Premiado pela Globo, Moro diz: corrupção não é insuperável

Ao receber o prêmio de “Personalidade do Ano”, do jornal O Globo, juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, disse que o combate à corrupção é um objetivo comum: ‘Por mais plural que seja a democracia, existe um consenso. Todos são contra a corrupção e todos concordam que deve ser punida. Brasil já…

Ao receber o prêmio de "Personalidade do Ano", do jornal O Globo, juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, disse que o combate à corrupção é um objetivo comum: ‘Por mais plural que seja a democracia, existe um consenso. Todos são contra a corrupção e todos concordam que deve ser punida. Brasil já enfrentou desafios muito maiores. A corrupção é mais um. Não vejo nenhum problema como insuperável. Com apoio das instituições democráticas, conseguiremos acabar com ela’; ele recebeu o prêmio das mãos de João Roberto Marinho, que, ao mesmo tempo em que exalta o juiz, lidera uma agenda midiática e ideológica contra o PT e algumas de suas políticas, como o atual modelo de exploração do pré-sal
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247 – Premiado como a “Personalidade do Ano”, do jornal O Globo, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, disse em seu discurso que o combate a corrupção é um “objetivo comum” e não é insuperável:

“Por mais plural que seja a democracia, existe um consenso. Todos são contra a corrupção e todos concordam, seja aqueles à esquerda, seja à direita, que a corrupção, quando identificada e provada, deve ser punida. Brasil já enfrentou desafios muito maiores. A corrupção é mais um. Não vejo nenhum problema como insuperável. Com apoio das instituições democráticas, conseguiremos acabar com ela”, disse.

Ele também elogiou o trabalho da imprensa na cobertura da Lava Jato e destacou a atuação do ministro Teori Zavasck, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo julgamento dos envolvidos que tem prerrogativa de foro privilegiado.

Moro recebeu o prêmio das mãos de João Roberto Marinho, do grupo Globo, que, ao mesmo tempo em que exalta alguns juízes (antes de Moro, o premiado foi Joaquim Barbosa), liderada uma agenda editorial e ideológica contra o PT e algumas de suas políticas, como o atual modelo de exploração do pré-sal e a valorização do conteúdo nacional pela Petrobras.

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