Brasil não abrirá mão da soberania sobre minerais estratégicos, reafirma Alexandre Silveira

Ministro defende uso de terras raras e minerais críticos para impulsionar a industrialização, inovação e geração de empregos no país

Alexandre Silveira, 5 de fevereiro de 2026
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247 – O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reafirmou nesta terça-feira (30) que o Brasil não abrirá mão da soberania sobre seus minerais críticos e estratégicos. A declaração foi feita durante o evento CNN Talks – A Nova Era da Mineração, realizado em São Paulo. 

Segundo o ministro, o atual cenário internacional, marcado pelo aumento da demanda por minerais essenciais para a transição energética, a indústria de alta tecnologia e a inteligência artificial, representa uma oportunidade para que o Brasil deixe de atuar apenas como exportador de matérias-primas e passe a ocupar uma posição de maior protagonismo nas cadeias globais de valor.

Durante sua participação no evento, Silveira defendeu uma política mineral voltada ao desenvolvimento econômico e industrial do país, com foco na agregação de valor à produção nacional e na geração de empregos qualificados.

“Precisamos defender a soberania sobre o nosso subsolo, sobre as nossas riquezas, para que elas se voltem tanto empresarialmente, como socialmente e ambientalmente, a favor da nação brasileira. E nós defendemos essa soberania”, afirmou o ministro.

Na sequência, Alexandre Silveira reforçou que o conceito de soberania precisa resultar em benefícios concretos para a população brasileira.

“As nossas riquezas têm que se voltar à nossa soberania. Não é uma soberania de discurso, é uma soberania efetiva”, completou.

Brasil concentra reservas estratégicas de terras raras

O ministro destacou que o Brasil reúne uma das maiores reservas de minerais críticos do planeta, incluindo cerca de 25% das reservas conhecidas de terras raras. Esses minerais são considerados estratégicos para a fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, semicondutores e sistemas de defesa.

Para Silveira, esse potencial deve ser aproveitado para ampliar a industrialização nacional e fortalecer a presença brasileira nas etapas de maior valor agregado da cadeia produtiva mineral, reduzindo a dependência da exportação de produtos sem processamento.

Cobre é citado como exemplo de desafio industrial

Ao abordar a necessidade de expandir a capacidade industrial brasileira, Alexandre Silveira utilizou o cobre como exemplo. Segundo ele, embora exista elevada demanda nacional e internacional pelo mineral, o país ainda possui limitações na industrialização desse recurso.

“Nós sabemos que temos uma demanda infinita pelo cobre hoje. Tudo que produzimos teria mercado internacional e nacional. E nós sequer temos aqui a industrialização suficiente do cobre para a transição energética no Brasil”, explicou.

Governo aposta em nova governança para o setor mineral

Durante o debate, o ministro também destacou iniciativas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer o setor mineral. Entre elas está a criação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), responsável por coordenar ações estratégicas voltadas ao fortalecimento da segurança jurídica, da competitividade e da industrialização dos minerais críticos.

Segundo Silveira, a medida busca criar um ambiente mais favorável para investimentos e ampliar a participação do Brasil nos segmentos mais sofisticados da cadeia mineral.

Mapeamento geológico ainda é desafio para o país

O ministro ressaltou ainda que o potencial mineral brasileiro pode ser significativamente maior do que o atualmente conhecido, uma vez que boa parte do território nacional ainda não passou por levantamentos geológicos completos.

“É importante destacar que a maior parte dos países das grandes potências já tem um mapeamento geológico de 100% do seu território e o Brasil tem apenas 30%”, concluiu.

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Cortes 247

One response to “Brasil não abrirá mão da soberania sobre minerais estratégicos, reafirma Alexandre Silveira”

  1. Quais minerais críticos e estratégicos? Aqueles que o molusco já loteou à China?

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