Família Coelho Diniz amplia fatia no GPA para 25,1%

Movimento ocorre após retirada de cláusula que obrigava oferta pública ao atingir 25% das ações ordinárias

Entrada de um supermercado da rede Pão de Açúcar, pertencente ao GPA
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247 – A família Coelho Diniz elevou sua participação conjunta no GPA, grupo controlador do Pão de Açúcar, para 25,10% do total de ações ordinárias da companhia. A informação foi comunicada pela empresa nesta sexta-feira (26). A reportagem é do o jornal Valor Econômico.

O avanço ocorre pouco depois de os acionistas do GPA aprovarem a retirada da chamada cláusula de “poison pill”, mecanismo que protegia acionistas minoritários contra o aumento de participação de investidores ou grupos no capital da companhia.

A regra, agora excluída do estatuto social, previa a obrigação de realização de uma oferta pública de aquisição de ações caso um acionista ou grupo de acionistas atingisse 25% do total de ações ordinárias do GPA. Com a mudança, esse gatilho deixou de existir.

Antes da nova movimentação, a família Coelho Diniz, de Minas Gerais e com atuação no setor supermercadista, detinha 24,6% das ações ordinárias do grupo. Com a elevação para 25,10%, os acionistas ultrapassaram o antigo limite que acionava a obrigação prevista no estatuto.

A alteração no estatuto foi aprovada pela maioria dos acionistas do GPA. A retirada da “poison pill” abriu espaço para que investidores relevantes aumentassem suas posições sem a necessidade automática de apresentar uma oferta aos demais acionistas.

O movimento ocorre em um momento de rearranjo na base acionária do GPA. Em operação semelhante, a Bonsucex Holding e o empresário Silvio Tini, controlador da Bonsucex, também ampliaram sua participação conjunta direta e indireta na companhia, alcançando cerca de 25,795% do total de ações ordinárias.

Dono da rede Pão de Açúcar, o GPA é uma das companhias mais tradicionais do varejo alimentar brasileiro e tem passado por mudanças relevantes em sua estrutura societária. A ampliação da fatia de acionistas de referência reforça a disputa por influência no grupo após a flexibilização das regras de proteção contra concentração acionária.

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