Opinião

As novas cabeças do Monte Rushmore

“Direções de escolas estadunidenses, que se vangloriavam dos valores democráticos, contradizem-se, e abrem os portões para a polícia”, escreve Hildegard Angel

Manifestantes protestam no campus da Universidade Columbia, na cidade de Nova York
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Inspirados no acampamento armado na Universidade de Columbia, NY, em protestos contra o genocidio em Gaza, já são milhares de estudantes em toda a América, em dezenas de campi, protestando contra o governo sionista de Israel. Professores e funcionários das instituições aderem ao clamor dos jovens. A onda já chegou até a França, onde a SciencePo, de Paris, também está acampada pro-palestinos.

As direções de escolas estadunidenses, que se vangloriavam de seus valores democráticos, contradizem-se, e abrem os portões para a polícia, chamada por elas, espancar estudantes e jornalistas, prendendo várias centenas deles. A revolta contra tais ações faz crescer o bolo da indignação. As redes sociais compartilham registros antigos de presidentes de universidades, discursando pela total liberdade de opinião no campus, e fazendo o contrário: reprimindo. Até do governador do Texas há vídeo, de 2019, em que ele se orgulha de assinar uma lei, proibindo a entrada de polícia nas escolas, mas agora está permitindo.

A Constituição americana parece estar submetida ao Estado de Israel, e não aos valores do povo americano. Os sionistas estão conseguindo satanizar Israel, o judaísmo, e agora também os históricos princípios democráticos de que o povo norte-americano tanto se orgulhava. O lobby de Israel é mais poderoso do que George Washington, Benjamin Franklin e Alexander Hamilton, os redatores da carta magna. Nessa toada, talvez um dia vejamos dinamitarem, do Monte Rushmore, as cabeças de Washington, Thomaz Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln, e no lugar esculpirem as fisionomias de Ben Gurion, Golda Meir, Haim Weizmann e o Bibi Netanyahu, como os inspiradores dos valores de uma nova “América” emergente.

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Cortes 247

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