Opinião

Depois da barbárie, andar de cima quer a volta do jeitinho

“O perdão sem lastro articulado pelos golpistas de 2025 nada mais é do que uma volta atrás na roda da história”, escreve o jornlista Paulo Moreira Leite

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Ninguém precisa ficar surpreso com a desfaçatez de ricos e poderosos que planejaram a mais violenta a tentativa de golpe de Estado de que se tem notícia em nossa história recente.

Responsáveis por um plano selvagem de assalto à democracia, alimentado com vários elementos de crueldade e sadismo num grau jamais visto em nossa história política, após a derrota os golpistas de 8 de janeiro tentam negociar um perdão inaceitável, sem punição nem prestação de contas, num país que luta 24 horas por dia para reconstruir uma democracia ainda sob ameaça permanente.

Ao contrário do que ocorreu nos anos finais da ditadura cívico-militar de 1964, quando a anistia a presos políticos tornou-se um elemento capaz de fortalecer uma democracia recém-recuperada, o perdão sem lastro articulado pelos golpistas de 2025 nada mais é do que uma volta atrás na roda da história.

O que eles pretendem é abrir caminho para instalar um regime de insegurança política e violência permanente, uma ditadura sob medida para impedir o povo de exercer o direito de escolher governantes capazes de reorganizar o país conforme vontade da maioria de brasileiros e brasileiras.

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