247 – O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades lançaram, nesta quarta-feira (1º), o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), que reúne propostas e diretrizes para a modernização do transporte público coletivo em 21 regiões metropolitanas do país, com foco em planejamento de longo prazo, investimentos e eficiência.
O lançamento ocorreu no Rio de Janeiro, na sede do BNDES, com a participação do ministro das Cidades, Vladimir Lima, e do diretor de Planejamento e Relações Institucionais do banco, Nelson Barbosa. Durante o evento, também foi apresentado o portal Mobilidade Brasil, que concentra dados do estudo e detalha a carteira de projetos por região metropolitana.
O ENMU reúne 187 projetos recomendados, que somam mais de 3 mil quilômetros de sistemas de transporte de média e alta capacidade, como metrôs, BRTs, trens e VLTs. As propostas foram avaliadas a partir de mais de 100 indicadores técnicos, econômicos, socioambientais e urbanísticos, permitindo a priorização de investimentos.
Durante a apresentação, Nelson Barbosa destacou o impacto potencial da carteira de projetos.
“São 187 projetos recomendados, que gera mais de 3 mil quilômetros e pode viabilizar até R$ 430 bilhões em investimentos nos próximos 20 anos. Investimentos para gerar emprego, renda, melhorar e infraestrutura e principalmente reduzir as emissões, melhorar a qualidade de vida e aumentar a segurança no trânsito”, afirmou.
O ministro das Cidades, Vladimir Lima, ressaltou o caráter estratégico do estudo para o planejamento urbano e a formulação de políticas públicas de mobilidade.
“A ajuda o Brasil a olhar para esse desafio com planejamento, com dados, visão de futuro e compromisso com a vida real da população brasileira. É um trabalho que olha para os próximos 30 anos e ajuda a organizar uma visão nacional sobre os desafios da mobilidade urbana no Brasil”, disse.
Desenvolvido entre 2024 e 2026, o ENMU foi elaborado em parceria entre o BNDES, o Ministério das Cidades e outras instituições, com foco nas regiões metropolitanas mais populosas do país. O estudo também projeta impactos como redução de emissões de CO₂, diminuição do tempo de deslocamento, redução de acidentes e geração de empregos ao longo da cadeia produtiva.
Entre os resultados estimados estão a possibilidade de evitar cerca de 27 mil vítimas de sinistros de trânsito e a redução de até 15% no tempo médio de deslocamento diário, além de benefícios sociais superiores a R$ 400 bilhões.
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