247 – O governo brasileiro sugeriu à ONU que os ataques de garimpeiros e madeireiros a indígenas resultam de um racha entre os próprios indígenas. O Itamaraty enviou carta ao organismo depois que relatores pediram informações do governo sobre ameaças e intimidações sofridas por uma liderança indígena.
Segundo Jamil Chade, no UOL, a ONU fez o pedido de informações após Alessandra Munduruku ter sofrido ataques políticos na época da COP26, em novembro de 2021. Na resposta aos relatores, o governo brasileiro lista uma série de medidas tomadas para proteger a liderança indígena.
“A região na qual Alessandra Munduruku opera tem experimentado tensões em anos recentes”, dizem as autoridades brasileiras.
“De um lado, a maioria dos povos indígenas da étnica Munduruku e quase todos as associações são opostas à mineração e extração de madeira dentro de territórios indígenas. De outro lado, um grupo — formado por indígenas e não indígenas — tem atuado para promover tais atividades”, dizem.
A resposta está sendo dada dias antes do início de uma viagem para a Europa de uma missão de representantes da etnia Munduruku, que irão denunciar violações contra os povos indígenas na região do Pará.
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