Por Denise Assis, para o Jornalistas pela Democracia – Ao desembarcar em Santiago do Chile para visita oficial, nesta quinta-feira, dia 21, o presidente Jair Bolsonaro participou da cerimônia de recepção em sua homenagem com três dedos da fralda da camisa clara, vazando por baixo do paletó, por sinal curto e apertado.
Não vamos aqui crucificar o seu alfaiate, Santino Gonçalves Filho, de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o responsável pela confecção do terno de posse do presidente e, talvez, dos demais trajes que Bolsonaro vem usando. De origem humilde, Santino começou a costurar ainda quando criança, seguindo os passos da família e, na certa, o faz com capricho.
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Cabe a Bolsonaro se lembrar que quem desce do avião presidencial, não é o Jair Messias Bolsonaro, mas sim, o chefe de estado. Em casa, saboreando o seu pão com leite condensado, pode usar havaianas e até pijama, se quiser.
Quem desembarcou da aeronave foi o presidente do Brasil e, apesar de não me representar, representa o meu país perante uma nação irmã, soberana, que o recebeu com pompas e circunstâncias.
Onde estava a assessoria do presidente? Ninguém se preocupa com a imagem do país? Todas as vezes que ele desce lá fora a gente já se encolhe de vergonha da figura amarfanhada que surgirá em cena. Com todas as vergonhas já incorporadas à vida nacional por ter esta figura no poder – falas, atitudes e que tais – ainda vamos, agora, também nos preocupar com o vexame do seu figurino?
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