franco, depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa terá efeito devastador da Câmara: partidos avaliam que em março haverá uma espécie de nova eleição, com dezenas de suplentes assumindo mandatos; já foram citados 25 deputados e seis senadores no esquema, que podem ser cassados e até presos  <br clear="all"> :

247 – A delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras preso na operação Lava Jato, deve causar um verdadeiro tsunami no Congresso. É o que prevê o colunista Ilimar Franco.

Costa denunciou esquema de pagamento de propina de empreiteiras a servidores públicos, comandado pelo doleiro Alberto Youssef e citou suspeita de envolvimento de parlamentares no caso.

Segundo Ilimar, partidos e consultores estão convencidos que o escândalo terá efeito devastador na Câmara. Avaliam que em março haverá uma espécie de nova eleição, com dezenas de suplentes assumindo mandatos; já foram citados 25 deputados e seis senadores no esquema, mas os políticos especulam que vem mais. Eles preveem que os envolvidos podem ser cassados, mas também presos, a exemplo do chamado mensalão, que gerou a AP 470 no STF.

Mídia Roberta Namour Sun, 12 Oct 2014 06:37:16 +0000 http://www.brasil247.com/156675
Derrotada e indecisa, Marina deve deixar PSB http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156644 : Terceira colocada nas eleições à Presidência e ainda em cima do muro quanto a seu apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves no 2° turno, Marina Silva perde espaço no PSB; a provável vitória de Carlos Siqueira como novo presidente da sigla deve precipitar sua saída e a volta ao projeto da Rede Sustentabilidade; quando a ex-senadora assumiu a vaga de Eduardo Campos, Siqueira a acusou de tratá-lo de modo "grosseiro" e deixou a coordenação da campanha; "Não estou e não estarei em hipótese alguma na campanha desta senhora", disse ele na época  <br clear="all"> :

247 – Marina Silva faz suspense sobre sua posição no segundo turno das eleições à Presidência. Seu atual partido, o PSB, já declarou apoio a Aécio Neves, assim como a Rede Sustentabilidade, que tenta criar. Ela, no entanto, parece sem rumo.

Derrotada no 1° turno, após decolar na campanha embalada pela comoção nacional com a trágica morte de Eduardo Campos, a ex-senadora pode deixar o PSB até o final da eleição.

Segundo o colunista Bernardo Mello Franco, a escolha de Carlos Siqueira para a presidência do PSB deve precipitar sua saída e a volta ao projeto da Rede. Não existe espaço para convivência entre os dois.

Assim que assumiu a vaga de Campos na disputa, Siqueira, militante histórico e secretário-geral do PSB, acusou Marina de tratá-lo de modo "grosseiro" e deixou a campanha presidencial. "Se ela comete uma deselegância no dia em que está sendo anunciada candidata, imagine no resto. Com ela não quero conversa. Não estou e não estarei em hipótese alguma na campanha desta senhora", disse ele na época.

Poder Roberta Namour Sat, 11 Oct 2014 11:02:25 +0000 http://www.brasil247.com/156644
Aécio recebe apoio formal da família Campos http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/156655 : O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, recebeu o apoio formal do PSB de Pernambuco, neste sábado (11/10), em Recife (PE), durante encontro com movimentos sociais. Participaram do encontro o governador de Pernambuco O senador Aécio Neves (PSDB-MG) conquistou um importante apoio neste sábado: o da família de Eduardo Campos, morto no dia 13 de agosto, num desastre aéreo. No encontro, ele conquistou ainda adesões do governador eleito Paulo Câmara, do prefeito Geraldo Júlio e do senador eleito Fernando Bezerra Coelho, todos do PSB; “Eu me sinto, a partir deste instante, responsável dentre tantas expectativas que a mudança gera na sociedade brasileira, para levar a cada canto deste país, no limite das minhas forças, o legado e os sonhos de Eduardo Campos, governador dos pernambucanos e símbolo da boa política”, disse Aécio; "Sei que vocês eram diferentes, mas vocês souberam se unir pelo Brasil", dizia a carta de Renata <br clear="all"> : O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, recebeu o apoio formal do PSB de Pernambuco, neste sábado (11/10), em Recife (PE), durante encontro com movimentos sociais. Participaram do encontro o governador de Pernambuco

Pernambuco 247 - O senador Aécio Neves (PSDB-MG) conquistou um importante apoio neste sábado: o da família de Eduardo Campos, morto no dia 13 de agosto, num desastre aéreo. ele conquistou ainda adesões do governador eleito Paulo Câmara, do prefeito Geraldo Júlio e do senador eleito Fernando Bezerra Coelho, todos do PSB.

“Eu me sinto, a partir deste instante, responsável dentre tantas expectativas que a mudança gera na sociedade brasileira, para levar a cada canto deste país, no limite das minhas forças, o legado e os sonhos de Eduardo Campos, governador dos pernambucanos e símbolo da boa política”, disse Aécio.

Renata Campos, a viúva de Eduardo, não participou do encontro, mas seu filho mais velho, João, leu uma carta escrita por ela. "Sei que vocês eram diferentes, mas vocês souberam se unir pelo Brasil", dizia o texto.

Em Pernambuco, Aécio tinha aindaa agendada uma visita à cidade onde a presidenciável Marina Silva teve a maior votação proporcional do Brasil no 1º turno. Ela teve 74,19% em Sirinhaém, que tem 43 mil habitantes. Lá, Aécio recebeu apenas 2,6% dos votos, enquanto Dilma ficou 22,4%.

Na tentativa de herdar essa votação, Aécio estará acompanhado do governador eleito Paulo Câmara (PSB) e do prefeito de Recife, Geraldo Júlio (PSB), que assumiram a coordenação da campanha tucana em Pernambuco.

Antes da visita ao município, o presidenciável terá um encontro com lideranças de movimentos sociais de Recife. Depois tem um almoço com a viúva de Eduardo Campos, Renata. O sonho de consumo dos tucanos é que ela aceite gravar um depoimento para ser veiculado na propaganda de TV do candidato do PSDB.

Pernambuco é visto como estratégico para o comando de campanha de Aécio Neves. O objetivo é que os votos dados a Marina Silva sejam transferidos para o tucano. Em Pernambuco, que tem mais de 6 milhões de eleitores, ele teve uma péssima votação: 5,92%. Enquanto Dilma obteve 44,22% e Marina 48,05%.

Pernambuco 247 Voney Malta Sat, 11 Oct 2014 12:31:29 +0000 http://www.brasil247.com/156655
Exame não confirma suspeita de caso de Ebola http://www.brasil247.com/pt/247/saudeebemestar/156646 : Ministério da Saúde anunciou neste sábado que o primeiro exame do paciente com suspeita de Ebola teve resultado negativo, mas um segundo exame será realizado em 48 horas para descartar definitivamente a hipótese para o vírus; homem, de 47 anos, procedente da Guiné (África), foi considerado suspeito depois de ter recorrido na quinta-feira a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cascavel, no Paraná, após apresentar febre <br clear="all"> :

SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério da Saúde anunciou neste sábado que o primeiro exame do paciente com suspeita de Ebola teve resultado negativo, mas um segundo exame será realizado em 48 horas para descartar definitivamente a hipótese para o vírus.

O homem, de 47 anos, procedente da Guiné (África), foi considerado suspeito depois de ter recorrido na quinta-feira a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cascavel, no Paraná, após apresentar febre.

"O estado de saúde dele é bom, não apresenta febre e está mantido em isolamento total no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro", disse o ministério em nota.

Transferido sob um esquema especial ao Rio, para evitar contaminação, o paciente foi submetido a exame na sexta-feira para verificar a infecção pelo vírus Ebola. Uma segundo amostra de sangue será colhida neste domingo e enviada para análise laboratorial no Instituto Evandro Chagas, no Pará.

"Se o caso também for descartado como Ebola no segundo exame, o paciente sairá do isolamento e o sistema de vigilância dos contactantes será desmontado", anunciou o ministério em nota. As autoridades de saúde estão acompanhando 64 possíveis contactantes.

O surto do vírus letal está concentrado na Guiné, Libéria e Serra Leoa, países da África Ocidental.

(Por Asher Levine)

Saúde e Bem Estar Roberta Namour Sat, 11 Oct 2014 09:53:00 +0000 http://www.brasil247.com/156646
Maggi gravará programa para impulsionar Dilma http://www.brasil247.com/pt/247/matogrosso247/156653 : Senador Blairo Maggi (PR) participará do programa eleitoral de Dilma Rousseff para alavancar imagem da presidente no setor do agronegócio do Mato Grosso; expectativa é de que o vice-presidente Michel Temer cumpra agenda no Estado, enquanto a candidata à reeleição deverá focar a campanha nos grandes centros, principalmente em São Paulo <br clear="all"> :

ALLINE MARQUES, DO DIÁRIO DE CUIABÁ - O senador Blairo Maggi (PR) participará do programa eleitoral de Dilma Rousseff e ainda é estudada a possibilidade de alguns materiais de campanha serem regionalizados com a massificação da imagem do parlamentar, que goza de prestígio com o setor do agronegócio.

A presença dele foi garantida pelo coordenador-geral da campanha da petista em Mato Grosso, deputado federal Wellington Fagundes (PR), eleito senador.

No primeiro turno, Maggi apareceu apenas no programa de Wellington e apesar de ter sido informado de que ele estaria mais atuante na campanha nacional, inclusive dando estrutura para contratação de cabos eleitorais e comitê, não houve empenho do senador em aparecer.

O parlamentar ainda não se manifestou sobre como será sua participação neste segundo turno, no entanto a presença dele é esperada em um ato que será organizado por Fagundes na próxima semana em prol da petista.

Esta exigência pela participação de Maggi deve-se ao fato principalmente de Dilma ter sido derrotada nas cidades do agronegócio em Mato Grosso.

Bom lembrar que, apesar de ser filiado ao PP, o ministro da Agricultura, Neri Geller, é indicação do senador. O republicano possui forte influência sob o governo federal.

Além de Geller, ele também já havia conseguido emplacar Luiz Antonio Pagot no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).

A vinda de Dilma a Mato Grosso já está praticamente descartada: ela deverá focar a campanha nos grandes centros, principalmente em São Paulo, onde o PT foi derrotado com grande diferença.

A expectativa é de que o vice-presidente Michel Temer cumpra agenda no Estado, mas ainda não há definição.

Mato Grosso 247 Roberta Namour Sat, 11 Oct 2014 11:49:29 +0000 http://www.brasil247.com/156653
Brasil bate Argentina por 2 x 0 no Superclássico http://www.brasil247.com/pt/247/esporte/156651 : Com dois gols de Diego Tardelli, o Brasil venceu a Argentina no estádio Ninho do Pássaro, em Pequim, no jogo que marcou o centésimo ano de um dos maiores clássicos do futebol mundial; a Seleção levantou a taça do tricampeonato no Superclássico das Américas - venceu as edições de 2011 e 2012 <br clear="all"> :

Edgard Matsuki - Portal EBC

Jogando na China, a Seleção brasileira conseguiu recuperar um pouco do prestígio perdido na Copa do Mundo ao vencer a Argentina por 2 a 0. Os gols da partida foram marcados por Diego Tardelli. O resultado garantiu o tricampeonato do Superclássico das Américas para o time treinado por Dunga.

No início da partida, o Brasil ficou postado na defesa e deixou a iniciativa para os argentinos. Nos vinte primeiros minutos de jogo, a Argentina chegou seis vezes ao ataque enquanto o Brasil não havia chegado nenhuma. Na posse de bola, os hermanos também dominavam: tinham 63%.

Se os números eram impressionantes para o lado da Argentina, a falta de pontaria dos nossos rivais tratava de equilibrar as ações do jogo. Agüero abusou do direito de perder chances bizarras de gol.

Depois dos vinte minutos, o Brasil começou a se soltar na partida. O resultado foi o gol aos 29. Na jogada, Oscar fez um cruzamento despretensioso na área. Fernández errou ao afastar e a bola sobrou para Diego Tardelli. O atacante acertou um chute de primeira para abrir o placar.

Depois do gol, o Brasil teve algumas chances para ampliar o placar por meio de contra-ataques puxados por Neymar. Só que o grande problema é que o craque brasileiro, caçado em campo, errou as oportunidades que teve.

Mas Neymar não foi o único craque a falhar. Aos 39 minutos, Danilo tirou a bola de Di María e o juiz, erroneamente, marcou pênalti. Na cobrança, Jefferson fez uma ótima defesa no chute de Messi. E o placar virou favorável ao Brasil.

Segundo tempo

Na segunda etapa, a partida voltou melhor para o Brasil. A seleção resolveu tomar a iniciativa do jogo e começou a levar perigo para o time argentino. Neymar começou a buscar boas jogadas pela esquerda do ataque.

Aos 18 minutos, a seleção brasileira conseguiu ampliar o placar. Depois de cruzamento na área, David Luiz desviou de cabeça e a bola sobrou livre para Diego Tardelli marcar o segundo gol dele do jogo.

Depois que marcou o segundo gol, o Brasil voltou a recuar e explorar os contra-ataques. Coube a Argentina testar a defesa brasileira. Mas ninguém marcou mais gols. Antes do final, os chineses puderam ver a presença de Kaká (ovacionado no oriente) em campo. E o jogo terminou Brasil 2 x 0 Argentina. O Brasil é tricampeão do Superclássico das Américas.

Brasil 2 x 0 Argentina

Estádio: Nacional de Pequim (Ninho do Pássaro), em Pequim (China)

Árbitro: Fan Qi (China)

Assistentes: Huo Weiming e Um Yuxin (ambos da China)

Gols: Diego Tardelli (aos 29 minutos do primeiro tempo e aos 18 minutos do segundo tempo.

Cartões Amarelos: David Luiz (Brasil); Mascherano (Argentina).

Brasil: Jefferson; Danilo, Miranda, David Luiz (Gil) e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Elias e Oscar; Willian, Diego Tardelli (Kaká) e Neymar (Robinho). Técnico: Dunga

Argentina: Romero; Zabaleta, Fernández, Demichelis e Rojo; Pereyra (Pérez), Mascherano, Lamela (Pastore) e Dí Maria; Messi e Aguero (Híguain). Técnico: Tata Martino

Esporte Roberta Namour Sat, 11 Oct 2014 11:21:17 +0000 http://www.brasil247.com/156651
Chega a 105 número de ataques em Santa Catarina http://www.brasil247.com/pt/247/sc247/156656 Marcelo Camargo: Caminhão de mudanças foi incendiado na madrugada de hoje e, à noite, foram registrados dois ataques nas cidades de Blumenau e Camboriú; até agora, as forças de segurança do estado, que contam com o apoio de tropas da Força Nacional de Segurança, prenderam 54 suspeitos e apreenderam 18 adolescentes <br clear="all"> Marcelo Camargo:

Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil - Um caminhão de mudanças incendiado na madrugada de hoje (11) foi o 105º atentado registrado no estado de Santa Cataria desde o último da 26, quando teve início uma onda de ataques criminosos. De acordo com a Polícia Militar catarinense, o dono do veículo relatou que chegou à cidade de São Bento do Sul por volta das 3h, vindo com a mudança dele de São Paulo, quando houve o ataque. Perícia feita no local não identificou vestígios de coquetel molotov, artefato que comumente tem sido usado nos atentados.

Ontem (10) à noite, foram registrados dois ataques nas cidades de Blumenau e Camboriú. Por volta das 22h, homens em uma moto jogaram uma bomba de fabricação caseira em um posto da Polícia Militar em Blumenau. Um morado que viu o atentado apagou o fogo com uma mangueira. Já em Camboriú, a casa de um policial foi alvo de ataques. O carro do policial que estava estacionado na garagem foi atingindo por três disparos e um outro tiro acertou o portão da residência.

A Polícia Militar registrou cinco ataques ontem: uma escola teve salas incendidas no município de Penha; dois caminhões particulares e vestiários da sede social da Polícia Militar em Laguna foram queimados e um carro de um policial foi atingido por tiros em Tubarão.

Ontem, em Imbituba, a Polícia Militar prendeu Odiel de Vasconcelos por suspeita de participação em ataques. Ele não retornou da saída temporária da Colônia Penal Agrícola de Palhoça, onde cumpre pena. De acordo com a PM, o suspeito é integrante de uma organização criminosa que atua nos presídios catarinenses e estaria por trás das ordens para os ataques.

Até agora, as forças de segurança do estado, que contam com o apoio de tropas da Força Nacional de Segurança, prenderam 54 suspeitos e apreenderam 18 adolescentes.

Santa Catarina 247 Roberta Namour Sat, 11 Oct 2014 12:35:28 +0000 http://www.brasil247.com/156656
"Armínio diz o que não foi capaz de cumprir" http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156633 : Em entrevista exclusiva a Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, ministro-Chefe da Casa Civil e novo porta-voz da área econômica da campanha da presidente Dilma Rousseff, Aloizio Mercadante rebate promessas de Armínio Fraga, ministro da Fazenda de eventual governo de Aécio Neves: 'Ele disse que “Não é mais do que obrigação de um governo deixar as coisas melhores do que encontrou”. O que não foi capaz de cumprir. Quando assumiu a presidência do BC, em março de 1999, a inflação estava em 2,2%; quando saiu, em dezembro de 2002, era de 12,5%. Hoje, a inflação está em 6,75%, um pouco acima do teto'; quanto às denúncias sobre a Petrobras, pede cautela: "Nessas horas é fácil ventilar fatos que não foram conferidos por ninguém" <br clear="all"> :

Por Paulo Moreira Leite

Na quarta-feira passada, Aloizio Mercadante tirou férias do cargo de Ministro-Chefe da Casa Civil para mergulhar de corpo e alma no segundo turno da campanha presidencial. Um dos mais requisitados interlocutores da presidente-candidata Dilma Rousseff, na prática Mercadante ganhou um pouco mais de trabalho. Além de manter-se ao lado de Dilma sempre que for chamado -- o que ocorre com uma frequência difícil de imaginar -- e assumir a agenda sempre esbaforida das campanhas eleitorais, terá de reservar as poucas horas de folga para atuar como porta-voz da campanha -- cargo que não existe formalmente, mas que ele passou a exercitar nos últimos dias.

Nesta entrevista exclusiva ao 247, Mercadante passou a limpo as principais diferenças entre PT e PSDB. Fez questão de responder a Armínio Fraga, principal assessor econômico de Aécio Neves, em várias oportunidades. Lembrando que Armínio chegou dizer que não gosta de fazer comparações entre os governos Lula e FHC, Aloizio diz que "comparar é a forma mais pedagógica e democrática para que o cidadão possa formar convicções sobre o trabalho de cada um, aquilo que se fez e o que se pretende fazer."

Entrando nas denúncias sobre a Petrobrás lembrou que toda acusação deve ser investigada mas que é preciso manter cautela diante de denúncias que aparecem nos últimos dias de uma eleição, sem que todas as partes possam ser ouvidas e nem todos os fatos tenham sido apurados. "Nessas horas é fácil ventilar fatos que não foram conferidos por ninguém."

O ministro também falou sobre o primeiro turno em São Paulo, onde Dilma e o PT recolheram um resultado decepcionante. Apontou para o bloqueio de uma parte da imprensa do Estado às realizações do PT. Também disse que "a maioria dos eleitores não tomou conhecimento do esforço de Lula e Dilma a favor de São Paulo. Só no PAC 2 foram 251 bilhões em investimentos em mobilidade urbana. Mais de 454 000 estudantes são bolsistas do Pro Uni e outros 440 000 usam o crédito no FIES. Esperamos que essa situação possa se modificar durante o segundo turno."


O que está em jogo no segundo turno?

Nos últimos 20 anos, os eleitores tiveram a oportunidade de escolher entre dois projetos, simbolizados pelas candidaturas lideradas pelo PT e o PSDB. Nas duas primeiras vezes, a maioria dos eleitores decidiu optar pela candidatura do PSDB, no embalo dos efeitos positivos do Plano Real e num momento de forte ofensiva do projeto neoliberal. Com base no chamado Consenso de Washington, assistimos à promessa de estabilidade econômica, com estado mínimo e modernização de nossa economia. Diziam que entraríamos numa rota de crescimento que permitiria ao Brasil enfrentar nossos graves problemas sociais, como o desemprego e a desigualdade. Em oito anos de governo FHC, essa promessa não se cumpriu. Embora tenham conseguido estabilizar a moeda, ficamos longe de uma verdadeira estabilidade econômica. Ao final desse período, o que restou foi uma economia frágil, vulnerável nas suas contas externas, muito endividada e que quebrou três vezes e teve que ser socorrida pelo FMI. A ortodoxia econômica do período foi marcada pelos juros altos, elevadas taxas de desemprego, redução dos salários, uma dívida pública que tinha dobrado de tamanho, e a liquidação de boa parte do patrimônio público. É exatamente esse projeto que Aécio pretende resgatar.

QUAL O PROJETO DE AÉCIO?

Ele recupera as propostas e a equipe econômica de FHC e quer que o povo acredite que com a mesma receita, os mesmos ingredientes e os mesmos cozinheiros teremos agora outro prato. Isso é impossível, porque a retomada de um neoliberalismo tardio associado a um ajuste econômico ortodoxo significará novamente recessão e retrocesso social.

O QUE SE PODE DIZER SOBRE O PROJETO DO PT? NESTE PERÍODO?

Durante os anos em que fomos oposição ao governo do PSDB, denunciamos um projeto que, na prática, mostrou-se incompatível com o combate efetivo à desigualdade, à pobreza e à exclusão. Sempre apontamos outro caminho, que os brasileiros acabaram escolhendo nas últimas três eleições, primeiro com Lula, depois com Dilma. Elegemos o social como eixo estratégico do desenvolvimento econômico, ancorado na construção de um amplo mercado interno de consumo de massa, políticas de transferência de renda, ampliação massiva do emprego, aumento real dos salários, em especial do mínimo. Isso permitiu um histórico processo de redução da pobreza, distribuição de renda e ampliação de direitos, no qual o Estado se tornou parceiro de trabalhadores e empresários. Os resultados estão aí, para o escrutínio do eleitor. Nesses 12 anos, conseguimos alinhar crescimento econômico e inclusão social, o que tornou o Brasil uma referência mundial no combate à desigualdade, à miséria e à fome. Nossos governos permitiram um salto histórico. Nossa economia, que em 2002 era a 13ª do mundo, já é a 7a. Nunca mais tivemos que nos submeter aos pacotes de ajustamento do FMI.

O QUE VOCÊS ESPERAM AGORA?

Felizmente, a escolha entre esses dois projetos cabe ao eleitor. Queremos confrontar os resultados dos governos Lula e Dilma com os do governo FHC. Foi durante nosso governo que o Brasil enfrentou a maior crise do capitalismo desde 1929. Mesmo assim, nossos resultados estão aí, sem que fosse preciso submeter os trabalhadores a mais sacrifício. Armínio Fraga, já nomeado ministro da Fazenda, se Aécio for eleito, disse recentemente ao jornal Valor Econômico que “acho errado, não gosto de fazer isso”, a respeito das comparações entre governos. Mas comparar é a forma mais pedagógica e democrática para que o cidadão possa formar convicções sobre a atuação de cada um, aquilo que fez e o que pretende fazer.

QUAL COMPARAÇÃO É CABÍVEL?

Os tucanos contribuíram para a estabilização monetária, o que foi muito importante para o desenvolvimento do país, mas não foram capazes de estabilizar plenamente a economia. Ao contrário do que se gosta de dizer, os índices de inflação do governo Fernando Henrique foram mais altos do que no governo Lula e no governo Dilma. 

O PSDB diz que todo governo é obrigado a entregar um país melhor do que recebeu.

Armínio Fraga disse que “Não é mais do que obrigação de um governo deixar as coisas melhores do que encontrou”. O que ele não foi capaz de cumprir. Quando assumiu a presidência do BC, em março de 1999, a inflação estava em 2,2%; quando saiu, em dezembro de 2002, era de 12,5%. Hoje, a inflação está em 6,75%, um pouco acima do teto, e todos os anos do governo Dilma ela foi mantida dentro dos limites da meta. Tivemos dois choques de preços: um de alimentos, e outro de preços de energia, ambos fruto de adversidades climáticas. O efeito desses choques é passageiro e, até o final do ano, a inflação tende a ficar novamente dentro da meta. 

E O CRESCIMENTO?

A comparação entre as taxas de crescimento do PIB não é boa para o PSDB. Em 1998 o Brasil cresceu zero%. Em 1999, 0,3%. Depois da posse de Lula, o Brasil nunca somou um desempenho tão baixo, por dois anos seguidos, o que gera sacrifícios maiores para população. Essa diferença revela forma como cada um dos governos enfrentou as crises internacionais. Os tucanos enfrentaram crises que tiveram origem na periferia do capitalismo, enquanto a de 2008 ocorreu nos países centrais. Durante as crises enfrentadas pelo governo FHC, a conta sempre foi paga pelo povo. As medidas ortodoxas de elevação dos juros, que chegaram a 45% ao ano, de desvalorização cambial acelerada, que atingiu 3,96R$/US$, e o endividamento público, em mais de 60% do PIB, resultaram em crescimento muito baixo, desemprego em 11,7%, no final de 2002, aumento da informalidade, que atingiu 53% da mão de obra, redução nos salários, aumento da pobreza e piora na distribuição de renda. 

O Armínio Fraga chegou a dizer, no debate com Guido Mantega, que a crise mundial já acabou...

Os efeitos da crise de 2008, infelizmente, são sentidos até hoje. As economias desenvolvidas, que respondem por grande parte do comercio mundial, ainda estão em situação crítica. A produção industrial alemã, por exemplo, registrou queda de 4% no mês de agosto. Mesmo a China cujo PIB crescia em média 10% ao ano, deverá crescer 7,4% este ano

Por que a Europa enfrenta uma crise tão prolongada"

O retorno das políticas de austeridade e de arrocho fiscal gerou resultados terríveis nos países mais frágeis da União Europeia, os mesmos resultados que assistimos na América Latina por décadas.

COMO FOI A HERANÇA QUE O LULA RECEBEU?

Quando nós começamos a governar, as reservas internacionais eram de US$ 37,8 bilhões, US$ 20 bilhões emprestados pelo FMI, produto de um déficit comercial acumulado em oito anos de FHC, da ordem de US$8,5 bilhões. Foi um grande desafio para o presidente Lula superar essa vulnerabilidade externa. Sob o governo FHC, o investimento estrangeiro no Brasil foi de apenas US$ 163 bilhões. Lula e Dilma voltaram a atrair o investidor externo. Em 44 meses de governo Dilma, o investimento direto estrangeiro direto ultrapassou US$ 237,9 bilhões. Hoje, acumulamos mais de US$ 375 bilhões de reservas internacionais e o saldo comercial, desde 2003, soma US$ 311 bilhões. Nós fizemos tudo isso preservando a estabilidade, o crescimento, o emprego e a renda da população.

EM SÍNTESE...

A resposta ortodoxa do PSDB produziu um crescimento do PIB, de 1995 a 2002, de apenas 20%. Desde então, já crescemos 46%. Enquanto no governo FHC o PIB per capita cresceu 2,2%, com Lula e Dilma avançou 29,6%. A economia brasileira deu um salto, desde 2002. A produção anual de veículos passou de 1,6 milhão de unidades para 3,7 milhões, em 2013. O número de passageiros de avião, que era de 36 milhões, em 2002, superava os 111 milhões, por ano, em 2013. A safra agrícola, que era de 123 milhões de toneladas de grãos em 2002/2003, deverá superar os 195 milhões de toneladas este ano.

A OPÇÃO ESTRUTURANTE PELO SOCIAL DEU CERTO?

Não foi por acaso que, segundo a ONU, o Brasil saiu do mapa da Fome. A taxa de desemprego era de 11,7%, em 2002. Caiu para os atuais 5,0%, a menor taxa da série histórica. O aumento real do salário mínimo, de 71,5%, durante os governos Lula e Dilma, e os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família que beneficia mais de 14 milhões de famílias, também possibilitaram reduzir a pobreza, de 24,7%, em 2002, para 8,8%, em 2013, e a extrema pobreza, de 8,0% para 4,0%, no mesmo período. Com isso, conseguimos reduzir a desigualdade de renda medida pelo coeficiente de Gini, de 0,561, em 2002, para 0,495, em 2013.

OS PROGRAMAS SOCIAIS ESTÃO NO CENTRO DO DEBATE...

No campo social, o PSDB nunca implantou projetos estruturantes. Suas propostas foram sempre tímidas e de baixíssimo alcance. O PSDB sempre optou pela receita de esperar o bolo crescer para depois dividir -- se fosse possível, como querem as receitas ortodoxas. O governo FHC teve a oportunidade de fazer um programa aos moldes do Bolsa Família, mas não quis fazer. Por duas vezes, o Programa de Renda Mínima do Senador Eduardo Suplicy foi aprovado pelo Congresso e depois vetado no Palácio. A primeira, em 1996, quando se alegou conflito com as políticas em vigor. A segunda, quando FHC vetou uma emenda ao Programa Nacional de Educação (PNE) que previa ‘Ampliar o Programa de Garantia de Renda Mínima associado a ações socioeducativas." Nosso modelo de desenvolvimento coloca as questões sociais no centro das decisões de política econômica. Os pobres conquistaram um espaço que nunca estiveram no orçamento público.

