Na condição de presidente do Senado e do Congresso, mas também de chefe do VAR, Davi Alcolumbre poderia ter anulado a sessão da CPMI do INSS, na qual seu presidente, Carlos Viana, cometeu um erro de direito, contando apenas sete votos do governo, quando, na realidade, foram 14.
Mas preferiu esgrimir o argumento de que o quorum que valia não era o de quantos estavam presentes na sala, 27, e sim quantos estavam registrados no painel eletrônico, 31.
Alegou que para a pauta de convocações e quebras de sigilo ser derrotada seriam necessários 16 votos, dois a mais. E corroborou o resultado da sessão.
O que ficou claro, nas entrelinhas, é que ele ainda não digeriu, nem pretende digerir tão cedo, a indicação de Jorge Messias para a cadeira do STF, que continua vazia.
Em vez de vestir o figurino de Salomão, assumiu o aforismo do “olho por olho, dente por dente”.
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