Agenda verde exige esforços conjuntos do Estado e da iniciativa privada, afirma urbanista

Essa avaliação é da arquiteta e urbanista Silvia Finguerut, que coordena a frente de projetos da Fundação Getulio Vargas (FGV)

Silvia Finguerut
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Conjur A promoção de iniciativas de transição energética, que integram a chamada agenda verde, precisa passar tanto pelo Estado quanto pela iniciativa privada, que podem atuar conjuntamente com parcerias público-privadas (PPPs).

Essa avaliação é da arquiteta e urbanista Silvia Finguerut, que coordena a frente de projetos da Fundação Getulio Vargas (FGV). Ela falou sobre o assunto em entrevista à série Grandes Temas, Grandes Nomes do Direito. Nela, a revista eletrônica Consultor Jurídico conversa com alguns dos nomes mais importantes do Direito, da política e da economia sobre os assuntos mais relevantes da atualidade.

“O Brasil tem uma das maiores matrizes de energia renovável, e ela está sendo muito valorizada pela iniciativa privada junto com as PPPs. Então, nós temos enormes desafios tanto para os governos quanto para a iniciativa privada, para, com isso, traçarmos um novo panorama para a energia no Brasil.”

Matriz limpa e renovável

A pesquisadora comentou o tema por ocasião do debate “Agenda verde e o desenvolvimento econômico”, que ela mediou na 12ª edição do Fórum de Lisboa, em junho. A mesa contou com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, entre outros importantes atores do setor de energia.

“Além do benefício de preservação, as energias renováveis devem valorizar mais do que tudo a sociedade e, principalmente, as comunidades vulneráveis, que sempre são as mais afetadas por todas as questões que envolvem as ameaças do meio ambiente. Então, ao utilizarmos as energias renováveis, vamos diminuir o impacto da poluição, causada especialmente pelos combustíveis fósseis, e, com isso, estaremos protegendo toda a sociedade.”

Silvia disse ver com otimismo o potencial brasileiro para ampliar a produção de energia limpa e renovável, destacando que o país já conta com uma das melhores matrizes do mundo nesse sentido.

“O ministro Alexandre Silveira já nos disse que o Brasil pode produzir hidrogênio verde de maneira bastante sustentável, o que é uma excelente notícia, já que o desafio técnico é grande. Ainda no campo dos biocombustíveis, o Brasil está abrindo uma nova e a maior usina do mundo de etanol do milho, o que é muito interessante, fortalecendo ainda mais essa inovação que o Brasil já tinha a partir da cana-de-açúcar.”

Clique aqui para assistir à entrevista.

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