Putin afirma que Ucrânia perderá mais territórios após ofensiva em Kursk

Presidente russo diz que incursão ucraniana teve efeito contrário ao esperado

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, em 4 de maio de 2026
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247 – A ofensiva ucraniana na região russa de Kursk terá como consequência novas perdas territoriais para Kiev, afirmou o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Segundo informações divulgadas pela Sputnik Brasil, o líder russo avaliou que a operação lançada pela Ucrânia produziu o efeito oposto ao pretendido, ao acelerar o avanço das tropas russas em diferentes frentes do conflito.

As declarações de Putin ocorrem em um momento em que o Ministério da Defesa da Rússia também anuncia novos ganhos militares no leste e no sul da Ucrânia. De acordo com o governo russo, suas forças continuam ampliando o controle sobre áreas estratégicas e realizando ataques contra infraestrutura militar utilizada pelas tropas ucranianas.

Putin diz que ofensiva em Kursk fortaleceu avanço russo

Segundo Putin, a incursão das forças ucranianas em Kursk acabou contribuindo para o avanço das tropas russas em outros setores da guerra.

O presidente afirmou que a Ucrânia “pagará com perda de territórios” pelas ações realizadas na região fronteiriça russa, sustentando que a operação desviou recursos militares de Kiev e abriu espaço para novos progressos das Forças Armadas da Rússia.

As declarações reforçam a narrativa adotada por Moscou desde o início da operação, segundo a qual as iniciativas militares ucranianas estariam produzindo resultados contrários aos objetivos estratégicos de Kiev.

Rússia anuncia ataques contra bases de lançamento de drones

Em comunicado divulgado no sábado (27), o Ministério da Defesa da Rússia informou que realizou ataques contra locais utilizados para o lançamento de drones ucranianos de longo alcance.

Segundo a pasta, as forças russas também assumiram o controle do povoado de Novoskelevatoe, na região de Dnepropetrovsk.

O ministério informou ainda que as tropas continuam avançando na cidade de Konstantinovka, localizada na República Popular de Donetsk — território controlado por Moscou, mas cuja anexação não é reconhecida pela maior parte da comunidade internacional.

De acordo com o comunicado, nas últimas 24 horas as tropas russas passaram a controlar 70 edifícios na cidade.

Defesa antiaérea derruba drones e mísseis

Ainda segundo o Ministério da Defesa russo, a defesa antiaérea destruiu três mísseis de cruzeiro de longo alcance do tipo Flamingo e 511 drones ucranianos de asa fixa durante o mesmo período.

O governo russo também apresentou um balanço das perdas atribuídas às forças ucranianas em diferentes setores da frente de batalha.

Segundo Moscou, o agrupamento Tsentr (Centro) eliminou mais de 305 militares ucranianos, além de oito veículos blindados, quatro automóveis e duas peças de artilharia. O agrupamento Sever (Norte) destruiu mais de 205 efetivos inimigos, dois blindados, 14 veículos e uma peça de artilharia. O agrupamento Yug (Sul) contabilizou mais de 200 militares mortos, dois blindados, 18 veículos e três peças de artilharia. O agrupamento Zapad (Oeste) informou mais de 220 baixas, um blindado, 17 veículos e duas peças de artilharia. Já o agrupamento Vostok (Leste) afirmou ter eliminado mais de 350 soldados ucranianos, três blindados, dez veículos e uma peça de artilharia, enquanto o agrupamento Dniepre declarou ter neutralizado até 60 militares, além de 11 veículos e duas estações de guerra eletrônica.

Rússia divulga balanço acumulado da guerra

O Ministério da Defesa da Rússia também apresentou seu balanço acumulado desde o início da operação militar iniciada em 2022.

Segundo os números divulgados por Moscou, foram destruídos 170.160 veículos aéreos não tripulados, 663 sistemas de mísseis antiaéreos, 29.934 tanques e outros veículos blindados de combate, 1.749 lançadores múltiplos de foguetes, 35.530 peças de artilharia de campanha e morteiros, além de 65.010 veículos militares especiais.

Os dados apresentados pelo governo russo não puderam ser verificados de forma independente e fazem parte dos comunicados oficiais divulgados por Moscou sobre o andamento da guerra na Ucrânia.

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