COMO SE TRADUZ ISSO?

Os resultados se refletem nos números do setor. Por causa dessa estratégia o Bolsa Família atinge cerca de 56 milhões de pessoas, e já retirou 36 milhões de brasileiros da pobreza, 22 milhões de nos últimos dois anos. Nós geramos mais de 20 milhões de empregos. Adotamos uma política de preservação dos postos de trabalho e dos salários, mesmo diante da crise internacional que acabou com os empregos no mundo. A UNICEF mostra que reduzimos brutalmente a mortalidade infantil e aponta o Brasil como o país que mais reduziu esse indicador em todo mundo. Há, hoje, 3,2 milhões de crianças em ensino de tempo integral e com o PRONATEC que já atingiu 8,1 milhões de matrículas no ensino técnico e profissionalizante.

O QUE É POSSÍVEL COMPREENDER DEPOIS DE 2003?

Provamos, na prática, que é possível estabilizar, crescer, distribuir renda e promover a igualdade social. Os programas de inclusão social no governo FHC não passaram de um emaranhado de ações desconectadas que mais pareciam projetos-piloto, isolados e fragmentados. Alguns deles foram criados no apagar das luzes do governo FHC, como o bolsa escola, lançado em 2001, e o auxílio gás, lançado em 2002. O Cadastro Único foi criado apenas em 2002, sem o monitoramento das contrapartidas dos beneficiários. Juntamente com o bolsa alimentação e o cartão alimentação, esses programas atingiam, no máximo, 5,1 milhões de famílias. Em Minas Gerais, o governo Aécio reproduziu o mesmo padrão de política social de FHC. Dizem que somos um governo marcado pelo improviso, mas eles jamais conseguiram estruturar uma política social de longo prazo, com grandes escala e abrangência. Agora, nada mais podem fazer do que prometer manter e aprimorar nossas políticas sociais, esperando que ninguém se lembre do que fizeram.

UM EXEMPLO...

Vamos falar da valorização do salário mínimo. Lembro-me, em 2000, quando Aécio era líder do PSDB na Câmara, do debate sobre o assunto. O candidato do PSDB era muito enfático em defender proposta do FHC de dar aumento irrisório ao salário e afirmou que “É muito cômodo para qualquer parlamentar, deputado ou senador, propor um salário mínimo irreal (...)” e que a nossa proposta - um aumento um pouco maior, mas dentro das possibilidades orçamentárias da época - “significaria o retorno do mais perverso dos impostos, que é o imposto inflacionário”. Anos depois, Aécio Neves, seu vice Aloysio Nunes e todo PSDB votaram contra o PL nº 382, de 2011, que tornou automático o processo de reajuste do salário mínimo por meio de Decreto Presidencial, com base nas regras estabelecidas na Lei 11.164/2005. O PL foi aprovado e o PSDB, o DEM e o PPS, que novamente estão juntos, propuseram uma ADIN ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Lei nº 12.382/2011 do salário mínimo. O STF decidiu por 8 x 2, pela constitucionalidade da Lei.

PARECE QUE QUESTIONAR SALÁRIO MÍNIMO É UMA IDEIA FIXA DE SEUS ADVERSÁRIOS...

Armínio Fraga tem feito várias declarações contra a valorização do salário mínimo, seja criticando o que chama de crescimento exagerado, seja para sugerir um teto de crescimento. Armínio afirma que “o salário mínimo cresceu muito ao longo dos anos”. Disse ainda ao Estadão, ao tratar desse assunto, que “o custo de tomar medidas impopulares é muito menor do que o de não tomar. As pessoas têm que cair na real”. Parece julgar que os brasileiros estão vivendo de sonho.

E na educação?

O PSDB, em 2004, na Câmara, votou contra o Programa Universidade para Todos - PROUNI. Em seguida, o DEM, seu aliado, propôs outra ADIN. Mais uma vez, o STF, por 7 votos a 1, decidiu pela constitucionalidade da Lei. Essa ADIN foi julgada junto com a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 186, ajuizada em 2009 pelo DEM, contra o sistema de cotas raciais da UnB, que previa reserva de 20% das vagas para ingresso de estudantes negros e pardos. Eles jamais fizeram qualquer ação afirmativa para reconhecer e resgatar direitos históricos da comunidade afro descendente. Em 2012, o PSDB votou contra a política de cotas raciais. O projeto de cotas ficou represado na CCJ do Senado por três anos, pelo ex-Senador Demóstenes Torres (DEM/GO). O vice de Aécio, Senador Aloysio Nunes, não somente votou contra as cotas como afirmou que “não há razão para se impor, no meu entender, um critério racial para definir quem é excluído e quem não é excluído”.

TEM MAIS?

Tem. Em 2013, o PSDB, liderado pelo vice de Aécio, votou contra o Programa Mais Médicos. Aloysio Nunes afirmou que “esse projeto, infelizmente, não merece acolhida. Não vou concordar com isso” Claro que hoje, eles querem se apropriar de nossas políticas sociais, mas não entenderam ainda que o nosso modelo de desenvolvimento é absolutamente diferente do deles. Essa falta de entendimento e a visível falta de prioridade e sensibilidade com as questões sociais, ficam evidentes quando se lê o Capítulo Econômico do Programa de Governo, em que o candidato, ao longo de 63 páginas, não menciona os termos ‘inclusão social’ e ‘distribuição de renda’, nem sequer uma única vez nesse capítulo. Em contrapartida, a palavra ‘superávit’ é mencionada sete vezes."Isso ilustra bem para quem querem governar o país. Emprego e salário não ocupa prioridade nem no plano da retórica. É por isso que os pobres nunca entraram, de fato, no Orçamento da União durante os oito anos do governo FHC. Além disso, nos demais capítulos do programa de governo do PSDB, sempre que os programas sociais são mencionados, prevalece uma abordagem genérica. Não há metas claramente definidas, especialmente no caso do Bolsa Família, do Mais Médicos, do Pronatec e do Minha Casa Minha Vida. Isso acontece porque o Aécio quer retomar as práticas do Governo FHC, quando as políticas sociais tinham caráter meramente acessório. Sua dificuldade é que a maioria da população já pode comprovar, por experiência própria, que é possível governar de outro jeito. Então, é central compreender, nestas eleições, que a opção política de Aécio e seus aliados constitui uma ameaça à continuidade das políticas de distribuição de renda e inclusão social.

UM TEMA PERMANENTE DO DEBATE ENVOLVE O PAPEL DOS BANCOS PUBLICOS.

É um ponto essencial. Através do crédito direcionado e subsidiado, os bancos públicos tiveram papel fundamental em garantir recursos para os investimentos na indústria e agricultura, mas também para o acesso da população à aquisição de imóveis, automóveis, eletrodomésticos. Em plena crise, o crédito doméstico subiu de 45,4% do PIB, em dezembro de 2010, para 56,8% do PIB, de acordo com o último dado de agosto. Um aumento de R$ 1,2 trilhão do crédito, que contribuiu para mitigar os efeitos da crise garantindo a produção, o emprego e renda da população. Sem nossos bancos públicos, o Brasil não teria saído da crise como saiu nem teria sido capaz de manter o emprego e salário nos níveis de hoje.

Por que os tucanos se mostram preocupados quando falam de bancos públicos?

No capítulo sobre “Desenvolvimento Econômico”, o candidato Aécio afirma que um “tema preocupante diz respeito ao excessivo crescimento dos empréstimos concedidos por bancos públicos”. Na realidade, não haveria motivo para essa preocupação, se houvesse interesse em atender quem tem necessidade de crédito. O volume de crédito oferecido pelo bancos públicos não cresceu por um ato de vontade do governo, mas porque os bancos privados recuaram, retrocederam, e deixaram seus clientes, reais e potenciais, sem alternativa. A posição dos tucanos é clara: eles defendem o desmonte e a privatização dos bancos públicos. Num áudio recente, Armínio Fraga, o virtual ministro da fazenda de Aécio, afirma que os bancos públicos não são favoráveis ao desenvolvimento, que costumam gerar prejuízos e alocam mal o capital. Essa visão está fora da realidade. Os balanços dos bancos públicos mostram que tiveram lucros recordes e muito baixa inadimplência, por mais que o PSDB não consiga enxergar isso. O próprio Armínio deixou claro que, se estiver no comando da economia, chegaremos a um ponto em que os bancos públicos não terão muitas funções e arremata: “não sei o que vai sobrar no final da linha, talvez não muito”.

QUAL A RAZÃO DESSA POSTURA?

Os tucanos já tentaram privatizar a Caixa e o Banco do Brasil quando se encontravam no governo. Em 2000, e isso foi noticiado pelo Valor, Armínio Fraga e Pedro Parente foram à Nova Iorque para uma reunião no banco Merryll Linch. Eles levaram para essa reunião um estudo que previa a privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Ironicamente, o banco parceiro do Armínio, a Merryll Lynch, acabou na lista de bancos de investimentos quebrados na crise de 2008. No “Memorando de Política Econômica”, de março de 1999 apresentado ao FMI pelo governo FHC, afirma-se que já fora solicitado exames dos bancos públicos federais (BB, Caixa, BNDES, BNB e BASA) para possível venda de componentes estratégicos ou mesmo a sua transformação em agência de desenvolvimento ou bancos de segunda linha. A experiência mostra que, felizmente, o governo FHC não conseguiu fazer o que pretendia.

COMO ASSIM?

Muitas pessoas acreditam que os bancos públicos têm lucratividade baixa, o que também não é verdade. O BNDES teve lucro de R$ 8,15 bilhões, em 2013, ante um lucro de R$ 550 milhões, em 2002. Estamos falando de um aumento de R$ 7,6 bilhões. O Banco do Brasil também aumentou o seu lucro no período, que passou de R$ 2 bilhões para R$ 15,8 bilhões. Assim como a Caixa, cujo lucro saltou de R$ 1,1 bilhão para R$ 6,7 bilhões. Esses números são ainda mais impressionantes quando se recorda que essas instituições cumprem uma função relevante para o país, seja do ponto de vista social, seja do ponto de vista econômico. O Banco do Brasil cumpre um importante papel financiando o investimento e o capital giro, tanto para a agricultura empresarial como para a familiar. O total do crédito agrícola no Brasil saltou de R$ 24,7 bilhões, na safra 2002/2003, para R$ 180,2 bilhões, na safra 2013/2014. Este incremento foi fundamental para financiar o salto na produção de grãos, que cresceu 58%. A Caixa Econômica Federal, por sua vez, é um dos pilares do nosso financiamento habitacional. As unidades financiadas pularam de 1,45 milhão, no período FHC, para 4,54 milhão no governo Dilma. Sem o crédito direcionado e, subsidiado e operado, em grande parte, por meio da Caixa, esse incremento de 213% não teria sido possível.

DE ONDE VEM ESSA VISÃO SOBRE BANCOS PUBLICOS?

A origem deste equívoco é uma visão ideológica, capitaneada por Armínio Fraga. Economias extremamente competitivas, como as da China, Alemanha e Coréia do Sul, têm importantes bancos públicos de desenvolvimento, fundamentais no apoio à indústria, agricultura e infraestrutura. No Brasil, nosso banco de desenvolvimento, o BNDES, é o terceiro maior do mundo, com ativos no valor de US$ 368 bilhões, atrás apenas dos bancos de desenvolvimento da China e da Alemanha. O BNDES desembolsou, em 2013, cerca de R$ 190 bilhões em mais de 1,1 milhão de operações e responde por 5,9 milhões de empregos criados ou mantidos no período. Das mil maiores empresas do Brasil, segundo a publicação Maiores Empresas do jornal Valor Econômico, 783 contam com financiamento do BNDES. Essas mil empresas representam 84% do investimento na indústria brasileira. Já na infraestrutura, 1/3 do financiamento (R$ 62 bilhões) do banco é destinado ao setor. Desde 2007, o BNDES financiou 97% da capacidade instalada de geração de energia no Brasil, 55% da capacidade instalada de geração de eólicas, e 61% da capacidade instalada por Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). São investimentos como esses que têm afastado o risco de apagão. como tivemos no governo FHC. Com o custo do crédito mais caro, alguns desses projetos não sairiam do papel, ou seria encarecido o custo da energia ao consumidor, para que se pudesse arcar com custos financeiros mais elevados.

E A POLÍTICA INDUSTRIAL?

Mais uma vez, estamos falando de projetos completamente distintos. Nos anos FHC, era proibido se falar em política industrial. A ideologia neoliberal não permitia. O receituário tucano para a indústria era baseado na abertura comercial radical como indutor do aumento da competitividade, políticas horizontais, sem ênfase aos setores estruturantes da indústria, e políticas macroeconômicas muito pouco amigáveis para a indústria. Quem não conseguisse suportar a concorrência deveria fechar as portas e mudar de ramo. O resultado nós conhecemos: a fragilização da nossa estrutura industrial, com a desnacionalização das nossas cadeias produtivas. Aécio retoma este receituário em seu programa de governo, ao criticar o apoio aos setores estruturantes, ao defender políticas horizontais e ao defender abertura comercial sem contrapartidas nas mesas diplomáticas e negociação. O resultado desta receita a gente já conhece desde os anos 1990: desemprego em alta, perda de setores estratégicos da nossa indústria, e salários que não crescem.

DILMA É CONTRA A ABERTURA COMERCIAL?

Nós acreditamos que a abertura comercial é fundamental para dar dinamismo às nossas empresas. Mas, neste cenário internacional, é indispensável fortalecer nossa indústria para essa competição, induzindo ganhos de competitividade. Por isso, são cruciais o crédito subsidiado para o investimento e o fomento à inovação, por meio do BNDES, da FINEP e da EMBRAPII, além do investimento na qualificação profissional do trabalhador com o PRONATEC, e a expansão do ensino superior. Eu destaco ainda o Inova Empresa, criticado por Aécio em seu programa. Os tucanos, como sempre, só enxergam o custo fiscal da política, sem perceber percebem o retorno que o Inova Empresa oferece. É o maior programa para a inovação da história do país. Faz a junção de uma série de instrumentos diferentes de apoio à inovação e fomenta setores estratégicos para a economia brasileira, como defesa e aeronáutico, energia, petróleo e gás, agroindústria, TIC,s entre outros. Até março de 2014, já tinha sido contratados R$ 16 bilhões e existem mais R$ 23,4 bilhões em fase de contratação.

QUAIS MEDIDAS FORAM TOMADAS PARA BENEFICIAR A INDUSTRIA?

Além do crédito para investimento e do incentivo à inovação, conduzimos uma importante política de desonerações, que tiveram papel fundamental para reduzir os custos das empresas e fomentar sua competitividade diante de um cenário internacional bastante adverso. As desonerações sobre a folha de pagamentos permitiram preservar o emprego e renda. Outro importante pilar de nossa política industrial é a política de conteúdo local, que também é tratada muito timidamente pelo candidato Aécio. Por meio desta política, conseguimos resgatar a nossa indústria naval e incentivar toda a cadeia industrial de petróleo e gás.

A OPOSIÇÃO DIZ QUE OS INVESTIMENTOS PRIVADOS NA INFRAESTRUTURA NÃO DECOLARAM E QUE O PAÍS ESTÁ PERTO DE UM COLAPSO.

Eu discordo. Eles desconsideram que o governo Dilma lançou, em 2012, o maior plano de concessão de infraestrutura e logística, que abarca portos, aeroportos, rodovias e ferrovias. Só nas concessões já realizadas, já foram contratados investimentos da ordem de R$ 51 bilhões, em rodovias, portos e aeroportos. Além desse pacote de concessões, há vários outros projetos de infraestrutura em geração de energia, que aumentou a capacidade de geração, expansão de nossa malha de linhas de transmissão, rodovias e até ferrovias, como é o caso da Norte-Sul. Um exemplo que vale a pena mencionar é dos aeroportos concessionados, que contribuíram para a expansão aeroportuária de nossa história com nova capacidade para 69 milhões de novos passageiros. Ao mesmo tempo em que apostamos na expansão de nossa economia, estamos fortalecendo a oferta de infraestrutura e logística para garantir o aumento de demanda que decorre dessa expansão.

Quando os tucanos falam em colapso da infraestrutura, eles devem estar falando do que eles nos deixaram. Mesmo com crescimento econômico pífio, os tucanos entregaram um modelo de infraestrutura inadequado, que redundou no apagão de 2001, em tarifas abusivas nas rodovias e numa malha ferroviária subutilizada e abandonada.

No caso da energia, o setor elétrico foi privatizado de maneira atabalhoada, sem a definição de um marco regulatório claro e sem a existência de agência reguladora para o setor, o que gerou desestímulo aos investimentos no setor. O resultado foi um nível extremamente baixo de investimentos e a consequente crise energética de 2001-2002. O arcabouço regulatório do setor só foi concluído em 2004, no Governo Lula, com as Leis 10.847 e 10.848, o que trouxe de volta os investimentos e levou ao acréscimo de 48.866 MW ao parque gerador do país, cerca de 60% da capacidade instalada em 2002. Somente no governo Dilma, o aumento de capacidade de geração de energia elétrica foi o mesmo de todo o período FHC, e também fizemos mais do que o dobro de linhas de transmissão que eles fizeram em oito anos de governo.

Em relação às rodovias, desenvolvemos um novo marco regulatório maximizando os investimentos e reduzindo fortemente as tarifas. Tivemos 6 novas concessões, com cerca de 5 mil Km já concedidos e outros 5 mil Km previstos no próximo lote. Os pedágios cobrados em estradas concedidas em 1996/1997 são, no mínimo, três vezes mais altos do que os que serão cobrados nas rodovias concedidas em 2013/2014 pelo governo federal.

Por fim, as concessões ferroviárias são outro exemplo. Realizadas pelo governo tucano entre 1996 e 1998, tiveram um viés fiscalista e obtiveram um resultado desastroso, com boa parte da malha ficando sem investimentos, subutilizada ou mesmo abandonada, com fretes extremamente elevados, próximos aos fretes rodoviários, pois se criou monopólios nos principais corredores ferroviários. É exatamente isso que novo modelo de ferrovias aprovado nesse governo busca superar. Já foram construídos aproximadamente 2 mil Km de linhas ferroviárias e outros 2 mil Km estão em construção.

Apenas para dar um último exemplo de gestão tucana da infraestrutura, eu cito o caso da falta de água em São Paulo. Neste caso, o Ministério Público acaba de mover uma ação civil contra o governo estadual por captação irregular de água pela Sabesp. É evidente que tivemos uma falta de planejamento e de investimentos estratégicos no sistema de abastecimento de água da Grande São Paulo, atingido por um forte período de seca, com riscos crescentes de agravamento em um quadro já muito difícil.

AECIO PROPOE UMA MUDANÇA NA POLÍTICA EXTERNA...

Em seu Programa de Governo, no capítulo “Desenvolvimento Econômico”, Aécio afirma que “será necessário rever o modelo de integração do Mercosul, reduzindo o peso da união aduaneira” e “reavaliar prioridades estratégicas” em relação à China e à região asiática . O candidato propõe “lançar as bases para um acordo preferencial com os Estados Unidos”, “concluir as negociações, em curso, com a União Europeia”, criar “uma abrangente área de livre comércio, incluindo México” e “redefinir as políticas baseadas em exigências de conteúdo nacional”. Na verdade, Aécio Neves retoma uma concepção de inserção subordinada do Brasil nas relações internacionais. No passado, essa mesma política, afinada com o Consenso de Washington, levou ao enfraquecimento do Mercosul, ao aumento da vulnerabilidade externa e à redução de nosso protagonismo comercial e diplomático. Hoje, o que está sendo proposto, ainda que envergonhadamente, é a retomada da ALCA – tentativa fracassada de criação de uma área de livre comércio nas Américas. É fundamental que o Brasil tenha uma política industrial e comercial para que essa inserção não seja na condição de maquilador, ou de produtor de commodities. As propostas do candidato, portanto, retomam a mesma lógica de subordinação que, no passado, fez o Brasil acumular déficits comerciais de US$ 8,6 bilhões, em contraposição aos superávits comerciais registrados durante os governos Lula (US$ 312 bilhões) e Dilma (US$380 bilhões). As propostas de Aécio Neves conduzirão, na prática, ao enfraquecimento dos BRICS e do Mercosul. Na verdade, os BRICS nem sequer são mencionados em seus oito “Compromissos/Propostas” de política comercial. Ou seja, o candidato ignora os esforços dos principais países emergentes para a criação de novos mecanismos de promoção do desenvolvimento e da estabilidade financeira, como o Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS e o Arranjo Contingente de Reservas, que hoje trazem instrumentos mais avançados que o Banco Mundial e o FMI. Além disso, Aécio Neves relativiza a importância da integração regional e ignora os passos dados nos últimos anos para o fortalecimento do Mercosul e a criação da Unasul e da Celac. Esses avanços têm permitido ao Brasil, a maior economia do bloco, firmar-se como líder na região. De fato, nos últimos anos, o comércio mundial cresceu 180%, enquanto que nossas exportações para o Mercosul cresceram mais de 600%, com destaque para as exportações de bens industriais. Essas iniciativas têm contribuído, de forma decisiva, para a criação de novos espaços geopolíticos e nichos comerciais, e para a consolidação de nossa participação no comércio mundial, que passou de 0,94%, em 2002, para 1,36%, no governo Dilma. É bom lembrar que o Brasil, em conjunto com o Mercosul, já elaborou uma proposta de acordo com a União Europeia (UE). Entretanto, as negociações estão estancadas devido às dificuldades da UE em apresentar a sua proposta alternativa, que contemple a redução dos subsídios agrícolas. Hoje, o Brasil assume um protagonismo internacional sobre temas sociais e econômicos que é inédito em nossa história. É lamentável ver o debate sobre política externa ser permeado novamente por uma retórica conservadora, associada a uma visão subalterna do Brasil no cenário internacional.

NO PRIMEIRO TURNO, AÉCIO TENTOU APRESENTAR MINAS GERAIS COMO SUA VITRINE. APESAR DISSO, OS MINEIROS ELEGERAM FERNANDO PIMENTEL NO PRIMEIRO TURNO. COMO VOCÊ AVALIA ISSO?

Aécio Neves tem procurado apresentar a “eficiência” como principal característica de seu projeto político. Isso tem servido de artifício para mascarar o debate que realmente importa. Na verdade, nenhum gestor ou político em sã consciência é contra tornar o Estado mais eficiente, sabendo que isso lhe permitiria realizar mais e melhor com os mesmos recursos disponíveis. Não há nenhuma novidade nisso. O que é fundamental na condução política do país é mostrar com clareza qual é o melhor caminho estratégico a ser seguido no enfrentamento dos grandes desafios da nação. Foi o que nós fizemos quando elegemos o social como eixo estruturante do desenvolvimento econômico, definição que passou a orientar tanto nossas decisões de política econômica como nossa agenda política e social. Esse é o debate relevante nesta eleição: qual é o caminho que o Brasil deve trilhar nos próximos anos? O candidato Aécio afirma que vai resgatar o governo FHC, que era um governo “eficiente e decente” .Eles consideram eficientes os resultados econômicos e sociais de FHC? Eles consideram decente um governo que deixou mais de 1/3 de sua população vivendo na pobreza? A gestão pública tem que ser avaliada pelos seus resultados à luz dos compromissos firmados nas urnas. Os nossos estão aí para serem avaliados. Ora, se o modelo de gestão implantado por Aécio fosse efetivamente um avanço, era de se esperar que ele tivesse resultados superiores aos nacionais e ao de outros estados com características semelhantes a Minas Gerais. Não é isso que se vê. No período Aécio, o PIB per capita cresceu 3,8%, menos que a média nacional, que foi 4,03%. Esse resultado se manteve no período Aécio-Anastasia, quando o PIB per capita cresceu 3,29%, contra um crescimento de 3,8% do PIB nacional. Isso fez com que Minas passasse do 9º para o 12º lugar entre os estados brasileiros. Com o agravante de que isso ocorreu num dos períodos mais favoráveis da história da economia mineira, quando o estado se beneficiou do boom das commodities agrícolas e minerais. Esse resultado decorre de um modelo de desenvolvimento e gestão equivocados, que Aécio quer nacionalizar.

E NA ÁREA SOCIAL?

Durante a gestão de Aécio, o estado perdeu até uma posição no IDH, caindo de 8º para 9º lugar, entre os estados brasileiros. Durante a Gestão de Anastasia, Minas também passou do 3º para o 6º lugar no ranking de competividade econômica, elaborado pela The Economist. Quando analisamos áreas especificas de governo, como a segurança pública, os resultados também são catastróficos. Em 2009, no governo Aécio, Minas Gerais tinha o 3º pior índice de solução de inquéritos policiais, o que alimentava a impunidade. Apenas 2,9% dos inquéritos eram solucionados, de acordo com o Conselho Nacional do Ministério Público. Nos últimos 10 anos de gestão do PSDB, o crescimento dos homicídios foi de 52%, de acordo com o Mapa da Violência 2014, e 56% das vítimas eram jovens entre 15 e 29 anos. No mesmo período, houve queda de quase 40% nos homicídios em toda a região Sudeste. Entre 2010 e 2013, os crimes violentos – estupros, homicídios e latrocínios – cresceram 74%. O governo Aécio também copiou a fórmula de FHC para os programas sociais, com programas com escala de projetos piloto. O programa Poupança Jovem, que ele promete transformar em um programa nacional, atinge hoje apenas 9 dos 853 municípios mineiros, o que equivale a 1% do municípios, e beneficia apenas 8,9% dos estudantes do ensino médio da rede pública do estado, 65,4 mil estudantes. De acordo com matéria do site da Folha de São Paulo, de 26 de agosto de 2014, que cita dados fornecidos pelo próprio governo de Minas, esse programa beneficiou em sete anos apenas 139,5 mil jovens. É bom lembrar que a rede pública de Minas Gerais tem 735 mil alunos, de acordo com o Censo Educação Básica de 2013. 

O QUE SE PODE FALAR SOBRE A INFRAESTRUTURA?

Aécio também promete revolucionar a infraestrutura, através de concessões e PPPs. Como governador, repetiu a fórmula de FHC que culmina em tarifas caras, tanto para o poder público como para o usuário. A rodovia MG-050, concedida por meio de PPP pelo governo tucano em Minas Gerais, tem pedágio de aproximadamente R$ 7/100 km, mais de duas vezes o que será cobrado nas rodovias concedidas pelo Governo Federal no país inteiro. .E apesar do pedágio elevado e do regime de PPP o governo é obrigado a pagar uma contraprestação mensal à concessionária. Na área de obras públicas, o governo Aécio também não é um bom exemplo. Em 12 anos, os governos do PSDB não concluiu nenhum dos oito hospitais regionais que começaram a ser construídos no estado. E o programa Caminhos de Minas, que deveria pavimentar 7 mil KM de rodovias na região mais pobre de Minas, praticamente não saiu do papel.

E O CÉLEBRE CHOQUE DE GESTÃO?

O candidato tucano sempre destacou que a primeira fase de seu “choque de gestão” era um forte ajuste fiscal. Novamente, ele buscou inspiração em FHC, que retirava 20% dos recursos anuais da Saúde e da Educação, por meio da DRU cuja aprovação Aécio liderou no Plenário da Câmara dos Deputados. Os governos Aécio e Anastásia sempre pagaram salários muito baixos para os professores, entre os piores da rede pública, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, embora estivessem a frente de um dos Estados colocados entre os PIBs mais altos do país. Estima-se que, de 2003 a 2008, período em que Aécio era governador, a saúde mineira deixou de receber R$ 4,3 bilhões, e por isso o governo de Minas é réu numa ação do Ministério Público. De acordo com o Conselho Federal de Medicina, Minas Gerais está entre os estados com menor investimento em saúde por pessoa, o 20º lugar entre os estados brasileiros. Na área de educação, estimativas apontam que nos últimos 10 anos o governo de Minas pode ter deixado de investir R$ 8 bilhões de reais

O PT FALHOU NO COMBATE A CORRUPÇÃO?

