Opinião

Epifania a Solnik

Um poema de Julio Beraldi

Siga o 247 no Google Notícias Seguir no Google Notícias Adicione o Brasil 247 como fonte preferencial no Google Apoie o jornalismo independente Apoie o 247

Bebo minhas dúvidas num cálice.
Olho no espelho ,
onde está a minha face?

Campo, nuvens e sol.
O céu é uma ilusão
embriagada de paz.

A desilusão me ensinou
a enxergar o vento.

Já não sinto o chão.
Hoje embrulho a vida
num papel amassado e dourado
e amo apenas o tempo.

Sem esperança,
sem ilusão,
sem expectativas.
Livre da vida,
como um menino.
Não acredito mais em mapas.

Nos caminhos da minha mão,
a cigana só viu
rios sem destino.

As ondas gritam
no encontro com o rio.  

E eu, RIO das correntezas.

Minhas dificuldades
são fraquezas que aprendi a carregar.
Olha-me, espelho,

como se fosse a primeira vez.

E que o desespero rasgue a verdade,
pra eu nascer do que restou.

Julio Beraldi

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

Participe da discussão

Ao vivo

Inscreva-se

Cobertura contínua dos principais assuntos do dia.

Hoje na TV 247 1 de Julho
Acompanhe as
últimas notícias