Opinião

Enquanto Justiça coloca golpistas na cadeia, Lula deve chamar o povo para a rua

A única forma de celebrar a derrota dos bandoleiros bolsonaristas é organizar e preparar a mobilização popular

Lula - 18/03/2025
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A condenação de Jair Bolsonaro pela Primeira Turma do STF não foi recebida com fogos de artifício nem grandes comemorações de rua, merecendo um aplauso discreto e previsível. Compreende-se.

Num país que há duas décadas enfrenta uma luta permanente contra um projeto fascista abençoado nos salões da Paulista e no Capitólio de Donald Trump, cabe entender os sinais da mobilização fascista ocorrida nesses dias.

Num reflexo direto da prolongada hegemonia constituída em sucessivas eleições presidenciais, marcadas pelas vitórias de Lula e Dilma, coube ao Partido dos Trabalhadores o direito de fazer 7 entre 11 indicações possíveis para o STF.

Não é pouca coisa. Essa situação oferece uma legitimidade institucional de grande valia diante de situações de crise e mesmo ataques golpistas à ordem, traço que tem marcado o comportamento das siglas mais reacionárias do país, incapazes de chegar ao poder pelo voto.

No Brasil de 2025 nenhuma providência será mais urgente do que investigar, localizar e punir golpistas que conspiram, 24 horas por diante, contra os direitos democráticos previstos pela Constituição. Trata-se da tarefa básica, sabemos todos. Sem anistia!

Não é só isso, porém. Num planeta onde as instituições tradicionais enfrentam processos abertos de sabotagem, chega ser ingenuidade imaginar que esse universo criado para enfrentar desafios da vida cotidiana terão musculatura e cérebro para encarar uma conspiração de natureza global, que hoje trabalha 24 horas por dia para transformar a América Latinha uma região sem independência política e um grau de submissão econômica que lembra o período colonial.

Nesta conjuntura, a única forma de celebrar a derrota dos bandoleiros bolsonaristas é organizar e preparar a mobilização popular que será necessária para fazer frente aos novos ataques que virão.

Nem o mais ingênuo dos brasileiros e brasileiras têm o direito de imaginar que um monstro organizado e financiado para destruir conquistas e liberdades de um dos maiores países do planeta irá acomodar-se à derrota de ontem. Tentará transformar o fiasco num evento passageiro.

Como lembrou o ministro Flávio Dino, ontem, na frase do dia: “ditadura mata”.

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