A sequência de “frames” de mais um entre os milhares de vídeos que circulam na internet registrando a matança em Gaza é de arrepiar todos os cabelos do corpo, é de embrulhar o estômago, é de dar nó em todas as tripas.
Enquanto a câmera passeia sobre os corpos mortos esparramados no chão, e a pá do caminhão bulldozer vai catando e acumulando, na caçamba da escavadeira, a pilha de cadáveres de civis palestinos recém-assassinados, ao norte da Faixa de Gaza, uma soldado israelense, com voz afinadíssima e doce, cantarola ao fundo uma canção, que parece ser de ninar.
O réquiem do desprezo à vida humana. O “lullaby” das vidas perdidas. O hino da derrota da Humanidade. A “ouverture” da grande ópera do fim do mundo.
Angustiante, desprezível, abjeto. Não há palavras para definir o tamanho de minha repugnância.
Chega!
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