A corrupção é um problema grande, que atinge invariavelmente países desenvolvidos e em desenvolvimento. A Comissão Europeia, por exemplo, estima que a corrupção custa 120 bilhões de euros por ano aos países do bloco europeu. Isso equivale a 1,04% do seu PIB. Também na China esse é um tema central na agenda do governo. O Brasil não é diferente do resto do mundo. Aqui os casos de corrupção historicamente envolveram agentes públicos dos Três Poderes e de todas as esferas de governo – federal, estadual e municipal. Durante o governo FHC, também presenciamos inúmeros escândalos, com a diferença que os casos politicamente relevantes foram abafados, por iniciativa do próprio governo, ou não foram devidamente apurados, nem pela Polícia Federal, nem pelo ministério público, nem pelo Congresso. Veja só alguns casos, para refrescar a memória: o escândalo do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), que envolveu negociatas em torno de um contrato de R 1,4 bilhão; o caso dos precatórios do DNER, que trouxe quase R$ 3 bilhões de prejuízo à União; os indícios claros de compra de votos para a reeleição de FHC; a entrega ao setor privado de diversas estatais, a chamada “privataria tucana”, que ocorreu “no limite da irresponsabilidade”, nas palavras de um diretor do Banco do Brasil, e que desempenhou papel destacado na arrecadação de recursos nas campanhas eleitorais do PSDB. Também podemos falar da "pasta rosa". Isto para não falar do chamado Mensalão-PSDB-MG que até hoje não foi nem julgado. Ou do chamado propinoduto do metrô paulista.

O PT FEZ ALGUMA COISA DIFERENTE? 

Nossos governos não varreram a sujeira para debaixo do tapete. A opção foi fortalecer e valorizar os órgãos de repressão e controle da máquina pública, internos e externos. Transformamos a CGU em ministério, criamos o Portal da Transparência, regulamentamos o Pregão Eletrônico, baixamos normas para coibir o nepotismo na administração pública, e conduzimos a aprovação das leis de acesso à informação e de combate à corrupção, além da aprovação da lei da ficha limpa. Também valorizamos a independência da Procuradoria Geral da República (PGR) e a autonomia da Polícia Federal (PF) e fortalecemos a Advocacia Geral da União (AGU). Na PGR, não fizemos como FHC, que optou por engavetador de denúncias escolhido a dedo e que, na Polícia Federal, chegou a nomear um delegado filiado ao PSDB. Sempre nomeamos o primeiro nome da lista tríplice, elaborada pelos procuradores. Quanto à PF, asseguramos a autonomia de suas ações, sem deixar de investir no seu aparelhamento, na reestruturação das carreiras, e na contratação de delegados, agentes e peritos. Seu orçamento cresceu 106%. Ela tinha 6100 servidores, hoje tem 8900 entre delegados, agentes e peritos. Durante o governo de Aécio Neves em Minas Gerais, nas indicações para Chefe do Ministério Público Estadual, em 2004, e para Procurador-Geral de Justiça, não se observou a posição dos votados em lista tríplice, sendo escolhido o último colocado e posteriormente, em 2008 o segundo colocado. Em São Paulo, o Governador Geraldo Alckmin, mantendo a tradição tucana, indicou, em 2012, o segundo colocado da lista tríplice para o cargo de Procurador-Geral de Justiça. Diante das denúncias de desvios de bilhões de dólares do metrô, foi necessário que o Ministério Público Suíço procedesse às investigações, que continuam não avançando na velocidade desejável.

E AS DENUNCIAS SOBRE A PETROBRAS?

Foi o governo que criou as condições para que tudo fosse investigado, o que no passado jamais aconteceu diante de denúncias semelhantes. Foi a presidenta Dilma que demitiu o senhor Paulo Roberto Costa e tão logo surgiram as primeiras denúncias ela também determinou que se fortalecessem as investigações. O Supremo Tribunal Federal e o Procurador Geral da República negaram ao governo federal e à CPI da Petrobras o acesso ao depoimento de Paulo Roberto Costa, sob o argumento de que isso poderia comprometer as apurações, a reunião de provas e o devido processo legal. Respeitamos essa decisão e aguardamos o pronunciamento da Justiça para que pudéssemos tomar as medidas cabíveis no âmbito do Poder Executivo.

COMO AVALIAR O ATUAL ESTÁGIO DAS INVESTIGAÇÕES?

As informações que constam da delação premiada precisam ser devidamente apurados e comprovados. As pessoas supostamente envolvidas nem sequer foram oficialmente notificadas e devem ter assegurado seu amplo direito de defesa com base em provas fundamentadas. Contudo, estamos tendo vazamento seletivos com clara intenção político-eleitoral. Causa estranheza que os resultados de uma investigação que vem vendo conduzida há meses, sob sigilo, venha a público dessa forma, às vésperas do segundo turno das eleições. É fundamental o respeito às instituições republicanas. Isso vale para todos os poderes da república, inclusive para o Judiciário, que não pode servir de instrumento político. O vazamento de parte dos depoimentos prestados pelos senhores Paulo Roberto e Alberto Youssef perante a Justiça carecem, no mínimo de apuração e comprovação.

JÁ FOI POSSÍVEL ENCONTRAR ALGUMA CONTRADIÇÃO?

O doleiro Youssef afirmou que Lula teria nomeado Paulo Roberto Costa, em 14 de maio de 2004, devido à obstrução pela base aliada das votações no Congresso por 90 dias. Ora, uma simples consulta aos sites da Câmara e do Senado, desmente essa afirmação, como já esclareceu o vice-presidente da Câmara, o deputado Arlindo Chinaglia do PT. Aquele foi um período de extensa atividade política. Foram votadas na Câmara 4 PECs, 37 Medidas Provisórias, 3 projetos de lei, 8 projetos de decreto legislativo e 8 projetos de resolução. No Senado, foram aprovados 35 medidas provisórias, 11 projetos de lei, 55 projetos de decreto legislativo e 1 projeto de resolução. Essa denúncia é mais um exemplo de como isso é ventilado pela imprensa sem qualquer comprovação dos fatos. Esta não é a primeira vez que acusações graves são feitas contra uma candidatura liderada pelo PT, às vésperas de uma eleição, com o claro propósito de influenciar o resultado das urnas. Em 1989, tentaram relacionar o sequestro do empresário Abílio Diniz com Lula e o PT, o que foi desmascarado graças à ação do grande Cardeal de São Paulo, Dom Evaristo Arns. Naquele episódio, os sequestradores acusaram a polícia de tê-los obrigados a vestir a camisa de Lula, candidato à presidência da república. Os jornais da época suscitaram o envolvimento do PT e somente após a vitória de Collor repararam seu erro. Isto não pode se repetir.

ENQUANTO DILMA QUER O FIM DO FINANCIAMENTO PRIVADO DE CAMPANHAS ELEITORAIS, AÉCIO FALA EM ACABAR COM A REELEIÇÃO E QUER VOTO DISTRITAL. NÃO É MUITA DIFERENÇA?

Ironicamente, o programa de governo do candidato Aécio Neves não enfrenta o problema que está na raiz dos grandes escândalos de corrupção: a questão do financiamento das campanhas políticas por empresas privadas. Como temos repetido, incansavelmente, não adotarmos o financiamento público exclusivo de campanha continuaremos a enxugar gelo. É por isto, que a Presidenta Dilma apresentou cinco novas propostas de combate à impunidade e a corrupção, inclusive transformar caixa dois em crime. Os movimentos da sociedade civil organizada, liderados pela CNBB e a OAB, já apresentaram proposta de reforma política que conta com mais de 500 mil assinaturas e trata diretamente desse tema. É fundamental restringir a influência do poder econômico no processo eleitoral e político. Jamais teremos uma “nova política” sem uma profunda reforma politica. Essa reforma não será feita por um Congresso que foi eleito pelas regras atuais e não quer que sejam modificadas. Só virá com a mobilização da sociedade, com apoio do Executivo.

E A REELEIÇÃO?

O instituto da reeleição não impediu, até esse momento, a renovação dos cargos majoritários, sempre que os dirigentes foram mal avaliados. Da mesma forma, também permitiu a continuação pela via do voto dos governos magnificamente apoiados pelos eleitores. É justo, portanto, que o eleitor tenha o direito de reconduzir ou não um governante pelo caminho das urnas. Foi graças e esse instituto que Lula pode dar início a uma imensa transformação de nosso país. É graças a ele que Dilma vai poder continuar transformando o Brasil.

POR QUE AÉCIO RESOLVEU COMBATER A REELEIÇÃO AGORA?

Essa confirma que, no âmbito político, os compromissos assumidos por Aécio Neves são superficiais, quando não casuísticos. O candidato do PSDB liderou no Congresso a aprovação da reeleição para Presidente da República. Seu partido fez de tudo para abafar o escândalo da compra de votos nessa votação. Agora, prega agora o fim da reeleição para todos os cargos eletivos no Executivo e no Legislativo, com o aumento do período de duração dos mandatos de quatro para cinco anos. Curiosamente, seu programa de governo menciona que “as propostas de alterações nas regras eleitorais devem ser planejadas para que comecem a valer a partir da eleição de 2018 e se consolidem na eleição de 2022”. Assim, sob o argumento de que é preciso compatibilizar a duração de todos os mandatos, pois esta proposta não foi defendida e apresentada com a antecedência devida, continuaria aberta a porta para a reeleição de Aécio Neves em 2018, agora para um período de cinco anos.

AÉCIO PROPOE A COINCIDÊNCIA DE TODOS OS MANDATOS. ISSO É BOM?

Não acho que isso seja saudável para uma democracia, quanto mais para um país que saiu há poucas décadas de uma ditadura. A coincidência de mandatos limita a possibilidade de exercício do voto a uma única oportunidade durante o período de cinco anos.

COMO ENTENDER A VOTAÇÃO DE DILMA E DO PT EM SÃO PAULO, NO PRIMEIRO TURNO?

Minha opinião é que a maioria dos eleitores não conhece o esforço que Lula e Dilma fizeram por São Paulo. Não tem informações, não sabe o que foi feito. A verdade é que uma grande parte dos investimentos do governo federal está voltada para favorecer o desenvolvimento das potencialidades do estado economicamente mais importante do país. Só o PAC 2 destina a São Paulo investimentos exclusivos da ordem de R$ 251 bilhões. São obras em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, entre outros, realizadas em parte com recursos da união ou financiadas com crédito subsidiado. As parcerias do governo federal em obras de mobilidade urbana no estado somam mais de R$58,1 bilhões de reais, destacando-se os investimentos em 194 km de BRTs, 650 km de corredores, 34 km de metrô, 46,7 km de monotrilhos, 15,4 km de trens urbanos, e 24,5 km de VLTs. Na habitação popular, com o Minha Casa Minha Vida, construímos e contratamos mais de 640 mil casas, 316 mil já entregues. É um volume superior ao que se fez nos trinta anos do CDHU, empresa habitacional do governo do Estado. O governo federal destinou para São Paulo mais de R$ 9,4 bilhões do Fundo Nacional da Saúde, para investimentos na atenção básica e de média e alta complexidade, para assistência farmacêutica, gestão do SUS, vigilância em saúde, entre outros, além dos 2.189 profissionais dos Mais Médicos que estão trabalhando na atenção básica. Mais de 4 mil escolas de São Paulo recebem recursos extras para ensino em tempo integral, que está beneficiando mais de 760 mil alunos. Foram construídas 33 novas escolas técnicas federais, desde 2003, e o estado teve mais de 454 mil matrículas no Pronatec. Também criamos uma nova Universidade Federal e aumentamos fortemente no interior o número de câmpus em São Paulo. O FIES já beneficiou mais de 440 mil estudantes. No Prouni são mais de 454 mil bolsistas beneficiados no estado, desde o início do programa. E 17.486 estudantes de São Paulo puderam estudar nas melhores universidades do mundo, por meio do programa Ciências Sem Fronteiras.

 

 

Economia Roberta Namour Sat, 11 Oct 2014 06:33:01 +0000 http://www.brasil247.com/156633
Os planos de José Serra para o Senado http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/156579 Cacalos Garrastazu/ObritoNews: A política nacional e o debate econômico têm de volta uma referência central; redivivo com 11,1 milhões de votos, José Serra, 72, sai fortalecido do teste de fogo da distância do poder e se prepara para um mandato prolífico em projetos e agitado no campo político em Brasília; “Tenho muita coisa para fazer no Senado em tabelinha com o nosso governador”, diz ele, sobre sua linha de atuação; um dos projetos será a Nota Fiscal Brasileira; ele fala ainda em defender uma nova lei eleitoral e abrir ainda mais o mercado da saúde a medicamentos genéricos; reportagem de Marco Damiani <br clear="all"> Cacalos Garrastazu/ObritoNews:

Marco Damiani, 247 – Um referência central na política e na economia brasileiras está de volta à grande cena: José Serra. No teste de fogo da distância do poder, o ex-governador, ex-senador, ex-prefeito, ex-deputado federal, ex-ministro e ex-candidato a presidente da República (ufa!) reuniu de uma só vez, agora, todas as suas antigas forças. Com 11,1 milhões de votos, ou 58,6 % dos válidos, ele chegou, na eleição que acaba de vencer, a cometer a ‘indelicadeza’ de ter até mais votos que o governador Geraldo Alckmin, por sua vez reeleito com 57,8 % de votos. É certo, no entanto, que ambos nunca estiveram tão unidos:

- Tenho muita coisa para fazer no Senado em tabelinha com o nosso governador, projeta Serra, empolgado pelo novo momento, alcançado aos 72 anos de idade, em plena forma.

Com os relógios políticos sincronizados, os interesses de Serra e Alckmin só voltarão a se encontrar no futuro da próxima sucessão, quando o novo senador terá a chance de escolher a disputa por um novo mandato de governador em São Paulo ou avaliar, ainda uma vez, suas chances na disputa presidencial de então. Como é o seu feito, Serra não pretende adiantar esse debate. Ele terá bastante ocupação antes.

USINA DE PROJETOS - Serra pretende montar uma verdadeira usina de projetos no Senado para “defender os interesses de São Paulo”, como frisou ao longo de sua campanha. Conhecido em mandatos anteriores em Brasília, de deputado constituinte, em 1988, a senador, entre 1996 e 2003, por montar fortes assessorias técnicas, ele sempre foi um campeão na apresentação de projetos de lei – e na sua aprovação.

- Vou fazer a defesa da democracia, da mudança do sistema político e da lei eleitoral, mapeia o futuro senador.

Defensor histórico do parlamentarismo, Serra vai procurar introduzir elementos como o voto distrital misto na legislação eleitoral. Ele será, por outro lado, a voz mais poderosa para encaminhar o compromisso do presidenciável Aécio Neves, firmado em campanha, de acabar com a reeleição e estabelecer mandatos de cinco anos para todos os cargos públicos.

-  Neste momento, a missão principal agora é ampliar a votação de Aécio em São Paulo e completarmos uma vitória cabal sobre o PT e todo o seu atraso, aponta Serra.

Ele vinha de uma eleição frustrada, após perder a disputa pela Prefeitura de São Paulo para o petista Fernando Haddad, e está com as presas afiadas contra o adversário mais tradicional:

- O PT é a inépcia, é o que não dá certo, representa uma visão de mundo atrasada e hostil, resume ele.

Na área da Saúde, da qual foi ministro, Serra se sente especialmente pronto para fustigar o PT:

- Há um verdadeiro bloqueio no Ministério da Saúde a medicamentos genéricos contra o câncer. Vamos atacar de frente questões como essa, promete.

NOTA FISCAL BRASILEIRA - Para a economia, a nova chegada de Serra ao Senado, a partir de 2015, vai representar a presença de um adversário igualmente demolidor – no caso de reeleição da presidente Dilma Rousseff – ou preparado para dar sustentação a uma nova política econômica. Como economista que seria o seu próprio ministro da Fazenda em caso de ter sido eleito presidente, nas eleições de 2002, Serra procura ser cuidadoso com o tema, mas já anuncia que iniciará suas intervenções pela reforma tributária:

- Vamos com tudo implantar na Nota Fiscal Brasileira, conta o novo senador. “Fizemos a Nota Paulista e vamos para lá criar esse instrumento que vai devolver uma parcela dos impostos federais aos consumidores”, completa.

Adepto de uma única legislação nacional para a circulação de mercadorias, à semelhança da vigente na Europa com o IVA – Imposto sobre Valor Agregado. 

Ex-ministro do Planejamento, Serra tem um conjunto de ideias todo próprio para a economia. Nos primeiros meses de mandato, sua postura será pautada por quem vencer a disputa nacional. No caso de Dilma, ele se tornará, imediatamente, o maior arauto econômico da oposição. Um sentinela que vigiará de perto todos os passos do novo governo, jogando seu imenso preparo técnico a serviço da oposição. Não haverá dele qualquer intenção de conciliar com a política econômica petista, qualquer que seja o seu representante.

Frente a Armínio Fraga, que Aécio, se vencer, já anunciou para a chefia do Ministério da Fazenda, Serra deverá assumir uma postura inicialmente mais discreta. Ele poderá influenciar parte da montagem do novo governo, mas seu foco estará dividido com o monitoramento da gestão de Alckmin em São Paulo. O novo senador deverá se poupar de bolas divididas no primeiro ano de gestão, para começar a ampliar seus espaços de acordo com o desenvolvimento dos eventuais governos tucanos no Brasil e no Estado. Em outras palavras, ficará na mais em alerta do que em ação. 

CONSERVADOR ASSUMIDO - Em razão de posições firmadas em pontos nevrálgicos como a reforma tributária, Serra acostumou-se a ser visto como um político essencialmente paulista. Chegou a pesar sobre ele a pecha de ser um renhido adversários dos interesses dos políticos nordestinos em Brasília. Ele não parece se importar com a fama. Sua política sempre foi dura. Serra nunca negou-se a comprar brigas e assumir seu lado, o que o instalou, para a esquerda que circula na órbita do PT, em definitivo no campo conservador.

- Não irei dedicar meu mandato a questões como a legalização da maconha ou ao debate sobre a reprodução de células-tronco, deixou claro durante a campanha. “Sou contra mudar a lei nesses pontos”.

Sempre mantendo o suspense sobre seus planos políticos, Serra deixou para a undécima hora a decisão de concorrer ao Senado. Ele chegou a deixar correr a informação de que não estava interessado no cargo, disposto apenas a retomar um mandato de deputado federal. Seria, sem dúvida, o que os adversários gostariam para ele, com a diluição de seu peso estratégico entre a grande balbúrdia da Câmara dos Deputados. Aconteceu, porém, o contrário.

Depois de estressar nervos no PSDB, Serra escolheu o último dia legal para definir sua candidatura ao Senado. A partir de então, contou com a sorte de não ter sido atacado diretamente pelo PT. Com o senador Eduardo Suplicy, o partido optou por uma campanha centrada na figura do veterano senador em lugar de tentar a desconstrução de Serra. Com velhas e ativas bases no interior de São Paulo, o candidato tucano aproximou sua agenda da do governador Geraldo Alckmin, centrou seu discurso em temas pontuais como a defesa dos interesses políticos de São Paulo, a necessidade de uma reforma tributária, a ampliação dos genéricos e modernização na legislação penal. Deu mais do que certo.

Nos últimos tempos, Serra voltou a sorrir e, mais que isso, a retomar planos antigos. Na véspera de lançar-se candidato, lançou seu livro de memórias 50 Anos Esta Noite, no qual conta sua participação na resistência ao golpe militar de abril de 1964 contra o presidente João Goulart. 

- Foi um livro escrito um tanto espontaneamente, definiu o autor. “Mistura muitas coisas, minha autobiografia, minhas análises sobre aquele situação, tudo o que eu vivi, registrou ele.

Eu seu texto, Serra confessa que, desde a infância, passada com os pais feirantes nas ruas da Mooca, um dos mais tradicionais bairros de São Paulo, ele alimentou um sonho que agora, mais uma vez, terá instrumentos para viver:

- Eu prometi a mim mesmo que viria ser o homem público mais bem preparado do Brasil. Busco essa meta até hoje, crava Serra, o super senador.

SP 247 Leonardo Attuch Fri, 10 Oct 2014 15:25:28 +0000 http://www.brasil247.com/156579
Rede tenta garantir pontos no programa de Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156638 : Partido idealizado por Marina Silva defende que o melhor caminho é se declarar independente; no entanto, ainda tenta influir no programa do candidato Aécio Neves (PSDB-MG); leia nota <br clear="all"> :

247 – Após recomendar voto no presidenciável tucano Aécio Neves, branco ou nulo no 2° turno das eleições, a Rede Sustentabilidade, partido idealizado por Marina Silva, decidiu esclarecer sua posição por meio de nota. Leia abaixo:

Nota de esclarecimento da Rede Sustentabilidade sobre posicionamento no segundo turno

Na última quinta-feira (9), a Rede Sustentabilidade divulgou nota pública com seu posicionamento acerca do segundo turno das eleições presidenciais.

Em face de informações inverídicas ou imprecisas que tem circulado na imprensa, apresentamos os seguintes esclarecimentos.

1- A Rede mantém a posição de considerar o voto de seus militantes em branco, nulo ou em Aécio Neves como legítimos, assegurando que manifestações públicas em defesa dessas alternativas devem ser compreendidas como opção exclusivamente pessoal, restrita a quem as profere, não tendo, portanto, caráter partidário.

2- A Rede vem reafirmar que nenhum dos projetos em disputa nos representa, e que seguiremos independentes, seja qual for o governo que emergir neste segundo turno.

3- A Rede esclarece ainda que não está negociando suas posições com a candidatura Aécio. O objetivo do documento elaborado e consensualizado na Direção Nacional (Elo) é apresentar à sociedade a posição do partido, contribuindo assim para um pleito mais qualificado. A adesão da Rede à candidatura de Aécio Neves não está em questão.

4- A Rede afirma e reconhece a legitimidade de Marina Silva, como nossa ex-candidata, de se posicionar conforme sua consciência.

Comissão Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade

Poder Roberta Namour Sat, 11 Oct 2014 07:07:18 +0000 http://www.brasil247.com/156638
Amaral: PSB optou pelo coronelismo ao apoiar Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156639 : “Quando o Partido Socialista Brasileiro teve a oportunidade de avançar, de se preparar para construir uma proposta de socialismo para o século 21, ele optou pelo patriarcalismo, ou, se quisermos, pelo coronelismo”, disse o presidente do PSB, Roberto Amaral, sobre a posição de seu partido de apoiar o presidenciável Aécio Neves (PSDB) no 2° turno <br clear="all"> :

247 – O presidente do PSB, Roberto Amaral, criticou a posição de seu partido, que decidiu apoiar o presidenciável Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais.

“Quando o Partido Socialista Brasileiro teve a oportunidade de avançar, de se preparar para construir uma proposta de socialismo para o século 21, ele optou pelo patriarcalismo, ou, se quisermos, pelo coronelismo”, disse em entrevista ao “Estado de S. Paulo”.

Minoria na sigla, Amaral deve deixar a direção do partido no próximo dia 13, dia da eleição da Executiva. Carlos Siqueira, que hoje ocupa a primeira-secretaria do PSB, é apontado como o favorito para assumir a direção, com o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, como primeiro vice-presidente.

“Essa é uma característica da classe dominante pernambucana. Mesmo quando o engenho vai à falência e o filho do dono do senhor de engenho vai morar em Boa Viagem [avenida em área nobre de Recife], ele continua ideologicamente senhor de engenho”, declarou Amaral.

 

Poder Roberta Namour Sat, 11 Oct 2014 07:21:25 +0000 http://www.brasil247.com/156639
Costa atuou na campanha de Lindbergh no Rio http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/156640 : Em depoimento à Justiça, ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que foi procurado por um candidato ao governo do Rio para arrecadar doações com empreiteiras: “Foi listada uma série de empresas que podiam contribuir com a campanha para o cargo político que ele estava concorrendo. E essa planilha foi, então, encontrada na minha casa"; a assessoria do senador petista Lindbergh Farias confirmou participação de Costa em três reuniões  <br clear="all"> :

247 – Réu em processo sobre a operação Lava Jato, da Polícia Federal, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa atuou na campanha do senador Lindbergh Farias (PT) pelo governo do Rio de Janeiro. Uma de suas funções era arrecadar doações com empreiteiras.

Em acordo de delação premiada, Costa denunciou o envolvimento de grandes empresas, como a de Marcelo Odebrecht, a Camargo Correa e a OAS, no esquema montado pelo doleiro Alberto Youssef de lavagem de dinheiro e pagamento de propina a servidores. Ele reconheceu ter recebido depósitos dessas empreiteiras em contas na Suíça.

Em depoimento à Justiça nesta quarta, Costa disse que foi procurado por um candidato ao governo do Rio, sem mencionar que, já que não podia citar políticos com foro privilegiado.

"Eu participei eu acho que de umas três reuniões com esse candidato lá do Rio de Janeiro, como outras pessoas também participaram. E foi listada uma série de empresas que podiam contribuir com a campanha para o cargo político que ele estava concorrendo. E essa planilha foi, então, encontrada na minha casa", disse Costa.

Segundo reportagem de Leonardo Souza, a assessoria de Lindbergh confirmou a participação do ex-diretor da estatal na campanha (leia mais).

Rio 247 Roberta Namour Sat, 11 Oct 2014 07:39:10 +0000 http://www.brasil247.com/156640
Requião aponta relação de Youssef com tucanos no PR http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/156636 : Pelo Twitter, senador Roberto Requião (PMDB), coordenador-geral da campanha de Dilma no Paraná, aponta ligações do advogado do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, com o tucanato paranaense; Figueiredo Basto foi conselheiro administrativo da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), até o último dia 28 de abril, e seria homem de confiança do governador reeleito Beto Richa (PSDB) <br clear="all"> :

BLOG DO ESMAEL - O senador Roberto Requião (PMDB), coordenador-geral da campanha de Dilma no Paraná, nesta sexta-feira (10), pelo Twitter, disse ver ligações umbilicais do advogado do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, com o tucanato paranaense.

Segundo o site da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Figueiredo Basto foi conselheiro administrativo da empresa até o último dia 28 de abril. O advogado é homem de confiança do governador reeleito Beto Richa (PSDB).

Youssef e outro paranaense preso — olha aí a coincidência de novo –, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, depuseram na “boca da urna” em delação premiada visando incriminar PT, PP e PMDB.

Os dois presos paranaenses são a principal “bala de prata” de Aécio/mídia contra Dilma.

Paraná 247 Roberta Namour Sat, 11 Oct 2014 06:50:56 +0000 http://www.brasil247.com/156636
Dilma reage a vazamento: "Estão dando um golpe" http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156588 : Em Canoas, no Rio Grande do Sul, presidente mostra indignação com divulgação de fita de vídeo com depoimento de ex-diretor da Petrobras; "Eles sempre querem dar um golpe. E estão dando um golpe', cravou Dilma Rousseff; "Essa investigação começou conosco, antes o chefe da Polícia Federal era filiado ao PSDB e o procurador-geral da República era o engavetador", prosseguiu ela; Dilma classificou como "muito estranho e muito estarrecedor" o fato de depoimentos terem sido divulgados em período eleitoral; referindo-se aos adversários do PSDB, bateu o mais duro que pode; "eles destilam ódio, eles destilam mentiras, nós temos de responder com verdade e esperança"; orquestração eleitoral <br clear="all"> :

247 - Pela segunda vez nesta sexta-feira 10, a presidente Dilma Rousseff reagiu com indignação ao vazamento da gravação do depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa à Justiça Eleitoral, em Curitiba. Ela classificou a divulgação que ocupou boa parte da mídia como um "golpe".

- Eles sempre querem dar um golpe, disse a presidente referindo-se aos adversários do PSDB. E estão mesmo dando um golpe eleitoral com essa divulgação. Quem começou essa investigação fomos nós, enquanto eles tinham um filiado ao PSDB na chefia da Polícia Federal e um procurador-geral que era o engavetador geral da República, reagiu a presidente.

- Nós não concordamos com o uso eleitoreiro de processos de investigamos que nós começamos. Nós desenvolvemos. Porque a Polícia Federal passou a ser um órgão de investigação a partir dos nossos governos, disse Dilma.

Ela prosseguiu:

- Quem era nos últimos quatro anos do PSDB, quem era o diretor-geral da Polícia Federal? Era aparelhado, era um militante filiado do PSDB. Eles aparelharam a Polícia Federal. Por isso a Polícia Federal investigou pouco, descobriu pouco, prendeu pouco, acrescentou ao final de uma caminha de campanha ao lado do candidato a governador gaúcho, Tarso Genro.

Ela bateu duro nos adversários:

- Eles destilam ódio. Eles destilam mentiras. Nós temos que responder com a verdade e a esperança", disse Dilma. 

Abaixo, notícia anterior:

 

247 – A presidente Dilma Rousseff condenou nesta sexta-feira 10 leviandade no uso das acusações feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef por acordo de delação premiada e defendeu punição a todos os envolvidos no esquema de corrupção, "doa a quem doer".

"Se o PT enquanto pessoas do PT erraram, se qualquer outro partido tiver pessoas que erraram, elas têm que ser punidas. Aí é o seguinte, é o doa a quem doer. Você não condena uma instituição. No Brasil você condena pessoas. Se alguém errou, tem que pagar", ressaltou a candidata à reeleição, em entrevista no Palácio da Alvorada.

Costa e Youssef denunciaram na quarta-feira, em depoimento à Justiça Federal do Paraná que foi divulgado na imprensa, esquema de propina com contratos da Petrobras que favorecia, segundo eles, PT, PP e PMDB, além de envolver empreiteiras e executivos de grandes empresas.

