Helcio Bruno afirma que foi procurado pelo reverendo Amilton para agenda no Ministério da Saúde

Coronel do Instituto Força Brasil disse que reverendo Amilton de Paula o procurou para falar da oferta de vacinas da Davati e pedir uma agenda compartilhada no Ministério da Saúde

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247 – Em depoimento à CPI da Covid nesta terça-feira (10), o tenente-coronel da reserva e presidente do Instituto Força Brasil (IFB), Helcio Bruno de Almeida, disse que não conhecia os representantes da Davati Cristiano Carvalho e Luiz Paulo Dominguetti, antes de uma reunião com a empresa no Ministério da Saúde.

O tenente-coronel Helcio Bruno explicou que em 03/03 solicitou ao Ministério da Saúde uma agenda com o  IFB para tratar sobre como seria operacionalizada a participação do setor privado na agenda nacional de vacinação. E que, no dia 12/03, recebeu visita do reverendo Amilton de Paula – até então desconhecido por ele – para falar sobre a Davati, sua disponibilidade de vacinas e o pedido de compartilhamento de agendas no Ministério da Saúde, segundo o tenente-coronel.

Mesmo sem nunca ter ouvido falar da Davati, seus representantes Cristiano Carvalho e Luiz Paulo Dominguetti e não conhecer a o reverendo Amilton de Paula, o tenente-coronel Helcio Bruno aceitou compartilhar a agenda e, segundo ele, em sua avaliação não encontrou nada que desabonasse a Davati. “O interesse da IFB era acelerar o processo de vacinação”. 

O presidente da CPI, senador Omar Aziz(PSD-AM), criticou o posicionamento do tenente-coronel, um homem experiente que sequer investigou os antecedentes da Davati. 

 “A gente quer saber como um homem de 63 anos, com a experiência que tem, cai na conversa de vigário da Davati. Não dá pra entender.  Um homem tão experiente sentar sem pesquisar quem é a Davati para tratar de um assunto tão sério que é salvar vidas, que é a compra da vacina”, pontuou o senador. 

Hélcio Bruno também negou que tenha uma relação íntima com o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco.

“Nunca tive qualquer relação de amizade com o coronel Elcio Franco, apenas podendo eventualmente tê-lo encontrado em alguma solenidade militar que não me recordo. Nunca estive em sua casa, nunca conheci sua família e jamais almoçamos ou jantamos juntos.”

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