Presidente da Petrobras vê “novo patamar” de preço do petróleo: “ainda não voltou ao normal”

Magda Chambriard afirma que barril entre US$ 72 e US$ 75 já influencia o preço do diesel vendido pela estatal

Presidente da Petrobras, Magda Chambriard,
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247 – O petróleo entrou em uma nova faixa de preço, entre US$ 72 e US$ 75 por barril, segundo avaliação da presidente da Petrobras, Magda Chambriard. A executiva afirmou que esse novo patamar já influencia a política comercial da estatal, incluindo a redução anunciada para o diesel vendido às distribuidoras, em meio ao recuo do Brent e à diminuição das tensões no Oriente Médio, segundo a Folha de São Paulo.

Chambriard ponderou que o mercado internacional de petróleo ainda não voltou à normalidade, já que a guerra no Oriente Médio segue como fator de instabilidade. Ainda assim, a presidente da Petrobras indicou que os preços recentes sugerem uma acomodação em nível inferior ao observado nos momentos de maior tensão geopolítica. “(O mercado de petróleo) ainda não voltou ao normal, mas US$ 72 a US$ 75 parece mesmo um novo patamar”, afirmou Magda Chambriard.

A avaliação foi feita após a Petrobras anunciar, na noite de terça-feira (30), uma redução de R$ 0,3515 por litro no preço do diesel vendido às distribuidoras. O corte tem o mesmo valor do subsídio federal que estava em vigor e que deixou de valer nesta quarta-feira (1º). Na prática, a compensação feita pela estatal evita alta imediata no preço de venda às distribuidoras.

O petróleo Brent, principal referência internacional para a Petrobras, fechou a sessão de terça-feira cotado a US$ 72,92 por barril. O valor ficou próximo do patamar registrado em 27 de fevereiro, véspera do início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, quando o barril encerrou o dia a US$ 72,48.

Nesta quarta-feira, o Brent chegou a ser negociado abaixo de US$ 72, atingindo US$ 71,67 por barril, o menor nível desde 27 de fevereiro, quando tocou US$ 70,33. A commodity não ficava abaixo de US$ 72 desde 26 de junho, quando chegou a US$ 71,93.

A retirada do subsídio ao diesel foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, na terça-feira. A subvenção federal, de R$ 0,35 por litro, havia sido adotada em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo e dos combustíveis.

Segundo Durigan, outras medidas de subvenção atualmente em vigor no setor de combustíveis também estão sendo avaliadas pelo governo federal, com possibilidade de retirada gradual. A análise ocorre em um cenário de queda das cotações do petróleo, impulsionada pela redução das tensões no Oriente Médio.

O recuo do Brent tem relação direta com a melhora das expectativas sobre o abastecimento global. Irã e Estados Unidos anunciaram um acordo provisório para interromper a guerra, enquanto o fluxo de navios de carga pelo estreito de Hormuz começa a ser restabelecido. Antes do conflito, a passagem concentrava cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo.

As negociações ainda buscam estabelecer as condições para o fim definitivo da guerra, que já dura quatro meses. Apesar do alívio recente nos preços, a Petrobras e o governo avaliam que o mercado continua sujeito a oscilações, especialmente diante da dependência global das rotas estratégicas de transporte de petróleo no Oriente Médio.

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