Dilma definiu como "muito estranho e muito estarrecedor" o fato de as denúncias virem à tona em período eleitoral. "Que haja de fato interesse legítimo, real e concreto de punir corruptos e corruptores, mas que não se use isso de forma leviana em períodos eleitorais e de forma incompleta, porque nós não temos acesso a todas as informações", disse.

"Tive todo interesse em ter acesso a isso para tomar as medidas cabíveis. Sei, por informação do Ministério Público Federal e do Supremo Tribunal Federal, que essas informações ainda estão sob sigilo. Então, eu acho muito estranho e muito estarrecedor que, no meio de uma campanha eleitoral, façam esse tipo de divulgação", acrescentou a presidente.

Ontem, o ministro do STF Teori Zavascki negou acesso aos depoimentos de Paulo Roberto Costa solicitado pela CPMI da Petrobras, pela presidente Dilma Rousseff, por meio do ministério da Justiça, e pelo governador do Ceará, Cid Gomes, que foi citado por Costa, segundo reportagem da revista IstoÉ.

"O que acontecia com esse senhor qeu apelidaram de engavetador. Ele engavetava. Abria a gaveta, o processo chegava, ele botava dentro da gaveta e fechava a gaveta. Engavetado estava. Eles jamais investigaram, jamais puniram, jamais procuraram acabar com esse crime horrível que é o crime da corrupção", disse.

Repetindo o que fez em Aracaju, Dilma pediu aos gaúchos que formem uma 'onda' para ajudar a elegê-la. "Formem uma grande onda e levemos para o Rio Grande a palavra: vamos vencer o retroesso. Não podemos voltar para trás", afirmou.

Ao encerrar seu discurso, Dilma voltou a atacar o PSDB. "Eles destilam ódio. Eles destilam mentiras. Nós temos que responder com a verdade e a esperança", disse Dilma. 

Poder Gisele Federicce Fri, 10 Oct 2014 19:45:31 +0000 http://www.brasil247.com/156588
Lula: “Armínio e Aécio são o mundo que não deu certo” http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156603 : Ex-presidente reforça linha de campanha de confronto direto com o PSDB; "O FMI, que estava quietinho, já está dando palpite novamente", alertou Lula, em entrevista à revista Carta Capital; "A vitória de Aécio seria a vitória do mundo que não deu certo"; ex-presidente respondeu colega Fernando Henrique, que considerou o voto na presidente Dilma Rousseff como do eleitor desinformado; "É lamentável um cientista político estudioso como o Fernando Henrique ter pronunciado uma frase tão agressiva contra o eleitor"; Lula disse estar "preocupado"; "Será que as pessoas estão entendendo que o que está em jogo são dois projetos diferentes?" <br clear="all"> :

247 – O ex-presidente Lula está reforçando as linhas de confronto direito entre a campanha do PT e o PSDB. "Armínio, Aécio, essa gente toda significa o retrocesso, a volta de um mundo que não deu certo", disse Lula em entrevista à revista Carta Capital, que circula a partir desta sexta-feira 10.

- O sistema financeiro está ouriçado para que Aécio ganhe as eleições. O FMI, que estava quietinho, voltou a dar palpite porque sabe onde o seu Armínio Fraga vai colocar os juros, criticou Lula, apostando numa forte alta da Selic.

Ele lembrou que assumiu a Presidência da República, em 2003, com os juros nas alturas e uma dívida externas de 30 bilhões de dólares. Acrescentou ter herdade uma política econômica que não criava empregos.

- Agora, a pretexto de atacar a inflação eles querem criar desemprego. Isso acontece porque eles não se importam em nada com quem trabalha, desferiu o ex-presidente.

Para Lula, "O Brasil o país que tem o futuro mais garantido". Ele citou o volume de obras de infraestrutura em curso e os recordes que vão sendo batidos na extração do petróleo do pré-sal.

- Não é jogando nas costas do povo um ajuste fiscal, cortando salários, dispensando trabalhadores que vamos fazer o Brasil crescer.

Lula disse estar preocupado com a atenção que a população está dando ao pleito:

- As pessoas não perceberam que o que está em disputa nesta eleição são dois projetos de país. O nosso, que é o presente e do futuro, e o deles, que é de volta ao passado. E é isso o que me preocupa, assinalou o ex-presidente.

Ele não poupou, ao contrário, foi bastante direto na crítica a seu antecessor Fernando Henrique Cardoso:

- Eu me sinto muito ofendido com esse preconceito que chega às raias do absurdo, atacou Lula. O Fernando Henrique é um cientista político estudioso que não percebeu a evolução política da classe mais pobre. Ele está falando do passado do tempo dele, quando ainda valia o voto de cabresto. O povo mudou e ele não percebeu, continua representando uma certa elite preconceituosa.

Poder Aline Lima Fri, 10 Oct 2014 17:22:44 +0000 http://www.brasil247.com/156603
Tarso sobre delação: "manipulação brutal contra Dilma" http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/156614 : Governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, candidato à reeleição, afirmou, em vídeo divulgado nesta sexta (10), pelas redes sociais, que "há uma campanha organizada pela grande mídia contra a campanha da presidente Dilma Rousseff alcançando as raias da manipulação eleitoral"; declaração de Genro é uma referência à divulgação dos depoimentos de Paulo Roberto Costa e de Alberto Yousseff, que acusam o PT, o PMDB e o PP, de receber propina em contratos da Petrobras <br clear="all"> :

247 - O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, candidato à reeleição, afirmou, em vídeo divulgado nesta sexta-feira (10), pelas redes sociais, que "há uma campanha organizada pela grande mídia contra a campanha da presidente Dilma Rousseff alcançando as raias da manipulação eleitoral". A declaração de Genro é uma referência à divulgação dos depoimentos de Paulo Roberto Costa e de Alberto Yousseff, que acusam o PT, o PMDB e o PP, de receber propina em contratos da Petrobras.

"O que está sendo feito agora é uma manipulação eleitoral brutal para influir no seu voto. Quero alertar a população que há um golpe político em curso, que tem o objetivo de deformar o resultado eleitoral, para não deixar que as pessoas formem o seu juízo do debate político a partir dos programas apresentados pelos candidatos, mas a partir de fatos que estão sendo delatados que podem ser verdadeiros ou não", afirmou ele. 

Abaixo o vídeo de Tarso Genro na íntegra:

Rio Grande do Sul 247 Valter Lima Fri, 10 Oct 2014 20:19:04 +0000 http://www.brasil247.com/156614
FHC: 'PT faz demagogia, eu não falei de Nordeste' http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156602 : "O PT fica querendo fazer demagogia, querendo nos jogar contra o povo, dizendo que o PSDB fez isso ou aquilo, que eu disse isso ou aquilo, o Lula mentiu, eu não falei de Nordeste ou de nordestinos, nada disso", disse FHC, em vídeo publicado em sua página no Facebook; "Eu lamento que a presidente Dilma Rousseff, sem saber, tenha entrado nessa, não é verdade", completou o tucano; polêmica teve início com entrevista do ex-presidente ao portal Uol, na qual disse que o voto do eleitor petista vinha em maior parte dos "menos informados"; internautas começaram a publicar, a partir daí, uma série de ofensas contra nordestinos que votaram em Dilma <br clear="all"> :

247 – Em meio à polêmica que criou depois de ter dito em entrevista que os votos do PT são de eleitores "menos informados", o que causou um turbilhão de publicações preconceituosas contra nordestinos na internet, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou um vídeo em sua página no Facebook nesta sexta-feira 10 para dizer que "o PT faz demagogia" sobre o assunto.

"O PT fica querendo fazer demagogia, querendo nos jogar contra o povo, dizendo que o PSDB fez isso ou aquilo, que eu disse isso ou aquilo, o Lula mentiu, eu não falei de Nordeste ou de nordestinos, nada disso", disse FHC. "Eu lamento que a presidente Dilma Rousseff, sem saber, tenha entrado nessa, não é verdade", completou.

O ex-presidente destacou ainda realizações durante seu governo e disse, sobre a implantação do Plano Real, "isso sim é combater a pobreza". "O povo sabe que quem fez o Plano Real fomos nós, quando fui ministro da Fazenda, que melhorou a vida de todo mundo, dos pobres, do trabalhador", afirmou.

A polêmica começou com uma entrevista do ex-presidente ao jornalista Josias de Souza, do Uol. "O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados", declarou FHC.

"Essa caminhada do PT dos centros urbanos para os grotões é um sinal preocupante do ponto de vista do PT porque é um sinal de perda de seiva ele estar apoiado em setores da sociedade que são, sobretudo, menos informados", continuou o tucano. "Geralmente é uma coincidência entre os mais pobres e os menos qualificados" (leia aqui).

Assista abaixo ao vídeo de FHC: 

Poder Gisele Federicce Fri, 10 Oct 2014 17:08:56 +0000 http://www.brasil247.com/156602
‘Delação foi programada para período eleitoral’ http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156562 : "O acordo de delação premiada com Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef foi firmado antes do primeiro turno, mas os depoimentos foram programados para acontecerem logo depois. O Juiz (Sérgio Moro) e os procuradores que o conduzem sabem o que estão fazendo", afirma Tereza Cruvinel, colunista do 247; jornalista ressalta que "a alternância no poder é salutar para a democracia, mas não pela criação de fatos destinados a afetar o resultado eleitoral"; Youssef e Costa não apresentaram provas do que disseram, mas jogaram uma bomba de alta potência sobre a campanha eleitoral, diz ela; leia a íntegra <br clear="all"> :

247 – Os depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, em acordo de delação premiada, vêm sendo agendados de forma que atinjam a disputa eleitoral, afirma Tereza Cruvinel, em nova coluna em seu blog no 247. A jornalista ressalta que "a alternância no poder é salutar para a democracia, mas não pela criação de fatos destinados a afetar o resultado eleitoral".

"Há uma sincronia entre as investigações das irregularidades na Petrobrás e a eleição presidencial em curso, que lembra a sintonia entre o julgamento dos réus do mensalão pelo STF e as eleições municipais de 2012. O acordo de delação premiada com Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef foi firmado antes do primeiro turno, mas os depoimentos foram programados para acontecerem logo depois. O Juiz e os procuradores que o conduzem sabem o que estão fazendo", diz Tereza.

Segunda a colunista, é por isso que toma-se o cuidado de não serem divulgados na imprensa nomes de autoridades com cargo eletivo porque o caso, então, seria encaminhado para o Supremo Tribunal Federal, onde o presidente, Ricardo Lewandowski, "não transigiria com as formalidades legais e rituais, evitando que os procedimentos judiciais ganhassem conotação eleitoral". "O alvo agora é o PT e a reeleição de Dilma Rousseff. E para isso, é bom que o processo continue na primeira instância", constata a colunista.

Leia a íntegra em Utilidade eleitoral da delação premiada

Poder Gisele Federicce Fri, 10 Oct 2014 15:08:42 +0000 http://www.brasil247.com/156562
CUTs do Nordeste repudiam preconceito e declarações de FHC http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/156605 : Manifesto assinado pelos presidentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) dos estados do Nordeste "repudia veementemente as manifestações preconceituosas repercutidas nas redes sociais" que associaram o voto do povo nordestino à candidata do PT Dilma Rousseff em primeiro turno como "burrice" e "pobreza"; sindicalistas também rejeitaram a declaração de FHC, que deu início às publicações; tucano disse que votos do PT vinham de "menos informados" <br clear="all"> :

247 – Os presidentes das CUT´s no Nordeste repudiaram em manifesto divulgado nesta sexta-feira 10 o preconceito contra nordestinos propagado nas rede sociais depois que pesquisas eleitorais divulgaram que o principal eleitor da presidente Dilma Rousseff está no Nordeste. Os sindicalistas também "rejeitam", no documento, a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que afirmou em entrevista que o voto do PT vem dos eleitores "menos informados".

"Em um momento histórico da luta pela superação dos preconceitos, sejam de credo, cor, gênero ou quaisquer outras, é lamentável que se acentue o preconceito por uma região mediante manifestações expressas sem qualquer constrangimento e ratificadas por alguém que já presidiu o país. Essa posição de FHC somente reafirma o descaso com que a população nordestina foi tratada durante os oito anos em que o PSDB governou o Brasil", escrevem os dirigentes da CUT em Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Leia abaixo a íntegra do manifesto:

MANIFESTO DE REPÚDIO DOS PRESIDENTES DAS CUTs DA REGIÃO NORDESTE AO PRECONCEITO PARA COM O POVO NORDESTINO

Nós, presidentes da Central Única dos Trabalhadores nos Estados do Nordeste repudiamos veementemente as manifestações preconceituosas repercutidas nas redes sociais após a apuração da eleição presidencial em primeiro turno que associaram os votos do povo nordestino à candidata do PT Dilma Rousseff com "burrice" e com "pobreza".

Rejeitamos também a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao afirmar que o PT está assentado no voto dos menos informados e que estes são os mais pobres. Lembramos que essa não foi a primeira vez que esse senhor desqualifica grupos da população brasileira. Todos lembramos da ocasião em que ele chamou os aposentados de vagabundos.

Em um momento histórico da luta pela superação dos preconceitos, sejam de credo, cor, gênero ou quaisquer outras, é lamentável que se acentue o preconceito por uma região mediante manifestações expressas sem qualquer constrangimento e ratificadas por alguém que já presidiu o país. Essa posição de FHC somente reafirma o descaso com que a população nordestina foi tratada durante os oito anos em que o PSDB governou o Brasil.

O povo nordestino é digno de admiração e respeito. Seu trabalho, sua cultura, sua luta diária contra todas as adversidades, sua fé em um futuro melhor, engrandecem enormemente o Brasil.

Quando o PT assumiu a Presidência da República, a população do Nordeste passou a andar de cabeça erguida porque começou a ser tratada como cidadã, como detentora de possibilidade de acesso às políticas públicas e aos direitos reservados anteriormente àqueles considerados "de primeira classe".

É realmente uma lástima que em um momento importante do exercício da democracia, direito garantido a todas e todos independentemente de onde moram, venham à tona preconceitos asquerosos, capitaneados pelo mentor intelectual do candidato Aécio Neves. Esse tipo de manifestação é típica de pessoas que não conseguem esconder suas atitudes discriminatórias e que não engoliram até então o fato de Lula, um nordestino pobre, ter assumido a Presidência da República, cargo até então reservado às classes dominantes.

Quem não respeita o povo nordestino não é digno de ocupar qualquer cargo público, especialmente aquele que exige entendimento de que a verdadeira riqueza de nosso país está nas diferenças.

Reiteramos que somos TODOS brasileiros e que somente a união da população poderá continuar a construção de um país mais justo, com oportunidades iguais para o povo do Brasil, independente da região em que vive.

Somos agradecidos à contribuição magnífica com que a população nordestina presenteia o Brasil.

Abaixo o preconceito! Viva o povo brasileiro! Viva a população nordestina!

Por mais mudança e mais futuro, Dilma Presidenta!

Subscrevemo-nos:

Amélia Fernandes – Presidenta CUT AL
Cedro Costa e Silva – Presidente CUT BA
Joana D'arc Barbosa Almeida – Presidenta CUT CE
Maria Adriana Oliveira – Presidenta CUT MA
Paulo Marcelo de Lima – Presidente CUT PB
José Carlos Veras Santos – CUT PE
Paulo Bezerra – Presidente CUT PI
José Rodrigues Sobrinho – Presidente CUT RN
Rubens Marques de Sousa – Presidente CUT SE

Brasil Gisele Federicce Fri, 10 Oct 2014 17:57:23 +0000 http://www.brasil247.com/156605
Nassif: "Lava Jato reduzirá corrupção?" http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156615 : Jornalista Luis Nassif afirma que a Operação Lava Jatos, que investiga esquemas que atuavam na Petrobras, poderá produzir uma série de leis que burocratizam ainda mais a administração, sem, contudo, reduzir a corrupção; "No seu depoimento, Paulo Roberto Costa envolve outros diretores e informa que o aparelhamento da Petrobras ocorreu ininterruptamente nos governos Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique Cardoso e Lula. E a conta recai sobre Dilma, a primeira a tentar romper essa prática", afirma ele; para o jornalista, "a esperança é que desta vez o Judiciário seja suficientemente rigoroso e imparcial para que se reduza da vida política nacional essa excrescência" <br clear="all"> :

Luis Nassif - A Operação Lava Jatos, que investiga esquemas que atuavam na Petrobras, provavelmente terá um alcance e desdobramentos similares ao da CPI do Orçamento, no início dos anos 90.

Dela, nasceu um conjunto de medidas – das quais a mais ostensiva foi a Lei 8666, das licitações – que manietaram completamente a administração pública, sem reduzir a corrupção.

De lá para cá, criou-se uma enorme parafernália burocrática, que apenas especializou os esquemas existentes.

No seu depoimento, Paulo Roberto Costa envolve outros diretores e informa que o aparelhamento da Petrobras ocorreu ininterruptamente nos governos Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique Cardoso e Lula. E a conta recai sobre Dilma, a primeira a tentar romper essa prática.

***

Da CPI do Orçamento para cá houve enorme sucessão de episódios, investigações, CPIs, todas varridas para baixo do tapete pela enorme influência política dos corruptores.

Foi assim com a CPI do Banestado, com a CPI dos Precatórios, com a CPI de Cachoeira – que, aliás, levantou esquemas entre grupos de mídia e organizações criminosas – e com diversas operações da Polícia Federal, como a Satiagraha – que envolvia o Banco Opportunity -, com a Castelo de Areia – que flagrou a Construtora Camargo Correia em sua atividade paulista.

As CPIs naufragaram devido a pactos entre os partidos, já que praticamente todos tinham rabo preso; as Operações da PF foram paralisadas devido à interpretação de determinados Ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre aspectos formais das investigações.

***

Agora, Lava Jato traz com riqueza de detalhes algo que era nítido desde a CPI do Banestado, a enorme zona cinzenta da economia que passa pelo caixa dois operador por doleiros, com a cumplicidade de grandes bancos – como o Safra -, pelos operadores da máquina, pelos tesoureiros dos partidos políticos e pelos governantes loteando os cargos atrás da governabilidade.

***

Trata-se de um jogo fundamentalmente hipócrita. No poder, todos os partidos praticam as mesmas jogadas; na oposição, as mesmas denúncias.

Do lado dos grupos de mídia, a hipocrisia não é menor. A Operação Lava Jato recebe ampla visibilidade porque, no momento, existe um objetivo político claro por trás da cobertura. Enquanto perdurar o interesse político, haverá cobertura. Depois, o mesmo desinteresse que levou ao engavetamento dos escândalos da Satiagraha e Castelos de Areia.

Do lado do MPF e da PF, quase tão escandaloso quanto o próprio episódio é o vazamento seletivo de depoimentos, um rodízio escancarado entre as diversas publicações, uma constante que parece não ter sido interrompido com a nomeação do Procurador Geral da República Rodrigo Janot.

***

É importante entender que nesse jogo não há santo.

Apesar da evidente má vontade da mídia com o PT, é evidente que o partido permitiu a perpetuação desse modelo. Apesar da evidente boa vontade da mídia com o PSDB, é evidente que o partido também sempre recorreu a esses mesmos esquemas.

***

A esperança é que desta vez o Judiciário seja suficientemente rigoroso – e imparcial – para que se reduza da vida política nacional essa excrescência, comum a todas as democracias mas que no Brasil alcançou níveis intoleráveis.

E essa ação remete a outro problema: a reforma política, como garantir a governabilidade sem entrar na lama até o pescoço.

Poder Valter Lima Fri, 10 Oct 2014 20:06:36 +0000 http://www.brasil247.com/156615
Globo: 'petrolão' justifica privatizar a Petrobras http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/155778 : Editorial da revista Época revela que há, também, uma agenda ideológica nas denúncias que têm sido feitas contra a Petrobras; nesta semana, revista das Organizações Globo defendeu abertamente a privatização da empresa, em razão do escândalo de corrupção que envolve Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef; "é absolutamente clara a força dos argumentos daqueles que a defendem", diz o texto; "eles se tornam ainda mais pertinentes num momento como este, em que fica a cada dia mais claro como o aparelhamento político resultou numa gestão corrupta, cujos efeitos sobre os cofres públicos poderão se revelar até maiores do que os do mensalão" <br clear="all"> :

247 - Por trás das denúncias de corrupção contra a Petrobras, não há apenas uma agenda política imediata, que é retirar o PT do poder e impedir a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Um objetivo secundário, mas não menos importante, é a privatização da Petrobras. Ao menos, para as Organizações Globo.

A defesa da venda da companhia ao setor privado foi feita de forma explícita, no editorial "O 'Petrolão' e a privatização", da revista Época deste fim de semana. Assinado pelo jornalista Helio Gurovitz, o texto reflete a opinião dos irmãos Marinho sobre o tema. Eis um trecho:

"Nada mais oportuno, portanto, que aproveitar o período eleitoral para discutir este tema considerado tabu: a privatização da própria Petrobras. Embora seja uma questão complexa e cheia de nuances, é absolutamente clara a força dos argumentos daqueles que a defendem. les se tornam ainda mais pertinentes num momento como este, em que fica a cada dia mais claro como o aparelhamento político resultou numa gestão corrupta, cujos efeitos sobre os cofres públicos poderão se revelar até maiores do que os do mensalão."

Em sua campanha, justiça seja feita, o senador Aécio Neves nega a intenção de privatizar a Petrobras. Ele fala, na verdade, em "desprivatizá-la", tirando-a "das garras do PT". Num eventual governo Aécio, a mudança esperada é a substituição do modelo de partilha, no pré-sal, pelo regime de concessões, semelhante ao adotado, por exemplo, no México.

A agenda da Globo, no entanto, é bem mais radical do que a do PSDB. Os Marinho, que sempre foram anti-Vargas e anti-nacionalistas, querem a privatização da Petrobras. E usarão o chamado "petrolão" como argumento para a venda da maior empresa brasileira.

Mídia Aline Lima Fri, 10 Oct 2014 10:03:13 +0000 http://www.brasil247.com/155778
PSDB vai à PGR por ataques contra nordestinos http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/156551 : Coordenador jurídico da coligação Muda Brasil, do candidato Aécio Neves (PSDB), deputado federal Carlos Sampaio anunciou em nota que "diante do crescente aumento das manifestações de cunho racistas e discriminatórios em relação aos cidadãos nordestinos do país, junto às redes sociais na internet", coligação apresentou à Procuradoria no DF pedido de investigação e "responsabilização de todos os autores destes crimes"; polêmica começou depois que FHC chamou o eleitor petista de "menos informado" <br clear="all"> :

247 - O coordenador jurídico da coligação Muda Brasil, deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), anunciou em nota na manhã desta sexta-feira 10 que o grupo que representa o candidato Aécio Neves apresentou hoje representação na Procuradoria da República do Distrito Federal pedindo investigação de recentes declarações discriminatórias contra nordestinos na internet e devida punição de seus autores.

"Diante do crescente aumento das manifestações de cunho racistas e discriminatórios em relação aos cidadãos nordestinos do país, junto às redes sociais na internet", coligação apresentou à Procuradoria da República no Distrito Federal pedido de investigação e "responsabilização de todos os autores destes crimes", diz a nota. A polêmica teve início depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, em entrevista, que o eleitor petista era "menos informado".

Nos últimos dias, depois do registro de que a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, teve a maior parte dos votos vindos de moradores do Nordeste no primeiro turno, foram publicados diversos textos discriminatórios. Colunista pró-Aécio do jornal O Tempo, Paulinho Navarro chegou a propor a separação do Brasil, em que Dilma ficaria com o Norte e o Nordeste (leia aqui). A auditora fiscal do Trabalho Ingrid Berger propôs jogar uma bomba atômica no Nordeste, "como Nagasaki" (leia aqui). Comunidade formada por pessoas que se identificam como médicos e estudantes de medicina também ofendeu eleitores nordestinos do PT (leia aqui).

Leia abaixo a íntegra da nota:

COLIGAÇÃO MUDA BRASIL

Nota à Imprensa

Diante do crescente aumento das manifestações de cunho racistas e discriminatórios em relação aos cidadãos nordestinos do país, junto às redes sociais na internet, a Coligação Muda Brasil apresentou, no dia de hoje, à Procuradoria da República no Distrito Federal, uma representação para que se promova a devida investigação dos fatos e a responsabilização de todos os autores destes crimes.

Importante destacar que, ao que constatamos, essas manifestações estão sendo realizadas sob o anonimato, através da criação de fakes, o que impede conhecer, de forma efetiva, a origem destas ações.

Por esta razão, esperamos que as investigações possam levar aos verdadeiros autores destes crimes, que fazem uso indiscriminado da internet para promover o ódio entre nossos próprios cidadãos, de forma a conhecer quem são aqueles que se beneficiam deste procedimento inaceitável.

Nossa sociedade não aceita esta tentativa de divisão discriminatória de nossos cidadãos, pois, acima de tudo, todos, juntos, temos um sentimento comum, que é o orgulho de sermos brasileiros.

Deputado federal Carlos Sampaio
Coordenador jurídico da Coligação Muda Brasil

Brasília 247 Gisele Federicce Fri, 10 Oct 2014 11:34:40 +0000 http://www.brasil247.com/156551
No Sul e no Sudeste, diferenças entre pesquisas ultrapassam 200% http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/156533 : Ao comparar números de Ibope e Datafolha nas duas regiões, preferência do eleitorado da candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, e do tucano Aécio Neves chegam a ter até 28 pontos de diferença entre uma mostra e outra; no Sul, por exemplo, a diferença pró Aécio é de 28 pontos pelo Ibope e de 9 pontos pelo Datafolha <br clear="all"> :

247, com Alarico Neves Filho – Que a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, tinha menos intenção de voto no Sul e no Sudeste, não era surpresa. A novidade, agora, é a diferença discrepante entre seus pontos e os do candidato do PSDB, Aécio Neves, quando comparados os resultados das pesquisas Ibope e Datafolha, divulgadas nesta quinta-feira 9.

No quadro abaixo, é possível ver que, no Sul, Dilma tem 41% de acordo com o Datafolha e 33% segundo o Ibope. Já os pontos de Aécio são 50% segundo o Datafolha e 61% conforme apuração do Ibope. A comparação dá, entre os sulistas, uma diferença pró Aécio de 28 pontos pelo Ibope e de 9 pontos pelo Datafolha.

 

No Sudeste, a candidata à reeleição pelo PT registra 34% da preferência do eleitorado, com base nos dados do Datafolha, quatro pontos a menos do que os 38% contabilizados pelo Ibope. Seu adversário no segundo turno aparece com 55% no Datafolha e 48% no Ibope. A diferença pró Aécio, nesse caso, é de 10 pontos pelo Ibope e de 21 pontos de acordo com o Datafolha.

As diferenças nas regiões Sul e Sudeste chegam a ser superiores a 200% entre Dilma e Aécio quando se trata do instituto de Carlos Augusto Montenegro. No Nordeste, não é notada discrepância e, nas regiões Norte e Centro-Oeste, a comparação não pode ser feita da mesma forma, uma vez que o Ibope aglutina os dados das duas regiões.

O Ibope entrevistou no total 3.010 eleitores para a realização da pesquisa, enquanto o Datafolha entrevistou 2.879, números relativamente próximos para resultados tão díspares. Os levantamentos apontaram ontem empate técnico entre Aécio, que registrou 46%, e Dilma, que teve 44% (leia aqui).  Institutos de pesquisa foram alvo de fortes críticas no primeiro turno das eleições, devido a erros alarmantes em diversos estados. 

Brasil Gisele Federicce Fri, 10 Oct 2014 10:17:03 +0000 http://www.brasil247.com/156533
Em PE, Aécio terá encontro com Renata Campos http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/156550 : O candidato do PSDB à Presidência da República deverá se encontrar com a viúva do ex-governador Eduardo Campos (PSB), Renata Campos, durante sua passagem pela capital pernambucana, neste sábado (11); Aécio deverá ser recebido pela cúpula do PSB no Estado e, apesar da ex-candidata Marina Silva não ter confirmado presença, o vice da chapa socialista, Beto Albuquerque deverá acompanhar a programação conjunta definida pelas legendas; além do Recife, Aécio também fará um ato político em Sirinhaém, na Zona da Mata Sul de Pernambuco <br clear="all"> :

Pernambuco 247 - O candidato do PSDB à Presidência da República deverá se encontrar com a viúva do ex-governador Eduardo Campos (PSB), Renata Campos, durante sua passagem pela capital pernambucana, neste sábado (11). Aécio deverá ser recebido pela cúpula do PSB no Estado e, apesar da ex-candidata Marina Silva não ter confirmado presença, o vice da chapa socialista, Beto Albuquerque deverá acompanhar a programação conjunta definida pelas legendas.

