247 – O ex-ministro Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, anunciou nesta quinta-feira (25) a escolha do ex-governador Márcio França (PSB) como vice na chapa que disputará o Palácio dos Bandeirantes. A definição ocorre após articulações entre PT e PSB em Brasília e foi divulgada em coletiva na capital paulista.
O anúncio foi consolidado após uma reunião realizada na quarta-feira (24), na capital federal, envolvendo lideranças das duas legendas, que selaram o acordo para composição da chapa majoritária em São Paulo. A movimentação também impacta a disputa pelo Senado no estado, com a confirmação das candidaturas de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) para as duas vagas disponíveis.
Durante o anúncio, Haddad destacou a trajetória política de Márcio França como um dos fatores determinantes para a escolha. “Mas, por várias razões, e sobretudo pela experiência no governo do estado como vice-governador, secretário de duas pastas importantes no governo Alckmin, depois governador de São Paulo, que concorreu à reeleição e teve um desempenho extraordinário, quase 50% dos votos… Eu, hoje pela manhã, falei com o nosso companheiro Márcio França e convidei ele, então, para figurar na condição de vice-governador na chapa. Comuniquei a Marina e Simone dessa decisão”, disse Haddad.
Nos bastidores, a possibilidade de França disputar o governo em candidatura própria chegou a ser debatida no início da semana, especialmente após a desistência de nomes como Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão). A hipótese era vista por alguns dirigentes como uma alternativa para evitar uma definição já no primeiro turno.
No entanto, a avaliação predominante dentro das articulações políticas foi de que uma nova candidatura poderia fragmentar o campo da esquerda, reduzindo sua competitividade na disputa estadual.
Com a decisão, a expectativa é de que a chapa intensifique a agenda de pré-campanha a partir da próxima semana, seguindo um modelo de presença mais ativa em diferentes regiões do estado. Márcio França deve acompanhar Haddad principalmente em compromissos no interior paulista, área considerada estratégica na disputa, onde aliados apontam a necessidade de ampliar o diálogo com lideranças políticas e setores produtivos locais.
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