Opinião

MinC voltou e fica a lição de como se deve lidar com Temer

O mundo da cultura ganhou e mostrou ao Brasil que o presidente interino, além de ilegítimo, é fraco. E isso é tudo o que Temer não queria mostrar. Com a volta do MinC, cresce o ânimo de quem quer a volta de Dilma e da democracia

16/05/2016- Brasília- DF, Brasil- 16-05-2016- O presidente interino, Michel Temer, durante reunião com organizadores da olímpiada do Rio. Foto Lula Marques/Agência PT
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O ministro da Educação anunciou pelo Twitter que o Ministério da Cultura será recriado pelo presidente ilegítimo e interino Michel Temer.

É a primeira grande derrota de um governo que está mais do que completamente perdido e cujos ministros já anunciaram diversas coisas pela manhã e tiveram de recuar à tarde.

Entre elas, a interrupção do Minha Casa Minha Vida, cortes no Bolsa Família e aposentadoria aos 65 anos.

Mas esse recuo não é isolado.

É um volta-atrás do governo como um todo que atinge duas iniciativas que se complementam.

A primeira é a da diminuição do Estado. Quando Temer fecha ministérios, isso aponta para uma desestatização geral. E abre as portas para a privatização de bancos públicos e da Petrobras, por exemplo.

A segunda tem a ver com o que o MinC tem de simbólico. Ao fechá-lo, busca-se interditar o campo da cultura e seus incômodos. É na área da cultura que se elaboram as críticas e as reflexões que tendem a incomodar o establishment.

Há quem vá dizer que o fato de Temer ter recuado no caso do MinC é uma derrota para a resistência ao golpe.

Enganam-se.

O mundo da cultura ganhou e mostrou ao Brasil que o presidente interino, além de ilegítimo, é fraco.

E isso é tudo o que Temer não queria mostrar.

Porque, com a volta do MinC, cresce o ânimo de quem quer a volta de Dilma e da democracia.

As lutas ficam mais fortes quando contabilizam vitórias. A vitória do MinC é de quem lutou e não de quem recuou.

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Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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