A agenda de campanha foi definida nesta quinta-feira durante uma reunião da qual participaram o governador eleitor de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e os presidentes estaduais do PSB e do PSDB, Sileno Guedes e Bruno Araújo, respectivamente. Paulo Câmara foi indicado pelo próprio PSDB pernambucano para coordenar a campanha presidencial do candidato tucano no Estado no segundo turno.

Pela programação definida de forma conjunta, o primeiro ato político de Aécio será às 9h, quando ele visitará bairros da Zona Norte do Recife. Em seguida, às 11h, ele participará de um encontro com lideranças da Frente Popular, no Clube Internacional do Recife. A Frente Popular de Pernambuco é uma coligação de 21 partidos que garantira a base de sustentação do governo Campos e que apoiaram a eleição de Câmara para o Governo do Estado.

Após um almoço na casa de Renata Campos, a comitiva fará um novo ato político eventual m Sirinhaém, na Zona da Mata Sul. O município não foi escolhido por acaso. Foi em Sirinhaém que Marina Silva obteve 74,19% dos votos válidos, maior percentual que ela registrou em uma cidade em todo o País.

 

Pernambuco 247 Paulo Emílio Fri, 10 Oct 2014 11:37:48 +0000 http://www.brasil247.com/156550
Aécio foi o mais votado por brasileiros no exterior http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156548 IGO ESTRELA: Candidato do PSDB teve 49% dos votos dos cerca de 132,7 mil brasileiros que moram no exterior e votaram no último domingo 5, no primeiro turno das eleições, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Marina Silva foi a segunda colocada, com 26%, e Dilma Rousseff, candidata à reeleição, registrou 17% <br clear="all"> IGO ESTRELA:

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil 

Cerca de 132,7 mil brasileiros que moram no exterior votaram no último domingo (5), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato Aécio Neves (PSDB) foi o mais votado em quatro continentes: Ásia, Europa, América e Oceania. Já a candidata Marina Silva (PSB) venceu na África. Ao todo, Aécio teve 65.713 votos (49,5%), Marina teve 34.527 (26%) e Dilma 24.353 (18,3%).

Na Europa, o país em que o candidato do PSDB teve mais votos foi Portugal, onde 3.722 eleitores votaram nele. O tucano também teve votação expressiva na Grã-Bretanha, onde teve 2.573 votos e na Alemanha, onde recebeu 2.340 votos. Em Portugal, Marina recebeu 2.507 votos, e na Suíça, 1.996 votos. Dilma recebeu 2.795 votos em Portugal e, na Itália, 1.626.

Na Ásia, Aécio ficou à frente dos concorrentes em 16 países e sua votação mais expressiva foi no Japão, onde está a maior comunidade brasileira, com 12.155 votos. Ele totalizou 13.439 votos no continente. Marina, que teve 5.319 votos na Ásia, também teve a melhor votação no Japão, com 4.889 votos. Dilma teve 3.103 votos no continente asiático, 2.207 deles no Japão.

Em toda a América, Aécio teve 32.817 votos, mais de 21 mil deles nos Estados Unidos. Entre os países do Mercosul, o candidato tucano teve 3.845 votos. Marina teve 14.910 votos em toda a América, 9.91l nos Estados Unidos. Entre os brasileiros nos países do Mercosul, ela obteve 1.158 votos. Dilma somou 9.945 votos na América, sendo 3.969 nos Estados Unidos e 2.635 no Mercosul.

Na África, Marina Silva somou 323 votos. Dilma ficou em segundo lugar com 304 votos entre os brasileiros no continente. Aécio Neves teve 268 votos. Na Oceania, Aécio teve 867 votos, Marina 316 e Dilma 164.

Os brasileiros no exterior puderam votar nas embaixadas, nos consulados ou locais previamente comunicados pelas representações do Itamaraty nos países. Eles se cadastraram previamente e só foram montadas seções onde havia pelo menos 30 brasileiros interessados em votar. Ao todo, houve votação no primeiro turno em 89 países e 135 cidades.

Poder Gisele Federicce Fri, 10 Oct 2014 11:02:03 +0000 http://www.brasil247.com/156548
Emprego na indústria tem 5º recuo consecutivo http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156547 : Foram comercializadas, em abril, 257.885 unidades contra 300.574 vendidas em março, segundo Afanvea Pessoal ocupado na indústria caiu 0,4% na passagem de julho para agosto deste ano, na quinta redução consecutiva do emprego industrial. O setor acumula perda de 2,9% no período, segundo dados divulgados pelo IBGE <br clear="all"> : Foram comercializadas, em abril, 257.885 unidades contra 300.574 vendidas em março, segundo Afanvea

Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil

Pessoal ocupado na indústria caiu 0,4% na passagem de julho para agosto deste ano, na quinta redução consecutiva do emprego industrial. O setor acumula perda de 2,9% no período. Os dados foram divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes).

Na comparação com agosto do ano passado, a queda nos postos de trabalho foi 3,6%. Quatorze das 18 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE tiveram recuo no pessoal ocupado assalariado nesse tipo de comparação, com destaque para as indústrias de meios de transporte (-7,5%), de produtos de metal (-7,9%), de calçados e couro (-9%) e de máquinas e equipamentos (-5,5%).

Quatro setores tiveram aumento dos postos de trabalho e evitaram uma queda maior do emprego na indústria. Os principais impactos positivos vieram dos setores de minerais não-metálicos (com alta de 1,1%) e de produtos químicos (1%).

Entre os locais, houve recuo em 13 dos 14 pesquisados. São Paulo contribuiu para a redução dos postos de trabalho, com queda de 4,8%, seguido por Paraná (-5,2%), Rio Grande do Sul (-4,7%), Minas Gerais (-3,3%) e regiões Norte e Centro-Oeste (-2,2%).

Nos acumulados do ano e do período de 12 meses, as perdas de postos de trabalho são 2,7% e 2,4%, respectivamente.

A folha de pagamento real cresceu 0,5% na passagem de julho para agosto e 0,4% no acumulado do ano, mas caiu 1,6% na comparação com agosto do ano passado e manteve-se estável no acumulado de 12 meses.

Economia Gisele Federicce Fri, 10 Oct 2014 10:59:18 +0000 http://www.brasil247.com/156547
Delação BBB acusa PT de levar 2% na Petrobras http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/156482 : Premiada e gravada na íntegra, delação de ex-diretor da Petrobras vira espetáculo midiático; gravação dentro de gabinete do juiz Sergio Moro transborda por todos os cantos; tipo de vazamento indica premeditação; acusação principal é a de PT recebia 2% sobre contratos na estatal para alimentar finanças do partido; PP e PMDB também tinham seus quinhões;  acusações sem provas divulgadas de maneira dramática visam pré-julgamento na fase decisiva da eleição; mídia compra versão de reús confessos como se fosse de partes desinteressadas; oposição comemora; PT deplora declarações "caluniosas" <br clear="all"> :

247 – Um dos mais experientes do País, o juiz federal Sergio Moro teve o depoimento que tomou do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, em seu gabinete, na Justiça Federal de Curitiba, no Paraná, inteiramente gravado por uma microcâmera. Um vídeo com a imagem parada no teto, mas com áudio perfeito, vazou em duas versão: íntegra e editado, com as mais fortes declarações feitas por Costa sob a proteção do regime de delação premiada. Soube-se, com a divulgação, que ela também é gravada e publicada.

Segundo Costa, o PT recebia 2% sobre contratos correntes na Petrobras, como forma de alimentar as finanças do partido. O PP e o PMDB também faziam jus a percentuais sobre operações superfaturadas. Enquanto a oposição comemora as denúncias, o PT, em nota, afirmou que as acusações são "caluniosas". 

Abaixo, os áudios, em duas partes, do depoimento de Paulo Roberto Costa, liberados pela Justiça, e reportagem da Reuters sobre as denúncias:

 

Ex-diretor da Petrobras detalha esquema de propinas a PT, PP e PMDB em contratos

(Reuters) - O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que grandes empresas fecharam contratos com a estatal por anos com sobrepreço médio de 3 por cento, e que a maior parte do dinheiro foi repassada para PT, PP e PMDB.

Costa disse em depoimento na quarta-feira à Justiça Federal, sob acordo delação premiada, que cerca de 10 "grandes empresas" realizavam um processo de "cartelização" nos acordos de fornecimento à Petrobras.

Segundo ele, em média 3 por cento do valor do contrato era repassado para partidos políticos que comandavam determinadas diretorias da estatal.

"Em relação à diretoria de Serviços, todos sabiam que tinha um percentual dos contratos da área de Abastecimento: dos 3 por cento, 2 por cento eram para atender ao PT", disse o ex-diretor da Petrobras, segundo áudio do depoimento disponível na Internet.

"Outras diretorias, como Gás e Energia e Exploração e Produção, também eram PT", acrescentou Costa, que dirigiu a área de Abastecimento da Petrobras de 2004 a 2012.

Costa declarou que, no caso da diretoria que ocupou, a indicação era do PP e, como os processos de licitação na Petrobras têm de passar pela diretoria de Serviços, os recursos eram repassados ao PP e PT.

"Me foi colocado pelas empresas e também pelo partido (PP) que dessa média de 3 por cento o que fosse diretoria de Abastecimento, 1 por cento seria repassado para o PP e os 2 por cento restantes ficariam para o PT dentro da diretoria (de Serviços)", disse.

"Do 1 por cento que era do PP, em média... 60 por cento ia para o partido, 20 por cento era para despesas... e os 20 por cento restantes eram repassados 70 por cento para mim e 30 por cento para o (ex-deputado federal do PP José ) Janene ou o (doleiro) Alberto Yousseff", acrescentou

O ex-diretor disse que Janene, que faleceu em 2010, "conduzia diretamente" a parcela dos recursos que cabia ao PP até meados de 2008, quando o deputado adoeceu e a função que passou a ser exercida por Yousseff, preso na mesma operação em que Costa foi detido, a Lava-Jato.

Costa afirmou ainda que o operador do PT no esquema era o tesoureiro da legenda João Vaccari.

Em nota, o PT disse que repudia com "veemência e indignação as declarações caluniosas" de Costa e alegou que todas as doações para o partido seguem a lei e são registradas na Justiça Eleitoral.

"O PT desmente a totalidade das ilações de que o partido teria recebido repasses financeiros originados de contratos com a Petrobras", diz a nota.

Em outra nota, a Secretaria Nacional de Finanças do PT afirmou que Vaccari nunca tratou de contribuições financeiras com Costa e que ele tem dado informaçõesw "distorcidas e mentirosas" à Justiça.

"Essas acusações, difundidas insistentemente por meio de notícias na imprensa, sem possibilidade de acesso de nossos advogados aos depoimentos, impedem o direito ao exercício constitucional da ampla defesa", diz a nota. "O secretário de Finanças vai processar civil e criminalmente aqueles que têm investido contra sua honra e reputação."

A assessoria de imprensa do PP afirmou em nota que "o Partido Progressista desconhece as denúncias, mas está à disposição para colaborar com todas as investigações".

Procurado, o PMDB informou que não comentará o caso.

Sobre o PMDB, o ex-diretor da Petrobras afirmou que a diretoria Internacional da Petrobras era comandada pelo partido e repassava recursos do esquema à sigla. Segundo Costa, o operador peemedebista era Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano.

No depoimento, Costa disse ainda ter conhecimento de que a Transpetro, subsidiária da Petrobras, também tinha um esquema de repasse de recursos a políticos.

O presidente da Transpetro, Sergio Machado, negou as afirmações do ex-diretor, alegando que são "mentirosas e absurdas". Por meio de nota, Machado ressaltou seu estranhamento com o fato de as declarações serem divulgadas "em pleno processo eleitoral".

No final da tarde, a Petrobras divulgou uma nota sobre as matérias divulgadas sobre os depoimentos de Costa e Youssef, afirmando que "vem acompanhando as investigações e colaborando efetivamente com os trabalhos das autoridades".

"A Petrobras reforça, ainda, que está sendo oficialmente reconhecida por tais autoridades como vítima nesse processo de apuração. Por fim, a Petrobras reitera enfaticamente que manterá seu empenho em continuar colaborando com as autoridades para a elucidação dos fatos."

Mais cedo, havia sido divulgada uma nota assinada pelo diretor de Serviços, José Eduardo Dutra, repudiando a vinculação de seu nome às irregularidades e afirmando que seu nome foi citado somente uma vez por Costa em seu depoimento e sem relação com as denúncias.

No áudio, Costa cita o nome de Dutra ao afirmar que quando tornou-se diretor de Abastecimento em 2004 era Dutra quem presidia a Petrobras.

Costa não citou nomes de políticos que têm prerrogativa de foro, já que essas pessoas têm de ser julgadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o depoimento foi dado à Justiça Federal do Paraná.

Vazamentos de depoimentos de Costa à Polícia Federal ocorreram em setembro, tornando as denúncias de corrupção na Petrobras um dos temas centrais na campanha eleitoral para a Presidência, que agora está em um segundo turno entre Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e Aécio Neves (PSDB).

(Por Eduardo Simões)

Brasil Aline Lima Thu, 09 Oct 2014 18:56:09 +0000 http://www.brasil247.com/156482
Em Sergipe, Dilma pede "onda para vencer no 2º turno" http://www.brasil247.com/pt/247/sergipe247/156484 : No périplo que realiza por Estados do Nordeste, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, esteve em Sergipe na tarde desta quinta (9); ela saiu em carreata, do aeroporto de Aracaju, onde um grande contingente de pessoas a esperava, até o Espaço Emes, onde discursou para mais de 5 mil pessoas; no ato, ela pediu que se forme "uma onda" para levá-la à vitória no segundo turno, destacou dados do desenvolvimento no Nordeste e voltou a criticar a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que disse que os eleitores do PT são "menos informados"; "Desinformados estão aqueles que acham que o Nordeste é igual ao que era há 15 anos. O Nordeste mudou para melhor", afirmou <br clear="all"> :

Valter Lima, do Sergipe 247 - No périplo que realiza por Estados do Nordeste, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, veio a Sergipe na tarde desta quinta-feira (9). Ela saiu em carreata, do aeroporto de Aracaju, onde um grande contingente de pessoas a esperava, passando pelo bairro Farolândia e chegando ao Espaço Emes, onde discursou para mais de 5 mil pessoas. No ato, ela pediu que se forme "uma onda" para levá-la à vitória no segundo turno. No discurso, de cerca de 20 minutos, a presidente destacou dados do desenvolvimento no Nordeste e voltou a criticar a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que disse que os eleitores do PT são "menos informados". De Aracaju, ela seguiu para Maceió, capital de Alagoas.

"Quero pedir a vocês o mesmo que pedi na Bahia, para que façam uma onda para a gente ganhar essa eleição no segundo turno. Peco uma onda sergipana forte que nos dê a vitória", afirmou. "Até o dia 26, falem com seus vizinhos, amigos, parentes, conhecidos e defendam o voto no nosso projeto, que é o voto do crescimento do Brasil. Essa onda sergipana tem que contaminar a todos os sergipanos. Vamos para as ruas, com muita alegria no coração, porque se eles mentem, nós respondemos com a verdade. Se eles destilam ódio, nós vamos responder com a esperança", retrucou.

Sobre a declaração de FHC, Dilma se disse "muito preocupada". "O ex-presidente FHC falou que meus votos eram votos das pessoas desinformadas", disse a presidente, sendo interrompida por muitas vaias. "Meu total repúdio a uma fala preconceituosa dessas", afirmou ela, sendo bastante aplaudida.

Sem citar o nome do tucano Aécio Neves, a presidente afirmou que ela é "diferente" do adversário. "Quando tivemos a oportunidade de fazer, porque tínhamos sido eleitos, nós fizemos. Quando tivemos as condições, nós fizemos. E quero dizer que vamos fazer ainda mais. Não sei se vocês já notaram, mas o meu adversário tem uma mania de dizer que tudo o que fizemos que deu certo ele vai continuar e fazer melhor. É muito engraçada essa mania. A pergunta que faço é porque eles não fizeram antes? Porque não fizeram quanto tiveram as condições? Nós lutamos e fizemos e por isso somos nós quem saberemos fazer melhor", ressaltou.

Contra o candidato da oposição, Dilma rebateu ainda uma declaração dele contra o reajuste do salário mínimo. “Outra dia meu adversário dizia que o salário mínimo tinha crescido muito. Estranha essa fala. O salário mínimo é a base do que ganha o trabalhador. Com Lula e comigo, o salário mínimo cresceu 70% acima da inflação”, defendeu. E disse mais: “Diante de qualquer crise, nós jamais vacilamos. Desde lula passando pelo meu governo, criamos 21 milhões de empregos com carteira assinada. A taxa de desemprego no Brasil, atualmente, é a menor da nossa história: 5%. No período deles era de 11,7%”, afirmou.

Nordeste

Ao citar dados do desenvolvimento no Nordeste, ela ressaltou que a região cresceu mais do que o restante do país. “Acho que desinformados estão aqueles que acham que o Nordeste é igual ao que era há 15 anos. Eu sei que o Nordeste mudou para melhor”, afirmou, numa nova crítica a FHC.

“Em toda a região, 1,5 milhão de casas receberam energia elétrica; 2,2 milhões de trabalhadores fizeram cursos técnicos e de qualificação profissional; 30% do Pronatec foi feito no Nordeste, o que significa que a população nordestina tem sede de conhecimento. Eu e Lula criamos 7 novas universidades no interior do Nordeste, trouxemos 141 escolas técnicas. 630 mil jovens fizeram universidade no Nordeste, através do Prouni e Fies sem contar a universidade pública. Um milhão de famílias tiveram acesso ao Minha Casa Minha Vida. Desde 2003, quatro milhões de empregos formais foram criados. Eu e Lula cumprimos a nossa palavra”, afirmou.

Discursos

Além de Dilma, discursaram no evento de ontem o governador Jackson Barreto (PMDB), a ex-primeira-dama Eliane Aquino, o deputado federal Rogério Carvalho (PT) e o governador Jaques Wagner (PT). “Vencemos a primeira etapa desta luta com a ajuda de vocês, dos prefeitos, vereadores, vice-prefeitos, deputados, candidatos, companheiros e companheiras. Mas ainda não vencemos a guerra. Vamos vencer com a eleição de Dilma. O Brasil precisa, o Nordeste precisa”, afirmou o governador.

Eliane Aquino, ao discursar, fez referência ao ex-governador Marcelo Déda. “Pela primeira vez não teve aquela sorrisão para receber a senhora. Mas sei que ele está no rosto e no sorriso de cada um aqui. É por isso que Sergipe elegeu a senhora em todos os municípios”, afirmou ela. Rogério, por sua vez, conclamou os sergipanos a retornarem às urnas no dia 26 para dar, novamente, a vitória a Dilma. “Vamos continuar nas ruas para fazer Dilma presidente outra vez”, disse ele.

Sergipe 247 Valter Lima Thu, 09 Oct 2014 19:22:37 +0000 http://www.brasil247.com/156484
Delação: oposição quer reunião de emergência da CPMI http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156485 : Justiça Federal do Paraná liberou áudio do depoimento dado nesta quarta-feira pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa; "Agora vindo a público esses áudios do senhor Paulo Roberto Costa indicando todos os caminhos, valores e pessoas, a CPMI deve se reunir imediatamente, tomar posições imediatas para responder à altura à sociedade brasileira", disse o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), membro da comissão; Costa afirmou em delação que cada contrato fechado com as diretorias comandadas por PT, PP e PMDB deveria ter 3% destinado à propina; em nota, PT chamou acusações de "caluniosas" <br clear="all"> :

Tiago Miranda, da Agência Câmara - Parlamentares da oposição cobram que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras tenha uma reunião de emergência para falar sobre o depoimento do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa dado na quarta-feira (8) à Justiça Federal do Paraná.

Em áudio do depoimento, liberado nesta quinta-feira pela Justiça do Paraná e divulgado pela imprensa, Costa diz que parte da propina cobrada de fornecedores da estatal era direcionada para atender a PT, PMDB e PP.

"Agora vindo a público esses áudios do senhor Paulo Roberto Costa indicando todos os caminhos, valores e pessoas, a CPMI deve se reunir imediatamente, tomar posições imediatas para responder à altura à sociedade brasileira", disse o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), membro da comissão.

Propina

No áudio divulgado pela imprensa, Costa afirma que cada contrato fechado com as diretorias comandadas pelos três partidos deveria ter 3% destinado à propina. O depoimento foi dado ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da operação Lava Jato na primeira instância.

De acordo com as denúncias do ex-diretor, o PT recolheria para o seu caixa 100% da propina obtida nas diretorias que a sigla administrava, como as de Gás e Energia; Corporativa e de Serviços; e Exploração e Produção.

"Olha, em relação à Diretoria de Serviços [comandada por Renato Duque], todos sabiam que 3% [cobrados de propina] eram para atender ao PT. Através da Diretoria de Serviços. Outras diretorias, como Gás e Energia e Exploração e Produção, também eram PT", declarou Costa à Justiça Federal.

Já em diretorias comandadas pelo PP, 2/3 da propina ficaria com o PT e o restante com o partido aliado. A maior parte dos recursos, segundo Costa, ia para os partidos. Havia ainda uma parcela (em média, 0,2% do valor do contrato) que ia para despesas de envio e notas fiscais do total. O restante ficava com Costa ou outro diretor responsável e um pouco ainda para o doleiro Alberto Youssef.

O PMDB também receberia parte da propina em contratos das diretorias que comandava, como a Internacional. O percentual, porém, não foi detalhado por Costa.

O presidente da CPMI da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), e o relator, deputado Marco Maia (PT-RS), não foram encontrados para comentar o caso. Parlamentares da base governista que integram a CPMI também foram procurados, mas não quiseram comentar ou não retornaram o contato.

Nota de resposta

Em nota, o PT contestou as informações passadas pelo ex-diretor. Segundo o partido, as declarações são "caluniosas" e todas as doações recebidas "seguem as normas legais e são registradas na Justiça Eleitoral".

O presidente do partido, Rui Falcão, lamentou que "estejam sendo valorizadas as palavras do investigado, em detrimento de qualquer indício ou evidência comprovada".

A Petrobras também divulgou nota sobre o caso. A estatal informou que vem acompanhando as investigações e colaborando com as autoridades. Segundo a nota, a Petrobras é vítima nesse processo de apuração das denúncias.

Para o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), que é vice-líder do seu partido, toda e qualquer denúncia deve ser investigada a fundo. Ele ressaltou, porém, que é preciso ter cuidado e responsabilidade para basear as ações da CPMI em provas.

"Estamos tratando de coisa séria, de denúncia de propina. Isso dá cadeia, dá perda de mandato. Isso acaba com a vida das pessoas. Então, devemos ter o maior senso de responsabilidade possível e nos basearmos em provas cabais e em não palavras ao vento, isso não quer dizer nada", disse Castro.

Histórico

Paulo Roberto Costa chefiou a Diretoria de Abastecimento da Petrobras entre 2004 e 2012. Ele foi preso em março pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, acusado de fazer parte de um esquema que teria desviado cerca de R$ 10 bilhões da estatal. Após fazer acordo de delação premiada com a Justiça, Costa foi autorizado a ficar em prisão domiciliar.

Poder Gisele Federicce Thu, 09 Oct 2014 19:19:02 +0000 http://www.brasil247.com/156485
'Estou com medo desse ódio contra os nordestinos' http://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/156477 Foto: Mateus Pereira: Em comício da presidente Dilma Rousseff em Salvador nesta quinta-feira, Jaques Wagner disse que está "chocado" e "com medo" das consequências do discurso da oposição, que tem criticado os nordestinos por terem votado na petista, como o ex-presidente FHCardoso, que disse que o eleitor do PT "é menos informado"; "Vou dizer com muita pureza da alma: estou com medo. Esse país é respeitado lá fora porque aqui não tem briga religiosa, regional, não tem briga interna como tem em outros países. Não vamos destruir a paz interna desse país para tentar ganhar uma eleição", disse o governador da Bahia <br clear="all"> Foto: Mateus Pereira:

Bahia 247 - Em comício da presidente Dilma Rousseff em Salvador nesta quinta-feira (9), o governador Jaques Wagner disse que está "chocado" e "com medo" das consequências do discurso da oposição, que tem criticado os nordestinos por terem votado na presidente, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que disse que o eleitor do PT "é menos informado".

"Vou dizer com muita pureza da alma: estou com medo. Esse país é respeitado lá fora porque aqui não tem briga religiosa, regional, não tem briga interna como tem em outros países (...) Não vamos destruir a paz interna desse país para tentar ganhar uma eleição", disse o governador da Bahia.

Wagner argumenta aos que dizem que quem vota é 'mal informado' que o governo do PT implantou novas universidades de escolas técnicas. "Quem será o próximo objeto do ódio deles? Eu tenho medo".

O governador disse também disse que está "em alfa" porque ajudou a eleger Rui Costa (PT) como sucessor, já que ele venceu em 337 municípios baianos e Dilma perdeu em apenas um.

"No único município que você não ganhou, eu estou indo lá semana que vem, porque quero que você ganhe em todos os municípios da Bahia", disse Jaques Wagner à presidente Dilma.

Buerarema, no sul da Bahia, foi a única cidades do estado onde a petista não venceu o adversário Aécio Neves, do PSDB. O resultado pode ser justificado por um conflito indígena na região, que contraria moradores que acreditam que a culpa é do governo federal por não demarcar as terras.

Bahia 247 Romulo Faro Thu, 09 Oct 2014 19:52:57 +0000 http://www.brasil247.com/156477
Com Aécio, acaba paciência estratégica com Mercosul http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/156320 : É o que afirma Rubens Barbosa, coordenador do programa de governo para a política externa e possível chanceler de um eventual governo do PSDB; em entrevista ao jornalista Guido Nejamkis, editor do 247 em espanhol, ele diz que, caso seja presidente, o tucano prevê uma "grande revisão" do bloco; "Aécio não aceitará descumprimento de regras", ressalta; ex-embaixador do Brasil em Washington e Londres e ex-coordenador do Brasil para o Mercosul avalia que "nos últimos quatro anos, o Brasil sumiu" e que "o governo Aécio irá restabelecer a projeção externa do País, além de reintegrá-lo no comércio internacional" <br clear="all"> :

Por Guido Nejamkis, editor do 247 em espanhol – Um eventual governo liderado pelo senador Aécio Neves, do PSDB, que disputará a presidência contra a petista Dilma Rousseff no segundo turno, em 26 de outubro, levará a Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela a necessidade de uma "grande revisão" do bloco do Mercosul, além da defesa dos valores da democracia e respeito pelos direitos humanos, disse o coordenador do programa de governo para a política externa do candidato tucano, Rubens Barbosa.

Ex-embaixador do Brasil em Washington e Londres, Barbosa, que também foi coordenador do Brasil para o Mercosul, disse que, caso chegue ao poder, Aécio Neves não aceitará violações das regras do bloco, mas observou que o Brasil buscará o diálogo com seus parceiros e vizinhos em busca de soluções.

"A partir de janeiro, o Brasil será o coordenador dos trabalhos do Mercosul, como parte da rotação da presidência. Se Aécio ganhar a eleição, o Brasil vai conversar com seus parceiros. Porque o Brasil quer uma reforma importante, uma revisão importante dos trabalhos do Mercosul comercial. Todos os outros grupos que tratam da parte social, política, vão continuar. Agora, o Brasil vai mudar de posição, no sentido de que o governo Aécio não vai aceitar esses descumprimentos do tratado (de Assunção, que criou o bloco), o isolamento em que o Mercosul está hoje", disse Barbosa, em entrevista ao Brasil 247 em espanhol.

Estabelecido como uma união aduaneira em 1º de janeiro de 1995, o Mercosul tem suas regras quebradas sistematicamente desde 2012, quando a Argentina, por uma fuga de capitais que enfraqueceu as reservas de seu banco central, começou a aplicar restrições à importação, afetando o Brasil, seu maior parceiro comercial.

Barbosa ressaltou que o novo governo terá vontade de diálogo, mas salientou, no entanto, que "não vamos aceitar o que aconteceu nos últimos anos, quando o Mercosul ficou congelado, do lado de fora, isolado de negociações comerciais, e o Brasil ficou amarrado, incapaz de negociar". "Porque temos que negociar junto com o Mercosul", afirmou.

As regras do bloco impedem seus membros de negociarem acordos comerciais com países terceiros ou blocos de forma individual. As declarações de Barbosa sugerem que o Brasil apostaria em um consenso para tentar flexibilizar essa regra caso os países parceiros do Mercosul não respondam positivamente à vontade para avançar em novos acordos comerciais.

O diálogo deve ter resultados, Barbosa explicou, indicando que deve deixar claro se há interesse em avançar com uma abertura para novos acordos comerciais. "Isso vai ser dito pelo Brasil, que vai coordenar o bloco, e se os nossos parceiros não quiserem isso, o Brasil não elimina nenhuma hipótese de trabalho. Vamos negociar, queremos que o Mercosul possa liderar, negociar com outros países... Agora, se não houver interesse por parte de outros membros de levar esta ideia adiante, o Brasil não deixará de lado nenhuma hipótese", disse ele ao 247.

