Ministro israelense de extrema direita defende novas colônias e ocupação da Faixa de Gaza

Ministro israelense quer colônias sionistas no norte de Gaza e afirma que quase 70% do território já está sob controle militar de Israel

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich
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247 – O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, defendeu a criação imediata de colônias de sionistas no norte da Faixa de Gaza e voltou a pedir a “conquista” do território palestino. Segundo a Al Jazeera, Smotrich argumentou que o avanço deveria começar pelo perímetro norte de Gaza, alegando que quase 70% da Faixa já estaria sob ocupação militar israelense.

De acordo com a Al Jazeera, a declaração do ministro ocorre em meio ao aprofundamento da ofensiva israelense e ao avanço de setores da extrema direita do governo de Benjamin Netanyahu que defendem a retomada da colonização israelense em Gaza. A proposta de Smotrich amplia a pressão interna pela anexação de áreas do território palestino e reforça o discurso de permanência militar israelense na região.

Smotrich é uma das principais lideranças da extrema direita israelense e tem defendido publicamente a expansão de assentamentos em territórios palestinos. A nova fala recoloca no centro do debate a possibilidade de Israel transformar áreas tomadas militarmente em zonas de presença civil israelense, uma medida que agravaria ainda mais a crise humanitária e diplomática em Gaza.

A Faixa de Gaza não possui assentamentos israelenses desde 2005, quando Israel retirou colonos e tropas permanentes do território no chamado plano de desligamento. A defesa da retomada dessas colônias representa, portanto, uma mudança de grande impacto político e territorial, especialmente em um cenário de guerra, deslocamento em massa da população palestina e destruição generalizada da infraestrutura local.

A fala também se conecta a declarações anteriores de autoridades israelenses sobre o controle de grande parte da Faixa de Gaza. Em maio, a Al Jazeera informou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu havia instruído o Exército israelense a ampliar sua presença militar para cerca de 70% do território, em movimento criticado por ampliar a ocupação e dificultar qualquer solução política para o enclave palestino.

Ao defender assentamentos no norte de Gaza, Smotrich sinaliza que parte do governo israelense não trata a ocupação militar apenas como uma operação temporária de segurança, mas como etapa para uma reorganização territorial mais profunda. Para os palestinos, a medida representaria novo avanço sobre terras ocupadas e risco de expulsão definitiva de comunidades já submetidas a sucessivos deslocamentos durante a guerra.

A proposta tende a intensificar a condenação internacional a Israel. A expansão de assentamentos em territórios ocupados é considerada ilegal pela maior parte da comunidade internacional, e iniciativas desse tipo na Faixa de Gaza poderiam ampliar o isolamento diplomático do governo Netanyahu em organismos multilaterais e entre países que defendem a criação de um Estado palestino.

A defesa da “conquista” de Gaza por Smotrich também pressiona as negociações sobre cessar-fogo, ajuda humanitária e reconstrução. Ao associar controle militar, presença civil israelense e colonização, o ministro reforça uma linha política que se opõe à devolução plena do território aos palestinos e aprofunda o impasse sobre o futuro da Faixa de Gaza.

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