Todas as campanhas eleitorais, sobretudo as presidenciais, dividem-se em duas partes: a construção do candidato que defende e a desconstrução do adversário. Desconstrução mesmo, não há meio termo numa campanha cujo objetivo é vencer.
Pelo que vi até agora, Sidônio Palmeira mostrou ter competência para exaltar os feitos do governo, mas não sei se ele tem a mesma capacidade para desconstruir o oponente. Não tenho a intenção de criar uma intriga entre o João e o Sidônio, que são baianos e são amigos, nem acho que o João trabalha para ocupar a vaga do conterrâneo.
Mas o que está em jogo, em 2026, vai muito além disso. É a última campanha de Lula, e Lula não pode perder. Tem todas as condições para isso, tem a caneta, tem currículo, tem o que mostrar, mas é fundamental não só desconstruir, mas destruir o bolsonarismo, e nesse quesito não há ninguém melhor do que João Santana.
Não falo em nome dele – embora seja seu amigo e admirador há uns 40 anos – nem sei se ele está interessado em entrar na campanha do Lula. Acho, no entanto, que todas as rusgas do passado deveriam ser enterradas e tanto Lula quanto Sidônio deveriam chamá-lo.
Pela primeira vez a campanha seria comandada por duas cabeças: Sidônio para construir, João Santana para desconstruir.
Torço para isso acontecer.
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