"Ao Brasil interessa um Mercosul que possa promover a liberalização do comércio entre os países membros, interessa que o bloco possa negociar com outros parceiros. Para começar, a negociar com a União Europeia, que está em curso e que o governo Aécio vai querer completar", disse ele, citando que, nos últimos anos, o bloco sul-americano assinou três acordos de comércio com Israel, Egito e Autoridade Palestina, "enquanto que, no mundo inteiro, foram assinados mais de 400 acordos".

Barbosa foi cauteloso ao se referir sobre a situação interna da Venezuela após os protestos que sacudiram o país nos últimos meses e que está em uma situação de crise, caracterizada pela escassez de produtos básicos, a inflação alta, superior a 50% ao ano, e a falta de segurança pública.

Quando questionado se o Brasil iria agir a favor da libertação do líder político da oposição venezuelano Leopoldo Lopez, que está preso, Barbosa disse: "eu respondo de acordo com o programa de governo, que diz que, em matéria de democracia e direitos humanos, o Brasil defenderá externamente os mesmos valores que defende internamente".

Neste sentido, explicou que "o Brasil continuará a priorizar a política de relações comerciais com todos os países da região. Todos, com a Argentina, a Venezuela, com todos. Nós não vamos parar de dar prioridade aos nossos vizinhos", declarou, ressaltando, porém, que vai "defender seus interesses". Ele acrescentou: "O interesse comercial e político sem ideologia, nenhuma ideologia. A política de afinidade ideológica, de paciência estratégica, vai virar uma página do passado".

Em relação à crise na Argentina, seu maior parceiro comercial na América Latina e com o qual o Brasil tem comércio superior a US$ 30 bilhões, além de 130 empresas que atuam em seu mercado, Barbosa disse que, em um eventual governo do PSDB, "o Brasil vai continuar a apoiar a Argentina no restabelecimento das condições para a estabilidade econômica, para o crescimento", mas sublinhou que "vamos ter de negociar com cada um dos países condições em que os interesses do Brasil não sejam contrariados, não sejam prejudicados por violações de acordos".

Ele também disse que serão iniciadas rodadas de negociações com os países vizinhos "para proteger as fronteiras" e "prevenir o crime transnacional, incluindo o tráfico de drogas, contrabando de armas".

Barbosa disse que os "dois principais vetores da política externa" propostos por Aécio apontam para a "reinserção do Brasil competitivo no comércio internacional. E na área política, o restabelecimento de condições para que o Brasil possa projetar-se novamente".

Esta concepção é baseada, de acordo com o coordenador do programa de governo do candidato da oposição, no fato de que "nos últimos quatro anos, o Brasil sumiu. Não houve nenhuma política ativa, nenhuma grande iniciativa, como havia no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e no primeiro mandato de Lula (2003-2006). O governo Aécio irá restabelecer a projeção externa do Brasil e vai tomar medidas para reintegrar o Brasil no comércio internacional".

Brasil Aline Lima Thu, 09 Oct 2014 15:41:22 +0000 http://www.brasil247.com/156320
Tracking do PT: empate com Aécio 46% e Dilma 43% http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156440 : Não registrada no TSE, pesquisa interna da campanha de Dilma Rousseff aponta Aécio Neves com 46% contra 43% para candidata à reeleição; entre votos válidos, placar ficou em 52% a 48% a favor do tucano; informação é da jornalista Monica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo; comando petista esperava sair atrás, em razão de crescimento do adversário no primeiro turno, e dirigentes saudaram situação de empate técnico; partido aumenta mobilização enquanto Aécio soma apoios; disputa acirrada <br clear="all"> :

247 – O comando da campanha do PT esperava mesmo sair em desvantagem em relação ao adversário do PSDB no segundo turno, e uma pesquisa interna saiu dentro das expectativas, mas melhor do que poderia ter sido. Segundo a colunista Monica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, um tracking feito pela campanha de Dilma apurou 46% de intenções de votos para Aécio Neves, contra 43% para a presidente. Na contagem de intenções de votos válidos, o placar ficou em 52% a 48% para o tucano sobre a petista.

O levantamento informal, sem registro TSE, motivou os petistas. O advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh foi um dos primeiros a se manifestar, conclamando a militância a não acreditar nos números dos institutos de pesquisas tradicionais.

Os petistas esperavam uma vantagem para Aécio, em razão da performance do tucano no primeiro turno, mas os números obtidos foram considerados positivos em razão do estabelecimento de uma situação de empate técnico, ainda que com vantagem para o adversário.

A sondagem do PT foi feita em nível nacional e tem margem de erro estimada em dois pontos percentuais. As campanhas costumam utilizar levantamentos próprios para orientar especialmente a linha política dos programas de televisão.

Poder Thu, 09 Oct 2014 13:37:56 +0000 http://www.brasil247.com/156440
Juristas lançam manifesto nacional em apoio a Dilma http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/156463 : Advogados, membros do Ministério Público, professores universitários de Direito e estudantes de Direito de vários estados do Brasil lançaram um Manifesto Nacional de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) nesta quarta-feira 8; documento é assinado primeiramente pelo professor Celso Antônio Bandeira de Mello, maior administrativista do País; lançamento do manifesto foi feito em Curitiba <br clear="all"> :

Blog do Tarso - Advogados, membros do Ministério Público, professores universitários de Direito e estudantes de Direito de vários estados do Brasil lançaram um Manifesto Nacional de apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT), ontem (8). Foi uma iniciativa dos advogados Edésio Passos, André Passos, Tarso Cabral Violin e vários outros profissionais do Direito.

Quem primeiro assina o manifesto é o Prof. Dr. Celso Antônio Bandeira de Mello, o maior administrativista do país.

Juristas, professores e estudantes do Paraná, que inicialmente elaboraram o manifesto, fizeram o lançamento do documento ontem (8), em Curitiba. Estavam presentes professores da Universidade Federal do Paraná, Universidade Positivo, UniCuritiba, UniBrasil e de várias outras instituições de ensino de Direito.

O ato foi realizado pela advogada e vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, e pelo advogado e professor de Direito do Trabalho da UFPR, Wilson Ramos Filho (Xixo), que também teve o objetivo de organizar a campanha no Paraná.

Os advogados, professores, bacharéis ou estudantes de Direito podem assinar o manifesto e ver quem já assinou aqui.

Veja o texto do manifesto:

Agora é Dilma Presidenta 13! Manifesto dos Juristas

No governo Dilma foram sancionadas a Lei de Acesso à Informação e o Marco Civil da Internet, Lei da Comissão Nacional da Verdade, Lei das Parcerias entre Administração Pública e Organizações da Sociedade Civil.

Por um Brasil cada vez mais justo e igualitário; pelo meio ambiente equilibrado; por uma nação cada vez mais reconhecida internacionalmente; pela defesa da liberdade religiosa em um Estado Laico; pela liberdade de expressão e democratização da mídia; pela defesa de nossa Constituição Social, Republicana e Democrática de Direito de 1988; por uma Reforma Política que aprimore ainda mais a Democracia brasileira em construção; pela defesa dos movimentos sociais; pelas Defensorias Públicas estruturadas e autônomas; pelo fim da miséria e redução das desigualdades social e regionais; por um Estado presente na ordem social e econômica; por uma América Latina unida; por uma economia mais solidária; pela não privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, das Universidades Federais e demais entidades estratégicas; pela manutenção do pré-sal sob domínio brasileiro; pela manutenção da independência do Ministério Público, dos Tribunais de Contas, das CPIs e da Polícia Federal na investigação de todo e qualquer rastro de corrupção; pelo ensino público e não mercantilizado; por uma saúde pública cada vez mais universalizada; pela manutenção e ampliação das conquistas econômicas e sociais dos Governos Lula e Dilma (2003-2014); e por uma eleição sem boatos e calúnias; nós, juristas, professores universitários e estudantes de Direito, abaixo-assinados, declaramos voto à candidatura da Presidenta Dilma Rousseff 13, do Partido dos Trabalhadores (PT), neste segundo turno das eleições de 2014, para que ela continue sendo a nossa primeira mulher Presidente do Brasil!

Brasil Gisele Federicce Thu, 09 Oct 2014 16:26:14 +0000 http://www.brasil247.com/156463
Armínio sobre bancos públicos: "Não sei bem o que vai sobrar" http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156461 : Nomeado ministro da Fazenda por Aécio Neves, caso o tucano seja eleito presidente, ex-presidente do Banco Central defende "correção de rumo" na área dos bancos públicos no Brasil; "Não estou advogando aqui fechar o BNDES", ressalta ele; "Mas não sei muito bem o que vai sobrar no final da linha, talvez não muito"; segundo Armínio Fraga, modelo com três grandes públicos brasileiros, BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica, "não é favorável ao crescimento" <br clear="all"> :

247 - Já nomeado ministro da Fazenda em um eventual governo de Aécio Neves (PSDB), Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, defende a redução do papel dos bancos públicos na economia brasileira. Em um áudio divulgado pelo blog O Cafezinho, ele chega a dizer que não sabe bem "o que vai sobrar no final da linha, talvez não muito". 

No trecho da apresentação, Armínio afirma que o modelo brasileiro formado por "três grandes bancos públicos em atuação", BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, "não é um modelo favorável ao crescimento, ao desenvolvimento" do País. "Sabemos, da nossa própria história e da história universal dos bancos públicos", justifica.

Leia abaixo o post do Cafezinho e ouça o áudio:

Armínio Fraga defende redução dos bancos públicos

Por Miguel do Rosário

Arminio Fraga defende redução dos bancos públicos

Tem apenas 1 minuto.

Escute o áudio de Armínio Fraga, já "nomeado" por Aécio Neves como seu eventual ministro da Fazenda, defendendo redução do papel dos bancos públicos. Ao final, uma frase com reverberações sinistras: "não sei bem o que vai sobrar ao final da linha, talvez não muito".

É importante destacar que Fraga mente ao falar da "história" do crescimento.

Todos os países desenvolvidos cresceram com enormes investimentos públicos. E hoje, os países que mais crescem, são os que tem bancos públicos fortes, como China.

E os bancos privados são justamente os principais responsáveis pelas periódicas crises financeiras que vem drenando recursos do Estado para mãos de algumas instituições bancárias.

A acusação de que os bancos públicos são capturados por interesses "públicos e privados" é inconsequente, porque finge ignorar que o mesmo acontece, numa escala infinitamente superior, com os bancos privados.

Os bancos públicos são a salvaguarda da nossa soberania econômica e, portanto, também política.

Os bancos públicos são o único instrumento do povo para reduzir o spread bancário e os juros reais, coisas com as quais Fraga não se preocupa.

O Brasil já conhece Armínio Fraga. Ele foi presidente do Banco Central, e sua primeira medida foi elevar os juros para 45%.

Armínio Fraga foi um dos braços direitos de George Soros, apelidado de o "destruidor de países".

É, meus amigos e amigas, os abutres estão vindo para cá.

PS:

Assistam a esse vídeo, onde Armínio fala que o salário mínimo subiu demais. 

O argumento de Armínio, de que é preciso guardar relação entre a produtividade e o salário, é uma falácia, porque o aumento do salário estimula, justamente, o aumento da produtividade do trabalhador. Não é culpa do mesmo se o empresário não investe em tecnologias que elevem a produtividade da firma.

Ao contrário, salários historicamente baixos sempre fizeram os empresários preferirem contratar "escravos" a investir em criatividade e inovação.

Economia Gisele Federicce Thu, 09 Oct 2014 16:12:25 +0000 http://www.brasil247.com/156461
Marina apresentará propostas a Aécio antes de decidir sobre 2º turno http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156443 Nacho Doce/Reuters: Ex-candidata decidiu que um documento com propostas programáticas será apresentando na sexta-feira à campanha do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, e aguardará uma resposta para então decidir seu posicionamento; "Essa manifestação e a resposta que ela obtiver serão fundamentais para minha manifestação individual que será feita oportunamente no 2º turno", disse a ex-senadora em comunicado <br clear="all"> Nacho Doce/Reuters:

BRASÍLIA (Reuters) - Terceira colocada no primeiro turno da eleição presidencial, Marina Silva (PSB) decidiu que um documento com propostas programáticas será apresentando na sexta-feira à campanha do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, e aguardará uma resposta para decidir seu posicionamento sobre o segundo turno.

Esperava-se que Marina anunciasse nesta quinta sua posição a respeito do segundo turno, mas a ex-senadora não participou de um encontro realizado em Brasília entre os líderes dos partidos da coligação pela qual concorreu à Presidência para debater sobre o tema.

A Rede, partido que Marina pretendia criar para concorrer nas eleições deste ano que teve seu pedido de criação negado pela Justiça eleitoral, posicionou-se na madrugada desta quinta em voto "absolutamente consensual" contra a presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT, e "a favor das mudanças que o Brasil precisa realizar".

"Aguardo com tranquilidade e confiança a manifestação individual ou coletiva dos partidos sobre compromissos que precisam ser assumidos pela candidatura identificada com o sentimento de mudança", disse Marina, que terminou em terceiro lugar na votação de domingo, com 21,3 por cento dos votos válidos, em comunicado.

"Essa manifestação e a resposta que ela obtiver serão fundamentais para minha manifestação individual que será feita oportunamente no 2º turno", acrescentou a ex-senadora.

O deputado Walter Feldman, porta-voz da Rede, afirmou na reunião dos partidos da coligação que Marina só vai se posicionar após receber resposta do candidato tucano sobre suas propostas, que serão apresentadas à campanha tucana no Rio de Janeiro na sexta-feira.

Dos partidos da coligação de Marina, o PSB e o PPS anunciaram o apoio a Aécio antes mesmo do encontro das legendas nesta quinta em Brasília, que conta ainda com a participação dos líderes de PPL, PHS, PRP, PSL.

(Por Maria Carolina Marcello)

Poder Gisele Federicce Thu, 09 Oct 2014 14:49:11 +0000 http://www.brasil247.com/156443
Marina deve 'murar'. Romário adere a Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156426 : Tucanos acreditam que Marina Silva vai "cometer o erro" de ficar em cima do muro entre Aécio Neves e Dilma Rousseff; posição dela deve acompanhar à da Rede, que liberou eleitores para votarem como quiserem, mas com a recomendação de não ser a candidata do PT; como forma de compensação, Aécio estará no Rio de Janeiro, à tarde, para receber apoio do senador eleito Romário; jornalista Tereza Cruvinel, em seu blog no 247, informa que expectativa entre tucanos é por boa performance nas pesquisas Datafolha e Ibope que serão divulgadas nesta quinta-feira 9 <br clear="all"> :

247 - Marina Silva deverá seguir, no segundo turno, o posicionamento da Rede Sustentabilidade, que recomendou voto nulo, branco ou em Aécio, vetando o apoio à presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, afirma Tereza Cruvinel, em novo post em seu blog no 247. "Entre os tucanos, a expectativa maior é a de que a terceira colocada siga este caminho, que consideram um erro: mais uma vez, ela frustrará eleitores e ficará restrita ao seu nicho eleitoral, que pouco se ampliou de 2010 para 2014", escreve a jornalista. 

Tereza diz ainda que hoje, no final da tarde, Aécio viaja para o Rio a fim de receber o apoio do senador eleito Romário, o que deverá compensar o posicionamento de Marina. "A viagem de Aécio para o Rio sugere que, já conhecendo a  decisão de Marina, ele preferiu não ficar em Brasília para uma receber uma notícia frustrante, e deslocar-se para o Rio onde Romário anunciará seu apoio num grande evento eleitoral". Segundo a colunista, a tendência é que o deputado convoque uma nova manifestação do movimento "Aezão" no estado.

Na avaliação de Tereza Cruvinel, que acrescenta que Aécio também receberá apoio do peemedebista José Ivo Sartori, candidato a governador no Rio Grande do Sul contra o PT, "o amplo arco de apoios a Aécio foi uma segunda derrota para o PT, que viu Dilma ficar isolada, recebendo apoios poucos significativos, como o de Jean Willys e Marcelo Freixo, do PSOL". Agora é esperar as pesquisas que devem ser divulgadas hoje à noite, com Aécio à frente, mas não com grande vantagem, diz ela.

Leia a íntegra em Aécio recebe o apoio de Romário. Marina deve seguir Rede

Poder Felipe L. Goncalves Thu, 09 Oct 2014 13:00:52 +0000 http://www.brasil247.com/156426
Na Bahia, Dilma indaga: 'Por que não fizeram antes?' http://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/156447 Foto: Ichiro Guerra: Salvador - BA, 09/10/2014. Dilma Rousseff durante a caminhada no Largo de Roma até a Colina Sagrada. Em discurso no Largo do Bonfim, na frente da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, a presidente bateu duro no "preconceito" contra a região Nordeste; "Somos um povo vocacionado para ter menos preconceito, para ser mais flexível. É muito grave quando querem atribuir a minha votação e o primeiro lugar que obtive no primeiro turno e falam: 'votaram nesse projeto porque as pessoas que votaram não são qualificadas, são desinformadas'. Essa é a uma conversa velha. Sem o Nordeste, sem a Bahia, esse país não seria o Brasil que nós amamos" <br clear="all"> Foto: Ichiro Guerra: Salvador - BA, 09/10/2014. Dilma Rousseff durante a caminhada no Largo de Roma até a Colina Sagrada.

Bahia 247 - Na Bahia, estado que lhe deu sua maior votação em 2010 e no primeiro turno deste ano, a presidente Dilma Rousseff continuou seu discurso contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de que o eleitor do PT é "menos informado" e criticou divisão que, segundo ela, existia no governo tucano entre os nordestinos e as regiões Sul e Sudeste do País. Em discurso no Largo do Bonfim, na frente da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, a petista bateu duro no "preconceito" contra a região Nordeste.

"Nós somos um povo vocacionado para ter menos preconceito, para ser mais flexível. Eu acredito que é uma das nossas maiores riquezas é essa diversidade regional e cultural. É muito grave quando querem atribuir a minha votação e o primeiro lugar que obtive no primeiro turno e falam: 'votaram nesse projeto porque as pessoas que votaram não são qualificadas, são desinformadas'. Essa é a uma conversa velha. Eu tenho certeza que aqui no Nordeste está uma parte essencial do Brasil. Sem o Nordeste, sem a Bahia, esse país não seria o Brasil que nós amamos".

Dilma bateu duro no que chamou de "indústria" da seca, que, segundo ela, aconteceu no governo de FHC. "Eles nunca olharam para aqui. Deixaram anos e anos a fio sem investimento e infraestrutura, sempre usaram e abusaram da indústria da seca".

Um dos carros-chefe do governo do PT, o Bolsa Família também foi usado pela presidente para comparar as medidas sociais com as gestões passadas. "O Bolsa Família deles era para muitos poucos, o nosso é para mais de 50 milhões".

Bahia 247 Romulo Faro Thu, 09 Oct 2014 16:01:30 +0000 http://www.brasil247.com/156447
Dilma rebate FHC: "Eles não dão importância ao povo" http://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/156410 : Em Salvador, onde faz campanha nesta quinta, a presidente Dilma Rousseff rebateu as declarações "preconceituosas" do ex-presidente FHC de que "o PT está fincado nos menos informados" e aproveitou para falar que espera debate de "alto nível" com o candidato do PSDB, Aécio Neves; "Essa eleição é fundamental. Eu discordo do baixo nível, destilando o ódio. Essa história de falar que nossos votos são de pessoas ignorantes. Isso mostra o preconceito e o desconhecimento. As pessoas não são ignorantes coisa nenhuma. O povo é informado, tem ideias próprias, não precisa de ninguém vir explicar. Tem que ter respeito" <br clear="all"> :

Romulo Faro, do Bahia 247 - Em Salvador, onde faz campanha nesta quinta-feira (9), a presidente Dilma Rousseff concedeu entrevista à rádio Metrópole e rebateu as declarações "preconceituosas" do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de que "o PT está fincado nos menos informados". A petista aproveitou para falar que espera debate de "alto nível" neste segundo turno contra o candidato do PSDB, Aécio Neves.

"Essa eleição é fundamental. Eu discordo do baixo nível, destilando o ódio. Essa história de falar que nossos votos são de pessoas ignorantes. Isso mostra o preconceito e o desconhecimento. As pessoas não são ignorantes coisa nenhuma. O povo é informado, tem ideias próprias, não precisa de ninguém vir explicar. Tem que ter respeito".

Dilma aproveitou oportunidade para lembrar que venceu Aécio em Minas Gerais, terceiro maior colégio eleitoral do País e terra natal do tucano.

"Eu ganhei do meu adversário em Minas Gerais, onde ele tinha o berço político. Eu sou de Belo Horizonte, mas ganhei dele no Rio de Janeiro. Perdi em São Paulo. Ganhei nos estados do Sudeste, no Norte. Isso (de que a presidente é forte apenas no Nordeste e que seus eleitores são mal informados) é uma visão preconceituosa. Como eles não dão importância ao povo, tudo isso é destilar ódio".

Em discurso há pouco, Dilma também voltou a pedir voto contra o ódio. "Eu peço a vocês, convidem as pessoas a votar a favor da verdade, da esperança. Vamos votar com consciência. Vamos votar contra a mentira e o ódio. Eu peço a vocês, vamos na onda, pessoal. Vamos na onda", disse a presidente para uma plateia de prefeitos, deputados, vereadores e populares.

A partir das 11h, Dilma seguirá em caminhada do Largo Irmã Dulce até a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. "Fiquei muito satisfeita, fiquei muito feliz. Fiquei feliz com as eleições de Rui Costa para governador e Otto Alencar para senador. São grandes parceiros. Vim aqui agradecer essa grande votação que a Bahia me dá", disse a presidente.

Bahia 247 Romulo Faro Thu, 09 Oct 2014 10:47:40 +0000 http://www.brasil247.com/156410
Marina adia declaração de apoio a Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156409 Vagner Campos: Candidata à Presidência da República pela Coligação Unidos pelo Brasil, Marina Silva cumpre agenda em Minas Gerais. A candidata concedeu entrevista coletiva no aeroporto de Juiz de Fora, em seguida se dirigiu para o centro da cidade onde participou de um Ex-senadora, que anunciaria oficialmente seu apoio ao candidato tucano no segundo turno nesta quinta-feira 9, desistiu de viagem a Brasília, onde aconteceria o ato, após reunião com partidos que formavam a coligação de sua candidatura no primeiro turno; com a desistência, ela também não participa da reunião de lideranças <br clear="all"> Vagner Campos: Candidata à Presidência da República pela Coligação Unidos pelo Brasil, Marina Silva cumpre agenda em Minas Gerais. A candidata concedeu entrevista coletiva no aeroporto de Juiz de Fora, em seguida se dirigiu para o centro da cidade onde participou de um

247 – A ex-senadora Marina Silva desistiu de anunciar seu apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, no segundo turno.

O pronunciamento oficial seria feito nesta quinta-feira 9, depois de reunião entre partidos que formaram a coligação de sua candidatura no primeiro turno, em Brasília, mas ela desistiu da viagem.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, ela disse a interlocutores que prefere adiar a declaração publicar, e não deu nova data para o ato. A ex-candidata ficará em São Paulo.

A Executiva Nacional do PSB aprovou ontem apoio a Aécio, mas segundo o deputado Beto Albuquerque, candidato a vice na chapa de Marina, o apoio ainda dependia de acordos no programa de governo.

Segundo a Folha, Marina espera um aceno do tucano à esquerda, especialmente em relação ao MST (Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e aos índios.

Abaixo, reportagem da Reuters sobre o assunto:

Marina não participa de reunião de coligação sobre apoio no 2º turno

BRASÍLIA (Reuters) - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, derrotada no primeiro turno da eleição presidencial, não vai participar da reunião realizada nesta quinta-feira entre lideranças de partidos da coligação Unidos pelo Brasil para decidir a posição conjunta das legendas no segundo turno da votação.

Marina, que terminou em terceiro lugar na votação de domingo com 21,3 por cento dos votos válidos, havia informado que anunciaria nesta quinta sua posição a respeito do segundo turno, disputado entre a atual presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), e do candidato do PSDB, Aécio Neves.

A coligação Unidos pelo Brasil informou em nota que a ausência de Marina no encontro realizado na sede do PSB, em Brasília, foi acertada com as lideranças dos partidos da coligação pela qual a ex-senadora foi candidata presidencial.

"Posteriormente, os líderes da coligação levarão o resultado da reunião a Marina para subsidiar a contribuição da ex-candidata ao debate eleitoral", informou a nota.

Dos partidos da coligação, formada por PSB, PPS, PPL, PHS, PRP, PSL, o PSB e o PPS já anunciaram o apoio a Aécio.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

Poder Gisele Federicce Thu, 09 Oct 2014 10:34:23 +0000 http://www.brasil247.com/156409
Com apoio a Aécio, PSB isola Roberto Amaral http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/156404 : O apoio maciço de 21 dos 29 diretórios estaduais do PSB em subir no palanque do candidato Aécio Neves (PSDB) no segundo turno acabou fortalecendo os planos da ala pernambucana de assumir o comando do partido; o atual presidente da legenda, Roberto Amaral, acabou aumentando seu isolamento ao defender a neutralidade dos socialistas; o PSB de Pernambuco, agora, tenta emplacar o nome do prefeito do Recife, Geraldo Julio, para disputar a presidência da legenda; a briga interna ocorre a apenas cinco dias da realização das eleições internas que irão definir os membros da Executiva Nacional pelos próximos três anos <br clear="all"> :

Pernambuco 247 - O apoio maciço de 21 dos 29 diretórios estaduais do PSB em subir no palanque do candidato Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais acabou por fortalecer os planos da ala pernambucana do partido em assumir o comando da legenda pelos próximos três anos. O atual presidente do partido, Roberto Amaral, acabou aumentando o seu isolamento ao defender a neutralidade dos socialistas no segundo turno. O PSB de Pernambuco, agora, tenta emplacar o nome do prefeito do Recife, Geraldo Julio, para disputar a presidência da legenda. A briga interna ocorre a apenas cinco dias da realização das eleições internas que irá definir os membros que comporão a Executiva Nacional pelos próximos anos.

A movimentação interna e as rusgas de parte da legenda com as posições adotadas por Amaral foram evidenciadas logo que a ex-senadora marina Silva ingressou nas fileiras socialistas como candidata a vice na chapa presidencial do ex-governador Eduardo Campos. Amaral, que até então era vice-presidente nacional do PSB, manifestou uma série de posições contrárias aos interesses da maioria do partido – que via no capital eleitoral da ambientalista uma forma de alavancar a candidatura de Campos que patinava em função do baixo desconhecimento do eleitor em torno do seu nome - até aceitar o ingresso de Marina na chapa como algo consumado.

Ao longo da corrida eleitoral, Amaral também mostrou divergências com vários pontos defendidos pelos coordenadores da campanha de Marina e seus seguidores. O posto de presidente foi assumido mediante a trágica morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo, ocorrido em Santos, litoral paulista, no dia 13 de agosto, praticamente no mesmo tempo em que Marina assumiu a cabeça de chapa.

Pouco depois, Amaral também desagradou o partido ao marcar a reunião da Executiva para eleger o novo presidente faltando cerca de uma semana para as eleições, quando a maior parte dos delegados estava em campanha. A atitude foi vista como uma manobra para Amaral continua à frente do comando da legenda.

Uma série de diretórios estaduais, encabeçada por Pernambuco, pressionou a direção do partido para que a data fosse remarcada. A movimentação deu certo e Amaral acabou adiando a reunião para o próximo dia 13. Os comentários de bastidores apontavam que havia sido firmado um acordo no qual o prefeito do Recife, Geraldo Julio, que já estava se movimentando para se firmar como uma liderança nacional, seria alçado à condição de vice-presidente do partido.

Junto com esta derrota inicial, Amaral viu pressão pernambucana crescer após a apuração final do primeiro turno das eleições. O PSB de Pernambuco, que já detinha o comando da capital, elegeu Paulo Câmara para o Governo do Estado com a maior votação proporcional do País e fez oito deputados federais, a maior bancada da legenda na Câmara Federal. Além disso, Pernambuco foi o único estado do Nordeste onde o PT perdeu a disputa presidencial para a candidata do PSB.

Estes pontos, associados a sua neutralidade no segundo turno anunciada após a derrota da Marina nas urnas – indo de encontro a maioria dos diretórios estaduais que acabaram por apoiar a candidatura tucana – acabaram por aumentar o isolamento de Amaral dentro da direção do PSB. Até mesmo o fato do vice na chapa de marina, Beto Albuquerque (RS), estar entre os cotados para assumir a direção do PSB pesa em favor dos pernambucanos. A avaliação é que como os pernambucanos abriram mão de indicar o vice na chapa presidencial – que teve até o nome da ex-primeira dama Renata Campos entre os cotados -, o troco viria na forma de apoio nas eleições internas.

