Opinião

Dádivas pulsocristalinas

Um poema de Doris Giesse

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Espaços em branco assim puros

São alvos respeitáveis do escuro

Pode este roubar-lhes algum brilho

Caso o faça, será poético, sem riscos

Não se dá tantas honras às sombras

Mas há que se reconhecer serem delas

A ourivesaria dos diamantes mais sofridos

A dor educa e lava as janelas

Refresca todas as fímbrias da memória

Donde se antevê cristalinamente

Porque a poeira sente e mostra tanta luz

Doris Giesse

23/01/2026

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