O que já se sabe sobre casal encontrado morto em apartamento de luxo de BH, com sinais de violência

Advogado de 75 anos e empresária de 76 foram encontrados mortos pelo filho

Idosos encontrado mortos
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O advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A Polícia Civil investiga a autoria, a motivação e a dinâmica do crime, que teria ocorrido na segunda-feira (29), segundo informações do G1.

A perícia apontou que Cláudio foi morto com 17 facadas, enquanto Maria Clotilde sofreu sete golpes. As investigações também tentam identificar uma mulher desconhecida que foi registrada por câmeras de segurança entrando no edifício pela manhã e deixando o local cerca de oito horas depois.

Os corpos foram encontrados na tarde de terça-feira (30), depois que o filho do casal foi até o apartamento por não conseguir contato telefônico com os pais desde a manhã anterior. Ao entrar no imóvel, ele encontrou a mãe caída na sala, em frente ao sofá, e o pai sobre a cama de um dos quartos.

O laudo preliminar da perícia indica que Maria Clotilde foi atingida por facadas na região da garganta, do pescoço, do queixo, do tórax e da pelve. Já Cláudio apresentava ferimentos principalmente no abdômen, nas costas e no pescoço. Os dois tinham lesões compatíveis com tentativa de defesa, o que sugere que tentaram reagir às agressões.

Um dos pontos considerados centrais pela investigação é a presença de uma mulher ainda não identificada no prédio. Imagens do circuito interno de segurança mostram a suspeita entrando no edifício por volta das 7h30 de segunda-feira e saindo aproximadamente às 15h30. Ela não foi reconhecida por moradores nem por testemunhas.

As imagens foram entregues à Delegacia de Homicídios, que busca esclarecer se a mulher tem relação com as mortes. A identificação dela é tratada como uma das principais frentes da apuração, já que o horário em que permaneceu no prédio coincide com o período em que o crime pode ter ocorrido, segundo a perícia.

O apartamento onde o casal morava não apresentava sinais de arrombamento. Ainda assim, os investigadores apuram a possibilidade de roubo, já que familiares relataram o desaparecimento de celulares e de uma bolsa de grife. Durante os trabalhos periciais, também foi encontrada uma gaveta violada, onde eram guardadas semijoias.

A ausência de arrombamento é um dos elementos analisados pela polícia para tentar reconstruir a dinâmica do crime. Os investigadores avaliam se o autor ou autora teve acesso facilitado ao edifício ou ao apartamento, além de verificar se havia relação prévia com as vítimas.

Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio viviam em um apartamento de alto padrão na capital mineira. A brutalidade do crime mobilizou equipes da Polícia Militar, da perícia e da Delegacia de Homicídios, que recolheram imagens, vestígios e depoimentos no edifício.

A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar os responsáveis pelas mortes, confirmar se houve roubo e determinar a motivação do duplo homicídio.

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