Muitos socialistas também avaliam que a aproximação de Amaral junto ao PT, bem como a defesa feita por ele para que o partido se aliasse ao PT antes de anunciar que defendia a neutralidade da legenda no segundo turno, é um outro fator que pesa contra o atual dirigente, uma vez que o partido já manifestou sua posição e irá marchar ao lado do candidato tucano nesta nova fase das eleições.

Manter o controle ou uma posição de destaque dentro do comando decisório do PSB é visto como fundamental para a ala pernambucana. Com a morte de Campos, os pernambucanos perderam o controle nacional da legenda que vinha desde 1983, com o ex-governador e avô de Campos, Miguel Arraes. Desde então, o PSB pernambucano teme perder o protagonismo de décadas que marcou os rumos da sigla socialista, algo que poderá se r evitado caso esta movimentação seja confirmada no próximo dia 13.

Pernambuco 247 Paulo Emílio Thu, 09 Oct 2014 10:18:39 +0000 http://www.brasil247.com/156404
Kennedy: Aécio vence Dilma no jogo de apoios http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/156416 : "Além do apoio do PSB e do PPS, os dois principais partidos que estiveram com Marina Silva no primeiro turno, o tucano recebeu a adesão do PSC, do Pastor Everaldo, e do PV, de Eduardo Jorge. Aécio saiu vencedor no jogo de alianças políticas", calcula o jornalista <br clear="all"> :

247 - Para o jornalista Kennedy Alencar, o candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves, "saiu vencedor no  jogo de alianças políticas" no segundo turno das eleições" (veja aqui).

"Além do apoio do PSB e do PPS, os dois principais partidos que estiveram com Marina Silva no primeiro turno, o tucano recebeu a adesão do PSC, do Pastor Everaldo, e do PV, de Eduardo Jorge. Aécio saiu vencedor no jogo de alianças políticas", disse ele.

Aécio posou ontem para fotos ao lado dos candidatos dos nanicos PSC e do PV. A aliança do PSB de Eduardo Campos e Marina Silva, no entanto, foi o movimento mais importante recebido pelo tucano.

Hoje, estava agendado para Marina Silva fazer seu pronunciamento público em apoio a Aécio, mas o ato foi adiado pela ex-senadora e não tem nova data para acontecer. 

Mídia Gisele Federicce Thu, 09 Oct 2014 11:07:36 +0000 http://www.brasil247.com/156416
Para Wagner, "o PMDB da Bahia acabou" http://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/156413 : Governador Jaques Wagner ainda faz seu balanço das eleições deste ano na Bahia, mas já concluiu que o PMDB, partido do ex-aliado e hoje principal adversário, Geddel Vieira Lima, "acabou"; para sustentar sua tese, ele argumenta os números das apurações das urnas, sem falar explicitamente da derrota de Geddel na disputa pelo Senado; "Um deputado federal (Lúcio Vieira Lima), irmão do Geddel, elegeu quatro estaduais (o governador errou. Foram seis), dos quais um é totalmente ligado a (ACM) Neto" <br clear="all"> :

Bahia 247 - O governador Jaques Wagner (PT) ainda faz seu balanço das eleições deste ano na Bahia, mas já concluiu que o PMDB, partido do ex-aliado e hoje principal adversário, Geddel Vieira Lima, "acabou".

Para sustentar sua tese de que o partido "acabou", Wagner argumenta os números das apurações das urnas, sem falar explicitamente da derrota de Geddel na disputa pelo Senado. "Um deputado federal (Lúcio Vieira Lima), irmão do Geddel, elegeu quatro estaduais (o governador errou. Foram seis), dos quais um é totalmente ligado a (ACM) Neto", disse o petista em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.

Geddel foi ministro da Integração Nacional do ex-presidente Lula, mas em 2009 decidiu romper com o governo Wagner para lançar candidatura própria a governador em 2010. Saiu derrotado, em terceiro lugar, na disputa que Jaques Wagner venceu. O petista foi reeleito com 63% dos votos válidos.

Nas eleições deste ano, Geddel foi candidato a senador. E perdeu mais uma vez. O eleito foi Otto Alencar (PSD), da chapa do petista Rui Costa, que foi eleito governador.

Bahia 247 Romulo Faro Thu, 09 Oct 2014 11:23:35 +0000 http://www.brasil247.com/156413
Pesquisa Veritá: Aécio abre dez pontos no 2º turno http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156383 : De acordo com o instituto, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) tem 54,2% dos votos válidos, contra 45,2% da presidente Dilma Rousseff, do PT; em votos nominais a diferença seria de 42% a 36,1%, enquanto 17,4% não sabem ou não responderam; ontem, na primeira sondagem, do Paraná Pesquisas, a diferença era um pouco menor: 54% a 46%  <br clear="all"> :

247 - Uma nova pesquisa sobre o segundo turno da sucessão presidencial atribui ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) uma vantagem de quase dez pontos sobre a presidente Dilma Rousseff, do PT. Se as eleições fossem hoje, ele teria 54,2% dos votos válidos contra 45,2% de Dilma.

A pesquisa foi registrada pelo Instituto Veritá, entre os diias 6 e 8 de outubro, com 5.165 eleitores de todo o País e registrada junto ao TSE sob o número BR-01067/2014.

Na contagem de votos nominais, Aécio teria 42%, contra 36,1% de Dilma, enquanto 17,4 ainda estão indecisos e 4,5% votariam branco ou nulo.

Na transformação dos votos nominais para votos totais, isso representaria 54,8% para Aécio, contra 45,2% de Dilma.

Ontem, uma outra pesquisa, realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, também colocou Aécio na frente, mas por uma margem menor: 54% a 46%.

Leia, abaixo, o relatório da pesquisa Veritá:

Poder Leonardo Attuch Thu, 09 Oct 2014 05:51:38 +0000 http://www.brasil247.com/156383
Janot arquiva acusação criminal contra Aécio http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/156379 : Procurador-geral da República, Rodrigo Janot negou pedido do PT para abrir investigação criminal contra Aécio Neves (PSDB) sobre a construção do aeroporto de Cláudio (MG) na terra desapropriada de seus familiares; no entanto, determinou que a representação fosse encaminhada ao Ministério Público Federal em Minas para a avaliação de improbidade administrativa; obra feita no final do segundo mandato do tucano como governador de Minas custou R$ 14 milhões aos cofres públicos; a pista ainda não se encontra homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil <br clear="all"> :

247 - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, arquivou a acusação criminal feita pelo PT contra Aécio Neves (PSDB) sobre a construção do aeroporto de Cláudio (MG) na terra desapropriada de seus familiares. No entanto, ele determinou que a representação fosse encaminhada ao Ministério Público Federal em Minas para a avaliação de improbidade administrativa.

A obra feita no final do segundo mandato de Aécio como governador de Minas e custou R$ 14 milhões aos cofres públicos. A pista ainda não se encontra homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil. Em julho, o senador mineiro reconheceu ter usado o aeroporto, mas negou ter escolhido o local para beneficiar familiares.

O presidente do PT e membro do comitê presidencial de Dilma, Rui Falcão, acusou o presidenciável tucano de "usar o governo de Minas Gerais como extensão de suas propriedades" e de não distinguir o "público do privado".

Minas 247 Roberta Namour Thu, 09 Oct 2014 05:15:52 +0000 http://www.brasil247.com/156379
OAS repassou mais US$ 4,8 mi a Costa na Suíça http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/156384 : Polícia Federal identifica depósitos de braço da empreiteira de César Mata Pires (dir.) nas Ilhas Virgens Britânicas em uma conta na Suíça controlada pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa; acusado de atuar em esquema de lavagem de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, o réu entregou em depoimento à Justiça extrato de US$ 19 milhões em suas contas e citou propinas pagas pela Odebrecht, de Marcelo Odebrecht, e pela Camargo Corrêa, presidida por Vitor Hallack <br clear="all"> :

247 – A Polícia Federal identificou, a partir de documentos apreendidos na Operação Lava Jato, transferências bancárias de mais de US$ 4,8 milhões da OAS African Investments em uma conta na Suíça controlada pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Os depósitos da empresa, que é um braço da empreiteira de César Mata Pires no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, foram feitos para a offshore Santa Thereza Services Ltd, de Costa, nos dias 7 de maio, 11 de junho e 17 de julho de 201.

Apontado como comparsa do doleiro Alberto Youssef no esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina a servidores que movimentou mais de R$ 10 bilhões, Costa depôs ontem na Justiça, seguindo acordo de delação premiada.

Ele afirmou que o esquema de desvio de recursos na estatal alimentou campanhas políticas do PT, do PMDB e do PP. Entregou ainda um extrato de US$ 19 milhões em suas contas e citou propinas pagas por duas empreiteiras: a Odebrecht, de Marcelo Odebrecht, e a Camargo Corrêa, presidida por Vitor Hallack. O ex-diretor da Petrobras disse ter recebido uma propina paga até mesmo pelo presidente de outra estatal ligada à Petrobras. Sergio Machado, presidente da Transpetro, teria pago a ele R$ 500 mil. Outro nome citado foi o de José Eduardo Dutra, ex-presidente da BR Distribuidora (leia aqui).

Brasil Roberta Namour Thu, 09 Oct 2014 06:24:11 +0000 http://www.brasil247.com/156384
Marina se encontra com FHC em São Paulo http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/156386 : Reunião ocorreu nesta quarta-feira, na casa do ex-presidente FHC, horas antes de o PSB, partido de Eduardo Campos, anunciar a adesão ao tucano Aécio Neves; Marina Silva deve se pronunciar hoje sobre sua posição no 2° turno das eleições; seu partido, o Rede Sustentabilidade já recomendou voto em Aécio, nulo ou branco   <br clear="all"> :

247 – Terceira colocada no 1° turno da disputa à Presidência, Marina Silva se encontrou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em São Paulo. O tucano nunca escondeu o desejo de ver a ex-senadora no mesmo palanque do presidenciável tucano Aécio Neves.

A reunião ocorreu nesta quarta-feira, na casa do ex-presidente, horas antes de o PSB, partido de Eduardo Campos, anunciar a adesão a Aécio.

Ainda ontem, o porta-voz da Rede Sustentabilidade, Walter Feldman, também anunciou o posicionamento da sigla para o 2° turno contra a reeleição de Dilma Rousseff: “A síntese do que decidimos é que a mudança significa hoje o voto em Aécio, nulo ou branco”.

Marina Silva também sinalizou ao longo da semana uma aproximação com os tucanos e promete para hoje um posicionamento oficial, independente das siglas que é ligada.

SP 247 Roberta Namour Thu, 09 Oct 2014 06:39:08 +0000 http://www.brasil247.com/156386
Wyllys apoia Dilma e diz: "Meu lugar não é o muro" http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/156387 : Em carta divulgada no Facebook, deputado federal reeleito pelo PSOL do Rio de Janeiro, Jean Wyllys declara apoio à reeleição de Dilma Rousseff e destaca que o tucano Aécio Neves representa um retrocesso: “conservadorismo moral, política econômica ultra-liberal, menos políticas sociais e de inclusão, mais criminalização dos movimentos sociais, mais corrupção (sim, ao contrário do que sugere parte da imprensa, o PT é um partido menos enredado em esquemas de corrupção que o PSDB), mais repressão à dissidência política e menos direitos civis” <br clear="all"> :

247 – O deputado federal reeleito pelo PSOL do Rio de Janeiro, Jean Wyllys, declarou seu voto a presidente Dilma Rousseff em uma carta publicada no Facebook. Ele diz que o presidenciável tucano Aécio Neves representa o retrocesso. Leia:

Carta para além do muro (ou por que Dilma agora)

O muro não é meu lugar, definitivamente. Nunca gostei de muros, nem dos reais nem dos imaginários ou metafóricos. Sempre preferi as pontes ou as portas e janelas abertas, reais ou imaginárias. Estas representam a comunicação e, logo, o entendimento. Mas quando, infelizmente, no lugar delas se ergue um muro, não posso tentar me equilibrar sobre ele. O certo é avaliar com discernimento e escolher o lado do muro que está mais de acordo com o que se espera da vida. O correto é tomar posição; posicionar-se mesmo que a posição tomada não seja a ideal, mas a mais próxima disso. Jamais lavar as mãos como Pilatos — o que custou a execução de Jesus — nem sugerir dividir o bebê disputado por duas mães ao meio.

Sei que cada escolha é uma renúncia. E, por isso, estou preparado para os insultos e ataques dos que gostariam que eu fizesse escolha semelhante às suas.

Por respeito à democracia interna do meu partido, aguardei a deliberação da direção nacional para dividir, com vocês, minha posição sobre o segundo turno. E agora que o PSOL já se expressou, eu também o faço.

Antes de mais nada, quero dizer que estou muito feliz e orgulhoso pelo papel cumprido ao longo de toda a campanha por Luciana Genro. Jamais um/a candidato/a presidencial tinha assumido em todos os debates, entrevistas e discursos — e, sobretudo, no programa de governo apresentado — um compromisso tão claro com a defesa dos direitos humanos de todos e todas. Luciana foi a primeira candidata a falar as palavras “transfobia” e “homofobia” num debate presidencial, além de defender abertamente o casamento civil igualitário, a lei de identidade de gênero e a criminalização da homofobia nos termos em que eu mesmo a defendo; mas também foi a primeira a defender, sem eufemismos, as legalizações do aborto e da maconha como meios eficazes de reduzir a mortalidade da população pobre e negra, a taxação das grandes fortunas, a desmilitarização da polícia e outras pautas que considero fundamentais. O PSOL saiu da eleição fortalecido.

Agora, no segundo turno, a eleição é entre os dois candidatos que a população escolheu: Dilma Rousseff e Aécio Neves. E eu não vou fugir dessa escolha porque, embora tenha fortes críticas a ambos, acredito que existam diferenças importantes entre eles.

A candidatura de Aécio Neves – com o provável apoio de Marina Silva (e o já declarado apoio dos fundamentalistas MAL-AFAIA e pastor Everaldo; do ultra-reacionário Levy Fidélix; da quadrilha de difamadores fascistas que tem por sobrenome Bolsonaro e do PSB dos pastores obscurantistas Eurico e Isidoro) – representa um retrocesso: conservadorismo moral, política econômica ultra-liberal, menos políticas sociais e de inclusão, mais criminalização dos movimentos sociais, mais corrupção (sim, ao contrário do que sugere parte da imprensa, o PT é um partido menos enredado em esquemas de corrupção que o PSDB) e mais repressão à dissidência política e menos direitos civis.

Mesmo com todos as críticas que eu fiz, faço e continuarei fazendo aos governos do PT, a memória da época do tucanato me lembra o quanto tudo pode piorar. Por outro lado, Aécio representa uma coligação de partidos de ultra-direita, com uma base ainda mais conservadora que a do governo Dilma no parlamento. Esse alinhamento político-ideológico à direita entre Executivo e Legislativo é um perigo para a democracia!

Vocês que acompanham meus posicionamentos no Congresso, na imprensa e aqui sabem o quanto eu fui crítico, durante estes quatro anos, das claudicações e recuos do governo Dilma e do tipo de governabilidade que o PT construiu. Mas sabem também que eu tenho horror a esse anti-petismo de leitor da revista marrom, por seu conteúdo udenista, fundamentalista religioso, classista e ultra-liberal em matéria econômico-social. Considero-o uma ameaça às conquistas já feitas, que não são todas as que eu desejo, mas existem e são importantes, principalmente para os mais pobres. As manifestações de racismo e classismo que eu vi nos últimos dias nas redes sociais contra o povo nordestino, do qual faço parte como baiano radicado no Rio, mais ainda me horrorizam!

Por isso, avançando um pouco em relação à posição da direção nacional do PSOL, que declarou “Nenhum voto em Aécio”, eu declaro que, nesse segundo turno das eleições, eu voto em Dilma e a apóio, mesmo assegurando a vocês, desde já, que farei oposição à esquerda ao seu governo (logo, uma oposição pautada na justiça, na ética, nas minhas convicções e no republicanismo), apoiando aquilo que é coerente com as bandeiras que defendo e me opondo ao que considero contrário aos interesses da população em geral e daqueles que eu represento no Congresso, como sempre fiz.

Hoje, antes de dividir estas palavras com vocês, entrei em contato com a coordenação de campanha da presidenta Dilma para antecipar minha posição e cobrar, dela, um compromisso claro com agendas mínimas que são muito caras a mim e a tod@s @s que me confiaram seu voto.

E a presidenta Dilma, após argumentar que pouco avançou na garantia de direitos humanos de minorias porque, no primeiro mandato, teve de levar em conta o equilíbrio de forças em sua base e priorizar as políticas sociais mais urgentes, garantiu que, dessa vez, vai:

1. fazer todos os esforços que lhe cabem como presidenta para convencer sua base a criminalizar a homofobia em consonância com a defesa de um estado penal mínimo;

2. fazer todos os esforços que lhe cabem como presidenta para mobilizar sua base no Legislativo para legalizar algo que já é uma realidade jurídica: o casamento CIVIL igualitário. (Ela ressaltou, contudo, que vai tranquilizar os religiosos de que jamais fará qualquer ação no sentido de constranger igrejas a realizarem cerimônias de casamento; a presidenta deixou claro que seu compromisso é com a legalização do CASAMENTO CIVIL – aquele que pode ser dissolvido pelo divórcio – entre pessoas do mesmo sexo);

3. fazer maior investimento de recursos nas políticas de prevenção e tratamento das DSTs/AIDS, levando em conta as populações mais vulneráveis à doença;

4. dar maior atenção às reivindicações dos povos indígenas, conciliando o atendimento a essas reivindicações com o desenvolvimento sustentável;

5. e implementar o PNE – Plano Nacional de Educação – de modo a assegurar a todos e todas uma educação inclusiva de qualidade, sem discriminações às pessoas com deficiências físicas e cognitivas, LGBTs e adeptos de religiões minoritárias, como as religiões de matriz africana.

Por tudo isso, sobretudo por causa desse compromisso, eu voto em Dilma e apoio sua reeleição. Se ela não cumprir, serei o primeiro a cobrar junto a vocês!

Rio 247 Roberta Namour Thu, 09 Oct 2014 06:46:23 +0000 http://www.brasil247.com/156387
Mercadante: "Um país não se resume a uma moeda" http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156385 : Brasília - O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, fala com a imprensa sobre as greves e reivindicações dos servidores da educação no país Novo porta-voz da campanha da presidente Dilma Rousseff na área econômica, ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, contesta as propostas do presidenciável tucano Aécio Neves: “Eles propõem o que nunca fizeram no passado. Estabilizar a moeda é uma coisa e estabilizar a economia é outra. Um país não se resume a uma moeda”; segundo ele, o PSDB também ameaça as políticas sociais  <br clear="all"> : Brasília - O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, fala com a imprensa sobre as greves e reivindicações dos servidores da educação no país

247 – Recém-nomeado porta-voz da campanha da presidente Dilma Rousseff na área econômica, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, contestou as propostas do presidenciável tucano Aécio Neves:

“Eles propõem o que nunca fizeram no passado. Estabilizar a moeda é uma coisa e estabilizar a economia é outra. Um país não se resume a uma moeda”, disse em entrevista ao “Estado de S. Paulo”.

Questionado sobre a declaração de Arminio Fraga, intitulado ministro em caso de vitória de Aécio Neves, de que as políticas sociais estão sob ameaça com o pífio crescimento, ele contesta: “Quem ameaça as políticas sociais são eles. Nunca fizeram programas como o Mais Médicos, o ProUni. Foram contra todas as políticas sociais, que agora dizem que vão manter” (leia mais).

Economia Roberta Namour Thu, 09 Oct 2014 06:25:46 +0000 http://www.brasil247.com/156385
Dias: Piauí não deu 1 milhão de votos a Tiririca http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/156382 : Em resposta a declaração do ex-presidente FHC, de que PT tem o apoio do eleitorado menos informado, governador eleito do Piauí, Wellington Dias, aponta desconhecimento e preconceito por parte dos líderes tucanos: ‘O meu estado não deu um milhão de votos a Tiririca (PR-SP). Estamos contribuindo para o crescimento do Brasil. As pessoas não eram analfabetas porque queriam’ <br clear="all"> :

247 – Eleito governador do Piauí com 63% dos votos, Wellington Dias rebateu a declaração do ex-presidente FHC de que PT tem o apoio do eleitorado menos informado.

Ele aponta desconhecimento e preconceito por parte dos líderes tucanos, principalmente os de São Paulo: “O meu estado não deu um milhão de votos a Tiririca (PR-SP). Temos carinho e respeito pelo desenvolvimento de outros estados. Agora, o Piauí e outros estados querem apenas oportunidade. Estamos contribuindo para o crescimento do Brasil. As pessoas não eram analfabetas porque queriam’, disse em entrevista ao Globo.

Segundo ele, o feito dos governos Lula e Dilma foi olhar para o Brasil inteiro. Diz ainda ter uma missão pela frente, a de elevar a 80% a votação de Dilma Rousseff no Estado, terra natal de Marina Silva.

Brasil Roberta Namour Thu, 09 Oct 2014 06:08:35 +0000 http://www.brasil247.com/156382
Delfim cobra de Dilma novo chefe da Fazenda http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156381 : Segundo o economista e ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Netto, presidente Dilma Rousseff deveria apresentar antes da votação do dia 26 um nome para comandar o Ministério da Fazenda em um eventual segundo mandato para dar credibilidade a uma proposta de recuperação da economia; "Hoje todo mundo sabe que o Aécio nomeou ministro e o Mantega está desnomeado (sic). Então o governo (Dilma) vai ter que apresentar seu campeão, para apresentar seu projeto crível", disse <br clear="all"> :

Por Flavia Bohone
SÃO PAULO (Reuters) - A presidente e candidata a reeleição Dilma Rousseff (PT) deveria apresentar antes da votação do dia 26 um nome para comandar o Ministério da Fazenda em um eventual segundo mandato para dar credibilidade a uma proposta de recuperação da economia, disse o economista e ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Netto.

Para ele, Dilma e seu adversário no segundo turno, Aécio Neves (PSDB), precisarão apresentar nas próximas semanas propostas de estímulo ao crescimento econômico que transmitam credibilidade.

Aécio anunciou em 27 de agosto que, se eleito, nomeará o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga como ministro da Fazenda.
Dilma, enquanto isso, está em uma situação inusitada, depois de ter anunciado o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não continuará no cargo caso seja reeleita.

"Hoje todo mundo sabe que o Aécio nomeou ministro e o Mantega está desnomeado (sic). Então o governo (Dilma) vai ter que apresentar seu campeão, para apresentar seu projeto crível", disse o economista em entrevista à Reuters.

Delfim afirmou que a petista precisa de um nome para liderar a equipe econômica "com a mesma credibilidade" de Armínio, mas não soube dizer se a presidente fará a nomeação antes da votação em 26 de outubro.

Uma fonte graduada do governo afirmou que Dilma até pode anunciar o substituto de Mantega durante a campanha, dependendo dos resultados das próximas pesquisas de intenção de voto. A fonte ressaltou que apenas a presidente e "talvez uma ou duas outras pessoas" saibam quem ela tem em mente para conduzir a Fazenda em um segundo mandato.

Delfim destacou a importância de se apresentar ideias para a economia que transmitam credibilidade.

"Se eu anunciar que vou fazer e as pessoas acreditarem que eu vou fazer, elas vão ajudar. Se elas não acreditarem, vão operar em outra direção. Então, a credibilidade do programa é fundamental", disse ele.

O economista defendeu que o futuro titular da Fazenda trabalhe para equilibrar o setor financeiro e a economia real. "O setor financeiro tem que ser realmente regulamentado e controlado para servir ao setor real, e não servir-se dele."

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro encolheu 0,6 por cento no segundo trimestre e o país entrou em recessão técnica. Delfim estima que a economia do país deve crescer menos de 0,5 por cento este ano.

"O caminho para retomar o crescimento mais forte é recuperar o poder de poupança do governo, apresentar um programa crível de recuperação industrial e um programa crível de estímulo à exportação industrial", disse, acrescentando que os dois candidatos terão de mostrar seus planos para essas áreas e quem trouxer as propostas mais confiáveis pode ter vantagem na corrida presidencial.

INFLAÇÃO

A atual situação econômica brasileira, com a inflação em 6,75 por cento em 12 meses até setembro, na visão do ex-ministro é "desagradável, mas não apocalíptica".

"A inflação é desagradável e muito alta com relação a nossos competidores internacionais", disse.

"Isso não vai prejudicar dramaticamente a eficiência da economia, mas, seguramente, uma taxa de inflação de 4,5 por cento é mais do que satisfatória para permitir um ajuste interno de salário real sem grandes dificuldades. Então, é conveniente voltar para 4,5 por cento", acrescentou, referindo-se ao centro da meta de inflação do governo.

INFRAESTRUTURA

Delfim criticou a lentidão do governo atual em iniciar uma política de concessões para alavancar os investimentos.

"O governo demorou muito para aprender, mas hoje é evidente que a primeira ampliação de investimento público tem que ser por concessões", disse, acrescentando que o governo já entendeu também que concessão exige bons projetos e que não é possível determinar apenas a taxa de retorno.

"Se eu quero uma estrada alemã eu não posso fixar a qualidade da estrada e a taxa de retorno, eu fixo a qualidade e o leilão diz qual é o retorno."

Do lado positivo, o economista destacou as conquistas sociais alcançadas.

"Dilma tem 40 milhões de votos porque o andar de baixo sente que está melhor do que estava. O maior equívoco da oposição é ignorar isso, imaginar que o bolsa família é um pecado porque desestimula as pessoas, é um preconceito ridículo, é uma tolice gigantesca", disse. Para ele, os programas sociais trouxeram mais equilíbrio para a sociedade.

"O regime de economia de mercado é uma corrida e extremamente competitivo. Numa competição, todo mundo tem que sair do mesmo lugar e com duas pernas, onde ele vai chegar, vai depender do DNA, da sorte, de uma porção de coisas, mas a justiça se faz na saída, não na chegada."

(Reportagem adicional de Brian Winter)

 

Economia Roberta Namour Thu, 09 Oct 2014 05:34:25 +0000 http://www.brasil247.com/156381
1ª pesquisa do 2º turno: Aécio 54%, Dilma 46% http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156327 : Paraná Pesquisas registra e divulga primeira pesquisa de intenção de votos para o segundo turno; Aécio Neves, do PSDB, abre oito pontos percentuais de vantagem na contagem de intenções de votos válidos (54% X 46%) sobre presidente Dilma Rousseff; na estimulada, candidato do PSDB tem 49%, contra 41% para candidata à reeleição pelo PT; Aécio também com vantagem na pesquisa espontânea; tucanos aceleram e abrem frente; petistas largam atrás; mostra foi feita em 152 municípios de 19 estados entre a segunda-feira 6 e esta quarta <br clear="all"> :

247 – Acaba de ser divulgada a primeira pesquisa eleitoral do segundo turno das eleições presidenciais. De acordo com o instituto Paraná Pesquisas, o candidato do PSDB, Aécio Neves, tem 49% das intenções de voto. A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, registrou 41% da preferência do eleitorado.

Segundo o levantamento, realizado entre a segunda-feira 6 e esta quarta-feira 8 com 2.080 eleitores em 19 estados, 5% dos entrevistados declararam não saber ainda em quem votar, e outros 5% afirmaram que não pretendem votar em nenhum dos dois candidatos. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o grau de confiança é de 90,5%.

A mostra também beneficia Aécio quando é aplicada de forma espontânea, ou seja, não é apresentado nenhum candidato ao entrevistado, que escolhe por si só. Com essa metodologia, o tucano aparece com 45%, contra 39% de Dilma. Quando a pesquisa contabiliza apenas os votos válidos, o tucano ainda fica na frente, com 54%, e a petista tem 46%.

Confira abaixo a íntegra do relatório sobre o levantamento: 

Poder Gisele Federicce Wed, 08 Oct 2014 17:29:26 +0000 http://www.brasil247.com/156327
Rumor de escândalo sobre PSDB derruba Bolsa http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156324 : Índice viveu dia de montanha-russa; chegou a subir 1,31% na abertura do pregão desta quarta-feira 8, em meio a especulações eleitorais, mas depois sofreu queda de mais de 2% em meio a rumores de que uma denúncia contra o candidato Aécio Neves (PSDB) pode ser divulgada na imprensa; informações, porém, não foram publicadas nem confirmadas até o momento; com a indicação do Fed de que manterá as taxas de juros baixas por "tempo considerável", a Bovespa amenizou as perdas, fechando em queda de 0,66% <br clear="all"> :

Por Lara Rizério • Rodrigo Tolotti Umpieres

SÃO PAULO - O Ibovespa teve um dia de montanha-russa. O índice chegou a subir 1,31% na abertura do pregão, mas passou a cair 2% em meio a rumores de que uma denúncia que seria feita pela imprensa afetaria a candidatura de Aécio Neves (PSDB), fato que ainda não ocorreu. Porém, após a Ata do Fomc, o índice amenizou as perdas, mas não suficiente para fazer o índice virar para cima, fechando assim com perdas de 0,66%, aos 57.058 pontos. O giro financeiro na Bovespa atingiu R$ 9,39 bilhões.

