Os 13 nomes anunciados para compor o segundo governo Dilma sinalizam que a maior preocupação do Palácio do Planalto, após uma disputa eleitoral extremamente radicalizada, é recolocar o País num ambiente de tranquilidade institucional e estabilidade política.
Depois de buscar retomar a confiança dos agentes econômicos, com os anúncios de Joaquim Levy e Nelson Barbosa, chegou a hora de enfrentar o terremoto da Operação Lava Jato. Com os ministros que agora se incorporam ao time de Dilma, fica claro que o governo buscou reforçar sua blindagem no Parlamento.
Entre os escolhidos, destacam-se três ex-governadores (Cid Gomes, Jaques Wagner e Eduardo Braga) e um ex-prefeito da maior cidade do País (Gilberto Kassab). Todos reconhecidos pela lealdade que tiveram em relação a Dilma e pela capacidade de articulação política, além da experiência administrativa.
Se Braga foi líder do governo em momentos delicados, Cid teve papel essencial na eleição presidencial, ao rachar o PSB, enquanto Wagner garantiu uma votação recorde na Bahia. Kassab, por sua vez, é peça estratégica na montagem de uma grande frente de centro, disposta a garantir a governabilidade no segundo mandato.
Outros nomes de destaque são Eliseu Padilha, do PMDB gaúcho, que foi ministro dos Transportes de FHC e tem bom trânsito na Câmara dos Deputados, onde paira a ameaça da eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Kátia Abreu, por sua vez, embora seja contestada pelos movimentos sociais, será chamada a dialogar com a sempre influente bancada ruralista. E sua nomeação, antes contestada pelo PMDB, acabou sendo abençoada pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), outro cacique que se fortaleceu na montagem da nova equipe.
A nova equipe de Dilma pode ter desagrado alas do PT e eleitores mais alinhados à esquerda, mas não se pode negar que as escolhas obedeceram a um critério: a busca de paz no campo político.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão