Moraes ouve PGR e defesa de Bolsonaro após conclusão do inquérito sobre arma

Após manifestações, ministro do STF deve decidir sobre a manutenção, ou não, da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

Alexandre de Moraes
Siga o 247 no Google Notícias Seguir no Google Notícias Adicione o Brasil 247 como fonte preferencial no Google Apoie o jornalismo independente Apoie o 247

247 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de Jair Bolsonaro (PL) se manifestem, em até 48 horas, sobre a conclusão do inquérito da arma de Bolsonaro, investigação que apurou o transporte de uma pistola registrada em nome do ex-presidente por um militar responsável por sua segurança, informa Gustavo Uribe, da CNN Brasil.

Moraes acionou novamente o procurador-geral da República, Paulo Gonet, após a Polícia Civil do Distrito Federal concluir a apuração e sugerir o indiciamento do sargento Estácio Leite Filho por porte ilegal de arma de fogo. O ministro também abriu prazo para que os advogados de Bolsonaro apresentem nova manifestação antes de decidir os próximos passos do caso.

A expectativa é que Moraes avalie, depois das manifestações da PGR e da defesa, se Bolsonaro permanecerá em prisão domiciliar ou se deverá retornar ao regime fechado. Em manifestação anterior, a Procuradoria-Geral da República havia defendido a conclusão do inquérito para verificar se a conduta relacionada à arma poderia configurar falta grave atribuída ao ex-presidente.

A investigação teve início após o militar ser parado em uma blitz em Brasília enquanto transportava uma pistola registrada em nome de Bolsonaro. De acordo com a apuração policial, Estácio Leite Filho atuava na segurança do ex-presidente, mas não tinha autorização formal do proprietário para portar a arma, condição exigida pela legislação.

Em depoimento prestado no dia da abordagem, o sargento afirmou que levava a pistola para conserto e que depois a devolveria a Bolsonaro. A autoridade policial, no entanto, considerou que o militar estava em desacordo com as normas legais, já que o entendimento jurisprudencial é de que o porte funcional não permite a um agente público carregar uma arma registrada em nome de outra pessoa.

Apesar de sugerir o indiciamento do sargento, o delegado responsável pelo caso afirmou que o registro da arma de fogo de Bolsonaro estava válido. O relatório policial também apontou que não houve ilegalidade cometida pelo ex-presidente no episódio, conforme a conclusão do inquérito.

Com o encerramento da investigação, a decisão sobre eventual consequência para Bolsonaro dependerá da análise de Moraes a partir das manifestações da PGR e da defesa. O caso permanece sob avaliação do STF.

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

Cortes 247

3 responses to “Moraes ouve PGR e defesa de Bolsonaro após conclusão do inquérito sobre arma”

  1. Bolsonaro pode fazer qualquer barbaridade que o STF releva. Sempre releva e o deixa protegidinho na mansão dele, até a próxima ilegalidade. A sociedade aprende com isso, obviamente.

  2. O corajoso Xandão agora se escondendo por trás de protocolos processuais…. como este mundo dá voltas!

  3. Avatar de Erico José Siqueira Coutinho de Almeida
    Erico José Siqueira Coutinho de Almeida

    O delegado não viu inlegalidade em um condenado que esta na sua manção ter em sua posse uma arma de fogo, quer dizer que um condenado com tornozeleira pode ter uma arma? será que é por que o condenado, será que o Marcola também pode ou o beira-mar também pode?

Participe da discussão

Ao vivo

Inscreva-se

Cobertura contínua dos principais assuntos do dia.

Hoje na TV 247 1 de Julho
Acompanhe as
últimas notícias