247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (2) o endurecimento das punições para crimes de feminicídio e de violência contra a mulher. Durante agenda no Rio Grande do Norte, o chefe do Executivo afirmou que o governo pretende ampliar as penas para quem mata mulheres e reforçar os mecanismos de proteção às vítimas.
Lula voltou a destacar o Pacto contra o Feminicídio, iniciativa que integra a política do governo federal para enfrentar a violência de gênero. O presidente também ressaltou a participação da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, nas ações relacionadas ao tema.
Governo quer ampliar punições
Ao defender uma legislação mais rígida, Lula afirmou que os agressores devem ser responsabilizados de forma mais severa e que medidas protetivas precisam ser fortalecidas.
“Nós estamos fazendo o Pacto contra o Feminicídio. E vamos endurecer. O cidadão que bater na mulher vai ter que ser punido, vai ter que utilizar tornozeleira e, se a mulher quiser, não vai nem encostar mais na mulher. E aumentar a pena para quem mata mulher. Não é possível, o cidadão trancar a mulher e o filho na casa e tocar fogo, o cidadão dar 66 socos na cara da mulher”, declarou.
O presidente também reforçou a importância da proteção às mulheres ao afirmar que “é importante que todo homem saiba que só existimos porque nascemos de uma mulher.”
Agenda no Rio Grande do Norte
As declarações foram feitas durante a inauguração de um túnel da transposição das águas do rio São Francisco para o Rio Grande do Norte. Na cerimônia, Lula comentou as restrições impostas pela legislação eleitoral quanto à inauguração de obras públicas.
“Só posso inaugurar obra até o dia 4 de julho. A partir de amanhã, não posso inaugurar mais obra por causa das eleições. Mas eu posso visitar obra, então vou voltar para ver a universidade, ver outras obras. Mas para fazer visitas, sem poder falar nada”, afirmou.
Brasil Sorridente
Durante o evento, o presidente também cobrou maior divulgação do programa Brasil Sorridente e pediu à governadora Fátima Bezerra (PT) que incentive a Secretaria de Saúde do estado a ampliar a divulgação da iniciativa.
“É preciso obrigar seu secretário de Saúde para fazer propaganda do Brasil Sorridente, porque tem muita gente sem dente que não sabe que tem o Brasil Sorridente. Médico só gosta de fazer propaganda de médico, não gosta de falar de dentista”, disse.
Críticas à desigualdade
Lula também voltou a abordar a desigualdade social e afirmou que a população de baixa renda costuma receber maior atenção durante os períodos eleitorais. “Nós (pobres) somos tratados como invisíveis, mas no dia da eleição somos importantes”, disse.
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