PF investiga versão sobre R$ 430 mil ligados a Sóstenes

Polícia Federal apura se aliados de Sóstenes Cavalcante tentaram justificar dinheiro vivo apreendido em endereço do líder do PL

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247 – A Polícia Federal investiga se o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e pessoas próximas a ele montaram uma versão falsa para explicar a origem de R$ 430 mil em espécie apreendidos em um endereço ligado ao parlamentar, no âmbito de uma apuração sobre possível desvio de recursos da cota parlamentar, informa o jornal O Globo.

Advogados ligados a Sóstenes foram alvos de uma nova fase da operação da PF nesta quarta-feira (1º). O deputado não foi alvo dos mandados cumpridos nesta etapa, mas já havia tido endereços relacionados a ele vasculhados por agentes federais em dezembro do ano passado, quando o dinheiro foi encontrado.

A investigação busca apurar suspeitas de ocultação ou alteração de provas. Segundo a PF, a nova fase tem como objetivo aprofundar as apurações sobre um possível esquema de desvio de recursos da cota parlamentar da Câmara dos Deputados por meio de contratos de locação de veículos.

Sóstenes voltou a negar qualquer irregularidade e afirmou que uma das pessoas atingidas pela operação seria o comprador do imóvel que, segundo ele, deu origem ao dinheiro apreendido. “Uma dessas pessoas (alvos da operação) foi o comprador do imóvel (a que ele atribui o dinheiro em espécie). Nenhum dos alvos é meu advogado. Podem fazer operação a vontade, quem não deve não teme”, declarou o parlamentar.

A quantia de R$ 430 mil foi localizada em dezembro do ano passado, dentro de um saco de lixo guardado no armário de um flat alugado por Sóstenes em Brasília. À época, o líder do PL afirmou que o dinheiro era resultado da venda de um imóvel em Ituiutaba, em Minas Gerais, e que ainda não havia feito o depósito bancário por causa da rotina de trabalho. “O valor encontrado é oriundo de contrato limpo, venda de um imóvel. Quem quer viver de dinheiro de corrupção não mantém dinheiro lacrado. É dinheiro lícito”, disse Sóstenes na ocasião.

O deputado também afirmou que a quantia havia sido recebida recentemente e que seria declarada. “Eu vendi um imóvel e recebi em dinheiro lacrado, é declarado em meu Imposto de Renda. Eu recebi o dinheiro recentemente e, com a correria do trabalho, acabei não fazendo o depósito”, declarou.

A operação também mira a suspeita de irregularidades envolvendo contratos de aluguel de veículos pagos com verba da Câmara. A PF apura se recursos públicos da cota parlamentar teriam sido desviados por meio dessas contratações.

Sóstenes nega irregularidades no uso da cota e, quando a investigação veio a público, disse que o caso estaria sendo usado para desviar a atenção de outros temas. “Querem pegar um carro alugado e um dinheiro de imóvel para desviar o foco da população. Eu vou até o fim, eu não temo investigações. Estão dizendo que lavo dinheiro de um contrato de R$ 4.500. Poderiam ver as câmeras da Câmara. O carro tem dois anos de uso, e sempre esteve aqui, sendo filmado”, afirmou.

A explicação sobre a origem do dinheiro passou a ser analisada com mais atenção depois da revelação, em janeiro, de que a escritura da venda do imóvel foi registrada em cartório apenas em 30 de dezembro, 11 dias depois da operação da PF que apreendeu os R$ 430 mil.

A casa havia sido comprada por Sóstenes em fevereiro de 2023 por R$ 310 mil e depois vendida por R$ 500 mil a um advogado cujo escritório fica a menos de 500 metros do imóvel. Na escritura, registrada após a ação policial, consta que o deputado declarou ter recebido integralmente os R$ 500 mil em espécie em 24 de novembro, cerca de um mês antes da operação.

Sóstenes e o comprador do imóvel afirmam que a data corresponde à celebração do contrato de compra e venda, embora o registro em cartório tenha ocorrido somente depois da apreensão feita pela PF. O documento também informa que a assinatura da escritura ocorreu pela plataforma e-notariado, ferramenta que permite a realização do ato sem comparecimento presencial ao cartório.

Em 2022, Sóstenes declarou ao Tribunal Superior Eleitoral patrimônio de R$ 4.926,76, distribuído em duas contas bancárias.

Os mandados autorizados pelo Supremo Tribunal Federal foram cumpridos no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. A investigação apura suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Segundo a PF, há indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode configurar fraude processual.

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Cortes 247

2 responses to “PF investiga versão sobre R$ 430 mil ligados a Sóstenes”

  1. Este Sóstenes Cavalcante, vulgo SóCava, pastor do MaLacraia, cada vez se afunda mais e o da tornozeleira, felizmente vai junto.
    E a BANDIDAGEM que só vota em BANDIDOS, certamente continuará reelegendo o Inominável.

  2. Está na hora deste safado FDP explicar à origem da grana. E porque o alienado não à tinha em banco e sim embaixo do colchão de casa?
    O cara estava era na mais simples configuração de corrupção.
    Este “pastor” vagabundo, e estelionatário da fé do povo, vai começar a pagar a conta de tantos anos de roubalheira.

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