Petrobras chegou a cair 5,5%, mas amenizou para baixa de cerca de 3%, enquanto o Banco do Brasil zerou as perdas. A ata do Fomc mostrou que o Fed vai manter a expressão "tempo considerável" ao se referir a juros baixos, o dólar diminuiu a sua alta registrada hoje.

Mas os rumores eleitorais pesam mais sobre o índice. "Todos os ativos brasileiros viraram repentinamente após rumores de que a imprensa fará denúncia que pode afetar candidatura de Aécio", diz Davison Santana, estrategista da Bloomberg. No entanto, até o momento ainda não foi divulgado nem confirmado qualquer teor sobre as informações que estariam para ser divulgadas, assim como a credibilidade das informações.

Além disso, o mercado partiu para movimento de proteção antes de pesquisas que serão divulgadas amanhã, com destaque para o Datafolha e Ibope. As expectativas pelas pesquisas são desencontradas: enquanto algumas pesquisas espelho apontam para um empate técnico entre Dilma e Aécio, outras sinalizaram a candidata petista com uma diferença acima do esperado ante o tucano.

Destaque ainda para o relatório da agência de classificação de risco Moody's, que fez um comentário sobre a situação brasileira após o primeiro turno das eleições presidenciais.

Segundo a agência, o rating do Brasil não depende de quem vencer a eleição e sim da capacidade do novo governo de reverter a deterioração que tem sido observada nas métricas de dívida, na política fiscal e na situação econômica. A Moody's diz que há pouca clareza nas propostas apresentadas até agora por Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), o que pode ser uma estratégia política.

Mesmo a ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), que impulsionou os mercados lá fora, não impulsionou tanto a bolsa por aqui. A ata mostrou que alguns integrantes do Fed queriam tirar a fala "tempo considerável", mas evitou em parte por causa da preocupação de que como o mercado veria essa política, além de acreditar ser preciso prudência para avaliar as condições econômicas.

Oi cai forte Fora do noticiário econômico e eleitoral, destaque para para a Oi (OIBR4), que tem a maior baixa do índice depois do anúncio da saída do seu CEO (Chief Executive Officer) Zeinal Bava. De acordo com o Bradesco BBI, a decisão tomada num momento em que a companhia enfrenta uma condição financeira delicada reforça a perspectiva desafiadora para a companhia telefônica.

Economia Gisele Federicce Wed, 08 Oct 2014 16:37:55 +0000 http://www.brasil247.com/156324
PSOL fica neutro, mas aconselha "nenhum voto em Aécio" http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156325 : Por maioria absoluta de votos [15 a 2], a Executiva do PSOL decidiu nesta quarta-feira 8 liberar seus filiados e não apoiar qualquer candidatura no segundo turno; mesmo sem declarar apoio à candidata Dilma Rousseff, porém, o partido vai recomendar aos militantes que não votem no candidato do PSDB, Aécio Neves; "Não é cabível qualquer apoio de nossos filiados à sua candidatura", diz documento do PSOL sobre o tucano; "O partido não está se posicionando em favor de nenhuma candidatura, mas é contra a de Aécio", disse Luciana Genro, que ficou em quarto lugar no primeiro turno <br clear="all"> :

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Por maioria absoluta de votos [15 a 2], a Executiva do PSOL decidiu liberar seus filiados e não apoiar qualquer candidatura no segundo turno das eleições presidenciais.

Mesmo sem declarar apoio à candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, o partido vai recomendar aos militantes que não votem no candidato do PSDB, Aécio Neves. "Não é cabível qualquer apoio de nossos filiados à sua candidatura", diz documento do PSOL sobre o tucano.

"O partido não está se posicionando em favor de nenhuma candidatura, mas é contra a de Aécio", afirmou Luciana Genro, que disputou a Presidência da República pelo PSOL e ficou em quarto lugar, com mais de 1,6 milhão de votos. Em entrevista na tarde de hoje (8), Luciana disse que não é uma posição totalmente neutra, porque, embora não se alinhe a qualquer dessas opções, nega o voto em Aécio.

A ex-deputada gaúcha acrescentou que, em respeito à posição do partido, não vai declarar de que forma pretende votar no segundo turno: se em Dilma, branco ou nulo. Segundo Luciana, os militantes e eleitores do PSOL deverão votar nulo ou em Dilma, mas o partido não se manifestará. "Isso será decisão de cada um." Para ela, o PSOL não tem nada em comum com Aécio Neves, "que representa um retrocesso". Por isso, considera a neutralidade necessária.

Segundo o presidente do partido, Luiz Araújo, o PT não fez contato com o PSOL para pedir ou negociar apoio para o segundo turno. "Faz tempo que não conversamos com o PT", disse Araújo, na entrevista. De acordo com Luciana Genro, o PSOL pretende continuar na oposição aos dois partidos e não pretende abrir negociação com o PT.

Sobre a possibilidade de voltar a disputar a Presidência da República, em 2018, a ex-deputada disse que está à disposição do partido para qualquer missão. "Vou continuar a minha atividade política e, se for chamada em 2018 para ser candidata à Presidência, assumirei essa tarefa com muita alegria", afirmou.

Leia abaixo a íntegra do texto publicado pelo PSOL:

Seguir lutando para mudar o Brasil
Dilma não nos representa. Nenhum voto em Aécio

O PSOL cresceu nas eleições de 2014. Dobramos nossa votação em relação a 2010, num cenário ainda mais difícil. Agradecemos a cada um dos 1.612.186 eleitores que destinaram seu voto ao fortalecimento das bandeiras que defendemos durante a campanha eleitoral. Conseguimos dobrar a representação parlamentar do PSOL, que alcançou cinco deputados federais e doze deputados estaduais. Essas bancadas farão a diferença nos seus estados e no Congresso Nacional na luta por mais direitos. Nosso projeto sai fortalecido das urnas, conquistando o quarto lugar em uma eleição marcada pela desigualdade da cobertura da imprensa, dos erros das pesquisas, do impacto do poder econômico e do desequilíbrio no tempo de televisão. Nada disso teria sido possível sem a militância do PSOL, que fez a diferença e conquistou, com muita dedicação, esse expressivo resultado.

Cumprimos o nosso papel, apresentando a melhor candidata e a melhor proposta para o Brasil. Luciana Genro constituiu-se como a principal referência da esquerda coerente e este é um enorme patrimônio de todo o PSOL. O programa que defendemos é o programa necessário para que se avance em direção a um Brasil justo e igualitário, livre da exploração e de todos os tipos de opressão. Esta foi nossa principal missão política nestas eleições, e avaliamos que a cumprimos bem.

Um segundo turno, quando não nos sentimos representados nele, é muitas vezes mais do veto que do voto. Entendemos que Aécio Neves, o seu PSDB e aliados são os representantes mais diretos dos interesses da classe dominante e do imperialismo na América Latina. O jeito tucano de governar, baseado na defesa das elites econômicas e nas privatizações, com a corrupção daí decorrente, significa um verdadeiro retrocesso. A criminalização das mobilizações populares e dos pobres empreendida pelos governos tucanos, em especial o de Alckmin, nos coloca em oposição frontal ao projeto do PSDB e aliados de direita. Assim, recomendamos que os eleitores do PSOL não votem em Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais. Não é cabível qualquer apoio de nossos filiados à sua candidatura.

A provável capitulação de Marina Silva à candidatura tucana demonstra a sua incapacidade de representar legitimamente o desejo de mudanças expresso nas ruas e comprova que a "nova política" não pode ser um atributo daqueles que aderem tão rapidamente ao retrocesso.

É preciso também afirmar que, diante do que foi o seu governo e sua campanha eleitoral, Dilma está distante do desejo de mudanças que tomou as ruas no ano passado. Seu governo atuou contra as bandeiras mais destacadas de nossa campanha, como a taxação das grandes fortunas, a revolução tributária que taxe os mais os ricos e menos os trabalhadores, a auditoria da dívida pública, contra a terceirização e a precarização das relações de trabalho, fim do fator previdenciário, a criminalização da homofobia e a defesa do casamento civil igualitário, uma nova política de segurança pública que acabe com a "guerra às drogas" e defenda os direitos humanos, a democratização radical dos meios de comunicação, o controle público sobre nossas riquezas naturais, os direitos das mulheres, a reforma urbana, a reforma agrária e a urgentíssima reforma política, que tire a degeneração do poder do dinheiro nas eleições, reiterado neste pleito, mais uma vez. Por tudo isso, se Dilma vencer o segundo turno, o PSOL seguirá como oposição de esquerda e lutando pelas bandeiras que sempre defendemos, inclusive durante a campanha eleitoral.

A partir destas considerações, o PSOL orienta seus militantes a tomarem livremente sua decisão dentro dos marcos desta Resolução, conscientes do significado sobre o voto no segundo turno, dia 26 de outubro, e agradece mais uma vez a todos o(a)s seus/suas eleitore(a)s e apoiadore(a)s pela confiança recebida nestas eleições.

PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE – PSOL
São Paulo, 8 de outubro de 2014.
Nos 47 anos da morte do comandante Che Guevara!

Poder Gisele Federicce Wed, 08 Oct 2014 17:07:15 +0000 http://www.brasil247.com/156325
Lindberg declara apoio à candidatura de Crivella http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/156328 Edvaldo Reis/ Crivella 10: Quarto colocado na disputa pelo governo do Rio, o senador Lindberg Farias (PT-RJ) declarou apoio à candidatura de Marcelo Crivella (PRB) no segundo turno da eleição estadual contra o atual chefe do Executivo fluminense, Luiz Fernando Pezão (PMDB); em ato realizado na Associação Comercial do Rio de Janeiro, Centro da capital, o parlamentar criticou o apoio do peemedebista à presidente Dilma; "Nossa presidenta precisa de um palanque honesto no Rio, não de um palanque anfíbio, duas caras, e hermafrodita", em referência ao movimento Aezão <br clear="all"> Edvaldo Reis/ Crivella 10:

Rio 247 – Quarto colocado na disputa pelo governo do Rio, o senador Lindberg Farias (PT-RJ) declarou apoio à candidatura de Marcelo Crivella (PRB) no segundo turno da eleição estadual contra o atual chefe do Executivo fluminense, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Quem também apoiará Crivella é o presidente do PT-RJ, Washington Quaquá, prefeito de Maricá, Litoral Sul do estado. A oficialização do apoio de ambos os petistas ocorreu, nesta quarta-feira (8), em ato realizado na Associação Comercial do Rio de Janeiro, Centro da capital.

Atendendo à pressão da Direção Nacional do partido, membros do PT fluminense anunciaram, nesta terça-feira (7), neutralidade na disputa pelo governo estadual. Ou seja, as posições de Lindberg e de Quaquá são pessoais. A decisão da alta cúpula do partido de manter a legenda neutra no Rio foi tomada porque tanto Crivella como Pezão apoiam a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

O senador Lindberg Farias criticou o apoio do governador do Rio à petista. Segundo o jornal O Dia, o parlamentar também afirmou que apenas Crivella apoia honestamente a candidatura do PT. "Nossa presidenta precisa de um palanque honesto no Rio, não de um palanque anfíbio, duas caras, e hermafrodita", em referência ao movimento Aezão, formado por lideranças que apoiam a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à presidência da República e governador do Rio na disputa estadual.

Pezão terminou o primeiro turno com 40,57% dos votos válidos. Em segundo lugar apareceu Crivella, com 20,26%. O deputado federal Anthony Garotinho (PR) alcançou 19,73%. Lindberg ficou em quarto, com 10,0%.

Garotinho também anunciou apoio à candidatura de Crivella, nesta terça-feira (7). "Só fiz um pedido a ele (Crivella), para livrar o Rio desse grupo que fez tanto mal ao estado, que trouxe o estado à falência financeira e moral. A nossa diferença foi muito pequena, 42 mil votos. Fizemos um estudo rápido, nossos votos são muito complementares, acho que podemos somar bem", disse o parlamentar, em sua casa, após encontro com Crivella, em Campos dos Goytacazes, Norte do estado do Rio.

Rio 247 Leonardo Lucena Wed, 08 Oct 2014 18:27:25 +0000 http://www.brasil247.com/156328
Pimentel estará na coordenação da campanha de Dilma http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/156329 Ichiro Guerra: Governador eleito de Minas Gerais será um dos coordenadores da campanha da presidente no segundo turno; ex-ministro, que atingiu 52% dos votos válidos contra 41,89% de Pimenta da Veiga (PSDB), trabalhará com o presidente nacional do seu partido, Rui Falcão; de acordo com membros do PT, a vitória de Pimentel em Minas, segundo maior colégio eleitoral do País, deixa ele em posição de destaque na campanha da petista <br clear="all"> Ichiro Guerra:

Minas 247 – O governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), será um dos coordenadores da campanha da presidente Dilma Rousseff no segundo turno a eleição presidencial. O ex-ministro, que atingiu 52% dos votos válidos contra 41,89% de Pimenta da Veiga (PSDB), trabalhará com o presidente nacional do seu partido, Rui Falcão.

De acordo com membros do PT, a vitória de Pimentel em Minas, segundo maior colégio eleitoral do País, deixa ele em posição de destaque na campanha da petista, que teve 43,48% dos votos válidos no estado, reduto eleitoral do seu adversário Aécio Neves (PSDB). O tucano, que governou Minas por quase oito anos, alcançou 39,75%.

Em nível nacional, a presidente Dilma alcançou 41% dos votos no primeiro turno. Aécio ficou na segunda posição, com 33%, seguido pela ex-senadora Marina Silva (PSB), com 21%. Nesta terça-feira (7), Dilma ironizou o fato de Aécio ter perdido em Minas. "Fiquei muito feliz com minha votação em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. Quem me conhece votou em mim", afirmou a presidente, em entrevista coletiva.

Minas 247 Leonardo Lucena Wed, 08 Oct 2014 18:18:32 +0000 http://www.brasil247.com/156329
Mercadante X Armínio: quem ganha esse duelo? http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156282 : Na esquerda, Aloizio Mercadante, o economista mais enfático do PT, assume frente econômica da reeleição; do outro lado, já nomeado ministro da Fazenda por Aécio Neves, Armínio Fraga, pelo PSDB, rasga elogios ao modelo do ex-ministro Antonio Palocci, que brilhou no governo Lula e caiu no de Dilma Rousseff, para contar o que pretende fazer: "Não seria muito diferente, Palocci fez uma belíssima gestão"; avanços sociais e desconstrução dos tempos de Pedro Malan, quando Fraga subiu juros a 45%, estão na pauta de Mercadante para contra-atacar; primeiros movimentos de Fraga são suaves; "trazer a inflação para a meta em um ano seria muito sacrifício", diz ele hoje; quem vai vencer esse debate central da eleição? <br clear="all"> :

247 – À esquerda, o ex-chefe da Casa Civil Aluizio Mercadante toma posição com a missão de relembrar o pior da política econômica do PSDB, nos tempos do ministro da Fazenda Pedro Malan e de Armínio Fraga na presidência do Banco Central. A missão é desconstruir aqueles tempos de juros a 45% e desemprego recorde, buscando acuar os tucanos em seu próprio córner histórico.

Do outro lado, faz quase um ano, quem está na luta é o já nomeado ministro da Fazenda do eventual governo Aécio Neves, Armínio Fraga. O discurso dele, ao contrário que parecia nos tempos iniciais de entrevistas e pronunciamentos, está se suavizando. Mais ainda, procura agora associar-se diretamente ao modelo empreendido pelo então ministro Antonio Palocci, que brilhou nos tempos do governo Lula e caiu em desgraça no início da administração Dilma:

- Não seria muito diferente daquilo, tem dito Fraga, quase que rasgando elogios ao trabalho do chefe da economia nos tempos de Lula:

- Como tudo na vida, se perguntar ao próprio Palocci ou a outros, talvez algumas coisas ele e sua equipe tivessem feito diferente. Mas o geral foi muito bom. Palocci fez uma belíssima gestão — disse Arminio.

O movimento é calculado. De olho no medo de ruptura brusca na economia por parte de empresários, Fraga vai prometendo uma mudança soft:

- Não está difícil. São algumas correções. Não acho que tem de trazer a inflação para a meta em um ano. Seria muito sacrifício, anuncia o presidente da Gávea Investimentos.

Mercadante ainda não abriu suas baterias, mas se sabe que ele deve partir para o confronto da ausência de acento social na política econômica tucana, além de ressaltar os avanços obtidos no governo Dilma, do qual ele foi ministro da Educação.

- O Fraga dá entrevistas todos os dias, o Mercadante, agora licenciado, tem condições de fazer esse debate, calcula  o presidente do PT, Rui Falcão.

Vai ficando claro que, enquanto o PT pretende mostrar "os monstros do passado" do PSDB, os tucanos, pela voz de Fraga, que, de fato, tem sabido ocupar a mídia com entrevistas e posicionamentos com muito mais intensidade que o petistas – à exceção do ministro Guido Mantega.

É justamente Mantega que fica no foco das críticas de Armínio, como se percebe pela súbita admiração dele pela gestão de Palocci. Fraga ao elogiar este está criticando aquele.

- O ministro vai continuar falando sobre as coisas do governo, enquanto Mercadante vai dar mais a visão direta da campanha.

Quem vai ganhar esse duelo? Para o mercado financeiro, está claríssimo que o único palatável é Fraga, mas Mercadante tentará ampliar o diálogo com os empresários, além de tentar aprofundar as raízes populares do governo Dilma. Não é pouca para fazer até o domingo 26.

Economia Felipe L. Goncalves Wed, 08 Oct 2014 12:27:49 +0000 http://www.brasil247.com/156282
Contadora de Youssef acusa Veja de mentir http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/156298 Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados: Em depoimento à CPI Mista da Petrobras, contadora Meire Poza desmente reportagem de Veja, publicada às vésperas do primeiro turno; em vários momentos do seu depoimento, ela frustrou parlamentares, ao sugerir que a reportagem sobre "malas de dinheiro" pagas a parlamentares é fantasiosa; "isso é a Veja, não o que eu disse"; sobre parlamentares, ela afirma ter pago apenas o voo de André Vargas num jatinho e o helicóptero dado a Luiz Argôlo; ela também negou que Youssef tivesse ascendência sobre prefeituras do PT, conforme publicado por Veja; e negou "chantagem" de Enivaldo Quadrado, doleiro condenado no "mensalão", sobre o PT; "não tenho conhecimento"; CPI frustrada com balde de água fria da contadora <br clear="all"> Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados:

247 – A ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, preso no âmbito da Operação Lava Jato, Meire Poza, desmentiu a revista Veja em diversos momentos de seu depoimento à CPI Mista da Petrobras nesta quarta-feira 8, no Congresso. "Eu não disse o que Veja colocou. Não disse que Youssef tinha ascendência sobre prefeituras do PT", afirmou a depoente aos parlamentares.

Questionada sobre se o tesoureiro do PT, João Vaccari, seria o "operador" do esquema, ela negou e disse não ter qualquer informação a respeito.

Mais de uma vez, Meire declarou que diversos comentários publicados por Veja, em uma edição que saiu às vésperas do primeiro turno das eleições, não foram feitos por ela. A contadora ressaltou nunca ter distribuído dinheiro a ninguém – a capa da reportagem tinha como título: "Eram malas e malas de dinheiro". "Isto é a Veja, não é o que eu disse", disse a depoente.

Em outro trecho da reportagem de Veja, afirma-se que "Meire Poza viu malas de dinheiro saindo da sede de grandes empreiteiras, sendo embarcadas em aviões e entregues às mãos de políticos". Ao ser questionada por parlamentares, ela novamente negou. "Não é o meu depoimento. Isso é a Veja."

Sobre parlamentares envolvidos em esquemas de corrupção, ela afirmou ter ciência do voo do deputado federal André Vargas (ex-PT/PR) num jatinho e do helicóptero dado ao deputado federal Luiz Argôlo (SD/BA). Outro político mencionado foi o ex-ministro Mario Negromonte, das Cidades. Ela negou, ainda, que Youssef tivesse ascendência sobre prefeituras do PT, conforme publicado pela revista da Abril.

Meire Poza também foi questionada sobre a suposta chantagem feita pelo doleiro Enivaldo Quadrado sobre o PT em razão da morte do ex-prefeito Celso Daniel – tema de outra reportagem de Veja. "Não sei de chantagem", afirma. "Esse contrato não me dizia nada", disse. Ela afirmou, apenas, que Enivaldo Quadrado teve sua multa no processo do mensalão paga pelo PT.

O depoimento vem frustrando os parlamentares. "O depoimento coloca os pontos nos is em questões que foram atribuídas a ela", disse o senador Humberto Costa (PT-PE). "Como por exemplo dizer que o senhor Youssef tinha ascendência sobre prefeituras do PT e que o senhor João Vaccari operasse qualquer esquema junto a fundos de pensão", afirmou. "Órgãos de imprensa colocam na boca de pessoas coisas que não são verdade. Aliás, essa conspiração citada por um órgão de imprensa [Veja] sobre chantagem foi negada pela própria Justiça Eleitoral".

Mídia Gisele Federicce Wed, 08 Oct 2014 12:33:14 +0000 http://www.brasil247.com/156298
Presidente da Sabesp assegura: “não existe racionamento” http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/156309 : Em depoimento à CPI da Câmara Municipal de São Paulo, Dilma Pena afirmou que eventual falta de água noturna representa "administração da disponibilidade de água" por parte da empresa; companhia esclareceu em nota, divulgada em seguida, que há diferença entre "problemas pontuais" e "falta d´água generalizada"; a Sabesp estuda reduzir a vazão do Sistema Cantareira, que opera hoje em 5,5% de sua capacidade <br clear="all"> :

SP 247 – A presidente da Sabesp, Dilma Pena, assegurou nesta quarta-feira 8 que não há racionamento de água no estado de São Paulo e que eventual falta do recurso no período da noite são "problemas pontuais", que atingem apenas de 1% a 2% do total da população.

"Não existe racionamento, existe administração da disponibilidade de água", disse Dilma, acrescentando que racionamento significa interrupção total da pressão. As afirmações foram feitas durante depoimento na CPI da Câmara Municipal de São Paulo que investiga os contratos da empresa com a capital paulista.

Ela disse aos parlamentares que o Sistema Cantareira, principal rede de abastecimento da região metropolitana de São Paulo, vive a maior crise de sua história. Mas ressaltou que as obras para o uso da segunda cota da reserva técnica, que trará ao sistema mais 106 bilhões de litros de água, estarão prontas ainda nesse mês.

Em nota divulgada depois do depoimento, a empresa afirmou que existe diferença entre "problemas pontuais" e "falta d´água generalizada". Leia abaixo:

Como já foi esclarecido para a imprensa em várias oportunidades, problemas pontuais podem ocorrer em imóveis sem caixa d'água, o que descumpre a norma nacional, com caixa de tamanho inadequado para a quantidade de pessoas que vivem no local, por vazamentos ou por gatos na rede que abastece a região, por exemplo.

Cabe ressaltar que esse percentual da Sabesp é muito melhor do que o brasileiro e vem evoluindo ano a ano. Casos pontuais não configuram falta d'água generalizada, conforme destacou Dilma Pena. Tanto que, mesmo diante da pior crise hídrica da história, o número de reclamações de falta d'água registradas na Central de Atendimento da Sabesp diminuiu em 2014 em relação a 2013.

Diante da falta de chuvas, a Sabesp estuda reduzir a vazão do Cantareira. Leia abaixo na reportagem da Agência Brasil:

Nível do Cantareira cai para 5,5% e Sabesp estuda reduzir vazão

Fernanda Cruz - O superintendente de Produção de Águas da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Marco Antonio Lopez Barros, admitiu que estuda reduzir a vazão do Sistema Cantareira. Os ministérios públicos Estadual e Federal já ajuizaram ação civil pública pedindo que o uso da água do Cantareira seja restringido.

De acordo com a Sabesp, a redução da vazão pode integrar o plano de contingência exigido pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) e pela Agência Nacional de Águas (ANA) para que comece a captação da segunda cota do volume morto. A companhia informou que o volume de redução da vazão ainda não foi estipulado.

Segundo medição da ANA, a vazão do Cantareira liberada para a Sabesp é hoje de 16,6 metros cúbicos por segundo. Ontem (7), estava em 17,27 metros cúbicos por segundo. Os volumes registram queda conforme a escassez de água aumenta. O nível total dos reservatórios do Cantareira continua preocupante e chegou hoje (8) a 5,5% da capacidade. Há um ano, o nível era 39,8%.

Esta é a maior crise hídrica da história de São Paulo. De acordo com o governo do estado, a partir do dia 30 deste mês, parte do volume do Sistema Guarapiranga passará a ser usada em complemento ao Cantareira.

SP 247 Gisele Federicce Wed, 08 Oct 2014 14:21:20 +0000 http://www.brasil247.com/156309
“Diferença entre os dois projetos é profunda” http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156273 : Cientista político e um dos principais intelectuais brasileiros, Wanderley Guilherme dos Santos faz uma análise do segundo turno em entrevista ao blog do jornalista Paulo Moreira Leite no 247; para ele, a diferença entre os projetos de PT e PSDB "é profunda, partem de convicções distintas do que entendem por uma boa sociedade e de como chegar a ela"; sobre as "enormes falhas" dos institutos de pesquisa, o professor afirma que eles "não captaram o que já vinha acontecendo"; segundo ele, a pergunta central "posta na agenda", agora, é a seguinte: "a votação de Dilma está próxima de seu teto enquanto a de Aécio é apenas seu patamar no reinício do jogo, ou vice-versa?"; leia a íntegra <br clear="all"> :

247 – Em uma análise sobre o segundo turno, o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos constata, sobre o PT da presidente Dilma Rousseff e o PSDB de Aécio Neves: "a diferença entre os dois projetos é profunda, partem de convicções distintas do que entendem por uma boa sociedade e de como chegar a ela".

Um dos principais intelectuais brasileiros, ele concede entrevista ao blog do jornalista Paulo Moreira Leite no 247, na qual afirma que "a pergunta central posta na agenda, agora, é a seguinte: a votação de Dilma está próxima de seu teto enquanto a de Aécio é apenas seu patamar no reinício do jogo, ou vice-versa?'".

Ele avalia, ainda, que "as enormes falhas das pesquisas eleitorais estimulam a interpretação de que houve significativa mudança nas preferências nacionais, que não captaram". Segundo ele, os institutos "apontaram mudanças extraordinárias no eleitorado. Não foi por aí". "O que ocorreu, com toda probabilidade, foi que os institutos não captaram o que já vinha acontecendo".

Na entrevista, Wanderley Guilherme fala ainda do caso de São Paulo, que define como "o mais espetacular deles". E analisa: "Em minha opinião, o desempenho de Aécio Neves, em São Paulo, e em outras regiões, se deve à recuperação da sigla PSDB nas eleições para a Câmara dos Deputados. Os candidatos a deputado conduziram Aécio Neves, sem desdouro de seu esforço pessoal".

Ele classifica como "sabotadores" os movimentos petistas de "Volta, Lula" ou "Lula 2018", que "entregam ao adversário a crítica de que até o PT estava descontente com Dilma", ou que deixam a candidata "com um papel de gerente interina no próximo governo". Segundo ele, apesar disso, "Dilma foi capaz de, com sobriedade e sem apelar para as facilidades dos gracejos, mostrar o excelente governo que vem fazendo".

Leia a íntegra da entrevista: Wanderley explica segundo turno

Poder Felipe L. Goncalves Wed, 08 Oct 2014 10:36:18 +0000 http://www.brasil247.com/156273
Inflação surpreende e se afasta do teto da meta, diz IBGE http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156261 : Em 12 meses, a inflação oficial atingiu o maior nível em quase três anos, acumulando 6,75%, e se afasta ainda mais do teto da meta do governo, impulsionada pelos preços de alimentos às vésperas da realização do acirrado segundo turno da eleição presidencial; meta do governo é de 4,5%, com tolerância de dois pontos para cima; em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,57% <br clear="all"> :

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A inflação oficial brasileira surpreendeu em setembro ao, em 12 meses, atingir o maior nível em quase três anos e se afastar ainda mais do teto da meta do governo, impulsionada pelos preços de alimentos às vésperas da realização do acirrado segundo turno da eleição presidencial.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,57 por cento no mês passado, acumulando em 12 meses 6,75 por cento, maior nível desde outubro de 2011 (6,97 por cento), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira,

Em agosto, o indicador havia avançado 0,25 por cento na base mensal, acumulando em 12 meses 6,51 por cento, já acima do teto da meta oficial --4,5 por cento, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos.

Os números de setembro do IPCA ficaram bem acima das expectativas em pesquisa da Reuters, cujas medianas apontavam alta de 0,47 por cento na comparação mensal e 6,64 por cento em 12 meses.

A inflação tem ficado acima de 6 por cento há meses, mesmo com a política de juros e