“Dilma trata o PMDB com requintes de crueldade”

Geddel Vieira Lima continua a incendiar o cenário de guerra com o PT e prega rompimento “imediato” de seu partido com a presidente Dilma Rousseff; ele critica seus pares pela busca por mais um ministério em troca de a base de ‘acalmar’; peemedebista usa a música ‘Lepo Lepo’, hit do Psirico no Carnaval de Salvador, para…

Geddel Vieira Lima continua a incendiar o cenário de guerra com o PT e prega rompimento "imediato" de seu partido com a presidente Dilma Rousseff; ele critica seus pares pela busca por mais um ministério em troca de a base de 'acalmar'; peemedebista usa a música 'Lepo Lepo', hit do Psirico no Carnaval de Salvador, para resumir a situação do PMDB; "O partido não tem nada, é tratado pela presidente da República com requintes de crueldade, é apresentado como fisiológico e se mantém no governo. Ficar com Dilma por quê? Só pelo Lepo Lepo? Na prática, é o que está acontecendo"
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Bahia 247 – Secretário nacional do PMDB, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (Integração) continua a incendiar o cenário de guerra com o PT no Congresso. Ele prega rompimento “imediato” de seu partido com a presidente Dilma Rousseff e critica seus pares pela busca por mais um ministério em troca de a base de ‘acalmar’.

“É hora de sair, de entregar ministérios, não de pedir mais. Isso nos arrebenta, acaba com a nossa imagem”. Em entrevista ao Blog do Josias, Geddel usa a música ‘Lepo Lepo’, hit do Psirico no Carnaval de Salvador neste ano, para resumir a situação do PMDB.

“O partido não tem nada, é tratado pela presidente da República com requintes de crueldade, é apresentado como fisiológico e se mantém no governo. Ficar com Dilma por quê? Só pelo Lepo Lepo? Na prática, é o que está acontecendo”.

Ele defende ainda “reposicionamento” do PMDB. “Vice-presidência da República não é projeto, é circunstância. Um partido pode, circunstancialmente, fazer alianças. Mas é natural que evolua. Temos eleições de quatro em quatro anos justamente para permitir repactuações políticas. Vale para os eleitores e também para os partidos”.

Ele ironiza os ataques de petistas como Rui Falcão e a própria Dilma à diversidade de opiniões dos peemedebistas.

“Nesse aspecto, o PMDB é igualzinho ao PT. A diferença é que eles dão nome aos seus grupos. É democracia radical, convergência de esquerda, isso e aquilo”.

“Amigo” do vice-presidente Michel Temer, Geddel se escora no PT e no ex-presidente Lula.

“O PT entende a evolução como alto natural. Até porque nenhum outro partido mudou tanto suas posições ideológicas quanto o PT. O presidente Lula, que é o grande líder do PT, patrono da presidente Dilma, já disse que prefere ser uma metamorfose ambulante. Portanto, não sou eu que estou dizendo que é preciso evoluir. Quem diz é o Lula. E o Raul Seixas”.

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