247 – O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), informou na noite desta quarta-feira (1) pelo Twitter que o médico que concedeu atestado ao lobista Marconny Albernaz de Faria disse à comissão que irá revogar a validade do documento. A Folha de S. Paulo revelou que o lobista ajudou Jair Renan Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, a abrir sua empresa, a Bolsonaro Jr Eventos e Mídia.
Marconny Faria utilizou o atestado com justificativa para faltar ao depoimento à comissão. O documento dava a ele 20 dias de licença para tratar uma “dor pélvica”. Diante da reviravolta, Randolfe Rodrigues comunicou que ele será ouvido nesta quinta-feira (2).
O médico, ainda de acordo com o senador, se comprometeu a prestar esclarecimentos à CPI.
O profissional disse à comissão que concedeu atestado a Marconny Faria, mas que “notou uma simulação por parte do paciente”.
Mais cedo, o diretor-clínico do Hospital Sírio Libanês montou uma junta médica para analisar dois casos de pacientes que alegaram não poder comparecer à CPI da Covid – entre eles Marconny – porque deram entrada no hospital com problemas de saúde.
Na sessão desta quarta-feira (1), o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), chegou a contatar o hospital para confirmar a internação de um dos alvos do colegiado.
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